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História Origem dos Guardiões - Capítulo 12


Escrita por: dark_cleh

Notas do Autor


Aqui vamos entrar em uma nova etapa da história e vamos focar no título dela!

Vamos do vinho para a água, né? Ou será que é ao contrário? Sei não, oh! Foco também no título do capítulo...😚😚😚😚

Capítulo 12 - Evoluindo a relação.


Fanfic / Fanfiction Origem dos Guardiões - Capítulo 12 - Evoluindo a relação.

Mamãe

Oi, mãe! Como você está? Espero que esteja bem.

Decidi escrever depois de tanto tempo, não que eu estivesse chateado com a senhora, mas a verdade é que eu me sentia muito triste diante de tudo que aconteceu em nossas vidas de um dia para o outro. Não estou julgando-a, ainda não tenho esse direito, até mesmo o dia que eu tiver, não farei. Sabe que eu não sou assim.

Queria contar um pouco de como estou vivendo desde a metade de Outubro. Olha só, já estamos em Abril! É primavera, sua época favorita do ano, gostaria que estivesse aqui e me contasse uma história sobre essa estação, como fazia todos os anos. Sei que com o passar do tempo eu reclamava dizendo que não era mais uma criança, no entanto, mamãe, eu iria ficar muito feliz se pudesse ouvi-la mais uma vez. Mas um dia estaremos juntos novamente e faremos tudo que fazíamos em cada estação do ano. As mudanças fazem parte da vida e como o meu avô costuma dizer: "Tudo que acontece é por um motivo!"

Foi um começo de inverno muito turbulento para mim, claro, teve coisas boas, no entanto acabei ficando doente. Não avisamos você para não preocupá-la, eu estou bem agora, mas Adora — Ela trabalha para o meu avô — e vovô me contaram que em muitos dos meus delírios por conta da febre alta, eu chamava por você. Foi um dos motivos para eu escrever, porque eu nunca fiquei tanto tempo longe ou sem falar com a senhora. Talvez eu teria melhorado mais rápido se fosse você cuidando de mim. Afinal, o cuidado de mãe é o melhor remédio que um filho pode receber. 

Eu tenho tantas coisas para contar, que eu acho que uma carta não seria o suficiente, por isso vou resumir, porém quando nos encontrarmos, irei contar tudinho, em detalhes como a senhora gosta. Não tenho ideia por onde começar, porque eu realmente não sei onde começou, mas acho que foi a partir do momento em que eu cheguei aqui no sítio. Na verdade, um pouquinho antes, porque Taehyung é um grande idiota.

Você deve estar se perguntando quem é Taehyung…?? Não fique brava comigo, mamãe, mas eu não sou mais um bebezinho, agora eu até tenho um namorado. Passamos por muitas coisas para chegarmos onde estamos agora. Primeiro foi o fato de que ele me assustava, depois o fato de que ele ficava me observando de longe, até finalmente nos tornarmos amigos. Mas eu não podia negar para mim mesmo que tinha um sentimento imenso por ele e ele tinha por mim.  Você sabia sobre a vila? Tenho certeza que sim, até porque você praticamente cresceu com a mãe de Taehyung, a tia SunHye. Ela é uma mulher incrível, cuidou dos quatro filhos sozinha, assim como você cuidou de mim. São duas guerreiras incríveis que eu admiro muito.

Meu avô tentou esconder as coisas de mim, mas eu sou muito esperto e descobri muitas coisas sozinho. Eu me pergunto como seria a minha vida se a senhora nunca tivesse me levado daqui, mas ultimamente eu andei pensando bastante, não mudaria nada, a melhor pessoa esteve comigo o tempo inteiro. Então viveria os meus 17 anos ao seu lado tudo de novo. Somente nós dois contra o mundo… Acabei fugindo do assunto novamente hahaha. Ok, voltemos a falar de Kim Taehyung, ele é incrível, cuida muito bem de mim e sempre se mantém feliz para não me deixar doente. Isso é muito bizarro para mim, em pensar que quase morri por que ele estava triste. Meu avô explicou que é por causa das nossas marcas e que eu sinto em dobro tudo que Taehyung está sentindo, por isso acabo ficando doente. Pelo menos é recíproco!

