História Operation Fangirl - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Jessica, Seohyun, Sooyoung, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Yulsic
Visualizações 286
Palavras 4.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como todos já sabem, três de nossas amadas soshis saíram do SNSD. Eu não quero me prolongar muito, mas algumas pessoas me questionaram se eu iria continuar com minhas fics. Confesso que eu já estava bem desanimada, e essa notícia me deixou ainda mais para baixo. Entretanto, meu amor por elas e o carinho que vocês tem pelas minhas fics me ajudaram a animar um pouco sabe. Ainda não posso dar 100% de certeza que irei continuar todas as fics, Operation Fangirl é a única que irei até o fim, porque não é uma longfic. As outras fics eu ainda pensarei um pouco.

Obrigado a todos que me mandaram mensagem, e que comentaram. Vocês também são especiais para mim, e eu so voltei por causa de vocês. Valeu pessoal!

Capítulo 8 - Operação Visita Inesperada Em Ação


Yuri

Girei meu corpo e abracei o travesseiro ao meu lado. Ele era tão confortável e possuía um cheiro de rosas maravilhoso. Eu não me lembrava de ter colocado um amaciante tão cheiroso no tecido, mas isso não importava, aquele odor me deixava com mais soninho. Respirei lentamente e senti cócegas em meu pescoço. O ar estava tão forte a ponto de eu sentir o vento em minha pele? Decidi deixar isso para lá e continuar dormindo, todavia, senti o colchão se remexer e algo me abraçar. Desde quando os travesseiros tinham braços?

Abri os olhos automaticamente, e deparei-me com um mar de fios escuros. Eu e Jessica dormíamos abraçadinhas uma a outra e eu não me lembrava como aquilo acontecera. Tentei me afastar, mas seu braço em torno do meu corpo me impedia. Como aquilo fora acontecer? Lembro-me que havia deixado ela dormir na minha cama, e provavelmente devo ter caído no sono, mas minha cama era de casal, e havia espaço suficiente para que cada uma dormisse no seu canto. Como fomos parar juntinhas?

Respirei fundo e comecei a pensar numa solução. Eu poderia empurrá-la, ou gritar para que ela se afastasse, mas como eu havia prometido que seria compreensiva, fazer aquilo seria muita maldade.

– Não vai ursinho. – Ela resmungou assim que tentei novamente me afastar. Então ela achava que eu era um urso?

Suspirei derrotada, não tendo muita escolha a não ser continuar deitada. Percebi que Jessica dormira com seus óculos de grau no rosto, e me perguntei como ela conseguira ficar assim durante toda a noite. Estiquei minha mão lentamente até seu rosto. Mesmo que já fosse de manhã, não seria ruim deixá-la ter seus últimos minutos de sono confortavelmente. Tirei seu óculos lentamente e me estiquei para colocá-los sobre o criado mudo. Jessica ficava fofa com eles, mas não posso negar que ela também ficava linda sem eles. Espera! Desde quando eu reparo na beleza dela?

Balancei a cabeça e dei tapinhas no meu rosto. Eu só podia estar ficando louca por reparar na beleza de Jessica, ou isso era algo normal e eu estava exagerando? Voltei a admirá-la e percebi que durante todo esse tempo eu só meu preocupei com seus defeitos. Eu sabia que Jessica era meio maluca, bagunceira, de vez em quando irritante e super fã da Taeyeon. Mas e suas qualidades? Eu não sabia nenhuma! Talvez eu devesse seguir o conselho de Tiffany e tentar conversar mais com ela. Mas de que isso valeria a pena? Quando esse acordo terminar ela irá embora e voltaremos a ser completas desconhecidas. Aish!

Busquei meu celular pelo quarto e o encontrei no criado-mudo atrás de Jessica. Ela me abraçava como se eu fosse seu urso de pelúcia e por isso meus movimentos estavam bem curtos. Tentei esticar meu braço até o objeto, mas meu ato me fizera praticamente grudar em Jessica e com isso ela abrira os olhos lentamente, até acordar por completo.

