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História Orvalho e canecas quebradas no quintal - Capítulo 1


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Notas do Autor


Sei que passei do prazo, mas cumpro meus compromissos! Com toda certeza do mundo é burlei a temática que o @xBardox pediu, porém, sabendo que há mais de uma temática no desafio dele, mesclei a "mente perturbada" com o "amor por plantas" (que foi a temática escolhida para mim). A capa é uma imagem da coleção: https://weheartit.com/saewel/collections/171794828-bucolic vão apreciar.
Não está betada, então se houver erros relevem.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo único - Chuva ensurdecedora e companhia


A chuva cai ensurdecedora, mesmo assim, o calor perdura. Estou com as calças que meus pais odeiam, só pelos pequenos rasgos no joelho. Mostra algo que você não é, imagino eles falando como era quando mais novo.

Uma caneca fumegante de chá está na minha destra. Gosto da sensação, parece boa. Como orvalho que traz frescor às plantas no meu quintal. Ponho-me a pensar que seria bom ter a companhia de alguém agora.

Não meus pais, eles sempre estão comigo. Não meus amigos, a maioria só quer sair para um lugar barulhento demais para se ter uma conversa decente. Alguém que não se encaixe em nenhum molde que eu conheça.

Acredito que todas as samambaias que deixei crescer ao redor do meu sorriso-de-maria, que morreu sufocada, acabaram por me tirar toda a sensação de novidade. Deixou-me frio o suficiente para não me importar em conhecer alguém. Dissipar qualquer preocupação com conversas afiadas com meus amigos bêbados.

Mas ao olhar atentamente o quintal, percebo que não resolveria nada disso. Todas as canecas quebradas haviam se tornado vasos para os cactos. Ver essas canecas faz-me lembrar que mesmo dando liberdade para alguém ficar, nunca será como um orvalho.

O orvalho é discreto, cai sem alarde, sem trovões e relâmpagos. Vem à noite, depois do calor e nas horas mais escuras. É algo constante e abundante e não sou alguém que as pessoas tenham apreço por muito tempo. E, com a chuva que está caindo, o máximo que terei são plantas devastadas.

Levanto-me do lugar que estava, como o descuidado que sou, quebro mais uma caneca. Sorrio

Sonhei em ter um orvalho para mim, mas percebo que não sou capaz disso. Sou como caneca quebrada, bonita só para adornar o jardim e tentar me manter, mesmo em cacos. 

 


Notas Finais


É isso, até mais!


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