História Operação: S.O.S Papais - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Adoção, Bangtan Boys, Bottom!jeongguk, Bottom!jungkook, Bts, Casamento, Comedia, Filha, Jikook, Jimin, Jimin Ativo, Jimin Seme, Jungkook, Jungkook Passivo, Jungkook Power Bottom, Jungkook Uke, Kim Taehyung, Padrinho Sem Noção, Papais, Segunda Temporada, Titio Taetae, Top!jimin, Top!parkjimin
Visualizações 1.822
Palavras 5.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! uashsuhsu Voltei rápido, não é? Bom, isso porque esse capítulo já estava em desenvolvimento, então não foi difícil encerrar, pois acabei me perdendo no capítulo e finalizando hoje mesmo! Está tão lindo, mas ainda sim tenho minhas dúvidas! Então, espero que gostem!

Capítulo 2 - Nem sempre palavras são necessárias, por Park Mochi


Fanfic / Fanfiction Operação: S.O.S Papais - Capítulo 2 - Nem sempre palavras são necessárias, por Park Mochi

11 de Julho de 2018; Park Jimin

— Então... — E lá vou eu lidar com o fera louco por casamento — Você prefere que o seu noivo — Colocou entonação na palavra — Entre como?

— Com as pernas — Respondi sem muita motivação, vendo como Taehyung revirava os olhos e me julgava apenas com a expressão.

— Muito engraçado, Jimin, muito engraçado — Proferiu sem humor, bem debochado — Quer que eu gargalhe? Então tá, vou sorrir, olha, Há Há Há — Fez um movimento exagerado e eu apenas ajeitei o cinto que estava envolta da minha cintura, afivelando o mesmo — Mas, falando sério, acha melhor entrar junto com ele, ele esperar você no altar ou...

— Oi pessoal! — Meu noivo apareceu na porta do quarto e eu apenas sorri ao vê-lo tão radiante e sem nenhuma maquiagem, dando para ver algumas marcas de cansaço ou uma espinha aqui e ali; tão fofo — Estou pronto, vamos?

— Ah, que bom que você chegou! — O garoto simplesmente agarrou a mão do meu moreninho e o puxou para dentro.

— O que aconteceu? — Piscou algumas vezes, olhando para os lados, claramente confuso — Achei que já iríamos.

— Antes quero saber como vocês dois desejam começar a cerimônia — Fez uns gestos exagerados, como se fosse alguma encenação de quem estaria na corte real — Sou muito culto, não sou?

— Vai logo, Taehyung — Bufei enquanto cruzava os braços — Se nos atrasarmos à culpa vai ser sua, sabia? — Arqueei a sobrancelha e ele apenas pigarreou.

— Eu não sou doido de fazer isso! — Fez um sinal de cruz com os dedos — Ralei para juntar vocês dois, viu? — Passou a mão sobre a testa como se estivesse muito cansado; por que esse cara ainda não virou ator? — Mas, bom, indo direto ao ponto — Apontou para nós dois com a caneta mordiscada na ponta — Como você pretendem entrar no altar? Ou seja, os dois juntos ou um no altar e outro entra depois, bem clássico.

— Não seria melhor nós dois entramos juntos? — Meu noivinho questionou cruzando os braços; eu apenas admirei o jeitinho concentrado e pensativo dele, tão bonito tentando pensar em uma solução — Assim não teria dúvidas!

Era uma boa opção, mas eu queria tê-lo vindo para meus braços, tê-lo entrando enquanto eu o espero, tê-lo sorrindo para mim, na minha direção, só para que no final eu pudesse abraçá-lo.

— Ah, não, meu moreninho... — Comentei sem pensar e ambos olharam em minha direção — Seria muito egoísta dizer que quero ver você entrando, vindo em minha direção, para os meus braços? — Indaguei, sorrindo quando notei suas bochechas ficarem vermelhinhas de vergonha.

— Eu? Na frente de todo mundo? Aish! — Segurou o próprio rosto, mas ainda sim sorria — Você tem cada ideia, Jiminnie!

