História Opposite - Capítulo 3


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Categorias Amor Doce
Tags Amor Doce, Castiel
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Palavras 2.510
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - 2 - O meu jogo.


   A primeira coisa que eu fiz ao abrir os olhos naquela manhã, foi soltar um grunhido indignado. Eu apenas tinha a esperança de que aquilo tudo fosse só um pesadelo, mas, ao abrir os olhos e dar de cara com aquele teto tem lâmpada, minhas esperanças morreram. 

   Levantei preguiçosamente, indo até a porta que devia ser o meu banheiro. Eu ainda não tinha ''explorado'' o ''meu'' quarto, então, quando vi aqueles azulejos velhos, e aquela banheira pequena, eu sinceramente senti a mais pura vontade de bater minha cabeça no vaso. Mas desisti dessa ideia ao pensar no quão patética seriam as manchetes sobre a minha morte. Assim, respirando fundo e idealizando o banheiro perfeito - O meu, em Miami. - Eu finalmente entrei na droga da banheira e liguei a torneira. Rapidamente lembrei-me de Mei tentando fugir do banho, pois eu arqueei as costas e apertei a beirada da banheira exatamente como a minha gata. A grande diferença é que eu não colocaria ela para tomar banho com uma água gelada. Jamais! Era sempre uma água morna, da qual eu sentia saudades agora. 

   Aquela era a água mais gelada que eu já tinha sentido na vida, eu falo sério! Eu poderia morrer congelada a qualquer momento. Eu podia até mesmo ver alguns cubos de gelo na água, ora, acredite em mim! Não é drama, é realidade. Por esse motivo, não consegui demorar em meu banho, como eu gostaria de te demorado. Eu logo sai molhando tudo. Tinha esquecido de pegar a minha toalha na minha mala. Se bem que não estava mais na mala, e sim no pequeno armário. 

   Abraçando o meu corpo, tremendo e me sentindo congelar pouco a pouco, fui até o armário e o abri. Era impressionante como tudo coube. Era como se ele fosse explodir a qualquer momento, bom, essa era a sensação que eu tinha. A toalha estava visível, então não tardei em pega-la e me enrolar nela, correndo para a cama e me enfiando por entre a cocha/edredom cinza. 

   E assim era que começava o meu primeiro dia no inferno. Posso ver que comecei bem! - Bem ferrada... - Eu só queria minha casa de novo! É pedir de mais? Bom, sim, era. Era um grande sacrifício para o meu pai. Suspirei irritada com aquele pensamento, e senti a minha barriga roncar. Pensando bem, a minha última refeição foi no avião. Com isso, eu decidi levantar e vestir algo, para que pudesse ir até o prédio/mansão principal e comer algo. 

   Como eu já disse: Não consigo apenas chegar na frente do armário e escolher a primeira roupa que vier na frente; amarrar meu cabelo em um coque frouxo e sair com cara de defunto. Então, isso resultou na roupa mais quentinha que eu tinha: Uma calça preta, rasgada nas coxas; Uma regata vermelha; Uma jaqueta preta, de couro; e, por fim: Botas pretas com algumas correntes prateadas. E para a minha cara pálida: Blush, delineador de gatinho e brilho labial. O cabelo ficou no famoso ''coque frouxo'' mas o meu não foi por ''acidente''. Eu ralei par deixa-lo bonitinho. 

   Depois de ter terminado de me arrumar, eu destranquei a porta, voltando a tranca-la quando sai e coloquei a chave no bolso da jaqueta. Alguns alunos já uniformizados conversavam pelos corredores, me olhando como se nunca tivessem visto uma roupa de bom gosto, ou com cores que não fossem: Cinza e branco. Ignorei aqueles olhares e me dirigi para a saída do ''dormitório'', por assim dizer. 

