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História Operação Mamãe (Rivamika) - Capítulo 11


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Notas do Autor


e aí meus amores, para concluir nosso final de semana, novo episódio de anime chegou e o que vem depois? isso mesmo, uma atualização fresquinha de Operação Mamãe! Nos vemos nas notas finais!
música do capítulo: Inner Demons da Julia Brennan
https://www.youtube.com/watch?v=3gydcChFnzQ

Capítulo 11 - Capítulo X - Inner Demons


O dia estava nublado e completamente frio, mas sequer combinava com a febre alta que Farlan tinha e isso deixara Levi preocupado. Não era primeira vez que o filho ficava doente mas sempre agia como se estivesse sido a primeira. Estava sentado com as costas apoiadas na cabeceira da cama observando a criança dormindo que nem um bebê recém-nascido e tinha um pano dobrado em sua testa e embrulhado em dois cobertores, só por precaução. Não se importava se ia passar a noite em claro, uma noite de pesadelo a menos para ele. Odiava de todas as formas ter que pensar em Frieda. Onde ela estaria naquele exato momento? 

Um suspiro pesado escapou de seus lábios e fechou os olhos. 

— Sorria. — disse a mulher de cabelos negros  tirando uma foto dele. 

— Não gosto que tirem fotos de mim... — reclamou e logo sentiu suas bochechas ficarem vermelhas. — Sai todas horríveis. 

— Amor, você é tão negativo! — deixou a câmera no criado-mudo e se sentou delicadamente em seu colo, sentiu as mãos grandes e quentes do marido acariciar a barriga de 7 meses e um beijo casto depositado ali. — Se você é feio, então nosso filho sairá feio também. 

— Não diga essas coisas. Ele vai puxar a beleza da mãe, isso sim! — escondeu a cabeça debaixo de sua blusa preta macia e deu selinhos delicados em seus seios sensíveis. 

Frieda deu uma risada. 

— Nunca vai parar com esse drama, não? — retirou o tecido que atrapalhava a beleza do marido e acariciou seus fios negros como a noite. Sentia sua pele se arrepiar por inteira com a boca macia e quente nos vales de seus seios.   — Lembro que na época da escola todas caíam de amores por você porque era bastante lindo e charmoso. — suspirou, maravilhada, de olhos fechados. 

A lembrança de quando se conheceram passava em sua cabeça de um modo infinito. 

— De onde tirou esse charmoso? — interrompeu o trabalho e a olhou curioso. 

— Ué, a primeira vez que ficamos sozinhos te achei charmoso. E bastante limpo. — e beijou seus lábios. — Nós vamos conseguir, querido. Vamos ser um bom pai para o Farlan. Tenha um pouco de fé. Vamos passar por isso juntos. 

— Sabia que eu te amo? 

— Eu sei. — abraçou seu pescoço com os dois braços e encostaram suas testas. — Ei, não importa o que aconteça, vou ficar do seu lado. Para sempre. Sem medo, querido. 

— Acho que o nosso sempre não durou, Frieda. — engoliu seco. Seu âmago se revirava em um constante caos.

Levi tinha acordado de madrugada com Farlan dizendo que estava com a vontade de vomitar. Ô carregou no colo e o levou até o banheiro. Pousou sua mão nas costas do filho e ficou esperando até que a sensação ruim no corpo dele passasse. Assim que colocou tudo para fora, se agachou para ficar da sua altura e Farlan abriu a boca, obediente, assim que seu pai começou a escovar seus dentes. Quando terminou, o levou de volta para o quarto e Levi deitou primeiro na cama e logo sentiu a criança lhe abraçando como se fosse um urso de pelúcia quentinho. 

Assim, a noite dos dois foi tranquila. Levi dormiu acariciando o cabelo do filho enquanto este abraçava-lhe fortemente. 

... 

No intervalo das aulas, Mikasa se despediu das crianças e se sentou à mesa olhando os desenhos dos alunos com um belo sorriso no rosto e guardou-as em sua pasta e organizá-los na parede da sala de estar de seu apartamento e tirar uma bela foto. Assim que terminou de guardar suas coisas em sua mesa, percebeu que ele sempre estava lá. Estranhou o comportamento do pequeno Ackerman que ficou calado durante a aula inteira. 

Se agachou na altura da mesa e pousou a sua mão em sua testa. A temperatura corpórea de Farlan estava queimando de febre e aquilo a preocupou muito. 

— Ei, Farlan... Acorde. 

— Não quero, aqui é confortável, mãe. 

A Azumabito ficou estática, sem saber o que fazer. Novamente fez um carinho nos seus cabelos negros, mais uma tentativa de acordá-lo e levá-lo à enfermaria fazendo de tudo para ignorar a sensação de tristeza que se apossou dentro de si. 

— Ei, por que veio na escola, rapazinho? — perguntou com uma voz mansa e carinhosa. 

— Eu pensei que estivesse melhorado mas não... Estava muito animado para ver a senhora. 

