História OS - As Duas Faces do Ciúme - Capítulo 1


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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland
Tags Locksley, Ouat, Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood
Visualizações 109
Palavras 12.000
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Que saudadeeeeeeeee de vocês minhas leitoras!
Como prometido, trouxe uma OS bem grande pra gente matar o que estava nos matando. Obrigada pelas interações no twitter da fic que ainda permanecem e por sentirem tanta falta de OUAT Em Storybrooke. Gostaria de agradecer a minha borboleta, Rhi, por ter me ajudado com a história e pelo apoio de sempre.
O capítulo está focado em um OQ doméstico e sei que vocês adoram, bom, espero que gostem e boa leitura!

OBS: Para os desavisados, essa OS é focada na fanfic OUAT Em Storybrooke, caso queira ler, leia a fic antes.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction OS - As Duas Faces do Ciúme - Capítulo 1 - Capítulo Único

[ALGUNS MESES APÓS O CASAMENTO]

– Ah, cala a boca, Mary! Não vou te falar isso. Sem chance. – disse Regina um tanto risonha.

– Não é justo, sua vaca! Eu te contei a minha, conta a sua. – alfinetou Mary cheia de direito.

– Contou porque quis, não te obriguei. – Regina solta um riso mais alto – Ei, Lucy, cuidado para não bater no rostinho da Elisa com isso, hein. – fala para a filha que brincava sentadinha no chão da sala juntamente com Elisa.

– Xim, mamain! – responde do seu jeitinho e logo volta à atenção para os brinquedos que elas batiam com um tanto de força no chão.

Mary e Regina, como mães dedicadas, já não se importavam mais com barulhos corriqueiros das meninas. Na verdade seus ouvidos estavam calejados dos choros e das batidas dos brinquedos mais espalhafatosos.

Logo Regina volta à atenção para a amiga e se espreguiça no sofá que estava deitada passando a mão por sua pequena barriga. Mary, que estava no outro sofá também encostada de um jeito confortável com seus pés para cima, fala:

– Regina, não se faça de santa, sua reputação foi por água abaixo há muito tempo comigo.

– Ah meu Deus, mas você não desiste mesmo? Tá, tá, tudo bem, você venceu... Vou te contar! – rende-se a morena.

Mary faz um sinal com a mão pedindo, ou melhor, ordenando que ela se apresse, arrancando um revirar de olhos de Regina.

– Bom, minha primeira vez foi com o meu professor de montaria, Daniel.

– Aquele Daniel?

– Isso, aquele Daniel daquela história toda.

– Se você não se sentir bem para falar disso, tudo bem, Regina.

– Ah, que isso, não precisa se preocupar. De fato, essa história me fazia muito mal até um tempo atrás, mais agora com o Robin, com meus filhos e com esse milagre crescendo dentro de mim... – sorri mais uma vez acariciando sua barriga – Essa história do Daniel não me causa mais nenhuma dor, é apenas algo do passado que faz parte de mim e que me ajudou a crescer.

– Fico feliz em saber disso, amiga. – diz Mary com sinceridade.

– Enfim... – Regina suspende uma sobrancelha de forma sugestiva – Era sobre sexo que você queria saber não era? – ri enquanto faz seu famoso bico debochado.

– Opa, pode começar que meus ouvidinhos estão sempre preparados!

– Mas você é muito safadinha mesmo hein, Mary Margaret. – joga uma almofada na amiga.

Mary segura a “arma” atirada contra ela com cara de falsa ofensa e logo a atenção das bebês que estavam apenas de frauda no chão vai até elas.

– Viseiro, mamain! – fala Lucy apontando com o dedinho para a almofada.

– É filha, é o travesseiro do sofá.

Elisa se levanta e caminha até a sua mãe pegando a almofada.

– Dá, main! – pede quase ordenando.

– Toma, mas não é pra riscar filha, vai lá brincar com a Lucy vai. – dá um cheirinho no cabelo loiro de sua filha.

Elisa volta com a almofada na mão a passos rápidos até Lucy e logo se torna mais um dos brinquedos espalhados na sala.

– Tá, mas aonde foi? – pergunta Mary.

– Aonde foi o que? – questiona Regina.

Mary diz impaciente:

– A primeira vez né, minha filha!

(...)

Robin entrou em casa de forma silenciosa e logo ouviu algumas vozes vindas da ampla sala que ficava logo a frente da linda escadaria da grande casa de Regina, que agora, pertencia a toda família Mills de Locksley. Desde que haviam descoberto a gravidez, Robin passou a agir com um cuidado excessivo com a esposa, sempre tentando chegar mais cedo do trabalho, sendo chamado de exagerado diversas vezes por ela, que, por sua vez, começava a curtir com mais segurança e menos medo esse momento quase surreal de sua vida. Finalmente havia completado o ciclo mais delicado e seus três meses de gravidez haviam se cumprido naquela semana, agora, com três meses e duas semanas, sua barriga finalmente começou a dar indícios de que aquele milagre era real e havia um pequeno serzinho nascendo dentro dela. A barriga ainda estava pequena, de fato, principalmente por sua estrutura magra, mas só de poderem contemplar aquela pontinha que se formava abaixo de seu umbigo, os dois se deliciavam e enchiam-se de fé e esperança que tudo daria certo.

Ao adentrar mais na casa, logo pôde reconhecer a voz de Mary e Regina vindas mais altas da sala. Deixou suas chaves no móvel perto da entrada e começou a tirar seus sapatos antes de ir cumprimenta-las, já sendo possível ouvi-las.

– Ah! Sim, claro, claro. – dizia Regina – Bom... Eu passava as tardes com ele e quando não estávamos treinando no cavalo, estávamos no estábulo escovando-os, conversando... Você sabe. A gente namorava há um tempo já e eu era muito tímida, meu Deus, Daniel foi o primeiro garoto que eu realmente pude conversar, acredita? Meus pais me deixavam sempre trancafiada naquela fazenda e minhas únicas companhias eram as empregadas que cuidavam de mim. Certo dia, as coisas começaram a esquentar e eu juro que não foi nada planejado, tudo começou com alguns beijinhos e quando percebi estava de roupa íntima em uma das cabines vazias em cima de fenos! – Regina bate na própria coxa e ri altamente lembrando-se.

– Você... – Mary abaixa a voz para as meninas não ouvirem a palavra – transou – volta ao seu tom normal, mas logo aumenta um oitavo de sua voz na última palavra de sua oração – no ESTÁBULO?

– Sim! – Regina não conseguia parar de rir.

– Ok, por essa eu não esperava! Mas e como foi? O cheiro de cavalo estava agradável? – zomba.

– Nem vem caçoando de mim, hein? Saiba você que aquela vez foi maravilhosa, como todas. O Daniel poderia ser novinho, mas não deixava a desejar quando o quesito era satisfazer-me. Depois desse dia, passamos a... praticar – explica como uma diplomata, mas sem perder sua cara de sem vergonha – Todos os dias nos finais de cada aula. E olha se tem uma coisa que Daniel me ensinou foi a montar.

Mary quase deixa seu queixo cair ao ouvir a amiga.

– Sua sem vergonha danadinha... Regina Mills, você é pior do que eu pensava!

Há essas alturas Robin já havia tirado os sapatos, na verdade já havia se passado tempo para tirar três pares, mas assim que ouviu o assunto sentiu-se sem jeito de entrar no meio da conversa de sua esposa com Mary, porém o sentimento mais forte que tomava conta dele era de ciúme, sim, ciúme de algo que havia se passado há tantos anos. Robin odiou ouvir Regina praticamente descrever e com muita satisfação, diga-se de passagem, seu sexo com seu primeiro namorado. Sentiu-se ridículo por isso, mas não poderia se quer imaginar sua Regina sendo de outro homem que não fosse ele, principalmente agora que ela carregava um filho seu em sua barriga... Ah, além de toda alegria que essa criança trouxe consigo, também trouxe um Robin ciumento junto, disso ele tinha certeza.

Enfim, ele pigarreou e tentou colocar a melhor cara que lhe era possível naquele momento.

– Amor! – exclamou Regina sorridente assim que o viu – Chegou cedo, pensei que ficaria até mais tarde hoje.

Robin se aproximou dela e os dois deram um selinho rápido.

– Deixamos a nova equipe lá, não foi preciso a minha presença. Tá tudo bem com o bebê? – fez sua pergunta de praxe.

– Sim, senhor. Tudo bem com ele. Tá com fome? A Ellen já foi, mas deixou comida pronta.

Enquanto Regina falava, Robin cumprimentou Mary e beijou as duas meninas que ainda brincavam no chão.

– Não, não, vou para o quarto descansar. – respondeu ele e disparou subindo as escadas.

– Regina... – disse Mary.

– Hum? – respondeu distraída.

– Sério que você não percebeu?

– Percebi o que, Mary?

– Seu marido com uma tromba maior do que a de baixo.

Regina riu tentando conter-se pela frase da amiga.

– Não, não percebi, ué.

– Acho que ele ouviu nossa conversa... – Mary enrubesce dos pés a cabeça.

– Claro que não ouviu, sua boba. O Robin deve estar cansado, você está vendo coisa aonde não tem. Sem falar que se ele ouvisse não iria nem ligar, o Daniel foi meu namorado há sei lá... Duas décadas?

-❖-

– Amor, amor! – Regina entra esbaforida no quarto – Você não vai pegar o Roland? Ele largou faz uma hora, acabei de me dar conta!

Robin estava deitado na cama mexendo no celular.

