História Os 12 Pecados de Ethan Scott - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aparições, Bissexualidade, Drama, Maldição, Mistério, Misticismo, Romance, Sobrenatural, Terror
Visualizações 10
Palavras 3.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom, isso é um re-post de uma obra que eu já trouxe aqui, mas acabei deixando bem de lado. Os capítulos NÃO serão postados com frequência por enquanto, pois estou revisando a obra que já está finalizada. Pretendo trazer os capítulos com frequência de a cada dois dias, mas apenas ao final da minha outra obra que estou postando (A Serva de Charlotte, confiram no meu perfil), todavia esse capítulo será postado apenas para a história existir para eu não começo a focar nela futuramente. Caso gostem do capítulo e queiram mais, compartilhem com os amigos e comentem aí, ficarei contente em receber um feedback.

Tenham uma boa leitura.

Capítulo 1 - Ato 1 - Barganha


O dia estava começando a ser banhado pelo raiar do sol. Ethan Scott, um homem alto, de cabelos castanhos, pele clara e olhos esverdeados, no auge de seus 27 anos, que subiu na vida mais rápido que podia perceber, finalmente pôde ter alguns poucos meses para descansar de seu exaustivo trabalho. Em tantas horas de sono, pensamentos o perturbavam em sua mente, dando-lhe cruéis, porém doces pesadelos. Assustado após acordar, ele se levantou para afastar a si mesmo de seus sonhos.

Após algumas xícaras de chá, no intuito de relaxar, Ethan se dirigiu para uma praça para ler um pouco. Saiu de casa em seu carro e chegou a um lugar onde estivesse tranquilo o bastante para ler tranquilamente. Ele segurava um de seus livros na mão, mas não conseguia ler, pois uma voz ecoava em sua cabeça, lhe dizendo palavras confusas, como se estivessem em outro idioma. Ethan olhava para os lados, mas não enxergava ninguém, apenas uma enorme praça vazia, o que lhe causava um forte sentimento de solidão, mas também conforto.

Ele entrou em um bar próximo e bebeu um pouco, dois copos de whisky e uma dose de vodca. Uma nuvem escura atravessou o céu sobre sua cabeça, um vento gelado rondou seus arredores, e ele decidiu partir antes que começasse uma chuva. Ethan se dirigiu novamente para sua casa, porém encontrou um rosto que lhe era familiar: Darlene Jensen, a quem chamava carinhosamente de Darla.

- Darla, que bom vê-la. O que faz por aqui? – Perguntou Ethan, após parar o carro próximo a ela.

- Estava apenas passeando, o dia está lindo para isso, mas já estou voltando para casa.

Ethan desconfiou de suas palavras, pois para ele o céu escurecera há pouco. Sem questionar sobre tal fato, ele a indaga com uma entonação doce, gentil e brincalhona:

- Será que me permite acompanhá-la?

- Eu adoraria. Vai me dar uma carona até lá?

- Claro! Pode entrar.

Ethan estava a levando para casa, e no caminho conversavam tranquilamente. A mãe de Darlene, Ana Jensen, era uma senhora de idade bastante doente, e Ethan sabia que Darlene trabalhava arduamente para poder tratá-la, porém nunca tinha o bastante.

- Como está sua mãe? – Ethan perguntou a ela.

- Ainda doente... – O respondeu com pesar. – Mas está melhorando. Ela tem uma cirurgia marcada para daqui a três semanas.

- Sabe que sempre vai ter meu apoio, não importa o que aconteça.

- Você não sabe o quanto isso significa para mim – Darlene o respondeu, beijando seu rosto.

Ethan se distraiu com o beijo enquanto dirigia e vacilou por um instante, quase raspando em outro carro do seu lado.

- Cuidado com a pista! – Reclamou Darlene.

- Então cuidado com os beijos – Caçoou Ethan.

Ela sorriu depois que o susto passou, e Ethan começou a se exibir para ela na direção. Darlene se divertia e gargalhava, talvez por isso fazê-la esquecer de seus problemas pessoais, ao menos um pouco, em especial, de sua mãe doente. Mesmo chegando a um cruzamento, Ethan não reduziu a velocidade. Ele não percebeu que um caminhão vinha em sua direção e foi atingido em cheio na lateral de seu carro, do lado do motorista. Foi um acidente terrível. Tudo aconteceu tão rápido que nenhum dos dois notou até tudo acabar.

