História Opostos - Capítulo 92


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Suspense, Trama
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Palavras 2.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 92 - O que está errado?


Fanfic / Fanfiction Opostos - Capítulo 92 - O que está errado?

Capítulo 92  - O que está errado?

Pânico. Era o sentimento de Lilly quando viu seus lobos atacarem o lobo cinza com branco. E se fosse ele o animal de Noah? Eles o arrancaram de cima do outro lobo, o completamente cinza escuro, e todos o morderam, rasgando sua carne com seus dentes afiados e tirando sangue dele. Lilly tinha os olhos arregalados, acompanhando tudo. Estava apavorada. Não podia perder Noah e, principalmente, por algo errado que fizesse naquele momento.

A vida dele estava em suas mãos e ela simplesmente não sabia se estava agindo corretamente. Tremia como se sentisse frio. A dúvida a martirizava, mas ela não podia voltar atrás na ordem dada aos seus animais. Ela mentalizou aquele lobo e... tinha de ser ele.   

De repente, quatro outros lobos entraram no círculo e se juntaram aos quatro animais dela, avançando sobre o animal cinza e branco.

Lilly ergueu a vista e seu pai estava lá. Ethan havia chegado, e ela sequer havia percebido. Ela o encarou com olhos desesperados, do outro lado do círculo, e ele sorriu, lhe dando o apoio que precisava.

Todos viram quando os oito animais rasgaram o lobo em pedaços, o destroçando. Foi tenebroso e dramático. Outros quatro animais invadiram o espaço, e os 12 simplesmente dizimaram o animal, não deixando um pedaço dele. Ethan e Lex abraçaram Lilly, que chorou em seus braços, trêmula.

- Pai... aquele era o parasita? Você tem certeza? – perguntou, aflita.

- Eu estive com ele, Lilly. Eu o vi, quando pensava ser o animal de Noah.

- Tive tanto medo de atacar o animal errado – assumiu, em tom baixo e envergonhado, entre lágrimas.

- Você não erraria, lobinha. Nunca atacaria o seu companheiro. Ele é parte de você agora – o pai disse no ouvido dela.

- Noah... – ela se afastou abruptamente dos pais, olhando seu companheiro ainda caído no chão. O lobo dele, também estava jogado, arfando.

- O animal está muito ferido. Ele precisa ser tratado antes que... – Ethan falou e encarou Águia Negra, que assentiu.

O velho bateu o cajado no riscado mais uma vez e a fumaça se formou e quando se dissipou, Noah e seu lobo continuavam no mesmo lugar. Ethan e Águia Negra trocaram olhares mais uma vez, e Lilly se preocupou.

- O que está acontecendo de errado? Digam? O que está errado?

- O lobo devia ter voltado... voltado para Noah – Ethan explicou.

- Era o outro lobo? – ela arregalou os olhos, com lágrimas gordas descendo pelo seu rosto. – Meus Deus, eu escolhi o errado. Noah está morto – disse, atormentada.

- Calma, Lilly. Não é nada disso. O animal está ferido e fraco. Fraco demais. Ele apenas não conseguiu voltar para casa. Mas nós vamos cuidar dos dois e eles vão se unir novamente – o pai segurou o rosto dela entre as mãos, a sentindo tremer inteira.

- Pai... por favor – ela soluçou, angustiada. – Eu não posso perder Noah – pediu.

- E não vai. Eu prometo a você – afirmou.

- Pegue o homem e o lobo e os leve para a tenda – Águia Negra ordenou a Ethan, que deixou Lilly e entrou no círculo, pegando Noah nos braços. Depois de deixá-lo na tenda, voltou e pegou o animal.

Noah mal respirava, assim como o seu animal. Águia Negra tratou de preparar alguns unguentos e fórmulas, com a ajuda de Ethan, que era conhecedor das ervas, enquanto Lilly e Lex cuidavam dos dois.

Lex limpava os ferimentos do lobo e Lilly o rosto de Noah, tirando o sangue a e terra, com um pano úmido.

- Acho que terei de dar alguns pontos nesses ferimentos -Lex avisou. – Ou faremos um ritual de cura? – perguntou, voltando-se para Ethan.

Ele encarou o lobo machucado. – Não podemos fazer nada antes de ele voltar de onde veio – respondeu preocupado e Lilly se preocupou mais.

- Como ele vai voltar, se está fraco demais e ferido. Ele precisa de cura. Aquele animal quase o matou – ela rosnou, voltando a chorar. – Temos de salvá-lo.

- Estamos fazendo isso – Águia Negra falou. – Tudo a seu tempo.

- Ele não tem tempo – ela se ergueu, indo até o velho e o enfrentando.

