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História Orphet - Capítulo 229


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Capítulo 229 - Cura


Com 15 anos, Katarina havia chegado ao nivel:7.

Seus danos internos mais severos estavam curados, e devido a uma nova geração de aprendizes terem concluído seu estudo fundamental de 3 anos, ela decidiu ficar na academia ao invés de sair em missões perigosas novamente.

Ela tinha os gêmeos como parceiros na época, no entanto os dois eram mesquinhos e egoístas e só pensavam em si mesmos, o que não produziu uma amizade muito confiável, mas apesar de tudo, eles se mantiveram com sua ideologia e começaram a fazer parte da equipe de patrulha.

Ela não tinha ideia de que no dia seguinte o evento mais estranho da sua vida se daria inicio.

Naquela época, ela estava na fila entre os aprendizes novatos, esperando para ver como estava a conclusão da "investigação" da denuncia que ela fez a um ano atrás, apesar de saber que nada mudaria, ela ainda assim tinha um pouco de esperança da federação.

Os novatos estavam aqui, para coletar aquelas doações iniciais que todos os aprendizes tem o direito.

Enquanto esperava, Ela analisava essas crianças com calma tentando prever quem seria o primeiro a ser arrastado para a morte.

Nesse momento, seu olho bom detectou algo.

Um arrepio sinistro e pegajoso passou pelo seu corpo, a fazendo virar o rosto imediatamente, e ali escondido atrás das costas de um aprendiz maior e barrigudo, havia um rapaz no auge dos seus 13 anos com o rosto coberto por um capuz, revelando apenas um queixo fino e lábios um pouco avermelhados.

A pele era extremamente branca, e ela só descobriu que era um homem por conta da constituição.

No entanto esse mero aprendiz de nivel:0 tinha um assustador campo de energia cobrindo seu corpo, com seus olhos ela podia ver com clareza, pulsos brancos estranhos e invisíveis saindo do seu corpo e investigando tudo a sua volta.

Ao notar que ela percebeu o aprendiz parou de usar o estranho campo e disfarçou mais profundamente como um carrapato nas costas do aprendiz gordinho.

Katarina fingiu que perdeu o interesse, mas um sorriso apareceu em seus lábios.

"Um feitiço de campo? Impossível! É apenas um aprendiz de nivel:0 é praticamente um mortal com um espirito um pouco mais forte devido ao treinamento rúnico"- Ela o observou com sua aura.

Esse jovem estava bem escondido e imperceptível, seu manto cinzento era muito maior do que os outros e seu rosto estava indistinguível, ele parecia um fantasma, isolado e ignorado pelos outros, provavelmente essa abordagem foi proposital.

"Como posso efetivar essa habilidade"- Katarina coçou o queixo pensando em como poderia usar isso para si mesma, era impossível esconder sua ganancia, a final ela descobriu um radar vivo, um radar vivo e com pernas.

Depois de confirmar que a situação ainda estava congelada na investigação, katarina tomou uma distancia segura e continuou investigando o alvo após sair do corredor.

"Um alquimista"- seus olhos avaliaram a tela do transmissor de informações.

[Zukan P-133. Raça: humano. Idade:13. Talento magico:0. Bioforça:0]

"Hm? Como isso é possível?"- O talento magico média sua afinidade com as partículas de energia, Enquanto a Bioforça media seu talento para o caminho de um guerreiro, como esse jovem veio parar aqui isso é impossível.

Humanos com esse tipo de potencial são descartados e enviados para vilas mortais, porque ele esta aqui mesmo sem nenhuma perspectiva de avanço futuro.

O requisito mínimo para estar aqui é de 1 nivel de talento, era uma regra imutável, que mesmo os filhos de herdeiros de casas nobres não podiam ir contra.

Katarina sentiu sua perspectiva de certo ou errado desaparecer ao aceitar o fato, como um mortal veio parar aqui?

Esse aprendiz na sua frente parecia muito quieto e misterioso agora, e ela queria descobrir a fundo o porque disso.

Sua curiosidade natural tomou conta e ela decidiu que o usaria agora.

