História Os 12 Pecados de Ethan Scott - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aparições, Bissexualidade, Drama, Maldição, Mistério, Misticismo, Romance, Sobrenatural, Terror
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Pessoas, acho que vou postar só mais esse capítulo antes do previsto para vocês que quiserem ser terem noção de estrutura. Leiam as notas finais.

Capítulo 2 - Ato 2 - Primeiro pecado


            A noite passou rápido, Darlene dormia tranquilamente em um quarto desocupado, mas Ethan mal dormia. Ele estava tendo o mesmo pesadelo que tinha há algumas noites atrás, antes do acidente, porém com mais nitidez. Ele se via em um lugar desolado, coberto por uma grama verde-escura, com uma brisa que parecia congelar até a alma e uma paisagem plana e vazia. Havia apenas uma gigantesca árvore morta com seus galhos secos sem nenhuma folha, com o tronco rachado e comido por cupins, suas raízes apodrecidas e grandes buracos em seu centro.

            A brisa começou a se intensificar e passar pelas frestas e pelos buracos da árvore, produzindo um som como um assobio, no começo a baixo som, mas se tornando cada vez mais alto, como se toda a árvore fosse oca por dentro. O céu começou a escurecer devido à neblina que começou a se espalhar por toda a área, o sol irradiava um profundo vermelho que quase não iluminava onde Ethan pisava. Para um maior espanto de Ethan, o assobio do vento se transformou em palavras.

            - Ethan! Ethan! – Dizia a voz.

            Uma risada maquiavélica surgiu das frestas da árvore, seguida de diversos pares de olhos amarelados e sombrios, que se revelavam um por vez. Ethan estava paralisado, não conseguia correr, não conseguia falar, não conseguia nem ao menos se mover. Um dos pares de olhos saiu das entranhas da árvore, andou com seu corpo oculto pela neblina, e disse:

            - Doze meses, Ethan!

            Ethan tremia de medo, mal respirava, mas conseguiu abaixar a cabeça e levar as mãos até seu rosto, repetindo palavras para si mesmo:

            - Isso não é real! Não é real! Não pode ser real!

            Quando Ethan abriu novamente os olhos, o ser que era dono do par de olhos estava a poucos centímetros de seu rosto. Era uma besta com presas que saltavam para fora da boca, orelhas longas e pontudas, um nariz curto e achatado, sem cabelos, com uma pele cinzenta e áspera como a de um lagarto, com baba escorrendo pelo canto de sua boca, e curvado para frente, deixando a cabeça quase da altura dos ombros. Ele berrou com um grito ensurdecedor:

            - DOZE MESES!

            Ethan acordou em sua cama gritando e assustado. Seu corpo estava banhado em suor, seus olhos ardiam e sua cabeça doía tanto que parecia estar prestes a explodir. Ele começou a chorar de desespero, sem saber o que fazer. Darlene foi o mais rápido que pôde até seu quarto e o encontrou em prantos, com as mãos sobre o rosto, se lamentando e chorando.

            - Ethan, o que aconteceu? Eu ouvi você gritar.

            - Eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu estou vendo essas... essas coisas. Elas ficam repetindo várias e várias vezes a mesma coisa: doze meses! Doze meses!

            Ela o acolheu em seus braços e o confortou dizendo:

            - Foi só um sonho... um sonho bem ruim, mas apenas um sonho.

            Ethan já não estava certo se era apenas um sonho. Sua mente estava uma bagunça, ele já quase nem se lembrava de seu acordo com aquele ser, era como se ele estivesse sendo consumido por algo ou alguém.

            - Darla, eu sei que estou te preocupando muito, me desculpe.

            - Eu disse que estaria aqui se precisasse, e eu estou. Não vou deixar você passar por isso sozinho. Deve ter sido um trauma muito grande sofrer aquele acidente... e eu sei que é difícil para você superar assim tão rápido.

            - É bem mais que um trauma... – Lamentou.

            Ele estava sofrendo, sua mente o estava destruindo por dentro.

Na manhã seguinte, Ethan apenas se levantou de sua cama, não tinha conseguido dormir nenhum segundo depois de seu terrível pesadelo, que mais parecia uma visão. Ele preparou um café para Darlene e passou algumas horas tentando insistentemente encontrar alguma distração. Decidiu ligar para o Dr. Frank Richard, que lhe tinha sido indicado outro dia, no hospital. Após conversar com a secretária dele, o próprio Doutor conversou com Ethan.