– AAAAAAAHHHHHH!

Senti seus braços meu empurrarem e rolei até cair com a bunda no chão. Soltei um gemido e encarei a garota em pé sobre a minha cama, me olhando desesperadamente.

– Aish! Por que gritou?

– O que você... O que eu...

– Dormimos juntas. – Respondi massageando a bunda, e vi Jessica arregalar os olhos assustada. – Eu não quis dizer dessa forma sua safada!

– Ufa! Pensei que eu tinha enlouquecido de vez. – Ela levou as mãos ao peito e dessa vez fui eu quem arregalou os olhos.

– Yah!

– Ah Yuri, sua cama é tão confortável!

Jessica deitou novamente na minha cama e se enrolou em meu lençol. Aproveitei para levantar do chão e finalmente empurrá-la dali, vendo-a rolar até cair com a bunda no chão.

– Espero que tenha aproveitado, pois você voltará para o sofá. – Comentei, e um bico chateado surgiu em seus lábios.

– Poxa... Depois dessa eu vou lá me afogar na água do chuveiro.

Jessica saiu do meu quarto massageando a bunda e eu pude finalmente fazer minha rotina matinal. Espreguicei-me por completo e arrumei minha cama. Em seguida, entrei no banheiro e tomei um maravilhoso banho, fazendo minha higiene pessoal logo após. Saí do banheiro já devidamente pronta e segui para a cozinha a fim de preparar o café. Pude ouvir a cantoria de Jessica no outro banheiro, e imaginei que a empresa sofreria com a conta de água, visto que ela demorava horas lá dentro por conta de seu show.

Entrei na cozinha e a primeira coisa que notei foi que não tinha café. Minha manhã sem tomar um gole de café poderia estragar completamente meu dia, já que meu humor dependia de um boa xícara da bebida. Peguei a embalagem com o pó dentro do armário e enchi o bule com água. Eu gostava de preparar na minha máquina, começando desde os grãos, mas como os mesmos haviam acabado, eu precisava usar o pó até que comprasse uma nova embalagem de grãos.

Ding Dong

Franzi a testa ao ouvir a companhia tocar. Será que Tiffany estava ali para me dar uma surra, ou Taeyeon viera buscar seu videogame? Por pensar nisso, Jessica ainda tinha que arrumar a sala, algo que ela não fizera ontem alegando estar cansada.

Caminhei até a entrada já me preparando para ouvir os sermões da minha manager, entretanto, assim que abri a porta, me surpreendi ao encontrar Yoona ali parada. Não era costume ela vir me visitar no dormitório por conta de regras da minha empresa.

– Oi...

– Desculpe aparecer sem avisar. – Ela sorriu sem graça.

– Que isso, estou feliz de ter ver aqui.

– Eu só queria avisar que eu estou indo para a China e vou ficar lá por três meses. – Explicou, e meu sorriso murchou já que eu estava prestes a convidá-la para tomar café comigo.

– Mas por quê?

– Dorama... Foi tudo planejado de última hora, desculpe por só dizer agora. – Yoona deu um sorriso culpado, mas eu balancei a cabeça compreendendo a situação.

– Vou sentir saudades. – Falei sincera.

– Eu tamb-.

– YURIIIIII ENTROU SHAMPOO NO MEU... olho. – Jessica apareceu na sala enrolada em um roupão e tapando um dos olhos com a mão. Ela estava pingando e poderia ter continuado seu drama se não tivesse notado Yoona ali. – Oi Yoona.

– Ela ainda está viva? – Yoona me olhou surpresa, e eu revirei os olhos ao ouvir seu tom de deboche.

– Pode nos dar privavidade? – Encarei Jessica. Ela olhou Yoona de cima em baixo e fez uma careta.

– Claro, mas se eu ficar cega a culpa é sua!