Sabia sobre a marca do meu quadril? Ainda não entendo porque nunca me disse ou porque nunca disse sobre ela para os meus avós. Taehyung iria casar com uma garota da vila, mas acabou fugindo na hora do "Sim", coitada da menina. Adora contou que se ele casasse eu teria morrido, afinal já estava fraco mesmo e a cada dia mais doente. Mas ela ressaltou que se eu não tivesse vindo morar com o meu avô e se ainda estivesse morando com você, eu teria morrido de qualquer jeito assim que ele casasse, mesmo nunca tendo nos conhecido. Nosso laço teria se rompido e eu não precisaria mais existir, pois o propósito do meu nascimento não existiria mais.

Bom, mamãe, como disse, tenho muitas coisas para contar, no entanto ficarei por aqui. Acho que você pode escrever uma carta para mim ou se esforçar para entrar em contato. E se você puder fazer isso, eu posso visitá-la  algum dia desses? Estarei aguardando uma resposta, espero que não demore. 

Estou com saudades, mamãe. Se cuide, alimente-se direitinho, eu estou fazendo o mesmo. Te amo muito e sempre vou amar!

Com amor do seu único e melhor filho.


Jungkook.

.

Colocando a folha dobrada dentro do envelope, Jungkook levantou da cadeira, caminhando para longe da mesa da cozinha, onde estava mais de meia hora rabiscando folhas de caderno, até finalmente conseguir escrever uma carta que não pudesse assustar sua mãe. Seu avô estava na sala, iria sair para ir até a cidade com a intenção de fazer negócios, Jungkook iria aproveitar aquela oportunidade para pedir que o avô fizesse um favor a ele.

— Vai agora à cidade? — Perguntou, mordendo o lábio inferior apreensivo. O homem concordou com a cabeça, pondo um chapéu na mesma. — Pode deixar uma carta no correio 'pra mim?

— Uma carta? Escreveu uma carta para os seus amigos? — Muito bom que seu avô o lembrou sobre aquilo. Bambam havia mandado uma carta para ele recentemente. Na verdade era uma caixinha com algumas coisas peculiares e Jungkook morreu de rir ao ler a carta do amigo que estava entre os objetos.

— Não, é 'pra minha mãe.

Seu avô nada disse, apenas concordou com a cabeça, suspendendo a mão para Jungkook entregar o envelope. Este que entregou confiante, vendo o homem colocar no bolso do casaco marrom que usava. Não ficando muito tempo ali, seu avô saiu de casa. Jungkook suspirou, seguindo para o seu quarto para tomar um banho. Estava sozinho, já que Adora estava na vila ajudando sua irmã com os preparativos de seu casamento. Jungkook se perguntava se Adora não tinha intenção de casar, ela já era adulta, não era feia, na verdade era uma mulher muito bela, que se Jungkook fosse um pouco mais velho e não tivesse Taehyung em sua vida, investiria nela. Acabou rindo com aqueles pensamentos, mas Adora era realmente muito bonita.

Dentro do banheiro, Jungkook observou sua feição no espelho. Estava com o lábio inferior machucado, graças a Taehyung, que fez ele confessar que tinha mentido sobre Jimin, mordendo sua boca. Nos últimos meses Jungkook se aproximou bastante dos amigos de Taehyung, até mesmo do ranzinza do Yoongi, este que se mostrou alguém muito legal e divertido. Desde que todos souberam que Jungkook tinha a outra marca, a vila ficou mais feliz e com um brilho que não estava ali antes, mas ainda teve os questionamentos sobre como ficaria as próximas gerações sendo que eles eram dois garotos, no entanto preferiram confiar no destino, na força do laço, na marca que os ligavam. Se eles eram dois garotos, a vida tinha algum propósito ao juntar ambos. 