- Um ritual de cura salvou a vida da minha mãe uma vez. Eu sei. Podemos salvá-lo – afirmou, encarando o velho no fundo dos olhos.

- Está disposta a dividir o que tem para salvar aquele rapaz? – Águia Negra perguntou, puxando o canto da boca em um sorriso.

- Darei tudo, se for preciso. Meu pai fez uma vez. Eu posso fazer também. Só quero que Noah viva para mim. Não posso ficar sem ele – disse sincera, as lágrimas escorrendo por seu rosto. Ethan a abraçou.

- Calma... nós vamos resolver isso

***

“Lilly como está o meu filho?”, Sean perguntou quando ela finamente atendeu o celular, depois de dezenas de ligações e mensagens. Seu coração estava apertado com o silêncio.

“Eu...eu não sei”, ela lutava para não chorar, não queria deixar Sean mais preocupado do que já estava. E tinha de contar a verdade a ele. Não iria mentir.

“Como assim, não sabe?”

“Ele não acorda...os lobos... eles estavam lutando entre si. O parasita está morto, mas o lobo de Noah... ele está ferido. Está muito ferido. Águia Negra e meu pai estão preparando poções para curar os ferimentos do animal e para ele, mas por enquanto, não sei... enquanto o lobo não melhorar e voltar para seu lugar de origem, eu não sei dizer como Noah está”

Sean ficou em silêncio por algum tempo, possivelmente absolvendo a informação. “O que pode acontecer se esse tal lobo não melhorar?”, perguntou em tom baixo.

“Se o lobo... se ele... morrer... Noah...também...”, ela não conseguiu terminar e Sean ouviu os soluços quase desesperados.

“Isso não vai acontecer, Sean. Nós cuidaremos de Noah. Ele vai ficar bem, eu prometo a você”, a voz de Ethan era firme e positiva, quando pegou o telefone da mão de Lilly e assumiu a ligação.

“Eu acredito em você. Sei que Lilly está nervosa. Cuide do meu filho, Ethan. Eu não posso perdê-lo”, sua voz estava embargada.

“Você não vai. Noah vai voltar para casa são e salvo. Não se desespere, por favor. Ele vai ficar bem. Apenas espere”, afirmou.

“Eu esperarei”, Sean respondeu, em um fio de voz, desligando em seguida.

Ethan se ajoelhou diante de Lilly. – Lobinha, não se desespere – pediu, segurando seu rosto entre as mãos. Ela chorava copiosamente, sem controle algum. – Eu vou devolver Noah para você. E, se não conseguirmos com as beberagens e emplastros, eu mesmo a ajudarei a fazer o que quer.

Ela se agarrou a ele, chorando. – Obrigada, pai. Eu sei que vai fazer tudo o que puder. Eu só estou com medo. Tenho medo de perdê-lo.

- Você não vai. Eu não vou deixar – ele garantiu, e sua segurança deu mais força a ela, que sorriu e o libertou do abraço.

Ele se ergueu e voltou a preparar o remédio que estava fazendo, quando a viu fraquejar, minutos antes, e teve de socorrê-la. Ethan amava sua filha com todas as suas forças e nunca a deixaria sozinha. Faria o possível e o impossível para vê-la feliz e não deixaria que perdesse seu companheiro dessa maneira.

Noah e o animal foram tratados e Águia Negra disse que eles deveriam ficar em paz, descansando, mas Lilly se recusou a sair de perto deles, sentando no chão ao lado de Noah, acariciando seus cabelos, com uma mão, enquanto, com a outra, fazia carinho no pelo cinza escuro do lobo, ao lado.

Ethan observou da entrada da tenda, e depois saiu, junto com Lex.

- Calma, lobinho. Sei que está sofrendo por Lilly, mas também sei que está fazendo tudo o que pode para ajudar. O lobo é forte, ele vai ficar bom – ela o tranquilizou, o abraçando.

- Esse lobo foi pego a traição. Coitado, mal desperta e um parasita avança querendo matá-lo. Ele nem sabia porque estava lutando.

***

Sean desligou o telefone e enxugou as lágrimas. Sabia que algo ruim estava acontecendo com Noah. Sentiu o desespero de Lilly em seu choro nervoso e descontrolado.

Mas Ethan lhe deu esperança. Não podia perder Noah. Ele havia sido a sua vida durante muito tempo e, mesmo independente e dono do seu nariz, o amava com devoção. Como a um filho de verdade.

Não podia dizer nada a Leo. Ele não entenderia. Pensava que Noah ainda estava no hospital e teria alta na manhã seguinte.

