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História Operação: Conquistar Regina Mills - Capítulo 6


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Notas do Autor


Olá! Olá! Obrigada pela receptividade. Vocês são incríveis. ♥

Enjoy it! ;)

Capítulo 6 - À sua maneira...


Emma entrou em casa com um sorriso cheio de segundas intenções no rosto. Mesmo depois que acendeu a luz não percebeu que estava acompanhada. 

— “O que é isso no seu rosto?” - Como uma pessoa fria e racional, ela não se deixou abalar apesar da surpresa. 

— “Papai, sabe que não pode ficar aqui.” 

— “Eu sabia que você não a traria aqui, não hoje pelo menos. Mas vamos, me responda. Parece que alguém andou juntando negócios com prazer...” 

Ela continuou a fazer o que estava fazendo, tirando as joias, a sandália... Iria deixar o assunto morrer. Mas claro que David não. 

— “Você vai mesmo insistir nisso?” - Ela revirou os olhos. 

— “Tudo bem! Foi divertido...” - Se David não conhecesse sua filha ele teria ficado com uma pontinha de preocupação. Mas ela é Emma Swan, uma mulher determinada, forte, cética e independente. Ela não nasceu para se apaixonar. Se ela não fez enquanto mais jovem, quando o caráter é mais maleável e as barreiras não são tão altas, agora seria impossível de acontecer. Ela já estava moldada. 

— “Então isso significa que ela está interessada?” - Ela se deitou no sofá, colocou os pés no colo dele e suspirou. 

— “Não será tão fácil quanto imaginei. Quero dizer, ela está interessada, mas em Los Angeles só o que tem são mulheres interessantes disponíveis. E a oferta para ela de mulheres é tão vasta quanto o número de golpes que já apliquei na praça. A questão não é fazê-la se interessar, e sim mantê-la interessada até que ela se apaixone.” 

— “E como você agiu? O que funcionou e o que não funcionou?” - Emma pensou um pouco. 

— “No início, não lhe dei muita atenção porque eu comecei a disseminar que havia algo de errado comigo. Eu fingia estar um pouco apática. Simulei estar preocupa com meu ‘pai’ que veio me visitar e que não estava se sentindo bem, mas não me deu maiores explicações e resolveu ir embora mesmo assim. Ela foi atenciosa, demonstrou preocupação...” - Emma explicava com as mãos. 

— “... Ela me olhou durante toda a noite, em certo momento teve que fazer uma apresentação no palco central, mas mesmo assim me procurava com os olhos e quando Regina estava quase acabando o discurso eu percebi que ela me olhava. Discretamente me afastei e esperei que ela tivesse mordido a isca e assim aconteceu, ela me seguiu...” 

— “... Como sempre faço no início, banquei a descontraída, divertida. Ela pareceu gostar. Depois de algumas conversas cheias de insinuações ela tentou me beijar. Eu a parei fingindo ser a garota de família, que não se envolve com qualquer um, que queria que ela entendesse que eu não sou como as outras, mas aí ela não comprou e fez questão de me mostrar que não acreditou no que eu disse. Nesse momento eu perdi o controle da situação, eu não sabia mais antever seus passos e ela me surpreendeu com um beijo.” - Emma pigarreou. Era apenas um beijo, mas David Nolan ainda era seu pai afinal. David sorriu para a ironia. 

— “O quê?” 

— “Estranho ela não acreditar quando você falou a verdade.” - Emma não entendeu. 

— “Como assim?” 

— “Você não se envolve com qualquer um, querida.” - Emma revirou os olhos. Mas parou para pensar. 

— “Como fui burra papai, eu não deveria ter feito gênero, deveria ter agido como eu mesma.” - David sorriu. 

— “Sim querida, dá próxima vez brinque de bancar a donzela se você já for a donzela.” 

— “Muito engraçado...” - Ela fez uma cara azeda. 

— “Quais as suas impressões sobre ela?” 

— “Ainda não sei ao certo papai, mas definitivamente ela não é nada do que eu esperava. Ela é uma mulher bonita, envolvente, charmosa, inteligente, que vai atrás do que quer, é segura, mas por outro lado ela é atenciosa, preocupada com os outros... Ah e teve um momento...” 

