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História Opostos (ABO-Taekook) - Capítulo 35


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Notas do Autor


Oooie amores, mais um capítulo para vocês 🥰
Boa leitura e, como sempre, perdoem os erros 💜

Capítulo 35 - Notícias


Fanfic / Fanfiction Opostos (ABO-Taekook) - Capítulo 35 - Notícias

Jungkook P.O.V

(1° dia fora do acampamento)

[4° mês de gestação de Taehyung]

Eu e Taehyung decidimos sair cedo de Gongju Hanok para encontrarmos com nossos familiares. Deixamos tudo arrumado no dia anterior e, antes mesmo do Sol surgir, nós estávamos saindo pelos portões do acampamento.

Iríamos primeiro para a casa de minha mãe, já que era mais perto do que o prédio do qual o pai do meu ômega morava, e ficaríamos lá por três dias. Depois, passaríamos os outros quatro dias restantes na com o meu sogro. Para ir até meu bairro, deveríamos pegar um ônibus, senão seriam muitas horas de caminhada e já bastava ter feito todo o trajeto de nossa missão à pé. Chega de andar.

Levávamos nossas armas conosco, mas, claro, discretamente. Não queríamos assustar a população que nos visse, contudo, precisávamos carregá-las com a gente para o caso de algum monstro aparecer.

Nos primeiros três meses de gestação do moreno, ele se cansava muito facilmente, dormindo várias horas por dia e ficando incapacitado de fazer muitas coisas em um dia só. No entanto, agora que ele entrou no quarto mês de gravidez, parecia incansável e isso para mim era muito vantajoso, pois ele não reclamaria de exaustão durante essa nossa semana de visita.

Nesses últimos dias ele estava extremamente disposto para fazer qualquer coisa e às vezes, quando chegava a hora de dormir, parecia que ele havia bebido café depois do jantar, porque não conseguia desligar. Eu tinha total paciência com esses surtos de energia que meu noivo tinha, então eu saía com ele para caminhadas noturnas, com o propósito de descarregá-lo e isso sempre funcionava.

Graças aos deuses a fase de TPM diária dele também já havia passado. Eu estava prestes a enlouquecer com a fragilidade emocional que ele tinha. O filho de Nari já era naturalmente sensível em todos os âmbitos, mas isso se intensificou ainda mais em sua gravidez. Ele ficava nervoso, triste e feliz muito facilmente, por isso eu sempre me via em uma corda bamba para tratar de qualquer coisa com ele, porque podia surtir efeitos expressivos muito intensos nele.

Faltavam aproximadamente mais cinco meses até que nossa criança viesse para os nossos braços e já tínhamos decidido os nomes. Se fosse um garoto, se chamaria Beomseok, e se fosse garota, seria Naomi.

Não fora fácil chegar na conclusão desses nomes. Listamos, no mínimo, 6 nomes diferentes para cada gênero, mas por fim esses foram os que mais nos tocaram, então já estão concretizados.

Eu sonhava toda noite em como seria ter um bebê. Meus pensamentos, que antes eram completamente voltados para Kim Taehyung, agora foram invadidos por mais alguém: a nossa criança que ele carregava em seu ventre. E, céus, o corpo do mais velho já estava se modificando, a barriga adquiriu um formato estrategicamente redondo e suas curvas estavam mais delineadas. Se eu achava impossível de ele ficar mais bonito, o Taehyung grávido me provava o contrário.

Ele cantarolava com mais frequência, enquanto acariciava sua barriga. Sua voz grossa alcançava tons inacreditáveis e não precisava ser um expert na música para saber que ele cantava bem.

Casaríamos daqui a três meses e estávamos decidindo algumas coisas com a ajuda dos outros garotos, que seriam nossos padrinhos. Nunca ansiei tanto para a chegada da semana da deusa das águas como dessa vez. Eu só queria me casar com meu ômega logo e tornar nosso amor oficial perante os deuses, pois eu já sabia que biologicamente isso já estava oficializado pela nossa marca.

Foram algumas horas de viagem de ônibus e uns 10 minutos de caminhada do ponto até a residência onde minha progenitora morava. Ainda era cedo, então fiquei com medo de ela não estar em casa ou estar dormindo ainda. Não tínhamos como comunicar com ela, por isso a única forma era chegar de surpresa mesmo.

Quando me deparei com o portão de grade cinza da minha casa, senti uma nostalgia. Eu tinha minha mão entrelaçada com a do meu noivo e este parecia olhar com curiosidade para dentro do local. Por causa da porta aberta da sala, eu soube que a ômega já estava acordada. Toquei a campainha.

Não demorou nada até que uma mulher esguia e de cabelos negros escorridos aparecesse na porta, como se já esperasse o som da campainha soar. Jeon Hana, minha mãe, continuava tão linda e tão jovem como há seis meses atrás.

Ao vê-la, meu coração acelerou e foi impossível não sorrir. Que saudade que eu havia sentido. Assim que ela me reconheceu, abriu um sorriso amplo também e gritou eufórica dizendo que iria pegar a chave do portão, correndo para dentro do lugar de novo. Olhei para o garoto ao meu lado e ele tinha uma expressão de admiração. Então ele direcionou seus olhos amendoados para mim.

