História Opostos - Capítulo 89


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Suspense, Trama
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Palavras 2.172
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 89 - Quer se casar com ele?


Fanfic / Fanfiction Opostos - Capítulo 89 - Quer se casar com ele?

Capítulo 89 – Quer se casar com ele?

Olhos escuros e insatisfeitos encararam Lilly,  quando ela saiu de cima das costas de Noah, e ele se sentou. – O que pensa que fez, sua louca? – rosnou exaltado e quase desesperado.

- Respeite a sua líder – foi a vez de ela rosnar, e o viu se encolher um pouco. – Noah é o meu companheiro agora. Eu o marquei. Vá embora, seu parasita – ordenou e ele apertou os lábios com raiva.

- Você não perder por esperar – rosnou.

- Vá! Não o quero aqui – ordenou e ele calou-se e Noah voltou a se deitar e fechou os olhos. O lobo havia obedecido ela, que sorriu, empoderada, da situação.

- Lilly... o que foi isso? – Noah abriu os olhos confuso. – Você... – ele começou a falar, levando a mão ao ombro, acima da clavícula e sentindo o machucado. Quando tirou a mão, ela estava suja de sangue. – Você me mordeu? – perguntou chocado.

- Sim, eu mordi, porque ainda não havia feito a sua marca. Eu precisava marcá-lo para que se completasse a nossa união, Noah.

- Mas... por que não fez isso antes? Tinha dúvidas? Não era o que queria? – ele estava confuso.

- Eu apenas não sabia que tinha de fazer isso. Agora, estamos vinculados. Nada nos separará – disse firme.

- Nada?

- Nada! Você é o meu companheiro eterno - afirmou, pulando em seu colo e o beijando. Ele correspondeu ao beijo, ainda tonto e confuso com tudo aquilo.

- Mas eu pensei que já fôssemos companheiros – disse baixo, acariciando de leve marca dolorida que ela trazia no ombro.

- Eu também. Mas não éramos até eu marcar você agora.

Ele a encarou longamente. – Se não éramos companheiros, poderia ter se livrado de mim. Por que nos uniu?

- Porque é o que eu quero. Ficar com você, Noah. Nunca duvide disso – falou sorrindo e ele, embora cético, sorriu também.

- Eu... não sei o que dizer – riu, tímido.

- Não diga nada, apenas me beije – pediu, e ele fez.

Se sentia imensamente feliz em saber que ela teve a oportunidade de se afastar dele, mas optou por ser sua companheira eterna. Estavam unidos. E ele a amava com sua vida. A esperança de ela o amar, cresceu.

A madrugada foi de aconchego e sexo para os dois. Lilly era insaciável e Noah era seu companheiro.

***

“Você o quê?”, Ethan quase gritou, de manhã cedo, quando ela ligou e contou que havia discutido com Águia Negra e marcado Noah naquela noite.

“Eu o marquei. Agora Águia Negra vai ter de se responsabilizar por Noah, porque ele é da nossa alcateia. Vou falar com ele para viajarmos até a aldeia o mais rápido possível”, contou baixinho.

“E o animal, como reagiu?”.

“Ele surgiu irado, mas eu o coloquei no lugar dele, que sumiu com o rabinho entre as pernas. Eu sou a líder da porra toda”, bradou, em voz baixa.

“Não se empolgue muito. Este animal é ardiloso. Melhor não dizer para onde vão. Invente um lugar e o leve para a aldeia. Assim o animal não saberá que pode ser eliminado”.

“Eu farei isso. Agora tenho de desligar, estou escondida no banheiro. Não quero que Noah saiba dessa confusão com Águia Negra”

“Está bem. Mas, peça desculpas ao seu bisavô. Ele é o ancião da família e não está aqui para escutar ataques de uma lobinha”.

“Está bem, pai. Farei isso pessoalmente”, ela riu e se despediu.

Noah dormia de bruços, com Dom deitado em suas costas. O menino havia pedido para entrar no quarto às 5h. Lilly abriu a porta e ele subiu nas costas do pai, que dormia, e adormeceu em seguida. Ela achou graça e dormiu também ao lado deles. Já passava das 6h30 e eles ainda dormiam. Teve pena de acordar. Tirou uma foto e foi preparar o desjejum.

Mas já encontrou Leo fazendo isso. – Bom dia! – ela sorriu largo, vendo o outro se aventurar na cozinha da casa de Noah.

O rapaz se assustou e levou a mão ao pescoço desprotegido, uma vez que estava usando apenas uma camiseta de Sean, que ficava justa em seu corpo, e a calça de moletom.  

