História Opostos Iguais - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman
Tags Levi, Mikasa, Rivamika, Romance, Shingeki No Kyojin
Visualizações 72
Palavras 935
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Segundo capítulo, já vou postar. Espero que gostem! Obrigado aos que comentaram isso me incentivou muito.

Capítulo 2 - Dor


Fanfic / Fanfiction Opostos Iguais - Capítulo 2 - Dor

[Levi]

Meu corpo doía, mal conseguia comer. Era difícil até mesmo de respirar! Teria que aguentar isso por mais uma semana, Erwin não me deixaria sair de lá antes disso, bem como Mikasa.

Mal olhávamos um para o outro, e não por desfeita minha, mas sim pela implicância que ela nutria por mim. Não compreendia o que se passava em sua mente, era impossível de decifrar, porém seu olhar de preocupação e tristeza deixavam claro o que se passava. O amor não correspondido que sentia por Eren lhe causava aquela feição triste, por alguns segundos me senti triste por ela.

                                      ***

Quanto mais pensava mais difícil era para mim lembrar dos acontecimentos que se sucederam naquela semana. Tudo estava tão confuso e não poder ao menos me levantar daquela maldita cama o que me deixava ainda mais irritado. Foi então que Mikasa encarou - me e disse para darmos uma volta em torno da cidade, relutante aceitei, ficar ali por mais um segundo me mataria.

Saímos do quarto e com a ajuda de uma pequena bengala de madeira pude caminhar, Mikasa atenciosamente me ajudou a levantar, algo não estava certo.

Andamos por mais de uma hora sem falar qualquer palavra, nem ao menos esboçar uma simples reação. A situação em que nos encontrávamos era um tanto constrangedora, por isso comecei:

- Não se preocupe, seu amigo sabe se cuidar sozinho. Além do mais, ele precisa aprender a viver sem ter você o protegendo o tempo todo. - após dizer esta última frase me arrependi quase que imediatamente, mesmo assim aquilo não deixava de ser uma verdade.

- Eu sei - Mikasa respondeu - você está certo. - A preocupação em seus olhos era evidente, lembro - me de apenas em algumas raras situações preocupar - me dessa forma com alguém. 

Com a intenção de animala, levei - a até uma pequena barraca de doces e a fiz escolher um que a agradasse. Normalmente não agia assim, mas desde que acordei, sinto que devo algo a ela, como se Mikasa tivesse feito algo por mim naquelas 12 horas que ficamos desaparecidos após o incidente. Não me lembrava se quer de um mero detalhe.

Aos poucos, a Mikasa de uma hora atrás ia desaparecendo, dando lugar a uma nova pessoa, mais alegre e contagiante. Não sei o que houve, mas espero que nada mude, detesto admitir mas..... ela me agradava mais assim.

Não entendi a sua súbita mudança, há pouco tempo demonstrava o desgosto que sentia por mim, mas agora havia mudado completamente.

Conversamos até que não aguentasse mais ficar em pé, precisei sentar a beira de uma fonte que estava perto do centro da cidade. Mikasa sentou - se perto de mim. Tanto eu como ela estávamos exaustos, não apenas fisicamente, mas mentalmente. Éramos os únicos da guarda sentinela remanescentes na cidade, não podíamos contar com mais ninguém a não ser um ao outro. Detesto isso. Mal a conheço, mas é a única que pode me entender no momento, não sabíamos quando os outros voltariam e nem se conseguiriam sobreviver. Por decisão unânime, voltaram ao local do ataque e recolheram os restos mortais que sobraram, aposto que mais mortos voltariam.

                                    ***

Observava crianças que brincavam na rua pela janela que estava perto de mim. Senti uma pontada de inveja vinda de meu peito, gostaria de voltar aos anos que titãs não significavam muita coisa para mim.

Mikasa fazia o mesmo, observava as pessoas correndo entusiasmadas para o evento que aconteceria mais tarde, música, comidas e dança eram as principais atividades daquela singela comemoração que agradecia por mais um ano afastado dos titãs. É claro que comemoravam, em Sina ataques eram quase impossíveis e poucos casos de titãs por aqui haviam sido relatados.

Estava cansado e prestes a dormir quando sinto uma mão em meu ombro direito. Viro parte de meu corpo e não me surpreendo ao ver que Mikasa é quem chamava minha atenção.

- Você não se sente preso estando aqui e sendo vigiado por todos? - disse sentada em sua cama.

- Sim. 

- E não gostaria de sair?

- Mesmo que quisesse não poderia. Mal consigo ficar em pé. Além do mais, acho difícil fugirmos daqui. - o prédio possuía vários andares nos impossibilitando de qualquer tentativa de fuga.

Sabia o que estava acontecendo. Ela queria ir para o festival que acabava de começar. 

-Já sei o que quer e minha resposta é não. Sei o que está fazendo, não ache que me deve algo por te ajudar aquele dia, apenas me deixe em paz.

Virei pronto para dormir. Acompanhando o som do relógio ao lado da porta noto que 5 segundos se passaram.

Vamos. - Não sei porque disse isso. Apenas não consegui negar seu pedido. Ela não precisava usar palavras para que eu soubesse o que queria.

Com um pouco de força levantei, já estava melhor mas ainda precisava da bengala para andar. Abrimos a porta e com cuidado andamos pelos escuros corredores. Não vi uma alma viva sequer. Este lugar me causava arrepios, de alguma forma saímos de lá sem dificuldade "algo não está certo" pensei comigo mesmo.


Mikasa era uma mulher de poucas palavras. A única coisa que disse foi um "obrigada" tímido, sabia que ela viria sozinha de qualquer jeito, me chamou apenas para retribuir algum favor que não faço ideia do qual seja.

Tanto ela como eu vestiamos um fino roupão o que pareceu não incomodar os demais. Sem dinheiro, dolorido e usando roupas de banho a acompanhei que olhava encantada para cada detalhe. Nesse momento entendi o porque de sua vontade de vir para cá.

Por um milésimo de segundo não me arrependi de ter aceito o convite, e percebi o quanto o brilho de seus olhos me encantavam.






Notas Finais


Capítulo um pouquinho mais comprido, espero que tenham gostado! Opinem se quiserem :))


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