História Orpheus - Capítulo 17


Escrita por: e Bloo_berry

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Palavras 6.348
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fomos rápidas!!
Estamos animadas!! Boa leitura! ;)

Capítulo 17 - Capítulo 17


Fanfic / Fanfiction Orpheus - Capítulo 17 - Capítulo 17

- UTA – 

Natsuki se sentou à frente de Otoya quando eles tiveram que formar duplas com um colega. Não que Otoya não gostasse do amigo, ele queria fazer com a Nanami. Mas como Masato não apareceu, Natsuki correu para ele e perguntou se poderia formar dupla com ele. Quando deu por si ele olhou para ela e a mesma estava parada o olhando quando Tomochika a convidou. Ele ficou com as bochechas infladas quando a viu se distanciar e se sentar com a outra ruiva. 

- Será que Masa-chan piorou? – Natsuki começou a falar e Otoya o olhou. – Será que ele pegou a mesma doença que Ren-chan tinha ontem? 

- Ren falou que Masa estava indisposto. – Otoya colocou uma mão no queixo pensativo. – Disse que cuidaria dele. 

- Você também parece triste. – Natsuki o analisou. – Tokiya-kun brigou com você? 

- Ham... Não. – o ruivo sorriu. – Ele agiu como sempre. 

- Então o que foi? – o loiro perguntou. – Se eu puder ajudar eu ficaria feliz com isso. 

Otoya olhou para o lado rapidamente, olhando para Nanami pensativamente e depois abaixou a cabeça. 

- Como foi que você descobriu que gostava do Syo? – perguntou baixo para que ninguém mais escutasse.  

Ele estava muito pensativo sobre isso. Na noite passada ele queria ter perguntado para Tokiya sobre sentimentos, mas como o seu amigo tinha chegado tarde ele não quis atrapalhar. Logo mais cedo, quando o olhou dormir seu sono estava profundo. Tokiya estava muito cansado por causa desse trabalho, depois de minutos o observando dormir, ele lhe cantou uma música e lhe fez um carinho na cabeça. Isso parecia sempre acalmar Tokiya, mesmo quando estava dormindo. 

Ele sabia que Tokiya gostava, somente pelo leve sorriso que ele deu ao dormir. Um sorriso tão mínimo, mas tão doce e tranquilo. Queria ver Tokiya sorrir mais vezes daquele jeito. Foi um pequeno agrado, porém depois disso ele acabou se esquecendo de perguntar sobre sentimentos quando Tokiya fez aquela pergunta.  

Ele gostava da Nanami? 

- Desde o primeiro dia que o vi. – com a resposta de Natsuki, Otoya levantou a cabeça. – Ele era tão pequeno e tão fofinho como é agora, quando meus olhos o encontraram, ele brilhou para mim. Meu coração disparou tão forte que tudo que eu queria era capturar Syo-chan somente para mim, tanto que eu fiz uma rede somente para capturá-lo! 

- Ohh, primeira vez que o viu. – o ruivo repetiu. Ele já estava pasmo somente em pensar em Natsuki correndo atrás de Syo com uma rede. – Vocês tinham quantos anos quando se viram? 

- Cinco. – o loiro brilhava ao lembrar-se dessa época. 

- Cinco anos? – Otoya estava pasmo, se ele não tivesse errado, Natsuki deveria ter uns dezesseis anos agora. Esses anos todos gostando de alguém. 

- Eu gostava dele... – Natsuki olhou para o lado pensativo, mas o sorriso estava lá. – Não sabia que era amor, mas eu gostava muito dele. Depois eu descobri o que era e não escondi isso. – Otoya abriu a boca pasmo. – Syo-chan também sabia o que sentia, porque ele é perfeito e inteligente e não teria como não saber. 

- Nossa. – o ruivo estava feliz pelo amigo. Natsuki era alguém apaixonado. Não, paixão era completamente diferente. Natsuki era alguém que estava amando e estava com a pessoa que gostava. – Estou feliz por vocês. Deve ser difícil, são dois homens. 

- Eu não acho difícil. – Natsuki parecia tão a vontade em falar as coisas, Otoya queria esse lado da personalidade dele. Esse lado sincero que expressava suas emoções sem vergonha alguma. – Eu gosto de abraçar ele, porque ele é quentinho. Gosto de beijá-lo, porque ele é doce e tem a língua macia. 

- Tudo bem. – Otoya ficou vermelho com o comentário. – Vocês já avançaram muito nisso. 

- Nós ainda não fizemos amor, Syo-chan ainda não está pronto! 

- Eu não precisava ter escutado isso! – Otoya estava cada vez mais vermelho. – Você fala disso como se fosse fácil! 

- Mas é fácil porque eu amo Syo-chan. – Natsuki disse aquilo como se fosse obvio a situação e Otoya tentou compreender. Se ele amava alguém, eles poderiam passar por qualquer fase até mesmo aquela complicada. Natsuki não continha malícia, então as coisas que falava não continham intensões ruins. Para Natsuki o pensamento era fácil, se amava Syo não tinha problema em desejá-lo, mesmo se fosse homem. – Eu tenho certa ideia da dificuldade que será na hora, Reiji-senpai explicou um pouco. – Otoya estava surpreso que seu senpai tinha dado conselhos de ajuda sexual para Natsuki. E ele se perguntou se Reiji tinha experiência nisso. – Tudo que menos quero é machucá-lo! 

