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História Orphet - Capítulo 35


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Capítulo 35 - O ponto de subida



Após o massacre dos orcs, a vila do casco cinzento se tornou um forte avançado onde durante o ultimo mês foi ocupado por um grupo único de seres vivos.

Os metais que eram produzidos na mina agora iam direto para uma forja construída do lado de fora, a onde um grupo de escravos processariam o metal e transformariam em armas, equipamentos e todo tipo de material, os escravos aqui eram mágicos, cada um custava 2 cristais mágicos.

Vapor vinha dos pequenos fornos mágicos de fundição, esses fornos tinham o tamanho de um monitor, era um forno bruto e de baixa qualidade, o som de batidas de martelos consecutivos era alto, acompanhado com o som constante de chicotes açoitando as costas dos escravos, isso tudo combinado tornava o lugar um ambiente agitado, porém sombrio.

Havia três tipos de escravos nesse pequeno forte avançado, os anões, que eram uma raça única de orphet, eles são baixinhos e tem corpos robustos e fortes, o mais alto deles tinha um metro e meio e todos eles eram aprendizes proeficientes em criar armaduras, flechas, bestas de caça e qualquer item, eles eram bons nisso.

Os duendes da montanha estavam em grande maioria por aqui, os duentes eram mineradores, era uma raça magica que gostava de escavar, remover minérios e pedras preciosas, eles eram bons com isso, a aparência dos duendes era estranha, eles eram ainda mais pequenos que os anões e a pele deles era verde escura a marrom escuro, eram criaturas rápidas e com proeficiência em criar buracos e escavar tuneis, eles tendiam a adorar jóias e ouro eram ótimos escavadores.

E por ultimo, estava os elfos negros.

Os elfos negros são proeficientes em magias, eles estavam trabalhando como suporte na criação de itens junto dos anões, seus olhos eram cheios de raiva por terem que ficar em uma posição tão humilhante, assim como os anões que tinham que trabalhar sem descanso nos últimos dias, todos aqui vieram de impérios inferiores e foram vendidos como escravos.

A primeira remessa de itens encantados, espadas, lanças e machados estavam sendo concluídas hoje, esses itens seriam enviados para o exercito que estava procurando pelo machado de sangue no vale dos lobos selvagens.

O numero gasto nessa investida para dentro da floresta já tinha superado mais de 100 cristais mágicos, era um custo absurdo para pegar uma criança, 100 cristais magicos é igual mil moedas de ouro e era um recurso nacional, ou seja, a o investimento de famílias reais na captura.

Porém uma criança que já fez um nome, banhado em sangue e terror, mesmo os escravos submissos e com dores por todo o corpo podiam observar um olhar de medo constante vindo dos cavaleiros nas torres vigiando de todos os lados.

Havia quatro torres em torno da pequena base avançada, em cada torre havia um cavaleiro intermediário e cinco cavaleiros iniciantes, enquanto dentro da mansão havia um cavaleiro avançado e 15 cavaleiros iniciantes junto de três cavaleiros intermediários, as torres ficavam em torno da mansão principal e da forja, era bem simples e alem dessas instalações havia apenas uma casa de madeira que era a onde os escravos dormiam.

Era uma força defensiva absurda, independente de como eles podiam imaginar, não havia mortais, aparentemente os nobres não viam mais sentido em enviar mortais para isso, os mortais que sobreviveram ao machado de sangue não pegaram mais em armas e se apegaram muito a vida após o incidente, alguns até viraram comerciantes.

Até mesmo os escravos sabiam disso devido as fofocas na cidade, o nome machado de sangue ficou em segundo tópico além da guerra dos orcs.

Os nobres estavam agitados por conta disso, isso desde a capital até as vilas afastadas dela, cada dia em que machado de sangue ficava vivo mais alguns nobres e famílias que o ofenderam ficavam inquietas, protestos aconteceram na frente do castelo real pedindo uma equipe de caça para que para-sem o machado de sangue semanalmente.

Estava chegando a um ponto em que até os outros imperios estavam enviando batedores para coletar informação, é a primeira vez que alguem mata mais de dois nobres e se mantem tanto tempo sem ter sua cabeça degolada e servida em uma bandeja.

Shokas era o líder alto entitulado dos duendes nessa vila, hoje mais uma vez ele estava se preparando para entrar nas minas, desde que foi vendido por seu antigo mestre, Shokas não experimentou mais nenhum prazer da vida, ele perdeu tudo.