- Agora eu sei de quem você puxou toda essa beleza. - disse com sua voz grossa e tocou abaixo de meu queixo, me fazendo rir soprado, desviando o olhar para baixo.

Taehyung nunca deixaria de surtir efeitos malucos dentro de mim. Nunca.

A mulher voltou rapidamente, se apressando para abrir o cadeado e assim o fez de maneira trêmula. Ela deslocou o portão para o lado e pulou em meus braços em um abraço que transbordava saudade. Apertei seu corpo contra o meu e afundei meu rosto em seu pescoço, sentindo seu cheiro de cravo que eu tanto amava.

- Meu filho. - ela pronunciou e a felicidade era notável em sua voz.

- Oi, mãe. - cumprimentei com ternura e nós nos desvencilhamos. Ela passeou com seus olhos brilhantes de emoção por todo meu rosto.

- Você está tão diferente! - falou impressionada, segurando meu rosto com suas mãos macias. - Como você cresceu nesses meses! - comentou. - O que aconteceu para o meu garotinho ter se transformado em um homem-feito de uma hora para outra!? - perguntou, acariciando meu cabelo. Eu ri envergonhado e só então me lembrei do meu ômega presente ali.

- Mãe, esse é o Taehyung. - ignorei sua pergunta e apresentei o moreno para ela, que finalmente notou a sua presença.

Entrelacei meus dedos nos dele, tentando lhe passar confiança, pois eu estava sentindo dentro de mim o seu constrangimento.

- Olá, Sra. Jeon. - ele se curvou respeitosamente diante da mulher. Ele tinha um sorriso cordial no rosto. - É um prazer conhecê-la.

- Não me diga que… - ela revezou seu olhar entre mim e o filho de Nari, olhando para nossas mãos dadas e depois, para a marca no pescoço dele. - Vocês são namorados? - ela indagou entusiasmada e sua reação não me surpreendeu. Eu sabia a mãe que eu tinha. - Juro que quando vi vocês dois juntos imaginei que fossem só amigos.

- Estamos noivos, mãe. - declarei de uma só vez e agora ela pareceu incrédula.

- É sério!? - Hana direcionou seus olhos arregalados para meu noivo e ele assentiu, muito tímido. - Aigoo! Que legal. - e não hesitou em o abraçá-lo também. - Vem, vamos entrar. Quero ouvir toda a história! - ela convidou, voltando a abrir seu sorriso.

A seguimos para o interior e eu me senti muito bem ao olhar a sala de estar, que estava do mesmo jeito que antes. Eu cresci dentro daquele lugar, então era inevitável sentir nostalgia ao entrar ali.

- Fiquem à vontade, garotos. A casa é de vocês. - Hana nos disse. - Me dê as suas malas que eu já vou guardá-las no quarto do Kookie. - pediu e nós as entregamos para ela. - Estão com fome? - questionou em seguida, sua feição sempre feliz e satisfeita.

- Eu não estou, mas tenho quase certeza de que Taehyung está. - falei, olhando para ele, que abriu a boca ofendido e eu ri de sua reação.

- Então vou só ali em cima guardar as coisas de vocês e já volto para preparar um delicioso café da manhã para o meu genro. - e sorriu, acariciando a bochecha do semideus, admirada.

Ela se virou e subiu as escadas presentes no canto do cômodo. Alcancei as mãos de meu ômega e o puxei para um abraço. Ele aninhou em meus braços, encaixando sua cabeça no meu ombro.

- Você está bem? - eu quis saber.

- Melhor impossível. - ele respondeu. - Sua mãe é adorável.

- Eu concordo. - admiti, sorrindo. - Ela é uma grande mulher. - disse.

Não demorou até que a morena voltasse e nos chamasse para a acompanhar na cozinha enquanto ela preparava o "delicioso café da manhã para o genro".

Nós nos sentamos na mesa e ela pediu para que contássemos sobre toda nossa história, desde o começo, sem esquecer de nenhum detalhe. Ri com a curiosidade dela e, juntos, eu e o mais velho fomos falando de tudo o que aconteceu até os dias atuais. Ele contou como o início foi para ele e eu contei como o início foi para mim. Ela escutava tudo com muita atenção enquanto cozinhava, nos interrompendo muitas vezes para fazer perguntas.

Contei sobre a missão, com receio de que ela poderia ficar preocupada ou até me dar sermões, mas como eu disse antes, Jeon Hana era uma mulher incrível. Ela reconhecia que certos perigos eram necessários serem corridos. Uma certeza de que isso era verdade foi quando entrei no acampamento.

Desde criança ela sempre me conscientizou de que eu não era normal, de que eu era especial e descendia de um deus, então eu cresci com isso em mente. Ela também sempre me avisou dos perigos que eu poderia correr se ficasse muito tempo exposto ao mundo dos mortais, mas prometeu que ficaríamos juntos até que os perigos se tornassem insuportáveis, e isso veio a acontecer nos meus 12 anos.