Revirei os olhos e a observei sair da sala. Voltei minha atenção para Yoona que me encarava seriamente.

– Quanto tempo mais isso vai durar?

– Até o CEO decidir.

– Não gosto dela aqui com você. - Reclamou e eu ergui uma sobrancelha curiosa.

– Por que não?

– Ela é bonita.

– Não mais que você. – Segurei o rosto de Yoona com as duas mãos. – Você é a face da nação.

– Idiota. – Ela sorriu. – Eu preciso ir.

– Posso pelo menos te levar até o carro?

– Acho que não tem problema.

Entrelacei minha mão com a de Yoona e juntas seguimos até o lado de fora do dormitório. Este tipo de viagem era comum, e apesar da saudade que sempre existia, eu já estava acostumada com isso.

– Vou aproveitar essa viagem para pensar. – Ela comentou de repente, e eu não evitei meu olhar curioso par si.

– Pensar no que?

– Em nós. – Yoona me olhou sem graça. – Eu gosto da Seohyun, ela é incrível, mas eu não posso negar que ainda sinto algo por você Yuri.

Soltei um suspiro e parei de andar assim que chegamos ao jardim. Pude ver atráves do portão o motorista de Yoona parado ao lado de carro, e apesar de saber que eles tinham horário, eu o faria esperar mais um pouco.

– Eu sei que o que fiz foi errado, mas eu só quero uma chance para consertar tudo. – Segurei suas duas mãos carinhosamente. – Se você quiser ficar com a Seohyun, tudo bem, você não pode ficar presa a mim e tem todo o direito de se feliz. Mas por favor, só pense um pouco.

Yoona mordeu o lábio levemente e assentiu. Eu me sentia feliz por saber que ela estava tentando tomar sua decisão invés de simplesmente agir como se eu não existisse. Aquilo era bom para mim e independente de qual fosse sua decisão, eu ficaria feliz somente por saber que ela estava pensando.

– Eu preciso ir. – Yoona sorriu sem graça. Precebi então que eu a olhava sem dizer nada, algo que eu fazia sempre que me interessava por alguma coisa.

– Tudo bem, mas não sem antes de um beijo.

Levei minhas mãos até o rosto de Yoona e a beijei. Foi um toque rápido, mas que mexeu completamente comigo.

– Idiota, sabe que não podemos fazer isso em público. – Ela me deu um soquinho, completamente sem graça.

– Não estou vendo nenhum público. – Olhei para os lados como se procurasse alguém. – Espera! Senhorita joaninha você viu isso? – Abaixei-me próximo ao inseto que andava no chão. – Promete que não vai contar para ninguém?

– Você é idiota Yuri! – Yoona revirou os olhos. – Acho que a convivência com Jessica está te fazendo mal.

Dei um sorriso e a observei caminhar até o portão. Yoona me lançou um último aceno antes de ir e eu esperei o carro partir para voltar ao meu apartamento. Assim que cheguei, encontrei Hani e Doee correndo pela sala, enquanto o barulho de talheres se fazia presente na cozinha.

– O que você está fazendo? – Perguntei ao ver Jessica em frente ao fogão. Não queria correr o risco dela botar fogo na casa.

– Ei Yuri, quantas colheres de pó de café tem que colocar aqui? – Ela questionou ignorando minha pergunta, apontando para o bule já no fogo.

– Duas, por quê?

– Bem, eu coloquei sete. – Jessica riu. – Bom que sobra mais.

Revirei os olhos e a expulsei dali. Jessica já fazia bagunça em quase todos os cômodos da casa, não podia deixar que isso acontecesse na cozinha também. Preparei nosso café da manhã e assim comemos tranquilamente. Hoje eu teria meu dia livre, mas isso não quer dizer que eu ficaria em casa sem fazer nada.

– Vou correr, que ir comigo? – Sugeri ao entrar na sala. Eu costumava correr pela vizinhança toda manhã, quando não ia para a academia treinar.