- Não me assuste. Não quero que Noah veja essas marcas e esqueci de trazer o agasalho do quarto.

- O que está fazendo?

- Fiz um bolo e tenho biscoitos no forno. Estou terminando de fazer panquecas. Já fiz bacon e torradas.

- Acordou de madrugada para fazer tudo isso? – ela riu.

- Há uma hora, mais ou menos. Como Sean tem me mimado muito, resolvi fazer um belo café da manhã para ele e levar na cama. Noah já acordou?

- Ainda dorme. Dom está com ele.

- Imaginei. Fui ver se ainda dormia e a cama estava vazia.

- Somos uma grande família – ela sorriu satisfeita, Se sentia especialmente bem naquela manhã. – Deveríamos morar todos em um só apartamento. Veja, temos um apartamento completamente vazio lá embaixo e estamos todos reunidos sob o mesmo teto. Isso não é incrível? - ela sugeriu, sentando no balcão.

Leo parou o que fazia e virou-se para ela incrédulo. – Lilly, você ouviu o que falou? Acabou de sugerir que deveria morar com Noah. Quer se casar com ele? Meu Deus, onde está a minha amiga que nunca iria se prender a homem nenhum? Ela foi abduzida e em seu lugar deixaram uma mulher apaixonada – ele brincou.

- Talvez eu esteja – ela não negou. – Mas também sugeri que você morasse com Sean. Você dormem juntos o tempo todo e só vivem grudados.

- Sean nunca vai querer morar comigo. Ele... ele é viúvo. Tem as lembranças do marido. Estar namorando comigo já é um milagre. Eu me contento com o que tenho. Acho que já tenho muito e estou feliz com isso. 

- Por que sempre acha que não merece, mais e melhor, Leo? Desde que o conheço ouço dizer ‘eu me contento com o que tenho’.

- Quando se vive em um orfanato a vida toda, Lilly, é o que se aprende, a se contentar com o que tem – respondeu.

- Mas você não está mais lá. É um profissional liberal que ganha seis dígitos por ano e pode ter o que quiser, você é dono do seu nariz e nada o impede de sonhar alto, de querer mais do que tem e não se contentar, correr atrás de mais – ela o provocou e ele sorriu intimidado.

- Talvez tenha razão. Eu... apenas me acostumei – abaixou o rosto, um pouco encabulado.

- Você é novo e ainda dá tempo de desacostumar – riu. – Vou fazer o suco – pulou do balcão e foi pegar o liquidificador. – Já pensou, nós todos morando juntos? – suspirou e Leo apenas sacudiu a cabeça, rindo das divagações da amiga.

Seria um sonho poder morar com Sean, mas ele evitava pensar nisso. Aprendeu a não fantasiar, não sonhar. Vivia sua realidade e, como disse a Lilly, o que tinha naquele momento com Sean, já era uma milagre, porque o outro havia dito que o amava. Cuidava dele e se preocupava. Coisas que Leo nunca teve em sua vida.

Com tudo arrumado na bandeja, ele a levou para o quarto, onde Sean ainda dormia. A deixou sobre a mesa e foi até a cama, deitando ao lado do outro, acariciando seu rosto e beijando a ponta do seu nariz. Sean moveu-se e abriu os olhos devagar, sorrindo ao vê-lo.

– Bom dia, anjo – murmurou, para o rapaz de cabelos presos à sua frente. – Adoro acordar e ver você – disse e o outro sorriu largo.

- Trouxe o seu café da manhã – o rapaz pegou a bandeja e levou à cama, onde Sean se sentou.

- Nossa... você caprichou – ele riu. – Não precisava. Devia ter ficado aqui, descansando. Se sente melhor hoje?

- Muito melhor. Minha garganta dói bem menos – afirmou e Sean disse que aplicaria a injeção após tomarem o desjejum. Comeram juntos e um deu comida na boca do outro em algumas ocasiões. Todo o mal-estar do dia anterior, parecia esquecido.

Lilly levou uma bandeja recheada para seus dois homens na cama. Agora Noah estava deitado com as costas na cama e Dom, sobre seu peito, de bruços. Ela riu e sentou ao lado deles, beijando a cabecinha do filhote, que abriu os olhinhos, preguiçosamente. Então ela beijou a boca de Noah, castamente e ele suspirou, mas não abriu os olhos. Ela riu e o beijou novamente e ele sorriu e manteve os olhos fechados. – Seu preguiçoso, abra os olhos – ela sussurrou. – Sei que está acordado.

- Se eu posso ganhar mais beijos, por que os abriria logo? – brincou, finalmente abrindo os olhos verdes e claros. – Bom dia, amor!

