História Opostos - Capítulo 62


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Sexo, Suspense, Trama
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Palavras 2.058
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 62 - Por que me provoca assim?


Fanfic / Fanfiction Opostos - Capítulo 62 - Por que me provoca assim?

Capítulo 62 – Por que me provoca assim?

Ninguém no quarto à frente ouviu os uivos e gemidos altos de Lilly, porque estavam mais ocupados com os próprios arfares de prazer. Não haviam preocupados, todos se deleitaram e apenas o pequeno Dom dormiu tranquilo, embalado pelos sonhos com o peixinho que queria ser gente.

Mas, apesar da noite quente, Sean amanheceu tenso. Noah e Dom iriam fazer o exame de DNA. Aquele que comprovaria que não havia nenhuma ligação consanguínea entre eles e deixava claro o seu crime, por tê-lo registrado como seu filho mesmo assim.

- Por que essa carinha apreensiva? – Leo abriu os olhos e viu o outro mordendo a ponta do polegar nervosamente, enquanto olhava para o nada, recostado aos travesseiros.

- Estou com medo... – com Leo, Sean não precisava fingir, usar máscaras. Ele podia ser ele mesmo e assumir suas inseguranças. Não tinha de demonstrar a força que, na maioria das vezes, não tinha. – Medo do que está por vir – admitiu.

Leo também se recostou e o puxou para mais perto, o abraçando e acariciando seu braço. – Não sabemos o que está por vir, mas temos de nos preparar. Lilly fará de tudo para que Dom não saia da guarda de Noah e eu acho que temos vantagens. Ele não usou de má fé. Quis apenas proteger o menino em um momento tão confuso, com a morte da mãe.  

- Mas, e se o juiz entender de outra forma? – ele perguntou baixo, com a cabeça contra o peito de Leo, as mãos em seu corpo, o abraçando.

- Teremos de provar que, apesar do que foi feito, vocês ainda são o melhor para Dom – ele explicou.

- Ainda estou com medo – o apertou.

- Respeito o seu sentimento – Leo respondeu calmo, beijando o alto da cabeça de Sean. – Mas quero que respire fundo e enfrente isso.

- Não sei se consigo – suspirou.

- Claro que consegue. Você é forte, muito mais do que acha que é. Eu vi o vídeo, lembra? – brincou, tentando desfazer aquela nuvem cinza que teimava em encobrir aquela manhã ensolarada.

Sean cobriu os olhos com uma mão e, enfim, deu uma risadinha. – Acho que vou ser assombrado eternamente por este famigerado vídeo. Me lembre de agradecer a Lilly.

Leo levantou seu queixo e afastou as mãos do rosto para poder vê-lo. Os dois se encararam. – Eu não vou deixá-lo sozinho – sussurrou, como um segredo apenas entre os dois.

- É isso que me dá forças para seguir – o outro confessou sincero. – Obrigado por estar comigo.

O beijo foi terno e protetor. Sean se sentia bem nos braços de Leo, de uma maneira diferente do que era quando estava com Dominic. Mesmo protetor, Leo tinha um quê de menino, que o fazia querer protegê-lo também, que o deixava aguerrido para defendê-lo, como fez diante de June. Como faria se houvesse necessidade outra vez.

Isso o equilibrava. Não havia comparações entre os dois homens. Ele podia conviver tranquilamente com o amor que sentia pelos dois, sem ficar se culpando por isso.

- Eu acho melhor eu ir embora enquanto está cedo – Leo encerrou o beijo.

- Por quê? Pensei que íamos tomar café juntos – Sean reclamou.

- Juntos? Aqui? Todos nós? – perguntou nervoso e o outro riu divertido.

- Pensei que era o meu namorado – fez cara de ofendido, tentando segurar o riso.

- Eu sou. Se tem uma coisa que eu sou é seu namorado e não abro mão disso – Leo afirmou categórico. – Mas ainda não sei como enfrentar Noah. Me chame de covarde, mas ele já me bateu uma vez, e a mão dele é pesada como uma viga de concreto – defendeu-se, fazendo Sean gargalhar descontrolado naquela cama.

- Deixe de ser tão dramático. Noah nem vai tomar café. Ele vai ter de tirar sangue e pediram que fosse em jejum. Não sei qual a necessidade disso, mas constava na ordem – ele deu de ombros. Inclusive, acho que tenho de acordar logo Dom, que não vai gostar nada da ideia de sair com fome.