– Correr? – Jessica me encarou preguiçosamente. – Você é doida ou o que?

– Qual é Jessica eu estou tentando. – Resmunguei. Como eu ia tentar ter uma boa relação se ela não colaborava?

– Ta! – Ela fez uma careta enquanto se levantava do sofá. – Vou por meus tenis de luzinha.

Olhei-a caminhar em direção ao quarto com um expressão incrédula. Tenis de luzinha?

– Mas o qu-.

– Estou brincando! – Jessica se virou e riu para mim. – 30 minutos!

– Aish!

Felizmente, Jessica não demorou trinta minutos para se arrumar o que era bom pra mim. Ela também não apareceu com tenis de luzinha, algo que me surpreendeu já que aquilo era a sua cara.

Seguimos juntas em direção ao parque próximo ao dormitório. Era um local agradável de se estar e eu sempre ia para lá quando queria descansar. Aproveitava sempre o horário em que não tinha muitas pessoas, pois assim eu poderia aproveitar tranquila.

Mesmo que eu tivesse convidado Jessica a ir comigo, seria melhor tê-la deixado em casa. Preferia mil vezes a companhia de Hani e Doee do que dela. Jessica era preguiçosa e não bastasse isso era sedentária também. Uma breve corrida que fizemos pelo parquinho infantil eu já estava ouvindo suas reclamações. Jessica não andava e sim se arrastava.

– Yuri eu preciso de água! – Choramingou atrás de mim.

Virei-me só para vê-la se arrastando até mim.

– Jessica, só estamos aqui faz 10 minutos. – Exclamei incrédula. Ela se apoiou nos joelhos, respirando ofegante. Suava feito uma cabra mesmo com nosso aquecimento.

– Eu não sou fitness que nem você Kwon. – Reclamou. – Meu deus, eu vou morrer.

– Se estiver com sede se joga no lago. – Apontei para o lago um pouco distante de onde estávamos. Jessica me encarou e fez uma careta.

– Me dá dinheiro!

– O que!?

– Eu preciso de dinheiro pra água. – Indagou me estendendo a mão. – Anda, senão eu vou morrer desidratada.

Revirei os olhos e tirei uma nota da minha braçadeira que costumava guardar meu celular. Jessica arrancou o dinheiro da minha mão e saiu se arrastando para um vendedor. Precisava me lembrar de não trazê-la na próxima vez, já que como sempre, ela só sabia me atrapalhar.

Decidi continuar minha caminhada, já que se eu desse atenção a Jessica, com certeza não faria nada. Havia outras pessoas ali com a mesma intenção que eu. Até um casal de idosos corriam lentamente e Jessica fazia um drama somente por dar a volta num parquinho. Por pensar nela, a mesma estava demorando demais para alguém que havia ido comprar uma água. Olhei em volta a sua procura, provavelmente ela havia se largado em um banco qualquer.

– Não toca em mim!

Reconheci sua voz e não demorei a encontrá-la a poucos metros de mim. Só que Jessica não estava sozinha e sim acompanhada de um homem que eu nunca havia visto na vida.

– O que está fazendo aqui? – Ela questionou rude. Parecia incomodada com a presença dele.

– Fui resolver uns negócios, mas parei ao te ver correndo. – O homem respondeu se aproximando dela, mas Jessica recuou.

– Já me viu, agora pode ir.

– Qual é Jessica, você é tão grossa comigo. – Ele segurou a braço dela com força, sem nenhum delicadeza ou demonstração de carinho.

– Solte-me J-Seph!

Não consegui ficar ali parada ao acompanhar a cena. Era visível o desconforto de Jessica com a presença dele, e não bastasse isso, ele agia rudemente com ela, mesmo a contra gosto.

– Algum problema aqui? – Perguntei ao me aproximar. O tal J-Seph ergueu uma sobrancelha em minha direção, enquanto Jessica me olhou surpresa.

