História Orchids Bloom - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bottom!jimin, Jikook, Top!jungkook
Visualizações 224
Palavras 2.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo de hoje como eu gostei <3

Capítulo 11 - Visitas, confissões e uma promessa


Era uma quarta-feira e após um dia inteiro de treinamento exaustivo Jungkook estava saindo da ducha. Era revigorante o que um pouco de água podia fazer para relaxar os músculos cansados. Terminava de se vestir quando seu treinador apareceu que havia um ômega esperando por ele lá fora.

– Um ômega?

– Ele é loiro e tem essa altura – o treinador falou colocando a mão na altura do peitoral.

– Ah, é o Jimin-ssi – o Jeon falou com um sorriso.

– Andou arranjando um namorado, garoto? – o mais velho tinha um olhar curioso.

– Ele é só um amigo.

– Amigo de um ômega? A quem você quer enganar? – o treinador perguntou, mas não esperou resposta, apenas balançou a cabeça como se quisesse tirar aquilo da cabeça e foi embora. Jungkook sorriu em seco de si mesmo, afinal o mais velho tinha um pouco de razão.

O moreno encontrou Jimin sentado na pequena arquibancada, mas ao vê-lo se aproximando o loiro logo levantou e foi até ele. Estava vestindo um blusão branco que junto com os cabelos loiros o fazia parecer quase iluminado em meio ao ambiente acinzentado.

– Eu te liguei, mas você não atendia.

– Oh, desculpe, passei a tarde treinando sem parar – Jungkook dizia enquanto pegava o telefone de um dos bolsos da calça e fez uma cara surpresa ao ver o número de ligações perdidas que havia ali. Olhou para o ômega outra vez e percebendo como ele estava com um semblante mexido acabou questionando – Aconteceu alguma coisa? A Soo está bem?

– Tá tudo bem com ela, é só que eu precisava falar com você.

– Você está com fome? Estou desde cedo desejando lámen. A gente podia ir na conveniência aqui do lado.

– Pode ser.

Então, eles escolheram o que queria comer e como havia um parque bem na quadra da frente, acabaram concordando que seria mais confortável se acomodar em um dos bancos de lá do que ficar na lojinha. Jimin parecia quase perdido, estava calado e olhava em volta como se quisesse encontrar algo. Sua boca remexia como se não soubesse escolher as palavras certas para o que queria falar. O Jeon estava curioso, mas também preocupado em saber qual seria o motivo daquela inquietação. Talvez o loiro enfim tivesse decidido que não queria mais manter uma amizade com ele?

– Jimin-ssi – o alfa começou a falar receoso – qual é o problema? Eu…

– Você – Jimin o interrompeu, mas ainda estava com o olhar perdido. Demorou alguns segundos para que voltasse a atenção para Jungkook antes de continuar – Eu realmente não consigo achar outra forma de falar isso, então lá vai... Por que diabos você achou que dizer para Soo que é o abuji dela era uma boa ideia? Você tem titica na cabeça?

– Como? – O Jeon pareceu perdido por um instante, mas logo em seguida veio a sua mente o domingo que tinha passado com a menina e, ainda mais, o momento que havia se identificado para a mulher mal-educada como o pai alfa de Hye-soo.

– Você é um cara legal Jungkook. Um dos amigos mais divertidos que já tive, me respeita, é legal com a Soo. Só que, sério, eu agradeceria muito se você não ferrasse a cabeça da minha filha.

– Jimin.

– Outro dia ela até fez um desenho te pondo na nossa família. Daqui a pouco ela…

– Jimin, pera aí...

– Eu sei que você gosta dela, e eu agradeço muito por isso, de verdade, mas um dia você vai ter uma família, seus próprios filhos e isso tudo vai parecer bobagem. Mas se a Soo se apegar a você, ela vai estar com o coração partido e, por Deus, eu mataria qualquer um que...

– Jimin, pelos céus, deixa eu falar. Me escuta – mesmo parecendo contrariado, o loiro se calou esperando pelo o que ele diria. – Olha, desculpa mesmo se isso que eu fiz é tão ruim, mas eu não ia conseguir ficar quieto enquanto aquela ahjumma estava gritando com ela.

– Ahjumma? – O ômega fez uma careta e sua voz saiu claramente mais enraivecida – Que Ahjumma, Jungkook?

– Eu não sei quem ela é, mas ela estava no parquinho quando eu deixei Soo brincar alguns minutos e do nada a mulher estava a julgando por…

– Por ser minha filha – o ômega falou com a voz dolorosamente seca. Ele estava com a cabeça abaixada escondida em duas mãos.