Após capotar, o carro foi arrastado por alguns metros e parou de cabeça para baixo. Darlene se feriu, mas não tanto quanto Ethan. Ele estava quase inconsciente, de cabeça para baixo, preso no banco pelo cinto, e viu em seus últimos momentos os pés de alguém misterioso caminhando em sua direção.

Ao acordar, ele estava em uma cama de hospital, bastante ferido, respirando por aparelhos, sem ao menos saber quanto tempo esteve desacordado. Darlene estava ao seu lado, com alguns arranhões e a perna enfaixada, mas sem tanta gravidade. Ela percebeu que ele abriu os olhos e disse:

- Ethan! Você acordou...

Ele tentava falar com ela, perguntar o que estava acontecendo, mas simplesmente não tinha fôlego nem forças para isso. Seu coração estava parando, seus pulmões despejando o ar, seus olhos perdendo o brilho. Uma luz se iluminou em sua mente - talvez a “luz no fim do túnel” – e, por fim, seu coração parou. A última coisa que ele ouviu foi o choro desesperado de Darlene, que gritava seu nome.

Ethan se viu frente a seu corpo, talvez em um delírio, talvez em uma alucinação, apenas sabia que aquilo era surreal. Ele viu que Darlene ainda chorava ao seu lado e que médicos tentavam reanimá-lo, mas em vão, e se lamentou.

- Por que isso teve que acontecer? – Disse para si mesmo, pois ninguém o ouvia.

Uma voz grave começou a falar seu nome, a mesma que ele já tinha ouvido antes, mas dessa vez em um tom alto e claro.

- Ethan! Ethan!

- Quem é? O que está acontecendo?

            - Você não sabe mesmo, Ethan? Você está morrendo!

            - Meu Deus... – Ethan lamentou.            - Eu não entendo. Quem é você?

            Uma figura encapuzada e tenebrosa, com olhos acinzentados, dentes amarelados e com a pele clara como a neve caminhou até ele.

            - Eu sou a Morte! E vim ceifar você – Disse, estendendo a mão para ele.

            - Não... eu não posso morrer assim. Por favor, não me leve. Eu quero viver! – Implorou Ethan. – Me dê mais uma chance... mais tempo.

            - Você não pode barganhar com a Morte, Ethan – Uma voz ainda mais grave surgiu atrás dele, mas sem revelar sua face. – Mas pode barganhar comigo.

            - Quem é você? – Questionou Ethan.

            - Eu tenho muitos nomes, mas nenhum deles de fato faz jus a mim. Sou a sombra, a escuridão, o vazio e a solidão. Eu sou aquele que observa os pesadelos, que faz a noite cair, que pune as almas dos pecadores. Sou o juiz que decide quem merece ou não viver um dia a mais ou um dia a menos.

            - Você... pode me salvar? – Indagou Ethan.

            - Para você não existe salvação, mas posso te dar outra chance, uma chance de viver um pouco mais. Escolha-me, em vez da Morte, e eu posso lhe dar tudo que seu coração desejar.

            - Se eu escolher você, o que irá acontecer?

            - Te darei doze meses, meu caro. Se conseguir resistir a esse tempo, terá sua vida de volta. Terá riquezas, amores, fama, influência e tudo mais que quiser. Mas advirto que todo mês terá um desafio, uma tentação a qual deve negar. Resista apenas uma vez a qualquer uma das tentações, e terá tudo que sua ganância pode cobiçar.

Desesperado por estar frente à Morte, Ethan perguntou:

- O que você quer em troca?

- Será apenas uma aposta. Se vencer, você viverá, mas se não, perderá sua vida. De toda forma, você não tem nada a perder que já não tenha perdido, apenas tem a ganhar.

- Então, mesmo perdendo, eu ainda ganharei doze meses?

- Correto. O que vai decidir? O ceifador não pode esperar para sempre.

Ethan estava com medo. Ele era jovem, bem sucedido, tinha amigos e família, não estava pronto para morrer ainda. Após engolir a seco, ele respirou fundo e disse:

- Eu aceito!

            A Morte caminhou alguns passos até Ethan e se pronunciou:

            - Eu sou aquele encarregado de levar as almas perdidas e o encarregado a guiá-las até o paraíso ou ao inferno. Não sou juiz, não sou júri, sou apenas o carrasco. Ainda que tenha escolhido ir com ele, mais cedo ou mais tarde, alguém virá te buscar. Se for ele, esteja certo de que vai desejar ter escolhido a mim. Pense nisso, Ethan, e tente não se arrepender de sua escolha.