            - Alô. Dr. Richard?

            - Sim, pois não? Em que posso ajudar?

            Ethan não tinha a mínima ideia de como pedir sua ajuda, não poderia simplesmente dizer que estava vendo monstros e tendo visões terríveis daquele jeito, então teve que ser mais sutil. A conversa era complicada para ele, e então ele revolveu ser um pouco mais direto.

            - Eu sofri um grave acidente há alguns dias e... acho que estou isso está me deixando um pouco perturbado. Eu estou me sentindo estranho, vendo... coisas estranhas por toda parte.

            - Gostaria de marcar uma sessão, senhor...

            - Scott, Ethan Scott.

            - Gostaria de marcar uma sessão, Sr. Scott?

            - Sim, por favor. O mais cedo possível.

            - Deixe-me ver então – O Doutor deu uma pausa, provavelmente estava olhando sua agenda. – Podemos iniciar a primeira sessão no sábado, no dia 11, às duas da tarde. Tudo bem para o senhor?

            - Ótimo! Obrigado, Doutor. Eu sinto muito pedir assim tão de repente, mas é uma emergência. Dinheiro não será o problema.

            - Está bem, Sr. Scott. Então nós nos vemos em quatro dias. Vou transferir a ligação para minha secretária para acertar o resto. Tenha um bom dia.

            - Obrigado. O Senhor também.

            Após conversar um pouco mais com a secretária do Doutor, ele desligou o telefone. Darlene ouviu tudo e estava preocupada com Ethan, pois ele estava agindo de forma muito estranha. Ela se aproximou dele e o abraçou por trás, encostando sua testa na nuca dele. Ethan estava mal, visivelmente estava apreensivo e cansado, mas não conversava sobre isso.

            Horas se passaram e finalmente Ethan começou a se acalmar. Darlene estava saindo do banho quando passou em frente a ele, e por acidente esbarrou a perna em uma cadeira - justamente a perna ferida. Ela sentiu dor, levou as mãos até a perna e acabou derrubando a toalha que a envolvia. Ethan olhou por reflexo quando ela gritou, mas fixou seu olhar no corpo majestoso de Darlene. Ela era simplesmente linda, e Ethan ficou hipnotizado por sua beleza e formosura. Darlene rapidamente recolheu sua toalha e se cobriu, mas se sentou no chão, pois sua perna doía demais para ela se manter em pé. Ethan andou rapidamente até ela para socorrê-la e ajudou a levantar. Ele colocou o braço de Darlene sobre seu ombro e a ajudou a andar até o quarto.

            - Darla, você está bem?

            - Estou..., mas ainda dói um pouco.

            - De um jeito ou de outro é melhor você descansar um pouco.

            Ethan deitou Darlene na cama e a ajeitou sobre as cobertas, mas quando ele estava saindo para que ela pudesse descansar em paz, Darlene disse:

            - Ethan, espere. Eu preciso de ajuda, não consigo dobrar a perna...

            - Ah... sim, claro. De que você precisa?

            - Bem... – Darlene parecia nervosa, não sabia bem como falar.

            - Pode pedir qualquer coisa, é para isso que eu te trouxe aqui, para cuidar de você.

            - É que eu... não consigo me vestir desse jeito.

            Ethan compreendeu qual o problema e ficou corado, porém se apressou para ajudá-la. Ele pegou algumas roupas de Darlene e se pôs a vesti-la. Segurou uma calcinha para pôr nela, mas hesitou por conta do constrangimento. Ele estava envergonhado, porém precisava ajudar sua amiga. Ele a vestiu uma peça por vez, roupas íntimas, uma saia, uma blusa, até vesti-la por completo.

            - Sinto muito por isso... – Disse ela

            - Não se preocupe – Ethan ainda olhava disfarçadamente para as pernas de Darlene, que estavam à mostra devido à saia.

            - Obrigada...

            Minutos depois Ethan ainda mantinha a cena em sua mente, tantas curvas, tanta beleza e tanta formosura. Pouco antes de Ethan dormir, Darlene andou até o quarto, abriu a porta, se deitou junto a ele em sua cama e disse:

            - Ethan, me beije!

            Ethan não se conteve, passou as mãos em seu corpo, por todo ele. Deslizando suas mãos em sua barriga, descendo até a coxa, ele percebeu que a perna dela estava sem um arranhão. Ele não se conteve e não se segurou, não parou. Darlene o beijou intensamente, se deitou sobre seu corpo, e ele apenas retribuiu. A noite foi longa, mas no meio dela, Ethan acordou assustado, sem entender nada. Darlene não estava lá, e ele olhou ao redor e percebeu que tudo foi apenas um sonho.