- E... – Otoya se encolheu na cadeira. – E como seria entre homens? – perguntou depois que se lembrou do comentário de Ren sobre ele ser virgem e a insinuação sobre Tokiya tirar isso. Ele nunca pensou no amigo dessa maneira e não gostaria de pensar, contudo uma imagem curiosa de Tokiya passou rapidamente por sua cabeça e ele a balançou espantando rapidamente.  

Ao longe Nanami olhou para Otoya e Natsuki e continuava com o semblante de preocupação. Masato não tinha ido a aula. Não tinha falado muito com ele, na verdade bem pouco. Era o jeito dele ser distante e também o jeito dela de ser tímida demais para se aproximar. E depois da conversa que teve com Ren a deixou mais preocupada. 

Ren sorrindo daquele jeito, mesmo quando Masato saiu da sala tremulo. Ela sabia que tinha algo errado. Nos gestos no sorriso de Ren. Agora Masato tinha faltado depois desse acontecimento. Ela estava muito preocupada. 

- Haruka. – ela piscou e olhou para frente, Tomochika a estava analisando com uma mão no queixo. – Está olhando demais para o Ittoki. – ela sorriu. – Está interessada nele? 

- Ham? Não é isso! – ela olhou para baixo vermelha. – Eu só estava preocupada com o Hijirikawa-sama. 

- Isso... – a menina olhou para Haruka atentamente e sorriu. – Se ele estiver doente nós podemos visitá-lo, não se preocupe. 

- Sério? – Haruka levantou o olhar. 

- Claro! – Tomochika sorriu mais ainda e abaixou o volume da voz. – Mesmo assim você estava olhando para o Ittoki. 

- Não é nada que você está pensando. – Haruka tentou se defender e olhou para outra direção. 

- Eu não disse nada do que eu estava pensando. – a menina sorriu. – Pensei que era o Ichinose que chamasse a sua atenção. Sabe das historias dos dois? 

- Eu não acredito nessas historias, ele com o Ichinose-sama e nem com Hayato-sama, as pessoas estão sendo equivocadas. – quando terminou de falar ele percebeu que Tomochika levantou uma sobrancelha. – Mesmo com aquelas fotos deve haver alguma explicação. 

- Claro! – Tomochika não parecia acreditar muito. Amigos poderiam se abraçar, mas não daquele jeito, não andariam pela rua de mãos dadas e não dariam ursinhos. Apesar de que os rumores de Ichinose e Ittoki diminuíam, as de Hayato com Otoya somente aumentavam por conta da mídia especulando quem seria aquele ruivo. – Vamos pensar em outra coisa então, vamos planejar nossa visita ao Hijirikawa. – ela sorriu e fez Haruka sorrir de volta. 

- UTA – 

Após Masato ser deixado por Ren na enfermaria este ficou aos cuidados do médico, enquanto Reiji e Jinguji haviam ido para suas respectivas aulas. 

Durante o meio e o final da aula Tokiya havia se pegado pensando em Otoya, ele o achava estranho e tudo, porém o ruivo sempre o cativou, isso era bem intrigante para alguém que não costumava se importar muito com ninguém além de si. E agora mais essa, o ruivo estava gostando da garota estranha e como se não bastasse queria que ele fosse junto. 

Era algo fora de questão, não sairia com ela, se fosse com Otoya ainda iria pensar. Seguiu para o refeitório onde um grupo o cercou pedindo autografo. Será que elas não entendiam que ele não era Hayato? 

Após dispensá-las seguiu para uma mesa para se juntar a Syo e Natsuki que já almoçavam. 

- Olá, Tokya-kun! – o loiro mais alto acenou e fez sinal sobre uma cadeira próxima a ela. – Otoya-kun foi pegar o almoço de vocês! 

- Ah, ele já chegou é? - perguntou se acomodando vendo o ruivo na fila com uma cara de indeciso. - Bom, não estava muito de fila hoje, só espero que ele não pegue nada pesado demais. - disse. Um dos problemas de Ichinose era se preocupar com o peso demais. 

- Ele disse que pegaria o melhor para você. – Natsuki sorriu e o encarou. – Vocês são tão fofos juntos. Torço verdadeiramente por vocês e que fiquem felizes. Ele estava preocupado sobre sentimentos hoje, então espero que esteja tudo bem entre vocês. – ele levou uma mão ao queixo. – Apesar de que eu acho que está, já que ele me perguntou como era estar apaixonado. Os sentimentos entre vocês devem estar crescendo! 

- Oi? Não estamos apaixonados. - falou tomando uma cor vermelha no rosto. De onde o loiro tinha tirado aquilo? - Escuta, nós somos apenas amigos nada demais. - disse virando o rosto para voltar a postura habitual. Não, ele sabia por que o ruivo tinha feito aquela pergunta. Era pela Nanami, só de pensar havia fechado a mão de raiva. 