Eu comecei a ver os monstros frequentemente e eles me caçavam, mas nunca me alcançaram, porque minha progenitora, mesmo não enxergando eles, tentava me defender. Ela de uma forma ou de outra conseguia espantá-los.

Ela me levava para a escola e quando um monstro vinha em minha direção, eu avisava e ela já se mantinha pronta para me defender. Contudo, não era sempre que ela estaria comigo. Quando eu ficasse sozinho, quem cuidaria de mim? Foi então que ela sentou comigo e conversou sobre Gongju Hanok, dizendo que era um lugar seguro onde havia vários outros semideuses, assim como eu. Prometeu que lá eu estaria sã e salvo.

Eu concordei em ir e foi ela quem me levou até lá, carregando uma faca de cozinha consigo para me defender de algum monstro que aparecesse no trajeto. Contei essa história para meu ômega e ele gargalhou muito.

Relatei para a mais velha sobre minha briga com o Yugyeom, que obviamente ela conhecia, e esta ficou muito surpresa, mas procurei falar do assunto rapidamente.

Com muita dificuldade contei da minha queda do precipício e posso jurar que ela ficou a um triz de dar um surto. Quando revelei que foi a mãe de Taehyung, a deusa Nari, que me salvou, eu vi em seu rosto uma expressão de desconfiança. Ela então comentou que já sabia que Eunji e a minha sogra eram marido e mulher e isso me deixou impressionado, pois eu só fui saber disso através do meu ômega, nesse ano.

Por causa disso, imaginei que naturalmente ela sentia ciúme, pois, querendo ou não, os deuses não podiam casar com mortais, e eu sabia que ela amou muito o meu pai antes de Kyung, meu padrasto, aparecer. Assim, eu falei que a esposa do ex da minha mãe me salvou, Hana estranhou, mas em seguida se mostrou satisfeita, afinal, "eu estava vivo e só isso importava".

Quando chegamos na parte que vinha depois da missão, ficamos um pouco mais tensos. Iríamos enfim revelar sobre a gravidez.

- Assim que a Grande Guerra se iniciou, eu estava sentindo alguns enjoos estranhos, vomitando com muita facilidade. Até cheguei a pensar que eu estava com uma infecção. - o garoto de cabelos cor de chocolate contou para Hana, que assentia, demonstrando para ele continuar.

Ela estava de costas para nós, terminando de fazer a última panqueca na frigideira.

- Só que quando fui na enfermaria do acampamento, descobri que não era uma infecção. - ele continuou e me olhou, vi que ele estava hesitante então acenei positivamente, para lhe dar confiança. - Na verdade, eu estava passando mal por causa da gravidez. - declarou e fechou os olhos com força de forma amável, como quem revela algo muito grave e sente medo da reação da outra pessoa.

Por minha vez, eu mantive os olhos bem abertos, colados na mulher à nossa frente, prestando atenção em todos seus movimentos. Após alguns segundos desde que ele contou sobre a gravidez, ela pareceu finalmente entender suas palavras.

A morena levantou a cabeça e deixou a espátula de virar panqueca cair no fogão. Em seguida, ela se virou para a gente, petrificada, a boca aberta de surpresa.

- Você está grávido? - ela perguntou em um sussurro para o meu noivo, que agora tinha só um de seus olhos fechados, o outro aberto espiava a reação de Hana.

Ele assentiu, ainda receoso e então ela gritou. Gritou muito alto mesmo, expondo toda sua felicidade.

- Não acredito! - permaneceu falando aos berros. - Céus, eu tenho que falar baixo, as crianças ainda estão dormindo. - ela mesma se reprimiu, colocando uma de suas mãos na boca. - Vou ser mesmo vovó? - perguntou, cochichando.

- Crianças? - meu ômega perguntou confuso após ouvir a reprimenda dela. - Hm, sim, você vai ser vovó. - sorriu.

- Isso, as crianças das quais me refiro são meus outros dois filhos. - ela respondeu à pergunta do moreno e este ficou boquiaberto. - Não vai me dizer que Jungkook nunca havia falado de seus irmãos. - ela colocou as mãos na cintura, indignada.

- Não. - dessa vez o mais velho olhou para mim. - Ele me disse que não tinha irmãos. - e franziu as sobrancelhas.

- Eu disse que não tinha irmãos por parte de pai. - corrigi. - Mas sobre meus irmãos maternos eu nunca comentei mesmo não, até porque mal convivo com eles. - justifiquei.

Eu havia ido para o acampamento com 12 anos de idade e depois disso passei a visitar minha casa só duas vezes no ano, então não acompanhei nem a gravidez da minha progenitora direito, e nem o crescimento de seus dois filhos com meu padrasto.

- Hana? - ouvimos uma quarta voz sonolenta soar das escadas. - Está tudo bem? Que gritaria é essa? - a voz masculina era de Kyung, o marido de minha mãe. - E o que está queimando aí? - agora ele parecia mais próximo.

- Meu Deus, as panquecas! - a mulher gritou, correndo para desligar o fogão.

