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História Originais - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capitulo 4


Fanfic / Fanfiction Originais - Capítulo 4 - Capitulo 4

       Lauren.

— Como você fugiu? — perguntou Christopher.

Foi preciso todo o meu autocontrole para não dar um soco na cara dele. Consegui me acalmar o bastante para não destruir a fundação da casa. Pelo menos, achava que sim.

— Acho melhor você perguntar quantos eu derrubei pra chegar aqui. — tencionei, esperando. Christopher bloqueava a entrada. — Não tente lutar comigo, irmão. Você não vai conseguir me deter, e sabe disso.

Ele me fitou por um momento. Soltando um palavrão, deu um passo para o lado. Assim que passei por ele, meus olhos se voltaram para a escada.

— Taylor está dormindo — informou Christopher, correndo uma das mãos pelo cabelo. — Lauren...

— Cadê a Beth?

— Aqui — respondeu calmamente uma voz vinda da sala de jantar.

Virei-me e, diabos, foi como se a garota tivesse se materializado de um punhado de sombras e fumaça. Tinha esquecido como ela era pequena. Esguia e delicada, com cabelos castanhos abundantes e um queixo ligeiramente pontudo e teimoso. Parecia, porém, mais pálida do que me lembrava.

— Oi. — meu problema não era com ela. Olhei de volta para o meu irmão. — Você acha inteligente mantê-la aqui?

Christopher foi para o lado dela e apoiou o braço em seus ombros.

— Estamos nos preparando para partir. Matthew ficou de arrumar um lugar pra gente na Pensilvânia, próximo a South Mountain.

Assenti com um menear de cabeça. A área possuía uma quantidade decente de quartzo-beta e, até onde sabíamos, nenhuma comunidade Luxen.

— Mas não queremos partir imediatamente — acrescentou ela, baixinho. Seus olhos dardejavam pela sala sem se fixarem em nenhum ponto em particular. Estava vestida com uma das camisetas do Christopher e um par de calças da Taylor. Ambos a engoliam. — Não me parece certo. Alguém tem que ficar aqui com a Taylor.

— Mas não é seguro para vocês — ressaltei. — O Matthew pode ficar com ela.

— Estamos bem. — Christopher se curvou e deu um beijo na testa da Bethany. Em seguida, me fitou com uma expressão séria. — Você não devia ter saído da colônia. Nós a deixamos lá para mantê-la em segurança. Se a polícia te vir ou...

— A polícia não vai me ver. — a preocupação dele fazia sentido. Já que todos achavam que a Camila e eu estávamos desaparecidos ou que até havíamos fugido, o meu ressurgimento levantaria muitas perguntas. — Nem a mãe da Camila.

Ele não pareceu muito convencido.

— Não está preocupada com o DOD?

Não respondi. Christopher balançou a cabeça, frustrado.

— Merda.

Ao lado dele, Beth mudou o peso de um pé para o outro.

— Você pretende ir atrás dela, não pretende?

— De jeito nenhum — intrometeu-se meu irmão. Vendo que eu continuava calada, soltou tantos palavrões que me deixou realmente ­impressionada. — Que droga, Lauren, logo você! Sei o que está sentindo, mas isso é loucura. Agora, falando sério, como você escapou da cabana?

Passei por ele com passos decididos e segui para a cozinha. Era estranho estar de volta. Tudo continuava igual as bancadas de granito cinza, os eletrodomésticos brancos, a tenebrosa decoração em estilo country. Taylor quase vomitara ao ver as paredes e a pesada mesa de carvalho da cozinha.

Olhei para a mesa. Como uma miragem, vi a Camila sentada na beirada. Uma dor profunda se cravou em meu peito. Céus, eu sentia tanta falta dela, e me matava não saber o que estava acontecendo, o que eles estariam fazendo com ela.

Por outro lado, tinha uma boa ideia. Sabia o que eles tinham feito com o Christopher e a Beth e, só de pensar nisso, fiquei fisicamente enjoada.

— Lauren? — Christopher veio atrás de mim.

Virei-me para ele.

— Essa conversa é perda de tempo, e não estou com humor para declarar o óbvio. Você sabe o que eu pretendo fazer. Foi por isso que me trancafiou na colônia.

— Não consigo entender como você escapou. O lugar inteiro era revestido em ônix.

Cada colônia possuía cabanas projetadas para confinar um Luxen que tivesse se tornado perigoso para nossa própria espécie ou para os humanos, e que os antigos não quisessem entregar para a polícia humana.

— Sempre há um meio quando existe disposição. — sorri ao vê-lo estreitar os olhos.

— Lauren...

— Só vim aqui pegar algumas coisas. — abri a geladeira e tirei uma garrafa de água. Tomei um gole e o encarei. Éramos da mesma altura, de modo que nossos olhos ficaram nivelados. — Estou falando sério. Não me pressiona.