Ethan pensou consigo mesmo que ela o isentava de seus pensamentos ruins. Com mais alguns minutos refletindo e refletindo, ele se levantou, andou até o quarto onde estava Darlene. Ethan estava fascinado por ela, então se aproximou de sua cama, próximo ao criado-mudo, e percebeu os medicamentos que ela ainda tomava para dormir, pois tinha dificuldades devido ao ferimento em sua perna – o ferimento incomodava e não a deixava relaxar.

            - Darla... – Sussurrou ele enquanto alisava seus cabelos.

            Ele aproximou seu rosto ao dela e beijou levemente seus lábios enquanto tocava seu queixo com uma das mãos, bem próximo ao pescoço. Ethan estava quase em êxtase, sentia um grande calor em seu coração, aquilo já lhe proporcionava um prazer quase sexual. Ele segurou sua própria mão e se distanciou um pouco, logo depois saiu do quarto. Ethan voltou a se deitar em sua própria cama, mas não chegou a dormir. Ele olhava para o relógio a cada cinco minutos, mas para ele o tempo passava bem lentamente, um segundo parecendo uma eternidade. Ao amanhecer do dia, Ethan se levantou, mas ainda a tirava da cabeça.

Darlene se levantou cedo e andou até a cozinha, onde Ethan estava na hora. Ele olhou para ela e ficou extremamente encantado. A leve brisa que atravessava a varanda balançava seus cabelos, os primeiros raios de sol do dia cintilavam em seu olhar e o canto dos pássaros contrastava sua doce voz enquanto ela o cumprimentava:

            - Bom dia, Ethan – Cumprimentou.

            - Ah, sim... bom dia, Darla.

            Ele preparou o café para ela - panquecas ao molho caramelado - e ambos se sentaram à mesa para comer. Ethan simplesmente não conseguia ficar perto dela sem a olhar, então comeu o mais rápido que pôde e se distanciou. Darlene perguntou se havia algo errado, mas Ethan simplesmente se afastou sem dizer nada. Horas depois Ethan estava dormindo no sofá, já que passou a noite em claro, mas seus sonhos com aquela linda e doce mulher ainda o perturbavam. Do dia até a noite ele sonhava acordado com ela, da noite até o dia ele sonhava adormecido. Tudo se intensificava ainda pelo fato de ambos estarem sempre sob o mesmo teto. Os dois dias seguintes passaram voando, e Ethan já quase se via livre daquelas visões terríveis que lhe atormentavam, porém, na noite de sexta-feira, quase dormindo em sua cama, ele teve outro sonho mais que terrível de início.

            Novamente estava frente a uma árvore, cercado por uma vegetação devastada, porém dessa vez com chamas o rondando. A árvore não queimava, mas as chamas pareciam ter início nela, consumindo tudo atrás de Ethan, o fazendo ter que andar na direção da árvore para não ser consumido também. Todos os pares de olhos se fixavam nele como feras selvagens espreitando uma gazela indefesa. Aquele mesmo ser de seu sonho de noites atrás caminhou em sua frente. Ethan se beliscava, mordia e arranhava, no intuito de acordar, mas era tudo em vão. Ele se sentiu encurralado, quase desejando a morte antes que aquela besta chegasse a ele, porém, daquelas chamas, surgiu uma figura ainda mais reluzente que as próprias. A imagem de Darlene começou a andar até Ethan e estendeu a mão para ele, com um leve sorriso no rosto. Aquele ser na frente de Ethan se enfureceu e parou de avançar. Ethan segurou a mão de Darlene e a abraçou.

Já por volta de 9 da manhã, Darlene o acordou. Dessa vez ele não estava assustado, mas sorridente. Darlene se levantou da cama mais cedo, preparou o café e o acordou, pois era o dia de sua consulta com Dr. Richard, o psicólogo. Ethan tomou um banho, comeu, escovou os dentes, vestiu seu terno e foi até Darlene, dizendo:

            - Darla, eu só quero agradecer.

            - Por fazer o café? É o mínimo que eu poderia fazer.

            - Não por isso. Por tudo! Você está me fazendo tão bem. Eu me sinto muito melhor agora que estou com você.