- Oh, Kookie, você chegou. - meu padrasto abriu um sorriso assim que alcançou a cozinha e me viu sentado na mesa. Me levantei e fui abraçá-lo. Eu o adorava e achava que ele merecia minha mãe.

- Me perdoe por te acordar, querido. - a ômega se desculpou atrás de nós, ainda com um sorriso enorme no rosto. - É que esses meninos quase me levaram à loucura com uma notícia tão boa dessas! - exclamou e abriu os braços, indo na direção de meu mais velho para o abraçar.

- E qual é a boa-nova? - o loiro perguntou curioso, ainda com seu braço nos meus ombros. - Quem é esse garoto? - ele se referiu carinhosamente ao moreno, que agora era abraçado pela sua sogra.

- É o Taehyung, meu noivo. - respondi, vendo meu padrasto arregalar os olhos, surpreso. - Nós vamos ser pais.

- É mesmo!? - ele indagou com um sorriso, antes de me abraçar mais uma vez. - Meus parabéns, meu filho. - disse. - Você será um ótimo pai. - e desvencilhou de mim, logo bagunçando meus fios negros. - É muito bom te ver aqui em casa, você faz muita falta.

- Eu também estou feliz por estar aqui. - falei, desviando meu olhar. - Desculpe por termos chegado tão cedo, mas é que eu queria aproveitar todos os minutos com vocês. Até achei que mamãe não estaria acordada.

- Ah, Kookie, quando deu o prazo dos seis meses, essa daí acordou todos os dias cedo, esperando você chegar. - Kyung expôs. - Sua presença nunca é um problema e agora a de Taehyung também não é. - ele olhou para meu ômega e sorriu.

- Obrigado, Kyung. - o garoto agradeceu, tímido.

- Vem, sentam-se aqui na mesa para comer as panquecas. - a morena nos convidou.

- Queimadas? - o seu marido fez uma careta de desgosto.

- Só para você que sim, Choi Kyung. - ela retrucou, revirando os olhos. - Tae, meu querido, você quer mel para pôr por cima de suas panquecas? - ela mudou totalmente o seu tom de voz, ficando carinhosa. - Estou te perguntando porque sei que Jungkook não pode com mel por causa do pai dele, não sei como isso funciona.

- Quero! - ele respondeu no mesmo instante.

- Isso que é saber agradar o genro. - comentei, rindo. - Mel é o que ele mais ama no mundo.

- Depois de você, Kookie. - meu noivo corrigiu, me fazendo corar. O casal ali presente pronunciou sons como "awn" diante daquela situação e eu fiquei ainda mais envergonhado.

- Taehyung, você está com quantos meses? - Hana perguntou curiosa, despejando chantilly por cima de sua panqueca. - Já sabem o sexo da criança?

- Estou no quarto mês. - o filho das águas respondeu. - E ainda não sabemos o sexo, mas já decidimos os nomes.

- Sério? - Kyung pronunciou com olhos bem abertos. - Quais são eles? - quis saber, curioso.

- Beomseok para menino, Naomi para menina- respondi.

- Amei os nomes! - minha mãe exclamou apaixonada e meu padrasto concordou. - Em Gongju Hanok tem materiais capazes de descobrir o sexo? - ela voltou a questionar.

- Acredito que sim, mas ficamos tão ocupados com o fim desse semestre na faculdade que nem tivemos tempo para ir em alguma consulta com a Dra. Lim ainda. - o moreno desabafou.

- Por que vocês não deixam para descobrir na hora do parto? - ela sugeriu. - É uma surpresa tão boa.

- Jura? - o meu ômega pareceu gostar da ideia e em seguida me olhou. - O que acha? - indagou para mim.

- Tudo o que quiser fazer, eu também quero. - declarei e ele enrubesceu, abrindo um sorriso mínimo.

- Então vamos esperar. - ele disse.

- Tem uma brincadeira bem antiga, não é total verídica, mas a probabilidade de acertar é enorme. - a minha progenitora começou. - Você sente que vai ser de qual sexo? - questionou para o grávido.

- Francamente, eu sinto que vai ser menina. - ele respondeu pensativo, colocando seu dedo indicador no queixo. Deuses, ele era extremamente bonito, ainda mais com aquele rosto angular.

- E você está mesmo aparentando que está grávido de uma menininha. - Hana disse, admirada. - Apesar de não te conhecer antes da gestação, eu sei que sua atmosfera está frágil e delicada, mais do que o normal. Estou errada, filho? - questionou para mim.

- Não mesmo! - neguei rapidamente e todos riram. Era a mais pura verdade e o meu mais velho sabia disso.

- Quando se está grávido de um menino, você fica mais rígido, mais grosso e insensível, é natural. Até mesmo seus traços ficam indelicados, o nariz cresce, o rosto deforma. - ela continuou fazendo careta. - Digo por experiência própria. - disse e o garoto riu.

- Eu não sabia disso. - ele comentou ainda achando graça. Mas para mim a única graça ali era o sorriso infantil que ele tinha nos lábios rosados.