– Hoje é o dia que ele ficou de dormir na casa do Owen. A mãe dele foi busca-los na escola já, antes de vir eu passei lá e falei com ele. Amanhã a mãe do Owen vai trazer ele aqui.

– Ah meu Deus, é mesmo! Que cabeça a minha... – Regina bate na testa e sacode a cabeça levemente.

– Mary já foi?

– Sim, já faz um tempinho, demorei mais porque aproveitei e fui colocar Lucy para dormir o sono da tarde que não dormiu por causa da Elisa aqui. Agora ta lá até babando.

– Hum... Entendi. – Robin volta à atenção para o celular.

Regina tira os shorts jeans e a camiseta que estava, logo se desfazendo do seu sutiã também.

– Ufa... Nunca irei entender o sentido de mulher ter que usar isso. – joga o mesmo na cadeira e coloca uma camisa larga de Robin ficando apenas com ela e sua peça intima de baixo.

Agora livre de seus torturadores diários, Regina caminha até a cama e deita ao lado de Robin. O abraça e beija seu peitoral nu.

– Não vai querer jantar, amor? – pergunta carinhosamente.

– Estou sem fome, comi tarde na delegacia. – responde ainda olhando para o celular.

Regina tenta entrar por dentro dos braços dele, mas com o celular não conseguiu.

– Desliga isso, amor. – diz a morena tirando o aparelho das mãos dele “jogando-o” para longe o fazendo cair no colchão.

– Que merda, Regina. Eu tava lendo. – reclama.

– Você fica o dia todo com esse celular no trabalho, quando chega em casa tem que ficar só comigo. – responde dengosa se aninhando mais em seu esposo enquanto deposita beijos pelo seu rosto – Para vai, vem cá.

Robin permanece com feição fechada e Regina o beija desfazendo seu bico. Mesmo irritado, alguns segundos depois ele corresponde ao beijo e em um súbito o corpo magro da pequena mulher se vê por cima do dele.

– Robin, eu quero transar. – diz Regina tão natural como quem pede um café, mas com os olhos já ardentes em desejo.

– M-mas... A Lucy... – responde surpreso pelo que acabara de ouvir.

– Ela acabou de dormir, a gente faz bem rapidinho, vai. Não se pode negar um pedido de uma grávida. – fala maliciosa.

Ao ouvi-la e ainda de cara fechada, Robin se rende àquele pedaço de mal caminho em cima dele e leva as suas mãos até a cintura dela e as apoia lá. Ela volta a beija-lo e o amasso torna-se cada vez mais fervente e em pouco tempo a excitação dos dois é mais palpável que qualquer objeto sólido ao redor deles. Regina não perde tempo e esfrega sua intimidade na ereção de Robin por baixo do fino calção e se delicia fazendo movimentos estratégicos com seu quadril. Com os movimentos, o calção dele desce e revela sua intimidade que praticamente salta para fora. Ele ao sentir, parece impaciente e sem querer prolongar com nenhuma preliminar, tira a blusa de Regina deixando seus seios à mostra e desliza sua calcinha para o lado com uma mão, com a outra posiciona seu membro e logo introduz de uma só vez surpreendendo Regina, que por sua vez, aperta os olhos e abre a boca sem emitir nenhum som enquanto sente o grande volume preenche-la por completo. Ela suspende o corpo e afasta-se dele ficando perfeitamente sentada em seu “colo”. Agora no controle, Regina move seu quadril em um ritmo devagar. Robin desliza suas mãos pelo corpo esbelto de sua esposa e paralisa-as ao chegar aos seios duros. Acaricia-os com as duas mãos fazendo movimentos iguais com ambas. Regina continua cavalgando e acelera seu ritmo começando a soltar suspiros longos. Robin já suspirava há um tempo e se deliciava com as caras de prazer de Regina. Finalmente, as mãos de Robin descem novamente e se fincam na cintura de Regina fazendo-a ir mais rápido suspendendo ela com sua força. Para apoiar-se, a morena leva suas mãos até o peitoral dele e segura com força colocando mais velocidade em seus movimentos de vai e vem. Robin passa a suspendê-la com mais agilidade fazendo seus corpos se chocar com maestria e força. Os gemidos altos e femininos preenchem o quarto e os cabelos, antes presos, caem para frente deixando o lindo rosto quase totalmente escondido atrás das madeixas curtas e escuras.

– Ai Robin... Eu acho que vou... – fala descompassada em meio a gemidos.

Robin nada diz e a levanta saindo de dentro dela. Antes mesmo que ela pudesse questionar, Robin fica de pé, vai até a ponta da cama e a puxa pelas pernas a fazendo vir até a pontinha da cama. Regina ao processar, tira a calcinha e logo sente uma das grandes mãos de Robin suspender uma de suas pernas e apoia-la em seu ombro, abrindo-a perfeitamente. Ele introduz novamente e volta a estoca-la com a mesma rapidez, antes, interrompida.

Regina geme dengosamente deitada na cama e ergue seu corpo sentindo ondas de prazer atingi-la enquanto morde os lábios e depois passa a língua por cima de forma provocativa. Robin divide sua atenção entre as fisionomias dela e a visão das intimidades se chocando. O calção dele cai por completo e revela uma visão maravilhosa de sua bunda perfeitamente dura movendo-se para frente e para traz em movimentos uniformes.

– Mais forte... – Regina delirava de prazer e pedia por mais – Isso... Oh, Robin!

Ela retira a perna de cima do ombro dele e entrelaça as duas na cintura de seu homem colando mais suas intimidades. Robin permanece calado, mas estoca com a maior força e rapidez que lhe é capaz e o corpo dela balança freneticamente na cama. Gemidos longos são trocados por espasmos de sons rápidos e curtos quando ela chega ao seu ápice. Robin assim que a vê gozando, ejacula dentro dela finalmente liberando seu gemido grosso e pausado no amplo quarto. Por fim, Robin retira seu membro devagar e desvencilha as duas pernas de sua cintura, devolvendo-as a cama.

– Vou tomar um banho. – diz Robin baixinho ainda ofegante já se dirigindo ao banheiro.

Regina também respirava pesado e o suor em sua testa denunciava o quanto a pequena e curta relação havia sido intensa. Ela estranha o comportamento de seu esposo e o estuda com o olhar por alguns segundos, mas nada comenta sobre. Levanta-se e segue-o até o banheiro seguindo-o. Robin estava debaixo do chuveiro com os olhos fechados e ela abre o vidro e o abraça por trás sentindo a água encharca-la também. Ele não parece assustar-se e continua sentindo a água em seu corpo. Regina acaricia as costas largas e deposita um beijo molhado na mesma.

– Amor...

– Hum?

– Está chateado com algo?

Robin se vira para frente dela e os dois saem do alcance da água.

– Chateado? Não. – nega dando de ombros.

– Você tá diferente... Durante o sexo você ficou todo calado, não me encheu de carinho depois, esse não é o Robin que conheço... Aconteceu algo? É algum problema na delegacia?

Robin suspira e sente-se o maior babaca do mundo por estar agindo assim com ela.

– Eu... Ah, desculpa se fui grosso com você durante o...

– Não, meu amor... – interrompe-o – Você não foi grosso, inclusive foi maravilhoso, tá? – Regina leva suas duas mãos ao rosto dele e sela seus lábios rapidamente – Você só não costuma ficar calado e é carinhoso comigo depois, você sabe...

– Eu sou um crianção mesmo. – afirma decepcionado consigo mesmo.

– Por que diz isso?

– Porque... Porque estou com raiva pelo jeito que falou do seu ex-namorado hoje. É, eu ouvi você falando do sexo incrível que vocês tinham todas as tardes. – Regina jurou sentir um toque de desdém em sua fala.

Ela o olha sem crer no que ouvia e simplesmente só consegue achar graça.

– Por que está rindo? – pergunta ele de cara fechada.

– Como eu não vou rir disso, Robin? Você tá com ciúmes de algo que eu vivi há muito tempo e meu Deus... Eu nem conhecia você! – nega com a cabeça ainda rindo.

– Eu sei, eu sei... Eu só... Arrr! Eu só fiquei com raiva quando pensei nele tocando você. Eu sei que eu estou ciumento demais, chato, extremamente cuidadoso com nosso bebê, mas eu não consigo evitar, desculpa... Eu sou um idiota mesmo.

Regina ao vê-lo tão envergonhando o acha a coisa mais linda do mundo e o enche de beijinhos.

– Meu amor, não precisa sentir ciúmes de nada. Eu sou só sua, apenas sua. Meu corpo é todinho seu como você pôde ver a alguns minutos atrás, sim? – Regina o abraça colando seus corpos e Robin a envolve com seus braços – Sou a mãe dos seus filhos, sua mulher, sua amante, até sua prefeita... – arqueia a sobrancelha de forma divertida – Será que ainda há alguma dúvida de que eu tenho algum outro dono que não seja você?

Robin sente seu corpo arder ao ouvi-la e seu coração esquentar de tanto ama-la e a aperta com cuidado contra si.

– Eu te amo tanto, obrigado por ter tanta paciência com esse cabeça dura que você escolheu casar. – diz ele.

– Eu te amo, meu ciumento.

Ela o beija carinhosamente e fazem aquele banho ser o mais romântico possível.

-❖-

[POV REGINA]

– Psiu... Acorda dorminhoca.

Resmunguei sem abrir os olhos ao identificar a voz de Robin de fundo.

– Vai lá filha, acorda a mamãe.

