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História Operação Maroto - Capítulo 29


Escrita por:


Notas do Autor


FINALMENTE VOLTEI NESSA [email protected]
EU SEI QUE TO DEMORANDO MUITO PRA POSTAR (tive alguns problemas pessoais), MAS POR FAVOR NÃO DESISTAM DA FIC, ESTOU ESCREVENDO ELA COM TODO MEU CORAÇÃO
AMO VCS É ISSO

Capítulo 29 - Segredos e festa (parte 2)


Gamora 

_ Hey, Bucky! Posso falar com você?

Bucky ficou pálido. Tive que reagir primeiro.

_ Vai lá, Bucky. Depois a gente termina nosso papo. Aproveita e pergunta pra ele daquela coisa que conversamos. _ Pisquei significativamente para o meu amigo que me fuzilou.

O lufano me olhou interrogativo e eu apenas dei um sorriso amarelo. Eu ainda iria para a Sala Precisa com meus amigos se aqueles dois idiotas ajudassem. E reparando bem, eles dariam um casal fofo. Era estranho pensar que o Bucky ficaria com alguém mais alto e mais velho do que ele. Eu sempre pensei que se ele ficasse com homem seria algum garoto fofo e baixo, tipo o Parker. Pobre T'Challa, haja paciência para aturar o Buckyzinho. 

Bucky concordou meio chateado e eles foram conversar enquanto o sonserino pegava mais bebida. Aquilo não acabaria bem. Voltei-me para perto de Pietro que tinha uma conversa super animada com Sam, o que era raro de se ver.  

_ Então quer dizer que no mundo trouxa as fotos são paradas? _ Sam disse chocado. 

_ Sim, meu amigo. _ Pietro disse passando uma mão por seu ombro. _ Elas são estáticas, sem graça nenhuma. Depois que a gente acostuma com o mundo bruxo, o mundo dos trouxas fica muito sem sal. 

_ Eu gostaria de conhecer um dia... 

_ Hey, Gamora! _ Pietro disse se jogando em mim assim que pôs os olhos em mim. _ Senti sua falta. 

_ Você está chapado demais, Pietro. _ Resmunguei segurando seu corpo mole, seus olhos estavam pesados, ele parecia lutar para mantê-los abertos. 

_ Vou pegar uma àgua para você. _ Sam avisou saindo em seguida. 

_ Pelo visto você fez um amigo grifinório. _ Soltei um riso. 

_ Pode ser, mas não conte pra ninguém. _ Ele sussurrou como se pedisse para eu guardar em segredo um crime de estado. 

_ Prometo. _ Sussurrei de volta. _ Por acaso está dando em cima dele? 

Pietro fez um bico e revirou os olhos. 

_ Bem, eu tentei. Eu joguei algumas indiretas, mas ele disse que é hetero. Os mais bonitos são heteros, que ódio! _ Choramingou deitando a cabeça em meu ombro. _ Depois começamos a conversar sobre os trouxas, e ele é um cara bem legal até. 

_ Quem diria, um grifinório sendo legal. _ Comentei dando tapinhas em seu ombro. 

Senti uma pontada na minha nuca, olhei para trás e um garoto nos olhava com cara de poucos amigos. Ele falava baixo com um outro grifinório, e mesmo que não falassem alto, ainda dava para escutar: 

_ Agora temos que aturar sonserinos em nossa Casa também? _ Disse o de cabelos escuros ainda nos encarando. 

Fuzilei-o mal encarada torcendo para que ele viesse arranjar briga comigo. Eu estava doida para dar uma surra naquele enfezadinho. 

_ Estamos incomodando? _ Perguntei e ele franziu mais o cenho. Pietro ainda escorado em mim e aparentemente cochilava. Como ele conseguiu dormir em pé no meio de uma festa eu não sei. 

_ Sim, estão. _ Disse o grifinório. 

_ Não seja tão chato, Clint. _ Disse Thor que estava ao seu lado. _ Eles não estão fazendo nada demais. 

Assim que Thor disse o nome do outro eu pude lembrar vagamente dele, era ex da Nat, nós nunca nos demos bem. 

_ Fico feliz em incomodar. _ Sorri mortalmente. 

_ Quem me incomoda é esse platinado de merda que está sempre fazendo confusão. _ Clint falou ressentido. 

_ Ei pietro, ouviu isso? _ Sacudi meu amigo até que ele abrisse os olhos. 

_ O quê? _ Ele disse com a voz embargada, como se sua boca estivesse cheia de algodão. 

_ Aquele idiota ali. _ Apontei para Clint. _ Te chamou de "platinado de merda". 