- Mas vocês estão! – Natsuki o encarou e depois olhou para fila onde Otoya estava. – Ele sempre fala de você e está sempre preocupado em te deixar feliz. E você quando olha para ele parece apaixonado. – sorriu. – Parece que Otoya-kun é seu ponto de apoio e admiração. Syo-chan também acha isso. – sorriu mais. – Não precisa ter vergonha de confessarem. 

- Não é vergonha, só não é o que está pensando. - Tokiya disse o olhando sério. 

- Natsuki fica quieto e para de se intrometer no assunto do Ichinose. - Syo falou em tom irritado olhando para o loiro. 

- Mas, Syo-chan... – Natsuki o olhou cuidadosamente se sentindo culpado. – Se não fosse verdade, por que Otoya-kun me perguntaria como era um relacionamento entre dois homens e como seria fazer amor? 

- Cala boca, não diga essas coisas! - disse Kuruso completamente vermelho, nem precisava falar sobre como Tokiya estava. - Fica quieto! - pediu. 

- Não dizer o que? – Natsuki parecia mais confuso. Se Tokiya e Otoya se gostavam, não haveria problemas em falar dos sentimentos deles. Otoya naquela manhã não parecia nada preocupado sobre isso. 

- Estão falando sobre o que? – o ruivo de repente surgiu atrás deles segurando uma bandeja e olhando para eles curiosamente ao se sentar ao lado de Tokiya. – Sua comida. 

- Obrigado, mas não era necessário. - disse Ichinose olhando o ruivo e depois analisando o almoço, pelo menos não era calórico. 

- Estávamos falando sobre sentimentos e sobre fazer amor. – Natsuki interrompeu-os e Otoya ficou tão vermelho quanto o cabelo ao levar os olhos e praticamente com o olhar acusador “Você disse isso para eles?”. – Eu só acho que vocês não devem se preocupar se vocês se amam. – Reiji-senpai e Ranmaru-senpai poderiam ensiná-los. Irei pedir para eles. 

- Natsuki, se não calar a boca eu me retiro. - disse Kuruso sem paciência alguma. Às vezes Natsuki não sabia o quão era inconveniente falar sobre essas coisas. 

- Hum... – Otoya olhou para o seu prato mais vermelho do que nunca e evitando olhar para Tokiya. Seria complicado explicar para o seu amigo que somente tinha feito aquela pergunta por curiosidade. E simplesmente se sentiu culpado por ter imaginado coisas com ele. – Nós poderíamos visitar o Masato, como ele está doente ele pode precisar de companhia. – era uma mudança mais do que boa de assunto naquele momento. – Nanami-chan disse que faria o mesmo antes de sairmos da sala. 

- Então vá com ela! Eu não irei agora, já estou de saída para meu trabalho. - Tokiya falou se levantando sem ao menos encostar na comida. - Obrigado pela comida. - disse se afastando rapidamente. 

- Tokiya. – Otoya chamou choroso. – Você nem comeu.  

Suas palavras foram praticamente aos ventos. Às vezes aquele emprego de meio período de Tokiya não parecia ser de meio período como tomava todo o seu tempo. Às vezes queria passar um tempo com ele também, afinal ele poderia ser amigo da Nanami, mas ele também era amigo de Tokiya e queria dividir seu tempo com ele. 

- Tokiya-kun é bem ciumento. – Natsuki disse do nada e os olhos de Otoya foram para ele interrogativamente, mas pareceu que Natsuki não quis se aprofundar no assunto. – Vamos visitar Masa-chan, parece que Ren-kun está lá cuidando dele. 

- UTA – 

Hijirikawa estava se sentindo um pouco melhor, mas informaram ao seu pai e o médico da família foi verificar acompanhado de Jii. A sorte foi que Ranmaru avisou que o mordomo vinha então deu tempo de Jinguji sair, mas assim que saíram ele voltou. 

- Não precisa ficar, e se eles voltarem? Me escuta Jinguji. - disse Masato o olhando. - Você perdeu metade de sua aula hoje!  

- E perdi parte da minha aula de ontem. – o loiro deu de ombros e se aproximou. – eu recupero depois, importante agora é outra coisa. – tocou na testa de Masato. 

- Eu já estou bem, vão trocar meus remédios. - disse fechando os olhos ainda sentia que precisava descansar - Não quero que saibam que está aqui, é perigoso. - disse baixo. 

- Então já é tarde. – Ren sussurrou e antes que Masato pudesse perguntar, na entrada do quarto Reiji olhava para eles dois sorrindo ao lado de Nanami. Ela olhou para eles dois e se curvou. 

- Desculpe-me em atrapalhar. – ela entrou no quarto segurando um pequeno vaso com uma flor. – Está tudo bem, Hijirikawa-sama? 

- Sim, obrigado - disse olhando a menina com feição preocupada. - Não precisa se preocupar já estou bem. – agradeceu. 

- Todos ficaram preocupados. – ela avisou. – Felizmente, Jinguji-sama estava cuidando bem do senhor. – ela lhe pegou a mão. 

