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História Operação JK - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá, espero que gostem desse capítulo!
Boa leitura ;)

Capítulo 2 - Etapa 1: Plano A


No outro dia Mina acordou mais cedo para arrumar melhor o cabelo, passou seu perfume favorito e colocou uma cor nos lábios. Foi um pouco mais cedo que o de costume para a escola, estava tão ansiosa que não conseguiu se segurar em casa.

-Oi! Meu nome é Kim Mina, não sei se você sabe, eu sento ali… Mas enfim, eu estava pensando que você é muito bonito e… Não, isso não tá bom.- A garota falava no meio da rua, treinando para O Momento. - Oi! Jeongguk, né? Não, espera, como eu posso apenas fingir que não sei o nome dele direito se eu estou prestes a dizer que tenho uma queda por ele? 

Mina diz queda, mas percebe-se que é um precipício inteirinho.

Dessa forma a menina vai treinando, busca suas melhores cantadas, tenta lembrar frases de livros de romance que já tivesse lido -mesmo que não conseguisse lembrar nenhuma que lhe fosse útil- e no final acaba cogitando a ideia de pedir ajuda em alguma matéria como forma de se aproximar, mas deixou isso de lado quando percebeu que não sabia em que matéria ele era bom. 

-Se bem que eu posso começar a conversa perguntando se ele é bom em inglês. Aí eu falo que não estou entendendo e peço ajuda. Tudo bem, esse pode ser nosso plano B. - Diz e se cala no momento em que escuta risadas. Tudo bem que estava perto da escola e risadas eram normais, mas ela conhecia aquelas risadas. Havia ouvido poucas vezes as risadas de Jeongguk em alto e bom tom como havia acabado ouvir, mas havia decorado-as. O lado romântico falou mais alto e ela quase derreteu.- A risada dele é tão bonitinha… Acho que estou apaixonada mesmo. Ah’...

Mas outras risadas foram ouvidas por Mina e a garota apaixonada teve que se forçar a voltar do mundo dos sonhos. Quando olhou para trás notou que ele vinha com seus amigos em sua direção, se olhando e rindo, simplesmente ficou petrificada no meio do passeio. Só não sabia se era por causa do sorriso de Jeongguk ou por causa da vergonha que sentia.

Acordou para a vida quando um dos garotos olhou com a cara estranha para ela, estranhando a garota parada encarando-os daquela forma. Essa foi a deixa para que Mina se virasse e saísse correndo para dentro da escola

-Sua doida! Quase que ele te viu falando sozinha.- grunhiu enquanto se xingava e corria pelos corredores do prédio. Quando chegou na sala, Hani já estava sentada em seu lugar. Havia corrido tão desesperadamente que sentia calor e o pensamento de estar parecendo um palhaço com maquiagem borrada só não era mais preocupante que o de Jeongguk achando que ela era maluca por falar sozinha na rua em plena manhã. - Droga!

-Bom dia pra você também. - A menina disse quando Mina apenas se jogou na cadeira e abaixou a cabeça, derrotada.

-Desculpe. Jeongguk quase me viu treinando pra falar com ele agorinha. - levantou a cabeça passando as mãos no rosto, tendo um mini ataque. - Bom dia.

-Calma miga, tenho certeza que ele não percebeu. - Hani disse, já vendo o garoto passando pela porta para se sentar em seu lugar. - Ele chegou.

-Shhh! Não fala alto! - Mina disse com o dedo na frente da boca, mas não é como se tivesse sido muito mais discreta que a amiga. Viu o garoto se virar e olhar em sua direção rapidamente, a fazendo abaixar a cabeça novamente em vergonha e gritar internamente, como se ele tivesse percebido qual o assunto das duas.

Faltavam poucos minutos para a aula começar e Mina achava que o tempo estava passando rápido demais. Se sentia nervosa, ansiosa e duvidosa das escolhas que tinha feito na vida.

-Cadê a coragem de ontem, Mina? Que tipo ideia eu fui ter...

Quando o sinal do recreio bateu, a dupla esperou os outros alunos saírem para começarem a conversar sobre a Operação JK -como Hani decidiu chamar o plano das duas para que Mina conquistasse, ou ao menos falasse, com Jeongguk-.

-Certo. Precisamos começar do começo. A primeira fase será: Aproximação. - Hani disse se sentindo uma tenente explicando o plano de guerra para os soldados. E, naquele caso, meio que era isso mesmo: a guerra pela sobrevivência do amor de Mina. Segundo Hani, o ensino médio é “um território hostil e perigoso… Apenas os mais fortes sobrevivem! Amor e vida social são os mais afetados e-”

-Certo! - Mina se levantou de seu lugar decidida, atrapalhando os devaneios da outra garota.- Já decidimos que vou falar com ele no final da aula. Você vai pra saída e me espera no portão.

Combinado o horário e o posicionamento das duas, as amigas já começaram a traçar o plano tático do que a garota iria fazer quando estivesse frente a frente com o alvo.

Decidiram, então, que Mina iria chegar perto de Jeongguk e falar sobre um livro que o viu lendo na semana anterior. As duas pesquisaram sobre o livro e fizeram uma lista com os pontos mais importantes, deixando Mina bem preparada para algumas perguntas sobre o autor e o tema. 