   Como o esperado, estava fazendo ainda mais frio do lado de fora - Isso é obvio -. Por sorte eu estava com a jaqueta, ela era grande - Eu sempre comprava casacos, jaquetas e moletons em um tamanho maior que o meu. - quente e confortável. Perfeita. Simplesmente perfeita. Mas todas essas qualidades não me impediram de abraçar-me, tremendo de frio. 

   - Bom dia, minha querida! - Revirei os olhos ao ouvir a voz do ser irritante e apressei o passo, mas não demorou para que eu sentisse meus ombros sendo envolvidos por seu braço musculoso. O seu perfume forte chegava a ser enjoativo, e, de certa forma, irritava-me. - Afinal, o que não me irritava nele? - 

   - Já disse: Eu não sou sua querida. Vá embora. - Pedi/Mandei, me livrando de seus braços. - Com grande pesar, admito. Ele estava quente, e eu estava morrendo de frio. -

   - Irritada logo cedo? Você é engraçada, querida. Então, qual é mesmo o seu nome? - Ele perguntou, caminhando ao meu lado enquanto eu bufava de forma raivosa com aquilo. Mas ele não parecia ligar. Era como se dissesse, silenciosamente: ''Se você está disposta a ser uma idiota frescurenta, acredite, eu consigo ser pior.'' 

   - Angelique, Angelique Bouchard. - Respondi, seguindo por um longo suspiro, dando-me por vencida. - Você é insistente, não? 

   - Sou Castiel Collins. - Ele responde, lançando-me um sorriso coberto por malícia. Revirei os olhos com aquilo. - Angelique Bouchard é um nome lindo.  

   - É claro que é... Tal como a portadora. - Com tom convencido, apressei os passos e adentrei no prédio/mansão principal. Parecia ainda mais movimentado e barulhento que ontem. Era irritante! Olhei discretamente para o lado, imaginando que Castiel Collins ainda estaria ali; Não estava. Isso me deu certo alívio, então, segui meu caminho pelos corredores até o refeitório.  

   - Angel... Agelique! Aí está você, imaginei que tivesse se perdido.  - Revirei os olhos ao ouvir a voz doce e enjoada, e, logo em seguida ver a figura de Melody. Ela estava com mais duas garotas, uma ruiva e uma oriental. A garota de cabelos alaranjados usava uma trança de lado, e tinha olhos de um verde chamativo, que mais me pareciam lentes. Já a garota oriental, ela tinha cabelos negros e longos, com uma franja perfeitamente alinhada, e tinha cara de poucos amigos. Ela parecia não se importar com quem eu era, ao contrário da ruiva, que olhava atentamente a medida que eu ia me aproximando do grupo. - Iris, Li! Está é Angelique. - Ela disse, puxando o meu braço quando cheguei até sua frente... Como se fossemos amigas de longa data!

   - Meu nome é Iris, é um prazer tê-lá conosco. Espero que esteja achando o lugar agradável. - A garota de olhos exageradamente verdes se pronunciou, sorrindo gentilmente. 

   - Por Deus, Melody, solte a garota! Você mal a conhece. -  Essa devia ser Li. Ela me olhou de cima a baixo, por fim, soltou um sorrisinho fechado e desviou o olhar. Ela parecia ser a mais... próxima de ter algo em comum comigo. Melody, com um bico indignado, decidiu soltar meu braço.  

   - Sou Angelique Bouchard. - Comecei a andar e, curiosamente fui seguida pelas três. Queria virar e perguntar: ''Algum problema?'' Mas, quando os meus olhos se cruzaram com os daquele maravilhoso pudim de chocolate, eu pouco me importava com quem estava me seguindo. Eu queria aquele pudim.

   Em poucos segundos, eu estava na mesa vaga no fim do refeitório, com um pudim de aparencia ótima na minha frente. Em algum momento, as três esquisitas saíram, e isso me deixou realmente aliviada. Quando estava pronta para colocar a primeira colher na boca, aquele loiro apareceu, puxando a cadeira e se sentando sem sequer pedir permissão.

