História Opostos - Capítulo 86


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Suspense, Trama
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Palavras 2.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 86 - Quero fazer um acordo


Fanfic / Fanfiction Opostos - Capítulo 86 - Quero fazer um acordo

Capítulo 86 - Quero fazer um acordo

- Sabe que eu não posso sair do trabalho todos os dias depois do almoço e passar a tarde inteira fazendo sexo, não sabe? – Noah perguntou para Lilly, deitado na cama. Ela tinha meio corpo sobre o dele, com o queixo descansado sobre as mãos em seu peito, o encarando com um sorriso cínico no rosto.

- Não saímos para fazer sexo. Saímos para conversar e...acabamos fazendo sexo, por acaso. Não estava na programação. Na verdade... foi você quem começou.

- Eu comecei? – ele levantou as sobrancelhas, fazendo cara inocente.

- Sim – ela acusou, rindo e erguendo o rosto. – Quando me beijou daquele jeito.

- Que jeito? – ele riu também.

- Daquele... você sabe... daquele jeito. Com aquela voracidade. Eu pedi que controlasse o lobo dentro de você e... você disse que iria fazer isso... e me deu aquele beijo.

- Aquele beijo?

- Sim... o beijo ardente e faminto que nos trouxe para essa cama – ela explicou, ainda rindo muito.

- Não seja dissimulada, Lilly. Você me arrastou para esta cama – ele continuou, com sua cara de inocente e um sorriso no rosto.

- Seu cínico! Como consegue manter essa cara de santo quando sabe que foi você quem me seduziu, com aquele beijo. Quando me beijou daquele jeito eu soube que não teria volta – ela assumiu. E ele a puxou mais para perto, a fazendo subir inteira em seu corpo.

- Como foi que eu beijei você? Foi assim? – ele a virou na cama, cobrindo seu corpo e a beijou, com a mesma fome e voracidade daquele começo da tarde, e ela o senti aduro sobre si.

Lilly ficou sem fôlego e sentiu seu corpo queimar em desejo imediatamente. Noah era seu homem e seu companheiro, ela não tinha a menor dúvida daquilo. Sempre se entregaria inteira a ele. Sempre seriam ligados.

- Simmm... – murmurou durante o beijo, quando ele invadiu seu corpo com força. Se amaram por toda a tarde, como dois seres sexuais que eram.

Cochilava despreocupadamente, e bruços, quando sentiu os beijos molhados ao longo da coluna e sorriu. Sim, Noah era insaciável, e ela adorava isso nele. Mas logo sentiu um arrepio em seu corpo, quando virou-se e ele a encarou, cobrindo seu corpo, com fome nos olhos, agora escuros.

- É você! – ela murmurou, o encarando. – Como conseguiu...

Ele sorriu ladino, satisfeito por ter sido reconhecido. Era vaidoso de si. Se achava o máximo e, saber que ela não o confundia com o outro, tão sensível e frágil, o deixava exultante.

- Não pense que foi fácil. Ele está se saindo bem – sorriu, a encarando e deslizando os dedos calmamente no rosto dela. – E você foi bem esperta em contar logo toda sua vida de perdições a ele, para que não fosse usada em seu ciúmes.

- Não tive uma ‘vida da perdições’ – defendeu-se, o fazendo rir divertido.

- Admita, Lilly gata... não é assim que aquele idiota a chama? Você era uma vadia, que abria as pernas para qualquer um, dependendo da sua vontade. Pessoas sem sentimentos geralmente agem assim, tratam o sexo como... nada – deu de ombros. Eu entendo... mas seu namorado não. Ele só aceitou, porque não quer perdê-la. Aquela coisa de ser sentimental, apaixonado e tal...- revirou os olhos e riu, em seguida.

- O que faz aqui? Por que fez tanto esforço para vir, se sabe que ele não deixará que fique?

- Porque queria conversar um pouco com você – afirmou e ela o empurrou de cima do seu corpo, se sentando e se cobrindo com o lençol. Franziu o cenho, desconfiada, e o encarou.

- Conversar comigo? O lobo sanguinário que me forçou ao sexo e só pensa em tomar o corpo do meu namorado agora quer apenas... conversar? – ela apertou os olhos, confusa.

- Você levou aquela brincadeira muito a sério. Não fizemos nada demais. Só machucou, porque você teimou que não queria, quando na verdade eu sabia que queria. Queria tanto que voltamos a transar depois, no hotel, lembra? – sorriu, sarcástico. – Claro que lembra...