            A Morte se foi, e uma figura ainda mais sombria surgiu em sua frente. Um ser coberto de sombras, olhos amarelados e inexpressivos como os de um morto, um sorriso malévolo e com manchas escuras por toda sua pele. Ele não usava roupas, não tinha sequer um fio de cabelo e parecia não respirar. Andou até Ethan e disse:

            - Lembre-se bem, Ethan. Doze meses, você deverá a resistir uma vez em doze meses.

            - Se eu não resistir... o que irá acontecer? – O pensamento martelou a mente e Ethan e um certo arrependimento surgiu por ele não ter questionado isso antes.

            Aquele ser sombrio estendeu sua mão para ele e tocou seu rosto, dizendo:

- Se falhar eu virei te buscar!

Ele Empurrou Ethan para seu corpo, ainda deitado na cama atrás dele. Os médicos o deram como morto, não houve tempo nem mesmo de levá-lo para uma sala de atendimento mais apropriada. Ethan abriu os olhos e se levantou repentinamente, assustando a todos, incluindo Darlene, que ainda estava ao seu lado. Ela viu que ele estava bem e abriu um enorme sorriso aliviado, mas ainda chorando como um bebê. Ethan estava sem nenhum arranhão em seu corpo, e os médicos o olharam sem entender. Era como se um anjo tivesse o salvado e curado a todos os seus ferimentos, sem deixar nem mesmo uma cicatriz sequer. Ethan se levantou da cama sem saber ao certo se tudo foi um sonho, talvez quisesse acreditar que estava tendo uma alucinação há instantes atrás.

Darlene o abraçou e disse:

- Eu não sei como você está vivo, mas agradeço a Deus por estar.

- Acho que não é a Deus que eu tenho de agradecer... – Lamentou Ethan, após refletir sobre o que tinha acabado de fazer.

- O que disse? – Questionou Darlene, sem entender bem.

- Não é nada... que bom que você está bem, Darla – Disse a ela, retribuindo seu abraço.

* * *

No dia seguinte, ambos receberam alta médica e foram para o apartamento de Ethan, pois ele decidiu que seria melhor ele cuidar dela, já que se culpava pelo acidente. Os médicos não conseguiam explicar a recuperação milagrosa de Ethan, era como se ele tivesse nascido de novo, e ele deveria voltar ao hospital em alguns dias para exames, apenas por precaução. Os dois estavam conversando sobre o que tinha acontecido, e Ethan perguntou:

- Quanto tempo eu fiquei desacordado?

- Cinco dias... – Disse Darlene, meio triste. – Eles disseram que as chances de você sobreviver eram quase nulas. Até me perguntaram se seus parentes autorizariam que você se tornasse um doador de órgãos. Sua empregada foi informada da sua situação e pediu dispensa.

            - E meu pai? – Perguntou Ethan. – Ele não foi me ver?

            - Não. Eu tentei falar com ele por telefone e dizer o que tinha acontecido, mas não consegui.

            - Típico dele, viajar para outro continente sem nem ao menos entrar em contato de vez em quando.

            - Não importa agora. Você está bem, é tudo que eu preciso saber – Disse a ele enquanto o abraçava.

            - Eu sinto muito pelo que aconteceu. Você se feriu por minha culpa – Lamentou Ethan, se afastando um pouco dela.

            - Não importa de quem foi a culpa, eu estou bem.

            Ambos demonstravam sentimentos de carinho, no intuito de consolar o outro. Ethan andou até a varanda e viu a imensidão do céu repleto de nuvens escuras, e Darlene ficou ao lado dele e disse:

            - Lindo, não é?

            - É sim. O céu sempre é lindo, mas é uma pena estar tão nublado assim.

            - Nublado? Do que está falando? Não tem sequer uma nuvem no céu.

            Ethan olhou para ela sem entender, pois para ele o céu estava completamente coberto por nuvens. Ao observar o céu mais atentamente, ele percebeu que as nuvens estavam escurecendo e se aglomerando. Assustado, ele sussurrou para si mesmo:

            - Mas o que é isso?

            As nuvens se juntaram e formaram um enorme rosto no céu. Ethan olhou completamente apavorado e sem reação, mas de repente o rosto se virou para ele, e Ethan ouviu uma voz, como se fosse aquilo no céu falasse com ele.

            - Ethan! Você será meu!

            Ethan se afastou desastradamente do parapeito devido ao susto e caiu para trás. Darlene se abaixou próximo a ele e perguntou:

            - Ethan, você está bem?