Sua pedras preciosas, seu ouro, tudo o que era dele foi perdido, inclusive sua liberdade.

Desde então, ele tem trabalhado e trabalhado todos os dias.

Ele não aguentava mais e estava disposto a fazer tudo por liberdade.

Ele odiava essa vida, odiava ter que estar aqui, porém sempre que olhava para o cavaleiro segurando a espada longa, esperando ele fazer uma merda para espeta-lo igual fez com seu primo, Shokas se sentia resoluto, alguns tentaram fugir durante sua tragetória nessa profissão, e tiveram um destino pior do que a morte.

Hoje foi um dia que marcaria a vida de shokas para sempre, ele nunca esqueceria o que aconteceria hoje.

Após vestir sua roupa de mineiro que no caso dele era apenas uma picareta e um cesto e uma tanga de linho, Shokas se preparou para mais um dia de trabalho, sua pele cinzenta de duende, e seu corpo magro caminhou até as minas com a cabeça baixa parecendo desanimado, o nariz de shokas era grande e seus dentes e olhos eram amarelos, ele tinha longas orelhas que caiam para baixo e havia uma joia amarela em sua testa mostrando que era um legitimo duende das montanhas.

No meio do caminho, ele encontrou os duendes que tinham acabado o turno do dia, enquanto ele começaria o turdo da noite.

Porém, assim que pisou na caverna ele ouviu aquele som.

*AWOOOOOOOO!

O som foi acompanhado por algo caindo da torre.

Shokas e seus olhos de duende podiam ver atentamente como um cavaleiro era arremessado de cima da torre com uma estaca no peito, ele caiu como um mosquito que perdeu as asas sem vida segurando um chifre de alarme.

Imediatamente após isso todo acampamento entrou em estado de frenesi, vários parafusos começaram a sair de cima das árvores atingindo os cavaleiros também.

Shokas rapidamente correu para a forja e se escondeu dentro da sala junto dos outros escravos, se algo acontece-se eles foram ordenados a ficar ali e ajudar no combate se necessário ou seriam enforcados após o término.

*SHAA SHAA SHAA

Os olhos de shokas observavam atentamente como mais e mais cavaleiros cairam da torre de vigilia, tudo que ele podia ver era um clarão cinza voando em seus corpos e os arremessando para fora, um dos cavaleiros defendeu com o escudo, mas caiu de cabeça em uma pedra pontuda abaixo da torre de 10 metros, sangue começou a espirrar da sua cabeça enquanto o homem cobria seu ferimento com sua energia vital.


Para alguns segundos depois um parafuso de besta atingir seu pescoço.


Havia apenas um caminho que ligava essa cidade das outras, e ousadamente como se nada pude-se parar sua marcha um garoto apareceu caminhando casualmente em direção a vila.

O garoto vestia uma roupa estranha que era feita de pelos de lobo negro por cima de uma armadura de couro, era um manto que parecia ser usado como algum tipo de trofeu, Parecia um pequeno barbaro saindo das montanhas.

"É ele, é realmente uma criança." - A voz de Kumura, o lider dos anões, soou do seu lado enquanto shokas abriu bem os olhos, observando o corpo forte de um garoto que parecia estar entrando na adolescência, eles ficaram em silencio absorvendo a presença do pequeno homem que caminhava como se essas terras fossem dele.

Por algum motivo todo o corpo do garoto estava vermelho como uma espada que saiu da forja, seus olhos estavam vermelhos e sua respiração fazia sair vapor enquanto ele jogou um cesto de lança no chão, havia mais 3 lanças ali.. não eram lanças, mas sim metade delas cortadas de forma estranha.

"Minha nossa.." - Shokas observou atentamente o garoto indo em direção a casa principal, passando pela torre de madeira, os cavaleiros que estavam lá em cima ignoraram seu parceiro que teve o pescoço perfurado por uma ponta afiada e saltaram dali com as espadas e lanças em mãos.

Ao mesmo tempo que saltaram, uma luta cruel começou, os cavaleiros das outras três torres também começaram a descer das torres de madeira como loucos indo em direção a um ponto que era o garoto segurando dois machados, o garoto tinha uma armadura de couro pesada por baixo do manto de peles de lobo a aparência era tão única na visão de todos que eles sentiram uma excitação em seus corações como se observassem algum animal raro.

A luta a seguir foi simplesmente surpreendente demais, eles observaram o garoto com um rosto infantil matando homens adultos como se fossem galinhas.