Ele se encolheu, mas seus olhos verdes mantiveram-se fixos nos meus.

— Não há nada que eu possa dizer para fazê-la mudar de ideia?

— Não.

Christopher recuou alguns passos, esfregando o maxilar. Atrás dele, Beth tinha se sentado numa das cadeiras, os olhos pulando de um objeto para outro, sem nunca se fixarem na gente.

Meu irmão se recostou na bancada.

— Você vai me obrigar a te convencer à força?

Beth ergueu a cabeça e eu ri.

— Gostaria de vê-lo tentar, maninho.

— Maninho? — bufou Christopher, mas um ligeiro sorriso repuxou-lhe os lábios. Beth pareceu visivelmente aliviada. — Você é quantos segundos mais velha que eu, mesmo? — indagou.

— O suficiente. — joguei a garrafa de água no lixo.

Vários momentos se passaram em silêncio, até que ele disse:

— Vou te ajudar.

— De jeito nenhum. — cruzei os braços. — Não quero a sua ajuda. Não quero que nenhum de vocês tome parte nisso.

Ele projetou o queixo de maneira determinada.

— Problema seu. Você nos ajudou. E é perigoso demais tentar fazer qualquer coisa sozinha. Pode ser teimosa o quanto quiser e ignorar o fato de que me manteve numa rédea curta, mas não vou deixá-la fazer isso sozinha.

— Peço desculpas por ter te impedido. Sei agora exatamente como você se sentiu. No seu lugar, teria invadido aquele maldito local na mesma noite em que escapou. Mas não vou deixá-lo me ajudar. Olha o que aconteceu quando todos nos metemos nisso. Não posso me preocupar com vocês. Quero você e a Taylor o mais longe possível de toda essa confusão.

— Mas...

— Não vou discutir com você. — apoiei as mãos nos ombros dele e apertei. — Sei que quer ajudar, e agradeço. Mas, se realmente quiser fazer algo por mim, não tente me deter.

Christopher fechou os olhos, franzindo o rosto e inflando o peito.

— Deixar você fazer isso sozinha é errado. Você não me deixaria.

— Eu sei. Mas vou ficar bem. Sempre fico bem. — inclinei-me e apoiei a testa na dele. Envolvi seu rosto entre as mãos e mantive a voz baixa. — Você acabou de recuperar a Beth, e não é certo que corra esse risco comigo. Ela precisa de você. E você, dela. E eu preciso da...

— Você precisa da Camila. — ele abriu os olhos e, pela primeira vez desde que tudo fora por água abaixo em Mount Weather, percebi compreensão em seu olhar. — Eu entendo. Juro.

— Ela também precisa de você — murmurou Beth.

Christopher e eu nos soltamos e ele se virou para ela. Beth continuava sentada à mesa, abrindo e fechando as mãos sobre o colo sem parar.

— O que foi que você disse, querida? — perguntou ele.

— Que a Camila precisa dele. — ela ergueu os cílios e, embora seus olhos estivessem fixos na gente, não estava nos vendo, não de verdade. — A princípio, eles vão contar um monte de mentiras. Irão enganá-la. Depois, farão coisas...

Senti como se todo o oxigênio tivesse sido sugado do aposento.

Christopher foi imediatamente para o lado dela e se ajoelhou, obrigando-a a encará-lo. Tomou sua mão entre as dele e a levou aos lábios.

— Está tudo bem, Beth.

Ela acompanhou os movimentos de maneira quase obsessiva, mas seus olhos emitiam um brilho estranho, como se ela estivesse muito longe dali. Os pelos da minha nuca se eriçaram, e dei um passo à frente.

— Você não irá encontrá-la em Mount Weather — continuou Beth, lançando um rápido olhar para mim por cima do ombro do Christopher. — Eles irão transferi-la para outro lugar e obrigá-la a fazer coisas.

— Que coisas? — as palavras saíram da minha boca antes que eu conseguisse me segurar.

Christopher me fuzilou com os olhos, mas o ignorei.

— Não precisa falar sobre isso, querida, ok?

Seguiu-se um longo momento de silêncio, até que ela disse:

— Desconfiei assim que a vi, mas vocês pareciam saber o que estavam fazendo. Ela não presta. Esteve lá antes, comigo.

Crispei as mãos ao lembrar da reação da Beth ao vê-la, mas tínhamos pedido que ela ficasse quieta.

— A Serena?

Ela assentiu lentamente.

— Todos eles são maus. Não é de propósito. — voltando a atenção para o Christopher, murmurou: — Eu não quero ser má.

— E não é, querida. — ele acariciou o rosto dela. — Você não é má.

O lábio inferior da Beth tremeu.