            - Eu... não sei o que dizer – Darlene estava constrangida, segurava o próprio braço com a mão à altura do cotovelo.

            - Não tem que dizer nada. Apenas, me deixe fazer uma coisa.

            Ethan se curvou para frente, à altura do rosto dela, e a beijou. Darlene o envolveu em seus braços, aceitando seu beijo, mas de forma tímida e sem jeito. Ao se separarem, sem dizer mais nenhuma palavra, Ethan saiu para sua consulta.

* * *

Ethan foi recebido pela recepcionista, e minutos depois pelo próprio Doutor. Ele se dirigiu a ele com certa confusão em sua mente, então o Doutor logo o indagou:

            - Então, Sr. Scott, o que gostaria de compartilhar sobre esse seu trauma? Se é posso chamar assim.

            - Bom, os detalhes do acidente não fazem muita diferença, mas sim o que aconteceu depois.

            - E o que aconteceu depois?

            - Quando eu estava em coma eu tive um sonho, ou melhor, um pesadelo. Duas pessoas apareceram, uma dizendo ser a Morte e outra me dizendo que me daria uma chance de escapar da morte.

            - E qual como essas pessoas pareciam?

            - O que dizia ser a morte era pálido, com olhos cinzentos. Ele tinha um olhar frígido como o de um morto. O outro era escuro, de olhos amarelados, respiração fria a ponto de sair fumaça gelada de sua boca. Ele me disse ser o juiz que decidiria quem poderia ter a chance de viver um dia a mais ou a menos.

            - O primeiro lhe disse que era a sua hora?

            - Sim.

            - Eu li o seu obituário, seus exames e seu diagnóstico médico. O senhor estava à beira da morte, apenas esperando sua hora. Por algum milagre o senhor sobreviveu e se recuperou de um segundo para outro, e isso seria um choque para qualquer pessoa. Nem mesmo os médicos abem explicar o que aconteceu. Talvez esse “ser” fosse o seu subconsciente dizendo que essa hora estava chegando. O outro lhe ofereceu a vida, estou certo? Esse seria o lado da sua mente que queria viver, talvez fosse seu jeito de encara a situação. O que esse juiz disse?

            - Ele me deu 12 meses... Disse que todo mês eu teria uma tentação para resistir. Eu teria que resistir pelo menos a uma delas, caso contrário, ele viria me buscar.

            - E se você resistisse?

            - Eu seria salvo. Teria riqueza, amores, influência e tudo que eu pudesse imaginar. Desde esse dia eu tenho... pesadelos. Até mesmo acordado. Eu vejo coisas, ouço vozes, imagens, sinto um frio como se alguma coisa estivesse me espreitando. Eu devo estar enlouquecendo.

            - O senhor tem trabalho, família, namorada?

            - Meu pai é o dono da empresa em que trabalho. Estou de férias atualmente, e ele está viajando.

            - Como é seu relacionamento com seu pai?

            Ethan riu de leve.

            - Que relacionamento?

            - Entendo. Ele é um homem de negócios, não de família.

- Exatamente. Eu não tenho namorada, mas...

            - Mas? Será que está interessado em uma moça?

            - Bom, sim. O nome dela é Darlene. Ela estava comigo no acidente e está na minha casa, porque eu queria cuidar dela até ela se recuperar.

            - Essas visões que o senhor diz ter, com que frequência acontecem?

            - Sempre. O tempo todo.

            - Já viu seu pai depois do acidente?

            - Não, ele nem sabe ainda, eu acho. Eu não consegui contatar ele, meu pai é um homem muito distante.

            - E essa moça, Darlene? Como se sente perto dela?

            - Bom... agora que o senhor disse, eu me sinto mais calmo, essas coisas que vejo são menos frequentes perto dela.

            - Talvez ela seja seu refúgio. O Senhor deve ser um homem ocupado, e como filho de um empresário, deve se sentir muito pressionado. Há quanto tempo conhece essa moça?

            - Seis anos.

            - E só começou a sentir algo por ela depois do acidente?

            - Eu não sei. Acho que já sempre senti algo por ela, mas só agora isso veio à tona. Hoje, antes de vir... eu a beijei.

            - Como ela se sente a seu respeito?

            - Ela parece se sentir bem... Darla sempre gostou da minha companhia, mas agora vive me dizendo que agradece por eu cuidar dela, sempre agradece meu apoio.