-Então eu chego, falo sobre o livro e pergunto se ele já acabou de ler. Ai’ eu digo que gosto do gênero e que queria ler o livro, mas nunca tinha achado uma cópia antes. Eu peço o livro emprestado e peço número dele.

-O que pegar o livro emprestado tem a ver com pegar o número de telefone junto? -Hani perguntou, sabendo que iria irritar a amiga. Reclamou quando recebeu um empurrão no braço.

-É para fins literários, bobona. Discutir sobre o livro e esse tipo de coisa que gente que gosta de ler faz.

E ao som do sinal do fim do intervalo, Mina e Hani já tinham o plano A pronto, além de um B e o C, que foi elaborado em caso de rejeição e consistia em um pote de sorvete e uma maratona de filmes na casa de Hani.

“Ele não vai te rejeitar, Mina, mas nunca se sabe, é bom planejar todas as variáveis.” foi o que a amiga tinha dito.

No último horário, mal prestou atenção ao que o professor de física dizia, estava tão nervosa que pensava em um plano D: Sair correndo e fugir para bem longe. Quando o sinal tocou, Mina se assustou e olhou para a amiga, que lhe deu um abraço e desejou boa sorte, dizendo que estaria na saída a esperando.

-Você consegue gata, força guerreira! - E então Hani se foi com os outros alunos. Mina sentiu sua barriga revirar e um frio lhe subir pela espinha. “Tudo bem, você consegue.”

-Oi, Jeongguk.- Chegou perto do garoto e chamou sua atenção, tendo os olhos do mesmo em si. “Você nem gaguejou. Isso!”

-Ah, oi, Mina. - “Perai, ele sabe meu nome? Isso não estava no plano. Meu Deus.”, Mina pensava e olhava para Jeongguk, logo sentindo as bochechas ficarem vermelhas. Esqueceu o que tinha planejado falar. - Tudo bem?

-Tudo! Tudo. É…

-Jeongguk! Vamos embora! Preciso chegar em casa rápido hoje. - Assim que Mina começa a falar, ou tentar falar, já que estava perdida igual cego em tiroteio, é interrompida por alguém na porta. 

Jimin se escorou na porta olhando para os dois e acenou para Mina, que quis virar um avestruz para enterrar a cabeça na terra e sumir.

“Então Ggukie fala com garotas?” Jimin pensou, deixando um sorriso tomar conta.

Jeongguk, conhecendo seu hyung, pôs a mochila nas costas o mais rápido que pode, com as bochechas rosadas, se perguntando quando o hyung havia o avisado sobre precisar chegar cedo em casa.

-Tchau Mina. Até amanhã. - Acenou e se virou indo até o hyung que sorria maliciosamente. Ouviu uma leve provocação de Jimin quando passou por ele na porta, o vendo sorrir ainda mais quando respondeu “Não me enche, Hyung!”.

Jimin acenou para a menina na sala antes de ir atrás de seu dongsaeng. Havia reconhecido a menina da hora que estavam chegando na escola, agora tendo certeza de para quem ela estava olhando tão hipnotizada de manhã.

-Ei! Quem era a garota?- Jimin questionava seguindo o mas novo que andava rápido para a saída. - Anda mais devagar!

-Uma colega de classe. - Jeongguk respondeu, tendo a certeza que seu amigo iria fantasiar em cima daquela conversa de cinco palavras. - Anda mais rápido! Não estava atrasado? 

-HA’ seu moleque! Eu sou mais velho! - Ouviu seu hyung reclamar de sua insolência e teve vontade de rir. 

-E mais baixo! - E teve que sair correndo de Jimin.

Enquanto isso, Mina ainda estava na sala, parada no mesmo lugar com as bochechas escarlate de tanta vergonha. Com a mão no peito sentiu o coração começar a se acalmar depois de tantas aventuras. Afinal, para ela, “falar” com Jeongguk depois de ter ficado manhã inteirinha tomando coragem, perceber que ela não era tão invisível e que ele sabia seu nome, e ainda ser pega no pulo por um dos amigos dele, era sim uma aventura e tanto.

Levou as mãos ao rosto e deu um gritinho, movida pela vergonha enormemente monstruosa que sentia e que, com certeza, sentiria para o resto de sua existência. Deu pequenos pulinhos girando, ainda com as mãos no rosto, aterrorizada com a ideia de olhar para Jeongguk ou seu amigo no outro dia. O plano A tinha sido um fracasso.

-Tudo bem, querida? - Mina ouviu e se virou para a porta, vendo uma mulher de meia idade com uma vassoura em mãos. Ela lhe olhava confusa, não sabendo se a garota estava passando mal ou se precisava de ajuda.

-Tu-tudo! Tudo bem.- Mina agradeceu a mulher e saiu correndo da sala, tentando disfarçar o ataque.

Se sentia injustiçada, era só pensar “Tem como ficar pior? Tem como eu passar mais vergonha que isso?” e algo ainda mais vergonhoso acontecia. Não acreditava que aquilo estava acontecendo com ela daquele jeito. Se recusou a pensar no porquê de seu azar justo naquele dia, com medo de alguma força do além falar: “Tem como piorar! Deixa eu te mostrar.”.

Na sala de aula, a mulher de antes olhou uma última vez para a menina andando rápido no corredor. Colocou a vassoura na frente do corpo e começou com a limpeza.

-Adolescentes…Porque eu fui ser faxineira? Ainda por cima em uma escola...Tsc’!

 



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