— Não quer? — Eu entenderia se ele quisesse seguir da forma que achasse melhor e mais confortável, pois não queria que ele ficasse incomodado no nosso casamento.

— Ah, não! Quero dizer, sim! Espera! — Embolou-se todo, gesticulando rapidamente com as mãos e eu apenas gargalhei um pouquinho — Digo, se você quiser... — Arqueei a sobrancelha e aposto que ele entendeu na hora que não dependia só de mim — Sério, eu vou adorar correr para seus braços e...

— Correr não, correr não! — Taehyung atrapalhou o nosso momento romântico, fazendo um “X” com ambos os braços ao cruzá-los — Andando lentamente, sem pressa.

— Era só um jeito de falar, Tae — O moreno explicou e eu não sabia se ria ou o chutava para fora, pois, depois de arrumar tantas coisas, resolveu atrapalhar bem no bendito dia da festa de casamento?!

— Ah, eu conheço essa cara — O garoto comentou enquanto olhava diretamente para mim ao mesmo tempo em que fazia uma cruz com os dedos — Isso é um grande alerta de que quer me matar, não é?!

— Parabéns, Taehyung; você me conhece — Segurei a mão do meu noivo, pronto para puxá-lo para fora daquele quarto, mas revirei os olhos quando, NOVAMENTE, aquele ser nos interrompeu.

Hoje é o dia! Não podemos ficar em paz?!

— Opa, opa, opa! — Proferiu rapidamente, correndo para parar de frente a nós — Tão achando que vão aonde assim?!

— Qual é o problema agora? — Bufei querendo cruzar os braços, mas também não queria soltar a mão do meu moreninho, porém fui obrigado a isso quando o garoto, mais conhecido como melhor amigo que literalmente não larga do nosso pé, se intrometeu entre nós e separou nossas mãos.

— Vocês vão ir separados, ora essa! — O quê?! — A partir de agora nenhum contato até a cerimônia — Cerrou os olhos para mim — Não irão se ver até estarem no altar!

— Mas...! — Joguei minha franja para trás, frustrado.

Eu realmente queria ter esse tempinho antes de irmos nos arrumar e o Taehyung me arruma uma dessas! Esse garoto está muito folgado, tenho que colocar limite nessa nossa relação de melhores amigos; ele tem benefícios demais!

Cruzei os braços, um pouco carrancudo, tendo o silêncio como meu companheiro até ser quebrado por uma voz ecoando pelo outro cômodo. Assim, simplesmente, Jungkook apareceu rapidamente no batente da porta, olhando para mim.

— Ah, espere um segundo! — Observei aqueles dois, este que se soltava do Kim mandão, que parece que foi arrastado de volta para cá, e então corria em minha direção.

Apenas pisquei quando senti seus lábios brevemente tocarem os meus calmo e suave, antes de sorrir ao mesmo tempo em que me encarava e voltar a acompanhar nosso amigo. Não demorei em compreender o que aconteceu e pudesse devolver o sorriso, observando como sumiam do meu campo de vista assim que fui atrás, vendo como passavam pelo corredor e, provavelmente, saiam pela porta da frente.

Estava sozinho dessa vez.

Fiquei um tempo parado, cruzando os braços, pensando melhor e enfim me perguntando coisas do tipo: como irei? Sozinho mesmo?

Aish, Taehyung me abandonou aqui para mofar?! Eu preciso de corona, seu bastardo maníaco!

[...]

— Olha só! — Olhei além do espelho, vendo como Taehyung estava escorado no batente da porta — Ta’ bonitão, hein? — Arqueou a sobrancelha e eu apenas ri de leve, balançando a cabeça para os lados.

Bom, até agora tudo ocorreu bem e sem nenhum contratempo, o que acha ótimo! Com certeza a vida está conspirando a favor do meu casamento com o meu moreninho.

Enquanto eu me arrumava diante do espelho e pensava que, daqui a poucos minutos, estaria no altar à espera do meu noivo, uma nova adrenalina cheia de felicidade me consumia. Não parava de olhar o relógio em meu pulso, conferindo os ponteiros, que pareciam andar tão lentamente quanto uma lesma. Mas, ao mesmo tempo em que queria que a hora finalmente chegasse, também queria que fosse o mais devagar possível para que durasse muito tempo.

