História Origens de Runeterra: O ninja da penumbra - Capítulo 8


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Categorias 47 Ronin, League Of Legends, Mitologia Chinesa, Star Wars
Personagens Akali, Jhin, O Virtuoso, Kennen, Shen, Zed
Tags Akali, Jhin, Kennen, League Of Legends, Lol, Shen, Zed
Visualizações 37
Palavras 1.482
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - A lua sangrenta


Fanfic / Fanfiction Origens de Runeterra: O ninja da penumbra - Capítulo 8 - A lua sangrenta

Após voltarem ao templo Kinkou, Zed e Akali foram levados para quartos separados para serem tratados pelos especialistas nas artes medicinais. Esses ninjas usavam antigos elixires e feitiços espirituais para curarem de forma mais rápida ferimentos. Zed possuía 3 ferimentos de bala e Akali já estava tratada fisicamente..mas psicologicamente estava abalada. Ela não falava muito, não interagia nem respondia a estímulos. Apenas olhava para o vazio como uma pessoa surda e eternamente entediada. Porém pouco depois do tratamento de Zed, algumas horas depois, ele já estará recuperado. Sentado na beirada da cama pensando em tudo que estava ocorrendo e sem saber o que aconteceria.... quando alguém abriu a porta. Era um dos ninjas da guarda do grão-mestre:
- O grão-mestre exige a sua presença.

Ele se dirigiu para lá....ajoelhando-se e baixando a cabeça ao chegar no salão do trono....onde novamente o grão mestre estava atrás da velha cabine:
- Zed....você é a minha maior decepção. Um dos nossos melhores ninjas...bem treinado. Eu o acolhi e o criei como se fosse um filho. E como tu me retribuístes? Roubando do nosso lar e entregando um artefato incompreendido por tu ao nosso inimigo. Será que não percebe o que fez? Os dois mundos estão ameaçados....o mundo espiritual e o mundo carnal. Minha consciência pesa, mas por tuas ações: está condenado à morte. Seus ritos serão amanhã, quando resolvermos essa questão desse atirador.
- Zed não dizia nada. Parecia apenas aceitar seu destino. Seus olhos estavam vazios e ele não raciocinava. Não demonstrou resistência alguma quando dois dos ninjas da guarda o agarraram pelos braços e o levaram, trancando-o em um calabouço do templo. Zed sentou-se no chão do salão escuro e fechou os olhos.....nem o mais atormentado dos homens conseguiria imaginar o que se passava em sua mente.

- Como ele sabia sobre a caixa? Como ele sabia sobre Kinkou? Somo ele fez tudo isso – Shen perguntava a Kennen enquanto caminhava de um lado para o outro. Estavam em uma das salas de estudos de Kinkou.
- Ele tinha um dos nossos sob cativeiro. O nome dele é Kayn. Acharam-no em uma prisão subterrânea próxima ao palácio. Ele....tinha apenas 16 anos Shen. Foi torturado brutalmente e se encontra em estado mental grave, ainda sob os efeitos da droga da Rosa Diabólica do atirador.
- Kayn, o garoto que sempre queria treinar com a gente? – Shen perguntava mostrando conhecer o individuo.
- Sim. Ele sempre nos admirou.....pode ter notado a personalidade de Zed. E como ele não se encaixava. O atirador deve ter conseguido fazer ele falar tudo através da droga.
- E então ele planejou desde o começo buscar a caixa...
- Sim. E já sabemos onde vai ser.
- O ultimo ataque? – Shen atentou às palavras de Kennen.
- Antes de deixarmos Kayn no calabouço, ele gritava que tinha de sair. E que ia se atrasar para a festa. A festa da Lua Sangrenta. Perguntamos à ele onde seria essa Lua Sangrenta....é no vilarejo onde aconteceu o primeiro assassinato. Amanhã Shen. Sabemos onde o atirador vai estar. Temos ninjas por todas as partes de lá procurando um homem mascarado ou de chapéu, com uma corcunda no ombro esquerdo e carregando apetrechos.
- Muito bem. Vamos nos preparar...... – Shen disse em seguida voltando-se para a porta, mas quando colocou a mão no trinco Kennen o indagou:
- Shen. E o Zed? Ele....vai ser executado amanhã.
Shen parou por um momento...seus olhos entreabriram...e ele se entristeceu. Depois de alguns segundos de silêncio respondeu com pesar:
- Eu não vou deixar isso acontecer, Kennen. Após pegarmos o atirador....vou libertar Zed e fugir com ele e Akali. Protegerei os dois até o fim dos meus dias...para que possam aproveitar algo bom....e meio as amarguras que os dois sempre tiveram.
- Mas se é assim e...- Antes que Kennen falasse, Shen interrompeu:
- Não Kennen. Você vai ficar para ser o herdeiro do grão-mestre. É o mais habilidoso e o mais inteligente. Seremos sempre amigos. Confio isso à você. Kennen calou-se e após isso os dois saíram, em direção ao vilarejo.
 