- Eu sou alguém atencioso, ovelhinha. – Ren tocou levemente no queixo dela. 

Hijirikawa virou o rosto sentiu raiva agora, Jinguji nunca tomaria jeito. 

- Obrigado por vir, mas será que posso ficar um pouco só? É que preciso descansar. - pediu gentilmente olhando para a menina - Leve Jinguji, ele precisa descansar. – disse. 

- Coitado, está tendo alucinações. – Ren sorriu e a afastou de Masato levemente. Ela se mantinha confusa com o que estava ocorrendo entre eles dois naquele momento. Aquela tensão, aquele clima que tinha se iniciado. 

- Ham... – uma voz chamou a atenção deles, quando se vivaram encontraram Reiji novamente na porta, com um sorriso sem graça ao dar um passo para o lado e três cabeças aparecerem. – Mais visitas. 

- Você está melhor, Masa-chan? – Natsuki foi o primeiro a entrar. 

- Sim, obrigado. - disse olhando para os loiros. Estava nervoso, Jinguji iria pagar por esse momento de raiva, ele estava se aproveitando. 

- Você não comeu meus biscoitos! Se você tivesse comido, jamais estaria doente. – Natsuki reclamou. – Mas eu trouxe mais. 

- Masato-kun! – Otoya se aproximou e sorriu preocupado. – Ficamos preocupados com você. Tokiya lhe mandou melhoras. – por mais que não fosse verdade, ele estava entregando o recado por educação. Masato nada tinha haver com as reações de Tokiya. 

Distanciando-se de lá, Reiji retirou-se do local fechando a porta e suspirando. Ele colocou as mãos na cintura preocupado, Ren e Masato ainda estavam tendo problemas, Otoya parecia esconder alguma questão de Tokiya, pelo menos Natsuki estava se controlando mais. Ia se virar, viu que Ranmaru estava encostado contra a parede de braços cruzados. 

- Ran-Ran, acho que não poderei ir ao meu primeiro dia de aula de natação. – sorriu. – Vou cuidar do Masa-chan. – apontou para trás. – Pode voltar ao conselho, Ai-Ai deve estar na natação, então Myu-chan deve estar precisando de você! 

- Não estou afim, queria te ver nadando, mas enfim vou resolver uns assuntos. - disse olhando Reiji e lhe acenando com a cabeça. - Mais tarde nos vemos, boa sorte com o Masato. - disse se afastando. 

- Boa sorte você! – Reiji lhe apontou. – Você que é responsável e amigo de longa data dele. Sabe o que está acontecendo bem mais do que eu. – o moreno avisou. – Boa sorte seja lá o que for fazer. – Reiji franziu o semblante. – Pensando bem... Myu-chan tem judô hoje? 

Ranmaru não respondeu verbalmente com um gesto negativo com a mão, ele estava meio estressado ficar no conselho nunca foi seu maior anseio, mas Camus era amigo dele e ia se ferrar sem ele ali. Droga de consciência ia dar uma volta e esfriar quem sabe mudava de ideia. 

- Então dê uma passadinha no clube por mim. – Reiji piscou um olho travesso. – Só para confirmar algo que desconfio. 

- UTA – 

Não era de muito do feito de Camus sair pela escola em seu período do conselho. Também não era de seu feitio namorar então ele não teria o que muito questionar. Deduzir que se retirar de sua sala solitária, por Mikaze, Ranmaru e Reiji não estarem lá, e sair por aí seria tranquilo ele estava enganado. 

Sua presença sempre chamaria atenção. Perturbadoramente ele sabia que tinha uma aparência agradável e que alguns alunos mantinham fetiche por ele. Algo como amar seu jeito dominador. Pessoas tediosas ele poderia dizer. Agora como estava sua aparência, cabelos amarrados em um rabo de cavalo, óculos, roupa alinhada e a postura elegante andar, estava arrancando suspiros de uns e medo de outros. E arrancava também outra questão. 

Por que o presidente do conselho estava indo na direção do clube de natação? E a curiosidade desses seres os levou a segui-lo e terem mais uma surpresa. O vice-presidente estava na natação. Mikaze estava usando a típica roupa neoprene, a roupa de borracha, para natação. Era o melhor e mais adequado. Depois de tê-lo deixado marcas aquela roupa era a melhor, com a gola alta. Felizmente a única coisa a amostra era os braços finos dele. Nada a mais a mostra. 

Estava satisfeito, independentemente se as pessoas estavam estranhando ele se sentar na arquibancada para observar Mikaze dar o seu primeiro nado antes de voltar para a sua tarefa, ele estava feliz. Certo que Mikaze nunca o visitou no judô, mas não forçaria avanços de Mikaze, deixaria ele avançar a cada passo. 

Lhe deixava feliz somente por ter Ai com ele, independente do quanto fosse demorar, ou quantas pessoas poderiam estar lá decepcionadas por não verem o corpo de Ai, alguns se contentando com a roupa colada. Mikaze era somente dele, todos poderiam cobiçar, mas isso ele tinha certeza, Mikaze era dele. 