— Eu sempre fui bonito — Me gabei, observando-o revirar os olhos e se aproximar de mim. — Mas obrigado por enfatizar.

— E o garanhão consegue arrumar a gravata? — Se aproximou com uma expressão de debochada e eu apenas o ignorei, passando meus dedos sobre o colarinho da camisa social.

— É claro que sei — Eu não tinha muita certeza disso, mas sabia que havia treinado — Não preciso da sua ajuda até para me vestir.

— Ah, claro — Debochou assim que sua mão se intrometeu por dentro da minha calça, onde me faz dar um sobressalto. — Estou vendo — Proferiu sarcástico enquanto eu já me preparava para perguntar o que diabos ele estava fazendo, porém, assim que virei um pouco meu corpo, acabei por vê-lo enfiar um pedaço da camisa que estava para fora — Sempre confira as suas costas, gostosão — Deu um tapa na minha bunda e eu apenas bufei. — Abotoou os botões corretamente?

— Ah, vai à merda! — Praguejei ao mesmo tempo em que aquele ser perseguidor soltava um sorrisinho. Respirei fundo, dando mais uma olhada na minha imagem refletida, jogando minha franja para trás — Como está meu moreninho?

Juro que estremeci quando notei, pelo espelho, um sorriso traquina e completamente assustador se apossar daquela face. Seu corpo se aproximou do meu, suas mãos pousaram em meus ombros e, assim que pisquei, o único sorriso que via ali era completamente adorável.

Devo admitir que da certo medo dele às vezes.

— Ele está... — Me encarou pelo espelho, apoiando o queixo em meus ombros — Deslumbrante — Apertou meus ombros de leve — Você vai ficar boquiaberto. — Riu suave — Não vá travar na hora, sim? E muito menos fique babando!

— É claro que não! — Neguei indignado, franzindo o cenho, afinal era um bobo apaixonado pelo meu, em breve, mais novo marido, mas claro que irei tentar me controlar — Por que ficaria assim? — E novamente aquele sorriso maligno se apossou dele.

O.K. É oficial que essa víbora estava tramando alguma coisa! Posso ouvir o silvar dele.

— Ah, querido... — Sussurrou se afastando — Você não faz ideia. — Piscou para mim e eu apenas virei em sua direção, claramente confuso e um tanto temeroso.

Pelo que há de tudo mais sagrado, por favor, que ele não faça nenhuma gracinha ou ideia que vá acabar com meu casamento! Porque o histórico dele de atrapalhar casais — como no caso, Jungkook e eu — é grande!

Hoje não!

— Como assim? — Indaguei e apenas deu de ombros como se fosse um inocente idiota que não sabia de nada. Filho da puta. — Tae, é bom você não estar tramando alguma coisa e...

— Relaxa! — Gesticulou com as mãos, realmente com calma — Você vai adorar! — cerrei os olhos, bem desconfiado mesmo — O quê?

— Devo duvidar das suas palavrinhas venenosas? — O ser melodramático colocou a mão no peito, fazendo uma expressão de quem foi atingido violentamente por um tiro da minha arma e eu apenas cruzei os braços, esperando do drama.

— Ei — Parou com a encenação — Está esperando o que Mané? — Agora ele estava indignado e não parecia apenas atuação — O tempo está correndo, queridinho! — Mostrou o pulso, onde o mesmo também tinha um relógio — Vista o blazer e ajeite essa gravata!

— Já vou! — Sorri mais uma vez para então pegar tais acessórios e colocar em meu corpo.

Não tive pressa, passando calmamente meus braços por dentro da manga, ajeitando em torso e novamente encarando no espelho. Sorri de forma involuntária, pensando em como eu não tinha mania de vestir aqueles tipos de roupa, na verdade ficava mais com o meu uniforme de policial do que qualquer outra. Suspirei de forma pesada, me sentindo bem no mesmo, relembrando novamente que estava prestes a casar.

