História Opostos - Capítulo 91


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Suspense, Trama
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Palavras 2.118
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 91 - Os lobos vão lutar até a morte


Fanfic / Fanfiction Opostos - Capítulo 91 - Os lobos vão lutar até a morte

Capítulo 91 -  Os lobos vão lutar até a morte

Era uma sensação estranha. Parecia que havia um tsunami se formando dentro de si e o destruiria inteiro a qualquer momento. A angustia era gigantesca e o sentimento era de dor e opressão. Estava acordado e queria abrir os olhos, mas não conseguia. Ouviu Sean se despedir, sentiu o beijo em sua testa, queria se mover, pedir que não fosse, que segurasse a sua mão. Seu pai sempre o acalmava. Mas, não conseguia se mover. Era como se estivesse preso dentro de si e era estranho lá.

Ouvia sons estranhos, grunhidos, rosnados, era assustador. Se sentia mal, enjoado, ansioso, agitado e assustado. Abriu os olhos e ... não estava deitado na cama do hospital. Estava de pé, no meio do nada. E viu dois animais. Eram enormes e cinzentos, um em um tom mais escuro e outro mais claro com o peito e focinho brancos, e eles estavam... em uma luta de morte. Eles se rasgavam e se mordiam. Era aterrorizante.

- ELES ESTÃO SE MATANDO! – seu grito finalmente foi ouvido, sentindo a agonia tomar o seu corpo e a dor invadir seu peito mais uma vez. – ELES ESTÃO SE MATANDO!

- Quem? Onde? – Sean perguntou, assustado, o vendo se sentar abruptamente, arrancando os fios que monitoravam seu coração.

- Aqui dentro – colocou a mão sobre o peito. – Eles vão se matar – falou em desespero de dor e agonia. - E estão me matando junto com eles – murmurou, parecendo as forças, desabando na cama, desacordado.

Lilly correu e colocou a mão sobre o peito dele, tudo ficou escuro e ela viu. Os animais estavam lutando. Uma luta de poder, eles lutariam até a morte, porque apenas um deles podia ficar ali.

- Meu Deus! – ela afastou a mão do corpo dele.

- O que foi? O que está acontecendo?

- O lobo de Noah e o parasita estão lutando. É por isso que ele está em colapso. Eu preciso levá-lo agora para a aldeia do meu bisavô.

- Agora?

- Sim, não temos tempo.

- Mas ele está internado. Só receberá alta amanhã.

- Então vamos ter de tirá-lo daqui sem a alta médica, porque eu não sei se Noah aguentará o fim desta briga de lobos. E aquele parasita não pode ganhar – ela disse, convicta.

- Não podemos tirá-lo daqui desacordado – Sean disse e bateu de leve no rosto do filho. – Noah... Noah... acorde. Você precisa acordar – chamou.

Depois de vários minutos, ele abriu os olhos, parecendo confuso e tonto. – O que aconteceu? Acabou? – perguntou.

- Temos de sair daqui. Eu vou ajudá-lo a se vestir – Sean avisou. – Lilly, vá pegar o carro, pare na entrada de serviço, ao lado direito do prédio, e nos aguarde lá. Eu sairei com Noah em alguns minutos.

Lilly correu e fez exatamente o que Sean mandou. Aguardou alguns minutos, que pareceram horas, até que Sean e Noah apareceram na entrada. Os dois andavam lado a lado e quando chegaram ao carro, Noah entrou e se sentou no banco da frente, ao lado do motorista.

- Você fica – Noah disse, e Sean assentiu. Eles já haviam conversado, quando ficaram sozinhos. – Não sei o que vai acontecer comigo. Fique com o Dom – pediu, apertando a mão do pai.

Sean fez carinho no rosto do filho e sorriu de leve. – Nada de ruim vai acontecer a você. Lilly vai protegê-lo. Ela é boa nisso - piscou.

- Amo você, Sean – ele disse, o encarando.

- Também amo você, Noah – o mais velho respondeu. – Volte logo – pediu e ele apenas assentiu.

- Vamos, não temos tempo a perder – ela disse, e logo estavam na estrada. – Como se sente? – perguntou.

- Mal... me sinto muito mal. Por que não me disse que iriámos a aldeia?

- Porque não queria que o lobo soubesse. Mas agora, com essa luta, não temos tempo. Temos apenas pressa.

- Mas uma viagem de carro de Los Angeles a Oklahoma dura mais de 18 horas – ele faz uma careta de dor.

- Não vamos de carro. Eu liguei para uma companhia aérea e aluguei um avião pequeno. São pouco mais de duas horas.

- Lilly... – ele quis repreendê-la, mas ela o cortou.  

- Noah, não questione. É minha culpa e eu vou resolver isso – deixou claro, o fazendo se calar. Não achava que algo fosse culpa, mas já conhecia Lilly o suficiente para entender que não adiantava questioná-la.

