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História Orbisny, A Escola do Bem e do Mal- Interativa - Capítulo 5


Escrita por: e Scientist_El


Notas do Autor


Heeeeey little bunny, sou eu de novo <3
Faz tempo né amados, aconteceu uns probleminhas aí mas já estamos de volta e com mais um teaser pra galera (Aproveites pois esse é o penúltimo). A @starryMoon_ mandou beijinhos pra vocês e eu particularmente mando um abraço a todos mas principalmente aos leitores vestibulando que irão receber as suas notas amanhã, vcs são incríveis independente do que uma note lhes diz.
Pfv olhem as notas finais, tenho avisos importantes.
Edit: Genteeeee essa obra prima foi feita pelas duas autoras em conjunto

Capítulo 5 - 00; A ajuda está a caminho


A rotina no castelo era certamente entediante.

- Quem é que se importa com boas ações, vestidos, flores e perfumes? Por que ninguém tenta ajudar os reinos vizinhos, ou até mesmo o próprio reino?- Hillary bradava seu discurso com as criadas que a ajudavam a se arrumar para a manhã.- Todos os dias eu tenho que agir como se fosse uma princesinha mimada, concordando com tudo o que meus pais falam e fazer arranjos de flores para aquelas mocréias que se intitulam conselheiras. Por que elas não tentam enfiar esses buquês no...

- Hillary!- Uma de suas aias exclamou, acidentalmente puxando os cabelos encaracolados da morena enquanto tentava pentear os fios indomáveis. 

- Você deveria se animar, garota. Sabe que dia é hoje?- A mulher que alisava um de seus vestidos lançou um sorriso enigmático à garota.

- Hmm... Terça-feira?- A princesa indagou, franzindo as sobrancelhas.

- Nem perto. É sexta-feira, na verdade, mas não é exatamente isso que eu perguntava. Hoje é dia quatorze, senhorita Flavo.

Hillary estremeceu ao ouvir seu sobrenome sendo usado de uma maneira tão formal. Ainda assim, estava confusa.

- Você ainda não entendeu, não é?- A criada lhe perguntou novamente.

- É... Não.- A garota abaixou os ombros.

- Hoje é dia quatorze, certo? Isso significa que amanhã é dia quinze de agosto. Você voltará à Orbisny, senhorita!

Os lábios grossos de Hillary se abriram em um perfeito "O". Como poderia esquecer? Seus dois últimos anos haviam sido resumidos em Orbisny, a escola de magia que a mostrou um novo mundo enigmático e curioso. Pulando de seu assento em frente ao grande espelho que ocupava seu quarto, ignorou as vozes estridentes das aias e saiu em direção aos corredores de seu castelo, que brilhava em um tom dourado iluminado pelo sol cegante, reluzindo em sua pele negra e fazendo seus olhos adquirirem um tom âmbar. A garota, que corria calçando sandálias feitas de tiras amarronzadas, já havia descoberto várias formas de se esgueirar pelo castelo sem ser vista pelas centenas de pessoas que percorriam os corredores: guardas, cozinheiros, aias, empregadas, seus pais e até mesmo a realeza de reinos distantes. Sabia que um casal famoso faria sua estadia nas terras de Alladin por semanas, criando uma aliança entre os reinos, e a ideia de se encontrar com mais reis superficiais a enjoava. Com várias ideias de como despistar qualquer tipo de gente que percorria o castelo em sua mente, mal percebeu que seus pés sorrateiros a levaram até uma das saídas secretas de sua casa. Estreitou os olhos, tentando ver se alguém a seguia, e quando teve certeza de que estava sozinha, ergueu o véu laranja que fora costurado nas costas de seu vestido e encobriu o rosto, passando ligeiramente pela agitada estrada na qual se encontrava o Castelo de Jasmine e Alladin. Com o rosto oculto, podia se aproximar dos habitantes de seu reino e entender como era a vida dos civis. Não precisava de muita pesquisa para perceber que a qualidade de vida lá era miserável. Podia ouvir discussões, gritos e até mesmo crianças chorando ao longe enquanto caminhava pela avenida principal, onde vendedores se juntavam para fazer negócios. Tendas de várias cores e padrões podiam ser vistas em contraste com o céu que começava a se alaranjar, enquanto o sol reluzente pintava longas  sombras nas calçadas, maltratando seus habitantes com seus raios de luz. Hillary, sendo uma princesa, não deveria se importar com os habitantes do reino. De acordo com suas conselheiras, devia ser comportada e amigável, educada e gentil, quieta e reservada. É claro que sendo uma Lufana, Flavo era realmente gentil e cuidadosa, mas não é nem de longe a garota comportada que esperam que seja; isso se refletia em seu jeito animado e exagerado e nos cabelos indomáveis que emolduravam seu rosto redondo, que também já fora alvo de preconceito por grande parte das pessoas. A garota nunca entendeu o porquê de todos a odiarem por sua aparência; ela não escolheu ser negra, gorda e muito menos possuir cabelos encaracolados. Sua mãe já lhe havia dito que sua vida séria difícil, e teria que se manter forte. Forte por seu reino, por seu povo e principalmente por si mesma.