– Mamain? – a voz de Lucy adentrou os meus ouvidos e meus lábios se formaram em um sorriso ainda sem abrir os olhos.

Rapidamente senti um pequeno pesinho ao meu lado e tapinhas no meu rosto.

– Mamain, coida, coida! – dizia a ruivinha impaciente.

Apertei meus olhos finalmente me rendendo e os abri. O rosto iluminado da minha filha estava bem próximo ao meu e os cabelos bagunçados denunciavam que ela também acabara de acordar.

– Pronto, pronto, mamãe acordou, filha. Bom dia. – falei preguiçosa.

– Mamain! – sorriu ao ver-me de olhos abertos.

Sorri toda boba em resposta ao me deliciar com o bom humor matinal sempre presente da Lulu e logo um cheiro agradável adentrou as minhas narinas. Olhei para o lado e Robin segurava uma bandeja repleta de coisas que ainda não pude identificar exatamente o que eram, mas que pelo cheiro me pareceram deliciosas.

– Bom dia, bela adormecida. – disse ele vestindo apenas uma calça de moleton.

Nesse momento fiz uma nota mental de que aquela com certeza seria a melhor visão do meu dia.

– Bom dia, príncipe encantado. – sorri para ele.

– Dormiu bem? – perguntou-me enquanto colocava a bandeja em cima da cama.

Assenti preguiçosa.

– Sentiu algum desconforto essa noite? – Robin e suas perguntas de médico cada vez mais frequentes.

– Perfeitamente bem Doutor, e nosso bebê também, tá todo comportadinho, não é mamãe? – falei tocando a barriga.

– Mamain? – disse Lucy.

– Você não, sua enxeridinha! – sentei-me na cama e a peguei no braço enchendo-a de beijos no pescoço branquinho.

Lucy se contorceu todinha em cócegas e agarrou minhas bochechas. Fomos despertas pela tosse forçada de Robin suplicando por atenção.

– Não vai dizer nada? – apontou com o olhar para a bandeja.

– Ah, claro que vou, meu amor mais lindo! – ri – Que chique esse de café da manhã... – comecei a olhar melhor as comidas dispostas na mesma – Ai, você adivinhou! Tive desejo de comer morango ontem antes de dormir! – peguei um morango e mordisquei – Hum... Docinho. Obrigada, querido.

Robin se aproximou e trocamos um selinho rápido.

– Você merece isso e muito mais, minha princesa.

Assim que Robin falou, estendeu-me uma flor que logo pude detectar que ele havia pego do nosso jardim. Sorri encantada pelo seu romantismo e segurei a flor cheirando-a. Como bem o conhecia, ainda sentia-se culpado por seu comportamento na noite anterior.

– Nossa, que sorte eu tenho de ter um marido romântico. Obrigada novamente, meu Xerife. – pisco para ele.

O olhar de Robin se desvia de mim e seu corpo se move rápido em direção à cama. Assusto-me com seu movimento, mas logo me dou conta de que Lucy já estava provando do meu desjejum quando avisto suas mãos totalmente melecadas de mel.

– Ah filhona, não pode enfiar a mão no mel, papai já não avisou? – disse Robin com ela no braço enquanto imobilizava suas duas mãozinhas para não passar no cabelo – Vem, vamos lavar isso com o pai...

Neguei com a cabeça e ri da filha bagunceira que eu tinha. Assim que Robin saiu, peguei mais um morango e fui até o banheiro fazer meu xixi matinal, afinal, o médico (o verdadeiro) me disse que eu não deveria prender por muito tempo. Aproveitei e tomei um banho rápido para despertar de vez.

Ao terminar de me vestir, Lucy entra correndo pelo quarto já sem o pijama, vestindo um conjuntinho fofo deixando seu cheirinho de colônia infantil pairar no ar.

– Ah não, não pode ser, assim mamãe não dá conta! Que menina metida é essa entrando no meu quarto? – pego ela no braço – Mas está cheirosa demais essa minha princesa... Papai deu banho em você foi, meu pedacinho de gente? – falo com voz infantil.

– Papai bambanho! – Lucy me responde passando a mão no cabelo penteado toda cheia de si enquanto mostra o lacinho.

Solto uma gargalhada da sua exibição e mordo sua bochecha.

– Gostosa da mamãe!

– Amor, fica com ela enquanto eu tomo banho? Essa doninha aí me molhou todo. – fala Robin já passando para o banheiro.

– Claro, querido. – coloco Lucy no chão e começo a pentear meu cabelo – Amor, e o Roland?

– A mãe do Owen vai trazê-lo aqui daqui a pouco. – responde do banheiro.

– Não a conheço, você conhece?

– Conheço e você também já a viu na reunião dos pais do mês passado.

– Amor, eu não faço ideia quem seja. – respondo colocando o pente sobre a mesinha.

– Você não lembra, Regina? É a Sr. Bertolli.

Dou uma olhada em Lucy e ela estava intertida mexendo no controle da TV. Caminho até o banheiro e abro o armário do espelho procurando meu hidratante de mãos. Robin abre o box com a toalha enrolada na cintura.

– Sr. Bertolli? Nunca ouvi falar, amor.

– Ah amor, acabei de me lembrar de que nessa reunião eu fui sozinho. Você ficou presa na prefeitura numa quinta-feira, lembra? – diz Robin passando uma toalha menor pelos fios molhados.

– Tá vendo? Eu disse que não conhecia. – continuo concentrada no meu hidratante – Ela é boa pessoa?

– É, mor. Muito simpática, sem falar que adorou conhecer o Roland. Ele e o Owen tem se dado muito bem, fico feliz o vendo fazer amiguinhos aqui.

– Eu também, nosso anjinho merece o melhor. – termino de colocar o creme e fecho o armário.

Sinto Robin chegar por trás de mim e logo seu corpo, ainda molhado, encosta no meu.

– Robin! Tá me molhando toda. – reclamo enquanto fico “presa” entre ele e a pia.

Mesmo sem olhar para trás tenho certeza que um sorriso bobo se formou em seus lábios quando o ouço sussurra em meu ouvido:

– E se eu dissesse que to louco pra te deixar mais molhada?

Sinto um calafrio percorrer minha barriga e engulo seco tentando disfarçar os efeitos que esse homem me causa.

– Se controla garanhão. Temos uma neném bagunceira para tomarmos conta bem ali. Hoje é sábado e eu dispensei a Ellen.

Robin dá uma leve chupada em minha orelha e logo depois deposita um beijo em meu ombro. Fecho os olhos e suspiro em resposta.

– Hoje mais tarde você não me escapa, Regina Mills.

– Eu que sou a grávida aqui, Robin Locksley.

O ouço rir enquanto se afasta.

-❖-

Ouvimos batidas na porta e assim que Robin a abre ouço do sofá a voz entusiasmada de Roland.

– Papai, eu e o Owen brincamos de competição de carrinhos!

Escuto Robin rir e completar:                                                                                                 

– Oi para você também, filho... – brinca – Quero saber de tudo, hein! Espero que não tenha dado trabalho a Sr. Bertolli.

Logo ouço uma voz feminina, que atribui a Sr. Bertolli:

– Ah, chame-me de Fiona apenas, por favor. Roland é um verdadeiro amor. Não aperreou em nada, não é Owen?

– Sim, mãe. Ele pode ir de novo? – pergunta uma voz infantil que também identifiquei ser do amiguinho de Roland.

– Claro, filho.

– Posso papai? Hoje, por favor! – suplica Roland.

– Claro que pode, mas hoje não. – ri – Mas, onde estão os meus bons modos, sim? Entrem por favor. Minha esposa está lá dentro, não a conheceu na reunião de pais naquele dia.

– Ah, que isso Robin, não queremos dar trabalho, viemos apenas trazer Roland. – disse a simpática mulher.

Decido levantar-me e ir cumprimenta-la para agradecê-la por ter ficado com Roland. Coloco Lucy no braço e caminho em direção à porta. Ao chegar, deparo-me com uma mulher extremamente... Linda?! Analiso-a por alguns segundos e ela parecia ter a minha faixa etária de idade, possuía cabelo negros e lisos na altura dos seios, cor alva e um sorriso encantador. Confesso que não esperava deparar-me com uma mulher tão bem afeiçoada se assim posso dizer.

– Ah, olha ela aqui! Essa é Regina, minha esposa. – disse Robin assim que me viu – E essa é Lucy, nossa filha mais nova.

Acordo dos meus devaneios e sorrio.

– Olá, prazer em conhecê-la, Regina Mills. – estico minha mão e ela me cumprimenta.

– Ah, então você é a famosa mãe do Roland? Ele falou muito de você. Chamo-me Fiona Bertolli, mas pode me chamar apenas de Fiona. – sorriu em resposta.

– Olá Sr. Mills. – fala Owen, que eu já conhecia da escola.

– Hey Owen, como vai? – passo a mão por seu cabelo castanho. 

– Ah gente, vamos entrar, por favor. – insiste Robin.

No mesmo momento, Roland me abraça e eu passo Lucy para o colo de Robin abraçando-o de volta.

– Não queremos incomodar gente, não se preocupem... – diz Fiona.

– Que isso, não irão, entrem. – digo.

Um pouco sem graça, Fiona e Owen adentram a nossa casa. Roland logo seguro na mão do amigo e o leva correndo para o quarto a fim de mostrar seus brinquedos.

Ao adentramos a sala, notei que Fiona manteve os olhos atentos por toda extensão da casa e pude perceber também um tanto de surpresa em sua feição, modesta parte, acredito que positiva. Desde que Robin e eu nos casamos, a casa, antes tão gélida e triste, tornou-se um lar aconchegante que emana vida.

