História Opostos - Capítulo 88


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Suspense, Trama
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Palavras 2.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 88 - Ninguém irá nos separar


Fanfic / Fanfiction Opostos - Capítulo 88 - Ninguém irá nos separar

Capítulo 88 - Ninguém irá nos separar

“É isso que eu acabei de falar. Nos deixamos confundir pelo parasita. Ele é astuto. A marca real é feita pelo portador da linhagem de lobos. É ele quem desperta o lobo do seu companheiro. Não ao contrário”, Ethan falou para uma Lilly chocada.

“Está querendo dizer que eu não libertei o lobo de Noah?”

“Não, você não o despertou, ele ainda está adormecido. Pelo que Águia Negra me disse, esse animal que está aí não é um supremo. É um tipo de parasita conhecido como Master. Tão ou mais perigoso que um supremo, só que ele só surge em milênios e quando encontra uma oportunidade, se liberta. Ele fez isso, marcando você. Mas agora quer tomar o corpo de Noah e ficar com a vida dele.”

“E como impedimos isso?”

“Não impedimos”

“Como, não impedimos”, ela quase gritou.

“Águia Negra disse que não temos ingerência sobre ele, porque Noah não é seu companheiro. Não há nenhum vínculo entre ele e nós”

“Mas...”

“Lilly, Águia Negra acrescentou que você não marcou Noah até hoje porque não quis, então quer dizer que ele não é seu companheiro. Mandou você o deixar em paz e procurar seu verdadeiro lobo.”

“Pai... eu...eu não vou deixar Noah”, ela deixou claro.

“Esse lobo, Lilly, o parasita. Se ele matar uma pessoa e beber o sangue dela, ele tomará o corpo de Noah para sempre. E ele certamente fará isso”

Ela assustou-se. “Pai... ele me propôs um acordo. Pediu que eu o ajudasse a matar Justin, e ele deixaria Noah em paz, para sempre”, contou, exasperada.

“Ele mentiu, filha. Enganou você. Se ele fizer isso, você nunca mais terá Noah”

“Eu fiz o acordo com ele. E, com isso, pelo menos por enquanto, eu ganho tempo. Porque ele não vai tentar matar outra pessoa.”

“O que pretende fazer, Lilly. Águia já disse que não vai fazer nada para ajudá-lo”, o pai repetiu.

“Pois ele vai ter de dizer isso para mim”, ela bradou e desligou.

Com raiva e medo, ela teclou o número do bisavô. Águia Negra raramente falava ao celular, mas ela tentaria falar com ele a qualquer custo. A bisavó atendeu animada e tentou conversar, mas ela teve de cortar assunto, pedindo que chamasse o velho, com urgência.

“O que quer, lobinha?”, a voz calma do velho índio ecoou na linha.

“Você precisa ajudar a livrar o meu namorado do lobo parasita”, ela disse, firme.

“Eu não tenho responsabilidade nenhuma com o seu ‘namorado’. Ele não faz parte da nossa alcateia”, respondeu, enfático.

“Mas vai fazer. Se o problema todo é esse, eu vou fazê-lo parte dessa alcateia e você vai ter de ajudá-lo”, rosnou para o velho, que quis rir da afronta. Sabia que Lilly era geniosa, mas naquele momento, ela estava de parabéns, o enfrentando como ninguém tinha coragem de fazer. Até Ethan, o genioso da família, era um lobo manso diante dele.

“Se quisesse mesmo que ele fosse seu companheiro, já o teria marcado. Nunca teve a necessidade, porque não o ama. Ele não é o seu lobo. Apenas aceite e se afaste desse lobo parasita, antes que ele a machuque”, ordenou e, apesar do nome ‘Águia Negra’, o velho tinha um lobo muito forte e poderoso, cuja ordem era sentida no íntimo da alcateia.

Lilly a sentiu, mas respirou fundo várias vezes e devolveu. “Ele é o meu companheiro, meu lobo e eu vou mostrar a você que sim, eu o amo”, rosnou. “Trate de pensar em como salvar a vida do meu homem, porque eu vou levá-lo aí”, disse, por fim, e desligou na cara do velho.

- Lilly, o que está acontecendo? – Noah surgiu na porta de acesso às escadas, descalço e usando apenas a calça de moletom. - Por que está aqui?

Ela se levantou e o abraçou pela cintura, encostando o rosto em seu peito, o coração a mil e as mãos suadas. – Não foi nada, bebê – disse baixinho. Não podia dizer nada que despertasse a atenção do lobo que estava lá, na espreita. Aquele lobo filho da puta, que tentou lhe enganar e usar para ficar com o corpo de Noah. – Confusão de família. Nada sério.

- Seu pai foi na aldeia? – ele perguntou, interessado.

- Ainda não. E esse foi um dos temas da discussão, porque ele já deveria ter ido, mas teve problemas no haras para resolver. Ora, nada é mais importante do que isso – ela inventou, mostrando sua raiva.