— Eu sei que você deve estar pensando em inúmeras coisas românticas e todo esse draminha de casamento e felizes para sempre, mas, querido, quem tem a liberdade de chegar atrasado não é você, não, viu? — Revirei os olhos, ajeitando a bainha da roupa — Assim você vai preocupar todo mundo.

— Está bem — Joguei minha franja para trás, balançando de leve minha cabeça — Estou pronto — Amarrei rapidamente a gravata, medindo o aperto no meu pescoço — Como estou?

— Gostoso. — Apontou para mim — Agora vamos pelo amor do santo Jikook.

[...]

A sensação de estar em um altar é completamente desestabilizadora tanto quanto estar se vestindo e esperar ansiosamente as horas passarem.

Minhas pernas estavam bambas, minha garganta secava a cada minuto e eu simplesmente não conseguia encarar por mais de alguns segundos os meus convidados. Eram até que poucos, apenas para aproveitar a festa, nada muito abarrotado, mas mesmo assim me sentia como se estivesse em uma apresentação de escola e tivesse que falar um texto enorme com todos em silêncio.

Eu sei que estou parecendo um bobo, mas não posso evitar. Tento não demonstrar, mas já sinto o suor escorrer frio, mas ainda sim quente, por minhas costas ao ponto de me obrigar a me abanar sutilmente com a minha mão.

— Jimin! — Taehyung correu até mim, naquele tapete vermelho e eu apenas expressei um careta, afinal queria outra pessoa ali — Não desmaia, por favor!

— Desmaiar? — Sorri nervoso, engolindo em seco — Por que iria fazer isso?

— Você está quase entrando em colapso — Entreabri os meus lábios para reclamar, mas ele me cortou — Nem vem, pois está nítido, babaca.

— Está? — Indaguei realmente preocupado e ele apenas sorriu de lado — É sério, Taehyung!

— Eu nunca te vi tão desesperado assim — Pirraçou e eu apenas bufei enquanto jogava minha franja, um pouco úmida, para trás — Olha só o que o seu moreninho faz com você.

— Não é você que está casando — Rebati ao mesmo tempo em que puxava minha manga para poder ver o relógio em meu pulso — E não estou desesperado... — Meus olhos se arregalaram instantaneamente ao ver o horário — Ele está atrasado! Não era para já estarmos começando?! Onde ele... — Parei de falar ao ver como o acastanhado estava de braços cruzados, me encarando como quem dissesse “sério?”. — Está bem, talvez eu esteja um tanto afobado, mas é normal.

— Não se preocupe — Deu alguns tapinhas no meu ombro — Está tudo certo, confia no pai que essa demora é por uma boa causa.

— Você está envolvido de novo?! — Indaguei tentando parecer nervoso, pois não é possível que ele me atrapalhe em um momento tão importante e ele apenas ergueu os braços como se fosse se render.

— Eu juro que a culpa não é totalmente minha — Franzi o cenho — Mas você vai gostar quando ver o motivo — Piscou para mim e eu apenas bufei — Vou dar uma conferida!

Antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa, que seria reclamar, ele se afastou rapidamente ao correr para as portas principais, onde o meu noivo entraria. Fiquei que nem um idiota ali, praticamente sozinho no altar, sorrindo mais idiota quando tive que cumprimentar algumas pessoas presentes ali e agradecer todas as vezes que parabenizavam meu casamento.

Esfreguei minhas mãos, uma na outra, respirando fundo enquanto eu dizia a mim mesmo para me acalmar, porém um terno não deveria demorar tanto assim para vestir, muito menos uma maquiagem... Ou demora? Está fazendo algo diferente? Ah, mas é claro que está! Taehyung faz questão de jogar isso na minha cara.

Está tudo bem! É só respirar fundo e esperar minutos que parecem mais horas.

Foi só pensar nisso que uma música soou alto de algum lugar que eu não me importei de saber no momento, pois estava ocupado demais respirando afoitamente ao ver aquele Kim do capeta correr para dentro da igreja enquanto fazia um positivo com o polegar e sorria de um jeito traquina. Engoli em seco, arrumando o meu blazer, suando um pouco mais ao ver todos se ajeitou em seus devidos lugares a espera do meu noivo.