Seus braços e pernas se moviam em sincronia enquanto ele desviava de ataques com um jogo de pés estranho e girava as duas laminas ao mesmo tempo, que pareciam imparaveis.

Os cavaleiros iniciantes que foram a frente começaram a cair um após o outro, seja por tiros de besta que viam da floresta ou pelos movimento de machado, aqueles que conseguiam fugir após uma troca de ataques começaram a sangrar em suas barrigas, peitos ou braços, alguns perderam até metade dos seus rostos.

*Estrondo!

Shokas colocou a mão em seus ouvidos quando a porta da sala foi arrombada, um cavaleiro iniciante que correu do campo de batalha para dentro com a mão na barriga invadiu o lugar olhando para eles com olhos de "Façam alguma coisa", sua armadura de couro estava aberta, e suas entranha estavam escorrendo quebradas pelo caminho conforme ele andava deixando um rastro de sangue.


Após se olhar, unanimamente nenhum dos escravos ousou sair dessa sala no momento, a visão do homem sendo dividido em dois na frente deles foi horrível demais, a energia vital no corpo do cavaleiro lutava para cura-lo, mas sempre que curava uma parte a ferida parecia se expandir novamente, foi simplesmente dividido, essa divisão se expandiriam como um efeito dominó conforme o cavaleiro se move-se, se ele simplesmente tive-se deitado com a barriga para cima ele teria mais chances de sobreviver.


Os cavaleiros da vila cercaram o garoto de ambos os lados usando espadas escudos e até tentando atirar nele com bestas e arcos, mas a diferença nos movimentos e força era surpreendente.

Não que a luta fosse só isso, mas era que Shokas simplesmente conseguia ver, ele não conseguia captar todos os movimentos, o garoto se movia a uma velocidade a noite que deixava apenas uma série pós-imagens, e tudo que ele atacava era enviado voando, ou ficava no chão imóvel com cortes por todo o corpo, vendo essa comparação com cavaleiros iniciantes era como ver um grupo de homens andando em camera lenta enquanto o garoto simplesmente dançava entre eles e como um lobo em uma matilha de ovelhas, ele simplesmente estava tirando vida após vida.

Era uma disparidade de força e velocidade que fez os escravos assistindo essa exibição ficarem com bocas abertas.

As coisas estabilizaram quando os cavaleiros intermediarios entraram no campo de batalha e foram manipulados pelos cavaleiro avançado, eles fizeram uma formação defensiva em torno da mansão para parar apenas um homem, isso era simplesmente ridículo.


O coração de shokas palpitou ele trocou contato com o lider dos elfos e dos anões e os três concordaram com a cabeça.


**************
Esse tônico aprimorador foi forte.

Muito forte, forte ao ponto de deixar seus instintos aguçados e todo seu corpo agressivo e sensível a todo movimento a sua volta, zaatar podia sentir sua percepção aumentando a cada segundo enquanto ele queria mais estimulos, mais combate, sem se importar com o que aparecia na sua frente.

Ele rapidamente desviou de uma lança coberta por uma energia avermelhada, em seguida abaixou todo seu corpo e deu um impulso para frente, em seguida após passar pelo lado do cavaleiro com a cabeça na altura do seu joelho, seus dois machados cortaram os nervos do joelho do lanceiro pesado, fazendo o homem de dois metros perder o controle dos joelhos, o som dos seus tendões estourando junto dos nervos rasgando foi alto, e assim que seu corpo se levantou, sem olhar para trás, a lamina do machado passou pela nuca do homem em joelhos fazendo com que uma trilha de sangue espirra-se no chão.

Zaatar sentia o calor aumentando mais e mais enquanto analisava o espaço a sua volta.

Seus sentidos ficaram apurados, seu corpo ficou com uma energia que parecia ser infinita enquanto a força em seus músculos pareciam transbordar.

*Pa!

Assim que o corpo do primeiro cavaleiro intermediario caiu junto da lança, zaatar desviou de uma espada longa que vinha em suas costas movendo seu corpo para esquerda, ele fez força em seu braço e deu uma cotovelada para trás enviando o cavaleiro iniciante em suas costas para sua esquerda, o fazendo perder o equilíbrio, e após isso ele girou seu corpo desviando de uma flecha e direcionou seus dois machados para as entranhas do cavaleiro, cortando da ponta do seu umbigo e subindo de cima para baixo até o começo das suas costelas.