- Eu amo você – ele disse, baixinho.

- Eu sei... – ela respondeu nervosa, concentrada na estrada, e segurou a mão dele. – Eu sei.

O avião já estava pronto quando chegaram. Era noite e Noah estava cansado, cochilou no colo de Lilly a maior parte da viagem. Ela sentia sua agitação, o coração acelerando, e sua angústia. Evitava tocá-lo, porque via a briga entre os animais e eles estavam machucados e eram bestiais na violência e rivalidade.

- Lilly... – Noah chamou, quando já estavam no carro, em Oklahoma, em direção a reserva.

- O quê? – ela não tirava os olhos da estrada, ansiosa para chegarem. – Estamos quase chegando - disse.

- Apresse mais um pouco – pediu, com voz baixa, e quando ela olhou para o lado, ele estava com a mão no rosto, tentando limpar o sangue que escorria de seu nariz. – Acho que estão realmente se matando.

Lilly abriu o porta-luvas e tirou um pacote de lenços de papel, que ele tratou de usar para tentar conter o sangramento. Ela aumentou a velocidade, percebendo que ele não estava tendo sucesso e os papéis ficavam cada vez mais ensopados.

- Lilly... – ele voltou a falar, agitado. Em seguida começou a  tossir e havia sangue também.

- Estamos quase chegando – ela pisou com tudo no acelerador do carro alugado, sentindo seu coração bater rápido e descompassado, de preocupação e medo.

Quando entraram pelo portão da reserva, Lilly já ia a 180 Km/h, e teve de reduzir abruptamente, para não ser impedida de entrar.

Noah estava desfalecendo no banco do passageiro quando o carro parou na frente do terreno, onde Águia Negra costumava fazer seus atendimentos, como líder da tribo. Ela desceu correndo e invadiu sua tenda.

- ÁGUIA NEGRA, SALVE NOAH! – gritou, em desespero.

- Onde ele está? – Mas ele o velho, sentado com as pernas cruzadas diante do corpo, com uma voz irritantemente calma.

- No carro. Os lobos... os lobos estão lutando dentro dele.

- Não deveria ter marcado o rapaz assim, lobinha – a acusou. – Fez tudo à revelia. Você simplesmente não pensa. Apenas faz e quer que dê certo – reclamou. - Devia tê-lo trazido antes e poderíamos fazer tudo da melhor maneira possível.

- Você disse que não o aceitaria por não ser da alcateia. Eu o coloquei na alcateia – ela rosnou, irada. – Agora o salve! – exigiu. – Faça aquele parasita parar.

- Os lobos vão lutar até a morte. Apenas um pode sobreviver.

- Mas eles estão matando Noah.

O velho fechou os olhos por alguns minutos. Depois os abriu  e se ergueu, com o auxílio de seu cajado. – Vamos ver isso – disse, saindo da tenda e se encaminhando ao carro.

Noah tinha lenços de papel avermelhados, sobre o rosto, contidos com a mão. Estava abatido e tonto. A agitação em seu peito o deixava enjoado e ansioso. O velho se aproximou e abriu a porta do carro, o observando com a cabeça jogada no encosto do banco, suado e pálido.

Ele levou a mão na testa de Noah e logo a tirou, como se o queimasse. – Eles vão matá-lo – asseverou com frieza e sinceridade, levando Lilly a exasperação.

- Faça alguma coisa – pediu, quase gritando, atrás dele, que se virou e a encarou. – Salve Noah, por favor – suplicou.

- Eu não faço milagres – o velho respondeu, se afastando até a área aberta ao lado. Com seu cajado, riscou um grande círculo na terra. Depois entrou na tenda e voltou com um pequeno saco, com um pó branco, que jogou ao longo do riscado que fez.

Então se colocou fora do círculo e  disse. – Traga o rapaz.

Lilly correu e ajudou Noah a sair do carro. Ele se ergueu, com dificuldade, e deu apenas alguns passos, com o braço sobre os ombros dela.

- Deixe que entre sozinho no círculo – ordenou e Noah entrou, deu um passo e caiu de joelhos. Antes que Lilly pudesse entrar no espaço, para ajudá-lo a se levantar, Águia Negra bateu o cajado sobre o riscado e uma nuvem de fumaça se formou, deixando Noah completamente oculto por ela.

- NOAH! – ela gritou. Se sentia desesperada, temerosa por ele.

A fumaça começou a debelar-se e o som dos rosnados chegou aos ouvidos dela, provocando um arrepio em sua coluna. Os dois animais estavam ali. No meio daquele terreiro, se enfrentando. Estavam feridos, marcados, sangravam, estavam raivosos e seus dentes, ensanguentados estavam expostos.

Se olhavam com cólera e se rodeavam, frente a frente, antes de avançarem um no outro, se mordendo e arranhando, vez por outra. Estavam visivelmente cansados e muito machucados, mas não desistiam.