- Seremos só nós dois? – o de cachinhos perguntou, parecendo acalmar-se.    

- Sim... só nós dois. Se não quiser sair do quarto agora, pode me esperar escondido sob as cobertas, até eu arrumar Dom e eles saírem – Sean provocou.

- Boa ideia – Leo escorregou sob as cobertas e Sean escorregou também. Ficaram totalmente debaixo dos lençóis. – Aqui é bem mais seguro.

O mais velho subiu em seu corpo e o beijou. Um beijo quente e mal-intencionado. – Vou deixá-lo aqui. Volto em breve – disse, ao encerrar o beijo abruptamente, como se o estivesse apenas provocando.

O mais novo o segurou contra seu corpo. – Por que me provoca assim, me deixando duro em um segundo, e depois me deixa? – perguntou, excitado.

- Estou apenas deixando minha cama quente para quando eu voltar – Sean riu, se soltando do abraço e fugindo da cama. Vestiu-se rapidamente e saiu do quarto.

***

- Eu tenho de levantar... – Noah soltou o ar com força pelo nariz, demonstrando sua má vontade.

- Eu vou em casa tomar um banho e me trocar, para acompanhá-los ao laboratório do fórum – Lilly avisou.

- Estou apreensivo – era a maneira de Noah dizer que estava em pânico. Ela sentia o coração dele acelerado desde o momento em que abriu os olhos naquela manhã.

- Só tente manter a calma – pediu.

- Me acalme – pediu, a abraçando. – Tome banho comigo.

Ela sorriu. Noah era um sedutor e sempre cederia a ele. Os dois foram juntos para o banheiro. Ele cuidou dela, passando o sabonete líquido por todo o seu corpo, com carinho e cuidado.

- Me sinto culpado quando vejo esse machucado em seu ombro – ele passou a mão molhada, com cuidado-extra sobre a mordida que libertou seu próprio lobo e o uniu para sempre a Lilly. – Não sei o que deu em mim. Me desculpe, Lilly. Acho que passei de todos os limites da decência quando fiz isso – falou em um tom sério e preocupado.

As marcas dos seus dentes estavam lá, os caninos pronunciados, mas ele não perceberia isso. O local do aperto estava roxo, mas logo o machucado cederia e ficariam apenas as marcas da mordida, como a da sua mãe, igual uma tatuagem. Ela nunca sumiria.

- Acho que vou tatuar essa mordida em mim, para lembrar do dia em que você virou um lobo selvagem – ela brincou. Tinha de justificar a marca eterna, como sua mãe fez, para poder voltar a usar suas camisetas, sem problemas. Estava pensando seriamente em nunca contar a Noah que ele tinha um lobo sangrento desperto dentro de si.

- Como a sua mãe? – ela quase o viu sorrir.

- Sim... – respondeu e viu o sorrisinho, que ele tentou esconder. No fundo, estava satisfeito com aquilo, porque sabia que, se ela mantivesse, era importante. Ele se aproximou e beijou o local.

- Sabe que eu não fiz por mal. Não sabe?

- Claro que eu sei. Eu enlouqueço você na cama – ela respondeu convencida, e ele sorriu, confirmando com um meneio de cabeça.

Quando saíram do banho, depois de ela o acalmar devidamente com as táticas calmantes de sua mãe. Noah foi se preparar e ela vestiu seu jeans e camiseta e saiu correndo, para se trocar em casa.

- Acho que deve trazer uns terninhos e colocar no guarda-roupa de Noah – Sean disse, quando ela passou voando pela sala, onde ele estava com Dom, que reclamava porque queria tomar seu cereal matinal.

- Onde está Leo? – Lilly perguntou, pensando que ele já havia ido para casa também.

- Ainda está dormindo. Mas ele não vai se atrasar para o trabalho, não se preocupe.

- Noah não me pareceu incomodado com vocês – ela especulou.

- Mas ele está. Só que sabe que não deve. Nós conversamos ontem.

- Conversaram? – ela levantou as sobrancelhas.

- Sim... ele aceitou... ou está aceitando o meu...

- O seu...?

- Meu... – o rosto de Sean estava enrubescido e seu olhar era tímido, como o de Noah. – Meu namoro com Leo.

- Vocês finalmente assumiram o namoro – ela suspirou, sorrindo.