Quando chegou nas duas costelas, zaatar abriu os dois machados para os lados sem tocar nos ossos, ele chamava esse movimento de morte certa no passado, mas agora com essa energia vital seria mais tortura, uma morte seria difícil, a não ser que eles saiam correndo após receber o movimento que foi o caso, assim fazendo seus orgãos se bagunçarem mais.


*Cha cha!

Um T apareceu entre a armadura de couro do homem enquanto zaatar não olhou mais para ele, pela sensação das laminas ele pode sentir a carne macia arrebentando sem resistência, segundos depois enquanto caminhava para frente, movendo seu corpo e desviando das flechas ao mesmo tempo que aproveitava a aberturas que saji dava para matar, zaatar observou a formação de escudos se formando, Ele podia ouvir os passos desesperados do homem recem cortado e o som das suas entranhas caindo uma a uma no chão.

Os cavaleiros iniciantes eram simplesmente muito lentos, assim como as flechas, ele podia ver toda a tragetória com seus olhos e controlava seu corpo para ou interceptar o ataque ou desviar deles, cavaleiros iniciantes, após cavaleiros iniciantes apareciam na sua frente carregando sua armas com energia vital e fazendo movimentos de ataque como bestas.

O corpo de zaatar se deslocava de um lugar para o outro interceptando os cavaleiros iniciantes indo em sua direção de frente, ao invés de evita-los ele simplesmente pulou em seus meios para testar seus limites e começou a corta-los e corta-los de todas as formas possíveis, se eram soldados pesados ele cortava as cartilagens, se eram soldados leves ele arrebentava com armadura e tudo.

Zaatar criou um caminho de morte e sangue das duas torres iniciais do acampamento até a base na onde ficava a antiga prefeitura.

"Formação!!" - Uma voz veio da mansão, era uma voz forte emitindo uma aura cheia de bravura fazendo zaatar sorrir, os cavaleiros intermediários e iniciantes que não estavam estirados no chão fizeram uma parede de escudos e bestas levantando suas armas de longo alcance.

"HAHAHAHAHAHAHAHA VENHA ATÊ MIM COVARDE!" - Zaatar não aguentou e começou a rir, ele gritou alto e em seguida pegou o corpo do cavaleiro intermediario e ergueu na sua frente não parando de andar, ele jogou o corpo na sua frente e começou a correr até ele se preparando para saltar.

[Aviso.... estimulo corporal atingindo o pico... tempo para o efeito passar 35 segundos]

"SE NÃO VAI VIR ATÉ MIM, EU VOU ATE VOCÊ!" - Zaatar sentiu o calor aumentar, ele sentia seu espírito ficando cada vez mais selvagem, ele jogou o corpo e usou toda a força que tinha fazendo a musculatura das suas pernas incharem.

Depois disso ele começou a correr até o cavaleiro avançado que estava segurando uma lança pesada e vestindo uma armadura branca leve feita com algum material chamativo fez um olhar de "inacreditável", Zaatar sentiu seus sentidos ficando mais aguçados, ao mesmo tempo que o espaço a sua volta parecia ficar mais e mais curto, na metade do caminho ele controlou as pernas e saltou como um louco indo em direção ao homem.

Os cavaleiros intermediários sobreviventes ficaram surpresos ao ver o garoto saltando com uma força absurda do solo usando um dos corpos como trampulin ele realmente pulou no meio deles e foi até o cavaleiro avançado com um sorriso sanguinario fazendo com que o cavaleiro avançado na porta fosse para trás desviando do ataque.

*PUUMM!- A grande porta de madeira da prefeitura se fechou, e o poderoso som de colisão soou lá dentro junto do som rápido de metais colidindo.

Os cavaleiros atordoados ficaram com os rostos vermelhos e olhos arregalados ao ver isso.

Mas a situação do cavaleiro avançado Scale era pior.

Um segundo após garoto pousar na sua frente ele começou a atacar, Scale moveu sua lança para todos os lados em desespero enquanto saltava para trás, o garoto segurando os dois machados parecia que não ia recuar, enquanto Scale se posicionava mantendo o alcance intermediario de acordo seu treinamento de lança pedia.


O problema é a velocidade desse alvo, Scale tentou estocar no salto, mas o garoto usou sua lança como apoio para os pés e desviou da tragetória, quase o fazendo perder o equilíbrio.


A primeira troca foi rápida, a agilidade do garoto e percepção era superior a sua, ele se deslocou de uma forma assustadora para um aprendiz de mago.

*Whoosh! whooosh!

