História Opostos - Capítulo 90


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Suspense, Trama
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Palavras 2.081
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 90 - Que prova de amor...


Fanfic / Fanfiction Opostos - Capítulo 90 - Que prova de amor...

Capítulo 90 - Que prova de amor...

Lilly estava concentrada. Tinha de fazer tudo como havia planejado anteriormente, esquecendo a última parte, em que entregaria Justin ao lobo. Parecia uma ótima ideia, porque pelo menos se livraria dele de uma vez por todas, mas... aquele lobo dos infernos a estava enganando. E, ainda bem que descobriu a tempo.

Não sabia o que faria se perdesse Noah para sempre. Já admitia para si que o amava. Havia até dito isso àquele lobo parasita dos infernos. Mas não dizia a ele. Tinha de fazê-lo. Tinha de contar a Noah como se sentia. Dar a ele a segurança que precisava sobre o relacionamento dos dois. Ainda mais agora, que eram companheiros. Iria livrá-lo daquele animal medonho e viveriam em paz. Seriam felizes.

O toque do celular a fez sair dos devaneios e sorriu, quando viu que era uma ligação de Noah. Fazia menos de duas horas que estavam longe, e ele já estava com saudades? No mínimo queria saber se iriam almoçar juntos. Ele era tão doce, carinhoso, sexy, quente... Estava enlouquecendo e se apaixonando mais e mais por Noah?, pensou, pegando o aparelho e o levando ao ouvido.

“Lilly... está aconte...acontecendo alguma... coi...coisa erra...errada”, ele falou, a respiração errática, a voz entrecortada, como se estivesse sem ar.

“Noah... o que você tem?”, ela pulou da cadeira, agarrada ao telefone.

“Não sei... meu...meu coração. Parece...que...que...vai explodir”

“Estou indo para aí”, ela avisou, já correndo para fora de sua sala.

“Rá...rápido”, foi a última palavra que ouviu antes da ligação cair.

O coração dela é que parecia que explodiria a qualquer momento, de tão acelerado que batia contra a caixa torácica, preocupada com o que poderia estar acontecendo com Noah. O lobo estaria fazendo algo contra ele?

- Meu Deus...Meu Deus... não deixe aquele animal fazer algo ruim com Noah... – sussurrou, batendo a mão no volante de seu carro, em alta velocidade pela via.

A clínica não ficava muito longe do prédio, apenas quatro quadras os separavam e, sem pressa, em um dia comum, ela podia ir andando, sem nenhum problema. Mas estava com muita pressa e o trânsito terminou se tornando seu inimigo, travando um pouco no caminho.

Quando se aproximou da clínica, sentiu o sangue fugir do seu corpo, apertou com força volante, até doerem os nós dos dedos, ao ver a ambulância parada diante da entrada. Desceu do carro como uma louca, deixando a porta aberta e a chave na ignição, e entrou correndo, já vendo os paramédicos trazendo a maca, com Noah preso a ela.

- Noah... Noah – ela tocou seu rosto pálido e desacordado, com a máscara de oxigênio, a camisa aberta, marcas vermelhas em seu peito. – Meu Deus, Noah – ela quase gritava, quando levaram a maca para o lado de fora.

O rapaz asiático que trabalhava na clínica a atalhou. – Eu não sei o que aconteceu. Ele estava com todos os sintomas de um infarto, quando saiu da sala e caiu no corredor.

Ela saiu correndo e falou com um dos paramédicos que lhe indicou para qual hospital ele estava sendo levado, entrou em seu carro e seguiu a ambulância, as lágrimas deslizando por seu rosto.

O celular voltou a tocar e era Sean. Atendendo no viva-voz, ela ouviu a voz nervosa dele. – Lilly, o que aconteceu com Noah? Mike acabou de me ligar, dizendo que ele foi levado por uma ambulância, e você a está seguindo. O que aconteceu com o meu filho?

- Eu... eu não sei. Ele me ligou dizendo que o coração estava quase explodindo e eu corri, mas quando cheguei... a ambulância já  havia chegado – ela chorava, mas tentava falar com a voz menos embargada possível. – Eu não sei.

Sean perguntou para onde iam e ela disse. Ele desligou avisando que já estava indo para lá.

A ambulância parou na entrada de emergência e quando as portas do veículo foram abertas um dos homens fazia massagem cardíaca em Noah, enquanto o outro mantinha a máscara de oxigênio. Somente depois de alguns minutos o levaram para dentro, com pressa, sem dar informações a ela, que estava desnorteada com o que estava acontecendo.