— “... Em que me abracei a ela. Eu senti que ela gostou de me proteger, também me ofereceu o seu blazer, abriu a porta do carro, tocou em mim respeitosamente... Enfim, ela é uma dama.” 

— “Eu vejo. Se ela é uma dama significa que ela tem caráter, e se ela tem um senso de moral elevado, ela vai procurar sensibilidade em você. Como alguma preocupação genuína, no estilo da história que você inventou sobre mim, que eu estava adoentado e você estava preocupada...” 

— “... Você disse que ela é inteligente, ela também vai admirá-la nesse sentido, não tenha medo de mostrar o quanto você é inteligente...” 

— “... Você também deveria mostrar paixão por alguma coisa. Algo que você goste de verdade para não parecer forçado...” - Emma ficou pensativa. 

— “E acima de tudo, tente surpreendê-la. Se ponha no lugar dessas mulheres e pense no que elas fariam e faça exatamente o contrário. Se ela chamá-la para jantar fora, resolva cozinhar para ela. Você terá que ser encantadora com todos que a cercam... Isso. Faça algo notório e faça chegar aos ouvidos dela, não por sua boca, claro.” 

— “E tire proveito da relação com a família dela. Fique próxima...” - Emma estava sorrindo. Ter David por perto era sempre bom.

*** 

— “Bom dia, boss. Para onde foi ontem? Quando olhei para o lado não a encontrei mais...” 

— “Bom dia para você também, Ruby...” 

— “... Eu fui embora cedo.” 

— “Sei... Regininha também sumiu... Estranho.” - Emma queria rir, Ruby era engraçada... Ela se fez de desentendida. 

— “Quem?” - Ruby revirou os olhos. 

— “Regina Mills, quem mais poderia ser? Eu a vi conversando com você durante um bom tempo depois as duas sumiram.” - Emma a cortou. 

— “E tem algo de urgente para hoje?” 

— ‘Hum... Aí tem coisa.’ 

— “Na verdade não, está tudo muito tranquilo.” - Ruby abriu a porta para Emma entrar e enxergou algo no birô dela. 

— “Estranho... Uma flor? Ela não estava aqui ontem.” - Só então Emma notou. Era uma única rosa branca. Ela pegou e percebeu que havia um pequeno envelope amarrado com uma fita. 

— “Isso é porque ela chegou aqui hoje.” - Emma disse sorrindo. Uma única rosa. Era muito elegante e também charmosa. Nada ostensivo, apenas uma lembrança de alguém que se preocupou em dizer... 

— ‘Foi bom para mim ou não consegui esquecer você ou ainda, quero isso de novo.’ 

— “Uma flor? Que coisa mais sem graça.” - Emma riu. Claro que Ruby também era expansiva nos seus gostos pessoais. Ela iria querer uma floricultura inteira. 

— “Não é sem graça, é elegante. Significa que ela não quer me mostrar ostentação, ela quer um envolvimento.” - Emma sentiu o perfume da rosa e pegou o cartão. Quando tirou não havia nada escrito... 

— ‘Está em branco?’ - Até que notou no cantinho rabiscado no verso... 

— “Eu preciso de ajuda para escrever essa história. Não sei por onde começar, um jantar às 20:00, talvez fosse um bom início. O que acha, Emma?” 

Emma sorriu amplamente. Ruby se esforçou ao máximo para saber o que havia escrito ali, mas era em vão. Emma guardou o cartão e disse... 

— “... Não é para os seus olhos Ruby.” - Emma estava se divertindo, ela tinha certeza que Ruby estava se roendo de curiosidade. Um ditado muito sábio diz que ‘Deus não dá asa a cobra’. 

— ‘Ah se você não fosse minha chefe eu ia arrancar esse cartão de você blonde.’ - Ela saiu pisando com chumbo nos pés. 

*** 

Emma escreveu algo no cartão e saiu. Ruby não estava na recepção. Ela passou pela secretária de Regina.

*** 

— “Regina está com alguém?” - A secretária estranhou o nível de intimidade. Emma, claro, fez de propósito. 

— “Não Srta. Swan. Quer que eu a anuncie?” - Emma sabia que apesar de todo aquele sorriso, a secretária de Regina não gostava dela. 

