História Os 90 dias de Karol - Capítulo 3


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Categorias Sou Luna
Tags Ruggarol
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Palavras 3.722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - 3


— O seu corpete — explicou Valentina. — Aquele que foi encomendado pelo seu cara.

 

— Você fez um corpete para mim? — perguntou, sentindo seu rosto corar. Os olhos se voltaram para o manequim. Era como se Ruggero Pasquarelli tivesse lido os seus pensamentos.

 

— Claro que sim — assentiu a garota com a cabeça. — Mesmo com pouco tempo disponível e sem as medidas exatas, mas eu sei que vai servir. O seu cara me disse mais ou menos como eram suas medidas e eu fiz o corpete ajustável. Você vai se sentir ótima com ele, prometo.

 

Karol sentiu o rosto corar ainda mais ao pensar naquilo. Uma coisa era fantasiar sobre uma daquelas ambíguas e provocativas roupas, ou até mesmo usar uma delas com um parceiro com quem você mantivesse um relacionamento de muito tempo e em quem confiasse, mas outra coisa era Ruggero. Ele era um completo desconhecido.

 

— Mas, o meu... amigo... Ele espera que eu vista isso quando sair com ele — disse Karol.

 

— Bem, e por que não? — Valentina deu de ombros. — Aonde vocês vão? A uma boate?

 

— A um restaurante.

 

— Mas aposto que depois ele vai levar você a uma boate — especulou a garota. — Ele provavelmente quer exibir você. É o que eu faria se tivesse pagado essa grana por um corpete...

 

— Me exibir? — repetiu Karol.

 

Deus meu, era isso que esse homem tinha planejado? Ela estava horrorizada, mas, no entanto, sentiu um arrepio de excitação percorrendo-a da cabeça aos pés. Valentina a olhou, divertida.

 

— Você é nova nisso, não é?

 

— Nova em quê?

 

— Em bondage. Em sadomasoquismo. Mestre e escravo.

 

— Bem, sou... — admitiu Karo.

 

— Pois você vai adorar — assegurou a garota com entusiasmo. — Minha namorada costuma me levar ao The Cupboard. Quando vamos até lá, eu tenho que usar uma coleira e uma corrente e uma microssaia, além das botas, claro. O Cupboard é para lésbicas, então não acho que seja o ambiente certo para você, mas foi ali que recebi mais açoites do que já comi pedaços de pizza. Tem uma sapata maravilhosa lá, muito forte, que me faz dobrar por completo. Uau! E a minha namorada ama ficar assistindo.

 

— E você não se importa? — perguntou Karol, surpresa.

 

— Mas é evidente que não... — a jovem também parecia estar surpresa. — Isso me excita. Se eu me importasse, minha namorada não deixaria ninguém fazer isso.

 

— Jamais permitirei que alguém me trate assim. Nem em público e nem em nenhum outro lugar.

 

Valentina olhou para ela e caiu na risada.

 

— Olha, você ficará surpresa com o que é capaz de fazer, com o parceiro certo — disse ela.

 

[…]

 

O fato de saber o que havia dentro da caixa não fez com que a visão do corpete fosse menos surpreendente quando Karol abriu o pacote. O couro preto brilhante tinha tantas fivelas e alças que ela se perguntou se saberia prender tudo aquilo. A caixa continha ainda um par de meias negras com costura e um par de sapatos com saltos absurdamente altos. Ela procurou por calcinhas, mas não encontrou nenhuma. Obviamente aquilo fora um descuido, pensou, e escolheu vestir a sua calcinha favorita, a de seda preta de fio dental. Prender-se e amarrar-se naquele corpete acabou não sendo tão difícil quanto imaginava. Era algo maravilhosamente costurado e as correias pareciam se ajustar na posição correta quase que automaticamente. E Karol logo descobriu que cada componente daquela roupa tinha sido pensado para exibir e enfatizar diferentes partes de sua anatomia. As tiras e correias desciam por entre suas pernas, curvavam-se sobre suas nádegas e rodeavam suas coxas como se fossem ligas estreitas. Elas desenhavam linhas negras em torno de seus seios e ela percebeu que, se as pressionasse um pouco, conseguiria fazer com que os seios se mostrassem provocativamente. Ela deliberadamente não apertou demais, porque poderia ser sexy, mas também era um pouco desconfortável.