– Então eu acabei falando que era o abuji da Soo para que ela calasse a maldita boca. Foi por isso. Eu não queria magoar a Soo ou algo assim...

Houve alguns momentos de silêncio até que Jimin levantasse o rosto de novo e o alfa percebesse como seus olhos estavam cheios de lágrimas. Sua boca remexia como se tivesse algo para dizer e por isso Jungkook continuou quieto não querendo interromper o que quer que ele quisesse falar.

– E-eu não me importo de o-ouvir as coisas que e-essa gente fala, – a voz embargada do loiro o deixava de coração partido, então o Jeon estendeu a mão para que pudesse segurar a mão pequenininha dele embaixo da sua –, eu só queria que eles deixassem minha menina em paz. Ela não tem culpa.

– Eu sei.

– E-eu agradeço o gesto, Jeon. Odiaria saber que ela passou por um momento desses sozinha – Jimin tinha um sorriso doce, mas triste no rosto –, mas eu ainda preciso que você não a deixe pensar que é o abuji dela. Ela vai acabar ficando confusa.

Jungkook respirou fundo. Não era assunto dele, não lhe dizia respeito e até tinha medo do que o outro poderia lhe responder, porém precisava perguntar:

– Eu sei que não deveria me intrometer, mas o abuji dela…?

– Ela não tem abuji. Era só um alfa e ele morreu. – Ao ver a cara de surpresa do moreno, Jimin deu um sorriso debochado apesar de ainda estar com os olhos tristes – Bem, pelo menos para mim.

– Desculpe – o Jeon falou.

– Tudo bem. Ele não importa. Nunca importou.

Então, Jungkook o abraçou. Trouxe o loiro para perto com seus braços e agradeceu por ele não lutar contra o gesto. Jimin não chorou e nem algo do tipo, apenas deixou-se ser abrigado pelos braços do outro. Até se remexeu, mas foi apenas para procurar uma posição mais confortável. O Jeon deu um sorriso e deixou o silêncio em volta dos dois consumir o momento enquanto aproveitava as sensações, o toque quente, o cheiro doce e o barulho baixinho da respiração do Park. Se pudesse escolher, escolheria ficar naquele momento para sempre.

– Eu vim aqui para brigar e agora estou assim com você – o ômega falou depois de algum tempo. Sua voz estava quase que brincalhona. – Por que eu não posso simplesmente te mandar pastar como os outros?

– Eu fico feliz que não – Jungkook respondeu achando graça. – Seria realmente difícil ficar longe de Soo e de você.

– Jeon…

– Park – o moreno falou. Então, afastou o loiro de seu corpo, precisava que ele olhasse em seus olhos enquanto diria o que queria tanto falar. Era um movimento arriscado, muito arriscado, mas mais cedo ou mais tarde acabaria por enlouquecer se não o fizesse. – Eu sei que você não vai acreditar, mas é a verdade. Eu prometo que é. Eu disse que era o abuji da Soo, mas não foi da boca para fora… Eu nunca pensei nessas coisas antes, mas se eu tivesse um filho, gostaria que fosse igual a pessoa linda, gentil e tão esperta que ela é.

Jimin estava calado, apenas o encarando com os olhos brilhantes, então ele continuou.

– E você Jimin. Eu queria poder pensar um pouco menos em você. Mas a única coisa que eu consigo fazer o dia inteiro é esperar para ver seu sorriso, te ouvir animado sobre alguma coisa engraçada que Soo fez ou reclamando sobre algum livro que está revisando. Queria poder te ver comendo, fazendo caretas enquanto brinca com sua filha, rindo porque viu algum meme na internet e mil outras coisas. Se eu pudesse nem mesmo trabalharia, só ficaria do seu lado o dia todo. Porque é ao seu lado que eu me sinto feliz. É assim que eu me sinto.

 As mãos dos dois ainda estavam juntas e o alfa apertava a do menor.

– É muita coisa, eu sei, mas... – Jungkook deu um riso em seco. – Quase falei tudo para Jin-hyung, mas me senti tão bobo que acabei desistindo.

 – Que bom que não falou, eu morreria de vergonha – o loiro corou. Jungkook então trouxe a mão do loiro até seus lábios e a beijou. Era um gesto singelo, doce e cheio de esperança. Ele já havia falado o que precisava dizer, só restava saber se tinha conseguido fazer com que Jimin entendesse o que sentia. O ômega estava quieto apenas observando o gesto, até que disse com um sorriso encabulado:

– Eu só não entendo como um cara legal que nem você gosta de mim.

