História Orgulho Não É Sinônimo de Amor - Capítulo 1


Escrita por: e Nevill

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais
Tags Coupleofthemonthkookmin, Kookminnotopjk, Papais!jikook/kookmin, Papaisnotopjk, Tjkp, Top!jk, Topjkpapais, Topjkproject
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Palavras 3.427
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Fluffy, LGBT, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui vão meus agradecimentos a @Motherfunk por ter feito a betagem e a @MangGoldenBoi pela capa. Grata! Ficou tudo perfeito! Boa leitura a todos!

Capítulo 1 - Capítulo Único


— A senhora está me dizendo que terei que passar o final de semana inteiro com ele?!  — O rosado exasperou-se com essa possibilidade.

 — Você não reclamava disso a um certo tempo atrás —  disse o outro para recrutar, estava com o corpo encostado no sofá de couro marrom.  — Muito pelo contrário, derretia-se todo.  — Abriu um sorriso ao ver as bochechas de Jimin ficarem vermelhas igual a dois tomates maduros.

 — Está v-vendo? — gaguejou ele e acabou pigarreando para desfazer o nó que formara em sua garganta.

Odiava a maneira que ele lhe provocava mesmo não tendo mais nenhum compromisso a cerca de dois anos, ainda por cima diante de outras pessoas! Jeon sempre foi assim, provocava-lhe até o limite apenas para ver suas fartas bochechas vermelhas ou brancas de tanto que coravam devido a comentários como aquele.

 — Será apenas por dois dias, não podem fazer isso pelo bem estar do filho de vocês? — Ela deslizou os olhos de um lado para outro por trás das lentes transparentes do óculos de aros quadrados. — Ele precisa saber que vocês estão unidos para cuidar dele, para lhe dar fortalecimento.

 A ideia de passarem um final de semana juntos assustava ambas as partes, não conseguiam ficar nem meia hora sem discutir por coisas supérfluas, quem dirá quarenta e oito horas corridas.

 — Faremos o possível.  — O moreno levantou e apertou a mão da psicóloga, Jimin imitou seu ato.

Ambos saíram da sala com cheiro de incenso de erva-doce e rumaram para o elevador do outro lado do corredor, nenhum deles estava com a mínima vontade de falar, apenas concentraram-se em caminhar até as portas metálicas. Jeon estendeu o dedo quando se aproximou do painel com apenas dois botões, cada um com uma flecha verde indicando ou para cima ou para baixo. Ele apertou a seta que indicava que era para descer, os números em uma pequena placa preta eletrônica começaram a despencar conforme as engrenagens e fios grossos de cobre traziam a caixa pesada.

 — Jimin? — resolveu quebrar o silêncio perturbador enquanto aguardavam, por alguns segundos tudo que se ouvia eram os sons do objeto descendo por trás das portas fechadas diante deles. — Acho que… — fez uma pausa pequena ao buscar as palavras certas para pronunciar. — Que devemos fazer isso. Quer dizer...

Ele estava nervoso por algum motivo, o corpo tenso com a ideia do mesmo lhe pular no pescoço como um animal selvagem por dizer que era uma boa ideia o que a psicóloga havia proposto. Estava mais que óbvio que ele discordava, suas atitudes e postura na sala comprovavam isso com maestria.

 — Não me agrada nem um pouco essa ideia  — murmurou, os braços cruzados e o cenho franzido enquanto encarava os pequenos botões.  — Mas acho que isso tudo visa o bem estar do nosso Suho, então vamos fazer isso.  

As portas começaram a abrir, entraram juntos na caixa que possuía um espelho grudado às suas costas e barras de ferro nas laterais para quem quisesse se apoiar. Jeon pousou as mãos ali e fixou os olhos nos diversos botões com números e letras vermelhas perto do rosado. O mesmo apertou o botão que representava o “hall” e as portas começaram a fechar quase de maneira silenciosa, o deslizar das mesmas causando certo arrepio na nuca do moreno. Uma leve tremor abaixo de seus pés indicava que o mesmo estava se movendo. Em poucos minutos, as portas tornaram a se abrir e eles saíram no amplo hall de entrada. Estava pouco movimentado, possuía alguns turistas e funcionários apenas.