Uma das tiras parecia ter sido desenhada para cruzar-se ao longo dos seios e estava arrematada com dois pequenos anéis, para os quais não conseguiu descobrir a utilidade. Como não conseguiu remover nenhum dos dois, deixou como estava. As meias deram um brilho luxuriante para as pernas e os sapatos serviram perfeitamente. Como ele sabia o número que ela calçava? Karol olhou-se no espelho e viu uma mulher com seu rosto, mas com o corpo de uma desconhecida. Uma rainha do sadomasoquismo e do fetichismo. Pensou sobre aqueles clubes de SM e bondage. Claro que ela sabia que havia muitas mulheres que permitiam que as outras pessoas as vissem vestidas daquele jeito, mas certamente ela não era uma delas. Ou era? Inconscientemente, posou diante de seu reflexo com crescente falta de inibição. Sua figura, decidiu, era perfeita: peitos erguidos, pernas longas, cintura estreita. Não tinha nada do que se envergonhar, ao contrário, tinha muito a exibir. Mas se atreveria a fazer isso? Aquela ideia lhe pareceu muito excitante. Cobriu o corpete com uma blusa escura e um casaco de seda um pouco solto, porque qualquer coisa mais justa deixaria aparentes as fivelas e as cintas. Puxou o cabelo em um rabo de cavalo e aplicou mínima maquiagem. Seu aspecto exterior era bastante simples, e apenas os sapatos e as meias transpareciam sensualidade. Mas quando começou a caminhar, ficou plenamente consciente do corpete de couro confeccionado por Valentina. As tiras e correias e rebites puxavam e pressionavam vários pontos de sua anatomia, recordando-lhe a cada instante o que uma pessoa veria se lhe arrancasse a roupa. E Ruggero Pasquarelli iria desnudá-la em algum momento daquela noite. Disso ela estava completamente segura. Na rua, chamou um táxi e se dirigiu ao Garnet. Ele a estava esperando, elegantemente vestido de preto. Ele sorriu e, para sua surpresa, enlaçou-a, puxando-a mais para perto a fim de lhe dar um casto beijo no rosto. Ela sentiu o ligeiro aroma de sua cara loção pós-barba. Quando Ruggero desceu os dedos pela sua coluna, Karol percebeu que o gesto, aparentemente amoroso, tinha um motivo oculto. Ele estava comprovando se ela tinha cumprido as suas ordens.

— Muito bem — disse ele, pressionando a ponta dos dedos sobre a linha desenhada pelas fivelas. — Você foi obediente, mas isso não me surpreende. Era isso que eu esperava.

 

Os murmúrios abafados do restaurante rapidamente envolveram o casal. Um casal de mais idade discutia sobre a carta de vinhos. Um garçom pairava discretamente em torno deles. A luz tênue dava ao ambiente um ar de tranquila intimidade. Ruggero a tomou pelo braço e conduziu-a à mesa. Karol teve a horrível sensação de que o couro estava rangendo e que todo mundo ao redor sabia exatamente o que ela estava usando sob seu casaco. Ele puxou a cadeira para ela, o perfeito cavalheiro.

 

— Teve algum problema com a roupa por baixo? — perguntou ele, com suavidade.

 

— Eu o superei — replicou ela.

 

— É do seu tamanho?

 

— É um pouco apertada.

 

— Tem que ser apertada — comentou Ruggero, com um agradável sorriso antes de se inclinar sobre a mesa e segurar a mão dela, fechando os dedos em torno. — Assim. — Ruggero apertou com força e soltou no momento seguinte. — Esse é um corpete de bondage. Ainda que seja suave, ele lhe deixa constantemente consciente do que está vestindo. Existem mais versões, claro. Algumas muito melhores. Pense nisso — ele fez um sinal para o garçom. — Você colocou os anéis? — perguntou em seguida.

