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História Orange Boy - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Você já fez escolhas melhores


Fanfic / Fanfiction Orange Boy - Capítulo 2 - Você já fez escolhas melhores

— A Naeun tá aqui! — Dylan sussurrou para mim, e automaticamente meu corpo tensionou. Eu sabia que para ele aquilo era divertido, mas para mim não.

Duas semanas atrás Lily, a irmã mais nova de Dylan nos contou que ouviu Naeun dizer que adoraria me usar para fazer ciúmes no bosta do ex, que por acaso é o cara que mais me odeia no mundo. Essa era uma informação que apesar de ser engraçada eu apenas ia jogar fora, por dois motivos simples: 1) eu não estava procurando confusão com o Graham, e 2) a ideia é idiota, porém, já fazem alguns dias que a garota tem agido estranho comigo, o que significa que ela realmente está tentando levar essa merda de plano adiante.

No começo Naeun começou sentado perto de mim nas aulas que nós temos juntos, e mesmo que eu não fizesse muita questão de prolongar as conversas que ela iniciava, a garota continuava insistindo.

Ela já chegou a pagar dois chás para mim em dias diferentes no Blue — na época eu não sabia que era ela, a atendente apenas disse que eu era um sortudo e tinha ganhado a bebida — a última vez em que apareci lá com o Dylan ela também estava lá e comprou lanches para nós dois.

Atualmente, ela já não tem sentado perto de mim porque eu tenho chegado atrasado de propósito. Naeun também não tem pagado coisas para mim porque eu tenho evitado ir ao Blue, o que é uma pena porque eu realmente gosto do bubble tea de lá, porém, nessa última semana ela tem aparecido nos treinos do time.

Ela não faz nada, apenas fica lá sentada olhando.

É claro que os caras já perceberam a presença dela, inclusive o treinador Kang, mas ele não estava todo alegrinho como os garotos, na verdade ele estava bem puto com isso e apesar de Oliver Graham jurar que já não estava mais namorando com Naeun — porque algum dedo duro tinha falado sobre o namoro deles —, o treinador não o poupou de um sermão enorme no vestiário na frente de todo mundo antes do treino de hoje.

Isso deixou o moleque puto.

Naquele dia eu realmente torci para que Naeun não aparecesse ali, porém, ela parece ter uma tendência a idiotices e apareceu no meio do treino.

Quando o Graham viu a garota sentada lá na arquibancada ele simplesmente saiu do campo e foi até Naeun, eles começaram a conversar, e apesar de não escutarmos o que era falado, não parecia uma coisa amigável, ele constantemente gesticulava com as mãos, parecia irritado. Oliver chegou a segurar o braço da garota e tentar tirá-la de lá a força, nesse momento é obvio que todo mundo já estava de olho, tanto fora quanto dentro do campo.

Naeun estava com um copo na mão e jogou o líquido em Oliver que revidou empurrando-a, o que a fez cair de bunda no chão. Eu não faço o tipo super herói que vive a vida para salvar o mundo, muito menos a mocinha, mas não eu consegui me conter ao ver isso e no segundo seguinte já estava indo em direção aos dois.

— Você enlouqueceu seu babaca? — dei um empurrão forte no moleque o afastando da garota o suficiente para ficar entre os dois.

Oliver Graham desceu um degrau e eu fiz o mesmo indo em direção a ele o fazendo recuar ainda mais.

— O que você tem a ver com isso Oh? Vai interferir até no jeito com que eu resolvo meus problemas?

— Naeun não tá aqui por sua causa, ela tá aqui porque eu pedi! — menti — você não tem problema nenhum pra resolver aqui, então mete o pé moleque antes que eu te encha de porrada como eu fiz no ano passado!

Oliver no primeiro momento ficou surpreso, não sei se pela mentira ou pela ameaça. O olhar dele vacilou entre meu rosto e meu ombro, provavelmente ele olhou para Naeun que deveria estar assistindo aquela palhaçada logo atrás de mim. Depois que seu olhar voltou para mim, ele sorriu de forma debochada.

— Não vai me dizer que… — ele riu alto de um jeito forçado — vocês dois? Naeun, você já fez escolhas melhores — continuou rindo.

— Espero que você não esteja falando de quando eu escolhi ficar com você — Naeun retrucou e os caras do time fizeram um “woooow” em uníssono e isso o afetou, Graham assumiu uma expressão séria.