"HAAAAA!!" - Scale enviou um corte de energia com a ponta da lança, uma lamina carmesin cortou em direção ao garoto no peito, ao mesmo tempo que o machado o cortava, arrancando seu lábio direito e raspando entre seus dentes e arrancando sua orelha gengiva e ossos que estavam no caminho.

Uma dor ardente tomou conta do seu rosto enquanto ele observava a armadura do garoto desmontando revelando músculos pequenos mas inchados, a pele e as fibras musculares rasgaram ao entrar em contato com a energia vital da ponta da lamina, e despedaçaram revelando os ossos, mas para surpresa de Scale o garoto não parou mesmo com um ferimento tão grave e continuou lutando.


A lamina de energia vital tinha expandido o tamanho da sua lança em um instante, é um ataque de energia doloroso, que poderia incapacitar uma pessoa com um corpo fraco, mas ao invés de incapacita-lo.


Pelo contrario parecia ter ficado mais agitado, ele investiu novamente como se o ferimento não fosse nada, seus olhos ficaram ainda mais selvagens e excitados.

Dessa vez Scale não conseguiu ir para trás, o garoto o levou para uma parede, ele observou a tragetória dos machados vindo de ambos os lados se fechando em sua direção, Sscale direcionou sua energia vital, para seus dois braços, ele soltou a lança devido a deficiência em alcançe e defendeu o movimento usando suas manoplas brancas.

*DAANG! SHAAA!

A primeira manopla defendeu do machado esquerdo, enquanto a segunda manopla atingiu o ar, Scale observou o machado direito mudando a tragetória, ele girou a lamina mudando de posição e um ataque que vinha na horizontal alternou para vertical no ultimo instante, indo de baixo para cima.

O machado cortou seu braço, e se alojou de baixo para cima em seu ombro, fazendo sangue subir no rosto de Scale, que rangeu os dentes e chutou o peito do garoto o enviando para trás, a porcaria do machado destruiu seu ombro.

*KA ta!

Ele tirou a espada cruzada da sua cintura usando seu braço bom, e investiu em direção ao garoto no chão usando sua habilidade impulso cortante.

Ao mesmo tempo, antes que ele se aproxima-se o garoto usou as duas mãos e saltou para trás desviando da lamina carmesin que deixou uma pequena fenda no chão, Zaatar tirou o outro machado e voltou a correr em direção ao cavaleiro.

*WHooosh!!

Ele desviou de outro corte desajeitado de espada, e rolou para trás do cavaleiro que virou o corpo abruptamente carregando o impulso, assim que virou o corpo Scale observou um orb azul de particulas de energia pura se formando na palma esquerda do garoto.


Ele sorriu com sua espada se tornando um carmesin escuro e em seguida os dois colidiram mais uma vez, o poder magico e a energia vital colidiram causando uma reação energética devastadora.


************

Neste curto tempo, os cavaleiros intermediários jã tinham se virado e começado a marchar até os dois homens que lutavam dentro da prefeitura, porém, no momento em que viraram as costas como se espera-se por isso outra estaca veio novamente.

*CHAA!!!

Os cavaleiros abriram os olhos na metade da marcha subindo as escadas, olhando para um colega que foi pregado no chão por uma estaca.

CHA! DANG! DANG! DANG! DANG!

Mais e mais estacas cairam de uma das torres de vigilância segundos depois, enquanto uma garota aparecia na visão de todos segurando dois punhais com os olhos avermelhados, eles observaram seus pés tocando a ponta da torre e investindo contra eles, apenas outro cavaleiro iniciante morreu no ataque das estacas, os outros quatro cavaleiros intermediários se defenderam das lanças mas tiveram machucados serios em seus braços.

O dano dessas coisas enviadas a essa velocidade não era pouco.

A garota investiu em direção a eles, seu corpo era revestido por uma névoa verde e pungente enquanto os punhais foram banhados em algum liquido amarelado.

*BAAAN!!

A porta da prefeitura recem fechada se abriu, revelando um homem de armadura branca completamente sangrento, ele corria para trás dando vários saltos enquanto era perseguido por um garoto vermelho, junto deles uma cadeia de energia magica explodiu dos seus corpos, o cavaleiro se protegeu com um escudo energético vermelho enquanto o garoto atacava com a palma concentrada com todas suas particulas de energia de uma vez.

Scale começou a trocar danos com o garoto sem parar pelo acampamento, ele não conseguia usar a vantagem da sua lança mais, a criatura na sua frente parecia imparável, o fazendo ter que recuar constantemente para conseguir uma distancia e carregar sua força vital. 