 

— Os anéis? — repetiu ela, sentindo-se perdida. O garçom titubeou perto da mesa.

 

— Os anéis para o bico dos seios — explicou Ruggero.

 

Karol sentiu seu rosto ruborizar-se. Será que o garçom estava escutando aquela conversa?

 

— Não entendi... — ela hesitou.

 

Ruggero fez o pedido para os dois e o garçom se retirou em silêncio, momento em que o milionário aproveitou para inclinar-se para mais perto dela. A jovem pensou que os dois deviam parecer um casal enamorado.

 

— Seguramente o corpete tem uma correia com anéis que cruza os seios — explicou ele. — Esses anéis devem ser colocados em volta dos mamilos, para deixá-los bem apertados.

 

— Oh! — ela corou. — Eu não sabia que eles serviam para isso.

Ele riu, surpreendendo-a.

 

— Então você é muito inocente, não é? Vou gostar muito de lhe ensinar...

 

Aquele simples comentário fez com que a pele dela formigasse por causa de uma repentina excitação. Estava começando a perceber que sua educação sexual carecia de um pouco de variedade. Ela achava que gostaria de aprender essas coisas com ele como instrutor, mas não tinha a intenção de lhe dar a satisfação de saber que ele praticamente já a havia conquistado.

 

— Acontece que eu ainda não concordei com nada disso — retrucou ela, rispidamente.

 

— Não? — perguntou ele em voz baixa. — Bem, isso não é algo que eu pense em discutir agora. Vamos apreciar o jantar.

 

E ela o fez. Ruggero falou de peças de teatro, de filmes e de música, entretendo-a com histórias diversas e deixando-a intrigada com suas ideias. Ela teve que ficar sentada rigidamente por causa do corpete de couro e se contorcia de vez em quando nas ocasiões em que os rebites de metal cravavam em suas coxas. Ele não comentou nada, mas a jovem sabia que Ruggero estava bem consciente de seus movimentos e Karol tinha certeza de que ele estava achando aquilo divertido.

 

— Agora — disse ele com suavidade, logo que ambos tinham terminado o café e os licores —, vá até o toalete das senhoras — e indicou com um gesto de cabeça a porta do outro lado do salão.

 

— Mas... Eu não quero... — replicou, surpresa.

 

— O que você quer ou não pouco importa — ele sorriu e estendeu a mão por cima da mesa para prender a mão dela. — Eu preciso que você entenda bem uma coisa: se fizermos um trato, você fará o que lhe for ordenado. O de agora é fácil. Entre ali, fique alguns minutos lá dentro e depois regresse, caminhando muito lentamente — seus fortes dedos apertaram os dela. — Sobretudo, não se apresse. Venha bem devagar.

 

— Seria impossível me apressar com esses malditos sapatos — disse ela entredentes.

 

Ele riu.

— Pois eu gosto, eles fazem você andar como uma vagabunda. E é isso que você é, concorda? Está comigo porque espera que eu lhe pague, com uma assinatura em vez de dinheiro, mas o princípio é o mesmo. Eu comprei seus serviços, e hoje à noite pretendo tirar proveito do que eu paguei. Começando agora mesmo, por isso, vá! Ela saiu gingando até a porta, passando pelas mesas ocupadas por respeitáveis casais que jantavam no local. Havia um enorme espelho com moldura dourada no banheiro feminino. Ela olhou seu reflexo. Uma mulher atraente, com uma jaqueta de seda, o cabelo preso destacando o rosto discretamente maquiado... E que usava um corpete sadomasoquista sob a roupa, com correias que lhe cortavam a carne e lhe recordavam daquela outra imagem de si mesma que havia vislumbrado antes em sua casa, quando posava diante do espelho. Quer dizer que era uma vagabunda? Teve que admitir que, em certo sentido, Ruggero tinha razão. De fato, eles estavam negociando um contrato, mas era ele quem estava controlando os termos desse contrato. Ela caminhou de volta para a mesa, ciente de que Ruggero não tirava os olhos de cima dela em nenhum instante. Quando Karol se aproximou da mesa, ele se levantou.