Respira, respira, respira e finja que está pleno.

— E lá vem ele — Pisquei algumas vezes ao ver que aquele ser havia brotado do meu lado — Não era o que tanto queria? Agora segura às pontas e se controla.

Ah, Kim Taehyung, vontade de socar essa pessoa por não ajudar em nada no meu quase surto interno.

A música não era a mesma que usavam geralmente em casamentos, aquela típica que todos conhecem, mas de algum cantor que eu já tinha escutado, famoso. Me concentrei em um momento na música, fechando brevemente meus olhos,  apenas nisso e em mais nada. Juntei meus dedos de ambas às mãos, ficando cabisbaixo por algum tempo, até perceber que o som era uma música do Ed Sheeran denominada Perfect, linda por sinal, alias que até que me definia em relação ao meu moreninho, tirando o fato de que ele era um homem, e na música se referia a uma garota.

Ri com esse pensamento e, assim que voltei a reabrir meus olhos, eu juro que meu mundo parou e por um momento mal pude raciocinar direito.

Ele estava ali, na minha frente, parado no meio da entrada e sorrindo grandiosamente, mas ainda sim tentando conter tanta alegria em seu rosto, porém não conseguia. Suas bochechas estavam coradas e, mesmo que fosse o mesmo de sempre, parecia deslumbrante como se eu nunca tivesse o visto antes.

Meu coração acelerou, minha boca secou completamente e, enquanto ele andava em minha direção, a primeira coisa que notei foi seus fios de cabelo. Eles, diferentemente de como estava acostumando, não estavam mais castanhos ou pretos, e sim com um rosa avermelhado intenso e de tirar o fôlego, o meu fôlego. Fiquei completamente boquiaberto, sem sequer piscar, embasbacado.

Pois ele estava... Estava tão absurdamente lindo com aquele tom, com aquele sorriso grandioso, com aquele terno branco — algo que eu também não esperava — o que dava mais destaque ao seu cabelo colorido e a pequena tiara brilhante no topo da sua cabeça, que mais pareciam pequenas estrelas.

Nossos olhares se conectaram, onde eu ainda continuava surpreso e encantado, e ele apenas corava mais um pouco e desviava por um tempo curto. Crispei meus lábios, expirando todo o ar que podia no momento, controlando a vontade de correr até si e beijá-lo, dizer o quanto estava maravilhoso daquela foram, mas só consegui dizer apenas uma coisa.

— Meu moreninho.

Isso foi tudo, sem emitir nenhum som, afinal a música tocava alta e eu mal conseguia falar, mas foi o suficiente para que ele entendesse, arregalasse de leve os olhos e também crispasse os lábios. Suas íris negras pareciam brilhar completamente inundadas de lágrimas, mas ele parecia segurar cada uma delas como se não quisesse borrar à leve e quase imperceptível maquiagem ou não deixar que todos vissem isso.

Não me importei nem quando senti uma leve cotovelada em meu braço, talvez Taehyung, mas isso não tinha importância comparada a todo o resto. Assim, enquanto ele se aproximava a passos curtos e lentos, caminhei mais para frente também, descendo o pequeno degrau que continha ali, andando apenas alguns centímetros antes que estendesse minha mão para que pudesse segurá-la.

A música já chegava a seu final e eu mal havia notado novamente, afinal minha mente se fixou no que seriam seus lábios preferindo alguma coisa e, assim que entendi o que ele estava fazendo, foi a minha vez de ter meus olhos inundados. Jungkook estava cantando, baixo, não dava para escutar, mas ele olhava diretamente para mim, como se fizesse algum tipo de serenata ou declaração.

Ele estava fazendo isso para mim.

Eu nunca imaginei que iria chorar quando estivesse aqui, frente a frente para ele, mas quando vi seus olhinhos brilharem mais e notar um fungar da sua parte senti um “bolo” subir intenso em minha garganta. Doloroso, mesmo que meu coração explodisse em felicidade, era inevitável.

E aquele nó ali, aquele preso dentro de mim, fez com que eu respirasse fundo, seco, antes de soltar a respiração e tremer meu corpo inteiro. Meus olhos ardiam e tinha certeza que estavam vermelhos.