Sentamos-nos no sofá e Robin colocou Lucy no chão, que por sua vez, sentou-se em cima dos pés do pai encostando todo o seu corpinho nas pernas dele e ficou por ali mesmo.

– Vocês são daqui de Storybrooke Fiona? – puxei assunto.

– Não, somos de Portland. Viemos morar aqui há dois anos.

– Conheci Portland há seis meses em um treinamento policial. – pontuou Robin que estava sentado ao meu lado no outro sofá.

– Jura, Robin? – responde sorridente – Confesso que sinto saudades de lá, não foi muito fácil me adaptar aqui, cidade pequena e tranquila, vocês sabem, bem diferente de lá... – estala a língua.

– Faz pouco tempo que eu e Roland viemos morar aqui também, somos da Alemanha, mas confesso que logo me adaptei, não é amor? – os olhos de Robin me miram em cumplicidade e em resposta apenas consigo sorrir timidamente.

“E que adaptação!” Pensei.

– Aceita beber alguma coisa, Fiona? – perguntei.

– Não se preocupe Sr. Mills, eu e o Owen já estamos de saída, aliás... Onde estão eles? – perguntou erguendo o corpo enquanto passava os olhos pela escada vazia por cima de nossas cabeças.

– Devem estar no quarto do Roland, é a primeira vez que algum amiguinho conhece o novo quarto dele, estava todo animado querendo brincar lá com alguém. – responde Robin.

Fiona sorri novamente para Robin e não deixo passar despercebido como ela agia como quem o conhecesse há longas datas. Bom, pelo menos parecia mais que apenas um breve encontro em uma reunião de pais na escola.

– Vou chamar os meninos, com licença. – digo esboçando um sorriso, digamos um pouco amarelo.

Levanto-me do sofá e tento passar sem pisar em Lucy que ainda brincava quietinha sentada nos pés do pai. Ao perceber minha dificuldade para passar, Robin a pega no colo sentando-a em uma de suas pernas. “Obrigada, amor” digo baixinho e subo atrás dos garotos.

Ao chegar ao quarto de Roland, os encontro brincando animados de alguma brincadeira que identifiquei ser de super-heróis.

– Olha, a brincadeira está legal aqui, hein? – digo encostada na porta esboçando um sorriso divertido para os dois enquanto acaricio minha pequena barriga.

– Mamãe Regina! – gritou Roland ao ver-me – Estamos brincando e eu sou o Homem de Ferro! – completou animado.

– Ah é? – pergunto demonstrando interesse pelo assunto – E você Owen, quem é?

– Eu sou o Hulk! – responde Owen fazendo força nos pequenos bracinhos como se fossem gigantescos como o próprio.

Solto uma gargalhada com a cena e logo afirmo:

– Olha agora esse Homem de Ferro lindo e esse Hulk forte precisam descer e brincar depois, certo? Sua mãe está te esperando lá em baixo, Owen.

– Ah não, mamãe. A gente não brincou muito. – resmungou Roland.

– Ah, aposto que brincaram sim. Prometo que chamaremos o Owen para brincarem mais depois, combinado, anjinho?

– Tá bom... – bufa convencido.

Caminho com os dois de volta à sala e ao descermos as escadas, deparo-me com Robin no mesmo lugar no sofá, ainda com Lucy em uma de suas pernas, porém para minha surpresa, Fiona sentava-se em um canto diferente e ocupava o lugar antes ocupado por mim. Ela estava um pouco encurvada para o lado de Robin e parecia brincar com Lucy, que sorria animada. Robin sorria abobalhado olhando apenas as feições da filha. Ao chegarmos mais próximo, noto que uma das mãos da bela mulher repousava na perna livre de Robin, próxima ao joelho, como quem “inocentemente” a esqueceu ali. Ah tá. Franzo a sobrancelha e solto uma risada rápida, incrédula e sarcástica aonde poderiam ser perfeitamente trocada pela oração: “Só pode ser brincadeira”.

Os meninos logo fazem barulho e chamam a atenção dos dois. Fiona levanta-se rapidamente e pega na mão do filho soltando um “aí está você, garotinho”. Despedimos-nos alguns minutos depois e logo Fiona e Owen foram embora, com muita simpatia de sua parte, claro.

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Era por volta das oito da noite e havíamos acabado de jantar. Aproveitamos o dia de sábado para ficar em casa e descansar um pouco de nossa rotina um pouco exaustiva. Nem tanto para mim, na realidade. Robin não deixava mais eu passar longas horas na prefeitura e sempre me repreendia quando iria fazer algo em casa. Estava um verdadeiro “pairido”. O que nem sempre era tão bom, principalmente para mim que sempre fui tão independente. Algo que estava aprendendo em minha nova vida a dois em meio a uma gravidez era a me deixar ser cuidada por meu esposo sem que eu pareça uma inútil. Mas aos poucos eu irei aprender, sim?

Estávamos na sala de barriga cheia, Roland e Lucy sentados no tapete em frente a TV e eu e Robin estávamos parcialmente deitados no sofá, ele por baixo e eu por cima, claro, só em pensar em deitar em mim Robin já fantasiaria que o bebê poderia ser esmagado ou qualquer coisa do gênero exagero. Ele me abraçava por trás e com suas mãos fazia carinho em minha barriga. Minha atenção estava em meu celular que segurava com as duas mãos bem em frente ao meu rosto. Eu visitava a página oficial em uma rede social da escola de Roland, via as fotos de um dos passeios que sua professora havia me informado que estariam lá. Procurava por Roland entre as carinhas e ao passar uma nova foto vejo Owen sorrindo para a fotografia. Apenas uma pessoa havia curtido-a e logo li o nome de sua mãe. Sem demoras fui ao seu perfil e tive acesso as suas principais informações logo de cara. O mal do século vinte e um. Vi uma publicação sobre sua mudança de Portland à Storybrooke, como havia nos dito e logo abaixo seu status de relacionamento marcando como solteira. “Hum, logo vi.” penso alto.

– Viu o que, querida? – pergunta-me Robin.

– Nada não, amor. Pensei alto. – respondo ainda com os olhos no celular.

– Dá, mamain! – ouço a voz de Lucy e logo a olho.

Ela apontava para um dos seus brinquedos preferidos que estava do outro lado do tapete.

– Você quer o brinquedo, filha? – pergunto retoricamente.

– Xim! Dá! – responde.

– Pega você, filhona. Vai lá, vai. – fala Robin carinhosamente fazendo sinal para ela ir.

De fato, Lucy era um pouco preguiçosa. Estávamos tentando deixa-la fazer mais coisas sozinha. Minha ruivinha estava beirando os dois anos de idade e a cada dia conseguia ficar mais linda e esperta.

– Iuiu? (era assim que se referia ao seu próprio apelido Lulu) – perguntou para ter certeza se a havíamos liberado para executar esse grande feito.

– É amor, é Lulu. Pega lá. – falei.

Finalmente ela começou a engatinhar em direção ao brinquedo, mas parou no meio do caminho por pura preguiça e nos olhou novamente perguntando:

– Iuiu?

– É princesa. Lulu. Vai lá pegar, meu amor. – falo novamente segurando o riso.

Lucy me olha séria e volta a engatinhar. Ao pegar o brinquedo, ela fica de pé com um pouco de dificuldade por estar segurando-o e diferente de sua ida, volta correndo para perto do irmão. Ouço Robin rir baixinho.

– Simpática a Fiona, hein? – pergunto.

– Sim, ela é muito gente boa.

– Vocês já se conheciam antes?

– Sim, querida. Da reunião, lembra?

– Só de lá? – bloqueio o celular colocando-o no tapete logo abaixo de nós.

– É, ué. Por quê? – pergunta-me ele.

– Ela parecia te conhecer há mais tempo, muito simpática pro meu gosto. E bonita também.

– Sim, ela é muito bonita mesmo, amor.

Simplesmente não consigo acreditar que Robin não estava entendendo as minhas alfinetadas e ainda tinha a capacidade de elogia-la assim, sei que não foi para me afetar, mas isso irritou-me. Regina ciumenta e infantil seja bem-vinda de volta.

Sento no sofá e o olho com cara feia.

– Que? – pergunta-me Robin confuso.

– Às vezes acho que casei com um tapado ou um belo de um sonso. Não consigo decidir qual dos dois é pior. – falo séria enquanto prendo meu cabelo para trás.

– Do que você está falando Regina? – o tom de Robin assumiu uma leve irritação.

– Tô tentando te dizer que a Fiona deu em cima de você na minha frente hoje de manhã e que eu não sei distinguir se você realmente não percebe essas coisas ou se você finge não perceber. Entendeu agora, querido esposo? – ok, talvez eu tenha sido direta até demais.

– Não consigo acreditar que você tá vendo maldade nisso, a propósito, não, não percebi nada, porque não houve nada disso aí. – defende-se.

– Como não, Robin? – solto uma risada baixa – Todas as vezes que você falou ela sorria como se você discursasse na ONU, sem falar que foi só eu sair alguns minutos que ela já veio sentar ao seu lado. – ergo a sobrancelha.

– Ela é apenas simpática, você mesma disse. E quando ela veio para o meu lado foi para brincar com Lucy. Nossa, Regina, você tem a mente muito maldosa às vezes, te faria bem não ver tanta maldade nas pessoas às vezes.