Jimin já se encaminhava para as portas de vidro, deixando-o para trás. O mesmo escondeu as mãos nos bolsos frontais da calça jeans e saiu do prédio, o ex havia se perdido entre o amontoado de pessoas. Pegou o caminho da direita e rumou para seu carro estacionado. Como foi que o relacionamento que possuíam havia decaído daquela maneira? Pegava-se pensando nisso todas as noites nas últimas semanas.

-------•×◈◇◈ו-------

Suho desceu as escadas da casa de seu pai adotivo, trajava roupas confortáveis como calça jeans marrom folgada na cintura e na região do quadril, uma camiseta branca que seu outro pai havia lhe presenteado, e tênis branco. Jeon adorava aquele estilo de camisetas, seu guarda-roupas estava quase 100% ocupado por elas, grandes e coloridas. Os cabelos negros estavam desgrenhados e molhados, tentou arrumá-los, mas não conseguiu. Sempre ficavam assim. Ajeitou um dos fones de ouvido na entrada, encaixando-o ali. Sabia muito bem o que lhe causaria esse fim de semana com aqueles dois: dor de cabeça e mais dor de cabeça. Havia deixado o celular carregando a noite inteira justamente para não ter que ficar escutando os dois aos gritos, uma música  do Linkin Park já tocava em um volume baixo.

Jimin o aguardava sentado no sofá, mexia o pé de maneira inquieta. Batia a sola do sapato social de encontro ao piso como em um batuque ritmado, só não roía as unhas pois havia feito isso durante a noite passada que passara em claro. O garoto desceu as escadas à pique, ele se levantou ao ver o mesmo e respirou fundo para acalmar aquela ansiedade que estava se apossando de seu corpo torneado. Só está fazendo isso por seu filho... Apenas por ele. Repetiu tais palavras como uma forma de acalmar seus batimentos. Odiava essa sensação desconfortável que o mesmo lhe causava. Dois anos estavam prestes a passar e ele ainda lhe causava esses turbilhões de sentimentos.  

— Pai? — Suho lhe cutucava no ombro, Jimin acordou de seu devaneio e a primeira coisa que notou era como seu menino estava crescendo. Em pouco tempo ultrapassaria seu tamanho. — Está bem? — Ele crispou os lábios, seus olhos emanavam preocupação com o mais velho.

Sentia um amor imenso por ele, por ambos na verdade. Haviam-no tirado daquele orfanato e lhe dado todo o conforto possível, proporcionando assim, uma vida feliz que o mesmo nunca tivera na infância. A sensação de abandono praticamente se evaporou de seu corpo após o primeiro passeio juntos, em uma bela praia num dia quente de verão. Lembrava-se desse dia toda noite antes de dormir, não era a única, mas era a mais especial para si. Pois ali, eles estavam unidos, todos eles. Riram e se divertiram como nunca, era novidade para todos. Jeon e Jimin tomaram a iniciativa de adotar pois o rosado vivia querendo um bebê para encher de mimos e ficar admirando as imensas bochechas branquinhas um tanto fofas e semelhantes as suas.

— Vamos indo — disse após uma longa pausa para observar as bochechas do filho diante de si. Não eram mais tão cheinhas como quando era criança, já podia observar os primeiros pêlos faciais crescendo. — Vamos indo! — Tentou demonstrar animação, abriu um sorriso amarelo e fechou a mão em um punho, gesticulando em arco na frente de seu corpo.

Suho apenas riu e acompanhou o mesmo para fora de casa, desceram a elevação que havia ali, caminhando pelas pedras largas enterradas até em cima. As lâminas verdes passavam pelos dedos dos pés do rosado, provocando-lhe certos arrepios. Não devia ter escolhido um par de sandálias de couro para sair, a grama lhe causaria coceira naquela região na pele que já se encontrava meio avermelhada. Empurrou a porta de ferro que fora implantada junto ao portão e as grades que cercavam a casa da família Park. Saíram para a calçada. O bairro estava bastante calmo, uma brisa leve balançava o topo de algumas árvores, fazendo suas folhas tremeluzirem e caírem em queda lenta até o chão.

Ambos rumaram a pé até a casa do moreno, levaria uma meia hora para chegar até lá já que ficava apenas a dois quarteirões de distância. Jimin lançou um último olhar para o filho antes de se perder em seus pensamentos e inseguranças.