Ele continuou olhando para mim, sorrindo, enquanto aquela voz perfeita sobressaía a qualquer caixa de som tocando naquele local. De repente seu tom doce fora aumentando, até se torna realmente audível, chamando a atenção de todos.

Foi então que a primeira lágrima me escapou, silenciosa, enquanto eu simplesmente quase não me segurava de pé ao vê-lo simplesmente correr para os meus braços, caminhando apressado. Trinquei o maxilar, sentindo meu rosto se espremer uma expressão provavelmente horrorosa. Respirava fortemente, audível, enquanto meu braço estendido ia perdendo as forças para se manter erguido.

Tinha vontade de encolher ali mesmo e chorar ainda mais; tinha vontade sair daquela posição e correr em direção a ele também, me mostrar que me importo. Isso é patético?

Ofeguei quando sua mão tocou a minha; arfei quando seu braço puxou o meu; desabei quando senti nossos corpos se juntaram com um pequeno esbarrar, onde minha mão foi parar rapidamente na sua cintura e o trazer completamente para mim. Eu tentei me segurar, juro que tentei, mas não deu quando senti as lágrimas desceram rapidamente por meus olhos e sentir seus dedos agarrarem o pano do meu torne, com força.

— Você está tão perfeito — Murmurei entre soluços leves, beijando sua orelha, ouvindo sua risadinha baixa, mas falha.

Acariciei seus fios rosados, analisando-os com atenção, admirando aquela cor que combinava tão bem com seu rosto e o deixava adorável, mas ao mesmo tempo quente e sedutor. Tão sedosos, meus dedos deslizavam com facilidade e tudo o que pude fazer foi inspirar o cheiro bom que vinha deles, como cerejas.

Eu queria continuar assim, abraçado e o aconchegando em meu corpo, afagando seu cabelo por horas, não iria reclamar. Mas meu mundo voltou a girar novamente ao ouvir algumas palmas curtas, ou perceber que a música havia parado completamente e todos focavam nessa cena que era os noivos abraçados em frente ao altar.

Começamos a nos afastar lentamente, parecendo que tivemos o mesmo pensamento, enquanto sentia a mão do meu moreninho parar em meu rosto e enxugar as minhas lágrimas. Seu rosto também continha algumas, poucas, mesmo que seus olhos brilhassem para soltar mais. Seus lábios se curvavam em um lindo sorriso, fofo com aqueles seus dentinhos que eu tanto amo e o que mais queria era tomar aquela boca para mim em um beijo, mesmo que esse não fosse o momento.

Então, sabendo disso, mesmo assim me aproximei de si, rindo de leve quando o vi estremecer e arfar surpreso, talvez achando que realmente iria beijá-lo antes da hora. Na verdade, iria sim, mas não no local que realmente queria. Segurei seu queixo de leve, observando seus olhinhos escuros ainda arregalados suavemente, puxei seu rosto e o fiz inclinar para baixo para que assim pudesse beijar sua testa com um selar carinhoso.

Sua mão rapidamente segurou a minha, como se fosse automático, seus dedos longos enlaçando os meus com certa urgência. Sorri quando seu rosto se inclinou sobre a mão que segurava seu queixo, com um pequeno carinho da mesma com a sua bochecha.

— Senhoras e senhores podem se sentar — O padre proferiu rente a um microfone, ecoando pela igreja silenciosa, chamando a atenção de nós dois — Temos aqui um amor forte e verdadeiro pelo que vejo — Um sorriso realmente sincero enfeitava seu rosto já um tanto envelhecido, trazendo um aspecto gentil para si.

— Desculpe — O meu moreninho disse enquanto se afastava definitivamente e se virava para o padre, mas nem isso tirou o seu sorriso.

— Não há problema algum, meu jovem — Ajeitou a bíblia em sua mão — Isso só reforça o quanto se amam — Sorrimos, nos olhando pelo canto dos olhos — Podem segurar as mãos, podem se encararem se quiserem, pois o afeto mais puro é bem-vindo.