   - Parece estar gostando do pudim. - Ele comentou, sorrindo e me olhando. Ele colocou um pacote, uma caixa de papelão em cima da mesa, da qual eu repousei o meu olhar.

   - Ainda não tive a chance de experimentar, me atrapalham. - Bufei, alternando o meu olhar, da caixa para o loiro, e do loiro para a caixa. Ele riu, sarcástico, apesar de ter parecido um pouco ofendido.

   - Bom, se é assim, eu vou indo. - Ele levantou, dando o seu primeiro passo. Quando ele fez isso, agarrei seu pulso e o puxei, fazendo-o me olhar. De jeito nenhum ele iria novamente embora sem me falar o nome. - Algum problema?

   - Sim, você não me disse o seu nome. - Mais um de seus sorrisos sarcásticos. Droga, eles eram lindos. - E acho injusto que saiba o meu, mas eu não saiba o seu.

   - É Nathaniel. - Afrouxei o aperto - que não poderia ser considerado bem um aperto, visto que ele era maior e aparentemente mais forte que eu - em seu pulso.

   - Sem um sobrenome?

   Ele não disse mais nada, apenas me lançou um sorriso fechado, tirando minha mão de seu pulso e caminhando até uma mesa que estava no centro do local. Ele sentou do lado de uma loira, que só agora tinha percebido estar acompanhada de Li - a asiática - e de mais duas garotas: Uma albina de longos cabelos, e uma morena com um rabo de cavalo.
   De todos naquela mesa, a loira com certeza se destacava. Ela tinha cabelos loiros ondulados, e, apesar do uniforme horrível, ela era muito bonita.

   - A albina é Rosalya... a loira e a morena são Ambre e Charlotte. - Tomei um certo susto ao ouvir a voz do Castiel ali do meu lado. - Será possível que eu não vou conseguir comer?!- Olhei-o com uma careta, que se intensificou ao perceber que ele tinha roubado o meu suco de caixinha. - Se quer saber, ninguém daquele grupo presta... Mas o pior com certeza é o Nathaniel.

   - Nathaniel parece ser legal. Pelo menos, mais que você. - Ele mordeu o lábio, jogando a caixinha de suco vazia em minha bandeija.

   - O Nathaniel é uma cobra disfarçada. - Ignorei a presença dele ali e finalmente abocanhei a minha colher cheia de pudim.

   Os meus olhos brilharam com aquela sensação maravilhosa. Até agora, aquilo era a única coisa que eu tinha adorado. Era tão... doce. Mas ao mesmo tempo era amargo. Me fazia querer sorrir e chorar ao mesmo tempo. Aquilo era divino.

   - Ei...? - Revirei os olhos ao ter minha paz interrompida por Castiel. Ele passou a mão pela minha cara, e me olhava de forma entediada e um tanto quanto... irritada?

   - O que é que você quer, garoto?

   - Eu não queria estar aqui, acredite, tenho coisas mais importantes para fazer. - Ele cruzou os braços, me encarando com cara de poucos amigos. O olhei, em um pedido silencioso para que continuasse. - O Nathaniel me fez ficar com o serviço dele. - Estalou os dedos e apontou para a caixa pequena de papelão, da qual eu já tinha esquecido que estava ali. - Preciso que me diga se o uniforme serviu bem.

   - Por que eu preciso dizer para alguém se o meu uniforme está bom?

   - A diretora gosta de se certificar de que as pessoas se sintam confortáveis.

   - Então me mande para casa. - Dei um sussurro quase inaudível. Não era para Castiel, era um sussurro para mim mesma. Era um grito silencioso. Um apelo incessante. - Eu vou temrinar de comer e nós vamos para o meu quarto. - Não sei se Castiel ouviu, pois, se ouviu: Fingiu-se de surdo.
                                
   Terminando o pudim, sai de garganta seca do refeitório, já que o falso ruivo tinha tomado todo o meu suco de caixinha. Eu não acredito que eu teria de ficar para lá e para cá. Isso era horrível.