Por mais que a conversa estivesse tomando um rumo de briga, nossos tons estavam extremamente baixos pela presença das crianças. Depois da nossa última briga quando Lucy havia feito um ano e Robin iria viajar à Portland, prometemos um ao outro nunca mais expor nenhum dos dois a nenhum tipo de discussão por menor que seja.

– Pai, posso ver mais um episódio? – perguntou Roland virando o rosto para trás.

– Só mais um. – respondeu Robin.

Assim que nosso pequeno virou a atenção para a TV novamente, respondi:

– Agora eu que vejo maldade? Robin, eu sou mulher e sei muito bem quando uma está jogando charme para algum homem. Se ela é tão santa assim, por que colocou a mão na sua perna enquanto brincava com Lucy? Ou vai me dizer que ela esqueceu ali sem querer? É, eu vi.

– Que mão, meu Deus? – perguntou revirando os olhos.

– A mão dela Robin! Bem na sua perna. Ou vai dizer também que não sentiu? – cruzo os braços e o olho.

– Pior que... Não. – respondeu como se fosse algo extremamente comum.

Bufo sem acreditar no que ouvia.

– Cara, você não é desse mundo, só pode. – digo.

– Amor, se ela colocou mesmo, eu estava intertido com a Lucy, e ela também, deve ter apoiado sem se dar conta. A Sr. Bertolli jamais nos desrespeitaria em nossa própria casa. Deixa de coisa, não vamos discutir por essa bobagem. Vem cá vem, minha grávida mais linda do mundo.

Robin me trás de volta para ele e me beija. Retribuo ao beijo, mas ainda de cara amarrada.

-❖-

[DUAS SEMANAS DEPOIS]

Eu ainda estava em trajes de dormir, a não ser pelo robe de seda enrolado em meu corpo que ficava um pouco acima de meus joelhos. Terminava de fechar a lancheira de Roland que continha frutas, sanduíche e suco. Estava um pouco sonolenta, confesso, mas antes de Ellen chegar eu ajudava Robin com as crianças pela manhã, visto que ainda permanecia no mesmo ritmo de trabalhar dia sim, dia não. Por sorte, hoje Lucy ainda dormia então pude fazer tudo com mais calma.

– Roland, anda logo meu bem, seu pai já está descendo. Ele e nem você podem atrasar. – adverti o menino que brincava mais do que comia os ovos fritos em seu prato.

– Já terminei, mamãe Regina. – falou se levantando da mesa.

– Tá, então corre lá em cima, escova os dentes e volta voando como um foguete!

Roland riu da minha figura de linguagem e assim o fez.

Continuo organizando algumas coisas no balcão da cozinha quando sinto as mãos do meu marido enroscaram-se em meu corpo abraçando-me por trás.

– Bom dia, meu amor. – diz ele ao meu pé de ouvido com sua voz rouca da manhã.

Sinto seu perfume já tão conhecido por mim e sorrio com seu toque.

– Bom dia, xerife. Quer comer alguma coisa?

– Não, como algo mais tarde na delegacia.

Coloco minhas mãos por cima das suas e viro meu rosto para trás pedindo por beijo. Robin sela seus lábios no meu em um selinho longo. Durante o leve beijo, sinto uma de suas mãos adentrar por meu robe e “caminhas” até um dos meus seios. Sorrio ainda com nossos lábios próximos.

– Sua mão boba ainda consegue me pegar de surpresa. – falo enquanto a retiro de lá – Seria uma pena se alguém, você, tivesse que ir trabalhar agora mesmo, então, já para o trabalho. – afasto-me dele e o deixo chupando dedo.  

Robin ri derrotado e dá um gole no resto de suco de seu filho.

– É né, alguém precisa trabalhar nessa casa. – suspende os ombros convencido.

Aproximo-me dele novamente e o entrego a lancheira de Roland.

– Ah claro, porque carregar um bebê seu na barriga não é trabalhoso também. – disparo e aposto ter feito meu bico irritado.

Robin abre um sorriso de canto a canto ao meu ouvir e leva uma de suas mãos à minha barriga.

– Você faz o trabalho mais lindo daqui, meu amor. – disse abobalhado e seus oceanos assumiram um brilho diferenciado.

Mostro meus dentes em resposta e levo minhas mãos ao seu rosto.

– Graças a você que plantou essa semente em mim.

– Eu te amo. – respondeu baixinho.

– Também te amo, meu príncipe. Bom trabalho.

Selamos nossas bocas rapidamente e Robin sai da cozinha em direção à sala.

– Ah! – recordo-me de algo – Robin!? Ainda está aí? – grito da cozinha alguns segundos depois.

– Sim, estou abrindo a porta com Roland, precisa de algo? – grita em resposta.

– Não, só para lembrar que hoje é a ultrassom do mês, te encontro na clínica às 18:00 horas. – continuo no mesmo tom para que ele possa me ouvir.

– Estou lembrado sim! Pode deixar, estarei lá no horário. – ouço-o mais baixo, mas consigo entendê-lo perfeitamente.

[POV OFF]

-❖-

O barulho de crianças correndo e gritando ecoava por todo o pátio da escola. Roland e seu amiguinho, Owen brincavam em um dos parquinhos espalhados pelo lugar. Roland não fazia mais parte da sala de Mary Margaret, já estava prestes a fazer seus sete anos no final do ano e se via cada vez maior.

Ao se darem conta, Peter, uma criança mais velha que fazia parte de duas salas à frente dos dois se aproximou deles com mais dois colegas a tira colo, Lex e Luís. Peter era um menino ruivo e sardento, muito conhecido por seu mau comportamento desde muito cedo.

– Olha pessoal, se não são os dois amiguinhos do infantil. – disse Peter em tom de deboche.

Roland e Owen cessaram sua brincadeira automaticamente, porém nada disseram.

– Acho que eles são mudos, pessoal. – falou Peter mais uma vez arrancando risadas de seus amigos.

– Eu não sou mudo e a gente não quer brincar com você. – respondeu Roland inocentemente.

– O que? Vai chamar a Prefeita para brigar com a gente? Filhinho da mamãe! – disse Lex, um dos outros colegas.

– Deixa a gente em paz, Peter. – foi a vez de Owen falar, já percebendo que aqueles “colegas” maiores não estavam ali para brincar com eles.

Roland já sabia que Regina era a prefeita da cidade e Robin o xerife, não sabia exatamente o que significa o trabalho de sua mãe a não ser “organizar a cidade” e o de seu pai de “prender homens maus”, como os mesmos já haviam explicado para ele, mas qualquer um, mais cedo ou mais tarde sentiria que aquelas crianças estavam sendo ruins com eles, e, assim, Roland também percebeu.

 – Não fala da minha mamãe! – respondeu Roland, agora irritado.

– Espera, mas que mãe? – questionou Peter ironicamente – Ouvi minha mãe dizer para as amigas dela que sua mãe verdadeira morreu. – riu.

– Meu papai falou que minha mãe mora lá no céu agora e que a mamãe Regina também é minha mamãe aqui e que eu posso ter duas. – explicou-se erguendo seu dedinho indicador.

– Ele só te disse isso porque você é um pirralha igual ao seu amiguinho aí. A verdade é que você não tem mais mãe como nós. – retrucou o ruivo.

– Não liga pra eles, Roland, vamos pra a sala. – disse Owen puxando o amigo.

– Isso, pode ir seus fujões! – falou Luís.

– Eu não sou fujão! – gritou Roland em resposta.

– Fujão, fujão, fujão! – provocou mais.

– Não é a dona Prefeita que tem um bebê na barriga, Peter? – perguntou Lex passando a mão em sua própria barriga em tom de piada.

– Ah, então ela vai ter um bebê? Já era para você, pirralho. – sussurrou ele.

Roland o olhou um pouco atordoado sem entender o que ele queria dizer com aquilo.

– O que? Não entendeu? Deixa eu te explicar, pirralho... Meu primo tem uma mãe de mentira que nem você e ela dizia gostar dele até que teve seu próprio bebê da sua barriga – falava a criança com um tom de perversão – e adivinha só? Ele foi esquecido porque ela sempre amou o filho da barriga.

Roland ouvia aquilo com atenção e seus olhinhos assustados assumiram uma leve vermelhidão de choro.

– As mães são assim, só amam os filhos da barriga. – falou Luís como se isso fosse uma verdade absoluta.

Antes que o diálogo continuasse, uma das professoras se aproxima deles.

– Vamos meninos, cada um para as suas salas, chega de recreio por hoje.

-❖-

Era fim de tarde do mesmo dia e Regina se arrumava para o tão esperado ultrassom. Finalmente conheceriam o sexo do bebê e de fato, ela não poderia estar mais ansiosa. Robin a acompanhava todas às vezes. Acompanhar o desenvolvimento do bebê era algo muito importante para os dois.

Chegando a sala, Lucy dormia em seu berço desmontável e Ellen mexia uma massa de bolo com a travessa redonda de vidro apoiada em sua pequena cintura enquanto assistia a mais um programa de culinária. A jovem adorava conhecer novas receitas e toda semana fazia novas comidas para a família Mills de Locksley.

– Ah não, Ellen. – falou assim que desceu as escadas e a encontrou de pé na frente da TV.

– O que foi, dona Regina? – perguntou preocupada.

– Mais uma receita? Ah não, Ellen! – continuou falando em tom sério.

– Oh... Eu... Desculpe. – disse sem graça.

Regina se aproximou dela e disse:

– Não vou desculpar nada, é você que tem feito meu marido engordar desde que pisou nessa casa com sua comida maravilhosa! – faz careta.

