História Orquídea Negra - Primeiro Ato. - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Feminino, Masculino, Psicopatas
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Palavras 1.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Cisne Branco.


Fanfic / Fanfiction Orquídea Negra - Primeiro Ato. - Capítulo 8 - Cisne Branco.

7:46


Com sede, fome, atormentada, machucada e sonolenta, Lavínia junta todas suas forças para ficar de joelhos. O sol já havia nascido, o fogo ainda ardia nos escombros do Instituto, a fumaça densa e escura impedia a visibilidade do céu.

- Diana!


Cada passo era o equivalente à uma agulha em seus pés, seu rosto quente impedia até mesmo a movimentação dos olhos. Andava em direção a grade, derrubada no chão, com os braços erguidos e olhar confuso.

Com retalhos de uma blusa branca e o sutiã quase totalmente à mostra, ela pisa na grama seca e áspera, caminhando sem direção e sentido, apenas seguindo em frente sem ideia do que poderia acontecer, quase que de forma automatica.


9:35

Já se passou um bom tempo, Lavínia continuava o seu caminho sem direção, desta vez pisava em um asfalto quente e esburacado. Um carro, com certeza o mais moderno do ano, passou e parou.

- Moça? Ei!


Lavínia fica mais confusa, o homem com cavanhaque preto e olhos cor de mel leva ela gentilmente até o carro, Lavínia não se pronuncia e nem resiste.

Alguns metros a frente, ele oferece uma barra de chocolate, a qual Lavínia devora como um animal.

- Deve estar com fome, qual é o seu nome?

- La... Lavínia.

- Lindo nome, de onde veem Lavínia?

- Instituto Psiquiátrico Rainha Victoria...


O homem freia o carro com força.

- Psiquiátrico?!

- Sim, eu morava lá, mais... fogo... fogo!

- Calma, eu ouvi no rádio, é verdade.

- Onde está a Diana?

- Eu não sei, ela é sua amiga?


Lavínia reflete, ela compreende a situação e sabe que pode acontecer algo ruim. Ela senta ereta no banco, coloca o cinto e muda seu tom de voz.

- Sim, ela era uma colega.

- Você é doutora?

- Sim, sou médica psiquiátrica.

- O que faz neste estado, perdida no meio do nada?

- Eu estava à procura de ajuda, e encontrei você.

- Que bom, tanta gente maldosa neste mundo, ainda bem que me encontrou.

- Para onde você está indo?

- Londres.

- Ótimo... eu também.

- Meio longe a pé. - Risos.


A viagem segue por mais alguns quilômetros, Lavínia toma consciência de sua situação e assume postura física e mental.


11:20

[...]

- Então sua família é toda de médicos?

- Sim, minha irmã também é psiquiatra e meu irmão cirurgião plástico.

- Que ótimo, e como era lá em Liverpool?

- Muito bom, moravamos em uma casa muito grande com vários quartos, papai adoraca receber seus amigos.

- Você se deu bem na vida, sortuda você Lavínia. 

- Onde estamos?

- Depois do pedágio chegaremos em Londres, mais uns quinhentos metros.


As casas de tijolos e prédio neoclássicos começam a surgir, Lavínia tenta manter o seu papel, mais é impossível desviar o olhar de tudo aquilo. Cafés, bibliotecas, bancos, parques, museus, restaurantes.

Sua vida inteira baseada no campo, junto ao circo, isolada de um mundo inteiro que ela descobre somente agora.

- Vamos para um centro de ajuda, você pode ficar lá e um amigo meu pode lhe emprestar um dinheiro.

- Seria ótimo. - Ela acaba se arrependendo de ter entrado no carro, uma falsa vida inventada em quarenta minutos, mentiras pesadas nas costas, perdida em uma cidade totalmente nova e assustadora para seus padrões, vestida com o vel da vergonha e a máscar da falsidade.


Era um beco sujo e fedido, um grande prédio industrial preto com uma porta vermelha. Ele estaciona e segue com ela para à porta.

- Aqui fica o centro de ajuda, vamos.

Ela entra, segue um corredor com luzes vermelhas e um forte ruído estremecia as paredes. O homem tranca a porta e empurra ela ao final do corredor, revelando entre uma densa parede de tecido negro uma boate.

- O que é isso? Onde eu...


Tudo fica escuro, o gosto amargo que lembrava remédio escorre em sua saliva, uma intensa luz surge daquela escuridão.

- Onde... cadê?

Deitada em um sofá, com apenas suas roupas intímas e mãos atadas, ela observa o que parece ser uma casa, muito bem organizada.

Uma jovem com cabelos cacheados e volumosos brancos como neve, pele negra como a noite e grandes óculos redondos, desce a escada distraída com um jornal em mãos.

- Oi... eu... - Lavínia tenta se comunicar.


A jovem senta na bancada da cozinha, ignorando Lavínia, outra menina, esta com cabelos loiros e olhos castanhos, mexia com raiva uma panela.

- Palavra com sete letras, som do sapo. - Perguntava a jovem com óculos.

- Cruc, cruc, cruc... é assim que o sapo faz né? - Responde à loira distraída com uma frigideira queimando.

- Acho que não é.


Uma mulher com passos firmes e cabelos lisos cor de cavão, cruza à sala com raiva.

- Alex sua desgraçada, você não me disse que ele morria no final.

- Mais se eu tivesse falado não teria graça nenhuma, agora me deixa que eu tenho que fazer o almoço.

- Akemi, uma palavra seis letras, som do sapo.

- Coachar.

- É mesmo, valeu Akemizinha.

- Era para eles ficarem juntos no final.

- Akemi, reclama para os diretores do filme não para mim.

- Por que vocês estão brigando?

- Ela nunca viu Como Eu Era Antes de Você, e agora ela quer bater em mim.

- Sara, o que você faria no meu lugar?

- Lavaria as mãos e colocaria os pratos na mesa para o almoço.


Lavínia observa aquilo sem expressão, apenas tenta enteder à cena.

- São malucas, mais são gente boa. - Diz uma menina sentada na poltrona.

- Quem são vocês?

- Eu sou a Joane, prazer.

- Eu sou Lavínia.

- Aquela com um black power albino é a Sara; A loira nervosa com a frigideira em chamas na mão é a Alex; A japonezinha putassa da vida é a Akemi. E nós somos... as meninas trancadas em uma casa nos fundos de uma boate.

- Prazer...


Todas sentam à mesa, e um breve momento de silêncio toma conta da casa. Todas olhama para Lavínia.

- Oi... - Diz ela com um sorriso forçado.


 


. . .




Notas Finais




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