- Sabe que eu só o estava afastando de todos e tentando trazer Noah de volta – ela apontou. – Eu não gosto de você – foi taxativa e ele fez um bico de descaso.

- Talvez eu desgoste de você também – respondeu, parecendo desgostoso. – Mas... eu só queria conversar – desfez a cara de aborrecimento, deixando uma feição mais branda. Até o tom de voz era leve, quase o usado por Noah.

Ela se levantou e vestiu a camisa do namorado, se afastando da cama. O outro revirou os olhos. – Eu não vou atacá-la, mulher – disse, também se levantando da cama e vestindo uma boxer. – Estou até vestido – abriu os braços.

Lilly revirou os olhos e se sentou na poltrona e ele na borda da cama. – Diga o que quer? Sem rodeios. Seja breve e sincero.

- Quero fazer um acordo.

- Um acordo?

- Sim, eu quero Justin – foi sincero e seus olhos brilharam em cólera.

- Justin? Como assim? Não estou entendendo.

- Ele alimenta a minha raiva e eu o quero. Pensei no lourinho, mas... – suspirou longamente. – Sei que não me darão ele. Você nunca faria isso. Há muitas pessoas envolvidas. Sentimentos... essas coisas pegajosas que só servem para atrapalhar. Mas esse Justin... ele me parece uma unanimidade, todos os odeiam. Você o odeia, pelo modo que faça dele. E Noah... ele está fervendo de ódio desse cara. Tanto que deixou um espaço para eu vir – riu de leve. – Me dê ele.

- Como assim, dá-lo a você? 

- Vamos fazer uma troca. Você me dá ele, em oferenda, e eu dou Noah a você – seus olhos eram criminosos e assassinos e o sorriso, embora pequeno, era perigoso, quando ele fez a proposta.

- Explique-se – ela exigiu, na defensiva.

- Se me der Justin, eu deixo Noah em paz. Nunca mais o perturbarei, para sempre. Só quero o sacrifício do outro.

- Quer matar Justin? – ela arregalou os olhos.

- Sim. É isso que eu quero. Vou matá-lo e você vai atraí-lo para mim. Quando eu fizer, todos estarão livres dele e eu estarei saciado. Preciso de sangue – assumiu. – Se me der o que preciso, dou Noah a você. É a minha proposta - ergueu uma sobrancelha, insolente. – Aceita?

- Mas você não pode simplesmente matar Justin. Noah seria preso por isso – ela apontou e ele revirou os olhos pela enésima vez, com enfado.

- Por isso ‘você’ – enfatizou – me dará ele. Me dará cobertura para matá-lo. Ninguém precisaria saber. Teremos um plano de ação, sumiremos com o corpo.

- De onde tirou essa ideia? Matar uma pessoa. Isso é doentio. Não é humano – ela fez uma careta

- Eu sou um lobo, não sou humano – ela a encarou, sério. – Sinto necessidade de matar alguém e estou pedindo educadamente que me ajude nisso. Se eu quiser, posso simplesmente sair por aí e matar a primeira pessoa que encontrar na minha frente. Depois vou embora e deixo seu namorado passar o resto da vida na cadeia. É isso que quer? – falou seco, se levantando e, vestindo o jeans de Noah, que estava jogado ao lado da cama, então virou-se e saiu do quarto, descalço e sem camisa.

Lilly o agarrou pelo braço no corredor, o fazendo sorrir de lado, com o seu temor. – Não faça isso.

- Sabe que não me custa. Estou apenas dando uma oportunidade de conter danos. Sem contar que matar alguém por quem já se nutre ódio é melhor do que um qualquer. Seu namorado odeia ele e eu também. Não gostei do jeito dele. Quero matá-lo.  

- Vai deixar Noah em paz? Para sempre?

- Nunca mais ele vai ouvir falar de mim – ele disse, a encarando.

- Ok... temos um acordo.

 

***

Leo acordou no meio da tarde com pequenas mãos fazendo carinho no seu pescoço. Abriu os olhos e viu aquele rostinho pequeno e preocupado o encarando.

- Está doendo, tio Leo? – perguntou, dando um beijinho no pescoço do rapaz.

- Agora melhorou muito – respondeu sorrindo, rouco, mas com a garganta bem menos inflamada e dolorida, depois da injeção que tomou no período da manhã.   

- Vovô disse para eu não acordar você. Eu acordei? – ainda se mostrava preocupado.