            Levou um tempo para ele responder, e quando e fez pareceu estar apavorado.

            - Sim, sim... eu acho que sim. Só achei ter visto...

            Ethan foi interrompido por outro susto. O rosto de Darlene estava banhado em sangue, ferido e com uma expressão assustadora. Ela se aproximou de seu rosto e gritou:

            - DOZE MESES!

            - NÃO! – Gritou Ethan em resposta, completamente aterrorizado.

            Ele rastejou de costas por alguns segundos, fechou os olhos e colocou as mãos sobre seu rosto. Darlene segurou sua mão e disse:

            - Acalme-se, Ethan! Por favor, calma!

Seu rosto havia voltado ao normal.

            - O que está havendo? Darla... seu rosto está bonito de novo.

            - Isso não é hora para cantadas, idiota... – Disse Darlene, constrangida. – Você me deixou preocupada.

            - Desculpe, eu só... eu não sei o que deu em mim. Desculpe...

            Ethan se levantou e olhou novamente pela janela, mas tudo estava normal. Os pássaros voavam livremente, o sol brilhava e o azul predominava por todo o céu.

            - Melhor se sentar. Eu vou preparar um chá – Disse ela.

            - Não, não precisa se incomodar. Eu quem deveria estar cuidando de você.

            - Tem certeza? Eu não quero que se esforce.

            - Eu estou bem – Ele tentava se convencer disso, mas não conseguia acreditar.

            Ethan se sentou em sua poltrona, apoiou os cotovelos aos joelhos e tampou o rosto com as mãos. Ele se indagou se o que ele tinha visto e feito foi realmente verdade. Darlene passou algumas vezes por ele enquanto caminhava pela casa, mas apenas se entristecia cada vez mais ao vê-lo tão deprimido daquela forma.

* * *

A noite caiu rapidamente, e Ethan foi preparar algo para o jantar. Ele continuava distraído e não fazia quase nada sem bagunçar tudo ao redor, esbarrando ou derrubando. Darlene notou sua tremedeira e seu nervosismo, e então o abraçou por trás e disse:

            - Eu não sei o que está acontecendo, mas se eu puder fazer qualquer coisa para ajudar, estarei aqui por você.

            - Darla, obrigado, mas nem eu sei o que está acontecendo. Eu achei ter visto uma coisa... Uma coisa terrível.

            - O que você viu?

            Ethan não sabia o que dizer a ela, nada do que ele viu seria fácil de acreditar, nem ele mesmo acreditava. Mas de uma coisa tinha certeza, ele estava enlouquecendo aos poucos.

            - Eu vi seu rosto machucado e sangrando... como se você estivesse morta – Disse Ethan, tristemente.

            Ela segurou sua mão e a levou até seu rosto, dizendo:

            - Veja como meu rosto está sem nenhum aranhão. Eu estou bem. Eu não me feri muito no acidente, só machuquei um pouco a perna direita, mas nem estou mancando muito. Não se preocupe tanto assim, Ethan, não está fazendo bem a você.

            Darlene era uma moça gentil, amável e caridosa, ela sempre pensava no próximo antes de pensar em si mesma. Com seus cabelos curtos, preto, à altura dos ombros, seus olhos castanhos e alegres e seu jeito dócil, ela era uma pessoa muito fácil de amar. Com Ethan não era diferente, ele sempre teve atração por ela, tanto por sua personalidade quanto por seu corpo repleto de belas curvas. Ele tinha que se acostumar com a ideia de ter uma moça tão linda em sua casa, pois há muito tempo morava sozinho – com exceção de sua empregada, que fazia as tarefas de casa boa parte do dia -, mas era muito agradável a ter por perto.

            - Obrigado, Darla. Eu não sei o que deu em mim – Ethan disse a ela, abraçando-a.

            Pouco depois, ambos prepararam o jantar juntos, mesmo que fosse algo simples para comer. Após a refeição, Darlene se dirigiu para a cozinha para lavar os pratos e Ethan ficou repousando em sua adorada poltrona. Segundos após isso, Ethan escutou um barulho de pratos quebrando vindo da cozinha e correu para ver o que estava acontecendo.

            - Darla, o que houve? – Gritou desesperado.