Naquele momento, enquanto falava ao celular, no quarto, Leo alimentava Dom, na cozinha, com carinho e cuidado. E ele teria de ir lá, e continuar a brincar e conversar, como se não estivesse dilacerado por dentro, porque não podia contar o que estava realmente acontecendo.

Respirou fundo algumas vezes, foi ao banheiro, lavou o rosto e foi para onde os dois estavam. Encontrou Leo rindo de alguma tagarelice do pequeno e aquilo o acalmou um pouco. O som da risada de Leo era doce e brando. Tinha o poder de tranquilizá-lo. Seu olhar também, e quando seus olhos se encontraram, soube que conseguiria esperar, se ele estivesse ao seu lado.

- Como Noah está? Nenhuma mudança?

- Tudo do mesmo jeito. Ele vai dormir lá e acho que amanhã, quando sair, talvez viagem.

- Viajar?

- Sim. Lilly acha que seria bom eles arejarem um pouco a mente. Devem ir a Dallas – deu de ombros.

- Acha que pode ter sido estresse? Por causa de tudo o que tem acontecido? – eles conversavam e Dom já não estava mais na cozinha. Havia fugido para a sala, onde brincava antes do jantar e queria continuar a montagem que estava fazendo.

- É provável. O caso de Dom, o esquecimento momentâneo e agora o mal súbito... tudo pode estar ligado.

- Então viajar e ficar um pouco longe de tudo pode ser bom para ele – Leo concordou e Sean se sentou, triste, ao seu lado.

- Tomara que seja realmente bom - murmurou, parecendo desanimado. O outro percebeu e o puxou da cadeira onde estava, para o seu colo.

- Não fique assim, amor. Noah vai ficar bem – disse, o abraçando e beijando castamente. – Tudo vai se resolver, eu sei que vai.

- Vai sim... – Sean respondeu, com o rosto deitado no ombro do outro.

A noite foi lenta e sofrida.

***

Lilly despertou assustada. Estava deitada do outro lado da tenda, longe de Noah e do lobo, coberta com uma manta de pele de urso. Se sentou abruptamente e viu seu pai ao lado de Noah. Mas o lobo... não estava mais lá.

- Pai... ela pulou em pé e foi até ele. – Onde está o lobo? – arregalou os olhos, se ajoelhando, como ele, ao lado de Noah, que parecia dormir.

- Ele voltou para o seu lugar de origem – respondeu, calmo, observando o rapaz. – Eu o estou monitorando agora.

- Quer dizer que ele melhorou – ela deduziu. - Se ele conseguiu voltar, é porque está melhor – sorriu, ansiosa.

- De certo modo sim. Ele está mais forte. Mas espero que o suficiente para...

- Para?

- Para manter seus machucados para si. Ele voltou há poucos minutos e eu estou monitorando Noah para ver se ele se mantém como está – falou, se levantando e indo até a prateleira de ervas. – Eu vou dar a ele um chá que pode ajudar – disse, procurando entre os materiais.

Ela foi até ele. Esse chá vai acordá-lo? – perguntou.

- Talvez. Se o lobo já teve forças para voltar, pode ser que Noah tenha forças para acordar - o pai explicou, enquanto amassava uma quantidade de ervas em um pequeno depósito. – Pegue um copo e aquela garrafa para mim – pediu, apontando o canto da tenda, e Lilly correu para atender seu pedido.

- Onde estão o biso e a mãe? – perguntou, entregando a ele.

- Estão dormindo, lobinha. É madrugada ainda. Você deveria dormir também. Descanse agora para cuidar dele de manhã, quando eu for dormir – sorriu.

- Está bem. Se você está com ele, eu fico tranquila, pai – ela afirmou e Ethan gostou da confiança que tinha nele.

Ela voltou para a cama improvisada no chão, feita com peles de animais, e ficou observando Ethan erguer Noah, um pouco, e lhe dar o chá, bem devagar, para que conseguisse engolir sem engasgar, enquanto dormia. Lilly não demorou a dormir novamente.

Mas, quando acordou, sendo chamada por Ethan, de manhã, o grito ficou preso em sua garganta ao voltar-se para o lugar onde Noah dormia. Todos os ferimentos que o parasita havia infringido no lobo, estavam expostos nele. Noah tinha rasgos no rosto e em todo o corpo, onde ela podia ver. Suas roupas estavam sujas de sangue e ele estava irreconhecível.


Notas Finais


Obrigada pelo feedback. Eu não estou em busca de elogios, só fico insegura porque esse tipo de história é a mais diferente que eu já fiz. Kkkkkk... e confesso que em alguns momentos tem sido difícil continuar.
Mas... espero que tenham gostado do capítulo de hoje.
Beijins!


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