Queria que Pietro ficasse puto e se recuperasse daquela sua ressaca e desse umas boas porradas naquele metido, mas não foi isso que ele fez. Pietro levantou os olhos até Clint e sorriu. 

_ Ele só está chateado porque eu o vi pelado no vestiário. _ Pietro disse como se não fosse nada demais. 

_ VOCÊ O QUÊ? _ Eu e o Thor praticamente gritamos ao mesmo tempo. 

Thor gargalhava apertando o ombro de Clint que estava possesso de raiva e vergonha. 

_ Então é por isso que você não para de reclamar sobre esse garoto, Barton? _ Thor perguntou ainda rindo histericamente. 

_ Cala a boca, Thor! Esse garoto abusou de mim! 

_ Pietro você abusou dele? _ Perguntei seriamente segurando o platinado pelos ombros. Aquele não era o feitio do meu amigo, ele sabia a hora de parar de incomodar quando era rejeitado. Ele tinha um gosto peculiar por jogadores, mas não achei que fosse tão extremo. 

_ Claro que não! _ Ele riu. _ Eu só conversei com ele, só isso. 

_ Você me ameaçou! _ Barton bufou segurando sua varinha com força. Será que ele estava pensando em nos lançar algum feitiço? Segurei a minha varinha sutilmente por baixo das vestes. Eu precisava estar pronta caso precisasse nos defender. 

Pietro se desgarrou de mim parando na frente do grifinório. Pietro, seu idiota! Não vê que está correndo risco de levar uma maldição na cara?

_ Eu nunca tirei fotos suas. Você que foi burro o suficiente pra cair nessa mentira! _ Exclamou colocando as mãos na cintura e trocando os pés ainda muito bêbado para se preocupar com sua postura.

_ Do que diabos ele está falando? _ Murmurei para mim mesma. Não sei se as coisas que ele falava não faziam sentido por estar bêbado ou não. 

_ Como se eu fosse confiar em você! _ Clint bradou torcendo a boca para o lado. 

Outross grifinórios começavam a encarar os dois, aquilo estava chamando atenção demais, e como eu e Pietro somos minoria, não seria legal se essa briga ficasse feia pro nosso lado. Eu não fazia ideia do que eles estavam falando, Pietro não tinha me contado nada sobre isso, mas assim que ele melhorasse dessa bebedeira eu faria ele me contar tudinho, nem que eu tenha que o torturar para isso!

_ Estou te dizendo! De onde eu tiraria uma câmera? Será que você é burro demais para não perceber? 

_ Então você só me ameaçou para que eu não contasse pra todo mundo que o Rogers e o... 

Pietro interrompeu Clint tapando sua boca com sua mão e acabou caindo em cima dele. Bati na minha própria testa. Agora os dois estavam estirados no chão. A risada dos grifinórios ressoava por todo local, principalmente a do Thor. 

_ Saia de cima de mim! _ Berrou Barton empurrando a cabeça de Pietro que resmungava de cara feia tentando se levantar, mas não tinha forças nas pernas. 

Suspirei e fui ao seu encontro, e antes que eu pudesse ajudá-lo a se levantar, ele resmungou um "não estou me sentindo bem" e vomitou em cima do Clint. 

Apertei minha boca para não rir, a cara do Clint estava impagável, ele olhava para sua blusa toda vomitada como se quisesse morrer. Segurei as axilas do Pietro e o arrastei para longe do grifinório antes que ele tentasse matar o sonserino, e com razão. Eu até fiquei com pena do pobre coitado que levantou todo aturdido sem saber o que fazer. Um de seus amigos aplicaram um feitiço para limpar sua blusa, mas ele ainda não parecia se sentir limpo e sumiu da nossa vista. 

Pietro estava ainda pior: com a cara pálida e os olhos fechados, eu não sabia se ele estava desmaiado, dormindo ou só de olhos fechados. Esse bosta sempre me da taanto trabalho! 

_ Vamos, Pietro, não me dê mais trabalho do que já dá. 

_ Quer ajuda com ele? _ Disse alguém atrás de nós. Era o Quill. 

Bufei assim que olhei para sua cara. 

_ Ajuda sua? Prefiro morrer afogada. 

Ele me ignorou e puxou Pietro segurando-o no colo. Aquilo me surpreendeu. Eu não gosto de surpresas. Surpresas me deixam com raiva. 

_ Olha aqui, seu metido, me devolva meu amigo antes que eu amasse sua cara! _ Ameacei, mas fui novamente ignorada. Ele começou a andar pelo Salão e eu tive que segui-lo, ainda  reclamando e tentando puxar meu amigo dos seus braços. 

