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História Os 10 Segredos de Emma ( em revisão) - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Reinício


Fanfic / Fanfiction Os 10 Segredos de Emma ( em revisão) - Capítulo 10 - Reinício

Estava a doze horas num sofá que havia por alguma razão, sido deixado no corredor, esperando ainda por alguma notícia. Não demorou pouco, em meia hora, Rachel e Hank saíram do laboratório.

- Pai... Já está bebendo? - Indignou-se a ruiva, tirando a garrafa das mãos do pai.

- Como ela está?

- Betsy está trabalhando com ela. A mente da Emma é uma verdadeira bagunça, ela não pode se libertar sozinha e não responde aos estímulos telepáticos.

- Por que ela fez isso? - Scott cruzou os braços olhando revoltado para os próprios pés, mordeu o lábio inferior, comi se descontasse em si mesmo a raiva pelo que havia acontecido. - Significa que ela está morta?

- Scott... Nós não temos certeza. - Betsy saiu da sala ainda com os olhos parecendo lâmpadas led. Ela tinha certeza que ficaria louca dentro daquela sala. - A boa notícia é que a Cassandra não está mais lá. Emma pensou em tudo com muito cuidado, presa sem um corpo para se manter, a consciência de Cassandra se espalhou pelo plano psíquico.

- E a má notícia? - A mulher manteve-se em silêncio por alguns segundos. - Elizabeth, me responde!

- O mesmo pode ter acontecido com a Emma. Eu ainda não a encontrei, mas se me derem tempo...

- Sem essa. Você está desde essa madrugada trabalhando nisso, está quase desmaiando e disfarça muito bem, mas não vamos perder mais ninguém por hoje. - Ordenou fera em concordância com Scott. - Descanse. Continuamos depois.

- Eu posso vê-la? - Scott pediu, porém sem esperar autorização, invadiu a enfermaria e fechou a porta atrás de si. Precisava de um tempo sozinho. Precisava de um tempo com ela, um tempo que não haviam tido na última semana.

" Eu tive um pesadelo esses dias... Sonhei que Scott e eu estavamos casados. Que tínhamos duas meninas gêmeas. Além da Ray, claro. E das Stepford, que apesar de não serem, eu as considero minhas filhas. É uma idéia terrível. Ele já chegou a falar a respeito e eu como sempre me desvio da conversa. O porque? Eu o amo demais para decepciona-lo. Espera! Não foi o que eu quis dizer... Esquece. Sou só eu que leio essa droga mesmo.

Mas voltando ao assunto, parecia tudo tão perfeito no sonho. Perfeito demais, num nível que me deixaria louca se fosse de verdade. Bem como eu disse antes, estou tão acostumada com o caos, que a calmaria me entedia."

•••

- Hank acha que você está morta. - Ele disse baixo, com os olhos fixos na mulher. - Depois de doze horas, eu estou começando a pensar o mesmo. É quase madrugada e você está igual, fria... Não que já não fosse fria antes. - A sala ficava em repleto silêncio. Scott, no entanto continuou conversando. - Ah, não brinca! Você poderia estar brincando comigo. Não é a sua praia, mas poderia. Poderia acordar e começar a gritar histericamente comigo por alguma razão idiota, como fazia antes, juro que eu não discutiria sequer o fato de você ter me escondido que trabalhava secretamente com a Cassandra Nova para destruir mundo...

Aos poucos recobrou os sentidos, como quando retornara do coma. Sentiu um leve arrepio na espinha e abriu os olhos lentamente, surpresa por ainda estar respirando.

Scott não havia percebido. Continuou falando como se não houvesse mais ninguém naquele quarto, sem imaginar que ela escutava cada palavra.

- Eu me lembro agora... Foi erro meu. Quando começamos a namorar eu não pensei que isso poderia acontecer. Quer dizer, você estava certa, a Jean não parava de morrer por mim. Mas não pensei que aconteceria com você. A diferença é que vou sentir falta da sua frieza.

- Ah, agora você vai me fazer chorar. - Disse quase como se suspirasse.

- Emma... Pensei que estivesse morta.

- Não me diga, ouvir você adimitir um erro parece mesmo coisa do outro mundo. Eu deveria morrer com mais frequência. - Ela se levantou, sentindo uma leve dor na cabeça, enquanto Scott a observava de longe. - Não se torture, querido. O erro foi meu.

- Isso sim é novo. É você mesma? Quer dizer, não é a Cassandra Nova no seu corpo? Você parece diferente.

- Morrer não é uma experiência legal, querido. Nada parecido com andar de bicicleta.

- ... Muito bem, o sarcasmo voltou. Com certeza é você. - Ele se aproximou e sentando-se ao lado da mulher, continuou. - Estamos definitivamente em crise. O que vamos fazer?

- Não vamos. Eu não posso mais conviver com tudo o que aconteceu comi se nada tivesse acontecido.

- Está terminando comigo?

