História Opposite - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Sehun, Tao
Tags Dança, Dancer!kai, Dancer!sehun, Kaisoo, Kyungsoo, Nerd!kyungsoo, Oh Sehun, Romance, Sehun, Sekai, Sekaisoo, Sesoo
Visualizações 556
Palavras 1.514
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Esporte, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AAAAAAAA FINALMENTE EU POSTEI
Essa é a minha primeira longfic, eu espero que vocês gostem e deem muito amor pra ela, por que é como se fosse uma filha minha
vejo vocês nas notas finais

Capítulo 1 - O pior dia da vida de Kyungsoo


Fanfic / Fanfiction Opposite - Capítulo 1 - O pior dia da vida de Kyungsoo

    Era a primeira vez no ano que eu me atrasei pra aula, e também a primeira vez na minha vida que eu tinha me atrasado. Eu sinceramente não sei o que aconteceu, pode ter sido o combo "Meu celular não despertou Eu fiquei acordado até ás 5 horas da manhã fazendo trabalho de biologia e assistindo anime, qual tem um enredo incrível e uma animação tão perfeita que eu não consegui parar de assistir até chegar no ultimo episódio", mas eu gosto de acreditar que a culpa foi minha, porque de fato, foi.

   O pior de tudo era que por eu estar atrasado, eu tinha perdido meu ônibus. Claro que outro iria passar daqui uns minutos, mas eu não tenho tempo pra esperar um ônibus que eu nem se vai passar, então eu tinha que ou me espremer no metrô, ou ir correndo. E eu optei por ir a pé. A ideia de várias pessoas juntas num lugar muito pequeno me fazem ter calafrios nada agradáveis.

  Então eu caminhei, da minha casinha comprada pelos meus pais até a escola, que não era nada perto. Em certa parte do caminho eu realmente achei que iria chegar à tempo do segundo período de biologia, até me permiti relaxar o corpo e diminuir a velocidade, achando que tudo estava bem... Então, eu cai. Encima de uma pessoa.

 Pode parecer idiota, mas eu vou explicar porque, e como, eu tropecei num cara.

  O colégio que eu frequento dês do primeiro ano do ensino médio, mesmo ficando em uma parte ‘nobre’ da cidade, fica perto de um lugar mal falado. Mais especificamente, um beco.

  Bem na entrada estreita desse lugar tem uma placa, com a ilustração do que parece algum tipo de planta que eu, sinceramente não conheço. Não dá pra ver nada pela entrada, é um lugar meio escuro, mas dá pra se ouvir gritos, barulhos estranhos e música alta.

   Dizem que nesse lugar se reunem jovens delinquentes, valentões, usuários de narcóticos e todo tipo de pessoa que não fazia parte da minha realidade. Eu não gosto de julgar coisas que eu não conheço, mas só de ouvir comentários sobre esse lugar eu já fico com medo. Um dos principais motivos de eu optar por pegar o ônibus é evitar esse lugar assustador.

   Quando eu passei por ali, um garoto foi jogado pra fora, ele estava rindo, então não me parecia uma coisa muito agressiva, parecia que ele estava entre amigos ou algo assim. Na mesma hora que eu passei, ele foi jogado pra fora e me atingiu, o que me fez cair no chão.

   - Merda! - Falo colocando a mão no meu tornozelo, onde eu sentia uma dor gritante. Abro os olhos, vendo tudo estranhamente embaçado. Merda, de novo. - M-minhas lentes...

    Sinto uma força - muito superior a minha própria - me levantando de forma gentil.

   - Cara, você tá bem? - O sujeito em que eu tropecei me falou, com uma voz bem desleixada, usando linguagem informal*. Tive vontade de gritar com o mesmo, mas ele não era culpado daquilo, então me segurei e fui o mais educado possível.

   - Não foi nada... Eu só perdi minhas lentes, provavelmente eu já pisei nelas então não serve procurar... - Falei num tom meio tristonho, o que foi percebido pelo borrão moreno na minha frente.

    - Você está indo pro colégio aqui, certo? Eu estudo lá também, eu te levo. - Pelo tom da voz, o menino na minha frente estava sorrindo, o que me fez esboçar um pequeno sorriso também. - Vamos, eu tropecei em você, deixa eu fazer algo legal.

    - Obrigado, isso é bem legal da sua parte, eu acho. Tem um par de óculos reserva no meu armário, então você vai ter que me levar até lá também. Aliás, me chamo Kyung Soo. - Estendo a mão para ele, ouvindo a risada do desconhecido. - O que foi? Eu tô estendendo a mão pro lugar errado?

   - É, eu tô um pouquinho mais pra esquerda. - Sinto minha mão sendo apertada e sacudida levemente. - Prazer em te conhecer, pode me chamar de Kai.

   E foi assim que eu fui levado por Kai até o colégio.

   No caminho conversamos sobre poucas coisas, já que não temos nada em comum. A voz dele era um pouco familiar, o que tira todas minhas dúvidas de que ele talvez possa ser um velho estuprador me levando para outro beco. Kai, vulgo Kim Jong In, era um aspirante a dançarino que odiava matemática -  e praticamente todas as outras matérias - tinha dreads falsos* e gostava de estampa havaiana, qual eu, particularmente, achava horrível.