-------•×◈◇◈ו-------

A casa de Jeon era um pouco maior que a do rosado, pintada em tons escuros de verde e as portas, assim como as janelas, em tom branco. Era cercada por portões que, nas pontas, jazia com formato de pontas de lanças. Uma medida que muitos achavam segura contra invasores. O terreno era cercado por grama, como a maioria das casas ali, bem aparada e em um verde claro, como se houvesse crescido recentemente. Aproximaram-se do interfone de plástico cinza-chumbo que havia grudado em um dos pilares de pedras lustrosas, apertou o enorme botão azul abaixo dos demais que continham números.

Logo a voz de Jeon saiu do bocal, entrecortada devido a conexão:

— Sim?

— Somos nós — respondeu Jimin, um som rouco saiu do bocal e logo um tilintar metálico se fez presente.

O portão abriu-se para a passagem dos mesmos e eles entraram pelo espaço que havia ali, caminharam rumo à grande porta de entrada onde Jeon já os esperava. Usava calça jeans largas rasgada nos joelhos e sua típica camiseta preta, o tamanho um tanto maior que o seu em si. Abriu um sorriso ao ver o filho se atirar em seus braços em um abraço apertado, afanou-lhe os fios e se afastou para olhar o rosado. Estava parado a alguns passos atrás de ambos.

— Quer abraço também, Jiminie? — Ele lhe lançou um sorriso brincalhão, o que fez o mesmo crispar os lábios de maneira desgostosa.

Eram o oposto um do outro, Jimin era sério e bastante teimoso. Quando estava certo, estava certo, e quando estava errado, também estava certo. Jeon já era mais solto, por trabalhar em telemarketing, necessitava ser mais liberal pelo fato de seus funcionários serem de uma faixa etária mais nova. Gostava de brincar e de divertir as pessoas, sempre gostou de demonstrar carinho por quem amava e essa era a forma que ele demonstrava tal amor pelo ex. Afinal, ainda sentia certo sentimento nutrir pelo menor.

— Dispenso. — Ficou ao lado do filho e apenas estendeu a mão, Jeon a apertou e em segundos a soltou. — Vamos começar logo com isso, quanto mais rápido começarmos, mais rápido terminaremos.

Não precisava ser nenhum detetive para notar o que estava mais que óbvio, odiava o fato de estar ali, de ter que ficar com o moreno por mais de poucos minutos, de ter que dormir na mesma casa. Isso fazia suas lembranças retornarem, os momentos que passaram juntos, com Suho correndo pela casa em cima do seu cavalo de plástico, os três deitados na cama devido ao filho ter medo da tempestade ou dos galhos de árvores que batiam em sua janela em noites de muito vento... Tudo era torturante, cada objeto naquela casa tinha uma lembrança para o rosado.

Entraram na casa, Jeon andando na frente. Era grande, possuía um conjunto de móveis claros e clássicos. Em cima da mesinha estava os controles do seu vídeo game, adorava aquele aparelho. Passava suas tardes monótonas ali, diante do aparelho e dos belos gráficos que apresentavam. Jimin já podia imaginar o que fariam naquela tarde, passariam a tarde inteira diante daquela televisão. Pode ver os olhos do filho brilharem ao avistar os mesmos em cima da mesa, balançou a cabeça levemente e soltou um suspiro baixo.  

— O que foi? — Encarou o menor com uma expressão confusa, será possível que já achara algo para pôr defeito?

— Nada, só não quero passar o dia diante desse aparelho devorador de cérebros. — Pousou as mãos nos quadris enquanto resmungava, a típica posição que fazia quando Jeon chegava em casa tarde do trabalho. Uma posição que indicava desagrado e preocupação.

 — Bom... eu imaginei que Suho gostaria de jogar um pouco. — Coçou os poucos fios na nuca.

— E como pode saber? Quase nem passa um tempo com ele! — retrucou o outro, mais por instinto do que por vontade. — Poderíamos praticar algum esporte.

— Esporte? — repetiu. — Eu tenho quase trinta anos, acha que vou ficar correndo atrás de uma bola? — Abriu um sorriso irônico.

Ambos se encaravam com o cenho fechado, Suho suspirou. Já haviam começado? Em menos de cinco minutos que estavam ali, já estavam discutindo. Eram como cão e gato, o ditado popular se encaixava bem para eles.