- Seu pai tem uma vida, além da nossa, Lilly – Noah contemporizou. – Ele já se esforçou muito por nós, por mim. – Ele não pode viver exclusivamente para nós – falou, calmo, acariciando as costas dela. Estar com Noah era estar em casa. Como ele não era o seu companheiro?, pensou.

- Vamos entrar – ela pediu e ele assentiu, a levando para dentro, abraçados.

A cabeça de Lilly estava a mil por hora. Porque sentia como se tivessem um vínculo, quando não tinham? Tinha de marcar Noah. Precisava fazer isso logo. Mas, tinha de ser durante o sexo? E se ela o mordesse agora, no meio da sala? Faria o mesmo efeito? Estava confusa e nervosa, mas não podia deixar transparecer.

- Liguei para o meu pai e ele está trazendo Dom. Vou pedir comida para jantarmos. O que vai querer?

- O que escolher para mim está bom – respondeu, quando ele a libertou do abraço e foi para a cozinha, em busca dos cardápios que tinha na gaveta do armário.

- Acho que vou pedir um chinês, com vários rolinhos de legumes. Vamos aproveitar essa vibe do Dom por legumes – brincou, rindo e ela riu também. – Meu pai disse que ia tentar trazer Leo aqui. Estou um pouco nervoso. Devo pedir desculpas? Fingir que nada aconteceu? Não sei como agir.

- Peça desculpas, diga que não lembra de nada e fiquem em paz. Ele não vai culpá-lo – ela sugeriu e ele assentiu. – Peça também rolinhos de carne. Leo gosta desses.

***

- Você tem certeza? – Leo perguntou para Sean, quando estavam no elevador. – Ele não vai me atacar e novo – sussurrou. – Dom está aqui. Não quero que ele presencie algo assim – apontou e Sean sorriu, porque o rapaz estava mais preocupado com o menino do que com ele mesmo.

- Não se preocupe. Ele está bem. Quer pedir desculpas para você e nada vai acontecer de errado. Pode ficar tranquilo. Não podemos ficar escondidos, separados em dois apartamentos, porque o Gray está por aí.

- Gray?

- O alter ego. Resolvi chamá-lo por um nome - deu de ombros e Leo riu. Sean podia ser leve em momentos críticos. O elevador abriu e Dom correu e bateu na porta

- Papai, papai, eu cheguei – falou animado, enquanto Sean abria a porta.

Noah estava diante dela e ficaram frente a frente. Ele e Lilly e os três. Dom abraçou as pernas de Noah, que se abaixou e o ergueu no colo, se afastando para os dois entrarem.

Leo tinha abaixado o capuz, que cobria seu pescoço, junto com a camisa de gola alta e seus cabelos soltos, mas ainda havia leves marcas à mostra, e Noah não conseguia afastar seus olhos delas.

- Desculpe – disse, quando seus olhos finalmente encontraram os de Leo, os achando levemente injetados. – Eu... eu não lembro de nada. Me perdoe, por isso, por favor – pediu baixo, entregando Dom para Lilly.

- Tudo bem, já passou – Leo respondeu rouco e baixo. – Estou bem, não foi tão ruim quanto parece – sorriu desconfiado, mantendo certa distância do outro.

- Eu...não farei isso de novo - garantiu. – Prometo.

- Eu agradeço – Leo riu.

- O que pediu para o jantar? – Sean intrometeu-se para acabar com o clima tenso.

- Chinês. Rolinhos de todos os tipos, empanados e outras coisinhas – ele contou, e o pai pareceu satisfeito.

- Vou dar um banho nesse pequeno ser suado, antes do jantar – avisou, e Dom riu engraçado, sabendo que era dele que falava.

- Eu faço isso – Noah interveio e pegou o menino, o jogando sobre o ombro e levando corredor à dentro.

- Não foi tão difícil – Lilly disse, olhando para Leo.

- Não foi – o rapaz respondeu, com um sorriso falso e o coração quase saindo pela boca. Não podia negar, estava com pavor de Noah, mas nunca diria isso em voz alta para não magoar Lilly e Sean. Ele era assim, vivia para servir. Nunca reclamava de nada. Nunca dizia não e quando não tinha jeito e precisava negar, ficava preocupado e sempre dava um jeito de fazer o que lhe pediam, depois.

- Noah pediu os rolinhos de carne que você gosta – Lilly avisou e ele sorriu, agradecido.

- Mas ele só vai comer yakisoba, por causa da garganta. Ainda está machucada – Sean atalhou.

- Eu dou um jeito – Leo apressou-se. – Ele pode achar que eu não gostei e não quero magoá-lo – disse.

- Vamos ver... – Sean respondeu.

Todos estavam reunidos à mesa. Dom em sua cadeira alta, devorava seus rolinhos de legumes, enquanto os outros provavam as iguarias que Noah pediu.  Leo cortou seus rolinhos em pedaços pequenos e comeu devagar, mais a carne que o invólucro. Ele estava calado, mas era aceitável pelo seu estado, por isso ninguém o perturbou.

Depois do jantar Noah disse que iria colocar Dom para dormir, mas o pequeno quis que Leo o levasse. – Tio Leo não pode contar historinha hoje, porque está com a garganta dodói – Sean avisou.