— Fiz coisas terríveis. Você não faz ideia. Eu ma...

— Não tem importância. — Christopher se ajoelhou de novo. — Nada disso importa.

Um calafrio percorreu o corpo da Beth. Ela ergueu os olhos, fixando-os em mim.

— Não deixe que façam o mesmo com a Camila. Ela vai se tornar uma pessoa diferente.

Não conseguia me mexer nem respirar.

Ela franziu o rosto.

— Eu mudei. Fecho os olhos e vejo o rosto deles... de todos eles. Por mais que tente, não consigo apagá-los. Estão dentro de mim.

Meu bom Deus...

— Olha pra mim, Beth. — Christopher a forçou a encará-lo. — Você está aqui, comigo. Livre daquele lugar. Sabe disso, não sabe? Mantenha os olhos fixos em mim. Não tem nada dentro de você.

Ela sacudiu a cabeça vigorosamente.

— Não. Você não entende. Você...

Resolvi me afastar e deixar meu irmão lidar com a situação. Christopher falou com ela num tom suave e tranquilizador até a Beth se acalmar. Ela, porém, manteve o olhar fixo em algum ponto à frente, balançando a cabeça de um lado para outro lentamente, os olhos arregalados e a boca aberta. Sequer piscava; tampouco parecia ciente de que estávamos ali.

Não tem ninguém em casa, percebi.

Enquanto o Christopher tentava aplacar o que quer que a estivesse afligindo, um horror profundo gelou minhas entranhas. A dor nos olhos do meu irmão ao afastar o cabelo do rosto pálido da Beth me corroeu por dentro. Naquele momento, tudo o que ele queria era poder trocar de lugar com ela.

Agarrei a bancada às minhas costas, incapaz de desviar os olhos.

Podia facilmente me ver fazendo a mesma coisa. Exceto que não seria a Beth quem eu estaria tentando trazer de volta para a realidade, e sim a Camila.

Entrei em meu quarto apenas pelo tempo suficiente para trocar de roupa. Estar ali era ao mesmo tempo uma bênção e uma maldição. Por algum motivo, fazia com que me sentisse mais próximo da Camila. Talvez pelo que havíamos compartilhado em minha cama e por todos os outros momentos antes disso. O que também me rasgava por dentro, pois ela não estava em meus braços, nem mesmo estava segura.

Sequer sabia se algum dia ela estaria segura novamente.

Estava vestindo uma camiseta limpa quando senti a presença da minha irmã. Com um suspiro baixo, virei e a encontrei parada à porta, vestida num pijama rosa-chiclete que eu lhe dera no último Natal.

Taylor parecia tão devastada quanto eu.

— Lauren...

— Se vai começar com essa história de que eu preciso esperar e pensar direito, pode parar. — sentei na beirada da cama e corri uma das mãos pelo cabelo. — Não vou mudar de ideia.

— Sei que não, e não a culpo por isso. — com passos cautelosos, entrou no quarto. — Mas ninguém quer que você se machuque... ou coisa pior.

— Pior é o que a Camila está passando nesse exato momento. Ela é sua amiga. Ou pelo menos era. E você ainda quer esperar? Sabendo o que eles devem estar fazendo com ela?

Taylor se encolheu. Sob a luz suave, seus olhos brilhavam feito esmeraldas.

— Você não está sendo justa — murmurou ela.

Talvez não e, em qualquer outra situação, eu teria me sentido uma babaca pelo golpe baixo, mas não consegui sentir nem um pingo de empatia.

— Não podemos te perder — disse ela após alguns momentos de ­silêncio terrivelmente constrangedor. — Tem que entender que a gente só fez o que fez porque te amamos.

— E eu amo a Camila — retruquei sem hesitar.

Taylor arregalou os olhos, provavelmente porque era a primeira vez que me ouvia dizer isso em voz alta bom, pelo menos em relação a alguém que não era da minha família. Desejava ter dito com mais frequência, especialmente para a Camila. Engraçado constatar como a gente vive metendo os pés pelas mãos. Enquanto nos vemos mergulhados em alguma coisa, nunca dizemos ou fazemos o que precisa ser feito. É sempre depois que acontece algo, quando já é tarde demais, que você se dá conta do que devia ter dito ou feito.

Mas não podia ser tarde demais. O fato de eu ainda estar viva comprovava isso.

Com os olhos marejados, minha irmã disse em voz baixa:

— Ela também te ama.

A queimação em meu peito se expandiu, subindo para a garganta.

— Eu sempre soube que a Camila gostava de você, mesmo antes de ela admitir para mim ou para si mesma.

Abri um ligeiro sorriso.

— É, o mesmo vale pra mim.

Taylor começou a brincar com o cabelo.