 

— Muito bem — disse. — Acho que chegou a hora de eu examinar a mercadoria pela qual estou pagando tanto dinheiro.

Ruggero vivia em uma casa de estilo georgiano em uma das áreas mais exclusivas de Londres. Karol sentiu dificuldades para subir os altos degraus que conduziam à porta da frente. Ele não fez nada para ajudar, e se limitou a observá-la enquanto Karol cambaleava precariamente. Uma vez dentro, os saltos repicavam alto no piso de mármore do vestíbulo. Ele abriu uma porta e ambos entraram em uma sala elegantemente masculina. Havia telas a óleo penduradas nas paredes e móveis revestidos de couro. O piso era coberto por tábuas de madeira brilhante e abajures com coberturas avermelhadas dotavam o ambiente de uma discreta iluminação. Ruggero se dirigiu a uma das poltronas e a girou de forma que ficasse de frente para Karol antes de se sentar.

 

— Tire a roupa —ordenou.

— Pensei que fôssemos discutir os termos do contrato — questionou ela.

 

— Nós faremos isso, mas não com uma mesa de escritório entre nós. Agora você não está trabalhando, por isso faça como lhe foi dito. Quero ver se o trabalho de Valentina ainda mantém a qualidade habitual. Karol começou a tirar a roupa lentamente e teve a satisfação de ver que ele mudava de posição na poltrona quando desabotoou a blusa. Será que ele já estava com uma ereção? Esperava que sim. Quanto mais excitado estivesse, mais cedo a levaria para a cama e ela então poderia tirar esse corpete que cada vez mais a incomodava. Deixou a saia por último. Quando finalmente a deixou cair ao chão, viu que a expressão de Ruggero passava da de um homem relaxado, que desfrutava de um espetáculo, para uma irritação óbvia. Ele se levantou da poltrona, aproximou-se dela e correu os dedos ao longo da costura da calcinha de seda.

 

— Eu lhe disse para vestir isso? — perguntou friamente.

 

— É que você não incluiu nenhuma — defendeu-se ela —, então eu pensei que…

 

— Vamos deixar uma coisa clara de uma vez por todas — interrompeu Ruggero. — Se nós temos um acordo, é para fazer as coisas a meu modo. Se eu não lhe dou uma calcinha, é porque não quero que use calcinha. Entendeu?

 

Ela assentiu com a cabeça, em silêncio, enquanto ele se aproximava de uma gaveta e tirava de lá um par de tesouras. Depois de arrancar bruscamente a calcinha de seda da pele da mulher, cortou-a inteiramente. A peça favorita de Karol caiu ao chão em pedacinhos.

 

— Assim é muito melhor — aprovou ele. — Você é uma loura natural, como eu imaginava. Dê uma volta — ela obedeceu. — Agora, afaste as pernas. Incline-se lentamente e depois se endireite — o couro rangeu quando a mulher movimentou o corpo. — Você tem uma bela bunda, muito sexy — comentou ele com agrado. — Mas eu também esperava isso.

 

— Pois não vejo como — replicou Karol, com suas costas voltadas para o homem.

— Porque sempre lhe permito caminhar na minha frente — explicou ele. — Como um perfeito cavalheiro, você não percebeu? Na verdade, eu só queria ter uma ideia de como seria sua bunda quando ficasse nua. E de que tamanho seriam seus peitos, e quão rapidamente os bicos ficariam duros. Essas são as pequenas coisas que me ajudam a suportar as reuniões chatas com meus acionistas. Mas não se sinta lisonjeada com o que estou lhe dizendo, porque eu faço isso frequentemente com as mulheres que conheço. — Ela começou a se virar. — Fique parada! — ele a deteve. — Agora caminhe até a porta, e bem devagar. Quando ela chegou lá, percebeu que a madeira estava perfurada com buracos de um par de centímetros de diâmetro. — Dê a volta — ordenou ele. — Pare em frente à porta.