— Acho que podemos fazer os dois... Quer dizer... temos dois dias, certo? — resolveu se pronunciar antes que os dois resolvessem partir para a agressão verbal. — Dá para realizar o que cada um deseja, de maneira civilizada — acrescentou a última parte por via das dúvidas, até porque, conhecia bem seus pais a ponto de saber que dariam um jeito de discutir. Parecia uma atividade favorita, como um segundo trabalho, só que sem benefícios.

— É, pode ser... — eles resmungaram um para o outro, não tinham escolha. Estavam ali justamente para demonstrar união, para melhorar o astral do “pequeno” Suho. Que escolha tinham senão suportar um ao outro durante essas longas horas?  

Não devia ser tão difícil, conviveram vários anos juntos mesmo com suas diferenças. Mas agora parecia mais complicado... Era difícil para Jimin concordar com alguma coisa que ele propunha, queria contrariar e mostrar ser o melhor. Talvez fosse apenas uma maneira de demonstrar que era perfeito, ou que podia ser perfeito para ele. Demonstrar que nunca acharia alguém belo e inteligente como ele, mas tudo que resultava tais coisas, eram em brigas.

Mas, quem sabe, esse final de semana fosse diferente?

-------•×◈◇◈ו-------

— Você precisa apenas correr e chutar a bola, Jeon! — explicou pela quinta vez, já estava ficando impaciente com o moreno. — Suho, explica para ele!

Suho aproximou-se. Jeon não era muito bom em esportes que tinham como objetivo correr atrás de algo, era desajeitado demais com suas pernas e muitas vezes perdia o equilíbrio indo parar de cara no chão.

— Essas ideias de seu pai... — resmungou enquanto se inclinava para amarrar os cadarços. — Inventa cada uma...

Meia hora depois, os três corriam pelo gramado atrás da bola que rolava, Suho se sentiu criança outra vez enquanto brincava com os pais. Não se dera conta do quanto sentia falta daquilo, os dois pareciam estar se divertindo também. Cada um de sua maneira. Suho corria atrás de Jeon que, um pouco desajeitado, tentava manter a bola entre seus pés. Chutava devagar, indo em direção à goleira a poucos metros de distância quando seu corpo se chocou com o do rosado que vinha correndo em sua direção, o moreno acabou caindo no chão e, perante a queda, agarrou a blusa do ex em uma tentativa falha de se equilibrar, levando-o de encontro ao seu corpo.

O mesmo abriu um sorriso nervoso diante da cara trincada próxima a sua, ao fundo, o filho do casal ria da cena que se desenrolava. Jimin ficou grato por aquilo, ao menos, o diverti-lo, já que para ele estava se tornando cada vez pior.

— Você... Hum... Pode sair... — o mesmo falava e logo o tom claro das bochecha alheia deram espaço a um vermelho intenso que foi tomando conta de todo seu rosto. — Você está vermelho, Jiminie! — Ele riu e cutucou a bochecha gordinha do rosado, que apenas revirou os olhos, acabando por soltar um leve risinho da maneira manhosa e infantil que Jeon falava. Parecia mais criança que o filho.

Jimin levantou e bateu o pouco de terra das roupas, algumas lâminas de grama foram ao chão e logo se perderam no verde do gramado. Suho ainda dava algumas gargalhadas exageradas, a bola passando de um pé para outro. Sua diversão era evidente e nada deixava ambos mais contentes que ver seu pequeno rindo novamente.  

— Podemos parar já e partir para o vídeo game? — tentou ele após estar novamente em pé. — É um esporte! — acrescentou ao ver Jimin abrir os lábios carnudos e rosados para lhe responder.

Jeon bufou e logo voltaram ao jogo, que foi apenas encerrado quando o sol começou a sumir entre as nuvens brancas e gordas. Entraram em casa e Jimin foi direto para um banho. Estava suado a ponto de a roupa lhe grudar no corpo, despiu-se e girou o registo em formato de estrela metálica de quatro pontas. A água logo começou a jorrar e o rosado pôs-se a banhar embaixo da água quente. Fechou os olhos e deixou a água fazer seu dever, seu corpo cansado parecia renovado e cheio de energia novamente. A água lhe proporciona tamanho prazer, não conseguia nem explicar o efeito que ela causava nele. Mas era reconfortante a ponto de deixá-lo em “ponto morto”. Fechou o registro após alguns minutos, estava de costas para porta com o corpo estendido para frente com o objetivo de fechar o registro em mente.