- Pois é, querido. - a mulher confirmou com a cabeça. - Mas continuando sobre a brincadeira, ela é a seguinte: uma pessoa, que não pode ser nenhum de vocês dois, vai escolher um lado do colchão de vocês para colocar um garfo e o outro lado será colocado uma colher, então, esconde-se ambos com travesseiros. Depois disso, papai Taehyung, porque é quem está grávido, vai entrar no cômodo e vai escolher, intuitivamente, um lado da cama e apanhará o utensílio que estará debaixo do travesseiro colocado no lado que ele escolheu. Se for colher, quer dizer que é menina e se for garfo, é menino. - ela terminou de explicar. - Eu sei, é bobo, mas sempre deu certo comigo. Vocês podem fazer e descobrir depois do parto se funciona mesmo.

- Eu adorei a brincadeira, Sra. Jeon! - meu noivo pronunciou animado. - Vamos fazer assim que voltarmos. Obrigado. - ele agradeceu, com um sorriso.

- Não há de quê. - a ômega falou. - Depois quero saber se deu certo.

- Está bem. - o moreno assentiu.

- E quando será a cerimônia do casamento? - meu padrasto quis saber

- Será daqui a três meses, em Gongju. - informei. - Vocês estão convidados. - falei.

- Vamos poder entrar lá? - Hana perguntou surpresa.

- Só nesse dia. - respondi triste.

- Pelo menos vamos prestigiar o dia mais feliz da vida de vocês, então isso já é o suficiente. - ela falou, dando de ombros e eu não pude evitar de sorrir. Eu definitivamente tinha a melhor mãe do mundo.

-x-

Taehyung P.O.V

(4° dia fora do acampamento)

Acordamos cedo e a mesa de café da manhã já estava posta, assim como em todos os outros dias anteriores. Jeon Hana era uma sogra cuidadosa, além de bastante atenciosa. Seria nossa última refeição ali, pois já estávamos partindo para o apartamento de meu pai, então Kyung e os irmãos mais novos do Kookie acordaram cedo para ficarem conosco.

Hyo era uma garotinha e tinha 7 anos, já Minseok era um garotinho de 5 anos. Eles eram amáveis e eu passei boa parte desses quatro dias com os dois. Sempre amei crianças e agora que eu estava grávido, eu não parava de imaginar como Naomi ou Beomseok seriam. Sério, eu estava muito muito ansioso para ter minha criança nos braços logo.

Recolhemos nossas malas e nos despedimos do pessoal, agradecendo pela forma como eles nos trataram durante esses três dias. Sinceramente, eu não esperava que todas as notícias seriam recebidas tão bem.

O lado bom de ser inseguro e esperar o pior na maioria das vezes é a expectativa negativa que você tem sobre alguma situação, pois, sempre que algo muito bom acontece, ultrapassa o que você esperava e isso sempre trará surpresas muito boas. E assim foi com a família mortal de Jeon Jungkook que, de uma forma ou de outra, agora era a minha família também.

Pegamos um ônibus até o centro de Seoul, onde meu progenitor morava. Eu adorava o centro da nossa cidade, sempre fui muito urbano. No entanto, quando vi que não conseguiria mais evitar minha vida como um semideus, fui obrigado a procurar pelo Gongju Hanok, um acampamento isolado e que excluía qualquer tecnologia que envolvia coisas eletrônicas, ou seja, era um lugar arcaico.

Fui obrigado, da pior maneira possível, a desfazer do meu celular, a criação que eu mais achava útil em toda a história da ciência. Mas foi bom. Foi ótimo, na verdade, pois eu pude prestar atenção na vida, na natureza e nas pessoas ao meu redor. Acho que se cada um de nós tivéssemos um celular ali dentro, a ligação do nosso grupo não seria tão forte como é.

Minha aliança dourada brilhava no meu dedo anelar direito, o dedo de noivado. Meu alfa estava sentado do meu lado no assento do ônibus, olhando maravilhado para a cidade lá fora. Sorri e acariciei com meu polegar sua mão, que estava entrelaçada com a minha. Ele parecia uma criança e imaginei que fazia muito tempo desde que ele não via prédios, pontes, carros e indústrias.

O filho de Eunji fora submetido ao acampamento muito novo, mas em compensação era um grande guerreiro hoje em dia. Eu ficava imaginando se nossa criança também será assim como o pai alfa.

Nos aproximávamos do ponto em que deveríamos descer e então nos levantamos, indo em direção à porta. Eu estava com saudade de meu pai, já fazia muitos meses desde que eu não o via.

O mais novo ao meu lado estava ansioso e inseguro, assim como eu no dia em que fomos para a casa da mãe dele. Eu sorri, tentando passar confiança para ele, porque não havia com o que se preocupar, o homem era um cara incrível também, apesar de um pouco imaturo.

A caminhada até meu antigo prédio foi feita em silêncio. O moreno olhava o bairro ao redor, bestificado com as construções. A diferença entre as regiões em que morávamos antes de Gongju era bastante notória. Na minha rua havia mercados, prédios e era bastante movimentada, enquanto a casa de Hana se encontrava em um bairro mais residencial mesmo, que era muito mais aconchegante do que aqui, mesmo assim eu gostava de todo esse fluxo de pessoas.