Quando Oliver se voltou para mim novamente, eu pude ver a raiva queimando em seus olhos, porém, o barulho estridente do apito do treinador Kang ressoou antes que a situação saísse do controle.

— QUE MERDA TÁ ACONTECENDO AQUI? — ninguém respondeu — PRO CHUVEIRO AGORA! — o treinador Kang ordenou e apitou novamente logo em seguida, até houve uma onda de reclamação vindo dos moleques do time, porém ela foi interrompida por um novo apito, apenas Oliver e eu ficamos no mesmo lugar — a ordem também foi pra vocês — ele disse parando na base da arquibancada.

— Sim treinador — assenti me afastando do Oliver, ele, porém, tomou a frente e fez questão de esbarrar no meu braço e resmungar um “drogado de merda” quando passou por mim.

— Graham! — o treinador falou em um tom repreensivo, ele parou no meio do caminho e se virou sobre os calcanhares — na minha sala agora.

— Sim treinador — Oliver assentiu e tomou o caminho em direção a saída do campo.

Eu pensei que levaria a bronca ali mesmo, mas para a minha sorte Naeun continuava ali e o treinador tinha uma regra: o que acontece entre o time tem que ser resolvido apenas entre o time, então ele apenas mandou que eu fosse pro vestiário e depois a sala dele. Eu assenti e ele foi embora seguindo o mesmo caminho que Oliver.

— Desculpa, eu não queria causar confusão — Naeun começou logo assim que nós ficamos sozinhos — de verdade, eu não sabia que isso iria ac…

— Você se machucou? — perguntei a interrompendo pois notei que ela segurava o pulso.

— O que?!

— Você machucou a mão?

— Ah… isso? Não, foi só… — ela soltou rapidamente o próprio pulso sorrindo sem graça, institivamente segurei a mão dela e mexi com cuidado para verificar se estava tudo bem, Naeun fez uma cara de dor e tentou puxar a mão — um arranhão — ela não tinha nenhum um arranhão, e era óbvio que estava mentindo em relação ao pulso.

— É melhor você ir na enfermaria ver isso — aconselhei soltando a mão dela.

— Eu realmente sinto muito pela confusão, me desculpa.

Isso é o que dá você querer causar ciúmes no babaca do seu ex namorado seguindo a merda do seu plano, pensei.

— Vou pensar se te desculpo depois que levar a bronca do treinador — sorri, tentando amenizar a situação.

— Parece justo.

— É melhor você ir — falei dando um passo para trás, Naeun sorriu amarelo e assentiu, ela pegou a mochila azul piscina que estava jogada em cima de uma poça de algum líquido, provavelmente o mesmo que ela havia jogado do Oliver.

— Era chá, espero que não manche.

Ela fez um biquinho fofo ao levantar a bolsa que pingava o que seria o chá. Sorri enfiando as mãos nos bolsos do meu short, Naeun colocou a mochila nas costas e se virou para mim me pediu desculpas novamente e foi embora de cabeça baixa.

Quando fiquei sozinho, suspirei frustrado. Acho que eu tinha comemorado cedo demais o fato de que as coisas pareciam que iriam dar certo esse ano.

No vestiário era óbvio que todo mundo só falava sobre a merda que tinha acontecido mais cedo. A exceção de mim, Dylan, Zhang Yixing e Oliver, todos os outros caras eram do primeiro ano, ou seja, eles eram novatos e mais novos que a gente, então a qualquer mínima movimentação eles se assanhavam igual a galinhas.

— Então, você e a ex do Graham… — Alex Turner começou com um sorrisinho nos lábios — estão juntos? — ele estava encostado ao lado do meu armário, eu o olhei tão sério que ele se afastou.

— É óbvio que eles estão, ou acha que ele iria fazer aquilo de graça? — Peter Knight afirmou.

— Então você só defenderia uma mulher de agressão se ela fosse algo sua? — Zhang perguntou, ele era o capitão do time e o mais velho entre nós, meio que todo mundo o respeitava por isso.

— Ela não foi agredida, Oliver apenas revidou depois que ela jogou a bebida nele, a culpa foi dela de ter caído — disse Jakob, o garoto sempre andava com o Graham, então não era novidade que ele saísse em defesa do amigo.