Se despiu, ligando a chuveiro em seguida, estava aproveitando o seu banho quando escutou barulhos em seu quarto. Estranhando, fechou o registro, colocando o roupão no corpo. Adora não ia chegar naquele horário, ela até mesmo avisou que era para seu avô e ele comerem alguma coisa antes do jantar, porque ela chegaria um pouco mais tarde. Abriu a porta do quarto, só para achar graça ao ver Taehyung preso na janela. Seu namorado o olhou com uma expressão séria, mas Jungkook conseguia ver em seus olhos que ele estava precisando de ajuda. 

Ambos ficaram ainda mais próximos depois de finalmente oficializar que estavam namorando. Na verdade, o pessoal do vale queria que eles casassem logo, Jungkook faltou morrer do coração ao escutar aquilo. Não que não quisesse casar com Taehyung, mas o fato era que ele nem tinha 18 anos ainda, ainda não estava preparado para casar, nunca pensou em casar tão novo. Pretendia casar depois dos 25, ou nem pretendia casar com idade alguma. Nunca foi algo que ele pensou como prioridade e ao saber que queriam que eles se casassem logo, foi como um choque de realidade dando um tapa em seu rosto.

— Por que não entrou pela porta? — Tentou puxar Taehyung para dentro, este que gemeu de dor por conta das asas que engataram. — Ah, Taehyung! Não pode fundir com o seu corpo por um momento não? Eu vou te puxar e vai quebrar e eu não 'tô nem aí.

— É por sua culpa que eu 'tô preso aqui! Está tudo trancado, como é que eu ia entrar? Só a sua janela que estava aberta. — Resmungou, ficando concentrado por um tempo, ganhando tempo para fazer as asas desaparecer. Jungkook achava aquilo maravilhoso. — E você é muito mal, Jungkook. Não sei porque eu ainda aguento você!

— Sabe porque, né? Senão, vou listar os motivos para você… Mas, só depois que eu terminar o meu banho. — Levantou o dedo indicador, fazendo Taehyung revirar os olhos.

— Trancou a casa inteira 'pra tomar banho? — Arqueou uma das sobrancelhas, vendo Jungkook concordar. — Quem é que vai querer ver você pelado? 

— Vai embora do meu quarto, Kim Taehyung! — Cruzou os braços, ficando bravo, enquanto Taehyung achava graça. — Eu não ligo que ninguém queira me vê pelado, mas eu aposto como você já desejou o meu corpo pelado em cima da sua cama!

— Até na sua… Aí! — Passou as mãos no braço onde acabara de levar um tapa. 

Saindo furioso dali, Jungkook voltou para o banheiro, onde bateu a porta com força. Escutou a risada de Taehyung dentro do quarto, assim como ele se segurou para não rir também. Vivia tendo aquelas brigas com Taehyung, mas não era nada sério, até porque não conseguia ficar mais do que algumas horas com raiva do outro, igualmente Taehyung perante a ele. 

Ligou novamente o chuveiro, sentindo a água descer pelo seu corpo. Seu corpo… será que Taehyung estava falando sério ou disse aquilo só para deixá-lo mais irritado? Taehyung sabia muito bem que Jungkook ficava irritado facilmente com provocações maldosas, mas Jungkook até mesmo gostava daquele tipo de coisa, todavia nunca dava o troco, mesmo que o ameaçasse dizendo que teria volta. Quando Taehyung o beijava, acabava esquecendo os planos que tinha contra o outro, o que era mais um ponto para Taehyung.

Terminando o banho, Jungkook saiu do box, pronto para dar o troco por todas às vezes que Taehyung havia sido mal consigo. Ele reclamava de Jungkook, no entanto era muito pior, porque Jungkook só ameaçava, já Taehyung colocava em prática. O jogo havia virado e daquela vez os pontos seriam somente de Jungkook, este que sorria macabro para o seu reflexo no espelho.