 

Ruggero foi até uma estante e pegou algumas cavilhas de madeira e cintas estreitas de couro. Depois, posicionou-a exatamente do jeito que ele queria: as costas contra a porta, com as pernas bem afastadas e os braços estendidos acima da cabeça, formando um X. Prendeu os pinos nos orifícios mais próximos das mãos e pés e amarrou os pulsos e os tornozelos com as correias de couro.

 

— Está ótimo — murmurou. — Eu acho que todas as casas deveriam ter uma porta como esta. Sabe de uma coisa, senhorita Sevilla? Acho que valeu a pena lhe pagar um jantar daqueles apenas para vê-la com as pernas abertas desse jeito, como uma prostituta de luxo esperando que a ação comece.

 

Pasquarelli colocou-se bem diante dela.

 

— Se bem que uma puta de verdade teria sabido preparar-se melhor para o que vai acontecer.

 

Ele capturou os seios com as mãos e roçou os mamilos com os polegares. Ela sabia que o homem estava observando seu rosto em busca de sinais de que estaria gostando. Mas como não desfrutar daquilo... Especialmente quando seu corpo a traía dessa forma, pensou Karol, quando sentiu seus mamilos se transformarem em dois botões rígidos. Ruggero pegou a correia com os anéis e colocou um deles sobre um dos bicos duros, pressionando até que ela soltasse um gritinho de protesto.

 

— Da próxima vez, talvez seja melhor você fazer isso sozinha — sugeriu ele.

O outro mamilo foi tratado da mesma maneira. Então, ele puxou a correia que conectava os dois anéis, forçando seus seios e separando-os profundamente. A pressão e a tensão foram tão intensas que a fizeram ter consciência de quanto a excitava ser abusada dessa forma. As sensações ficaram ainda mais profundas quando ele começou a puxar as outras tiras de couro, de modo que ambos os peitos foram puxados para cima, e depois ajustou o cordão dianteiro do corpete, fazendo com que a cintura diminuísse pelo menos uns cinco centímetros, deixando-a sem fôlego. Então, Ruggero se afastou dela e olhou-a de cima a baixo, lentamente. Mesmo a passagem dos olhos dele por seu corpo a deixou excitada. Ele se virou, regressou para perto de uma cadeira e arrastou-a até que ficasse a meio metro de distância da mulher. Sentou-se, passou a perna por cima de um dos braços da cadeira e se recostou preguiçosamente. Um rápido olhar mostrou a Karol que ele tinha gostado tanto de prendê-la com os pinos, tiras de couro e anéis quanto ela desfrutara a sensação de ser sua vítima.

 

— Não creio que tenhamos muito a discutir — disse ele finalmente. — Eu sempre soube que debaixo dessa fachada fria e eficiente havia uma mulher muito ardente esperando ser liberada. Seu comportamento até agora demonstrou que eu estava certo. Pois ela não pensava em render-se com tanta facilidade.

 

— Essas suas conclusões são muito precipitadas — protestou. — Quero aquele contrato, e é por isso que estou cooperando. E dificilmente eu descreveria isto... — ela puxou os pulsos atados — ... como uma liberação.

 

— Não mesmo? — respondeu ele suavemente. — Bem, muitas mulheres diriam que sim. Até agora você não teve que pensar. Não teve que tomar decisões, você está livre para ser você mesma.

 

— Eu não considero que isto seja ser eu mesma — protestou com rapidez.

 

— Não? — ele sorriu. — Tem certeza? Como você se conhece bem... — fez uma pausa. — Bem, aqui está o trato: durante noventa dias você obedecerá às minhas ordens. Quando eu a quiser, eu a chamarei e você vai fazer os jogos que eu escolher, sem discutir. Quando estiver comigo, será informada de quem será em cada ocasião: uma dama, uma puta, uma escrava, a escolha será sempre minha. E prometo que, qualquer que seja o cenário que for escolhido por mim, lhe protegerei de ser reconhecida por alguém que possa conhecê-la, discrição absoluta. Claro que terá sempre a opção de se negar a fazer alguma coisa que desaprove, mas é claro também que o trato será cancelado. De acordo?

 

— Sim. — Você não quer dizer

 

―sim, por favor? — perguntou Ruggero com suavidade.