– Porque eu não gostaria? Você é o cara mais lindo que eu já vi na vida.

– É feio mentir para conquistar as pessoas, sabia?

– Quem está mentindo aqui? Eu só estou falando a verdade.

Jimin, então, sorriu grande e puxou o Jeon para si sabendo que não precisava decidir mais nada. Jungkook foi pego de surpresa, mas correspondeu imediatamente ao beijo. Seu coração urgia com força dentro de seu peito, mas ele acolheu o loiro em seus braços como se fosse a coisa mais preciosa do mundo que pudesse quebrar a qualquer momento. O alfa era como o frio e Jimin era o próprio fogo enchendo o com uma energia tão viciante que ele sabia que não poderia mais ficar longe. O beijo – calmo, mas ainda assim cheio de desejo – e cada um dos seus toques era como estar no próprio paraíso. Depois de algum tempo se separaram, findando com pequenos selares, e o loiro estava com um sorriso bobo no rosto, mas também encabulado. Encarou Jungkook nos olhos e então perguntou como se fosse uma questão de vida ou morte:

– Por que será que eu não consigo ficar longe de você?

– Seja qual for o motivo, eu acho ótimo.

– É sério, Jungkook.

– Eu também estou falando muito sério.

Jimin desviou o olhar para as mãos deles, não paravam quietas como se precisassem sentir e experimentar cada milímetro de pele do outro. Haviam acabado de se beijarem, mas o Jeon já sentia como se precisasse puxá-lo para outro. Afinal, se dependesse de si ficaria a noite inteira apenas beijando Jimin, beijando cada centímetro do corpo de seu corpo.

– Sabe – o loiro quebrou o silêncio, ainda encarando as mãos deles dois –, o que você acha de nós considerarmos hoje como o nosso primeiro dia?

Sem nem mesmo se dar conta, Jungkook deu um sorriso enorme. Soltou sua mão e ergueu o queixo de Jimin para que pudesse olhá-lo nos olhos enquanto dizia:

– Nada me deixaria mais feliz, Jiminnie.

– Mas... eu tenho algo para falar. Espero que entenda.

– O que foi?

– Nós poderíamos deixar isso só entre nós? Eu realmente não estou pronto para que todo mundo saiba. Eu gosto de você, mas quero ter certeza de nós dois antes das pessoas saberem. Por favor.

– Tudo bem – o Jeon concordou com um balançar de cabeça. – Por mim, eu gritaria para todo mundo que você é meu namorado, mas eu entendo o que você disse.

– E, ah, você ainda precisa dizer para Soo que não é o abuji dela.

– Eu não me importo que ela use meu nome para se defender de gente babaca.

– E eu agradeço o que você está tentando fazer, mas isso é algo muito mais sério na cabeça de uma criança.

– Ok. Eu direi a ela.

– Obrigado – o Park sorriu.

– Qualquer coisa por você.

– Cuidado, você vai acabar me deixando mimado.

– Vou te fazer o namorado mais mimado do mundo.

– Então tá – Jimin disse achando graça. – Agora eu preciso ir para casa. Soo está me esperando.

– Espera, como eu sou desligado, com quem ela está?

– Com Hoseok. Pedi para que ele fosse busca-la na escolinha hoje.

– Ah, sim. – Jungkook sorriu.

Então, os dois foram juntos até o caminho da casa de Jimin. O loiro até falou que não precisava daquilo, mas o Jeon fez questão. Queria poder ficar todos os segundos possíveis perto de Jimin. Ele estava mesmo irremediavelmente apaixonado. Ao se despedirem na entrada do pequeno prédio, o ômega já havia dado alguns passos quando Jungkook chamou por ele:

– Jimin.

– Hm? O que foi? – o Park se virou ao dizer.

– Eu prometo que você não vai se arrepender.

Jimin não disse nada, apenas concordou com a cabeça e sorriu doce. Então, entrou no prédio e desapareceu. O Jeon ficou imóvel, apenas observando a porta pelo qual o ômega havia desaparecido e mesmo que estivesse sozinho, falou:

– Eu prometo que vou te fazer feliz.

 

 

Continua...


Notas Finais


Comentários, críticas, sugestões, dicas, etc. são sempre bem vindos porque é ótimo saber a opinião de vocês

No mais, bye e até o próximo capítulo! <3 ~


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