Ranmaru havia passado no conselho e quando não viu Camus ele já sabia onde exatamente ele estava. Parado na porta do clube mantinha um sorriso de lado ao ver a cara de idiota que Camus laçava a Ai. Ele ia se conter, mas não conseguiu. Se aproximou assobiando e chamando Ai de gatinho. 

Camus virou-se levemente para olhar para Ranmaru. Seus olhos se estreitaram. Ranmaru teve muita sorte de não ser xingado. Se fosse outro aluno qualquer, Camus falaria sobre respeito para com seu representante, mas sendo Ranmaru isso era somente uma brincadeira para irritá-lo. 

- Kurosaki. – disse ainda com os olhos estreitos. – Pensei que demos uma trégua para esses tipos de perturbações desnecessárias. 

 - Pois é, eu não consigo. - disse com um sorriso de lado, mas depois ficou sério - Já parei não falo mais nada. - se aproximou. - Eu não vim discutir, já estou saindo. - avisou olhando o amigo recebendo ajuda do capitão, este parecia tenso. - Ele não morde Kanichi. - disse achando engraçado o colega com medo de Ai. 

Ai estava perto do capitão, e por algum motivo este estava trêmulo, era estranho ter uma sensação de que as pessoas o temiam tanto. Como foi lhe pedido ele deitou nos braços do maior para este o ensinar a nadar de costas. Tinha visto Camus o observar, ele às vezes era engraçado, ao querer ficar perto. Corou em pensar isso nem percebeu que o capitão não tirava os olhos de si. 

Camus observou em silêncio. Ai era completamente diferente quando estava constrangido com algo. Se era pelo nado, ou pelos alunos observando, ou pelo simples fato que era ele lá, Camus estava feliz. Não se sentia na defensiva ao ver o capitão com os olhos nele, Mikaze saberia o colocar no lugar. Cobiçasse à vontade, ele jamais o teria. 

- Sabe Kurosaki... – Camus comentou baixo sem conter o sorriso e sem tirar os olhos de Ai. – Você não deveria se preocupar tanto com Kotobuki aqui, ele lhe venera. 

- Não me preocupo, só não gosto de ninguém que não seja amigo perto dele. - disse olhando para Mikaze. - Você me parece bem confiante, isso é bom. Não me sinto assim. - disse – Enfim, estou indo! Só não se esqueça que o conselho está só e você não analisou as novas inscrições do clube, até! 

- Já vou daqui a pouco. – avisou ainda sorrindo. Não era que ele fosse confiante. Se ele fosse já teria se confessado há anos. Ele somente confiava em Mikaze o suficiente para saber que ele não deixaria qualquer pessoa se aproximar de forma mais intima. Ele também confiava em si mesmo sobre isso, sobre afastar os outros. Observou mais uma vez, retirando os óculos e soltando o cabelo para ficar à vontade. Com o movimento dos lábios disse “Boa sorte”, ainda sorrindo e arrancando suspiros de algumas e se virou seguindo o seu caminho. 

- UTA - 

Já era bem tarde quando Masato fora liberado a voltar, mas foi dispensado por uma semana para se recuperar adequadamente. Tinha acabado de sair do banho, só iria comer e ir dormir. 

- Está melhor? – a voz suave e melodiosa que escutou o dia inteiro o atingiu. Ren não desgrudou dele o dia inteiro, mesmo que os meninos estivessem no quarto com ele, brincando com a Nanami. Ren estava lá, às vezes comentando algo malicioso. Agora Ren estava no quarto deles, o encarando e usando uma toalha enrolada em volta de sua cintura, preparado para entrar no banho. Porem o loiro estava lá em pé, sorrindo para ele de forma maliciosa. 

- Sim, obrigado. - respondeu desviando o olhar, Jinguji não tinha saído do seu lado, só saiu uma vez, mas porque Jii havia vindo vê-lo. Até que gostava da presença do loiro, mas sabia que aquilo não podia. 

- Fiquei muito preocupado com você. – Ren se aproximou, lentamente e ainda sustentando o sorriso. Sua mão quente queimou a pele do Masato ao tocar em seu queixo e se aproximar. – Pena que já tomou banho, iria convidá-lo a se juntar a mim. – sussurrou. – Você melhoraria completamente! 

- Jinguji, você esquece suas promessas. - Masato respondeu dando um passo para trás. - Vá tomar seu banho e me deixe descansar. - disse indo se sentar, queria muito que a semana passasse logo, para ele retornar aos estudos. 

- Pensei que pessoas tradicionais fossem mais gratas. – Ren não perdeu o sorriso, apenas retirou a toalha na frente de Masato e seguiu para o banheiro, porém parou na porta. – O convite continua de pé! – disse mais alto e entrou no banheiro. 

Masato o olhou. Jinguji não tinha jeito mesmo, parecia que não escutava o que Masato dizia. Deixou-o de lado e foi se alimentar, nem sabia o que faria neste período em que ia ficar no quarto. 

Só esperava que Jinguji não o tentasse, mas tinha um pensamento que Ren ia o provocar muito. 