Tendo isso em mente, Hillary combatia as injustiças no reino de uma forma... Inusitada. Sabia que, se fosse pega, estaria acabada e seus pais nunca mais a olhariam da mesma forma, mas não conseguia parar. Não podia ficar parada apenas observando seu povo sofrendo, e decidiu fazer justiça com as próprias mãos. Juntando toda a coragem que possuía, passou a esconder sua aparência e agir como uma justiceira; defendendo a ideia de que o reino deveria ser como uma balança igualada: todos seriam iguais, seja em oportunidades, estilo de vida e, principalmente, dinheiro. Assim, a figura mascarada que roubava dos ricos e entregava aos pobres ficou conhecida como O Robinhood do Deserto: o justiceiro que traria ordem ao reino.

Esgueirando-se pela avenida agitada, que mal percebia a presença da garota vestida em tons berrantes de laranja, Hillary seguia pela sombra, estreitando os olhos e procurando uma próxima vítima- o que é bem equivocado, já que a plebe era quem sofria. Diminuindo o passo, pôde avistar uma figura que não parecia pertencer ao local. Um manto azul descia por suas costas e se sujava na areia da rua, o espaço entre ele e o resto do povo parecia gigante e, em sua cabeça, uma coroa reluzia contra os raios solares, atrapalhando a visão de todos com as jóias encrustadas na superfície dourada da mesma, que brilhava mesmo vista de longe. Um sorriso malicioso brotou nos lábios carnudos da princesa, logo encontrando o que procurava; uma vítima que não sentiria falta de nada que lhe fosse roubado, afinal já possuía coisas demais para se importar. 

