História Orchids Bloom - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bottom!jimin, Jikook, Top!jungkook
Visualizações 191
Palavras 2.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ah, Deus, me perdoem ter ficado um mês sem postar ;~; Esse capítulo me deixou realmente travada até eu conseguir uma solução para ele (que eu nem sei se ficou boa ou não). Me desculpem mesmo ;~;

Capítulo 10 - Passeios, abujis e desenhos


Havia momentos que Hoseok sabia ser tão bonito que Jimin quase sentia-se arrependido por nunca ter se apaixonado por ele. Sempre que o via em momentos como o de agora, em que ele e Hye-soo brincavam animados, parecendo pai e filha, ele não podia evitar de imaginar como seria se o tivesse escolhido como companhia ao invés daquele outro que ele nem gostava de pensar no nome.

Não que tivesse passado por sua cabeça casar com o ruivo – afinal, eles eram mais como irmãos do que qualquer outra coisa –, mas seria legal ter uma filha com um abuji como o Jung. Alguém que se importava, de fato, em dar todo o carinho e atenção que uma criança precisa. Alguém que não se importaria de gastar seus preciosos minutos do dia corrido com aquela garotinha que era seu mundo.

Jimin deixou-se observar os dois brincando por mais alguns instantes até que ele se deu conta de que Hoseok estava ali por um motivo e se continuasse deixando os dois se divertirem daquele jeito, a única pessoa que teria sua atenção era Soo. Por isso, tossiu e esperou que tanto o amigo quanto a filha o fitassem para dizer:

– Soo, meu amor, você me empresta o tio Hobi por um minutinho?

A menina confirmou com a cabeça e logo o ruivo estava no quarto do amigo prestando atenção ao que o ômega dizia. Jimin queria que fosse o contrário, mas a verdade era que desde a conversa tensa que tinha tido com Jungkook, ele não parava de pensar no moreno. Sua cabeça já estava cheia de pensamentos sobre o que fazer e o que não fazer e não tinha a mínima ideia para qual dos dois deveria dar atenção. Ele não queria perder Jungkook, afinal ele era um bom amigo, mas tinha medo de que se aparecesse no evento para o qual tinha sido convidado acabasse dando a impressão errada.

– É o trabalho dele, Jimin – Hoseok falou. – Certamente, ele não vai te agarrar no meio do tatame ou algo do tipo.

– Eu sei, Hobi, mas...

– Você diz que quer ser amigo dele, então aja como tal e vá apoiá-lo.

– É, você tem razão. – O loiro inflou as bochechas e tinha um olhar vago como se estivesse decidindo algo e então falou – E você pode continuar sendo o amigo lindo que é e ir comigo?

– Porque? Precisa que alguém te segure para não se jogar nos braços do alfa?

– O que? Não!!!

– Vamos lá, Jimin. Pelo menos tenha a coragem de assumir que no fundo você está muito afim de retribuir esse sentimento.

– A única coisa que eu vou assumir é a minha vontade de dar na sua cara, Hoseok.

Owww, que bonitinho. Você fica todo irritado. Esse Jeon deve ser mesmo um alfa legal para deixar você desse jeito – o ruivo falou com um sorriso provocador.

Jimin fez uma careta. Tinha que admitir que era verdade, um alfa tinha mexido com ele depois de tanto tempo, mas não adiantava, já estava muito fundo em sua mente que o melhor jeito de criar Soo era continuar sozinho. Era difícil, mas preferia isso do que viver em uma ilusão que um alfa aceitaria criar um filho que não era dele. Jungkook era legal e mesmo que aquela confusão de sentimentos se tornasse algo concreto, o Park já sabia que um dia ele se cansaria. Afinal, ele ainda era um alfa.

Soooooo! – Jimin chamou pela filha e, como já previa, em menos de cinco segundos ela estava no quarto, então disse – Por que você não leva o tio Hobi para brincar de fazer o cabelo dele? – Assim que disse isso os olhos da pequena brilharam animados e logo em seguida ela já estava arrastando o ruivo de volta para a sala. E Hoseok fazia uma careta para Jimin como se dissesse que sabia como ele estava fugindo do assunto naquele instante, mas que não poderia fazer isso para sempre.

 

***

 

A luta tinha acontecido e na opinião de Jimin não havia sido nada divertido de se assistir. Quando os golpes começaram, ele realmente considerou em dar meia volta e ir embora, mas se tinha ido até ali para se reconciliar com Jungkook, esse gesto com certeza não seria bem visto pelo moreno. O pior momento, com certeza, foi quando o Jeon teve o supercílio rasgado e sangue começou a jorrar pelo seu rosto, mas ainda assim ele parecia não dar a mínima. Jin estava bem do seu lado, mas o mais velho estava tão animado assistindo a luta que preferiu não estragar o momento com um comentário de como estava tenso.