Scale agora estava lutando com uma espada, um dos machados da criança se alojou profundamente em seu ombro, inutilizando seu braço direito, o fazendo ter de lutar com uma espada cruzada de alcance inferior.

Scale moveu o corpo para baixo desviando de uma greve de machado, que planejava arrancar sua cabeça fora ele investiu para frente após desviar estocando sua espada em direção ao alvo, as pernas de scale foram impulsionadas por sua energia vital duplicando sua agilidade.

*PSHAAAA!!

A lamina atravessou a barriga do garoto em um corte limpo, Scale fez um olhar aliviado por ter conseguido atingi-lo, seu rosto cheio de sangue revelou um sorriso bizarro.

*Aperto!

Porém, de repente ele sentiu o aperto na mão do garoto aumentar, ele apertou seu pulso para dentro do seu corpo enfiando a espada mais fundo, e escale percebeu tarde demais a intenção do outro lado.

O garoto segurou sua mão boa com as duas mãos nuas, nesse curto momento sua boca se abriu revelando dentes sangrentos indo em direção a ele.

Scale rapidamente tentou remover a espada mas o garoto investiu como um tigre em seu corpo, o derrubando no chão, ele tentou mover seu outro braço, mas o machado tinha se alojado profundamente em seu ombro só não caiu decepado por conta da armadura branca.

Escale assistiu impotente enquanto os dentes brancos se alojavam em seu pescoço.

"AAAHHHHH!!" - Ele gritou enquanto sentia os dentes se alojando profundamente em seu pescoço, em um ataque de rancor ele enviou toda sua energia vital para a espada querendo levar o garoto consigo destruindo todo seu corpo.

*Chaaa!!

Zaatar arrancou a arteria inteira do pescoço do cavaleiro, depois começou a mastigar o osso da sua traqueia e puxou para cima, cospindo no chão (ele nunca aprende.. -^ -) metade do pescoço do homem que morreu o encarando com os olhos descrentes cheios de furia.

*Pa!

A mão do homem caiu mostrando fraqueza, a aura em sua espada ainda presente se infiltrou no corpo de zaatar que a removeu com o rosto vermelho e irritado, poucos cavaleiros restavam no campo de batalha, Saji matou 3 cavaleiros intermediários e um deles a feriu no peito também, quando os dois se olharam novamente eles perceberam que tinham feito uma baguncinha grande dessa vez.

*Tosse! tosse!

Zaatar se apoiou com um joelho no chão seus olhos cairam em um anão que saiu de uma casa, e ele caminhou até seu machado removendo do braço do capitão, zaatar apontou o machado para o anão.

"Venha cotoco, vamos ver o que pode fazer, venha." - Zaatar falou com os olhos irritados, saji pegou a besta em sua cintura também enquanto mais e e mais pessoas saiam daquela sala fazendo seu rosto ficar sombrio, os dois se olharam e prepararam imediatamente para seguir a rota de fuga quando ouviram um som estranho vindo no fundo do grupo que abriu espaço.

*TAANG!

Uma criatura pequena, com o tamanho de uma criança se ajoelhou com a testa no chão, seu corpo magro a pele bronzeada, seguido de outros parecidos com ele, essas coisas estavam usando apenas roupas de linho e pareciam miseráveis e magras pedras estranhas brilhavam em seus corpos.

"Por favor mestre machado de sangue, por favor deixe shokas segui-lo como seu fiel Servo!" - A voz fina do duende deixou zaatar atordoado enquanto Saji se aproximava devagar e olhava para sua barriga que emitia uma aura vermelha com os olhos sérios, ima fumaça vermelha saia do seu ferimento fazendo com que sangra-se constantemente, e sempre que a ferida se fechava a fumaça vermelha abria novamente e se expandia devagar destruindo as costelas.

PA PA PA PA

Duende após duende se abaixou com a testa no solo sangrento ao ver o movimento do seu lider, zaatar ainda podia ver alguns cavaleiros lutando pela vida no chão com as entranhas abertas enquanto olhavam para eles com rancor.

Zaatar ficou sem saber o que falar, ele olhou para o anão mais velho que o encarava, sua barba era branca e seu rosto errugado, ele segurava um martelo, e olhou para zaatar em silencio, porém seus olhos mostravam uma admiração e gentileza estranhas.