Pegou o roupão novamente, colocando em seu corpo, tudo bem que estava um pouco nervoso, porque Taehyung era muito traiçoeiro, mas também estava muito confiante com o seu objetivo. Se Taehyung começasse a ganhar os pontos, Jungkook iria parar, ficaria com raiva dele e depois iria chorar de frustração. Só para receber beijinhos como pedido de desculpas, na verdade não era de todo ruim perder para Taehyung, pois era o mesmo que tinha que implorar por perdão depois e Jungkook sentia o ego ir lá no alto em todos esses momentos.

Taehyung estava sentado na ponta da cama, enquanto segurava um livro nas mãos. Era o livro sobre a história dos primeiros guardiões. Jungkook percebeu que em nenhum momento, enquanto lia aquele livro, o nome da esposa de Jeon Kwan fora citado, o que foi muito frustrante.

— Amor, você estava falando sério? — Jungkook perguntou ao se aproximar de Taehyung, este que não entendeu do que ele se referia. — Sobre pensar em mim sem roupas?

— Por que você quer tanto saber? — Dando de ombros, Jungkook sentou em suas pernas, vendo Taehyung prender a respiração. — O que pensa que está fazendo?

— Sentando na coxa do meu namorado!? — Respondeu, como uma pergunta para o óbvio, mas Taehyung negou com a cabeça, tocando em sua cintura por cima do roupão, para tirá-lo dali. — Você por acaso está com medo de mim, hyungie? 

— Em parte sim, mas eu também estou com medo de mim! — Empurrou Jungkook para longe, que riu, porque era isso que ele queria. Que Taehyung ficasse excitado. — Vai logo vestir uma roupa.

— Mas eu não quero me vestir ainda. — Fez um biquinho, sentando-se novamente no colo do outro, dessa vez passando os braços em volta de seu pescoço. — Quero ficar sentado na sua coxa, enquanto a gente se beija…

— Podemos fazer isso depois que você se vestir.

— Mas aí você terá mais trabalho depois. Vai ter que tirar minhas roupas tudo de novo… — Sussurrou em seu ouvido, sentindo Taehyung respirar pesadamente. — Estou facilitando as coisas 'pra nós dois, amor.

Jungkook arregalou os olhos, quando Taehyung segurou firme em sua cintura, procurando sua boca para beijá-la. O beijo era necessitado e desajeitado, Jungkook não sabia como reagir, vendo o quanto Taehyung estava indo rápido demais, o que era quase impossível de acompanhar, no entanto quando Jungkook parou de pensar tanto, também o beijou no mesmo ritmo. Era hora de parar, já tinha conseguido a vingança que tanto almejou. 

Se afastando dos lábios alheios, Jungkook sorriu vitorioso com a vingança, entretanto ao olhar para o rosto de Taehyung, sentiu seu corpo esquentar por dentro, uma quentura gostosa. Os olhos de Taehyung estavam fechados, sua boca estava vermelha e entreaberta e ele respirava ofegante. Levando as mãos para os cabelos da nuca de Taehyung, Jungkook os puxou para trás, vendo que ele abriu os olhos, enquanto sua cabeça seguia o mesmo ritmo. Ele acabou rindo de Jungkook, este que estava ocupado demais olhando com atenção suas expressões faciais. 

Taehyung soltou a cintura de Jungkook, vendo o mesmo olhar em seus olhos. Sem pressa alguma, Taehyung empurrou o roupão para o lado, deixando o ombro alheio à mostra, onde se prontificou em deixar beijos e leves mordidas, que mesmo não doendo, passava a língua ali para massagear o local. Jungkook já tinha perdido o controle do seu próprio jogo e não estava se dando conta disso, Taehyung sempre seria melhor, mesmo quando não tinha nenhuma intenção. Jungkook gemeu baixinho quando a língua quente de Taehyung chegou em seu pescoço, subindo para o lóbulo da orelha. Apertava os cabelos da nuca de Taehyung com tanta força que em outra ocasião perguntaria se não estava o machucando.