Ellen finalmente solta o ar percebendo que Regina estava brincando e ri.

– Que susto, pensei que estivesse brava de verdade. – confessou.

– Brava com você? A pessoa mais maravilhosa dessa casa? Jamais! – Regina segurou seu rosto e beijou sua bochecha ainda fazendo palhaçada – Não sei o que fizemos para te merecer, menina mestre cuca!

Ellen ruborizou e riu ainda movendo suas mãos com a colher de pau.

– Que isso dona Regina, vocês que são ótimos comigo.

Regina sorriu para ela e foi até o berço dar uma olhadinha em Lucy, que dormia com os bracinhos e pernas abertos.

– a Senhora vai sair? – perguntou a cacheada.

– Sim, hoje é a ultrassom do mês, saberemos o sexo! – respondeu animada.

– Ah! Alguma aposta?

– Sim, mas vou guardar segredo, afinal, só terei certeza na hora.

– O Roland amaria um irmãozinho menino.

– Oh e como! Bom, vou indo. Volto mais tarde já com o Robin. Hoje Roland vai voltar com o ônibus da escola, ele chega às cinco e meia, certo? – alertou Regina.

– Pode deixar, irei busca-lo na esquina com Lucy.

Regina se despediu, pegou sua bolsa e dirigiu entusiasmada até a clínica.

-❖-

Faltavam quinze minutos para às 18hrs e Robin fechava a delegacia com pressa, não queria se atrasar para a consulta. O céu estava quase totalmente escuro e algumas nuvens indicavam que uma chuva se formava no céu. David já havia saído da delegacia e alguns outros funcionários recém-contratados também. Após tranca-la, Robin adentra seu carro e dirige a caminho da clínica. Em apenas dois minutos dentro do carro, pingos de chuva começam a molhar o vídeo de seu carro e em alguns segundos eles se tornam cada vez mais forte o obrigando a colocar o para-brisa em velocidade máxima para poder enxergar melhor as ruas. Robin olha o celular e se certifica da hora. Sente-se aliviado por saber que em poucos minutos estaria lá, por sorte a clínica não era tão longe.

Mais à frente Robin é surpreendido por uma pessoa no meio da pista o fazendo frear bruscamente fazendo seu celular cair atrás do banco de seu carro e seu corpo ser segurado fortemente pelo cinto de segurança que usava.

– Mas que diabos! – Robin buzinou ainda assustado.

A chuva permanecia forte e a única iluminação na estrada era de seu farol. O loiro rapidamente sai do carro para se certificar que estava tudo bem com a pessoa lá fora.

– Ei, você está bem? O que fazia no meio da est... – ao se aproximar mais o homem surpreende-se por quem ele encontra – Fiona?! – pergunta estarrecido – O que faz aqui sozinha? Você está bem?

– Robin? É você? – a mulher se aproxima para poder enxergar melhor.

– Sim, sou eu. O que houve? Por que está aqui nessa chuva? – pergunta confuso.

– Ah, graças a Deus! – diz ela e o abraça desesperada.

Robin mal processa a ação quando percebe que ela estava aos prantos.

– Fiona? O que houve? Calma... Me diz, o que houve? – pergunta ele.

A mulher se afasta um pouco dele e fala descompassada:

– Eu... Eu estava em meu carro quando senti que o pneu estava um pouco baixo e... – soluça – Decidi sair do carro para ver o que estava acontecendo. Quando olhei uma das rodas traseiras percebi que havia uma pequena peça metálica e o ar do pneu estava vazando. Quando retirei o objeto percebi que era uma daquelas peças usadas para furar pneu propositalmente e antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, dois homens armados me surpreenderam e... Apontaram a arma para mim e... – leva a mão ao rosto – Levaram meu carro com tudo meu. Celular, documentos, tudo. Por sorte eu estava sozinha sem o Peter, eu morreria se algo acont... O problema é que havia uma quantia grande em dinheiro, eu havia acabado de sair do banco e todo o dinheiro que eu tirei para pagar a última parcela da minha casa estava lá. – continua chorando.

– Minha nossa, Fiona. Daremos um jeito nisso, vamos tentar pegar eles antes que possam sair da cidade. Venha, você precisa se acalmar e sair dessa chuva.

Robin a conduziu até o seu carro. Ao entrarem ela estava totalmente ensopada e tremia de frio. Robin colocou seu casaco seco que estava no carro por cima dela e seguiu para a delegacia o mais rápido que pôde.

(...)

– Regina Mills? – chamou uma enfermeira com uma prancheta nas mãos adentrando a sala de espera.

– Sim, sou eu.

– É a sua vez, o Doutor te espera.

Regina olha pela milésima vez para a porta de entrada da clínica ansiando ver Robin adentra-la.

– Eu... Tem alguém depois de mim? É que estou esperando meu esposo. Posso ser a próxima? – disse apreensiva.

– Sinto muito, querida. Você é a última de hoje. Podemos ir? – pergunta com simpatia.

Regina olha para o relógio e se levanta.

– Claro... Vamos.

Ao caminhar até a sala ela disca rapidamente o número de Robin, mas seu celular dispara sem resposta. Ela já havia ligado para a delegacia mais cedo, mas também havia disparado, logo, entendeu que Robin já havia saído e tentava apenas o celular.

– Olá Mamãe... Então chegou o tão esperado dia que descobriremos se é um meninão ou uma princesinha aí dentro, sim? – diz o médico ao vê-la.

-❖-

Algum tempo depois o celular Robin ainda vibrava sem parar no chão de carro, já trancado e sem a sua presença.

– Isso mesmo, David. Eu reabri a delegacia e emiti um comunicado para as outras delegacias pelo sistema. (...) Sim, ela disse que os homens foram em direção à estrada norte. São dois e ela não conseguiu identifica-los muito bem. Vou te mandar a placa por mensagem e você avisa aos polícias do pedágio (...). Certo... Você está vindo pra cá? Ok, estou te esperando. – disse Robin ao telefone.

Robin desliga o telefone da delegacia e volta sua atenção para Fiona, que por sua vez, estava sentada em uma cadeira, ainda enrolada em seu casaco, bebericando um copo de água.

– Pronto, todas as delegacias estão avisadas e eles não poderão sair da cidade com seu carro. Fique calma que iremos conseguir seu veículo e dinheiro de volta. Estou terminando de abrir seu BO e eles serão presos assim que o encontrarmos. – disse ele sentado em sua mesa enquanto esperava a impressora imprimir o documento.

– Obrigada Robin, não sei o que faria sem você. – disse ela.

– Não precisa agradecer, estou fazendo o meu dever. Foi sorte sua eu estar passando ali naquele momento para... – Robin se dá conta para aonde estava indo e arregala os olhos com a recordação – Meu Deus... Regina me espera na clínica, preciso avisa-la. – pensa alto.

– Sua esposa? – pergunta Fiona.

– Sim, a Regina está fazendo a ultrassom no médico e eu estava a caminho... – responde enquanto procura o celular nos bolsos e em sua mesa – Só não consigo achar meu celular... Milagre ela não ter ligado ainda... Ah não ser que meu celular esteja no carro... – levanta-se – Vou busca-lo e volto em um minuto, certo?

Ao vê-lo de pé, Fiona rapidamente se levanta e fica na sua frente, impedindo-o de continuar o percurso.

– Oh Robin, por favor, não me deixe sozinha, eu estou tão assustada... – leva suas duas mãos até o peitoral do mesmo que estava úmido e esconde seu rosto nele.

Com o movimento de suas mãos, o casaco de Robin cai no chão e revela seu corpo escultural marcado por sua blusa de alça branca colada ao corpo que se tornou praticamente transparente pelas gotas de água que se aglomeram ali. Sua calça jeans tomou um tom mais escuro, porém decalcava seu quadril com perfeição.

Robin se surpreende por sua reação e leva apenas uma de suas mãos até o cabelo molhado da mulher dando alguns tapinhas superficiais em seu ombro com muito respeito.

– Calma Fiona, esses caras devem estar bem longe daqui, não vai acontecer nada. – tosse um pouco sem jeito.

A mulher levanta seu rosto e o olha.

– Obrigada de novo, Robin. Pelo pouco que te conheci, percebi que você é um homem incrível, um pai maravilhoso e posso ver agora que um ótimo xerife. – uma das mãos da mulher vai até o lindo rosto do loiro e em segundos os carnudos lábios dela encostam-se aos dele sem aviso.

Robin arregala os olhos e a afasta no mesmo segundo.

– O que está fazendo, Fiona? Eu sou casado, você sabe muito bem disso! – fala atônito e firme.

– Desculpa, eu não queria te beijar... – responde a mulher com seus dedos em seus próprios lábios.

– Beijar? Como é que é? – pergunta Regina surpreendendo-os.

A atenção vai para a morena de cabelos curtos de pé na porta da sala de Robin. Robin suspira pesado e leva uma de suas mãos até sua testa. Ele sabia que se isso poderia piorar, tinha acabado de acontecer.

– Regina, houve um mal entendido aqui e... – falou ele da forma mais calma que conseguiu.

– Como assim mal entendido? O que ela faz aqui? – olhou para Fiona – Aliás, o que vocês dois fazem aqui sem mais ninguém? – disse Mills entre dentes.

Antes que Robin pudesse responder, Fiona dispara em sua frente:

– Eu sinto muito Regina, não era minha intenção beija-lo. Desculpa se causei alg...