E nem mesmo Hoseok tinha sido alguém com que ele podia desabafar já que o amigo parecia estar bem mais interessado no que Yoongi dizia. Eles não se conheceram tipo a meia hora atrás? O pensamento havia passado por sua cabeça a cada vez que olhava na direção dos dois e eles pareciam bem mais interessados um no outro do que no tablado bem à frente deles.

Então, Jungkook ganhou e o sorriso satisfeito que ele havia dado quando o juiz anunciou em voz alta, de repente compensou tudo. Contudo, não demorou muito para que soubessem que ele havia desmaiado e toda a angústia que sentia enquanto assistia a luta voltar com mais força ainda. Jin também havia se assustado e mais parecia a mãe do Jeon reclamando com todo mundo e correndo atrás do médico por conta própria. No fim, haviam tido uma conversa estranha, mas tinham voltado a ser como antes.

Era o que importava, não é mesmo?

 

 

Duas semanas depois, em um domingo, Jimin estava, como sempre, ocupado com as revisões de livros que pareciam não acabar nunca de tão chatos. Contudo, Hye-soo estava se divertindo o bastante por ter saído para passear com Jungkook.

O ômega tinha ficado hesitante quanto a proposta, afinal a lembrança da filha desaparecendo por alguns momentos curtos, mas sufocantes, ainda estava muito presente em sua memória. Apesar dele ter tentado bancar o rígido e severo para que aquela ideia desaparecesse – ainda mais porque não poderia ir junto –, Jungkook tinha garantido que o loiro não poderia ganhar dele e da filha com caras de pidões. Então, após ouvir vinte ininterruptos de recomendações, o Jeon conseguiu que Jimin deixasse ele passear com Soo.

E, nisso, o alfa aprendeu que todos que estavam por perto logo admitiam que eles era abuji e filha. Até tentou explicar que Hye-soo era mais como uma mini amiga para o homem da barraca de sorvetes, mas a sequência de perguntas sem sentido se mostrou algo tão cansativo que ele acabou desistindo e decidiu que apenas confirmaria se alguém os chamasse de pai e filha. Soo não era seu sangue, mas ela era tão legal com seus comentários engraçadinhos e perspicazes apesar da idade que se pudesse escolher como seria um filho seu, com certeza escolheria alguém tal como ela.

Após comerem batata doce acabaram se aproximando do parquinho cheio de brinquedos infantis que já estava apinhado de outras crianças. Soo o dirigiu o mesmo olhar pidão que havia dado a Jimin algumas horas atrás e Jungkook riu.

– Ok, mas não se aproxime de estranhos de jeito nenhum e cuidado para não se ferir.

– Tá bom, tio Kookie – a menina sorriu grande antes de correr para o meio dos brinquedos. Havia um banco vazio bem ali do lado e Jungkook se acomodou nele enquanto observava atentamente o que a pequena fazia.

Talvez tivesse passado uns quinze minutos quando seu celular vibrou avisando que uma mensagem havia chegado. Então, o tirou do bolso e viu que era Seokjin o chamando para jantar na casa dele. Pensou um pouco e aceitou o convite, ele andava precisando de alguém para conversar. Jimin e ele haviam feito um trato para deixar de lado toda aquela confusão sobre sentimentos e afins, mas não era tão fácil na prática. E não, ele não queria ter que deixar de ver Jimin e esquecer tudo pela distância como havia proposto Taehyung.

O Jeon ergueu os olhos outra vez procurando por Soo logo em seguida. A garota ainda estava lá no meio dos brinquedos, mas agora havia uma mulher, na casa dos cinquenta anos agarrando seu pequeno braço com força e, mesmo na distância, Jungkook podia ver que falava com ela de maneira grossa também. Imediatamente ele levantou e foi até lá.

Mesmo sabendo que era um ato rude, ele puxou a mão da desconhecida do braço de Soo e depois colocou a menina por trás de si. A mulher o encarou com um olhar enojado e disse:

– Quem é você para estar defendendo essa bastarda?

– Ahjumma, por favor, ponha a língua dentro da boca – Jungkook com a voz paciente, mas seu olhar mostrava sua clara irritação – Cuidado com a língua na frente das crianças.

– Por que eu teria? Essa garota já é uma má influência o bastante para esses inocentes.

– Ela tem quatro anos de que modo ela poderia ser uma má influência? – o alfa sabia que provavelmente não deveria estar respondendo a mulher, mas realmente tinha curiosidade em saber porque Hye-soo era um indivíduo de tão alta periculosidade assim.