- Bom dia, bebê – ela respondeu, carinhosa. – Trouxe o café na cama para os meus bebês – disse, e Dom ainda estava preguiçoso deitado sobre o pai. Os três se alimentaram juntos e se divertiram entre garfadas e tagarelices do pequeno.

- Papai, você está dodói no ombro – o menino passou o dedinho no machucado, depois beijou. – Agora vai ficar bom.

- Já me sinto melhor – ele disse, sorrindo e vestindo uma camisa, para que Dom não se preocupasse mais com aquilo. Seus olhos encontraram os de Lilly e eles sorriram cúmplices.

A rotina da família começou. Noah deu banho em Dom, Lilly lavou a louça, e Sean aprontou o menino para a escola, enquanto Lilly e Noah tomavam banho. Leo preparou o lanche de Dom e a mochila do menino já estava arrumada, quando Noah saiu, pronto, do quarto, com  Lilly. Eram uma equipe organizada e o sorriso de Lilly dizia isso para Leo.

Noah e Lilly desceram com Dom, e Sean e Leo ficaram em casa.

– Vamos voltar para a cama? – o mais velho sugeriu. Aproveitar um pouco essa sua licença e ficar aconchegadinhos?

- Ótima ideia – o rapaz riu, feliz.

Sean aplicou a injeção na veia e ele elogiou sua mão leve e delicada.

- Você foi enfermeiro em um hospital, não é?

- Sim. Aplicar injeções era o mais simples a fazer – ele riu e os dois se deitaram juntos e aconchegados. Leo sentiu uma paz gigante nos braços de Sean, que ficou meio sentado, e ele o abraçou pela cintura, deitando a cabeça em seu tórax, sentindo o outro acariciar seu couro cabeludo, em uma massagem que o deixou sonolento.

- Isso é tão bom – suspirou, de olhos fechados.

- Eu costumava fazer essa massagem na cabeça de Noah quando era pequeno, e não conseguia dormir. Ele desmaiava em segundos – Sean riu. – E você, com essa carinha de anjo, recebia muitos carinhos? – perguntou.

- Não – ele respondeu, sonolento. – Senhor Milkers não deixava as pessoas chegarem muito perto de mim. Eu estava sempre só. Era chato e triste – contou, e Sean até estranhou o rompante de desabafo sobre sua infância.

- Eu também fui uma criança solitária. Meu pai queria que eu fosse especial. Colocou na cabeça que eu era superdotado, o que não era verdade, eu apenas aprendia rápido. Ele me afastou de todos e eu só estudava, o tempo todo. Eu tinha uma necessidade de acertar, ser o que ele queria que eu fosse. Eu só queria que ele se orgulhasse de mim – desabafou também.

- Eu também tinha de acertar sempre. Minha obrigação era fazer tudo certo e ficar calado. E eu fazia tudo exatamente como ele mandava, porque eu tinha muito medo.

- Medo do senhor Milkers?

- Medo do que ele podia fazer, se eu falasse - murmurou.

- Falasse o quê? – perguntou e Leo retesou-se, de repente percebendo que havia falado o que não devia. Ele se sentou e encarou Sean.

- Melhor não falar – disse baixo.

- Ele não pode mais fazer nada contra você. Não é mais criança, não mora mais lá – Sean frisou, calmo e viu Leo engolir em seco.

- Mas eu ainda tenho medo – assumiu, e Sean segurou sua mão, conciliador.

- Quando quiser falar, estou aqui para ouvir. Acho que vai se sentir melhor – o orientou.

- Ele me ameaçava – disse, seus olhos marejando, fugindo dos de Sean. – E eu tinha muito medo de ele cumprir as promessas. Eu... não consigo falar.

Sean o abraçou. – Tudo bem, anjo. Não precisa falar nada agora. Quando achar que pode e deve, você vai. Apenas se lembre que não vive mais lá e não depende mais de ninguém. Já é um adulto e independente – o tranquilizou, acariciando as costas do rapaz. – Deite, deixe eu fazer massagem na sua cabeça de novo. Não estava bom? – mudou de assunto e Leo deitou novamente, assentindo.

Sean falou do seu tempo no hospital, sobre alguns casos, dos plantões e dos turnos de 36 horas para poder comprar roupas para Noah. Riu de si e de seus problemas na época, e contou sobre o medo que tinha de errar e não criar o irmão direito.

– Eu não me via como pai de Noah, apenas o irmão mais velho. Só quando ele me chamou de pai pela primeira vez, aos cinco anos, eu entendi que era isso que eu era, o pai dele.


Notas Finais


Ponha-se no seu lugar Gray!
Agora Lilly é a dona da porra toda...


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