- Mais do que isso... Estou deixando os X-men.

•••

" Eu, sinceramente desisto... Ah, e sobre o Scott, finalmente deixamos de brigar. Mas eu voltei hoje para deixar registrado que não vou mais escrever. Não quero e não tenho mais tempo. Vou seguir em frente com a minha vida, ignorando a história da Cassandra, talvez com o tempo eu encontre uma forma de me livrar dela. Ou de me ferrar de vez... Enfim, eu vou me levantar da cama antes que Scott volte, guardar esse caderno velho cor de rosa no fundo do guarda roupa e nunca mais olhar para ele. Esse é o plano. E como viu descarregar minhas frustrações, você deve estar se perguntando. Querido, que frustrações?"

•••

O verão chegou naquela madrugada e com ele, as tão esperadas férias. As crianças estavam felizes por finalmente passarem um tempo de descanso, apesar de não saberem ao certo como seria quando voltassem.

Bem, todos os alunos, exceto as Stepford. As garotas haviam conseguido sua viagem a Paris, iriam com Betsy, Laura e Hisako, antes do final de semana, porém já não estavam tão animadas quanto antes. Emma podia ver em suas expressões enquanto dormiam.

Cruzou os braços, ainda encostada no batente da porta, observando-as, desejou internamente que as garotas ficassem bem com sua partida. Não fora uma decisão fácil, mas sentia algo em si que a fazia afastar-se. Scott não aceitou bem a idéia, e apesar dos inúmeros pedidos do rapaz, decidiu que precisava ir. Fechou cuidadosamente a porta, e saindo do dormitório das gêmeas, caminhou até o quarto que dividia com Scott. Era sua última parada. Precisava encontrar aquele maldito diário.

- Imaginei que estivesse aqui  - Emma se assustou, olhando para onde viera aquela voz. Scott estava parado encarando-a. - Esqueceu algo?

- É só... - Ele se aproximou por trás, entregando um pequeno caderno nas mãos da mulher, ao qual ela reconheceu imediatamente. - Scott...

- Acho que isso é seu. Digno de uma Fanfic, acredite. Deveria publicar.

- Quem está sendo sarcástico agora? - Respondeu fechando a gaveta e o encarando. - Eu preciso ir. Pode... Se despedir das meninas por mim? Eu não tive coragem.

Scott assentiu, sem mover-se. Estavam próximos demais, sua respiração se contrastava com a da mulher e era como se pudessem ouvir o coração um do outro.

- Então... Adeus.

- Adeus.

Ela desceu as escadas ainda com aquela conversa na cabeça. Como se sua mente estivesse ainda no quarto. De alguma forma, parte sua ficaria com ele, não sabia qual exatamente, desejou apenas que ele estivesse bem, sendo assim, qualquer outra coisa seria apenas consequência. O campus estava tão silencioso quanto deveria estar àquela hora da noite, não se ouvia nada além do som da noite e da natureza. Sentiu um calafrio percorrer por sua pele, a fanzendo encolher-se entre os braços. Deveria ter pego um casaco na mala. Reclamou em pensamento, antes de perceber alguém atrás de si.

- Não era pra estar na cama?

- Não era pra você estar morta?

- Vai ter que adiar a comemoração, querida.

Rachel sorriu fraco, com o olhar fixo nos próprios pés.

- Você vai mesmo?

- Me pediu para deixar o seu pai em paz. É o que estou fazendo. Me agradeça por não precisarmos procurar mais aquele diário. - Ray levantou um olhar tristonho, onde pela primeira vez Emma via lágrimas em seus olhos. - Rachel o que...?

Antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, Rachel abraçou seu pescoço, e encurtando a distância entre elas, a apertou em um abraço súbito e espontâneo, que a loira ainda que espantada, com os dois orbes azuis arregalados, correspondeu um pouco atrasada, ouvindo, sem entender o porquê, dos soluços da menina.

- Eu não quero que você vá.

- Espera, o que?

- Não dá pra vocês fazerem as pazes?

- Me escuta... - Elas se afastaram. - Não chora assim, tá? Não... Eu pensei que me odiasse.

- Não odeio.

- Então me faça o favor, querida. Cuida do Scott pra mim. Pode fazer isso?

A menina assintiu, afinal não havia muito o que discutir. Subiu para o dormitório, encontrando Scott parado na escada com uma expressão confusa.

- Ela já foi? - Ray balançou a cabeça em confirmação. - Tá... Vá dormir, o dia está amanhecendo.

- E você está bem com isso? Quero dizer, sabendo que o relacionamento de vocês acabou?

- Ela escolheu assim. - Scott colocou as mãos nos bolsos da calça, olhando para a filha. - Pensei que ficaria feliz com isso. A propósito, desde quando você se importa?

- Não me importo. - Ela continuou andando corredor adentro na direção do quarto.