 

Noventa dias? Três meses? Ela tinha esperado que tudo isso terminasse em algumas poucas semanas. A ideia de ser sua escrava sexual sempre que ele quisesse... Era algo que a excitava ou a assustava? Ela não tinha certeza.

 

— Farei o que você quiser — respondeu ela rapidamente. — Mas quero que fique bem claro que isto é estritamente um acordo de negócios.

 

Ruggero levantou-se e se aproximou dela.

Karol nunca havia acreditado que ser obrigada a permanecer naquela posição humilhante poderia ser algo que a excitasse. Geralmente, ela odiava sentir-se desconfortável. Mas, naquele momento, seu clitóris latejante estava reclamando alguma atenção. Ele colocou um dedo nele e o acariciou com suavidade. A sensação foi tão intensa que ela se contorceu nas amarras e gemeu.

 

— Quer dizer que você fará qualquer coisa que eu quiser? — ele moveu a boca pelo pescoço da mulher e enfiou a língua em sua orelha, preguiçosamente desenhando padrões. — Vamos ver se é verdade. Eu quero gozar, mas não rapidamente. Você acha que consegue fazer isso?

 

Ele agarrou a cinta que prendia seus mamilos e puxou com força. Os anéis em torno dos bicos sensíveis provocaram leves estremecimentos eróticos. Todo o corpo dela tremia dos pés à cabeça. O que desejava agora era apenas alívio, fosse com a mão ou com uma penetração. Karol gemeu e arqueou os quadris.

 

— Responda — exigiu Ruggero.

 

— Sim —gemeu ela.

 

— Sim... Quase disse

 

―por favor...

 

A necessidade de chegar ao êxtase era grande demais. Ele deu um passo atrás com rapidez, abriu o zíper das calças e tirou para fora o pênis e os testículos. A sua ereção era impressionante, mas Karol não teve muito tempo de admirá-la por que ele a penetrou, suavemente. Logo correu as mãos ao longo de suas nádegas para levantá-la para mais perto de sua virilha. Os punhos e os tornozelos dela retesaram as correias. Os bicos dos seios, já rígidos pela pressão dos anéis, roçaram o áspero tecido do paletó masculino, provocando-lhe ainda mais prazer.

 

— Faz tempo que eu queria fazer isso — murmurou ele.

 

Seu pênis submergiu dentro dela, lentamente a princípio, e ela seguiu seu ritmo, tensionando com força os músculos internos, apertando-os e relaxando-os, succionando-o ainda mais para o fundo, mas deixando que ele se retirasse o suficiente para roçar o clitóris a cada estocada. Ela também queria que isso durasse, não apenas para agradá-lo, mas também para seu próprio prazer. Mas, quando ele começou a mover os quadris mais rapidamente, um olhar para o seu rosto lhe disse que Ruggero já não estava mais no controle. Nem ela. Tudo o que importava naquele momento era liberar a crescente tensão que os inundava. Ele chegou ao clímax um pouco antes do que ela, um rouco gemido de prazer vindo da garganta, correspondendo a seu agônico grito de alívio. Karol se deixou relaxar debilmente contra a porta e observou enquanto Ruggero recobrava a compostura. Mesmo num estado de relaxamento, o pênis dele era impressionante, e ela notou que fora circuncidado. Ruggero soltou as cavilhas e as tiras que a prendiam. Durante alguns instantes, ela permaneceu de pé apoiada contra a porta, então, quando foi dar um passo instável adiante, sentiu a mão dele apoiar seu braço.

 

— Sente-se — disse ele.

 

Ela desabou em uma das poltronas. Sentia o couro quente e sensual contra sua pele. Ruggero serviu um copo de vinho e ofereceu a ela, pegando outro para si mesmo e sorriu enquanto brindava:

 

— Pelos próximos três meses.

 

No dia seguinte, Karol recebeu um pacote urgente. Ele continha três calcinhas de seda rendadas, feitas maravilhosamente à mão. Vinham acompanhadas de um cartão com uma simples mensagem:

MAS NA PRÓXIMA VEZ, OBEDEÇA ÀS MINHAS ORDENS. 



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