  Chegamos no colégio, que estava estranhamente silencioso. O digo as coordenadas do meu armário e a senha, me sentindo meio nervoso por falar uma coisa tão pessoal pra um completo estranho. Rio quando sinto ele posicionando os óculos em meu rosto de forma meio atrapalhada, quase batendo em meu olho. Pisco algumas vezes, olhando para o chão, tentando deixar minha visão o melhor que eu posso.

   - Consegue ver alguma coisa? - Sigo a voz do menino que tinha me acompanhado todo trajeto, olhando para os pés dele, passando pelas pernas, o tronco, até o rosto dele.

   Arregalo os olhos o máximo que posso, abrindo meus lábios em surpresa. Kai, era ninguém mais, ninguém menos, que o pior aluno da sala, se não, do colégio inteiro. Agora eu sei por que a voz dele me parecia tão familiar...

 - O que foi? Eu sou tão feio assim? – Disse o menino, qual eu sabia quem era agora. Olho o rosto dele com atenção, me sentindo inquieto. Agora que eu podia ver que Kai era um ser humano - e não um borrão marrom simpático -, todo meu medo de falar com estranhos voltou e me atingiu forte como um soco. Talvez na minha cabeça, o Kai que eu tinha conversado até agora era só um borrão marrom amigável, uma voz nova e convidativa, não um ser humano. Eu sei, bem infantil e bobo, não é? Mas pra mim, é totalmente válido.

Tomo uma coragem que eu não sabia que tinha, apenas para olhar o indivíduo a minha frente, que estava parado e quase estático, como um poste. Apesar de eu achar dreads feios e com uma aparência suja, os do Jong me pareciam recém feitos e bem cuidados, coisa que eu só tinha visto uma vez em um dos nossos intercambistas. Aquele tipo de cabelo e a pele tom chocolate deixavam Kai com uma aparência exótica e estrangeira, americanizada. Falando da pele dele, era uns dois tons a mais que a minha, um bronzeado uniforme e saudável, muito diferente do que nos falam de pessoas com pele escura.

O moreno não parecia um camponês, mas sim, um modelo da Vogue Korea.

Descendo um pouco meu olhar encontro o dele, me encarando como se tentasse decifrar o que passava na minha cabeça. A verdade é que os olhos de Kai me hipnotizaram de forma que eu só desviei o olhar depois de segundos significativos, apenas para guiar meu olhar para a boca bonita e cheia.

Depois de longos momentos sinto o dobro de nervosismo que sentia anteriormente, me odiando por ter achado um dos meninos mais baderneiros do colégio uma das pessoas mais bonitas que eu tive o prazer de encarar.

Meu cérebro se dividiu em dois extremos, um lado me dizendo para me aproximar dele e tentar desvendar uma das figuras mais icônicas do colégio, e o outro, em contrapartida, me dizendo para falar algo rapidamente e me afastar, certificando-me que seria a primeira, única, e ultima vez que eu falaria com ele.

Abro meus lábios para falar algo, quase me estapeando por estar imitando a caricatura de nerd indefeso que você vê em fanfics mal feitas de K-Pop, mas sendo interrompido pelo barulho ensurdecedor do alarme, indicando o término do primeiro período. Eu não estava tão atrasado quanto eu pesava afinal.

- Muito obrigado, Jongin-ssi*. – Disse fazendo uma reverência, pegando meu caderno de biologia e o estojo.

O garoto apenas riu baixo, como se quisesse segurar a risada, mas simplesmente não conseguisse, olhando pra baixo e umedecendo os lábios.

- Tudo bem, Kyung-ssi. – O jeito que ele usou o pronome de tratamento me parecia um deboche, eu queria falar algo a respeito porem só corri até a sala de aula, sentindo meu tornozelo doer, esperando que a professora de Biologia estivesse presente para eu entrega-la aquele maldito trabalho que me custou uma noite mal dormida e uma manhã traumatizante.

Quando chego ao local, só vejo a professora de artes, tomando um chá (que eu não duvido que seja de cogumelo) escorada na mesa.

Faço uma reverencia meio atrapalhada pela falta de folego e pergunto sobre nossa professora japonesa de biologia e sociologia.

- Kyunggie querido... – a voz doce da jovem ecoou na sala vazia, com um tom de riso bobo. – A senhora Nanase não veio...

O desespero em mim cresceu como uma bola de chiclete, prestes a estourar, me deixando totalmente incrédulo.

Esse é, definitivamente um dos piores dias da minha vida. 


Notas Finais


1*= Na Coréia tem classes hierárquicas, e um jeito especifico de como você deve falar com as pessoas de cada classe. No caso da cena, Kai falou com Kyungsoo em um tipo de linguagem informal, cujo qual você falaria com seus amigos próximos, mesmo eles sendo praticamente desconhecidos.
2*= Dreads falsos são feitos de lã, ficam bem realistas e não estragam o seu cabelo.
3*= Ssi, ou sshi, é um sufixo de tratamento muito usado na Coréia pra se referir à alguém sem faltar com respeito.






é isso amores
se alguem quiser comentar alguma dica, ou até me xingar eu to aceitando viu?
beijo na bunda


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...