Caminhando lentamente, misturando-se com o mar de habitantes ao seu redor, Hillary agora se encontrava encarando as costas do rei, que estava ocupado demais observando uma vitrine de jóias. A garota estava com sorte, já que vários bolsos eram dispostos na parte de trás da calça do homem, todos eles recheados com moedas que teriam bom uso. Estendeu a mão escura e esvaziou o primeiro, depois partiu para o segundo. Ninguém na multidão pareceu notar, e quando seus dedos ágeis foram para o terceiro e último bolso de moedas, seu pulso foi agarrado com uma força descomunal. Arfando de dor, a garota deu um pequeno passo para trás, e a mão que lhe segurava a forçou à largar todas as moedas reluzentes que segurava, as quais caíram no chão com um baque abafado pela areia. Hillary pensou ouvir alguns de seus ossos estalarem, e juntou o máximo de força que conseguiu para livrar-se do aperto do rei, que havia percebido a pequena ladra atrás de si. Juntando mais coragem ainda, desferiu um soco no braço que a segurava, e percebeu o aperto se afrouxar: era a sua deixa. Sem nem mesmo olhar para trás ou pegar as moedas que caíram no chão, Hillary pôs-se a correr pelo fim da avenida, a paisagem urbana se dissipando ao longe enquanto um deserto árido tomava forma à sua frente. A garota sentiu o peso de lágrimas em seus cílios, e piscou fortemente para as espantar, correndo em meio ao deserto com areia voando por todo o seu corpo. Mesmo estando livre, sentiu-se presa; por que não havia conseguido fazer justiça? Haviam meses que a garota passou a roubar dos ricos, e nunca tinha sido pega, mas o dia de hoje foi completamente diferente. Achava-se burra por tentar roubar de um rei, e a voz de sua mãe retumbava em sua mente: "a justiça nunca é correta quando há um poder superior envolvido". Como os habitantes do reino se sentiriam ao perceber que havia falhado? Era certo que ninguém sabia do fato de que a princesa Hillary Flavo e o Robinhood do Deserto eram as mesmas pessoas, mas o sentimento de culpa a invadia. Pensou nas famílias que não teriam um almoço digno hoje por sua culpa, a justiceira que não fazia justiça. Quando soube estar longe o suficiente da cidade, sentou-se em meio à areia e recostou a cabeça ainda encoberta por panos laranjas em uma pedra. O sol já estava mais baixo, e as sombras causadas por ele eram refletidas no rosto da princesa, a fazendo parecer mais velha. Fechando os olhos, Hillary se permitiu ignorar os acontecimentos do dia e focar no amanhã, o dia em que finalmente voltaria à Orbisny, que considerava sua verdadeira casa. Encontraria suas amigas Annelise e Mira, daria conselhos aos novatos e aprenderia mais magias do que podia imaginar. Sorriu ao pensar nos campos floridos do Castelo do Bem, e um risinho pôde ser ouvindo quando pensou em que espécie de pegadinha Edward prepararia neste ano. Será que ele contaria com a ajuda de sua irmã ou até mesmo de sua amiga, Elizabeth? Hillary não podia esperar.

Mesmo que os pensamentos gentis entrassem sorrateiramente em sua mente, o dia de hoje parecia um looping infinito. Se ao menos pudesse ajudar alguém, qualquer um que seja...

Como num passe de mágica, seu desejo foi atendido. Um pio alto foi ouvido ao longe, e a garota levantou a cabeça para poder ver melhor. Uma coruja albina voava em sua direção, o animal estranho possuía um pergaminho enrolado em suas garras delicadas. Estendendo as mãos, Hillary desatou o nó que prendia o pedaço de papel à pata do bichinho, e pôs-se a ler o conteúdo. Uma letra extravagante tomava todo o conteúdo da carta, e a garota sentia o coração acelerar ao ler as palavras. Podia até ouvir a voz de McGonagall lhe ditando a carta, e quando terminou de ler, se levantou de um pulo, espantando a coruja, que voou em direção ao céu amarelado. Sorrindo, Hillary deu um gritinho vitorioso e guardou o papel em um de seus bolsos,  os eventos de hoje já não lhe incomodando mais. Agora, alguém precisava de sua ajuda. E como os príncipes de contos diriam... Sua ajuda está a caminho.

...

 