Em épocas de guerra em Ionia, os pequenos vilarejos não tem defesas, e o país não é de militares como Demácia e Noxus. Ao invés disso o auxílio vem de senhores feudais e clãs que apoiam o governo Ioniano. Mas para se proteger, os antigos camponeses desse vilarejo construíram uma rede de túneis abaixo da cidade. Era lá que o atirador estava. Estava em um salão escuro. As paredes eram rocha. Vários barris espalhados por todos os cantos tanto daquele cômodo quanto do resto dos túneis. Mas ele estava de joelhos frente à caixa...no chão. Ele levou suas mãos até a abertura do artefato, e então a abriu. Nesse momento, uma energia negra envolveu o corpo do atirador mascarado. Vestia a mesma vestimenta do outro dia. Os olhos da máscara começaram a brilhar..um em azul, o outro em vermelho. Suas armas também..como se estivessem sendo impregnadas de uma energia mística. Atrás dele, estavam 3 figuras. Eram 3 seres que possuíam uma aparência física idêntica à de Akali, Shen e Kennen. Mas suas vestes eram diferentes. Todos usavam máscaras brancas e de chifres. E todos tinham roupas de cores vermelho e branco. Os 3 de pé aguardando as ordens de seu criador.
- Ah.....estão exatamente como eu imaginei. Meus lacaios....hoje é o dia. O dia da lua sangrenta. É como chamo a minha maior obra de arte. Estão diante do maior artista de runeterra. Jhin....o virtuoso. Agora subam.....e matem todos os hereges que não apreciam arte.
 Ao acabar seu discurso, as 3 figuras desapareceram. Lá em cima, no vilarejo, gritos começaram a ser ouvidos. Já era algo em torno de 18 da tarde/noite. Alguns ninjas eram dilacerados pelas rápidas lâminas do arquétipo da Akali....outros? eletrocutados pelas habilidades do clone do Kennen. E outros lutaram inutilmente contra o poderoso clone do Shen. Os guerreiros da lua sangrenta venceram facilmente os ninjas que vigiavam a cidade. E assim...Jhin saiu de seu esconderijo, respirou o ar puro do vilarejo e olhou para os céus:
- O palco está...pronto.

 

Na prisão de Zed, ele começara a escutar estranhos ruídos ao fundo. Parecia que havia mais alguém ali. Não deu muita atenção.....ele não queria pensar em nada. Ele não queria fazer nada. Era apenas um corpo...sem vontade. Sem alma. Estava basicamente na mesma situação de Akali.  Alguns passos se aproximavam do fundo da prisão até que as luzes das lamparinas que haviam do lado de fora conseguiram iluminar o corpo esguio e fraco, magro, de um garoto de cabelos cumpridos. Parecia bem jovem e não chegava aos 18. Era Kayn, mas Zed não conhecia seu admirador:
- Você.....você é o Zed.
... Não houve resposta. Kayn insistiu:
- Você é um dos quatro melhores....eu sempre observei vocês. Eu......sempre notei de você e da Akali e....
- Antes que o garoto pudesse terminar de falar, a imagem de Zed sumiu de sua vista. Ele assustou-se por um momento e virou-se, só para ver em sua frente Zed com uma mão próxima ao seu pescoço, com os dedos juntos e estendidos como se o braço fosse uma lâmina e uma expressão de total raiva. O garoto arregalou os olhos e tremeu bastante achando que seria degolado ali....mas então após tremer o corpo por alguns momentos Zed controlou-se, caindo de joelhos.
- Melhor calar a boca garoto – finalmente ele falou.
- Eu sei...eu sei onde ele está. O vilarejo..o vilarejo onde tudo começou. Eu estava drogado....me desculpe.....eu também queria mata-lo. Eu também queria....se eu tivesse a força necessária. Ele vai estar lá...ele sabe que vão tentar pará-lo...mas é inútil. Você precisa ajudar.
Zed respirou ofegante por um instante....acalmando-se em seguida. Sua mente antes vazia começou a tomar forma...e formar uma imagem. O homem mascarado. Ele já havia perdido suas honras....sua vida em kinkou seria tirada amanhã...mas ele sabia que o atirador seria apenas capturado e entregue aos Ionianos. O que eles fariam? Não importava. Zed nunca esqueceria do rosto triste e choroso de Akali, quando ele a encontrou. Uma mulher forte que nunca havia demonstrado fraqueza ou medo. Seu ideal...sua amada. Zed não sentia mais amor. Ele não sentia mais nada....ele apenas queria o atirador. Ele o teria.....antes de tudo acabar. Levantou-se erguendo a cabeça. Girou as mãos no mesmo sentido por cima do corpo, em um movimento de arco. Uma névoa branca seguiu a ponta de suas mãos...ele colocou ambas em posição transversa ao seu corpo, de lado, juntou-as perto do peito. Saltou para frente em direção a parede e estendeu os braços para frente abrindo as mãos. Uma energia mística vazou de seus membros colidindo com a rocha e quebrando-a.....libertando-o. O caminho dava nos corredores do calabouço. Zed pegou seus pertences no final deste....suas Shurikens...sua roupa. Suas armas. E na mesma mesa de pertences dos prisioneiros, havia um velho capacete. Meio surrado, de ferro. Espectral. Ele tomou o objeto nas mãos...vestindo-o. E saiu dali.


Notas Finais


Até a próxima semana pessoal!
Concluirá em 2 capítulos!


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