Passamos de frente ao colégio onde fiz o meu ensino médio e eu senti saudades dos meus antigos amigos. Somente dos amigos, pois a escola em si nunca me fez falta para mim até agora e já havia se passado 6 anos desde que me formei do colegial.

Chegamos ao prédio onde meu pai morava, que era um residencial antigo e que não havia porteiro para nós recepcionar. Eram seis andares, com dois apartamento em cada um. Não era grande coisa, mas para mim sempre foi muito importante ter aquele lugar.

Digitei o número do apartamento no interfone e esperei até que começasse a chamar. Contudo, chamou até cair. Ele não estava em casa.

- E agora, Tae? - Jungkook perguntou inseguro. - Se ficarmos muito tempo na rua, a probabilidade de um monstro nos notar é grande. Sei que passamos o perfume para anular nosso aroma de semideuses, mas ele não é totalmente eficaz.

- Eu tenho minha chave, Kookie. - respondi, rindo da preocupação dele.

- Oh. - ele respondeu sem graça, me observando procurar a chave dentro da mala.

Quando encontrei, abri a porta de grade do prédio, que rangeu. Seguimos para dentro dele, passando pela minúscula área de recepção, esquecida pelos moradores que ali viviam devido à rotina corrida. O cheiro de mofo e de velhice subiu pelas minhas narinas e eu senti vontade de espirrar. Era incrível como exatamente tudo ali era nostálgico para mim, até mesmo a poeira excessiva.

Fomos até o elevador, que eram daqueles bem antigos mesmo, que tinha que abrir uma porta pesada de ferro para depois ter acesso ao elevador e tudo mais. Apertei o botão para chamá-lo. Meu alfa pareceu maravilhado diante daquela tecnologia e eu não pude evitar rir, talvez fazia muito tempo que ele não via um elevador, ou nunca chegou a ver. Se ele soubesse que aquilo era considerado antiquado para a sociedade atual, cairia para trás.

Paramos no terceiro andar e demos de cara com duas portas. A do meu pai marcava o número 302, então fomos até ela e eu a destranquei. A porta se abriu para uma sala levemente desarrumada e ao seu lado tinha a entrada para a cozinha. O apartamento era razoavelmente grande, principalmente para quem morava sozinho, assim como meu progenitor.

Desde que ele e minha mãe tiveram um caso, ele nunca deixou de ser apaixonado por ela, nunca. Isso era um pouco triste pois era um amor impossível e nada recíproco. Ela era uma deusa casada enquanto ele era um mero mortal.

Contudo, apesar de não conseguir se envolver seriamente com alguém, Kim Kwan vivia intensamente, como se fosse um jovem de 19 anos de idade, e não como um adulto de quase 46. Tenho certeza de que quando fui para Gongju Hanok essa vida desleixada piorou.

Antes ele vivia em festas e toda semana tinha uma mulher diferente com ele. Mesmo assim, ele nunca deixou de trabalhar e de cuidar de mim, mas era notável que ele fazia essas coisas de mulherengo para tentar superar a Nari, mas era difícil.

Olhei em todos os cômodos e não vi sinal nenhum do mais velho, então peguei nossas malas e as levei até o meu quarto, Jungkook me acompanhou. O cômodo era o único lugar do apartamento que estava arrumado, exceto pela cama, que tinha seu lençol desordenado. Acho que meu pai não entrava muito ali.

O quarto era espaçoso, havia minha cama de solteiro; minha mesa de estudos; guarda-roupa bem recheado, mesmo eu tendo levado muita roupa para o acampamento, e tinha minha escrivaninha. Nas paredes, havia pôsteres dos cantores que eu mais gostava. Sempre fui apaixonado por música.

- Taehyung, esse é você? - ouvi o moreno perguntar atrás de mim e me virei em sua direção.

Ele estava de frente para minha escrivaninha, segurando um porta retrato que só pela sua moldura, eu me lembrava bem da foto que havia ali.

- Sim, sou eu. - respondi, me aproximando dele e logo o abraçando por trás, posicionando meu queixo em seu ombro.

- Quantos anos você tinha? - perguntou curioso, se rendendo ao meu abraço.

- 15 anos. - expus. - Essa foto foi tirada no meu primeiro dia de ensino médio. - comentei, olhando para o uniforme azul de meu antigo colégio.

- Você estava tão lindo. - ele disse. - Como você mudou de lá para cá, viu. - o alfa distanciou sua cabeça da minha para conseguir me olhar, ele tinha um sorriso nos lábios. Não pude evitar rir com sua fala. - Posso levá-la conosco? - pediu.

- Claro. - dei a permissão e desvencilhei dele, que foi direto guardar o porta-retrato dentro de sua mala.

Quando ele saiu de perto de mim para fazer isso, pude notar meu aparelho de música no canto da escrivaninha, com o fone pousado ao seu lado. Então eu tive uma ideia.

- Kookie, o que acontece se usarmos tecnologia fora do acampamento? - indaguei curioso, olhando para ele.