— Você namora? — Dylan perguntou entrando na conversa, ele estava sentado no banco que existia entre as duas paredes de armários do vestiário, Jakob o respondeu balançado a cabeça negativamente — e nem vai se continuar pensando esse tipo de merda.

Todos no vestiário começaram a rir e zoar o garoto que ficou acuado, as risadas acabaram quando Oliver deu as caras, ele não parecia nem um pouco feliz. Apesar de sentir o olhar do Graham pesando nas minhas costas, nada mais aconteceu, ele não falou nada e eu fiquei na minha, como tinha que ser.

Depois de devidamente banhado e de roupa trocada, segui para a sala do treinador que ficava ao lado do vestiário. Bati na porta e entrei após ele me dar permissão.

Sentei em uma das cadeiras que ficavam em frente à mesa dele, e fiquei esperando pelo sermão que durou menos do que eu esperava, ele apenas falou sobre como eu e Oliver deveríamos dar exemplo aos mais novos. Repetiu diversas vezes que o time não estava em um bom momento com a saída dos caras que foram para a universidade, que as brigas entre Oliver e eu só pioravam a situação, e que ele não seria mais tolerante como havia sido no ano passado.

Eu apenas concordei, não é como se eu estivesse procurando confusão.

— Eu preciso que você faça novos exames — disse sério — você sabe o que vai acontecer se eles derem positivo, não sabe Sehun? — perguntou receoso, eu apenas assenti.

O treinador Kang não faz muito o tipo do cara que parece ter medo, mas desde a história de drogas que assolou a escola ano passado, tenho a impressão de que apenas ouvir a palavra “droga” ou qualquer outra coisa relacionada a isso lhe causa arrepios. 

— Não tem motivo para eles serem positivos treinador — afirmei.

— Só mais uma coisa, — ele limpou a garganta e cruzou os dedos das duas mãos sobre a mesa de madeira escura — eu imagino que vocês estejam no auge da paixão, mas a sua namorada pode não aparecer mais nos treinos? Isso evitaria possíveis problemas.

— Sim senhor, eu vou pedir que ela não vá mais aos treinos, posso ir? — perguntei insinuando levantar da cadeira, mas ele me impediu quando perguntou:

— Você tem camisinha? — o treinador não parecia nada à vontade com aquilo, assim como eu também não estava em falar sobre a vida sexual inexistente com a minha namorada inexistente — a orientadora meio que pediu pra gente conversar mais com vocês sobre essas coisas.

— Eu compro minhas próprias camisinhas regularmente treinador, não precisa se preocupar com isso — ele suspirou aliviado e sorriu abertamente como se tivesse tirado um peso enorme das costas.

— Que ótimo! Isso me poupa de ter que ir lá na coordenação pegar camisinhas.

— Tá… — sorri, constrangido em imaginar a situação, se o cara chama sexo de essas coisas, como ele iria se sair indo pedir camisinha? — é melhor eu ir — falei pegando minha mochila e levantando dali, o treinador concordou e eu fui embora o mais rápido que pude.

Assim que dobrei o corredor onde o meu armário ficava, senti meu celular vibrar no bolso da calça, peguei o aparelho e era Baekhyun me ligando.

— Morri — falei ao atender a ligação, ele deu uma risada irônica do outro lado da linha.

Onde você tá? — ele parecia um tanto irritado.

— Hum… na escola? O que foi?

Como assim você ainda tá na escola? Esqueceu que a gente tem a merda de um projeto de química pra fazer? — sua voz foi aumentando gradativamente.

— Tinha que ser hoje? — perguntei parando no meio do corredor.

Eu não me lembrava dessa merda.

Eu mandei um e-mail pra todo mundo.

— E-mail? Baekhyun, eu mal atendo ligação.

Tá bom, da próxima vez eu mando uma carta Sehun!

Senti vontade de rir, mas não parecia ser certo. Byun Baekhyun poderia me deserdar da equipe e com certeza eu iria me foder em química se não estivesse na equipe dele, eu não poderia jogar todo o trabalho que eu tive para convencê-lo de me aceitar no lixo desse jeito.

— Me manda a localização de onde vocês estão, não vou demorar a chegar.

O filho da mãe nem me respondeu direito, só desligou na minha cara depois de um “tá”.

