1. Spirit Fanfics >
  2. Ordem E Caos >
  3. A Oferta

História Ordem E Caos - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, antigos e novos leitores, estou reescrevendo a história, devido a vários erros com relação a narrativa, mas não se preocupem, o novo enredo ficará tão bom quanto o antigo.

Capítulo 1 - A Oferta


A escuridão do céu noturno já estava sendo varrida pelos raios solares, que tingiam o céu de escarlate, e o topo das árvores, prédios e montanhas de dourado.

Os primeiros traços de luz entravam pelas janelas do quarto de Jake, indicando-lhe que já era hora de se levantar e prepararar-se para mais um dia de trabalho.

O garoto, em questão, possuía lindas madeixas rebeldes e loiras, que se harmonizavam perfeitamente com seus olhos amarelos vibrantes e sua pele, outrora alva, agora pouco bronzeada.

Não era muito alto, não era muito forte, mas já via-se pelo seu corpo as marcas de músculos em desenvolvimento, o que já é um grande progresso para um adolescente de 17 anos.

Jake preguiçosamente se senta em sua cama, com os raios do sol agora cegando-lhe os olhos, e olha ao redor, examinando seu quarto bagunçado, procurando lembrar onde estaria.

O loiro agora leva gentilmente sua mão aos seus olhos, recuperando-se de seu sono envolvente, passa a mesma pelas  suas mexas desgrenhadas, e, quase que de um salto, levanta-se da cama.

Agora que Jake reparara, seu quarto estava claramente bagunçado, com roupas, toalhas, almofadas e cobertores espalhados pelo chão, frutos da sua noite de trabalho anterior, onde havia chego cansado demais para combater a desordem.

Como de costume, Jake primeiramente vai até a longa janela que se estendia até o chão ao lado de sua cama, e contemplava do segundo andar de seu sobrado a cidade que aos poucos ía despertando, com poucos carros na rua, e as raras pessoas que já cedo saíam com bicicletas, normalmente entregadores de jornal ou leite.

Então, dirige-se ao espelho igualmente longo do lado da janela, onde aprecia cada centímetro de seu corpo seminú, onde já podia-se ver o mesmo com seus músculos em "construção", mas ainda agradável.

Agora, ignorando a bagunça pelo chão, (ou pelo menos tentando) Jake se dirige ao grande banheiro de sua suíte, onde, ao passar pela pia, mais uma vez viu seu reflexo sonolento, e despindo-se de sua cueca, entra em sua banheira, liga sua torneira, e se aconchega dentro dela, agora quase cheia de água quente.

Após alguns minutos tranquilizantes dentro da banheira, Jake se força a sair, então começa a se secar e envolve sua cintura na toalha vermelho-carmesim.

De frente ao espelho, enquanto fazia sua higiene matinal, Jake se perdia em seus pensamentos, hora sobre o trabalho, hora sobre o passado.

Sem nem ao menos perceber, Jake se viu de frente ao seu guarda-roupas, de onde já tirava uma peça íntima e se vestia, seguida de jeans skinny pretas, uma camisa branca e um colete social preto.

Já calçado de seus sapatos pretos de bico fino, agora Jake desce as escadas para tomar seu café da manhã.

O loiro viu-se então, em uma cozinha moderna e limpíssima, onde todos os móveis e armários são brancos com puxadores pretos ou vice-versa.

Tendo aberto a geladeira, agora Jake retira uma caixa de leite, e do armário, uma caixa de cereal.

Jake então abastece sua torradeira com duas fatias de pão, e prepara em sua cafeteira um capuccino.

Quinze minutos depois, Jake já estava sentado diante da mesa de sua cozinha, e saboreava suas torradas e cereais enquanto bebericava seu capuccino, tendo em mãos um exemplar de "O Visionário", o jornal local, onde, de primeira página, via-se a foto em preto e branco de um homem dormindo em um buraco cavado na terra, quase como se estivessem prontos para enterrá-lo.

A manchete dizia:

" Na tarde de ontem, quarta-feira, no sítio arqueológico do reino de Flarya, descobriu-se um achado capaz de mudar para sempre a história da ciência e da magia.

Os profissionais qualificados acharam, em meio à uma escavação, o corpo de um homem, porém, completamente conservado.