— “Não querida, não é necessário.” - Emma se dirigiu à sala da morena. A secretária não gostou nada daquilo. Mas não poderia impedi-la, isso poderia lhe causar problemas. No entanto, quando pensou que Emma iria entrar... 

Emma bateu na porta. 

— “Pode entrar.” - Regina respondeu. Ela ouviu. 

Depois de alguns segundos... 

Bateu na porta novamente. 

— “Pode entrar.” - Emma a ouviu reclamar quando nada aconteceu, segurou o sorriso, então ouviu a cadeira afastar. 

Era o que ela queria. Rapidamente deslizou o envelope por baixo da porta e saiu. A secretária não entendeu nada. 

Regina abriu a porta um pouco zangada, ficou pior quando não viu ninguém, recuou para a sala e sentiu pisar em algo. Um pequeno envelope. Ela o pegou. Então percebeu que era o envelope que acompanhou a flor de Emma. Ela sorriu e abriu. O cartão voltou escrito. 

— “Gostei disso... A rosa tem cinco pétalas. Então serão 5 oportunidades que você terá para fazer valer a pena. Durante esse tempo seremos apenas amigas. Você já sabe onde eu moro. ~ Emma.” 

Regina sorriu. Emma respondeu a altura, ela poderia ter feito isso de tantas formas, mas fez à sua maneira. Na verdade ela estava dando sinais de que as coisas seriam à sua maneira. 

— “Vamos ver Srta. Swan. Vamos ver quem dará as cartas...” - Regina sorriu excitante. Há muito tempo que ela não se sentia assim, ansiando por algo. 

— “E se eu tivesse enviado um buquê, o que você iria fazer?” - Regina riu sozinha. 

Emma precisava fazer isso, além de tentar conquistar o controle da situação para suas mãos, ela também precisava manter as coisas em ‘banho-Maria’. Por isso deixou bem claro que pelo menos durante esse curto prazo, elas não teriam nada mais íntimo.

*** 

Emma voltou para a sala dela. Quando passou por Ruby, ela estava emburrada como uma criança. 

— “Ruby, entre comigo.” 

— “Ruby entre comigo...” - Ruby resmungou baixinho, repetindo o que Emma disse de forma implicante. Emma riu. 

— “Sente-se.” - Ruby sentou. 

— “O que há com você?” 

— “Comigo? Nada. Eu não tenho nada.” 

— “Eu vejo. Isso tem haver com eu não ter dito quem me enviou a rosa?” - Ruby revirou os olhos. 

— “Ruby, me responda, o que está fazendo aqui?” - Ruby deglutiu em seco. 

— “Eu sei, você é minha chefe. Me desculpe. Eu fui indiscreta. É que eu gostei de você...” - Ruby se repreendeu. 

— ‘Que diabos Ruby, você nem usa produto químico no cabelo para estar transformando seu cérebro em gelatina, o que é que há? Está quase declamando um poema para sua chefe?’ 

Emma riu. Ela gostou de saber que Ruby gostava dela, porque ela também se identificou com Ruby. 

— “Enfim, você vai me demitir?” 

— “Ruby, também me identifiquei com você. Quero que saiba disso. No entanto, você por vezes é expansiva e indiscreta. E eu tenho que...” - Ruby fechou os olhos pensando que seria demitida. 

— “... Eu vou contar a você, mas terá que ficar entre nós.” - Ruby não acreditou no que ouviu. Abriu um grande sorriso. 

— “Ontem Regina e eu nos conhecemos e mais tarde, nos conhecemos melhor. Ela mandou essa rosa para mim.” - Ruby pulou da cadeira. 

— “Eu sabia blonde, sabia...” - Ela fechou a boca como se estivesse prestes a engolir uma mosca. 

— “... Desculpe por chamá-la de blonde.” 

— “Só não me chame assim na frente de clientes. Mas no geral não me importo.” 

— “E então, ela chamou você para sair hoje?” 

— “Sim.” - Era a oportunidade que Emma estava esperando. 

— “Eu adoraria saber aonde ela vai me levar, mas não quer me dizer.” - Ruby sorriu. 