Katarina escondeu sua presença fechando seus canais de QI, e pacientemente o esperou passar entre os aprendizes a sua frente.

Os passos do homem eram lentos, e ele sabia se esconder, ele usava os aprendizes a sua volta como cobertura, e parecia completamente atento a tudo a sua volta.

Quando ele passou na sua frente, ela sorriu e estendeu sua palma tocando e enviando uma frequência de QI para o corpo do mortal.

Foi nesse momento que ela conheceu a esquisitice mais indecifrável da sua vida.

O aprendiz misterioso era inexperiente, no entanto não começou a chorar mesmo quando ela usou toda sua presença na sua frente.

Katarina era um lv:7 só o QI que saia do seu corpo era o suficiente para assustar qualquer um, no entanto aquele aprendiz parecia não ser afetado pela sua presença, ele ficou mais assustado com o fato de ter que sair lá fora em seu nível atual do que com um lv:7 em seu quarto.

No entanto, a calma e racionalidade em suas ações eram extremas para um mortal, katarina já viu mortais antes e eles não agem de forma inteligente assim, ele entendeu rapidamente o que o esperava.

Não tentou conquistar um favor, ou depender da sua força ou Status, não tentou tirar nada dela em momento algum.

Era a aberração mais estranha que ela viu em sua vida.

A primeira missão de patrulha ela teve que admitir que foi engraçada, ela manifestou sua aura a uma certa frequência para atrair as centopeias, e enquanto se livrava do lixo, pode estudar bem o comportamento daquele cara.

Era um completo inexperiente apavorado, que provavelmente nunca tinha enfrentado alguém antes, mas apesar disso, ele sabia correr, sabia fugir.

E fugia bem, o garoto parecia ter um olho atrás da cabeça, e sua capacidade de radar, a ajudou a coletar vários recursos no caminho, que a rendeu bons lucros lá fora.

Nessa mesma época, A casa morrisson começou suas tentativas de assassinato, ao mesmo tempo que fechou suas lojas para ela não repor seus recursos, foi uma época difícil, a onde ela só conseguiu material através daquela loja do meio besta na área comercial.

Mas de tudo isso, nada superou o choque mental que aquela esquisitice causou em sua mente.

A capacidade de adaptação e aprendizagem daquele mortal, era inimaginável, em poucas semanas ele se adaptou completamente e ate mesmo ganhou tempo contra aprendizes dominadores reais, e a partir do dia que começou a produzir materiais mágicos, e matou um aprendiz na sua frente, ela percebeu que ele não foi enviado aqui por nada.

Esse era o mortal, mais assustador que ela viu em sua vida, e os dois começaram uma relação de ajuda mutua.

Na época katarina não confiava em ninguém e suspeitava de tudo, ela não deixava as pessoas a tocarem e tinha alguns ataques de raiva que vinham sem motivo as vezes, ate a fazendo machucar as pessoas a sua volta.

Ela não tinha auto estima, não tinha uma perspectiva, e o tempo começou a passar devagar.

Zukan havia se tornado um aprendiz de poção com sucesso, e ambos já estavam familiarizados um com o outro, o mortal não falava muito e tendia a esconder seu rosto o tempo todo, apesar de ter um rosto atraente, ele não o mostrava em publico como se temesse algo.

Naquela época ela fez seu primeiro amigo.

E aquele mortal esquisito começou a procurar seus sentimentos, de forma lenta e suave, como uma serpente cercando seu alvo, ele sabia a onde bater, sabia o que precisava fazer para se aproximar e fez dessa situação algo inevitável.

katarina lembrava ate hoje, quando eles haviam terminado a primeira etapa de uma patrulha e ela havia coletado vários kilos de carne de centopeia para ele refinar em veneno para seu cultivo.

Esse aprendiz de poção se aproximou do seu corpo e se sentou do seu lado, com as mãos cheias de um gel cicatrizante, ele olhava para seus seios com seus dois olhos brilhantes, e aquele solavanco na calça.

-O que esta olhando?- Ele já havia ajudado a tratar o ferimento em suas costas, havia uma ferida séria ali que não saiu com o tempo e precisava de tratamento constante após era lutar já que a ferida abria.