- Não. Eu acordei sozinho. Você está apenas me fazendo ficar logo bom – o tranquilizou.

O menino deitou ao lado de Leo e o abraçou. – Eu quero que fique logo bom. Vovô está fazendo lanche e eu fugi para cá – contou.

- Dom... – a voz de Sean surgiu baixa, quando a porta se abriu e ele viu os dois na cama. - O que eu disse?

- Eu não acordei ele. Estou só fazendo ele ficar logo bom – defendeu-se, abraçado a Leo.

- Ele não me acordou – ele ajudou o pequeno.

- Se sente melhor? – perguntou frio.

- Sim, muito melhor.

- Vou buscar o seu almoço. Não quis acordá-lo antes.

- Eu posso ir até a cozinha. Não estou inválido – disse, tentando ser útil, e se sentando na cama, ladeado por Dom. Os dois foram juntos para a cozinha e enquanto Leo almoçava, Dom lanchava feliz.

Sean parecia distante e absolvido em lavar a louça e limpar tudo na cozinha, mas o clima era estranho entre ele e Leo.

Dom terminou de comer seu sanduiche e beber seu suco e correu para a sala, para desenhar, deixando os dois sozinhos.

- Sean... – Leo começou.

- Não vamos conversar agora. Acho que não é o momento. Por que não vai para a sala e fica um pouco com Dom? – sugeriu com um sorriso fraco.

- Está zangado comigo – o rapaz definiu. – Me perdoe.

- Não estou zangado e já disse isso. Só queria que confiasse em mim e dissesse o que está sufocando dentro de si. O que o fez agir daquela maneira.

- Eu... eu... tive um pesadelo – disse apenas.

- Um pesadelo que já o persegue há muito tempo, pelo que eu soube – Sean frisou. – Mas não posso obrigá-lo a falar. É a sua vida, seus problemas, suas lembranças. Se não quer ajuda, não posso fazer nada – ponderou desanimado.

- Eu...eu vou falar... eu só... eu...

- Não se obrigue a fazer isso por mim. Quando for por você, eu quero ouvir – Sean disse, saindo da cozinha e o deixando sozinho.

Leo se sentia só, triste e desolado. Queria contar a Sean, dividir com ele toda a sua dor, remorso e medo. Contar a ele o que havia sofrido a vida toda e o que havia feito com aquele velho decrépito, a quem até hoje tinha medo de olhar nos olhos, e ver a culpa, por tê-lo deixado daquele jeito. Mas tudo o aterrorizava.

Havia sido condicionado a não falar, criado dentro do medo de que suas palavras poderiam causar mal a outras pessoas. Para ele, falar era errado.

Vivia para servir. Tudo o que lhe era pedido, fazia. Mesmo que não fosse o que queria. Sempre foi assim. Sempre foi subserviente. Sempre atendeu as ordens e pedidos.

Por isso trabalhou um dia inteiro no Kansas e pegou um avião ao fim do expediente até Los Angeles, porque Lilly o queria lá. Por isso gerou aquela confusão dos diabos com Noah, e ele se sentiu culpado. Porque estava apenas fazendo o seu papel de servir.

Por isso não moveu um dedo quando Justin atirou em sua cabeça. Naquela madrugada, e chegou a pedir que fosse breve, que não doesse, mas que acabasse logo, porque às vezes viver com toda aquela carga era difícil demais. Mas as balas não detonaram.

Era um infeliz.

Saindo em silêncio da cozinha, ele foi para o seu quarto, onde se deitou e chorou.   

***

- Por que não deixamos para ir à aldeia amanhã? – Lex perguntou preguiçosa, agarrada ao corpo nu de Ethan, na cama.

- Porque temos pressa em resolver o caso de Noah e, consequentemente, da nossa filha. Não sabemos como eles estão, se o lobo voltou. Temos de descobrir o que há de errado com aquele animal, baby.

Ela fez uma careta e escalou o corpo dele, o beijando e abraçando com desejo incontido. – Então vamos viajar à tarde, porque eu ainda tenho saudades para matar deste corpo selvagem – ela avisou e ele riu, mordendo seus lábios.

- Você nunca fica saciada?

- De você, não! Estou sempre faminta de você, lobinho – ela afirmou, o puxando para cima do seu corpo e enlaçando seus quadris com as pernas. – Eu quero sempre mais.


Notas Finais


Quem confia no lobo levanta a mão!


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