Ao perdê-la de vista, Scott desceu rapidamente as escadas até a garagem. Não sabia que loucura lhe dera na mente, mas não estava disposto a desistir. Montou em sua moto e pisou fundo, o máximo que podia. Precisava chegar ao aeroporto o quanto antes.

O primeiro vôo para a Irlanda partiria às seis horas e de acordo com seu relógio, faltavam cerca de quinze minutos. Suspirou observando as demais pessoas que andavam apressadas de um lado a outro no enorme estabelecimento. Aquela movimentação trazia algo familiar a sua memória. Lembrava-se das manhãs corridas e das tardes de vandalismo adolescente, como Scott costumava dizer. Droga! Estava novamente pensando nele. Esqueça isso, Emma. Disse a si mesma. Em poucas horas estaria longe de tudo aquilo, ou pelo menos achava que sim. Ouviu ao longe o ronco do motor de uma motocicleta, que aproximava-se em alta velocidade. Scott parou quase em cima da mulher, manobrando rapidamente ao chegar perto da mesma.

- Você é maluco é? - Indagou encarando-o con um sorriso.

- Por você. - Ele riu. - Isso é um sequestro, então... Bem, você não tem muita escolha.

- E se eu recusar?

- Eu sei que não vai. Vem, sobe.

Ela revirou os olhos, fazendo o que o líder dos X-men havia dito, então o mesmo deu partida na moto, seguindo no entanto para outra direção completamente oposta a Westtchester.

- Amor, a escola é para o outro lado. - Informou, apertando as mãos na cintura de Scott devido a velocidade que estavam.

- Não estamos indo para a escola. Pedi um tempo. As crianças estão de férias, o Logan está cuidando perfeitamente bem de tudo, então... Terra Selvagem? Você me chamou de amor?

- Foi sem querer. Terra Selvagem, com certeza.

•••

Terra Selvagem, algumas horas depois...

Os dias por alí demoravam mais a passar, então ainda era madrugada quando chegaram. A Terra Selvagem era literalmente uma selva paradisíaca e traiçoeira, localizada no coração da Antártida, mas que por motivos estranhamente pessoais, o casal adorava passar alguns dias por alí. Tinham uma casa estrategicamente localizada em uma árvore de onde conseguiam ver quase toda a selva, inclusive até a casa de Kasar, o Selvagem responsável por tudo naquele lugar. Ou pelo menos ele achava que era.

- Estava com saudades daqui. - Ela comentou observando a floresta, ainda sob a luz prateada da lua. 

- Eu estava com saudades de estar sozinho com você. - Scott aproximou-se, e abraçando-a por trás deixou um selinho no canto da boca da mulher. - A gente dificilmente teria alguma paz lá na escola. Você sabe o que quero dizer...

- Bem, sobre nunca termos uma vida sexual ativa... - Emma riu, virando-se então o empurrou sobre a cama olhando-o com uma expressão maliciosa. - Podemos dar um jeito.

•••

Estavam ainda na cama, o dia não havia amanhecido, mas se podia ouvir ao longe o som dos animais já despertos. Scott abriu os olhos ao som estrondante do rugido de um tiranossauro, porém manteve-se tranquilo. A casa era protegida por uma barreira psionica, que impedia que qualquer coisa ou pessoa se aproximasse a menos que quisessem. Sorriu, acariciando o ombro da mulher, que parecia adormecida sobre seu peitoral. Fazia tempo que não tinham uma hora pelo menos juntos, algo que pudessem compartilhar além claro de uma briga. Scott adorava aquilo, a idéia de estrem finalmente em paz. Até mesmo os pensamentos sobre Jean o havam deixado em paz. Pensava ainda nos registros narrados no diário da loira. Sem brincadeira, como ele diria, a idéia do casamento não era tão ruim. Emma dizia ter casamentofobia. Uma doença fictícia que ela havia inventado como desculpa sempre que se falava em casamento. Scott estava disposto a convencê-la de alguma forma. Como, seria um desafio. Ela era completamente louca. Ele riu internamente. E sou completamente louco por ela.

- Acho que a minha loucura combina com a sua. - Scott se assustou ao ouvir aquilo.

- Tá acordada? 

- Uhum... Estava ouvindo você pensar.

- O que achou? - Ela o olhou pensativa. - Não me olha assim, estou falando sério. Eu sei que você tem aquele problema, como se chama? Fobia a relacionamento sério?

- Ah, se mata!

- Adoro seu senso de humor.

- É uma idéia terrível.

- Então...?

- Gosto de idéias terríveis. - Emma se levantou, olhando fixamente para o nascer do sol. Era mesmo incrível como os dias se passavam lentamente naquele lugar.

- E eu gosto de você. Isso é um sim, não é?

- Definitivamente sim.


Notas Finais


Então... Em que Scott estava pensando, hein?! Chegamos ao final da fic!!!! Espero que tenham gostado! Agradeço desde já pelo apoio ♥️♥️♥️♥️♥️


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