Eu só percebi que estava no dormitório masculino da Grifinória quando Quill parou em frente à uma cama e colocou o corpo adormecido do platinado. Pietro logo se aconchegou, puxou a coberta e virou para o outro lado, no segundo seguinte já dava para o escutar roncar. 

_ Ele dorme rápido. _ Riu o grifinório. 

_ Porque você fez isso? _ Rangi os dentes apertando minhas mãos.

_ Porque eu estou levemente bêbado e ele parecia prestes a ter um treco lá embaixo. _ Deu de ombros com a cara irônica. _ E talvez porque eu sabia que isso ia te irritar, então seria legal. 

_ Você está tentando fazer com que eu o amaldiçoe?! _ Segurei minha varinha apontando para sua cara. Porque ele tinha que ser maior que eu desse jeito? Talvez se eu cortasse suas pernas fora me deixasse satisfeita! 

_ Você fica muito fofa quando está com raiva. _ Ele riu com os olhos cravados no meu rosto. 

Por que eu não tinha atacado ele ainda? Minha cabeça estava em branco!

_ E você não vai me atacar porque você é uma garota legal. _ Disse tocando na ponta da minha varinha, ele engoliu em seco, como se estivesse realmente nervoso com a perspectiva de que eu o transformasse em pó, mesmo que tentasse parecer calmo. 

_ Da próxima vez que se meter comigo, eu juro por Merlim que te transformo em um guaxinim! _ Ameacei e guardei minha varinha tentando me acalmar. Nossa eu devia estar ficando louca. Normalmente eu atacava quem me irritasse de primeira. 

_ Porque guaxinim? _ Choramingou com a voz temerosa. Era bom que ele me temesse mesmo. Virei para encarar Pietro que continuava roncando como um trem. 

_ É um animal chato e irritante, assim como você. 

_ Que maldade! Eu tô mais pra um bravo leão. 

Ri de maneira zombeteira. 

_ Você se encaixa mais como comida de leão. 

_ Não seja tão rude com quem você está em dívida. _ Ele disse com um biquinho. 

_ Dívida? com você? _ Espremi minhas sobrancelhas tentando não me irritar mais ainda. 

_ Claro, eu te ajudei com seu amigo. 

_ Eu não pedi que fizesse isso! 

_ Você está em dívida comigo. _ Cantarolou me lançando um sorriso torto. 

_ Não estou! 

_ Está! 

_ E o que você quer que eu faça para sanar essa dívida? _ Perguntei com deboche, obviamente não faria nada que ele pedisse, mas por algum motivo eu estava curiosa. 

_ Quero que saia comigo. _ Respondeu simplesmente. 

_ Sair com você? Pra onde? _ Disse sem entender. 

_ Sair comigo para um encontro. 

Eu o encarei esperando que ele começasse a rir pela sua própria piada, mas ele continuava sério. Então eu estourei em risada. Ele só pode estar tirando com a minha cara. 

_ Nos seus sonhos. 

_ Eu não vou parar de te cobrar até que saia comigo! _ Exclamou com olhos brilhantes. 

_ Gamora? O que está fazendo aqui? Quando disseram que vocês estavam aqui em cima eu nem acreditei _ Disse Nat entrando no dormitório sem entender coisa alguma. 

_ Ótimo, Nat! Finalmente decidiu dar as caras. Me ajude a tirar esse idiota dessa cama e vamos pra Sonserina. 

Natasha fez uma cara confusa de quem faria mil perguntas, eu olhei pra ela com olhos vibrantes que dizia "anda longo, depois eu te explico". Ela entendeu o recado e me ajudou a levantar o morto vivo do Pietro. Antes de sair do quarto, eu encarei Quill e disse: 

_ Eu vou te rejeitar todas às vezes, então não me perturbe. 

_ Veremos. _ Ele piscou como um bobo, como sempre. Aquela cara era um desajeitado, não imaginei que ficaria tão irritante bêbado. 

Aquilo era tudo culpa de Pietro, ele vai se ver comigo quando estiver sóbrio! 

******** 

Bucky 

_ O que ela quis dizer sobre você me perguntar algo? _ T'Challa perguntou curioso assim que Gamora se afastou. Eu queria sumir na escuridão da festa, mas infelizmente teria que encarar as consequências dos meus atos. E morrer de vergonha com eles! 

_ Eu contei pra ela sobre a Sala Precisa. _ Murmurei para que mais ninguém ouvisse. _ Ela ficou curiosa pra saber onde está. 