E nesse instante nossas mãos se procuraram quase afoitas, onde a dele, assim que esbarrou na minha, enlaçou nossos dedos com força e intensidade, como se quisesse ter certeza de que eu estava ali ao seu lado. Suspirei, acariciando de leve as costas da mesma com meu polegar, como se dissesse que estava tudo bem.

Com a presença do meu noivo eu me senti melhor do nunca; calmo.

E novamente os minutos pareceram horas diante as palavras do padre, onde eu tentava me focar nos meus dedos enlaçados nos alheios ou como aquele outro homem falava palavras tão bonitas e sinceras, nunca direcionando algum repúdio ou algo do tipo em relação a nossa relação e isso me deixava imensamente feliz.

Era como se o mundo inteiro pudesse ser assim, sem problemas contra novas coisas, sem problemas contra nós.

Assim, muitas vezes perdido em meus pensamentos, o tempo passou voando e, quando menos percebi, já era à hora da troca dos votos. Porém, impressionando a todos, nós não tínhamos nada a dizer um para o outro, pois já sabíamos de nossos sentimentos e queríamos guardar só para nós, só entre nossa relação e deixar oculto para aqueles de fora.

Então apenas sentimos.

— Eu te amo — Meu moreninho proferiu sem que eu esperasse, ma deixando um pouco surpreso, mas logo me fazendo sorrir.

— Eu te amo — Correspondi baixo, respirando fundo e sentindo meu peito novamente se encher de felicidade.

Isso já bastava.

— Só?! — Ouvimos Taehyung indagar não muito alto, parecendo indignado, mas não ousei olhar para trás para encará-lo ou então iríamos ter um Kim sendo expulso a pontapés.

— Já é o bastante — Novamente o padre resolveu falar algo, intercalando seu olhar entre mim e o meu amor — Nem sempre os sentimentos precisam ser ditos, apenas sentidos e demonstrados — Seu sorriso nunca morreu desde que a cerimônia havia começado — Simples palavras podem significar muitas coisas para o casal.

Toma Taehyung!

— Pois bem, continuemos — Seu semblante se tornou sério por um momento — As alianças, por favor. — Taehyung, novamente, praticamente brotou ao nosso lado com uma pequena almofada onde estavam amarrados por uma fita delicada — Podem colocá-las em seus dedos.

E nesse momento meu ar faltou, me obrigando a ter que controlar a minha respiração e não parecer que iria desmaiar ali mesmo. Nossos olhos se encontraram no instante seguinte, onde Jungkook parecia ter tido o mesmo sentimento que o meu ao cair na real que, quando colocássemos aqueles pequenos anéis que significavam tanto, estaríamos enlaçados para sempre.

Ele crispou os lábios e eu apenas hidratei os meus quando passei minha língua, sentindo novamente aquela secura. Encarei as alianças a minha frente, vendo como o acastanhado arqueava a sobrancelha como se dissesse “Nem pense em travar agora!”, manuseando a cabeça para que eu seguisse em frente; e foi o que fiz. Tomando um primeiro passo quando respirei fundo, passei de leve, sobre o pano do meu terno, minhas mãos um tanto suadas e assim ergui a destra para que pudesse desatar aquele nó frágil e me ver segurando o objeto prateado.

O encarei por um momento, desviando meu olhar para o meu marido, e juro que o vi estremecer e arfar, também observando a aliança. Sorri, ficando frente a frente a si, estendendo a minha mão em um convite para que ele a segurasse e, talvez com tanta emoção, sua mão tremia. Assim que a elevou, não consegui evitar sorrir para a sua tremedeira, trazendo aquela expressão de quem tinha vontade de querer socar o meu ombro, como de costume.

Achei que iria derreter quando segurei sua canhota gentilmente, com um pequeno carinho. E por um momento senti que iria enfartar quando aquele anel, aquela aliança brilhosa encaixou perfeitamente em seu dedo. Respirei fundo, tentando conter as novas lágrimas, não querendo gaguejar ou algo do tipo.