- UTA – 

Otoya olhou para a noite de sua janela. Ele não esperava ver muita coisa além do jardim da escola. Já era tarde e ele tinha esperado o bastante. Ele mesmo tinha achado que já era razoavelmente estranho esperar até esse horário por Tokiya. 

Seu colega não gostava de ser muito incomodado e estava sempre com pressa por causa do emprego. Um dia ele ficaria doente se ele não priorizasse a sua saúde acima do trabalho. 

Respirando profundamente se jogou em sua cama resoluto a dormir. Ele tinha uma impressão que a raiva de Tokiya pela Nanami poderia ter outro significado, ninguém odiaria alguém assim sem motivo algum. Então ele compreendeu que poderia ser pela Nanami gostar de Hayato. Ele chegou a citar a preferência dela pelo cantor para Tokiya, como seu amigo não era muito aberto para essas coisas de seu irmão cogitou isso. 

Conversaria com ele depois. 

Contudo demorou para pegar no sono, estava muito preocupado com Tokiya. 

- UTA – 

O sol era acolhedor de manhã, levemente quente e companheiro. A cama macia e abraçar Syo de todas as formas o convidando para permanecer sobre ela. Outros braços acolhedores também o apertavam. 

Dormir abraçado ao loiro alto tinha se tornado comum que não era surpreendente ser abraçado um pouco mais apertado enquanto dormia. O rapaz alto tinha uma força que nem ele mesmo poderia saber o quanto ultrapassava sua força de vontade. 

Aqueles mesmos braços que poderiam perfurar uma parede o apertou mais, se aconchegando e suspirando atrás dele, contra o seu ouvido. Os lábios que tanto gostavam de beijar e falar coisas como “Doce” ou “Macio” em meio aos beijos trocados, agora tocava em sua orelha. Beijando o nódulo da orelha com uma aprovação, levando os lábios para um ponto atrás de sua orelha o arrepiando. 

- Está gostando, baixinho? – mas a voz de Natsuki saiu mais arrastada e sussurrada do que de costume, no fim dela com um leve rosnado. – Seu falso inocente! – e antes que pudesse abrir os olhos Natsuki colocou uma mão sobre a sua calça, apertando a sua virilha e mordendo o seu pescoço com uma força que sentiu sua pele ceder aos dentes e ser perfurada. 

Se assustou ao acordar tão bruscamente, olhou diretamente para os olhos verdes que possuíam uma expressão muito assustadora e ameaçante. 

- Satsuki! - disse em tom alto tentando se soltar. - Me deixa! - ele pediu procurando os óculos, ao encontrá-lo viu que estava muito longe. - Me solta! - mandou se debatendo. 

- Por que deveria? – o outro respondeu rosnando novamente e lambendo a pequena ferida que tinha feito no pescoço. – Você pediu por isso, deixando Natsuki na mão. O provocando. – mordeu novamente, a mão seguindo para dentro da calça e apertando o pequeno membro na mão. – Você vai provar do seu próprio veneno! 

- Não! - disse se debatendo ainda mais não conseguia se soltar do maior. - Para, Satsuki você deve deixar o Natsuki em paz, você está me machucando. - Syo disse com os olhos cerrados. 

- Não é perturbador saber que Natsuki poderia ter feito isso antes? – o outro continuou sussurrando e o virando de bruços contra a cama deixando todo o seu peso prender o corpo de Syo contra a cama. Movendo a mão bem mais apertada a ponto que machucava. – Você o provoca e não quer receber o troco? – mordeu o outro lado do pescoço, lambendo também a ferida que fez. – Eu poderia lhe deixar largado aqui agora, mas isso seria um presente para você! 

Syo estava ficando apavorado, o que Satsuki tinha na cabeça afinal? Ele só queria poder sair dali e fazer Natsuki voltar. Mas como faria isso? 

- Me solta, traz Natsuki de volta droga. - disse exaltado sentindo uma dor chatinha na parte em que o outro o mordeu. 

- Ainda não. – o outro sorriu de lado, segurando o cabelo de Syo e o virando para o olhar enquanto continuava o estimulando. – Vamos lá! – moveu a mão mais rápido. – Me mostre esse seu lado que você está tentando esconder, baixinho. Mostre-me esse seu lado que tenta o Natsuki quando insiste em dizer que não está preparado. 

- P-para com isso. - Syo não conseguiu conter o primeiro gemido solto, nem o segundo aquilo o deixava muito constrangido. - Pa-ra com isso Satsuki. - voltou a pedir, voltando a se debater, mas desta vez era com mais dificuldade, pois seu corpo estava mole. 

O maior sorriu e o encarou mais, puxando um pouco mais o seu cabelo a ponto de levantar a sua cabeça. Sentindo como Syo ficava cada vez mais duro em sua mão ao ponto de vazar um pouco na ponta. Seus olhos se abaixaram e viram que a calça do pijama estava levemente abaixada, mostrando as nádegas brancas e como Syo agora estava se movendo querendo mais contado com a mão. 