Sequelas eram sequelas afinal.

-Você me ajudou tanto hoje, porque não me deixa te ajudar mais tambem- Ele falou com um olhar fixo em seus seios.

-Haan? não adianta ter esses pensamentos garotinho, vai precisar de muito mais para tocar essa katarina- Ela falou enquanto se sentava para o lado.

-Entendo, é normal ter vergonha não se preocupe-

-Eu não tenho vergonha, e tambem não me importo se esta olhando, não faz diferença alguma para mim-

-Sei....-

-Acha que eu estou mentindo? Pois bem- Ela tirou o apoio da sua armadura.

Na época ela apenas olhou para o jovem "inexperiente" como se imaginasse o que ele pudesse fazer.

-Vamos fazer assim você pode passar, mas se me irritar, vou quebrar sua perna- Ela suspirou ao ver a criança concordando com saliva na boca.

Ele se aproximou devagar com passos suaves e se sentou entre suas pernas, suas duas mãos tocaram o remédio, e passaram suavemente pelo seu corpo enquanto seus olhos encaravam os seus com divertimento.

-Você tem um corpo bonito, seus seios são fartos, e seus mamilos são rechonchudos, diga isso dói?- Ela extendeu o dedo e apertou a ponta do seu peito, a fazendo corar.

Katarina se lembrou de que sentiu uma raiva crescente naquele momento, ate olhar para baixo e ver aqueles olhos fofos a encarando com "inocência"

-Não~-

-E isso aqui, dói?- Ele começou a tocar e a massagear antes de estender seus lábios e começar a lamber e chupar, katarina que a muito tempo não sentia um toque e um desejo ficou vermelha enquanto sentia aqueles lábios deflorando seu corpo.

-você é tão bonita-

-Cala boca ou vou te machucar, estou falando sério-

-Eu tambem estou, esta com vergonha agora? Esta gostoso? Posso continuar se quiser- Ele falava como um pequeno demônio, estendendo a língua e lambendo suavemente a ponta do mamilo, a forma como fazia dava a ela pensamentos de deflora-lo nessa floresta.

Katarina escondeu a vergonha e o constrangimento, na época ela estava muito confusa com varias coisas, afinal mesmo após se tornar um aprendiz de poções real, esse cara não tinha a jogado pedindo a proteção do clã.

Ele cumpriu o que disse aquele dia e continuou do seu lado como um amigo, de verdade, apesar de não aceitar, a muito tempo ele a tratava como um verdadeiro amigo, no entanto katarina simplesmente tinha muita dificuldade para aceitar alguém.

E naquele dia a onde seu corpo foi tocado, suas emoções afloraram e ela ficou fragilizada, e aquele cara....ele abusou disso.

Durante toda a viagem de volta o maldito aprendiz ficou a tratando como algo frágil e delicado, enquanto mostrava um interesse aberto nela e só nela, isso deixou katarina confusa, e tímida.

Mesmo com tudo isso, ainda levou um ano inteiro para ela abrir seu coração, nesse tempo zukan já havia apoiado completamente seu cultivo, e a ajudado em varias coisas complicadas ate mesmo mudando sua influencia na academia.

Seu grupo foi de algo patético, para uma ameaça real já que ela foi de alguém que não tinha acesso a material, para alguém com um alquimista com potencial, os aprendizes começaram a ouvir, e seu desejo interno começou a ser alimentado.

Ele agiu paciente e lentamente, se aproximou mais e mais, e o que ela mais temia que era enfraquecer e amolecer não aconteceu, conforme tinha um apoio real em suas costas, katarina começou a evoluir rapidamente e a melhorar a uma velocidade absurda.

Enquanto lentamente se aproximava mais e mais daquele Mortal.

Nesse um ano eles não se tocaram de novo, suas conversas eram rápidas e constrangedoras, no entanto no ano seguinte quando ele começou a treinar em seu quarto, Katarina começou a mudar.

Todo dia de manhã, quando ela estava iniciando seu treinamento em sua banheira ele estava lá, vestindo um shortes curto que mais parecia uma cueca e mostrando aquele maldito corpo sem vergonha alguma.