– O que? Você beijou o meu marido? – Regina se aproxima e seu estado de raiva aumenta a cada segundo – É isso mesmo Robin? Ela te beijou?

Robin fuzila Fiona com o olhar e suspira mais uma vez.

– Sim, isso aconteceu amor e eu sinto muito por isso, mas deixa eu te explicar com calma, tá?

– COM CALMA? – Regina praticamente gritou e sua voz mais fina do que de costume ecoou por toda a sala – Eu estava preocupada com você, ligando para o seu celular como uma imbecil por uma hora sem parar, passo aqui, vejo as luzes acessas e entro a sua procura e encontro você beijando essa... – aponta para Fiona e se cala enquanto seus dedos fecham-se em punho tentando conter sua raiva – Quer saber? Eu vou embora e espero que você nem sonhe em tentar trocar uma palavra comigo hoje.

Regina joga um envelope grande que segurava em sua mão nos pés de Robin.

– A propósito, – continua ela – Está aí o sexo do bebê, obrigada por estar comigo no momento mais importante da minha vida. – sua voz saiu embargada e antes que ela derrubasse qualquer lágrima, disparou saindo do estabelecimento.

Robin leva seu olhar para o envelope em seus pés e engole um possível choro limpando a garganta.

– Regina! Espera! – grita e corre atrás dela.

Robin a encontra mais longe andando rápido em direção ao seu carro.

– Amor, espera, fica calma, por favor.

Regina o ignorava e continuava caminhando rapidamente até seu carro.

– Regina, fica calma, pensa no bebê! – gritou mais alto dessa vez.

– Ah, você pensou muito no bebê não estando comigo hoje enquanto beijava essa infeliz! – responde sem nem olhar para trás.

– Amor, espera... Por favor, você não pode dirigir nervosa assim.

– Não só posso como eu vou! – falou teimosa.

Regina abre a porta do seu carro com muita raiva e ao levar seu pé para dentro do carro, erra por alguns centímetros e enrosca seu sapato na porta. Talvez se o chão não estivesse tão molhado pela chuva que havia caído alguns minutos antes, ela conseguisse manter-se de pé em apenas um pé, o que não correu, pois em fração de segundos ela já estava com o corpo no chão.  A queda foi feia e um dos seus braços amorteceu o impacto do seu corpo com o asfalto, o que o fez ralar no chão e um lado de seu quadril bater forte.

Robin, que viu tudo, correu em direção a ela.

– Regina! Meu Deus! Você está bem? – dispara e sua voz atingiu grandes níveis de preocupação.

Regina faz uma careta de dor e tenta mover-se para se levantar, mas a dor em seu braço a impede de fazer isso sozinha e aos poucos ela se situa do que havia acontecido.

– Meu... Meu Deus, o bebê... Eu machuquei meu bebê... – leva a sua mão boa até sua barriga.

Agora todo o choro de raiva que Regina estava segurando, torna-se um choro de desespero e preocupação, e esse, ela não consegue segurar.

– Meu filho, eu machuquei meu filho. – dizia em meio ao choro.

“Filho”. Mesmo em meio a um momento terrível, Robin não deixou isso passar desapercebido. Era um menino. Seu peito encheu-se de mais amor pela criança que sua mulher gerava em seu ventre e jurou para si mesmo que não deixaria nada acontecer àquela criança. Pegou Regina no colo, deu a volta no carro dela e a colocou no banco carona. Voltou rapidamente para o outro lado e deu partida dirigindo em direção ao hospital. Durante o caminho, Regina tremia de tão nervosa e respirava ofegante, ignorando a dor que sentia em seu braço e quadril. Robin também estava com muito medo que algo tivesse acontecido ao bebê e nada disse, concentrando-se em dirigir com agilidade em segurança, mas só Deus sabe o quanto ele estava nervoso.

Quando chegaram ao hospital, Robin a levou no colo até aonde a sala em que ela foi atendida, só a soltando para deita-la na maca. Antes de o médico chegar, uma enfermeira foi até o quarto para cuidar do seu arranhão no braço, mais especificamente na região de seu cotovelo, que estava ralado e até com sujeiras do asfalto. Porém, Regina se recusou a receber qualquer cuidado antes de verificar se o bebê estava bem por ultrassom. Por Deus, verificou-se que o impacto não havia feito nenhum dano ao neném, a única resalva foi os batimentos cardíacos que estavam mais acelerados que o normal, que no caso, o médico acreditou ser pelo nervosismo de sua mãe, pois os batimentos de Regina também estavam demasiadamente acelerados. Indicado pelo médico, Regina foi sedada para que dormisse, sendo possível que sua arritmia fosse cessada e a pressão fosse normalizada. Depois de saber que o neném estava bem, ela consentiu e em poucos minutos já estava dormindo. Logo depois, as enfermeiras aproveitaram para limpar seu machucado e fazer um curativo em seu braço. Robin ajudou a abaixar seu jeans e se certificar que seu quadril também não havia cortado e por sorte existia apenas uma leve vermelhidão que o médico receitou uma pomada para pancadas que ela deveria usar em casa.

Duas horas se passaram e ele já havia se comunicado com David, que chegou à delegacia e assumiu o caso de Fiona e com Ellen avisando que chegariam mais tarde, e claro, a explicando o que havia acontecido.

Robin puxou um banquinho ao lado da cama e sentou-se ali por longos minutos. Acariciando o rosto de sua amada, conversando com seu filho para que ele também pudesse ficar calmo e sentindo um remorso inigualável em seu peito. Ele culpava-se por tudo que havia acontecido. Pelo aborrecimento de Regina, por não ter ido a ultrassom, pela queda. Sentia-se péssimo por ter duvidado de sua mulher semanas atrás quando ela havia dito que Fiona tinha intenções maldosas com ele, porque de fato, ele pôde perceber que sua esposa estava totalmente certa a seu respeito e sentiu-se um canalha por ter ignorado sua reclamação naquela noite de sábado.

Regina aperta os olhos e se mexe despertando. Robin também desperta de seus pensamentos e a espera abrir os olhos.

– Ei... Você está melhor? – pergunta baixinho assim que os olhos cor de mel tornam-se visíveis aos seus oceanos.

– Sim. – limita-se.

– Os batimentos do neném estão normais, os seus também. E também fizeram um curativo no cotovelo.

Regina leva seu olhar até seu braço confirmando e assente.

– Posso ir para casa? – pergunta secamente.

– Sim, podemos. – responde Robin dando a entender que não sairia de perto dela um só segundo.

– Eu vou sozinha, eu não quero te ver mais hoje.

– Regina...

– Hum?

– Olha pra mim. Por favor.

A morena o olha com cara de poucos amigos.

– Me perdoa?

– Você só pode estar brincando. – solta uma lufada de ar em tom de riso e desvia o olhar novamente.

– Você pode olhar pra mim, por favor? – pede o loiro.

– O que você quer, Robin? Já não deu a merda que você aprontou hoje? – o olha nos olhos.

– Quero te explicar o que aconteceu.

Robin conta com calma tudo que havia acontecido desde que encontrou Fiona na rua até o momento em que Regina chegou à delegacia.

– Engraçado que você me chamou até de maldosa por ter te alertado em relação a essa mulher. – responde depois de ouvir tudo calada.

– Eu sei, eu sei... Eu fui um descuidado por não ter te ouvido. Desculpa não ter acreditado em você. Desculpa por ter te deixado tão nervosa e ter feito você cair... Eu tive tanto medo que algo... – uma lágrima molha a bochecha de Robin e ele logo a seca com a mão.

Ao ouvir a voz embargada dele, ela sente vontade de chorar por pensar que seu neném poderia ter se ferido ou o pior pudesse acontecer, visto que sua gravidez foi de risco e nada poderia acontecer a ela.

– Eu posso te perdoar por ter sido um tonto em relação aquela lambisgoia, mas não sei se consigo de perdoar por ter perdido a ultrassom mais importante de toda a gestação. – Regina o olha e finalmente suas lágrimas pesadas contornam seu rosto – Você sabia que era muito importante para mim. Eu te esperei até o último segundo, ansiando ter você lá segurando a minha mão quando eu descobrisse que vamos ter um menino.

Robin não aguenta vê-la chorando e mais uma lágrima molha seu rosto.

– Eu sei, eu não poderia ter perdido isso... Eu sinto tanto, meu amor. Me desculpa por isso.

Suas mãos vão até o rosto da mulher e enxuga suas lágrimas.

– Eu sei que o tempo não volta – prossegue ele – Mas eu prometo que não perderei mais nada que envolver o nosso filho. Eu estarei em cada data importante e nunca mais vou te deixar sozinha em hipótese alguma durante essa gravidez e depois dela também.

Regina o ouve ainda sensível e diz retoricamente:

– Vamos ter um menino.

– É, nós vamos ter um menino! Um menino, meu amor. Um meninão! – diz animado e emocionado.

Regina ri em meio ao choro e assente sem conseguir falar de tanta emoção.

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No outro dia pela manhã, a chuva ainda era presente e os raios de sol estavam tímidos detrás das nuvens pesadas que envolviam Storybrooke. Um friozinho aconchegante pareceu oportuno em dias tão quentes em que a cidade vivia.

Ellen havia dormido na casa da família, pois com o ocorrido, os dois chegaram demasiadamente tarde e as crianças já estavam dormindo. Um cheirinho gostoso de café da manhã passeava por toda a casa e sua origem era das mãos mágicas de Ellen na cozinha.