Da janela da torre, apesar do brilho fraco da lua, a garota de cabelos louros podia observar a imensidão da floresta dos mortos, com sua vegetação peculiar de árvores e arbustos mortos e retorcidos que mesmo assim continuavam a produzir alguns poucos frutos ou flores tão belas e de cores tão vivas que era difícil acreditar que elas realmente nasceram ali. A torre se localizava bem ao centro da floresta, que por sua vez já foi o centro de encontro de diversos reinos, ela era totalmente circulada por grandes impérios, atualmente apenas um é possível enxergar, o grande reino da rainha Rapunzel, ou como a garota na janela costumava apelidar, o reino de sua irmã mais velha. O castelo era enorme e mesmo com toda essa distância, trinity conseguia imaginar em sua cabeça toda a arquitetura magnífica que o castelo provavelmente teria e junto à ele, cada história que os longos corredores do castelo já presenciaram. Quando a garota se cansava de admirar a beleza de construções humanas, seus olhos se voltavam para o céu e ela admirava as constelações, ali da janela da torre ela conseguia ver claramente as estrelas no céu e os desenhos que elas formavam, com a ajuda de um livro sobre astronomia, dia a após dia Trinity ia se familiarizando com as constelações e aprendendo a nomeá-las, até que chegou o momento a qual ela não precisou mais do auxílio dos livros, era apenas bater os olhos em uma constelação e o nome já vinha em seus lábios, juntamente com um sorriso bobo. Trinity tinha o hábito bobo de ao anoitecer, debruçar-se sobre a janela da torre e esperar ansiosa a primeira estrela no céu, para que ela pudesse fazer um desejo, que eram sempre os mesmos pedidos. A garoto pedia aos astros celestes que lhe concedessem a possibilidade de sair da floresta dos mortos e encontrar todas as coisas e sensações que ela só lia nos livros ou escutava das bocas sussurrantes dos mortos.

Diferente de Rapunzel, sua irmã mais velha e agora rainha de um reino, Trinity tinha a liberdade de sair da torre e passear pela enorme floresta dos mortos, que Gothel se considerava Rainha de tal lugar, Rainha dos mortos, fazendo Trinity sua princesa e a ensinando diariamente a importância desse cargo, que fora passado de geração em geração à séculos em sua família. Apesar da beleza peculiar do lugar e a companhia de seus amigos mortos e sussuradores, apenas aquilo não bastava para saciar a curiosidade da pequena e definitivamente ela não queria terminar como as demais mulheres de sua família, obcecado pelo poder, pela beleza e por uma flor.

Trinity estremeceu ao escutar a voz de sua mãe adentrar o local onde ela estava, cantarolando. - Meu pequeno rouxinol! - Gothel a chamou ainda cantarolando, quando os olhos da mulher encontraram a filha debruçada na janela, um sorriso de desgosto se fez em seu rosto, deixando a pequena envergonhada. -Venha para a mamãe doce passarinho. - Gothel mantinha os braços esticados.

Era mais um dia comum onde Trinity cantaria para a mãe, a mantendo jovem devido aos poderes da flor mágica estarem grudados em suas cordas vocais assim como estava no cabelo de sua irmã. Há semanas a garota tentava criar coragem para dizer a sua mãe sobre a carta misteriosa e fascinante qe havia recebido sobre uma escola chamada “Orbisny”, que queria a sua presença nela. Trinity jamais se sentiu tão importante assim na vida e ela estava decidida a contar a mãe que ela iria mergulhar de cabeça nessa nova aventura.

-Brilha linda flor teu poder venceu trás de volta já o que uma vez foi meu - A garota estava sentada de frente para a mãe, cantando a cantiga ensinada pela mulher rapidamente e sem vírgulas ou pausas para respiração. Apesar de não estar se dedicando totalmente ao canto, de seus lábios era possível ver desenhadas no ar e acompanhando o vento, pequenas notas musicais douradas. Uma longa respiração foi feita para a próxima parte da musica, Gothel olhava a filha assustada - Cura o que se feriu salva o que se perdeu trás de volta já o que uma vez foi meu uma vez foi meu.

-Por que essa pressa docinho? - Gothel perguntou desconfiada, tendo um flashback de uma situação parecida com sua outra filha ingrata - Temos toda a eternidade e eu nem pude desfrutar da sua doce voz com essa cantoria desajeitada.