Subiu os beijos pelo pescoço, maxilar, até finalmente sua boca, Jungkook se encontrava mais uma vez beijando Taehyung, este que não beijava desesperadamente, mas ainda assim era um beijo muito excitante, diferente de todos os outros que tiveram durante esses quase cinco meses que trocavam salivas. Suas línguas tocavam uma na hora em um toque íntimo, suas cabeças giravam para os lados lentamente, os lábios se encaixavam tão bem uns nos outros. Taehyung abaixou ainda mais o roupão, Jungkook o beijando não se deu conta de quando tirou os braços de dentro do tecido, assim como não se deu conta de que se esfregava no colo de Taehyung.

— Jung- Jungkookie. — Jungkook fingiu não ouvir, continuando com os beijos e chupões no pescoço de Taehyung. — A-acho melhor a gente parar…

— Eu também acho melhor a gente parar. — Olhou nos olhos de Taehyung, após abandonar seu pescoço, levantando do colo do mesmo. — Parar de ficar enrolando.

A expressão de Taehyung, assim que Jungkook tirou o roupão, foi impressionante. Ele deixaria para rir de Taehyung uma outra hora, quando achasse conveniente. Caminhou novamente para mais perto do mais velho, ficando em pé a sua frente esperando Taehyung fazer alguma coisa, sem ser ficar olhando como se não entendesse o que estava acontecendo. Talvez Jungkook tenha interpretado aquela expressão errada, julgou isso quando Taehyung o jogou na cama, subindo em cima de si, enquanto beijava-o novamente. 

Todas as vezes que o pênis de Taehyung encostava no seu — que estava sem tecido algum cobrindo-no —, Jungkook acabava gemendo, sendo abafado pela boca de Taehyung, que não perdia tempo em chupar sua língua, completamente dominado pela excitação. Segurando seu ombro, Jungkook o empurrou um pouco para cima, só para poder olhar para o seu rosto, que estava vermelho e o cabelo estava caído sobre sua testa. Lá fora os pássaros cantavam, afinal a primavera finalmente havia chegado, trazendo com ela os cantos dos pássaros, as flores e novas folhas para as árvores que ficaram completamente despedidas no inverno.

— Você está me vendo pelado em cima da minha cama, hyung. Como desejou… — Jungkook sussurrou, circulando o pássaro no ombro de Taehyung com o dedo indicador. — Agora me deixa ver você pelado em cima de mim. Como eu desejei… Como eu desejo...

— Vamos conversar sobre seus pensamentos eróticos comigo uma outra hora. — Beijou Jungkook, puxando seu lábio inferior entre os dentes, logo em seguida se levantou para tirar a calça. Jungkook engoliu seco, sentindo-se ainda mais excitado ao vê-lo completamente pelado. — Vai voltar atrás?

— Na verdade, isso me fez ter vontade de ir um pouco mais a frente. — Sorriu, abraçando Taehyung pelo pescoço após ele deitar por cima de si. — Eu amo você, Taehyung…

— Eu também te amo. — Sorriu de volta, era a primeira vez que diziam aquelas palavras um para o outro. Costumavam dizer que se gostavam, mas nunca o "Eu te Amo". — Não tenho ideia do que fazer agora, Jungkook.

— Eu também não. — Ambos acharam graça, sentindo seus corpos compartilhar daquele calor. — Acho que podemos seguir os instintos carnais. Bambam me mandou umas coisas, eu sei 'pra que serve só uma delas.

Deixando um beijo na boca de Taehyung, Jungkook desfez o contato, levantando da cama, sentindo o vento gelado entrar pela janela, teve que se controlar para não voltar para a cama e continuar sentindo o calor que tinha o corpo alheio. No entanto, caminhou até o guarda-roupa, tirando de lá uma caixa branca, não tão grande, mas não chegava a ser pequena, em formato retangular. Segurando, Jungkook voltou para onde Taehyung estava, nenhum dos dois pareciam incomodados por estarem sem roupas andando pelo quarto.