— Eu Park Jimin, recebo-te por meu esposo a ti Jeon Jeongguk, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

Respirei fundo quando chegou ao fim da extensão de seu dedo, tão perfeito na medida, onde encarei o local ao que sentia meus olhos arderem absurdamente, pois parecia combinar tão bem consigo. Beijei sua mão, lentamente e, assim que ergui meu olhar, aquele moreno já chorava novamente; nada escandaloso, mas se podiam ver pequenos filetes de lágrimas em suas bochechas e que apenas sentia vontade de secá-las.

Ele afastou lentamente sua mão, parecendo apressado ao também pegar a outra aliança e colocá-la em meu dedo, gentil e, dessa vez, paciente. Fungou, algo que acho fofo em si, antes de suspirar e se controlar para que pudesse dizer as palavras.

— Eu Jeon Jeongguk, recebo-te por meu esposo a ti Park Jimin — Respirou fundo novamente, expressando que queria chorar mais, mas apenas se segurou, tendo a voz embargada — e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. — Sua voz estava por um fio e isso só apertou meu coração, não tendo jeito quando acabei por desabar também, escondendo meu rosto com a minha mão direita e o virando para o lado.

Que droga, agora não conseguia mais me controlar.

Tudo o que saiam de mim eram soluços e sons forte da minha respiração, onde eu tentava não ser muito escandaloso. Eu não podia ver ao meu redor, mas tudo estava em completo silêncio, porém algo me surpreendeu quando senti um calor rente a mim, a meu corpo e isso despertou minha atenção enquanto tentava olhar para frente e ver tudo nublado.

— Sendo assim — O padre proferiu ao mesmo tempo eu tentava secar as lágrimas no meu rosto — Podem se beijar.

Nesse momento eu não estava preparado, tudo  o que aconteceu foi mãos segurando as minhas e as afastando do meu rosto, e de repente o meu homem se jogar em mim e simplesmente roubar meus lábios com os seus, um tanto rápido no começo, fazendo com que eu arregalasse os olhos e deixasse de processar por um momento. Ao sentir sua língua passar rente a minha boca, entre meus lábios, depois de um selinho demorado, não pensei em outra coisa se não entreabri-los e deixar com que nossas línguas se tocassem. 

Meus olhos cerraram lentamente, inerte naquela sensação que era só o nosso mundinho e os aplausos ao longe, bem ao longe, onde podia sentir seus dedos se fechando cada vez mais fortes em meus pulsos, sua respiração ofegante, ou como seu rosto estava completamente adorável ao estar quase da mesma cor que seus fios de cabelo, isso tudo notado antes que eu fechasse os olhos e me soltasse para que assim pudesse segurar sua cintura.

— Jimin-ssi — Murmurou quase que dengoso, segurando ambas a partes do meu rosto, dando selinhos rápidos antes que voltasse a tomar minha língua.

— Meu moreninho.  — No final estávamos ofegantes, até demais para um beijo na igreja, colando nossas testas uma na outra e voltando a dar mais um selar intenso. — Meu marido.

Então aquela voz, que veio do além e que conhecíamos bem, quebrou o som que seriam só de palmas e assobios.

— Mas já estão com todo esse fogo?! E ainda na frente do padre?! — Fez um som de descontentamento falso — Que feios vocês.

Ah, Deus que me perdoe, mas eu ainda mato Kim Taehyung; Ah, se mato.

Mas por enquanto só quero aproveitar meu marido e como seus braços enlaçavam meu pescoço, ainda com nossas cabeças juntas e seus olhos encarando os meus, sorrindo daquele jeito tão bonito. Sabe, eu não sei por que, mas me causa uma sensação tão boa chamá-lo assim. Não vejo a hora de acordarmos na mesma cama, abraçados, tendo somente nós e o sol radiante de uma manhã de vida de casado.


Notas Finais


Então... Eu espero muito que tenham gostado de mais esse capítulo! Fiz com todo o meu coração, ouvindo músicas românticas e me prendendo em cada linha que escrevi! Ah, agradeço pelos mais de duzentos favoritos em um único dia! Estava tão insegura, mas vocês pareceram gostar mesmo do primeiro capítulo e toda essa proposta! Vocês são demais! Por favor, Digam o que acharam, pois irei ficar muito feliz e até a próxima!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...