— Me ver? — indagou, totalmente surpresa. — Mas por que? 

— É sigiloso. 

A oriental não escondeu sua risada. 

— Eu tenho que te levar para enfermaria, vem cá, querido. 

Farlan, mesmo com um corpo todo entorpecido pela febre, aceitou de bom grado ser carregado pela sua professora até a enfermaria. O cheiro dos cabelos dela é bem bom!, pensou. Mikasa o deitou cuidadosamente o pequeno corpo numa cama e o embrulhou com o lençol. Informou à Louise — a dona da ala — ligar para Levi que Farlan estava com febre alta. 

— A senhora pode ficar comigo até meu pai chegar, por favor? 

— Claro. — deu um pequeno sorriso. 

Ela se sentou na cama com as costas apoiadas na cabeceira e o menino deitou a cabeça em sua coxa, sonolento. Não resistiu em acariciar os fios negros novamente, indicando através daquele ato gentil que seu mal-estar ia passar logo, logo. Distraída, começou a cantarolar baixinho uma canção que tinha ouvido à tempos atrás: 

Eles dizem para não os deixar entrar
Feche os olhos e limpe seus pensamentos novamente
Quando estou sozinha, eles aparecem por vontade própria
Porque demônios interiores lutam as suas batalhas com fogo
Demônios interiores não jogam pelas regras
Eles dizem: Basta empurrá-los para baixo, apenas combatê-los com mais força
Por que você desistiria tão cedo?

 

— Você canta muito bem... — O Ackerman sussurra alegre com a melodia da sua professora. 

— Sério? Sempre penso que minha voz é, digamos, ruim... — deu um sorriso falso. 

— Não é não. — respondeu, se aninhando mais à mulher. — Pode continuar. 

— Tudo bem então. — sorriu. 

Então anjos, anjos por favor, apenas continuem lutando

Anjos não desistam de mim hoje
Porque os demônios estão lá, eles continuam lutando

Porque demônios internos simplesmente não vão embora
Então anjos, por favor, ouçam a minha oração
A vida é dolorosa, a vida não é justa
Então anjos por favor, por favor, fiquem aqui
Levem a dor, levem o medo

Eles dizem que não será difícil, eles não podem ver as batalhas no meu coração
Mas quando eu me afasto
Os demônios parecem ficar
Porque demônios interiores não se dão bem com os anjos
Eles enganam e mentem, e roubam e quebram e magoam
Anjos por favor, proteja-me de esses rebeldes
Esta é uma batalha que eu não quero perder

Naquele exato momento, Levi entrou calmamente naquela enfermaria acompanhado de Louise. A mulher apontou para a cama em que seu filho estava. De manhã cedo, depositou totalmente sua confiança nele que este estava melhor. Não transpareceu sua face preocupada mas se aproximou em passos lentos até aquele colchão, enquanto ouvia aquele voz doce e melodiosa percorrendo em todo o recinto. Assim que chegou perto, observou a professora substituta cantando enquanto fazia um carinho nos cabelos de Farlan. 

Então anjos por favor, ouçam a minha oração

A vida é dolorosa, a vida não é justa
Então anjos por favor; por favor, fiquem aqui
Levem a dor; levem o medo

— Oi... — sorriu tímida quando viu Levi, estático e com um olhar surpreso. — Só cantei uma musiquinha para ele dormir, nada demais. 

— Parece que você conseguiu. — disse e se sentou na beira da cama. — Ele deu trabalho? 

— Não, foi um anjinho de pessoa mas pelo modo que você perguntou, tenho certeza que ele dá trabalho quando está doente, não é verdade? 

— Ele puxou essa teimosia da mãe, para variar. 

A Azumabito não pôde deixar de notar o olhar triste naqueles olhos azuis, de tons tão escuros. Queria pelo menos poder dizer algo para tirar aquela tristeza toda mas tinha receio que piorasse o clima. Delicadamente entregou Farlan nos braços do pai, que este agora estava em um sono totalmente pesado mas não deixou de sorrir em meio ao sono quando sentiu os braços fortes do pai rodeando seu pequeno corpo, causando aquela sensação confortável e quente. 

— Obrigado por cuidar dele... Ahn... ? 

— Meu nome é Mikasa. — respondeu de imediato. — Espero que possamos nos ver de novo, senhor Levi. 

A Operação Mamãe começou!, pensou o pequeno Ackerman. 


Notas Finais


e aí pessoas do coração? gostaram? espero que sim hein!
a partir daí é que começa a fanfic!
um recado que vou dar para vocês, Mente Vazia Oficina do Diabo está na reta final e sabe o que vai acontecer?
Vai ter uma segunda parte! Iupii!! :)
nem sou louca de deixar vocês sem uma segunda parte. KKKKKKKKKKK
se eu demorar, é porque vou escrever dois capítulos de uma só vez! help me aqui!
deixem nos comentários do que vocês acham da Frieda nesse exato momento! é importante!


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