   Alguns minutos depois, chegamos no prédio/mansão secundária, e subimos as escadas, indo em direção ao meu quarto. Ele não se surpreendeu ao entrar lá, então, como eu antes imaginava: Os quartos realmente devem ser todos iguais.

   - Não toque em nada. Eu já volto.

   Digo indo até o banheiro com a caixa em mãos. Tranco a porta e paro na frente do espelho velho. Coloco a caixade papelão no chão e começo a me despir, o que me deixa meio irritada, afinal: Eu tinha a pouco colocado está maldita roupa.
   Pego o uniforme dentro da caixa e suspiro. Parecia ainda mais horrível nas minhas mãos. Visto primeiro a minha blusa branca de mangas, e depois, a minha saia. O blazer e, por último os sapatos pretos com um pequeno salto - que não podia ser considerado salto -, então, me olho no espelho e quase caio para trás.

   Céus, eu estava horrível! Completamente horrível. Essa roupa era ridícula.

   Mordo o lábio e tiro o blazer, suspirando e o jogando em cima da pia. Subo a saia, a deixando pelo menos na metade das coxas e desensacando a blusa branca. Me olhei para o espelho mais uma vez e vi que tinha melhorado bastante.

   - Castiel? - Me encosto na porta, chamando por seu nome e sou atendida por um "hm?" - Em uma das gavetas do criado mudo tem uma bolsinha rosa pastel, com uns desenhos de bolinhos. Pode me dar? - Passados alguns segundos, ele pergunta:

   - Qual a palavrinha mágica? - Isso me faz bufar e revirar os olhos.

   - Me dê logo! - Ele bate na porta e eu abro uma brecha, apenas para pegar a bolsinha e a trancar novamente.

   - Mal-educada!

   Ignoro Castiel e coloco a bolsinha em cima da pia, a abrindo. Lá tinha meu kit de primeiros socorros: Absorventes, batom, rímel, uma meia calça e uma tesoura. Sorri com isso e agradeci aos céus por ter tido a brilhante idéia de fazer um kit.
   Primeiro eu vesti as meias pretas. Elas ficaram um pouco acima do joelho, de um jeito que eu adorava. Meu segundo passo foi pegar o maldito blazer e cortar suas mangas, transformando-o em um colete.

   Vesti-o, sem fechar os botões e soltei os meus cabelos, sorrindo com o resultado na frente do espelho. É, eu estava linda. Como sempre, eu conseguia fazer mágica.  Peguei um brilho avermelhado no kit de primeiros socorros e o passei, já que o brilho de antes do "café", já tinha saído.

   - Angelique, que sair desse banheiro? Céus, é só vestir a roupa e... - Fiz ele parar de falar assim que abri a porta. Ele estava sentado na minha cama, apoiado nos cotovelos. Ele me olhava de cima a baixo com uma cara de besta, o que me fez rir e me aproximar.

   - E então? - Perguntei ao ver que ele não tirava os olhos de minhas pernas. Alarguei ainda mais o meu sorriso.

   - Me lembra de agradecer ao Nathaniel por ele ser um preguiçoso. - Ele me encarou, mordendo os lábios e abrindo um sorriso safado.

   - E então... eu tenho aula, afinal? - Ele parecia hipnotizado, pois tinha voltado a olhar para as minhas pernas. Resolvi brincar um pouco, isso seria engraçado.

   Me aproximei mais ainda dele, colocando os braços em seus ombros, e uma das pernas do lado direito de seu corpo. Mordi o lábio ao ver que agora ele estava prestando atenção nos meus seios, que não eram muito avantajados, mas não deixavam de ser seios. Ele levantou o rosto para me olhar, já que, por estar sentado e eu em pé, eu ficava maior que ele.

   - Então, vamos para a aula? - Perguntei com um sorriso inocente e sai daquela posição, indo até a porta e o encarando. - Você não vem? 



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