- Pode acontecer de um monstro sentir nosso cheiro mais facilmente. - respondeu distraído, ainda mexendo na mala.

- Mas pode ocasionar em nossa expulsão?

- Não necessariamente. - vi ele dar de ombros. - Só é estritamente proibido usar tecnologia dentro de Gongju, fora dele é de sua responsabilidade somente. - explicou e por fim levantou seu olhar para mim. - Por quê?

- Quero te mostrar algo. - sorri satisfeito e fui até minha estante de CDs.

Sem demora, encontrei a caixa que tinha o disco que eu procurava e já fui ligando meu pequeno som e tirando a conexão com o fone, eu queria que ouvíssemos juntos. Coloquei o CD do Bryan Adams e avancei para a quarta faixa presente ali.

O instrumental de Heaven começou a soar e eu dei pulinhos em comemoração. Jungkook havia me falado que nunca escutou a música e eu não via oportunidade mais perfeita do que aquela para ele ouvi-la. O moreno pareceu confuso diante da situação e então eu expliquei, por fim ele compreendeu e riu soprado.

- Vamos dançar. - pedi em um quase sussurro, colocando minhas mãos nos ombros dele.

- Tae, eu não sei como fazer isso. - o mais novo protestou no mesmo tom sutil, rindo.

- Eu também não, mas acho que é só sentir a música. - supus dando de ombros e ele abriu o seu sorriso de coelho que eu tanto amava, suas bochechas enrubesciam gradativamente. Não pude evitar sorrir também.

Ele posicionou suas mãos na minha cintura e eu me permiti encaixar minha cabeça em seu ombro, deixando nossos corpos colados. A canção era calma e harmoniosa, influenciando na atmosfera do quarto. Comecei a cantar baixinho, a tradução ainda fresca em minha mente. Foi difícil não lacrimejar, ainda mais quando estar nos braços do filho de Eunji era, literalmente, estar no paraíso.

Então ficamos assim, vagueando lentamente com passos curtos e sincrônicos de um lado para o outro, em uma dança peculiar e só nossa. Era possível sentir que nossas almas estavam conectadas. A paz que nos circundava era quase palpável e aposto que até o deus Sandara nos invejou naquele momento.

Depois de dançarmos várias músicas, eu enfim pude escutar o barulho da porta da sala ser aberta, provavelmente era o meu progenitor chegando. Desvencilhei rapidamente do garoto, que fez um biquinho do qual falava: "já acabou?", e me dirigi até o aparelho de som, do qual desliguei.

- Pai? - gritei do quarto. Eu precisava avisar de alguma forma que estávamos ali, senão ele assustaria quando nos visse.

- Taehyung!? - ouvi a voz masculina soar surpresa e sorri amplamente ao concluir que era mesmo ele.

Nem pensei duas vezes antes de me apressar para ir em direção ao corredor, contudo, o mais velho chegou primeiro.

Quando ele me viu, me envolveu em seus braços, logo me retirando do chão. Seu rosto estava escondido na curvatura de meu pescoço e ele parecia emocionado. A cena transbordava saudade e meus olhos umedeceram mais uma vez, só que agora por causa do contato que tanto esperei. Por Haneul, até o cheiro dele me fez falta.

- Como meu garotão está? - Kwan perguntou assim que me deixou no chão. Seus olhos brilhavam enquanto ele averiguava meu corpo e o sorriso retangular que herdei dele estava presente em seus lábios. - Como está sendo no acampamento? Já fez alguns amigos? Tenho certeza de que sim. - ele saiu falando em disparada e percebi que nem havia notado a presença de Jungkook ali no quarto.

- Pai, eu-.

- Como é o ensino lá dentro? - me interrompeu, muito curioso. - Está podendo cantar? Papai sabe o quanto você gosta de cantar, meu filho, então espero que nesse aspecto esteja tudo bem. - continuou.

- Sim, eu-.

- Seus amigos daqui sentem muito sua falta. Eu prometi para mim mesmo que quando te visse de novo eu não ia contar sobre isto, mas desde que você foi embora esse prédio pareceu mais melancólico e velho do que já é. Sério mesmo, meu filho. - confidenciou, abrindo bem os olhos e eu até abri a boca para tentar responder, mas fui impedido novamente. - Papai sempre vem para o seu quarto dormir aqui quando a saudade de você bate.

Dessa vez ele entrou no cômodo e olhou para a cama, para onde o filho das matas estava sentado, observando com um riso contido o meu reencontro com seu sogro.

- Oh! - o mais velho pronunciou. - O que temos aqui? - ele perguntou surpreso, revezando seu olhar entre mim e o meu alfa.

- Pai, esse é o-.

- Taehyung, e essa marca em seu pescoço!? - seus olhos estavam fincados na minha pele, onde a marca se encontrava.

Ele parecia muito surpreso, com suas sobrancelhas arqueadas. Respirei fundo, sentindo minha paciência vacilar diante de tantas interrupções.