Abriu a caixa, tirando de lá vários pacotes de camisinha, essa era a única coisa que Jungkook sabia para que servia, já que era algo que ele aprendeu nas palestras da escola. Um vidro roliço, com um nome "Gel lubrificante", este que Taehyung pegou e começou a ler as instruções na embalagem. Uma caixinha pequena, onde tinha um objeto com um cabo branco e uma borracha oca na ponta de cor azul, na caixa estava escrito: Ducha íntima higiênica (Chuca ou Amena). E um bagulho estranho que para Jungkook parecia aquelas bolinhas que enfeitavam as árvores no natal. Ele ainda não tinha parado para ler todas as instruções, até porque mesmo morrendo de curiosidade, na carta de Bambam, dizia que era para Jungkook usar com Taehyung quando fizessem amor. 

"Uns amigos da universidade me apresentaram um sexshop e eu fiquei passado com tantas coisas que tinha ali. Estou até pensando em desistir da faculdade e abrir um sexshop aí na cidade. Seria muito lucro, tenho certeza, já que tem cada tarado!

Comprei algumas coisas que achei que você fosse gostar. Não é grande coisa, mas é algo que talvez fosse útil, já que naquela vez que falamos sobre sexo você ficou com vergonha e não precisou de muito pra eu saber que você é/ era — afinal já se passaram alguns meses — virgem. Você pode usar com o Taehyung quando forem fazer "amor"?? Essa palavra é brega demais. Enfim, Jungkook, espero que goste do presentinho.

Ps: Tem muitas camisinhas pra vocês se matarem transando. Me agradeça algum dia!"

.

Assim que Jungkook saiu do banheiro, sentiu seu rosto esquentar de tanta vergonha. Já estava com vergonha de ler as instruções que estavam na caixa, colocando em prática foi ainda pior. Precisou colocar aquele negócio dentro de si para higienizar seu interior e foi uma sensação muito estranha. Ainda não sabia para o que servia aquelas bolinhas no fio dourado, mas depois dessa experiência com a chuca, Jungkook já tinha uma ideia para o que servia. O gel lubrificante de acordo com Taehyung era para facilitar a penetração e deixar as partes íntimas com uma sensação gelada. Ele riu ao terminar de dizer aquilo, como se fosse uma loucura usar todas aquelas coisas.  

Depois daquilo o clima quente havia até se dissipado, mas Taehyung não precisou se esforçar muito para trazê-lo de volta quando beijou a sua boca, descendo os beijos por várias partes do corpo de Jungkook quando a respiração fora necessária. Deixou vários beijinhos na marca no quadril de Jungkook, o fazendo rir baixinho, enquanto puxava Taehyung para cima novamente usando o cabelo como apoio.

— Você não vai me machucar? — Perguntou quando Taehyung havia colocado a camisinha. 

— Espero que não. Mas vou ser cuidadoso, eu prometo! — Passou o lubrificante por cima da camisinha, colocando um pouco  nos dedos para levar até a intimidade de Jungkook, este que respirou pesadamente com a sensação gelada. — Acha que eu deveria colocar os dedos 'pra preparar você?

— Eu não sei, Taehyung! Nunca fiz isso! — Praticamente chorou, era tão inexperiente quanto o outro. — Deveríamos ter conversado sobre isso com Jimin e Yoongi.

— Você quer conversar com eles primeiro, depois tentamos? — Taehyung ficou aliviado ao ter essa brilhante ideia, no entanto Jungkook negou com a cabeça.

— Já começamos, agora iremos até o fim. — Puxou a cabeça de Taehyung, para beijá-lo. — Eu confio em você e vamos conseguir fazer tudo certo.

Taehyung sorriu, voltando a lhe beijar, enquanto estimulava com o dedo a entrada de Jungkook, que gemeu assim que sentiu um dos dedos de Taehyung penetrá-lo. Não foi nada agradável, mas em alguns minutos estavam gostando de ter algo entrando e saindo de dentro de si. Era uma sensação boa em determinados momentos e era gelado.


Notas Finais


Certo, acho que foi pra água para o vinho! Vinho é para adultos e eles estão fazendo coisas se adultos!!! 👼😈

Falando sério, agora vai mesmo se iniciar uma nova etapa e os mistérios... Serão revelados.

Até o próximo!👋


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