Trinity tinha as palavras presas na garganta, impedindo que ela respirasse, a deixando agoniada e apavorada. - Eu recebi uma carta! - Ela soltou rapidamente, demonstrando em seus olhos a animação sobre o assunto, assim como sua irmã fez à anos atrás. Todo aquele flashback deixava Gothel enjoada e um pouco apavorada, Trinity era bem mais nova é deveras mais esperta e corajosa que Rapunzel na época em que a princesa decidiu trair a sua própria mãe. Era isso então? Sua filha também decidiria abandona-lá? 

-Diga alguma coisa mamãe! - A loura docava cada vez mais apavorada com o silêncio de sua mãe.

-E o que dizia nessa... -Gothel tentava se recuperar e agir normalmente - Carta?

-Bom... - Trinity tinha uma fala tímida e manhosa - É um convite - Ela retirou a carta do bolso e a entregou nas mãos da mãe, que lia com uma cara de desgosto estampada. 

-A resposta é não. - Ela amassou a carta friamente e antes que Trinity pudesse fazer algo para impedi-la, a mulher tacou o papel na lareira.

Um grito alto de fúria saiu da garganta de Trinity e junto com ele, os seus dons de um metamorfomaga, que a garota aguardava o momento certo para contar a sua mãe as novas habilidades. Enquanto gritava, sua aparecia transitou entre as feições que ela conhecia, que se resumia apenas à Rapunzel, Flynn e a própria Gothel. 

Gothel assistia assustada a sua filha trocar de aparência em sua frente, jamais viu sua pequena fazer algo do tipo e quando ela cessou, seu corpo caiu fraco no chão, sendo segurado pelos braços quentes de sua mãe.

-Está vendo porque você não pode ir querida? -Gothel acariciava os fios claros do cabelo da filha enquanto a mesma estava imóvel em seus braços, deixando lágrimas quentes rolar de seus olhos - Você ainda é fraca.

-Mas... - Sua voz rouca tentava contrariar a mãe 

-Shhh - Ela pôs a mão nos lábios da filha - Sua mãe sempre sabe mais. 

[...]

Era nítido que Gothel temia perder mais uma criança que era responsável por sua juventude, ela sabia que Trinity possuía os seus genes e não seria manipulado por tanto tempo como Rapunzel foi e muitos menos se contentaria apenas com o pouco que aquela torre no meio da floresta dos mortos lhe dava. Aquela pequena parte materna que existia em Gothel queria que a filha se tornasse uma vilã brilhante assim como ela, que dominasse quantos reinos fossem necessários para saciar o desejo e a curiosidade que apenas crescia dentro da pequena mas ao mesmo tempo que ela desejava essas coisas para a filha, sentia medo da morte e de ser esquecida assim como Rapunzel a esqueceu, temia que as duas tivessem além da aparência parecida, o mesmo instinto de traição. Trinity jamais iria para Orbisny, seu lugar era ali na floresta dos mortos e não há nada que uma escola possa ensinar qe Gothel não lhe ensine dez vezes melhor.

A mulher dos cabelos selvagens estava decidida, a sua filha não iria cruzar as fronteiras, independente do esforço que ela fizesse, jamais estaria segura longe de sua mãe.

Por outro lado, Trinity estava disposta a enfrentar qualquer coisa para conseguir a sua liberdade, para conseguir o controle de sua vida. Naquela mesma noite, enquanto sua mãe dormia profundamente, os suaves pés da loura cruzaram a torre até a janela em que ela admirava todas as noites o céu, timidamente, ela emitiu um sussurro para o vento, um pequeno pedido de socorro para ouvidos específicos do castelo a qual ela admirava a distância, ela apenas tinha que esperar ser atendida. 

[...]

Gothel voltava para a torre no mesmo horário do dia anterior, cantarolando ainda mais feliz que antes, disposta agora a ensinar as coisas que aprendeu com sua mãe à sua filha, a Rainha dos mortos enfim estava disposta a passar a herança para a Princesa dos mortos e ela ansiava ver a filha dominar os reinos vizinhos, principalmente o de Rapunzel, utilizando o máximo de violência possível.