A maca entrou pelo corredor, cuja porta se fechou rapidamente, e ela o perdeu. Teve vontade de gritar quando o viu sumir, sem saber como estava e o que estava acontecendo.

Os minutos se arrastavam sem notícias e quando Sean chegou, ela se agarrou a ele em um abraço nervoso. – Eu não sei de nada, ninguém me diz nada sobre ele – choramingou com a voz embargada, completamente descontrolada e desesperada. – Porque eu... eu não sou da família.

Sean enxugou as lágrimas dela e, mesmo tenso, sorriu. – Tudo vai ficar bem. Eu vou tentar saber alguma coisa – disse, em seu tom tranquilizador, e a passou para Leo, que estava lá, com seu capuz, escondendo suas marcas, e a abraçou.

- Leo... eu não sei o que aconteceu com ele – ela voltou a chorar.

- Ele vai ficar bem. Sean vai trazer notícia. Fique calma – pediu, a mantendo contra seu peito.

Depois de vários minutos andando de um lado para o outro entre balcões e funcionários, Sean voltou.

- Ele está na ala de emergência e um médico virá em breve nos dar informações. Por hora, o que eles sabem é que ele teve sintomas de um infarto e precisou de ressuscitação. Mas agora foi estabilizado.

Lilly fechou os olhos desesperada. E se fosse aquele lobo? Era tudo culpa dela? Ela fez aquele animal se exaltar por ter marcado Noah? Haveria consequências? O que ele poderia fazer com Noah?

O médico demorou quase meia-hora para atendê-los e disse praticamente a mesma coisa. Noah havia apresentado sintomas de infarto, embora nenhum exame comprovasse o fato. Foi levantada a possibilidade de uma crise de ansiedade ou pânico, mas também não havia resposta, sobretudo por ele nunca ter sofrido nada semelhante anteriormente, segundo Sean.

O fato é que ele precisou de ressuscitação, porque seu coração parou em determinado momento, e precisou de medicamentos fortes, porque o coração disparou desesperadamente, em outras duas ocasiões, já no hospital. Ele estava sendo submetido a vários exames, a fim de descobrir o que poderia estar acontecendo com seu corpo.

Já estava no meio da tarde quando finalmente ele foi levado para um quarto e eles puderam vê-lo. Noah estava sob efeito de sedativos e, embora acordado, parecia meio ‘alto’.

- Amor... – ele sorriu, quando Lilly correu o abraçando na cama. – Estou  bem – disse baixo, com ela agarrada ao seu corpo. Segurou a mão de Sean e acenou para Leo. – Onde está Dom?

-  Eu liguei para a escolinha e ele vai ficar até o fim da tarde.

- Eu irei buscá-lo e ficarei com ele em casa – Leo o tranquilizou.

Lilly o libertou do abraço. – Como se sente? – perguntou.

- Como se estivesse bêbado – ele sorriu. – Mas por dentro, ainda sinto uma agitação. Sabe aquela sensação de nervoso? Como se algo estivesse acontecendo? Eu não sei explicar. Começou assim esta manhã. Eu acordei com essa agitação, mas eu não dei importância e ela foi crescendo. Quando cheguei na clínica, comecei a me sentir agitado e a respiração ficou acelerada, meu coração disparou, como uma palpitação. Eu pensei que ia morrer. Aí eu liguei para você – disse, olhando para Lilly.

- Quando eu cheguei você havia sido socorrido por paramédicos.

- Eu saí da minha sala, porque achei que se ficasse lá eu morreria e ninguém saberia, mas caí no corredor, quando senti uma pontada muito forte o peito, e perdi a consciência. Eu ainda sinto, lá no fundo, sinto uma agitação, uma angústia – falou, massageando o peito.

- O médico disse que todos os seus exames apresentaram quadro normal. Estão pensando em alguma arritmia. Você vai passar a noite aqui em observação. Só deve ter alta amanhã – Sean avaliou.

- Eu não queria ficar no hospital, mas não vou reclamar – Noah respondeu, consciente – só quero saber o que há de errado comigo e tratar logo.

- Eu fico aqui com ele – Lilly ofereceu-se. – Você e Leo ficam com o Dom. Amanhã, quando ele receber alta eu o levarei para casa.

- Não sei... – Sean disse, olhando para o filho, que assentiu.