- Eu vou contar historinha para ele – o menino respondeu e todos riram.

- Boa sorte com isso, Leo – Noah desejou e o rapaz sorriu, indo para o quarto com o menino. Ele o limpou, trocou a roupa e colocou na cama. Deitando ao seu lado. O pequeno realmente contou historinhas muito criativas, inventadas por ele, e Leo acabou cochilando, enquanto Dom falava pelos cotovelos até cansar e dormir.

- Anjo... – o sussurro o assustou, mas ao abrir os olhos e ver Sean, se acalmou. – Vamos para a cama. Está cansado e ficar aí todo torto não vai fazer bem para você – o mais velho falou baixinho.

- Eu cochilei. Dom é um ótimo contador de histórias – sorriu.

- Sim, ele é. Eu sempre durmo também. Vamos...

Saíram do quarto e Noah e Lilly já tinham se recolhido. – Não é melhor eu ir para casa?

- Acho melhor dormir aqui comigo – Sean sorriu. – Nada de mal vai acontecer com você.

- E... e se eu tiver outro pesadelo? – perguntou envergonhado.

- Não tem importância. Todo mundo tem pesadelos. Eu não ficarei no caminho desta vez.

- Eu machuquei você? – finalmente se lembrou de perguntar e se maldisse por ainda não o ter feito.

- Não. Estou bem. Vamos dormir – chamou e o rapaz foi. Sean o despiu e se despiu também. – Dizem que o calor dos corpos é bom para evitar pesadelos, brincou, quando se aninhou no peito do outro, o abraçando.

Leo riu. – Excelente remédio – respondeu. – Já me sinto melhor.

***

Lilly ainda estava pensando como agiria, mas sabia que tinha de ser logo. Não podia dizer nada a Noah, sob pena de o lobo saber o que estava acontecendo. Ele sabia tudo o que acontecia? Nunca saberia daquilo.  

Deitaram e se enroscaram para assistir TV, mas nem a ligaram, porque ela subiu no colo dele e o beijou com fome. As pupilas de Noah dilataram rapidamente e ela sabia que não seria difícil seduzi-lo.

Ele acariciou as nádegas dela, e as apertou em seguida, sentando com ela em seu colo e, quando Lilly rebolou sobre seu membro duro, ele gemeu.

- Amo que seja assim... insaciável – murmurou no ouvido dela, que sorriu devassa, mordendo o queixo dele e deslizando a mão dentro da calça de moletom.

- Adoro que esteja sempre pronto para mim – elogiou a rigidez, movendo a mão, indo e voltando nele. – Quero ele dentro de mim – exigiu.

- Onde quiser – murmurou em resposta. Despiram-se com pressa e ela cavalgou sobre ele com fúria. Ele adorou cada minuto de desespero dela em seu colo e, quando o chamou para cima do seu corpo, a jogou na cama e a cobriu, a levando ao êxtase com força e rapidez, para em seguida buscar a sua libertação.

Mas Lilly queria mais e não o deixou libertar-se. Fizeram sexo em várias posições. Durante muito tempo. Estavam cansados, quando ela finalmente o deixou encontrar seu êxtase. Ele se jogou ao lado dela, de bruços, exausto. – Uau, onde achou tanta energia, depois da tarde que tivemos? – ele riu.

- É você que me deixa assim – ela falou baixo, montando nas costas dele, e deitando com o rosto sobre o ombro, beijando a bochecha, sentindo-o relaxar sob seu corpo.

Beijou suas costas, mordeu de leve em alguns pontos, o fazendo rir em cócegas, e beijou o ombro, passando a língua. – Você me ama, Noah? – perguntou de repente, baixinho, beijando de leve o ombro dele, que tinha os olhos fechados.

- Sim, Lilly.

- Então diga. Quero ouvir – pediu.

- Eu amo você, Lilly – ele obedeceu, porque não era nada difícil de fazer, a amava mesmo e, embora ela não sentisse o mesmo, ele nunca negaria a ela o seu amor.

Lilly pediu que repetisse e ele o fez, uma, duas, três vezes, até ela o morder. A dor não foi normal, mas lancinante, como se furasse seus músculos com um picador de gelo, mas ele não gritou. Sentiu-se imediatamente anestesiado. Todo o seu corpo estava leve e era como se estivesse sob efeito de alguma bebida ou droga. Quando abriu os olhos, lobos azuis voavam ao redor deles, como da primeira vez. E tudo era lindo e brilhante.

- Eu não vou deixar lobo nenhum se meter entre nós dois – ela disse em seu ouvido. – Porque somos companheiros, Noah. Ninguém irá nos separar – ela afirmou, voltando a mordê-lo profundamente. Ele se sentiu desfalecer.


Notas Finais


Quem disse que Lilly iria aceitar ficar longe de Noah?
Águia Negra que se prepare... porque a lobinha não obedece ninguém!

PS: O parasita se chama Gray em homenagem a LoryDuSnts ( a minha Laura), que o nomeou assim...


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