- Vê agora como você é lascivo? – Satsuki falou mais alto e parou, retirando a mão e a colocando perto do rosto de Syo, puxando o seu cabelo e mostrando sua mão manchada. – Você não é santo, então pare de brincar com Natsuki. – largou Syo na cama sem ter concluído o trabalho com a sua mão e se retirou da cama. 

Ele seguiu até onde seus óculos estavam e olhou para um atordoado Syo excitado e levemente despido sobre a cama e colocou os óculos. Como mágica seu sorriso desapareceu e ele tombou a cabeça encarando Syo e retirou a mão de seu óculos vendo como estava manchada com algo que ele arregalou os olhos ao voltar a olhar para Syo e sua cabeça formular a forma que Syo se encontrava. 

O menor ainda estava trêmulo, se levantou da cama com certa dificuldade, olhando para Natsuki com receio, se direcionou ao banheiro e se trancou lá. 

Dentro do banheiro viu como estava excitado, não queria que fosse daquele jeito, ainda não sabia ao certo como se sentir. Mas seu instinto falou mais alto, então desceu a mão e se tocou de forma estranha, pois só tinha vista na teoria. Ele estava treinando para saber como agir com Natsuki, mas agora não sabia o que falaria para ele. 

- Syo-chan! – a voz veio do outro lado da porta. – Syo-chan? – a voz trazia uma culpa e perturbação por algo que ainda não tinha entendido muito bem. – Eu fiz algo com você? – perguntou. – Perdão, Syo-chan... Deixe-me ajudá-lo. 

- Não, me deixa em paz Natsuki. - disse se sentindo cada vez mais quente ao se tocar viria logo, ele não queria que o outro o visse neste estado. - Não quero falar com você agora. - disse soltando um gemido. 

- Eu machuquei você, Syo-chan? – ele continuou perguntando e batendo na porta mais desesperadamente. – Eu... – ele parou por um momento. – Eu toquei... – era natural que Natsuki não sabia descrever o que passava por sua mente. – Deixe-me ajudá-lo! – pediu como se soubesse o que Syo estava passando. 

- Me deixa Natsuki, agora não quero te ver. - pediu soltando mais um longo gemido ao se aliviar, ao final olhou para o liquido branco em sua mão. Não era para ter sido daquele jeito, seguiu para o chuveiro e tirou o pijama, iria tomar um banho para poder se limpar. 

Natsuki se afastou da porta olhando para o chão e depois para a cama o qual eles compartilharam. Ele não se lembrava do que eles tinham feito, mas ele tinha ideia do que era aquilo em sua mão e que aquilo não era seu. Ele somente queria compreender o que levou eles a aquilo e o porquê Syo agora não queria vê-lo. 

Sentiu um sentimento de abandono e de solidão, ao mesmo tempo em que seu estomago se afundava com o pensamento de Syo ficar longe dele para sempre. Aquilo o acabaria e o deixaria fora de seu mundo. 

- UTA – 

Os olhos de Camus sempre foram atentos, independente do quanto de sono ainda poderia sentir. Ele encarou Ai deitado sobre a cama, suas feições estavam tranquilas e parecia um anjo dormindo. Ele normalmente acordaria cedo, mas estava mais exausto por conta de ter exercitado o corpo com a natação e depois foi partilhar do restante da energia com o conselho. 

Estava mais humano, isso deixava cada vez mais Camus feliz. Pois Mikaze estava também se sentindo bem por começar a ficar mais à vontade com as coisas. Sorriu mais um pouco e beijou o rosto do menor. 

 - Hora de acordar, Ai! – chamou acariciando o rosto. 

O menor coçou os olhos de forma fofa, como se fosse uma pequena criança. Abriu os olhos lentamente, procurando acostumá-los com a claridade. 

- Bom dia! - disse olhando para o maior ao seu lado. 

Camus o encarou espantado e depois virou o rosto para o outro lado, o escondendo com uma mão. 

- Céus, você é fofo! – ele sussurrou respirando profundamente e voltando a olhar para Ai e o beijar várias vezes. – Você é muito fofo mesmo que quase me fez ter um ataque do coração. 

- Ahn? Do que esta falando? - perguntou sendo atacado por aquele turbilhão de beijos, estava meio sem entender. Era fofo? Ele não se considerava, mas Camus parecia feliz então não disse nada, apenas ira se imaginar fofo. Sentou-se passando a mão nos fios soltos. Se sentia mas cansado do que de costume. 

- Sente-se bem agora ao fazer natação? – Camus perguntou parando de beijá-lo e se afastou um pouco. – Você vai acabar se acostumando com o exercício físico que ficará viciado depois. – explicou. – Quando tiver tempo você poderia me ver na minha aula de judô? – sugeriu. – Não precisa participar somente um conhecer o universo do outro. 

-Tudo bem. - disse concordando. - Eu só me sinto um pouco cansado. - disse com a voz baixa - Hoje é sua aula, então eu passarei lá depois que terminar de fechar os eventos do mês que vem. - disse olhando para o maior. 

- Terão muitos de olho em você. – Camus passou a mão pelo cabelo e se levantou da cama. – Isso não irá lhe incomodar, não é? – estendeu a mão para ajudá-lo a se levantar. 