            Ele se deparou com Darlene caída no chão e rapidamente foi ao seu socorro. Ao se abaixar ao lado dela, Darlene estava novamente com um rosto deformado e agarrou seu pescoço com uma das mãos. Ele não conseguia respirar, estava com medo, gritaria se não estivesse sendo enforcado. Ethan se lembrou do que Darlene disse sobre tentar não deixar a preocupação fazê-lo mal, então fechou os olhos e repetiu diversas vezes em um tom baixo, ainda mais baixo que um sussurro:

            - Isso não é real! Isso não é real! Isso não é real! Não é real! Não é real!

            Ao abrir os olhos, Darlene estava com seu rosto normal, lindo como sempre. Ethan colocou a mão em seu pescoço e viu que não havia nenhuma marca de enforcamento, nem mesmo sentia nada. Depois de um breve momento de alívio, ele segurou a mão de Darlene e a ajudou a se levantar, perguntando:

            - Darla, você está bem? O que aconteceu?

            - Eu escorreguei na água que derramei perto pia e caí... acho que machuquei a perna.

            Darlene não percebeu que o prato caiu e se quebrou antes dela tocar o chão. Um dos pedaços do prato perfurou de leve sua perna, já ferida pelo acidente, e ficou cravada nela. Ethan percebeu e disse:

            - Darla, tem um pedaço de prato enfiado na sua perna... eu vou ter que retirar, só vai levar um minuto.

            - Oh, Deus... Está bem – Disse Darla, espantada, quase gritando de susto.

            Ethan retirou o fragmento de porcelana de sua perna e a ajudou a andar até uma cadeira.

            - Pronto! Darla, eu vou chamar uma ambulância, espere aqui.

            Ethan correu até o telefone e chamou por ajuda. Pouco tempo depois, cerca de 20 minutos, - tempo esse que era dado pela distância do hospital mais próximo - uma ambulância chegou até seu apartamento. O paramédico e Ethan levaram Darlene até a maca para colocá-la na ambulância, depois partiram. Chegando ao hospital, o mesmo o qual eles estavam até o dia anterior, Darlene foi levada para cuidar de seu ferimento, que apesar de não ser tão profundo, tinha sido em sua perna já ferida. Ethan ficou na recepção aguardando pacientemente, mas algo o incomodava. Ele olhou para o lado e viu a ala psiquiátrica. Suas mãos suavam frio, seus olhos o pregavam peças e um arrepio percorria toda sua espinha. Em sua mente, talvez uma consulta psicológica o ajudasse a entender melhor o que tinha acontecido. Depois de um tempo, Darlene voltou até ele.

- Darla, como foi? Você está bem? – Ethan perguntou.

- Estou sim, graças a você ter me ajudado.

O médico que a acompanhava se dirigiu a Ethan e disse:

            - O ferimento não foi grave, só levou alguns pontos, mas ela tem que trocar os curativos pelo menos duas vezes ao dia e limpar a região do corte. Ela pode andar, mas é aconselhável que não faça muito esforço com a pena por alguns dias.

            - Muito obrigado, Doutor. – Ethan Agradeceu.

            O médico já estava se retirando, mas Ethan colocou a mão em seu ombro e disse:

            - Desculpe, mas será que pode me indicar um bom médico na área psicológica?

            - Sim, claro. Nós temos o Dr. Richard. Aqui, tome o cartão dele – Ele tirou alguns cartões do bolso e procurou o de Richard. Logo após encontrar, entregou a Ethan. – Se precisar de mais alguma coisa, não hesite em voltar – E o médico partiu.

            Ethan e Darlene retornaram para casa, porém ele estava com certo receio, algo que atraia a curiosidade de Darlene.

            - O que houve, Ethan? – Perguntou ela.

            - Não é nada. Só estou me sentindo um pouco mal, foi um dia cheio.

            - Eu entendo como se sente. Quando minha mãe teve um infarto alguns meses atrás eu fiquei destruída por dentro. Nada parecia me acalmar ou me tranquilizar nem mesmo um pouco.

            - E o que você fazia para se sentir melhor? – Ele a indagou curioso.

            - Eu a visitava no hospital, depois ia ver você.

            - A mim? – Surpreendeu-se.

            - Sim. Você foi a pessoa que mais me apoiou desde aquele tempo. Eu sei que você é uma pessoa muito boa... e é por isso que eu gosto tanto de você.

            Ambos ficaram constrangidos, mas se abraçaram instantes depois. Ethan finalmente ficou em paz por um instante, sentindo o calor da pessoa que amava em seus braços.


Notas Finais


Se gostou, compartilhe com os amigos. Comente o que espera da história, quem sabe eu já não posto mais um ou dois capítulos antes do previsto. Muito obrigado pela atenção e até breve.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...