"Kumurg, Silencioso tá assustando machado de sangue, está passando uma impressão ruim!" - A voz do duende chamado shokas soou novamente enquanto zaatar observava pequeno tom vindo até eles com suas perninhas finas, o panda desceu devagar da torre de madeira e correu até ele e começou a subir sua perna como um macaco.


Zaatar tirou o foco ao ouvir outra voz vindo do estranho grupo, ele não estava muito bem agora, seu corpo estava exausto.


"Sinto muito senhor machado de sangue, silencioso não é muito de falar." - O anão chamado kumurg respondeu tomando a frente e ficou ao lado de silencioso, zaatar pensou por um tempo e suspirou após seu cérebro processar a informação.

"Vocês devem cair fora, antes que eles venham, há armaduras e armas dentro do prédio, use para sua proteção." - Zaatar disse enquanto virava as costas, ele não queria ficar mais ali.

PA PA PA 

Porém o mesmo som ritimico de testas se chocando com o solo duro soaram novamente.

"Por favor garoto, nos leve com você!" - O anão falava com os olhos instáveis, ele ficou em silencio vendo que zaatar não se importou, e depois de morder os labios continuou.

"Eles vão nos matar por não ajudarmos os cavaleiros no combate, por favor.." - O anão disse enquanto parecia sério.

Saji o olhou com os olhos complicados e os dois pensaram por um tempo até que zaatar gritou;

"Uugh! Não lamba ae Panda maldito!" - Zaatar disse para pequeno tom que abraçou sua cintura e começou a lamber o ferimento de espada, era doloroso muito doloroso e constrangedor, ele tentou puxar a cabeça do panda, enquanto saji o puxou para frente dos homens voltando seu foco.

Zaatar ficou sem saber o que fazer quanto aos escravos, ele olhou para saji que falou para eles ouvirem.

"Eles podem ser uteis, vamos leva-los." - Saji disse com um olhar oportunista.

"A base de junior é grande de qualquer forma e é bom ter mais pessoas para nos ajudar." -ela continuou enquanto olhava para zaatar encarando o anão que se levantou.

"É sempre bom ter mais opções e pessoas com a gente, estavamos pensando em construir uma base estacionada principal mesmo, eles podem ser de grande ajuda."

Saji ficou um bom tempo ali tentando o convencer como um demônio, claramente vendo lucros nos trabalhos das pobres almas.

Zaatar pensou um tempo, ele tentou afastar o panda, ele ficou ali lutando com o animal enquanto sentia a força do seu corpo se esgotando, e depois de desistir disse;

"Quem de vocês quer vir levante a mão, quem quiser marchar sozinho a mantenha abaixada." - Zaatar falou enquanto metade do grupo levantou as mãos, os que levantaram as mãos começaram a olhar com raiva para aqueles que abaixaram as mãos, porém zaatar não falou nada quanto a isso.

"Certo, vamos sair em 15 minutos, peguem tudo que podem, os que forem sair sozinhos escolham o que desejam pegar lá de dentro e desapareça da minha frente, aqueles que forem comigo peguem conhecimento, recursos e coisas indispensáveis." - Zaatar disse enquanto os escravos levantaram a cabeça com olhos selvagens.

Alguns queriam tentar a sorte sozinhos enquanto outros estavam impressionados com o que viram hoje e claramente queriam ficar sobre a proteção de zaatar.

Os anões e elfos negros ficaram todos, mas os duendes se separaram, um grupo de 20 decidiu trilhar seu próprio caminho, enquanto o duende shokas os olhava com olhos irritados.

"Cegos burros, vão fazer o que lá fora?" - O duende amaldiçoava enquanto apontava pra os outros, ele fez um rosto sério e depois olhou para seus companheiros e disse com os braços cruzados querendo aparecer e se mostrar decisivo.

"Vamos para dentro, você tire aquela armadura branca, vamos.. vamos pegue tudo de valor." - Zaatar ficou com a boca aberta olhando para os duendes removendo as coisas dos corpos mortos, eles até descaradamente começaram a matar os cavaleiros agonizando no chão.

Era uma cena um tanto... comica e ao mesmo tempo cruel.

"Tch! Pequeno tom o que está fazendo?" - Zaatar ficou com o rosto vermelho enquanto virou para pequeno tom que estava lambendo seu buraco sangrento, a criatura colocou a boca ali como louca e começou a passar a lingua em todos os cantos enquanto saji estudou o comportamento da criatura, zaatar não tinha muita força agora e o panda se agarrou em seu ferimento como um sangue suga drenando a nevoa vermelha que aparecia.