— “Não se preocupe, eu vou descobrir isso agora.” - E desapareceu sem dar a chance de Emma falar mais nada. Emma, claro, estava rindo, Ruby mordeu a isca rapidamente.

*** 

— “Aqui. Foi fácil. Aquela tonta da secretária dela nem percebeu.” - Ruby entregou um recadinho com o nome do local, endereço e telefone. 

— “Obrigada Ruby.” - Ruby sorriu cúmplice. 

— “Qualquer coisa, boss, é só pedir.” - Isso era muito bom para Emma, sem muito esforço ela conseguiu uma aliada bastante oportuna. 

Imediatamente Emma ligou para o lugar.

*** 

— “Sim, há uma reserva em nome da Srta. Regina Mills feita há uma hora.” 

— “Isso. Fui eu que liguei. Ela pediu para cancelar a reserva.” 

— “Ah certo. Obrigada pela gentileza de informar, o restaurante hoje estará lotado, pelo grande evento que está acontecendo na cidade.” 

— “Sim, suponho que todos estarão cheios não é?!” 

— “Sim, certamente.” 

— “Bem, obrigada.” - Emma desligou o telefone sorrindo. Tudo estava saindo como planejado.

*** 

— “Reserva em nome de Regina Mills, por favor...” - O recepcionista conhecia Regina. Ela era uma cliente VIP. Mas olhou toda a lista. Seu nome não estava lá. 

— “Só um minuto Srta. Mills.” - O recepcionista saiu e foi procurar a subgerente.

*** 

— “Boa noite Srta. Mills. Eu estou tão triste. A senhora é uma cliente tão estimada por nós, mas estamos usando toda a nossa capacidade, o restaurante está completamente ocupado.” 

— “Mas eu solicitei a minha secretária que fizesse reservas como de costume.” - A subgerente lembrou-se que foi ela mesma que atendeu a moça nas duas vezes que ela ligou. Quer dizer, ela achou que se tratava da mesma pessoa. Uma para marcar e outra para desmarcar. Mas sabia que isso só iria irritar ainda mais a cliente. 

— “Eu peço sinceras desculpas Srta. Mills, porque deve ter acontecido algum equívoco. A senhora não é uma cliente comum, e só por isso eu não posso colocá-la em uma situação desconfortável. Demoraria cerca de uma hora e meia para ter uma mesa desocupada. Mas eu posso tentar encaminhá-la para outro lugar tão bom quanto o nosso espaço.” - Regina sabia que a moça estava fazendo o que podia e o que não podia para mantê-la feliz. Mas ela não entendeu o que aconteceu com a sua reserva. 

— “Não se preocupe, eu irei a outro lugar.” - Regina respondeu educadamente. 

— “Não Srta. Mills, a senhora não está entendendo. Nenhum restaurante do seu nível está operando com vagas disponíveis, estão todos cheios, por isso me prontifico a...” - Regina estava constrangida. Era o primeiro encontro dela com Emma e acontece algo assim. Emma se intrometeu, ela falou em um tom baixo e educado. 

— “Está tudo bem Regina, se não se importar, eu tenho uma ideia.” - Regina olhou para a loira constrangida. 

— “Me desculpe por isso, não vai acontecer novamente.” 

Regina sorriu. 

— “Eu já disse, não se preocupe.” - Elas pediram licença e saíram educadamente. 

Já no carro... 

— “Então, qual a sua ideia, Srta. Swan?” 

— “Vamos voltar à minha casa. Farei algo para nós.” - Regina a olhou incrédula. 

— “De maneira nenhuma...” 

— “O quê? Está com medo que eu a mate de indigestão?” - A morena riu. 

— “Não, não quis dizer isso. Só não quero fazê-la ter trabalho quando deveria estar apenas apreciando, se divertindo... Isso não era para ser assim...” - Regina estava realmente chateada. 

— “Vamos, está tudo bem. E quem disse que não será divertido?” - Regina sorriu. 

Emma realmente sabia se sobressair. O placar marcou uma cesta de três pontos para Emma. Ela virou o rosto para a janela. Regina não podia ver o sorriso triunfante que a loira estava dando. Tudo estava indo como planejado...


Notas Finais


E então? Gostaram?

Posso adiantar que esse jantar promete. ;)

Até logo. :*


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