- Pai. - chamei por ele e, antes que ele abrisse a boca para me interromper mais uma vez, fui mais rápido. - Se acalma. Eu sei que o senhor está com saudade, eu também estou. Tenho muitas coisas para te contar mas vamos por partes, está bem? - usei o tom de voz mais calmo que eu havia, procurando amenizar a euforia do homem. - Bem, esse aqui é o Jeon Jungkook, dono dessa marca, meu noivo. - apontei para o moreno, que dessa vez se levantou.

- É um prazer te conhecer, Sr. Kim. - ele se curvou respeitosamente ante meu progenitor, que agora estava petrificado. Pela primeira vez desde que nos encontramos, ele ficou sem palavras.

- S-seu noivo? - seus olhos estavam bastante abertos e ele ignorou o cumprimento dirigido a sua pessoa.

- E pai da minha criança. - aproveitei a oportunidade para completar o pacote de notícias.

Nesse momento o mais velho vacilou no equilíbrio e teve que se apoiar em mim para não cair. Meu alfa foi rápido e apanhou minha cadeira de estudo e colocou ele sentado ali. Kim Kwan parecia ter dificuldade para respirar, seu peito subia e descia desgovernado e eu pedi para que o mais novo fosse correndo na cozinha apanhar água.

Meu coração acelerou com aquela situação e pensei que o homem sentado na minha frente fosse entrar em colapso. Acho que ele não estava preparado para tantas informações, afinal, seu filho foi para um acampamento de semideuses e voltou de lá marcado, noivo e grávido. Realmente, acho que ninguém estaria preparado para isso.

Peguei umas folhas de papéis em cima de minha escrivaninha e comecei a abanar ele, que ainda buscava regular sua respiração descompassada. O filho de Eunji chegou com o copo d'água e ofereceu para meu pai, que aceitou e bebeu tudo de uma só vez.

Agora ele já parecia mais calmo e menos tenso. O suor gelado ainda descia pelas suas têmporas, mas seu corpo estava tranquilo.

- Me desculpem. - ele pediu, envergonhado. - É só que foi muita coisa de uma vez só. - admitiu cansado. - Você sabe, meu filho, papai ainda te vê como um garotinho. - dessa vez ele me olhou, seus olhos transmitiam um sentimento de culpa.

- Eu sei, pai, mas seu "garotinho" já tem 23 anos. - falei, acariciando o cabelo castanho claro dele.

- E eu tenho 46 e já vou ser vovô. - ele falou aéreo, parecendo incrédulo. - Nada mais justo, não é, querido? Eu e sua mãe o tivemos quando eu tinha sua idade. - ele disse e eu assenti. - A criança de vocês vai ser considerada um semideus também? - perguntou repentinamente.

- Não, por mais que Jungkook pareça com um deus, ele não é, então nosso bebê não será um semideus. - brinquei.

- Ah. - o homem pronunciou, soltando uma risada. - Então meu neto ou minha neta vai poder ficar muitos dias comigo sem que monstros apareçam? - indagou animado.

- Digamos que sim. - falei, rindo de sua pergunta.

- Ufa, finalmente alguém normal nessa família. - Kwan disse aliviado e eu e meu alfa rimos. - Bom, seja bem-vindo, Jungkook. - ele se virou para o moreno. - Ainda precisamos conversar muito, garoto. Tenho que avaliar se está apto para ter a mão de meu filhote. - disse da maneira mais paterna possível e o meu noivo somente abriu seu sorriso, assentindo.

Eu e o semideus nos sentamos na minha cama, ficando de frente para o meu pai e fomos respondendo as inúmeras perguntas que ele tinha. Explicamos nossa história e como tudo aconteceu, até chegar na atualidade.

Apesar do surto inicial, dessa vez com tudo explicado, ele pareceu compreender melhor o curto prazo dos acontecimentos e entendeu que não era algo manipulado por nós, mas sim pelo destino. Kwan pareceu se entender com o mais novo ao meu lado e isso me deu uma certa segurança, pois eu queria que os dois se dessem bem.

Ficamos daquela forma durante muito tempo, até minha barriga reclamar por comida, então fomos para a cozinha. O homem fez questão de preparar um lanche para nós e, mesmo eu sabendo que ele nunca foi muito bom em cozinhar, seus ovos mexidos com torrada estavam deliciosos.

 No final estávamos todos rindo de histórias passadas, parecendo uma família, mesmo que ainda estivéssemos incompleta. Eu, no primeiro dia em que entrei em Gongju Hanok, nunca teria imaginado uma cena como essa.


Notas Finais


Taekook é tudo para mim 🥺 amo demais
O que acharam dos pais mortais deles? São uma peça, não é mesmo? Kkkkkkkkk
Eles vão aparecer mais na segunda temporada de opostos :)

Oficialmente agora estão expostos todos os personagens da fanfic. Como dito no grupo de opostos, vou fazer um capítulo especial sobre os personagens e quero saber se vocês querem alguém além dos principais! Vou atender pedidos hihihi

Lembrem-se, fiquem em casa e lavem as mãos. Com a isolação social vamos conseguir 💜

Faltam 3 capítulos para o final da fic 🥺

Link do grupo da fanfic: ~>https://chat.whatsapp.com/Hs486EDwP1oLNEU9yo4sKD


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