– Nenhum problema, não é Sica? – Ele respondeu, apertando o braço de Jessica. Fiquei surpresa ao vê-la assentir, e estranhei o fato dela ter concordado. – Vamos dar uma volta, temos muito o que conversar.

Observei aquele homem puxar Jessica consigo, mas eu não deixaria que aquilo acontecesse. Segurei a mão livre dela bruscamente, e recebi seu olhar curioso, o que fez os dois pararem.

– Jessica está comigo, você não pode levá-la assim. – Exclamei séria. – Ela está em horário de trabalho e ao menos que queria ser demitida...

O tal J-Seph ficou me encarando antes de descer seu olhar para Jessica. Eu não fazia a mínima ideia de qual era a relação deles, mas somente com suas atitudes contra ela eu percebi que ele era um perigo, e eu jamais seria capaz de deixá-la com alguém assim.

– Tudo bem então, conversamos depois.

J-Seph largou Jessica e saiu andando. Esperei que ele estivesse bem longe para voltar meu olhar a ela. Incrivelmente Jessica me encarava, e sua expressão era de total confusão.

– Por que fez isso?

– Porque eu não faria? Uma cavalheiro não agarra uma dama daquele jeito. – Respondi, e ela abaixou a cabeça. – Quem é ele?

– Meu ex-namorado. – Jessica suspirou. – Apesar de ser uma babaca, ele me ajudou muito quando eu precisei. Tenho uma dívida a pagar com ele.

– Ter uma dívida com ele não significa que você tem que deixar ele te tratar mal.

– Você também me trata mal. – Ela retrucou, e eu fiquei sem palavras diante disso. É verdade que eu tratei ela mal no começo, mas jamais faria algo daquela forma.

– Mas você nunca deixa isso barato. – Respondi. – Você até me deu um tapa na cara!

Observei um pequeno sorriso crescer no rosto de Jessica. Tentar uma relação com ela não estava sendo ruim, ela só precisava ser mais normal e menos Jessica. De qualquer forma, acho que ser paciente estava funcionando, só não sabia se nossa relação poderia avançar, ou voltaria ser a mesma coisa de antes.

Jessica

– Ah, hoje eu descobri que você não é somente preguiçosa, mas sedentária também.

Fiz uma careta com o comentário e encarei Yuri com um sorriso enorme no rosto. Não sabia quais suas reais intenções, mas ela quase me matou com aqueles seus exercícios chatos e cansativos. Não era algo que fazia parte de minha rotina, e por isso eu me cansava nos primeiro 30 segundos.

– Aish, aposto que depois de um tempo eu vou ficar melhor que você. – Falei um pouco irritada. Eu sabia que aquilo não era verdade, mas seria legal provocá-la.

– Ah ta bom! – Ela gargalhou alto. – Provavél que na próxima eu tenha que chamar uma ambulância.

Empurrei a morena com força por conta do comentário, mas no fim acabei rindo. Apesar de fazer pouco tempo em que decidimos dar um trégua, eu já sentia uma diferença no tratamento de Yuri comigo. Talvez ela não fosse uma pessoa tão ruim assim, só precisávamos ser mais pacientes e compreensivas uma com a outra.

Seguimos caminhando juntas para a saída do parque. O sol estava forte mesmo ainda cedo de manhã, e eu me sentia imensamente feliz por Yuri encerrar seus exercícios, pois com certeza eu iria desmaiar ali. Precisava me lembrar de na próxima vez não aceitar fazer exercícios com ela.

Já quase na saída do parque, um monte de criancinhas passaram correndo por nós. Yuri soltou alguns resmungos, e quando eu fui procurar o motivo para a pequena confusão, eu notei que todas elas iam para um carrinho de sorvete por ali perto.

– Yuriiiiii, vamos tomar sorvete! – Exclamei animada. Estava um calor dos infernos, nada melhor do que tomar um sorvete para refrescar.

– Jessica por que você não trouxe dinheiro? – Ela resmungou. – Eu te dei dinheiro para água e agora tenho que pagar sorvete para você?