– Ela é cria daquele ômega loiro com só Deus sabe quem. Todo mundo sabe que gente assim é completamente dissimulada, vai saber que tipo de coisa ela não vê em casa e depois vai ensinar para as outras crianças. Isso não é certo. Como um ômega pode criar uma criança sem um alfa em casa?

– Eu sou o abuji dela – Jungkook respondeu de supetão. Não precisou nem pensar para que aquilo saísse de sua boca. Nunca havia escutado tanta besteira junta na sua vida.

– O quê?

– Eu sou o abuji da menina, ahjumma.

– Isso é mentira.

– Não é.

– Então, você resolveu dar as caras?

– O que eu faço ou deixo de fazer não é do seu interesse. Então, eu peço que a senhora controle a sua língua e não dirija a palavra a minha filha outra vez nunca mais. – O alfa sorria de maneira educada. – Por favor.

A mulher estava confusa e olhava para Jungkook e depois para Hye-soo sem parar. Ela fez uma careta demonstrando como não estava nada feliz com a situação e falou:

– Os jovens de hoje em dia são muito mal-educados. Vou rezar para que essa menina tenha uma chance na vida com país inúteis como vocês dois.

O Jeon devolveu a careta e ficou observando enquanto a mulher pegava um menino com roupas verdes e ia embora. Então, respirou fundo e olhou para trás para ver como Hye-soo estava. Ela não parecia estar triste ou assustada, mas não parecia a mesma menina confiante de alguns momentos atrás.  

– Soo – o moreno falou chamando atenção dela.

– Hm, que foi tio Kookie?

– Vem aqui – então a levou até o banco que estava sentado antes e voltou a se acomodar colocando a menina ao seu lado. – Olha para mim, vou te falar uma coisa. Se alguma ahjumma, ahjussi, qualquer pessoa falar algo feio para você, o que você faz?

– Nada – a pequena deu de ombros. – Appa sempre diz que a gente tem que respeitar os mais velhos.

– É, ele está certo – Jungkook sorriu. – Mas se alguém como aquela ahjumma falar daquele jeito com você, é para falar que eu sou seu abuji, tá bom?

– Meu abuji? – Hye-soo inquiriu sem entender. – Mas você não é meu abuji, tio Kookie.

– Eu sei que não – foi a vez do alfa dar de ombros. – Mas é melhor assim. Como se fosse uma brincadeira. Me promete que sou seu abuji quando você precisar?

Soo o encarou calada por alguns segundos. Era bonito como ela tinha os mesmos olhos de Jimin que eram tão doces, mas em um momento pareciam poder ler sua mente. Então eles se tornaram em pequenos sorrisos quando ela sorriu e disse:

– Prometo. Appa falou que tenho que obedecer você.

– Ah, seu appa – o Jeon suspirou. – Não vamos falar nada sobre isso para ele, tá? Se não ele vai ficar preocupado que a ahjumma chata falou aquelas bobagens.

– Tudo bem, tio Kookie. – Então, como se nada tivesse acontecido, ela completou – Posso voltar para brincar?

– Pode sim, meu bem.

 

 

Mais tarde, naquela noite, Jimin finalmente tinha acabado o livro que estava revisando. O assunto era interessante, mas a leitura era tão cansativa que ele se questionava que critérios as editoras usavam para decidir publicar um livro. Hye-soo estava na frente da televisão, mas não estava prestando atenção no programa que estava sendo exibido e sim no desenho que rabiscava com afinco. Jimin se aproximou para ver o que ela fazia e notou que ele próprio estava ali com os fios amarelos ressaltados, Soo estava ao lado com o cabelo dividido em dois e ao lado dela havia uma terceira pessoa bem maior com cabelos negros.

– Soo, quem é esse aqui? – o ômega apontou ao fazer a pergunta.

– É o abuji.

– Abuji? – Jimin sentiu o corpo gelar ao ouvir a palavra.

– É, o tio Kookie – a pequena sorriu.

– O tio Kookie não é seu abuji, Soo – Jimin respondeu de supetão. Estava grato de saber que não era um questionamento da filha sobre seu outro pai perdido no mundo, mas também estava preocupado em estar bagunçando a cabecinha dela. – Ele é só o tio Kookie.

– Eu queria um desenho de família igual do Jinwoo, mas eu só tenho um papai. Então eu usei o tio Kookie para ficar dois também.

– Mas, Soo... Por que você desenhou o tio Kookie e não o tio Hobi?

– O tio Kookie falou que vai ser meu abuji se eu precisar, appa. Tá tudo bem, ele não briga.

Ele disse o que ?!?!?!

 

 

Continua..


Notas Finais


Comentários, críticas, sugestões, dicas, etc. são sempre bem vindos porque é ótimo saber a opinião de vocês

No mais, bye e até o próximo capítulo! <3 ~


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