- Estou bem. Não quero que Dom ache que algo está errado. Diga que eu tive de fazer uma pequena viagem. Ele sabe que às vezes viajo e passo a noite fora.

- Está bem. Mas eu vou ficar o resto da tarde aqui. Não vou sair de perto de você – o pai disse e Noah sorriu.

- Eu sei que me ama – sorriu doce.

- Amo muito – ele beijou a testa do filho.

Lilly estava preocupada e tensa. Saiu um pouco, afirmando que precisava ligar para o escritório, mas fez outra ligação.

“Pai, me ajude. Eu marquei Noah!”, disse, nervosa.

“Já era tempo. Cheguei a pensar que ia ceder a ordem de Águia Negra”, ele suspirou.

“Claro que eu não faria isso. Nunca vou deixar Noah”, falou, como se fosse o óbvio e o pai riu.

“E qual o problema agora. Em que quer que a ajude. Diga antes que eu volte para casa. Ainda estou perto de Oklahoma e posso voltar para falar com Águia Negra novamente”.

“Noah está no hospital. Teve um quadro de infarto, mas seus exames estão todos normais. Acha que tem alguma coisa a ver com o parasita? Ele pode estar retaliando de alguma forma por eu ter marcado Noah?”, indagou ansiosa.

“Eu não sei, filha. Sobre este parasita eu realmente não sei nada. Seu bisavô disse que esse tipo de animal surge a cada dois mil anos, talvez por isso não falem sobre ele”

“E essa praga tinha de surgir justamente no meu companheiro?”, ela reclamou.

“Lilly... não escolhemos o que acontece conosco. Apenas está escrito”, tentou acalmá-la. “O que quer que eu faça?”

“Nada, pai. Acho que eu mesma terei de ligar para o biso de novo. Só não sei se ele vai me atender. Estou preocupada com Noah. Estou com medo do que pode acontecer com ele” 

 “Me ligue se precisar. Estou em Clarksville para um leilão de cavalos. Não fica tão longe da reserva. Só volto para Dallas amanhã”

“Está bem, pai. Obrigada”

Ela desligou e tentou ligar para Águia Negra várias vezes, mas o celular chamava e desligava. – Velho temperamental... – murmurou, voltando para dentro do quarto, e encontrando Noah dormindo.

- Os medicamentos que ele tomou o deixaram sonolento e ele acabou dormindo. O médico disse que é normal. Está sendo monitorado por esses aparelhos, e qualquer anormalidade no coração eles registrarão – Sean explicou, mostrando os fios que ligavam a pequenas rodelas de borracha grudadas ao peito de Noah, que estava sem camisa.

- Onde está Leo?

- Ele foi buscar Dom na escolinha e o levará para casa. Eu vou ficar mais um pouco.

- Eu marquei Noah – ela disse, de repente.

- Eu percebi – ele respondeu, e ela viu que o machucado estava exposto, já que ele estava com os ombros despidos.

- Não é melhor vestir a camisola do hospital? - ela apressou-se em pegar a que estava sobre a cama e vestir nele rapidamente.

- Por que o marcou? – Sean perguntou. – Não já havia uma marca em você?

Lilly pegou Sean pela mão e tirou do quarto. Não sabia se aquele parasita ouvia enquanto Noah dormia. Não confiava nele.

No corredor, ela contou tudo o que seu pai havia lhe dito na noite anterior. Inclusive, que Águia Negra havia determinado que ela se afastasse de Noah, por ele não ser seu companheiro e com isso eles não poderem fazer nada contra o parasita.

- Que prova de amor... – Sean avaliou quando ela terminou sua explanação. – Às vezes o fazer, mostra mais do que o dizer – completou, e ela abaixou o rosto, tímida, o que não era comum. – Não se envergonhe por amar o meu filho. Noah ama você com a mesma intensidade. Vocês merecem ser companheiros, sim – aprovou e Lilly ergueu o rosto, o encarando, e sorriu.

- Obrigada, Sean. Acho que eu estava precisando de alguém que acreditasse em nós dois juntos e no quanto eu gosto de Noah. Mas estou preocupada, com medo de essa reação que ele teve, ser alguma retaliação do parasita. Meu pai não sabe nada sobre esse animal e meu bisavô, bem... ele não atende minha ligação, depois que eu desliguei o telefone na cara dele ontem – fez uma cara de culpada.

- Vamos esperar até amanhã e ver o que acontece – Sean sugeriu.

- Sim, até amanhã – ela aceitou. 


Notas Finais


E agora, o que Noah tem?


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