– Quer que eu faça a carinha? – Sugeri, e isso fez Yuri revirar os olhos.

– Vamos tomar o sorvete.

Dei um enorme sorriso e entrelacei meu braço com a de Yuri, arrastando-a em direção ao carrinho de sorvete. Senti-a um pouco tensa, mas nem liguei para isso. Tivemos que ficar na fila já que existia muitas crianças ali, e quando nossa vez chegou, pedimos duas casquinhas de chocolate.

– Olha só quem está aqui...

Alguém falou atrás de nós. Yuri foi a primeira a se virar, e sua expressão ao fazer não fora nada agradável. Decidi fazer o mesmo e acabei me deparando com aquele jornalista chato.

– Ainda ta com esse bigode na cara? – Exclamei curiosa, o que fez Yuri soltar uma risadinha.

– Podem rir a vontade porque no final, sou eu quem irá rir. – Siwon indagou convicto.

– Do que está falando? – Yuri perguntou preocupada.

– Sabe Kwon, não é muito bom você demonstrar carinho em público, algumas pessoas podem estar a espreita te observando.

Parei de lamber meu sorvete ao ouvir sua frase. Yuri não demonstrava carinho comigo, então do que exatamente ele estava falan- Ah... Yoona.

– O que estava fazendo no meu dormitório? – Yuri exclamou com certa irritação. O sorvete derretia em sua mão, e eu estava preocupada com o fato dela não conseguir tomá-lo antes que o mesmo derretesse por completo.

– Estava em busca da prova que você e Im Yoona tem um relacionamento! – Siwon acusou. – Eu vi naquele dia na festa vocês duas juntas, e só não consegui filmar porque essa idiota apareceu! – Ele apontou para mim, e eu abri a boca ofendida. – Mas no fim, vocês duas me deram um grande buzz.

– Não ouse fazer isso...

– Será que um jornalista conhecido que ameaça uma mulher, e que também faz diversas idiotices pra tentar conquistá-la gera buzz? – Perguntei curiosa, e o olhar dos dois se voltaram contra mim. – Lembra Siwon quando você ameaçou invadir nosso apartamento se a Sooyoung não abrisse a porta pra você. Ah... Até hoje eu tenho o vídeo de você dando socos na porta.

– Sua...

Senti as mãos pesadas dele agarrar firmemente minha roupa. Yuri poderia até ter vacilado comigo no começo, mas não acharia justo deixar ele fazer o que bem entendesse com ela. Siwon tinha provas contra Yuri e eu tinha contra ele. Acabei derrubando o sorvete no susto, e isso causou uma careta em mim. Ele estava tão delicioso...

– Solte-a, ao menos que queria apanhar. – Yuri ameaçou séria. Era a terceira vez que ela vinha em minha defesa.

Siwon por fim me soltou, e saiu marchando sem dizer mais nada. Soltei um suspiro e encarei meu sorvete no chão.

– Você realmente sabe alguns podres dele? – Yuri me perguntou curiosa, e eu assenti levemente.

– Você não faz ideia... – Respondi. – Será que se eu usar a regra dos cinco minutos o sorvete ainda vai ta gostoso? – Indaguei curiosa. Yuri olhou para o sorvete no chão antes de voltar a me encarar com uma expressão incrédula.

– Jessica essa regra só vale para cinco segundos, não cinco minutos!

– Mas-

– Toma meu sorvete!

Dei um enorme sorriso assim que Yuri estendeu seu sorvete em minha direção. Apesar dele ter derretido bastante, eu ainda poderia saboreá-lo. Segui saltitante para fora do parque. Não havia nada melhor do que tomar um bom sorvete no calor. Olhei para o lado em busca de Yuri e encontrei seu sorriso em minha direção.

Yuri sabia sorrir?

– YURIIIIIIIIIIIIII!