Com esse pensamento em mente, um sorriso perverso habitou seus lábios enquanto ela chamava a filha. -Meu pequeno rouxinol! - Ela ainda cantarolava ao entrar na sala.

-Sentiu saudades, mamãe? - Rapunzel pronunciou a palavra “mamãe” lentamente e com muito deboche. Ela era a mesma garotinhas que Gothel se lembrava, com o mesmos olhos bobões e chorões, agora transbordando ódio, o mesmo vestido em que usava no dia que fora embora e os enormes cabelos dourados rodeando todo o seu corpo e outras partes do cômodo onde estavam. Apesar do susto em encontrar a sua pequena Rapunzel ali, na floresta dos mortos, com um olhar mortífero é uma frigideira em mãos, Gothel estava emocionada em ver a preciosidade dos cabelos de Rapunzel intactos. Eles teriam crescido? Ou ela simplesmente teve uma miragem aquele dia na torre?

-Meu bebê! - Mamãe Gothel rapidamente agarrou uma porção de cabelos dourados que estavam próximos de si, seus olhos transbordavam alegria

-Eu estou aqui, mamãe. - A voz de Rapunzel foi escutada novamente por Gothel, mas a garota a sua frente não havia movido os lábios e a voz que falava com ele agora vinha de alguém atrás de si. Um pouco aterrorizada e movimentando-se lentamente olhou para trás e encontrou a Rainha Rapunzel, uma mulher e não uma garota. Os cabelos castanhos curtos estavam da mesma maneira que Gothel se lembrava, repicados e sem sinal algum de crescimentos, apenas de Nova, alguns fios brancos teimavam aparecer, os antigos olhos bobões e chorões agora transbordavam seriedade e sabedoria, porém ainda tinham o ódio explícito neles, seu rosto não era mais de uma menininha e muito menos suas roupas mas a frigideira ainda era a sua arma predileta e foi com ela que Rapunzel atacou Gothel, a fazendo desmaiar.

-Trinity! - Rapunzel gritou largando a frigideira no chão e estendendo os braços para irmã mais nova que mantinha a sua aparência. A pequena correu até os braços da irmã, sentindo um abraço caloroso da mulher que ela conhecia apenas em seus sonhos.

-Será que... - A voz de Flynn, ou José Bezerra como Rapunzel gostava de chamar, foi ouvida da janela e apenas uma de suas mãos foi vista, tentando levar o seu corpo para dentro da torre - Ih rapaz faz tempo hein! - O homem agora estava sentado na janela tentando recuperar o fôlego, quando olhou para dentro da torre, não conseguiu controlar a sua cara de espanto - Aí meu Deus tem duas! - Seu corpo pendeu para o outro lado da janela, sendo rapidamente acudido pelas moças 

Quando Flynn conseguiu digerir o susto que tinha acabado de levar ao ver a rainha Rapunzel abraçando a Princesa perdida, Trinity já havia mudado sua aparência novamente e agora ela se parecia exatamente como José Bezerra, deixando o homem novamente espantado e sem fala.

-Será que você pode ajudar a gente  ou você é mesmo frangote? - A voz de Flynn saia da boca de Trinity

-Ela tá me assustando - Ele sussurrou para Rapunzel sem tirar os olhos dele mesmo, que agora fazia caretas engraçadas para a sua versão verdadeira

Rapunzel caiu na gargalhada e Trinity não conseguiu continuar naquela forma por muito tempo, voltando a sua forma normal para rir da cara do cunhado.

-Meu Principe encantado na realidade preciso ser salvo no final da história, mesmo assim eu ainda amo ele - Rapunzel piscou para a pequena enquanto admirava a beleza e a similaridade das duas.