Demorei algum tempo até chegar ao lugar indicado na localização enviada por Baekhyun, a casa parecia estar abandonada, a grama estava alta e seca, as folhas das árvores começavam a se acumular no jardim, uma das janelas da frente estava quebrada e foi coberta com dois pedaços de madeira, e uma parte da calha estava caída. Completamente o oposto da casa ao lado.

Chequei meu celular mais uma vez antes de sair do carro, e realmente, aquele era o lugar. Decidi ligar para Baekhyun só para ter total certeza de que eu estava no lugar certo, afinal de contas, a casa dele ficava a duas ruas dali, talvez tivesse me mandando o endereço errado.

O que foi?

— Tem certeza de que me mandou o endereço certo? — encarei a casa que cada vez mais parecia que iria criar vida própria e me engolir como no filme A Casa Monstro.

Tenho. A gente não escutou a campainha.

— E esse lugar tem campainha? — perguntei enquanto passava pelo lugar que teoricamente deveria ter um portão desses pequenos.

Não, não tem — Baekhyun riu — entra pela lateral esquerda, Kyungsoo vai abrir a porta — ele desligou na minha cara de novo, mas bom… parecia que eu estava no lugar certo.

Segui pela lateral esquerda da casa como Baekhyun havia dito, haviam pedaços de madeira, um sofá velho encostado na grade que dividia os terrenos, e uma bicicleta verde encostada na fundação da casa. Kyungsoo já me esperava lá em seu habitual humor desinteressado.

— É por aqui — Do disse.

A porta que Baekhyun havia falado, ficava no final de uma escada que levava ao subsolo. Parecia que eu estava num filme de terror onde qualquer momento um assassino maldito ia surgir e eu ia ser o personagem idiota que morre nas primeiras cenas.

O cômodo não era muito grande e a luz amarela da única lâmpada não ajudava muito, mas tinha uma mesa redonda no meio onde Chanyeol, o garoto intercambista da escola estava trabalhando em seu notebook, Kyungsoo se sentou ao lado de Chanyeol e Baekhyun estava sentado em uma poltrona velha em um canto da sala também mexendo em seu notebook. Haviam uns pôsteres de filmes antigos colados nas paredes, para falar a verdade, parecia que eu tinha entrado em uma reunião de geeks viciados em RPG.

— Essa é a casa de quem? — perguntei por curiosidade, ainda parado no mesmo lugar.

— De ninguém — Baekhyun respondeu como se fosse óbvio — as vezes passo um tempo aqui por isso que tá meio ajeitadinho, e como meu irmão decidiu trazer a namorada pra casa hoje, esse era o único lugar possível pra gente se reunir — explicou, eu duvidava de que aquele era o único lugar para a gente se reunir, mas ok — por que você demorou?

— Além do fato de eu não saber que íamos ter uma reunião hoje? Eu estava no treino.

— Fiquei sabendo que você brigou com o Graham — Kyungsoo disse sem tirar os olhos da tela do computador.

— Como você sabe disso? — questionei.

— Parece que a escola vai ser interessante de novo — Baekhyun sorriu feliz, mostrei o dedo do meio para ele — você e o Mike vão mandar o Graham de novo pro hospital?

— Espera, quem é Mike? — Chanyeol se pronunciou parando o que estava fazendo.

— Mike é o irmão gêmeo do Sehun — Baekhyun respondeu rápido — ele foi expulso da escola ano passado depois da briga com o Graham.

— Você tem um irmão gêmeo? — Chanyeol me olhou, dessa vez surpreso.

— Sim, mas eles têm pais diferentes — Kyungsoo falou, me deixando nervoso.

Aquela era a segunda vez que eu via Park Chanyeol na vida, e esses dois otários já iam falar coisas particulares da minha vida assim?

— Tá, já chega! — falei mais alto — a minha vida não tá aberta pra comentários. A gente tem um projeto pra fazer, não é? Vamos fazer ele então — falei atravessando o cômodo indo em direção a uma cadeira de praia vazia ao lado de Kyungsoo, retirei minha mochila e sentei lá — qual são as ideias?

— A gente tá pesquisando ainda — Baekhyun respondeu.

— Por que falou comigo como se tudo já estivesse pronto? — perguntei para ele.