Pulei em cima da morena assim que percebi que ela ainda não havia acordado. De qualquer forma, aquilo não adiantou em nada, pois Yuri continuou que nem uma pedra, e ainda fez questão de cobrir o rosto com o cobertor. Se fosse um dia normal, com certeza eu estaria pouco me importando com o fato de Yuri dormir algumas horinhas a mais. Só que naquele dia específico eu necessitava completamente da ajuda da morena, tudo porque Krystal estava vindo para cá. Mesmo que minha irmã já tivesse me avisado com antecedência, eu nunca fui muito boa em lembrar as coisas, o que significava, que se Krystal não tivesse me mandado uma mensagem avisando que seu avião logo pousaria em Seul, com certeza sua chegada seria uma surpresa para mim.

– Pelo amor de deus Jessica, ainda está cedo! – Ela resmungou por baixo da coberta.

Puxei o tecido com força e me deparei com seu rosto amassado de sono. Nem era tão cedo assim, só 7h45min da manhã de domingo.

– Yuriiiii, a Krystal está chegando e eu preciso da sua ajuda. – Exclamei desesperada. Eu precisava que ela fosse buscar minha irmã, enquanto eu ficaria para limpar a casa que estava uma bagunça.

– A irmã é sua, por que eu tenho que acordar cedo? – Reclamou.

– Porque você é uma pessoa incrível, além disso, você disse que ia ser mais legal comigo!

Yuri suspirou fundo antes de abrir os olhos. Ela ficou me encarando por alguns segundos antes de se sentar na cama. Dei um imenso sorriso, até notar seu olhar sério sobre mim.

– Saí do meu colo?

Desci a vista prontamente e percebi que estava sentada em suas pernas sob as cobertas. Dei um sorriso sem graça e saltei para fora da cama. Yuri se levantou e se arrastou para dentro do banheiro, resmungando diversos xingamentos para minha pessoa que se quer deu atenção.

Eu precisava deixar tudo limpo para recepcionar minha irmã. Não podia deixar ela com a certeza de que eu continuava sendo uma pessoa bagunceira. Eu até era, mas ela não precisava saber.

Enquanto Yuri tomava banho, eu corri para a sala. Hani e Doee não colaboravam muito de vez em quando, e logo hoje que eu receberia Krystal as duas resolveram rasgar um rolo de papel higiênico pela sala toda!

Bem, eu não tinha tempo para xingá-las e apenas preferi limpar tudo. Yuri não demorou a sair do banheiro e eu logo a empurrei para fora de casa, já que eu não tinha carro e nem sabia dirigir, então seria melhor ficar e arrumar a casa. Isso durou um pouco mais de trinta minutos, e eu ainda precisava de um tempinho para tomar banho. Krystal me enviou uma mensagem dizendo que estava chegando, e é claro, reclamando que eu havia mandado Yuri para buscá-la. Não tive como dar muita atenção e corri ao quarto para me arrumar. Meu tempo era curto, e em mais ou menos quinze minutos, eu ouvi a campainha tocar. Joguei a toalha molhada dentro do guarda roupa mesmo e sai correndo para abri a porta. Sabia que Yuri iria reclamar depois, mas era por uma boa causa!

Olhei pela última vez pela sala, vendo se tudo estava de acordo. Só então, percebi que se fosse Yuri e Krystal, com certeza elas iriam entrar já que a casa era da morena e a porta estava aberta. Se apertaram a campainha, então significava que não era elas. Franzi a testa sem imaginar quem poderia estar ali aquela hora da manhã, e assim que eu abri a porta, senti como se meu dia a partir daquele momento fosse piorar invés de melhorar.

– Mamãe!? – Exclamei sem acreditar. De todas as pessoas que eu imaginava estar ali, minha mãe era a única que eu não esperava.

– Sooyeon, finalmente! Já estava cansada de esperar. – Ela falou esbarrando em mim, e entrando no apartamento sem eu mesmo convidar.

O que ela estava fazendo aqui?



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