_ Ah. _ O lufano cruzou os braços pensativo. _ Talvez se nós tentarmos ir onde estávamos antes de sermos levados, nós consigamos voltar pra lá... 

_ De jeito nenhum! _ Falei me sentindo desconfortável. _ Eu não quero voltar pra lá! 

_ A Sala pode ser bem útil quando usada da maneira certa, sabe. 

_ Pra quê me chamou? _ Perguntei subitamente, tentando mudar o rumo da conversa. Eu não queria voltar para aquela Sala e passar por tudo aquilo de novo. 

_ Queria saber se estava bem. Digo, onde você foi parar depois de sair da Sala? _ T'Challa encarava o chão agora. Parecia envergonhado ou incomodado com algo. Ele estava... se preocupando comigo? 

_ E-eu sai no pátio, perto do jogo. E você? 

_ Eu fui parar nas masmorras por alguma razão. Alguns sonserinos me viram e ficaram fazendo mil perguntas por eu estar ali. 

Soltei uma risada. 

_ Nossa, você foi parar bem longe. 

_ Eu até fiquei confuso por alguns minutos me perguntando onde estava. _ Ele sorriu de lado, acabei acompanhando e rindo junto. Droga, ele está me fazendo rir muito fácil. _ E sobre o que aconteceu... 

Ele começou a falar hesitante e eu senti meu estômago retrair. 

_ Você tem mesmo sentimentos por mim? 

De repente toda a cerveja que eu tinha bebido estava se revirando na minha barriga deixando um enjôo terrível. 

_ Eu não quero falar sobre isso, eu te disse que depois daquilo não falaríamos nunca mais. _ Disse olhando para o lado. 

_ Olha, eu quero muito conversas sobre isso, mas está tudo bem, eu não vou ser um idiota com você e te pressionar e... 

_ Me pressionar?! Sendo que fui eu quem te pressionei primeiro. Eu estou me odiando agora por ter obrigado você à... você sabe o quê. _ Falei um pouco alterado, desabafando grande parte do que sentia. 

_ Eu nunca faria isso por obrigação. _ Ele disse parecendo enfezado. _ Bucky, será que você não percebe? Eu te beijei porque eu quis, mesmo que a situação tenha nos influenciado à isso, eu não teria problema em fazer isso de novo. 

Eu não podia encará-lo depois daquilo, mas por curiosidade, acabei olhando-o. Ele estava parecendo bem decidido e bravo ao mesmo tempo. 

_ Você faria isso aqui na frente de todos? _ perguntei com ironia, sua resposta certamente seria defensiva. T'Challa é um cara reservado e disciplinado, totalmente o oposto de mim, e não gostaria de se expor. 

_ E porque não faria? Todos já sabem que ficamos mesmo, aquela bola que me acertou é a prova disso. 

Eu lembro que iria refutar, mas acabei sendo levado por seus olhos. Ele colocou a mão no bolso da minha jaqueta me puxando para mais perto.

_ Dessa vez não vou deixar você ser teletransportado. 

Ele me beijou segurando atrás da minha orelha, e todo meu nevorsismo passou. Fiquei na ponta dos pés e avancei minha lingua até que nossas bocas estivessem tão juntas que parecia uma só. O som da festa e o barulho das pessoas sumiu por um tempo, e mesmo que eu ainda escutasse algo, o som do meu coração era muito forte, ou talvez fosse o coração do lufano, eu não saberia identificar. 

_ Você não está mesmo com raiva? _ Perguntei depois que nos separamos rapidamente. 

_ Na verdade eu até fiquei um pouco feliz. Se não fosse pela Sala eu nunca teria essa chance de novo. 

_ Você queria uma chance? Comigo?! _ Perguntei arregalando os olhos. 

_ Eu podia não lembrar daquela outra festa, mas ainda assim eu tinha certa curiosidade sobre você. Mas você sempre estava na defensiva quando eu me aproximava, o que me irritava.

Enterrei minha cara em seu pescoço para fugir de seu olhar. 

_ Quem me irrita é você, sempre tão certinho. _ Impliquei com a voz meio abafada por estar colada em sua pele. 

_ E você é um maldito rebelde, talvez eu coloque um pouco de juízo nessa sua cabeça. 

_ Ou talvez eu coloque um pouco de indisciplina na sua. 

_ Gostaria de te ver tentar. _ Ele murmurou no meu ouvido e eu senti cada partícula do meu corpo vibrar e se arrepiar. 

Não me segurei e ataquei sua boca até que esquecesse que precisava respirar.

 

 


Notas Finais


Eu revisei esse cap hoje e adicionei umas partes tb... se tiver algum erro, sorry guys


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