— Quatro cabeças pensam melhor que três — deu de ombros. Chegava a ser irritante como Baekhyun conseguia ser cínico, ele se levantou da poltrona velha e fechou o notebook — alguém quer alguma coisa pra beber?

— Vai tá lacrado? — Kyungsoo perguntou, Baekhyun olhou pra ele e tentou conter o sorriso.

— Quem você acha que eu sou? — ele colocou a mão sobre o peito fingindo estar ofendido.

— A mesma pessoa que mijou num copo e ofereceu para as pessoas dizendo que era chá de pêssego — relembrei a situação, Kyungsoo balançou a cabeça como se concordasse e nós fizemos um toque de mão.

Chanyeol apenas fez cara de nojo e Baekhyun riu.

— Isso foi no sexto ano, eu sou uma pessoa melhor agora.

— Você tentou fazer isso de novo essa semana — Do revelou.

— Ah… aquele cara bem que merecia — Baek suspirou.

Nossa reunião acabou depois de umas duas horas, e a gente não saiu com nenhum projeto pronto porque todas as coisas que nós achávamos interessantes ou eram complicadas demais para fazer, ou eram perigosas.

Kyungsoo foi para casa de bicicleta e eu fiquei responsável por levar Chanyeol para casa. Apesar de estar em um silêncio confortável com o garoto, eu decidi puxar assunto enquanto estávamos no meu carro.

— Tá gostando da cidade? — perguntei, gastando todo o meu coreano enferrujado.

— Huh?! — Chanyeol me olhou confuso e eu sorri um pouco envergonhado.

— Perguntei se você tá gostando da cidade — tentei de novo, dessa vez colocando um esforço a mais para pronunciar as palavras da forma correta.

— Ah! — ele sorriu — sim, tô gostando bastante — respondeu de volta em coreano, e eu fiquei feliz por entendê-lo — fiquei um pouco receoso em escolher Ironwood, mas agora eu sei que fiz a escolha certa. Eu só não sei se a família é a certa.

— Hum, por que? Eles te tratam mal ou algo do tipo?

— Não, a mãe e o pai são pessoas boas, mas acho que a filha não gosta de mim, ela sempre tá me olhando estranho e reclamando. Eu finjo que não escuto, mas dá pra escutar… agora eu tenho tentado passar mais tempo fora de casa, Baekhyun e Kyungsoo são boas companhias.

Apesar de ficar triste em saber disso, senti vontade de rir ao saber que Chanyeol achava que Baekhyun era uma boa companhia.

— Se você não está se sentindo confortável, você deve fazer alguma coisa a respeito, não tem ninguém pra falar sobre?

— Eu tenho um guardião, mas não acho que eu precise falar com ele ainda, se eu ficar fora de casa tudo fica bem, entende? — eu não concordava com aquilo, não era certo, então apenas fiquei calado.

No gps marcava que já estávamos próximos a casa onde ele ficava. Ironwood não é uma cidade grande, meio que todo mundo se conhece por aqui, então eu meio que não fiquei muito surpreso ao saber que a irmã problemática do Chanyeol, era ninguém menos que Alicia O’brien.

A garota era problemática e completamente podre, sofria da síndrome de Regina George, e as quartas além de usar rosa, afundava o nariz em cocaína, mas isso era uma coisa que eu não podia sair falando por aí. Se não fosse por ela, metade das coisas ruins que aconteceram ano passado, provavelmente não teriam acontecido.

— Hum… se você quiser a gente pode tentar marcar alguma coisa — sugeri, antes que Chanyeol saísse do meu carro depois de eu o parar em frente a casa.

— Sério? — ele sorriu — seria ótimo.

— Sim, cadê seu celular? — Park retirou o aparelho do bolso e o entregou para mim desbloqueado, anotei meu número e o salvei na lista de contatos — me manda uma mensagem pra eu salvar o seu — falei devolvendo o celular dele.

Um carro meio antigo que tocava um rock indie bem ruim, parou do outro lado da rua e Alicia O’brien desceu de lá, ela atravessou a rua enquanto o carro ia embora, quando passou em frente ao meu carro sorriu de forma descarada para nós dois e seguiu para dentro da casa de arquitetura moderna.

Park Chanyeol suspirou pesaroso ao meu lado.

— Valeu pela carona Sehun — ele agradeceu antes de sair do carro.



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