— Eu sabia que ela seria... perfeita pra você. A Camila nunca se deixou intimidar pelo seu comportamento de merda. — suspirou. — Sei que tivemos alguns problemas por causa do... Adam, mas eu a amo também.

Não podia continuar com aquilo ficar sentada ali e conversar sobre a Camila como se estivéssemos em alguma espécie de velório ou coisa parecida. Era doloroso demais.

Taylor inspirou fundo, um sinal claro de que estava prestes a desabafar.

— Gostaria de não ter sido tão dura com ela. Quero dizer, a Camila precisava saber que podia confiar em mim e tudo o mais, mas eu não devia ter remoído essa história por tanto tempo... bem, você entende aonde quero chegar. Teria sido melhor para todo mundo. Odeio pensar que eu talvez nunca mais... — ela se interrompeu rapidamente, mas eu sabia o que minha irmã queria dizer. Que talvez nunca mais visse a Camila de novo. — De qualquer forma, perguntei a ela antes do baile se estava com medo de voltar a Mount Weather.

Meu peito apertou como se alguém tivesse me dado um abraço de urso.

— E o que ela respondeu?

Taylor soltou o cabelo.

— Ela disse que sim, mas, Lauren, Camila mostrou tanta coragem! Ela chegou até a rir, e eu pedi... — baixou os olhos para as mãos, o rosto contraído. — Pedi que tomasse cuidado e que mantivesse você e o Christopher seguros. Ela concordou sem pestanejar e, de certa forma, foi exatamente o que fez.

Jesus.

Esfreguei o peito, o ponto onde sentia como se alguém tivesse aberto um buraco do tamanho de um punho.

— Mas, antes de pedir isso a ela, Camila estava tentando conversar comigo sobre o Adam e todo o resto, e eu a cortei. Ela só estava tentando reparar seus erros, mas eu não aceitei. Ela provavelmente me odeia...

— Não é verdade. — olhei para a Taylor no fundo dos olhos. — Camila não te odeia. Ela entendeu. Sabia que você precisava de tempo, e... — levantei, sentindo subitamente que precisava sair daquele quarto, daquela casa, e cair na estrada.

— Ainda dá tempo — murmurou minha irmã, quase como se estivesse implorando. Maldição, aquilo doeu! — Ainda dá.

Fui tomado por uma súbita raiva, e precisei de todo o meu autocontrole para não explodir. Eles terem me mantido naquela maldita cabana tinha sido pura perda de tempo. Inspirei fundo algumas vezes e fiz a pergunta cuja resposta não tinha certeza se queria saber.

— Você tem visto a mãe dela?

Seu lábio inferior tremeu.

— Tenho.

Encarei minha irmã.

— Me conta.

Pela expressão dela, era a última coisa que desejava fazer.

— A polícia esteve na casa delas o dia inteiro depois que... a gente voltou. Conversei com eles e com a sra. Cabello. A polícia acha que vocês fugiram, pelo menos foi o que disseram para a mãe da Camila, mas fiquei com a impressão de que um deles era um espião. Ele se mostrou inflexível demais.

— Claro — murmurei.

— Mas a mãe dela não acredita nisso, é óbvio. Ela conhece a filha. Já o Christopher e a Beth ficaram quietos, na deles, não deram as caras. Qualquer um com dois neurônios ficaria desconfiado. — ela se sentou e soltou as mãos sobre o colo. — Foi horrível. A mãe da Camila está devastada. Deu pra ver que ela imagina o pior, principalmente depois que o Will e a Carissa "desapareceram" — continuou Taylor, fazendo um sinal de aspas com os dedos. — Ela está realmente arrasada.

A culpa se espalhou como ácido, abrindo uma dúzia de buracos em mim. A mãe da Camila não devia estar passando por isso sentindo falta da filha, preocupada com o sumiço dela, temendo o pior.

— Lauren? Por favor, não nos deixe. Vamos encontrar um meio de resgatá-la, mas, por favor, não nos deixe. Por favor.

Olhei para ela em silêncio. Não podia prometer algo que não tinha a menor intenção de cumprir, e Taylor sabia.

— Preciso ir. Você sabe disso. Tenho que recuperá-la.

Seu lábio inferior tremeu de novo.

— Mas e se você não conseguir? E se acabar sendo capturada também?

— Pelo menos vou estar com ela. Vou estar lá para ajudá-la. — andei até minha irmã e envolvi seu rosto entre as mãos. Lágrimas escorriam por suas bochechas, molhando meus dedos. Odiava vê-la chorar, mas odiava ainda mais o que estava acontecendo com a Camila. — Não se preocupe, Taylor. É de mim que estamos falando. Você sabe muito bem que eu consigo me safar de qualquer situação. E sabe que vou conseguir tirá-la de lá.

E nada nesse mundo iria me deter.



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