Não se têm idéia ainda de quem seja o homem, mas, diferente de suas vestimentas apodrecidas que aparentemente datam de muito antigamente, talvez de séculos atrás, seu corpo parece adormecido, exceto pela ferida em suas costelas esquerdas, que aparentemente foram furadas por alguma coisa, e pela frieza de seu corpo.

O mesmo foi levado para o laboratório, a fim de se saber mais sobre o corpo, que, segundo especialistas, não apresentava nenhum vestígio de ter sido embalsamado, ou até mesmo mumificado.

Alguns conspiracionistas alegam que esse seria o corpo de Aritt, o lendário sacerdote supremo da mítica cidade de Alabaster, cujo qual havia sido morto durante a suposta invasão da mesma pelo Império Asmodiano.

Os que se dispõem a debater tal alegoria, dizem que Alabaster ficaria no mínimo em dez quilômetros de distância do local onde o corpo foi achado, encerrando, assim, qualquer argumento possível. "

Agora que já terminara de comer, Jake levanta de sua cadeira, repõe todas as coisas aos seus lugares, e se retira para a garagem, onde seu carro, um lindíssimo e azul Chevrolet Tracker, já aguardava a visita do loiro. Jake entra, liga, e retira cuidadosamente da garagem, descendo do carro logo em seguida para fechar a porta da mesma.

- Oi, Jake. - Uma voz após a cerca com os vizinhos à sua direita tirou-lhe de seus pensamentos.

Jake, assustado, procura a fonte do som, e se depara, com uma mulher de aparentemente 20 anos, que o observava atentamente pela cerca.

A mulher em questão, tinha longos cabelos ruivos e ondulados, que lhe caíam sobre os ombros, e um corpo atraente, mas, apesar do vento frio da manhã, vestia apenas um short curto e uma blusinha sem mangas que deixava seu umbigo visível.

- Ah, oi Marry.- Jake diz se recuperando do susto.

- Você está bonito, vai sair com alguém em especial? - Marry pergunta, pretensiosa.

- Você sabe que eu só estou indo para o trabalho.

- Sim, sim , mas nunca se sabe, não é mesmo?

- Olha, Marry, já tivemos essa conversa antes, eu ando muito ocupado com o trabalho, tenho vindo para casa muito tarde, e mal tenho tempo para mim.

- Ah, mas não é problema, eu posso te esperar na sua casa se quiser, aliás, não tem lugar mais confortável no mundo do que o nosso lar, não acha?

- Você não tinha namorado, Marry?

A garota por um momento pareceu extremamente desconcertada, talvez até envergonhada, então respondeu, ainda corada:

-Ahn... Ah, sim aquilo, não, não, Brand não é meu namorado, é só meu...Meu... Amigo! Isso, amigo! - Marry forçou um sorriso para esconder sua vergonha.

- Legal, pois ele vem bem aí! - Jake apontou por cima do ombro de Marry, onde, uma figura masculina avançava furiosamente a passos largos em direção à garota, que agora parecia a ponto de desmaiar de tão pálida.

- Bom dia, Brand! - Jake acenou, demonstrando claramente a alegria de que alguém iria fazer justiça.

- Bom dia, senhor Loyal - Brand cumprimentou cordialmente, se virando em seguida para sua apavorada namorada. - E você, venha comigo. - Brand puxou-a pelo pulso para dentro da casa, enquanto Marry lhe enviava silenciosamente um olhar de súplica por cima do ombro, e Jake acenava alegremente, com um sorriso largo em seu rosto.

- Tchau, pessoal!

Jake entrou em seu carro, e ao ver, em seu relógio de pulso prateado, que já estava atrasado, não mediu esforços em acelerar um "pouquinho mais" hoje.

Jake chegou as 8:35 na frente do escritório onde trabalhava, onde ele era dono.

Jake era muitas coisas, detetive particular, caçador de recompensas, guarda-costas e até ajudava de vez em quando em algum caso na polícia, o que o fazia ser temido, amado, respeitado, bajulado, odiado ou desejado por muitos, e Jake tinha ciência dessa fama.

Jake adentrou as portas do escritório da S&J Loyal's e cumprimentou apressado sua secretária, que lhe interrompeu a meio caminho de chegar na escada que levava à sua sala.

- Senhor Loyal! - Chamou a secretária, fazendo Jake dar meia volta para atender seu chamado.

- Sim?

- O chefe da Guarda, senhor Mason, aguarda pelo senhor na sua sala.

- E você sabe do que se trata, Jully?