Ouviu o rangido da porta sendo aberta e quase caiu ao ouvir as desculpas de Jeon por ter entrado, Jimin puxou a toalha rapidamente e envolveu sua cintura com a mesma.

— O que pensa que está fazendo?! — Pela primeira vez seu rosto estava quente de raiva, na verdade seu corpo inteiro parecia em chamas.

— Eu achei que tinha saído! — berrava o moreno enquanto gesticulava com o braço livre, o outro estava cobrindo seus olhos. — Mas você... Hum.... Está com um belo corpo. — Pôde ver o sorriso maroto brotar em seus lábios.

— JEON JEONGUUUUUUK!!!! — gritou ao sentir as bochechas esquentarem como muitas vezes naquela tarde.

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Os cabos foram presos no pequeno aparelho pequeno, Jeon e Suho estavam sentados no sofá com Jimin a acariciar os cabelos do filho. O jogo estava se iniciando na tela da televisão, tons vermelhos e verdes brotaram na tela preta, fazendo Jimin desviar os olhos.

— Você não quer jogar agora, Jiminie? — murmurou o moreno enquanto projetava um pedaço da língua para fora e a mordia de leve, mexia as mãos enquanto clicava no botão de maneira feroz.

O som de arma disparando tomou a sala enquanto zumbis explodiam, deixando o cenário marcado de sangue ou algo parecido.

   — Não, não — disse de maneira distraída enquanto brincava com os fios macios de Suho, o mesmo jazia com os olhos fixos na televisão.

Era por isso que Jimin odiava esses aparelhos, eles ficavam que nem em estado vegetativo observando a tela. Mas não tinha do que reclamar, haviam feito o que ele havia sugerido. Agora era sua vez de colaborar. Jeon olhava com inveja o filho que recebia as carícias do ex, sentia falta dos seus dedos mexendo em seus cabelos da mesma forma. Era uma carícia tão gostosa de receber...

Suho mexeu-se de frustração ao ver que ia perder no jogo, crispou os lábios e continuou a clicar sem parar no botão redondo que possuía um triângulo verde. Logo as palavras Game Over apareceram na tela em letras grandes e vermelhas.

— Não acredito que me ganhou — comentou o garoto enquanto largava o controle em cima da mesa de vidro. — Na próxima você não me ganha!

— Ganho de você até de olhos fechados — o outro rebateu rindo, Suho imitou uma expressão de indignação. — Sua vez, Jimin.

— Minha vez? Mas eu nem sei jogar... essa coisa. — Gesticulou em direção ao aparelho e controles.

— Eu te ensino, venha cá. — Bateu no espaço vago que tinha entre os dois, o rosado suspirou e mudou de lugar.

Jeon lhe passou o controle nas mãos e explicou o que funcionava em cada botão, Suho observava os pais com um leve sorriso no rosto. Via o quanto eles estavam se aproximando novamente nessas horas, talvez por isso tivessem tanto medo de ficarem juntos nesse fim de semana.

— Assim não, Jiminie! — murmurou Jeon de maneira manhosa após o rosado tentar acertar um dos personagens e fugir correndo. Jeon passou o braço ao redor da cintura alheia e pousou as mãos na de Jimin, ajudando-o a controlar.  — Aí você aperta aqui e... O que foi, Suho?

O garoto parara de jogar para observar os dois, ambos agora lhe olhavam um pouco confusos.

— N-nada! — Abriu um sorriso animador. — Me deu fome! Posso ir pegar algo para comer, pai?

 — Claro! — os dois responderam em coro e o garoto levantou, rumando para a cozinha que ficava no cômodo seguinte.

Ao invés de ir para a geladeira, ficou escondido ali, observando seus pais bem próximos, Jeon aproximava o rosto cada vez mais do menor. Falava certas coisas que o garoto não compreendia àquela distância, mas pareciam estar conversando sobre a relação passada pelas expressões que ambos faziam. Então, ambos os lábios se uniram em um beijo necessitado. Já vira demais. Deu as costas à cena e foi em busca de algo para comer, talvez seus pais não voltassem tão cedo, mas Suho sabia que ambos uma hora cairiam na real. Quem sabe não fosse apenas o começo para uma relação futura?

— Quem sabe... — murmurou o mesmo enquanto mordia o pedaço de uma maçã bem vermelha e doce. — Quem sabe...


Notas Finais


Obrigada a todos que leram e... um beijo pra quem quiser! ❤❤


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