Um animal era completamente cinza, com os pelos espessos e escuros, quase castanho. O outro também era cinzento, em um tom mais claro, com o peito e o focinho brancos. Eram gigantescos e assustadoramente fortes, com presas enormes e pontiagudas.

Eles se jogaram um contra o outro mais uma vez e Lilly quis se meter no meio para impedir que o animal de Noah se machucasse, embora não soubesse qual dos dois era ele. Se engalfinharam e atacaram as gargantas, ferindo e deixando o sangue espirrar pelo chão.

Ela olhou ao redor e Noah estava no chão, desacordado, sangue escorrendo do nariz. Teve o ímpeto de correr e o proteger em seus braços, mas Águia Negra lhe deu um aceno negativo com a cabeça. Ela não podia entrar naquele círculo.

Dando a volta, e se colocando ao lado do bisavô, ela perguntou. – O que o senhor vai fazer?

- Eu? Nada. Não posso fazer absolutamente nada – respondeu, assistindo a luta de vida e morte à sua frente.

- Por quê? – ela arregalou os olhos, incrédula.

- Porque não posso entrar neste espaço, assim como você também não pode.

- Então porque os trouxe para fora?

- Eu trouxe para fora, porque somente assim pode ser feito algo para salvar a vida daquele rapaz – disse, olhando para Noah, desacordado no chão.

- Mas como, se não podemos entrar lá?

- Apenas lobos encantados podem entrar ali, lobinha – o velho falou calmo, com um leve sorriso em seu rosto. - Eu trouxe a luta para fora, por isso – completou, com simplicidade – Somente eles podem fazer alguma coisa.

E Lilly finalmente entendeu o que Águia Negra estava querendo dizer.

- Eu... eu... meus lobos... eles podem? – perguntou, olhando ao redor, e era madrugada, não havia movimento na área. O velho assentiu e ela, apressadamente levou uma das mãos ao peito, fechando os olhos e recitando algumas palavras.

Seus quatro lobos se fizeram presente ali, se materializando diante deles. Eram enormes e lindos. Ao verem a briga entre os lobos, mostraram logo os dentes e ficaram em posição de ataque.

- Qual deles? – ela perguntou, na dúvida.

- Eu não sei – ele deu de ombros. – Não conhece o lobo do seu companheiro?

- Eu o marquei ontem à noite – ela revirou os olhos, aborrecida. – Não tivemos tempo de nos apresentar e correr pelos descampados – respondeu irônica.

- Então não interfira, porque pode ser pior – ele voltou a dar de ombros.

- E deixo eles se matarem? – vociferou.

- Se o lobo dele morrer, ele morre também – deixou claro. – O parasita não vai parar até matar ou morrer, porque, para ele, essa é a única chance de tomar aquele corpo.  

Lilly sentiu o sangue fugir do seu rosto, um nó na garganta e mordeu o lábio inferior. Olhou Noah desfalecido no chão, pálido e sangrando pelo nariz. Os lobos ainda lutavam, muito feridos e encolerizados, talvez em um transe de ódio que os impedia de sentir as dores de seus machucados.

Tinha de fazer alguma coisa. Mas não poderia errar. Se instigasse seus lobos contra o lobo de Noah, estaria assinando sua sentença de morte. Porém, se deixasse aquela luta sanguinária continuar, o animal dele também poderia acabar morto e, consequentemente, ele, embora estivessem em pé de igualdade na luta morta. 

- Eu tenho de fazer alguma coisa – murmurou e se concentrou. Olhou para os dois animais, que se mordiam e rosnavam selvagemente. O tempo passava e ela não podia mais esperar.

Virou-se para seus animais e ergueu o indicador, apontando para a luta. – Agora! Vão e matem-no! -  ordenou e os quatro pularam dentro do círculo e avançaram sobre um dos animais. E Lilly fechou os olhos e rezou. Porque tinha de ser o animal certo. 


Notas Finais


Momento crucial... prendam a respiração porque o negócio é sério e a pergunta que vale uma vida é...qual é o lobo de Noah? Vocês são bons em desvendar a nossa história, então vamos lá!

Ah...nem queria comentar, mas estagnamos nos 127 favoritos. Vocês podem estar pensando. "Poxa, mas é muito!". Não sei... achei que seriam mais... talvez tenha ficado mal acostumada por causa das outras histórias que já passaram os 200. Também estou meio decepcionada com os favoritos de ELE. Pensei que todos que lessem Opostos fossem se interessar em ver o spin-off de June, mas ficamos em 52 favoritos e só. Tudo bem... mas a escritora se desanima um pouco. Fica a dúvida se seu texto está perdendo qualidade, se é ruim...
Sei que Opostos terminou ficando com mais ficção que todos... e confesso que até eu me surpreendi com o caminho que essa história tomou, mas... será que foi isso que afastou leitores?
Estou cheia de questionamentos... :(


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