Aquele rosto atraente, olhos negros e cabelos escuros e profundos, acompanhados por um corpo masculino e atraente, brincava com sua auto estima todos os dias, as vezes o maldito homem se aproximava com aquela pela suada e músculos inchados para enxugar seu corpo cuidando dela enquanto ela estava fragilizada devido ao processo de refino corporal.

Antes que se desse conta, ele começou a ficar muito atraente e mais familiar, seu cheiro, sua voz, tudo se tornou mais presente, e seu progresso tambem se tornou mas constante.

O estopim para isso foi quando katarina havia completado sua primeira mudança genética, sua bioforça sofreu uma evolução e seus cabelos cairam e começaram a crescer de novo, seguindo a cor dos seus avós, nessa época ela estava feia, e magra, a mudança estava alterando muito sua constituição e ela sofria muitas dores antes de dormir.

Nesse tempo nem mesmo aqueles gêmeos tiveram coragem para ajuda-la mas aquele cara insistentemente ficou cuidando do seu corpo, a falta de confiança e sua baixa estima começou a mudar após isso.

Ela começou a falar mais com as pessoas a sua volta, e começou a se sentir mais bonita, aquele mortal.

Foi como um remédio.

Ele veio no momento mais sombrio da sua vida e tornou as coisas menos dolorosas, a aceitou mesmo com todos seus defeitos e traumas, mesmo com seu passado constrangedor, e não se importou com o que falavam em suas costas.

Isso gerou a katarina um sentimento estranho, que ela só foi entender durante a missão na geleira, aqueles foram tempos difíceis.

Por causa de um inimigo invisível.

Seu próprio corpo.

Naquela época, todas as sequelas acumuladas em seu corpo começaram a aflorar, e seu caminho como guerreiro estava realmente em risco, foi o momento mais deprimente, e triste que ela passou pois para katarina seu cultivo como um guerreiro era tudo.

Foram um ano inteiro naquele lugar, composto por tratamento e recuperação, zukan fez coisas horríveis por ela, se envolvendo ate mesmo em experimentos humanos, ele pacientemente a remontou como uma boneca quebrada, e a deu uma nova chance que sinceramente parecia impossível.

O tratamento lento, e constante de um ano, mental, e físico que ela sofreu a fez entender o sentimento que tinha sobre seu caminho como um guerreiro.

Ela não tinha uma motivação, mas um propósito.

De ir mais longe do que ninguém nunca esteve, esse propósito era o fragmento de desejo mais puro e simples daquela garota inocente e pura que havia morrido naquele abismo, e para as artes marciais, que a deram um nome, força, e uma chance de tomar suas próprias decisões.

Ela sentia sincera gratidão.

Katarina abriu os olhos em frente ao lago novamente, duas linhas de lagrimas desciam dos seus olhos, enquanto observava a Claymore que segurava em sua mão e sentia uma ligação pura e forte emitindo da lamina.

A espada simples de aço, agora estava cercada por uma aura marrom densa, ela a ergueu e manejou jogou e recuperou, e mesmo quando guardou em sua bainha e destruiu todo seu corpo, em seu mundo individual, ainda estava ali.

Uma Claymore.

"Forma espiritual?"- Katarina pode sentir que aquela espada em seu mundo individual, era seu espirito em si, ela o sentia com tanta intimidade que não podia ser outra coisa, e aquela simples espada passava uma sensação sincera de gratidão.

"Parece que conclui um dos fundamentos de arcádia, não esperava que fosse tão rapido"- Katarina se levantou e começou a sentir uma corrente de emoções sinceras em seu peito.

Ela queria ver zukan, queria toca-lo, ouvi-lo e senti-lo, ele era seu amigo, seu único e melhor amigo, esse desejo a fez sorrir de forma obscena, enquanto caminhava para seu quarto dentro da torre, ela sentia que havia se encontrado, e a confusão em sua mente tinha ido embora.

Agora se tornar o melhor era a única coisa que estava em sua mente.

Seja para se vingar.

Manter seu direito de ter voz.

Ou para manter a pessoa importante para si mesma do seu lado.



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