            O Dr. Richard conversou bastante com Ethan e chegou à conclusão de que talvez Darlene fosse uma forma de Ethan escapar dessas visões, coisa que Ethan achou ser verdade, já que via isso até em seus sonhos. Depois de bastante tempo, Ethan agradeceu ao Doutor, marcou outra consulta no próximo mês e foi embora. Chegando a sua casa, Ethan encontrou Darlene na sala de estar. Ela, um pouco preocupada, mas esperançosa, perguntou:

            - Ethan, como foi?

            - Foi bem. Eu me sinto muito melhor agora. O Dr. Richard disse que tudo que eu tenho visto, esse meu mal-estar, tudo é normal, já que sofri um trauma tão grande – Apesar de Ethan não ter dito todos os detalhes para Richard ou para Darlene, talvez por nem ele mesmo lembrar, ele acreditava ser o suficiente para ter um bom resultado, pós já se sentia um pouco melhor.

            - Que bom – Disse ela, o abraçando. – Sobre o que você fez antes de ir... – Prosseguiu constrangida.

            - Sobre o beijo... Desculpe. Eu não sei o que deu em mim.

            Darlene não o respondeu, apenas o beijou sem aviso prévio. Ethan a segurou nos braços e retribuiu seu beijo quase como se adivinhasse que fosse acontecer, alisou seus cabelos e sorrindo logo em seguida. Durante o restante do dia, Ethan e Darlene trocavam carícias, olhares e beijos, até que a noite caiu. Ethan não conseguia mais se conter, ela era a pessoa que o fazia esquecer a sua dor, as coisas que via e escutava. Ele a carregou até o quarto e a colocou gentilmente sobre a cama. Darlene estava com medo, nunca tinha feito nada daquilo, e estava ainda mais com medo de fazer tal coisa ainda por estar ferida, mas Ethan, com um tom doce e gentil, disse:

            - Não precisa ter medo, eu só vou te fazer sentir bem.

            Ethan tirou a blusa de Darlene, logo em seguida sua camisa, beijou seu pescoço e se debruçou descuidadamente sobre ela. Darlene sentiu dores em sua perna ferida, disse a Ethan para parar, mas ele não lhe deu ouvidos. Foi uma noite longa, cheia de prazer, porém dor. Darlene já não era mais virgem e estava feliz por Ethan, um homem tão bom, ter sido o primeiro de sua vida, porém não sabia se de fato aquele era Ethan, pois estava agindo de uma forma que nunca agiu antes.

            No meio da madrugada, Ethan acordou, mas Darlene ainda dormia e já estava aliviada de suas dores. Ele se levantou e foi até a varanda para olhar o céu, pois estava sem sono, apesar de cansaço. Ethan se sentia bem, livre de suas visões e das vozes que o perturbavam. Ele então cochichou para si mesmo:

            - Então todas aquelas coisas que eu via eram por causa da falta de sexo – Gargalhou enquanto falava.

            - Não – Uma voz tenebrosamente familiar surgiu atrás dele. – Longe disso, meu caro.

            Ethan quase despencou da varanda de susto. Ao olhar para trás, ele viu aquele mesmo ser de antes, com seus terríveis olhos amarelados, pele escuras, com manchas ainda mais escuras. Ele estava paralisado de medo, nem gritar conseguia.

            - Você é muito fraco, Ethan, fácil de manipular – Disse o ser. – Esse foi seu primeiro desafio, e você falhou.

            - O que diabos está acontecendo? – Gritou Ethan.

            - Abaixe o tom. Você não quer que sua meretriz venha até aqui. Ela pode me ver nesse momento, pois eu estou realmente aqui, não só em sua mente.

            - Você é real mesmo? – Indagou Ethan, sem acreditar.

            - Esse foi o seu pecado, Ethan! – Exclamou, ignorando sua pergunta. – Luxúria, o primeiro deles. Você, por sua sede pelo prazer da carne, feriu a mulher que amava. Esse foi o primeiro pecado! Essa será sua primeira marca!

            Ele tocou o peito de Ethan, que queimou em dores.

            - Onze meses, Ethan. Só lhe restam onze meses.

            Ethan levantou sua camisa, e por baixo dela, uma cicatriz estava cravada em seu corpo, como se ele tivesse sido marcado por ferro quente. Nela estava escrita uma palavra: luxúria.

 

Primeiro pecado: Luxúria!


Notas Finais


Um capítulo para o decorrer da história e outro para trabalhar o pecado do nosso camarada Ethan. Por causa disso acho que é melhor ter o primeiro para para vocês verem como é.


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