Roland apareceu sonolento já todo vestido para a escola e estava cabisbaixo desde o ocorrido no recreio. Ellen percebeu seu comportamento, mas nada conseguiu arrancar do menino. Lucy ainda dormia e por isso um silencio ainda tomava conta da grande casa.

Regina foi desperta ao sentir um incomodo em seu machucado no braço. Ao abrir os olhos, deparou-se com Robin fechando um novo curativo.

– Te acordei? – perguntou ele sussurrando – Desculpa, tentei ser o mais cuidadoso possível.

– Está ardendo um pouco. – reclamou sonolenta.

– Foi o remédio que eu coloquei, daqui a pouco para de arder.

Ela assente e fecha os olhos novamente.

– Você está com fome? – pergunta ele.

– Só um pouquinho. – responde de olhos fechados – Acho que vou tomar um leite só para o bebê não reclamar.

– Eu vou pegar, não quero você de pé pra nada hoje, precisa ficar de repouso.

Robin, que já estava pronto para o trabalho, sai do quarto para trazer seu leite. Ao se ver sozinha, Regina se levanta, faz xixi e escova seus dentes. Ainda no banheiro, penteia seus negros fios com as mãos e os prende em um rabo de cavalo alto. Volta para a cama ainda vestindo sua calça de pijama e sua camiseta regata livre de qualquer sutiã.

O quarto estava escurinho e friozinho pela falta de sol, o que a fez cobrir-se com o edredom nunca mais usado por ela, que, com a gravidez, preferia dormir quase pelada alegando calor.

Robin entra no quarto trazendo seu leite e ela logo o toma por completo.

– Obrigada. – diz – Você já está indo para a delegacia?

– Estou sim... Vou só levar o Roland para a escola antes.

Robin sabia que o acontecimento com Fiona ainda estava deixando sua esposa irritada, conhecia ela muito bem para saber que uma noite só não era capaz de tirar a chateação de Regina Mills e por isso preferiu não forçar nada, apenas se manteve cuidando-a muito bem, mas sem cobrar nenhum carinho em troca. Imaginou também que mesmo ela o perdoando por tudo, pensou que talvez preferisse ficar um tempo sem ele e tratou de se arrumava logo para o trabalho, deixando-a mais a vontade e respeitando seu espaço de mulher enciumada, que nesse caso, tinha total razão de ser.

– Eu... – falou baixinho – Eu não sei se quero ficar sozinha hoje. – confessou um pouco sem jeito.

Ao ouvi-la, Robin a olha surpreso.

– Você... Você quer que eu fique com você? – fala no mesmo tom baixo que ela.

Regina apenas assente com a cabeça e ele sente vontade de enchê-la de beijo tamanha doçura, porém conteve-se.

– Tudo bem, meu amor, eu fico. Só vou ligar para o David e avisar.

Robin se desfaz de sua roupa do trabalho e veste uma bermuda confortável juntamente com uma camisa de usar em casa. Ele decidi dar o dia de folga para o filho também e desce para avisa-lo, porém para sua surpresa, Roland apenas assente e caminha em direção ao seu quarto para colocar o pijama novamente.

– O que houve com ele? – pergunta para Ellen.

– Eu não sei, Sr. Robin, ele está cabisbaixo desde ontem quando fui busca-lo no ônibus da escola. – responde guardando alguns pratos.

– Hum... Depois vou saber com ele. E obrigado por ter dormido aqui Ellen, não sei como faríamos sem você aqui ontem. – agradece.

– Que isso, Sr. Robin, essas crianças são como meus sobrinhos de sangue. Jamais as deixaria sozinhas.

– Eu sei Ellen. Olha, como hoje vamos ficar em casa, depois de fazer o almoço você pode largar, ok?

– Tudo bem. Tem alguma preferência para o almoço de hoje?

– Faz algo que a Regina ame.

Ellen sorriu e Robin subiu para o quarto de Roland.

– Toc-toc. – falou da porta e Roland o olhou – Está tudo bem por aqui, campeão?

Roland faz que sim, porém com cara de desânimo.

– Não me parece muito bem assim... Quer conversar com o papai?

O menino faz que não com a cabeça.

– Ok... Então, que tal fazermos a coisa que você mais ama?

– O que? – pergunta ele.

– Deitar na cama com a mamãe e o papai. Hoje a Regina está um pouco dodói e o dia vai ser só nosso, ninguém vai sair de casa.

Robin segura na mão de seu filho e caminham em direção ao quarto.

– Olha, será que alguém veio cuidar da mamãe hoje? – diz Regina sentada na cama ao ver o garoto.

Roland nada diz e senta na pontinha da cama. Regina olha para Robin em busca de respostas e ele dá de ombros como quem diz que não faz ideia o que ele tem.

– Ei anjinho, vem cá vem, quero um abraço seu bem quentinho.

Roland vai até ela e ela o abraça fazendo-o sentar ao seu lado.

– Quer dizer que você se livrou da escola hoje e vai passar o dia inteirinho com a gente, é? – pergunta Regina.

– Sim... – respondeu ele.

– Ei, Roland... O que houve? Fala pra mamãe Regina. – pergunta já preocupada, pois em outros tempos Roland estaria pulando na cama de tanta alegria.

Ele faz que não com a cabeça e ela prefere não insistir.

– Já sei algo que vai te deixar super mega feliz... – ela olha para Robin sorrindo e ele logo entende do que se trata e vem sentar ao lado dos dois – Ontem eu e seu pai descobrimos que o bebezinho que está crescendo em minha barriga é um menininho igual a você e advinha só? Você vai ter o irmão menino que sempre sonhou! – diz ela com um sorriso no rosto.

Roland arregala os olhos em surpresa e a olha. O olhar do menino era indecifrável, o que a fez perguntar:

– E aí, gostou da notícia, meu anjo?

Roland estava em festa por dentro, mas as palavras de Peter não paravam de rodear a sua cabecinha e temeu por toda a história de ser esquecido ser real. O garotinho sempre fora uma criança extramente sensível e principalmente por ter tão pouca idade não conseguia esconder nenhum de seus sentimentos, desabando no choro.

Regina e Robin trocam um olhar assustado e seu pai pergunta:

– O que houve, filho? Por que está chorando?

– Eu não quero ser esquecido... – diz em meio ao choro.

Regina nem acredita no que acabara de ouvir e leva uma de suas mãos até o cabelo do menino.

– Esquecido? Esquecido por quem, Roland?

– Por vocês quando o bebê sair da sua barriguinha... – continua chorando.

– Mas filho... Isso nunca vai acontecer. Por que está pensando nisso?

Os dois estranharam muito a reação da criança. Até o dia anterior Roland era o mais animado com a gravidez e a possibilidade de ganhar um irmão menino, eles sabiam que aquilo não havia saído dele.

– Quem te disse isso Roland? – pergunta Regina.

Roland não responde e ela insiste perguntando novamente.

– Fala para a mamãe fala, quem disse isso para você?

– O Peter e os amigos dele. – confessa – Disseram que eu sou diferente deles porque minha mãe morreu e que você não é minha mãe de verdade e que... – soluça – quando o bebê sair da sua barriga você só vai amar ele.

Robin olha para Regina com raiva e ela nega com a cabeça.

– Ei, olha pra mim Roland... Esse menino só te falou mentiras, eu jamais vou esquecer você, eu sou a sua segunda mamãe, lembra-se? Não acredite em nada que esses meninos maus disseram. – fala enxugando as lágrimas dele.

– Filho, eles estão sendo assim com você porque você é o único que tem duas mães e eles só tem apenas uma. Você sempre será amado por nós, sempre. Confia no papai?

– Confio...

– Promete que nunca mais vai acreditar neles? – pergunta Robin.

– Prometo, papai.

– Agora vem aqui com sua mãe que eu quero ficar o dia inteirinho agarradinha com meu anjinho. – Regina o abraça e faz cócegas nele.

Roland se encolhe inteiro rindo e agarra Regina. Robin ri assistindo a cena.

Batidas na porta são ouvidas.

– Sr. Robin? Dona Regina? – fala Ellen do outro lado.

– Pode entrar, mulher. – brinca Regina, adorava pegar no pé da pobre menina.

Ela entra com Lucy no braço que ao ver o chamego na cama se anima toda no braço da babá.

– Vim trazer ela, estava chamando por vocês enquanto dava sua comidinha.

– Ah, agora a festa está completa, a maior bagunceira chegou. – diz Robin se levantando e pegando sua filha no braço.

Ele a cheira e morde sua bochecha.

– Hum... Cheirosinha, parece que a tia Ellen já tirou sua frauda cheia de xixi hein doninha.

Ellen ri e sai do quarto fechando a porta. Robin senta na cama ao lado de Regina e Roland e solta Lucy no meio deles. Ela e Roland se abraçam do jeitinho deles e seus pais os olham abobalhados.

– Oi maninha! – Roland ainda a apertava contra ele.

– Roind... Roind... – chamava seu irmão adorando os apertos.

Robin olha para Regina, que, assim que sente o seu olhar sobre ela, corresponde ao mesmo. Ele estica uma de suas mãos e leva até o rosto da morena, que sorria para ele.

– Eu te amo tanto... – diz Robin.

– Eu também te amo. Muito. – ela se vira para ele e seus lábios selam um selinho longo e repleto de amor.

Um amor que jamais iria acabar, como essa história, que viverá para sempre nos corações dos que a leem.

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A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.

(Clarice Lispector)


Notas Finais


Comentários para matar a saudade de vocês na minha mesa agora. Obrigada por lerem!
tt: @fic_ouatemst


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