Alguns minutos depois, Gothel estava deitada em uma espécie de caixao de vidro, Trinity estava ao seu lado, acariciando os cachos de seu cabelo enquanto cantava para a mãe, dessa vez não era para preservar a sua juventude mas sim para mantê-la dormindo, pelo menos assim a garota saberia que nem sua mãe e nem qualquer outro humano seria machucado. A pequena havia pedido para que Rapunzel e José esperasse em outro cômodo, para que a magia de sua voz não os colocasse para dormir também, mesmo assim ela sabia que o Rei tentava escutar pela porta, era curioso demais para aguentar esperar.

Trinity abriu a porta bruscamente, derrubando tanto o cunhado quanto a irmã no chão, aparentemente ambos não resistiram a apenas esperar. A jovem tentou conter o riso ao ver Rapunzel envergonhada.

-Está feito. - Ela anunciou um pouco triste, afinal, era sua mãe que estava deitada em uma grande caixa de vidro, adormecida.

-Será que eu... - Rapunzel perguntava receosa se deveria ver Gothel antes de partir, na realidade ela não terminou a pergunta mas Trinity entendeu ao qe ela se referia e então saiu da frente, lhe dando passagem.

-Então... - Flynn tentava puxar conversa - O canto e tal... E se transformar em outra pessoa... Legal... - Ele dizia um pouco sem jeito, sem olhar a criança nos olhos mas quando olhou, encontrou um par de olhos idênticos aos seus, lhe fazendo dar um grito agudo de susto.

-Eu posso te colocar pra dormir se você quiser - A garota fez um sinal de briga para o homem - José Bezerra... - Falava com desdenho e mantendo uma feição maquiavélica.

-Rapunzel! - Ele gritava em pleno desespero, fazendo a garota rir e voltar a sua forma normal novamente.

-Cara, eu só tenho 12 anos - Ela balançava a cabeça enquanto andava em direção a janela, não acreditando no tamanho da coragem de seu cunhado.

-Como é que a gente desce? - Rapunzel olhava para o chão, que parecia longe demais para simplesmente saltar.

-Eu não tenho um cabelo mágico mas... - Trinity jogou uma corda bastante grossa e cumprida pela janela, mostrando que era por ela que desceriam - Isso daqui as vezes serve e não causa dor de cabeça - Ela piscou para a irmã, sendo a primeira a descer.

[...]

A descida era longa, ainda mais quando de minuto em minuto Flynn sofria um rápido surto achando que iria simplesmente despencar torre a baixo, realmente, o homem estava fora de forma mas ele não tinha mais uma princesa presa em uma torre para se preocupar é muito menos precisava usar suas habilidades de ladrao para muitas coisas dentro do palácio. Quando Trinity desceu, Rapunzel e Flynn estavam à alguns metros de distância ainda e naquele ritmo, eles levariam mais um longo tempo para atingir o chão. A garota finalmente teve um tempo sozinha para pensar no que fez e no que faria agora para chegar em Orbisny, ela nem ao menos sabia onde ficava ou como era a sua aparência. 

-Eu sou Hillary, filha de Aladdin e Jasmine - Uma garota morena, montada em um enorme e saudável tigre apareceu em sua frente, aparentemente ela tinha vindo de algum portal ou coisa do tipo, seu tigre deu um alto rugido, impondo a sua presença e fazendo com que Flynn desse um grito de desespero ainda agarrado na corda, logo depois de uma pergunta se Trinity estava bem - Esse é Raj e nós devemos lhe acompanhar até Orbisny.

 


Notas Finais


Para a felicidade de alguns e talvez a infelicidade de outros, estipulamos um prazo limite para todas as reservas já feitas, queremos começar a fanfic verdadeiramente nesse mês de fevereiro que está para vir, então... Dia 30/01 é o prazo, iremos fechar todas as reservas até lá e nos dias seguintes estaremos anunciando os alunos aprovados (por assim dizer) e começando verdadeiramente a fanfic. Quando a tão esperada interativa iniciar, fiquem sempre atentos nas notas pois nelas estarão avisos e perguntas importantes para vcs e seus personagens. Kisses little bunny e um abraço muito apertado a todos que precisam de um pouco de carinho e amor


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