- Na verdade, nós não “finalmente assumimos o namoro”, porque começamos a namorar ontem à noite, quando ele me pediu – ele riu. – Ninguém nunca havia me pedido em namoro – revelou, enrubescendo.

Ela sorriu largo. – Eu estou muito feliz por vocês e o que precisarem de mim, podem falar. Inclusive frear Noah, se ele resolver ter alguma crise de ciúmes – Lilly ofereceu e o abraçou, se despedindo em seguida.

Dom correu para os braços de Noah quando ele chegou à sala. – Onde vamos passear, papai? Estou com fome.

- Vamos deixar um pouquinho de sangue em um vidrinho no fórum e depois vamos comer algo bem gostoso – ele informou, o carregando no colo.

- Eu não quero deixar sangue no vidrinho – ele fez biquinho.

- Só um pouquinho... – Noah juntou o indicador e o polegar, mostrando uma quantidade mínima. – Depois vamos comer um sanduiche grandão e talvez tenha até sorvete no nosso café da manhã – ofereceu, deixando o menino mais animado. - Nós vamos descer e seguir com Lilly – ele avisou Sean, que apenas assentiu. – Você está bem?

- Sim...

- O amig... Leo já foi? – se corrigiu.

- Ainda não, está tímido – deu de ombros.

Noah revirou os olhos e puxou o canto da boca. – Melhor eu ir – disse, pegando a mochila de Dom e saindo com ele no colo, enquanto o pequeno acenava animado para Sean.

Ele voltou para o quarto e se jogou na cama vazia, desanimado. Leo saiu do banheiro, já de banho tomado e vestido, sentou ao seu lado na cama e sorriu doce.

- Não fique assim...

- Estou bem – ele se arrastou e deitou a cabeça no colo do mais novo. – Eu vou ficar bem... quando tudo isso acabar. Vamos tomar café. Todos já foram embora, você já pode sair do seu esconderijo – falou cínico.

- Prometo da próxima vez ser mais corajoso – comprometeu-se, e Sean apenas concordou, se erguendo e lhe dando um beijo casto, antes de levantar da cama.

Leo mimou Sean. O colocou em seu colo e o alimentou durante o café da manhã. O fez se sentir melhor e relaxar um pouco e, quando teve de ir, porque precisava trabalhar, o fez prometer que iria ficar bem.

- Não se preocupe comigo. Eles não vão demorar. Estou bem – sorriu. – Você me acalma – admitiu, enlaçando seu pescoço e o puxando para um beijo. – Obrigado, meu anjo.

- Por nada, meu amor.

- Você vem me ver à noite? – perguntou baixinho.

- Hoje é a sua vez... – o lourinho respondeu, com um sorriso.

- Ok, você venceu... – Sean sorriu também.

***

Noah foi surpreendido com o exame físico a que Dom também teria de ser submetido, além do exame de DNA.

- Se acalme, Noah. É até melhor, porque eles não vão encontrar nada de errado em Dom – Lilly o tranquilizou, com as mãos em seus ombros, o sentindo tenso e irritado.

- Às vezes eu sinto que vou explodir a qualquer momento. Não sei o que está acontecendo comigo – soltou o ar com força, fechando os olhos.

- Tudo vai se arrumar, apenas tente não se exaltar – ela pediu.

Os dois tiraram sangue e depois Dom foi levado para uma sala, na presença de Lilly, onde foi despido e examinado. Foram feitos exames de imagens do seu corpo, como ultrassom e raio-X, e depois ele foi encaminhado à psicóloga, que ficou com ele por quase uma hora.

Noah o aguardava ansioso, quando finalmente a porta da sala da psicóloga se abriu e o pequeno saiu correndo para os seus braços.

- Pai, eu ainda vou tomar sorvete? – era a única preocupação do menino e Noah deu uma risada aliviada.

- Claro, bebê. Eu o estava esperando só para isso. Podemos comprar sorvete e levar para o vovô também. O que acha? – sugeriu.

- Vovô gosta de morango – avisou logo o pequeno. – Eu também gosto.

- Então vamos comprar muito sorvete de morango e levar para casa, para tomarmos todos juntos. Está bem?

- Está bem! – assentiu o menino, animado.

Lilly os acompanhou apenas até a saída do fórum, porque ainda queria conversar com a psicóloga. Os dois se beijaram levemente e ela sentiu que ele estava mais calmo, estando com Dom no colo.

- Nos vemos mais tarde – ela avisou, despedindo-se dele e do menino. 



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