"Deixe-o." - Ela disse após estudar a ferida a expansão da energia vital invasiva parou de piorar.

"Han? Porque? Sou seu pai não seu amante!"

"Ele..." - Saji tinha os olhos surpresos ao dizer isso, ela ficou um tempo em silencio como se tenta-se confirmar algo e disse.

"Esse panda está comendo o rancor da energia vital do cavaleiro... posso te curar mais rápido assim.. mas.. como é possível?" - Saji fez olhos impressionados enquanto observava o pequeno panda expandindo a lingua pelo ferimento enquanto abraçava zaatar e se agarrava nele com suas unhas grandes.

Zaatar olhou com os olhos complicados.

Porque ele sentia que essa criaturinha era um pervertido agora?

A velocidade com que os anões e elfos agiram foi algo raramente visto, os duendes que decidiram se afastar do grupo prepararam uma carruagem e encheram de recursos indo de metais a armaduras... enquanto isso shokas e seus duendes tambem começaram a pegar as coisas, porém, priorizaram coisas para sobrevivência e ingredientes únicos assim como pergaminhos de todos os tipos e livros, e se zaatar pedi-se para que não briga-sem eles lutariam para ver quem pegava mais armas.

Os olhos de zaatar cairam em um anão que estava observando um pequeno fogão com o tamanho de uma caixa com olhos tristes como se tive-se se separando de um amante era algum objeto alquimico pelos cristais e runas.

"Isso é importante?" - Zaatar apontou para o equipamento enquanto o duende shokas rapidamente se aproximou dele coçando as mãos com olhos lisongeiros.

"Mestre isso é uma forja magica, bom, parte de uma, os anões usam esses itens para criar e moldar coisas." - Zaatar fez um olhar surpreso e observou o equipamento, um deles era uma placa de metal transparente, com uma placa metalica flutuante fina, parecida com papel, o outro era um forninho estranho, enquanto o outro era o que parecia ser um caldeirão com metal derretido dentro misturado a alguns ingredientes.

Havia varias ferramentas, martelos, e outras coisas também.

"Certo, vocês conseguem carregar quantos desses?" - Zaatar disse enquanto os anões viraram para ele ao mesmo tempo com olhares felizes.

"Nós só precisamos dos fornos, e da placa de molde, podemos fazer um caldeirão, fizemos esse anteriormente, vamos desmonta-los se nos der cinco minutos e carregar nas bolsas esses fornos tem uma data de validade de 2 anos." - Kumurg disse enquanto zaatar suspirou.

"Certo, peguem o que querem pegar e vamos, nós vamos andando." - Ao ouvir que iriam andando os olhos do duende shokas se arregalaram e ele rapidamente começou a colocar os pertences que conseguiu em uma bolsa junto dos outros 15 duendes esvaziando uma carruagem.

Essas criaturas cinzentas e verdes eram adaptáveis, os elfos negros não pegaram muito, eles apenas pegaram sacos com tomos de feitiços e pergaminhos com formulas ou conhecimento, provavelmente esses caras eram proeficientes em magia, eles voltaram com uma bolsa cheia da prefeitura.

"Saji, você tem poder magico?" - Zaatar perguntou enquanto seu rosto parecia ficar mais palido a fraqueza parecia aparente nele em  toda a parte.

"Ainda me restou um pouco." - Ela disse enquanto observava os olhos de zaatar caindo na estrada no sul e na floresta no leste.

"Vamos para oeste, daremos a volta na montanha e vamos para a base de junior." - Ele disse com uma voz baixa para os anões não ouvirem, o rosto de saji ficou branco ao ouvir isso.

Os anões estavam desmontando os equipamentos, eles desmontaram o forninho rapidamente como se tive-sem feito isso inumeras vezes e colocaram os equipamentos em uma bolsa pesada junto de inumeros cristais magicos que encheram suas bolsas.

"Vamos demorar 3 dias assim." - Saji falava enquanto zaatar dava um sorriso amargo.

"É melhor do que morrer, preciso que apague os rastros, e não vamos acender fogueiras, é a ultima chance para quem quiser ir sozinho, os duendes não sairam ainda." - Zaatar disse enquanto olhava para todos e após ver que ninguem mostrou indicios ele suspirou.

"Certo, vamos começar a andar agora, não vamos parar por 8 horas."

Foi a primeira vez que os dois conseguiram ganhos a esse nível, isso claramente iria colocar uma bandeira maior sobre suas cabeças.
 



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