- Não, você sabe que não reparo em ninguém. - Ai respondeu pegando a mão do outro e se levantando com a ajuda do maior. - Não poderei ficar muito, pois, Ranmaru ainda não voltou então o trabalho está acumulado. - disse se despindo e seguindo para o guarda roupa, sua pele estava completamente exposta e chamativa, pois era levemente perolada. Uma pele sedosa e poderia ser facilmente marcada. 

- Você deveria reparar nas outras pessoas também... – Camus se aproximou lentamente e o abraçou por trás, beijando o ombro que tanto lhe chamou atenção naquele momento. – Por mais que elas não façam diferença nas nossas vidas, elas ensinam algo para nós. No caso se você reparar que... – beijou o outro ombro. – Que outras pessoas te olham porque você é lindo. – beijou o seu rosto. – Sua estima me preocupa, pois você não se acha nada além do normal. E normal é algo que você não é! Você é melhor do que normal, é surpreendente e fofo. 

Ai corou levemente com o elogio vindo do outro. Parecia que Camus não se importava em abraça-lo naquele estado. 

- Eu sou uma pessoa normal, nada a se esperar. - disse se sentindo confortável em estar daquele jeito com o outro. - Eu vou tentar observar as outras pessoas. - não prometeria nada, mas tentaria. 

- Isso será interessante. – Camus comentou fechando os olhos e apreciando o abraço que tanto custou fazer naquela hora. Ver Ai nu de costas não seria novidade se ele não olhasse escondido nessas horas. Mas Ai se despia sem desconforto na frente dele e andava daquele jeito. Dois homens. Colegas de quarto e homens, não deveriam ter vergonha e logo agora que eram namorados. Por isso seus passos lentos até Ai e a coragem de abraçá-lo daquele jeito. – Será se você ficaria com ciúmes ao ver as pessoas me olhando também? – se perguntou em voz alta aproveitando que Ai não rejeitou nenhum toque e continuou abraçando e beijando o seu ombro. 

- Eu não sei. - respondeu se virando - Eu não gosto das meninas que o cerca. - disse sincero, ele costuma ficar nervoso, por isso sempre foi curto com elas - Você... Sente ciúme de mim? - perguntou o olhando nos olhos do maior. 

- Meus ciúmes não é tão idiota como do Kurosaki, aquele lá quer exclusividade e é egoísta, mas eu sinto ciúmes sim. – Camus o encarou nos olhos para não ter que olhar para baixo, ele não saberia como reagir se caso olhasse. – Eu sinto-me apegado a você, não posso dizer se é certo classificar como meu ciúme como benéfico por eu cuidar e ter zelo com você e me preocupar que você se envolva com o mundo. Eu sei existem garotas e rapazes interessados em você, isso não me importa. Sei que você é meu e você não deixaria eles se aproximarem com segundas intenções. Porém eu morro de ciúmes quando alguém te toca maliciosamente mesmo você avisando silenciosamente para se afastar. – ficou pensativo. – Apesar de que eu fiquei com ciúmes quando Shinomya disse que você era tão fofo que dava vontade de apertar. 

- ... -Ai não se segurou e curvou os lábios levemente foi o mais próximo de sorriso que poderia chegar. - Ele acha tudo fofo. - disse voltando a ficar em sua expressão habitual. - Ninguém quer ficar perto de mim, Camus. - disse - Porque eu não costumo passar a mão na cabeça de ninguém. - concluiu. 

- Eu não fiquei perto de você esses anos todos? – Camus levantou uma sobrancelha questionando. – Assim como Kurosaki e Kotobuki? As pessoas podem pensar que esse seu lado é algo atraente, ou que você intimamente é atencioso. – e Camus provou que essa ultima parte era verdade. – Repare no seu clube de natação tem varias pessoas agora indo te ver nadar e torcendo por cada mergulho seu, escute que entra os gritos alguém sempre grita “lindo” ou “fofo’’. 

- Só percebi quando você entrou. - disse dando de ombros – E depois o Ranmaru, ninguém mais. - disse se lembrando do dia anterior. 

- Nem reparou a pessoa que estava te ajudando no nado? – o maior levantou uma sobrancelha. – Tenho que te dizer que é perigoso se você não começar a reparar, alguém um dia poderá aproveitar que não estarei por perto e tentará te atacar. 

- Não farão nada comigo. - disse se afastando. - Vou tomar banho. - avisou seguindo para o banheiro. - Não demoro. 

Camus ficou onde deveria estar e não convidou para se aproximar. Estava tranquilo, cada passo daria com o tempo e Ai estava aceitando cada vez mais a aproximação. Porém ainda estava preocupado, Ai poderia ser forte de personalidade, mas não era de força e um engraçadinho metido a esperto poderia se aproveitar. 

Tinha que manter as atenções dobradas. 


Notas Finais


Agradecemos a leitura. Também agradecemos ao comentários e favoritos, isso nos motiva tanto.
Deixem a opinião de vocês, sugestões. :D
Beijos e até a próxima.


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