- Não senhor, ele apenas disse que queria falar com o senhor, e como o senhor não tinha chegado, eu o pedi para que esperasse na sua sala.

- Obrigado, Jully!

Jake saiu apressado pelo corredor e subiu correndo as escadarias, até chegar às portas de sua sala, que já se encontravam abertas , e atrás de sua mesa, uma figura masculina alta e corpulenta, olhava através da janela, estando assim, de costas para Jake.

O senhor Mason era um homem alto e forte, já possuía fios brancos em sua cabeça e certas rugas de expressão lhe saíam dos olhos, contudo conservava uma expressão dura e rígida, e não era para menos, já que era o capitão e general da Guarda Arcana.

A Guarda Arcana, por sua vez, era basicamente a força militar mágica-humana, que intervinha em guerras para defender os territórios de Flarya, cidade na qual Jake habita, e era conhecida por todo o país por sua organização e competência.

Jake, por outro lado, ajudou, dois anos antes, a encontrar e prender um necromante,  que além de ser usuário de magia negra, o que é um crime, violava também sepulcros e túmulos, a fim de fazer seus rituais. O problema é que o homem não era achado em lugar nenhum, e sempre que A Guarda era acionada, ele desaparecia sem deixar rastros ou pistas de quem quer que fosse.

Quando Jake sozinho apanhou o sujeito, além de automaticamente ganhar certa fama, conquistou eternamente o respeito do Sr. Mason.

- Já estava lhe esperando, senhor Loyal. - A voz grave do senhor Mason se fez ouvir.

-Ah, me desculpe senhor, eu me atrase por causa da minha vizinha que...

- Está tudo bem, filho, eu só queria falar com você. - O homem agora estava de frente para Jake, revelando um corte militar sobre seus cabelos grisalhos, e uma feição rígida, que fazia seus olhos negros como a noite observarem quase sem vida para Jake, o qual sentia como se o homem pudesse enxergar a sua alma com eles.

- Senhor...? - Jake pergunta, um pouco nervoso com a visita inesperada.

- Sabe, Jake, como já deve estar ciente, um corpo valiosíssimo foi achado na tarde de ontem, então foi levado para laboratórios para exames, e depois de sair de lá você sabe para onde ele vai, Jake?

- Não senhor.

- Vai para o museu de Asmódia, e ficará lá em exposição por três dias, e a nossa guarda, por ser uma das mais experientes, importantes e competentes de nosso país, foi convocada para estar auxiliando na guarda do corpo, e eu, é claro, não poderia me esquecer de você, que já nos ajudou tantas vezes contra casos praticamente insolucionáveis, e uma das poucas pessoas fora da Guarda que é de minha confiança. Portanto, quero lhe convidar para estar conosco nesta missão, para nos ajudar com a guarda do corpo e do museu.

- Senhor, é uma honra, mas eu preciso estar aqui para ajudar na administração do escritório e fornecer auxílio para quem precisar! - Jake pareceu profundamente triste em recusar a oferta.

- É difícil achar um jovem responsável como você hoje em dia, garoto, por isso, eu providenciei para que o escritório feche pela próxima semana, a fim de você poder estar conosco sem preocupações. O que me diz?

Por um momento, Jake pensou em tudo sobre viajar para Asmódia, a cidade mais evoluída científica e magicamente, e como que num estalo de dedos, um sorriso perpassou o rosto do loiro, que respondeu:

- Ficarei muito contente em poder ajudar.

- Excelente! Chegue em casa e arrume as malas, filho, pois amanhã ao entardecer viajaremos, A Guarda e eu, nos jatos da Guarda, e nós podemos passar na sua casa e te buscar para a sede da Guarda, se quiser, é claro.

Ainda radiante com a idéia, Jake, sem palavras, assentiu, apertando a mão grande e caleijada do senhor Mason logo em seguida.

- Até amanhã, filho, e se prepare, pois, com sorte, nenhum desses maníacos conspiracionistas vai tentar roubar o corpo. Isso está longe de ser uma viagem de férias.

Jake assentiu novamente, e o senhor Mason passou por ele, atravessando a porta, realçando ainda mais a diferença de tamanho entre os dois.

Jake estava tão radiante que mal viu o dia de trabalho passar, e ficou lá, com um sorriso embasbacado no rosto, olhando pela janela e imaginado todas as situações possíveis em Asmódia, a cidade do progresso.






Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...