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História Os amantes - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá gente, bem vindos ao novo capítulo! Eu espero muito que vocês gostem, por enquanto, é só o começo.
Boa leitura ❤

Capítulo 3 - O primeiro dia


Fanfic / Fanfiction Os amantes - Capítulo 3 - O primeiro dia

 No dia seguinte me levantei da cama com um nervosismo. Pesquisei a madrugada toda sobre posições de shibari, métodos de submissão, diversas coisas que eu jamais tinha imaginado pesquisar na vida. Mesmo que, no fundo, eu me sinta bem confortável sobre o assunto. O que eu não me sentia confortável era fazer algo assim com Sasuke.

 Eu realmente gostava dele, mas passava de atração sexual, era algo mais sentimental, mais doce, puro e ingênuo. Por um tempo acreditei que um dia ele poderia sentir algo parecido com isso, mas quando eu estava sentado naquele escritório, tive certeza que eu não passava de um hobby de fim de semana. Mas, se eu tiver a oportunidade de me aproximar seja de qualquer maneira dele, eu não vou negar e deixar essa oportunidade passar. Talvez, um dia, ele se sinta confortável a ponto de tentar algo diferente comigo. Por enquanto me contento com essa nova oportunidade.

 Quando deu quatro da tarde eu resolvi tomar uma ducha, lavei o cabelo, passei um perfume agradável, coloquei uma roupa que eu achava atraente; uma camisa branca, desabotoei os primeiros dois botões da gola para baixo, uma calça jeans mais despojada preta e um tênis branco. Por fim, acrescentei um cordão preto com um pingente prata em forma de triângulo. Eu estava pronto para o meu primeiro dia de "trabalho".

 Às cinco eu já estava pronto, mas só mandei uma mensagem para ele trinta minutos depois, perguntando o endereço de seu apartamento.

 Ele me respondeu uns cinco minutos depois com o endereço, resolvi sair de casa às seis em ponto. O trajeto foi simples, o único problema é que tinha que passar por uma avenida para chegar lá.

 Quando desci no ponto de ônibus, caminhei mais uns catorze minutos até o prédio onde ele morava. Na entrada dei meu nome, esperei eles liberarem e entrei para dentro do local. Fui para o elevador e apertei o décimo segundo andar. O elevador era cheio de espelhos e ainda por cima era gigante. Quando ele abriu as portas, eu caminhei até o apartamento de Sasuke e apertei a campainha.

 Uns segundos depois o mesmo abriu a porta. Ele estava com uma camisa social cinza escura, uma gravata preta, calça escura e sapatênis preto. Pude ver na sua mão uns três anéis e em seu braço um relógio de ouro metalizado. 

 –Olá Yuri. Pode entrar. — Ele disse, abrindo espaço para eu passar.

 –Oi… Com licença… — Respondi.

 Entrei no apartamento. Lá dentro parecia ser enorme, a entrada dava em um corredor que levava para a sala de estar. Lá dentro estava cheio de lustres, um piso de madeira escura, paredes brancas em contraste com papel de parede preto e cinza. O sofá era branco com almofadas pretas. A televisão era imensa. Na direita ficava a cozinha, e na esquerda, chutei que ficava a sala de jantar. 

 –Bom, hoje como vai ser o nosso primeiro dia, eu preparei o quarto com algumas coisas. Me conte o que você tem curiosidade e irei usar com você. Vamos lá? 

 –Sim, estou pronto.

 Na verdade, eu não estava pronto era coisa nenhuma, mas se eu não falasse que eu estava ele ia pensar que eu não estava interessado, mas a verdade é que eu estava apenas tendo um ataque de ansiedade.

 Caminhei junto com ele pelo segundo corredor até uma porta maior, quando ele abriu dei de cara com o seu quarto. Ele era bem moderno e gótico ao mesmo tempo. Tinha contrastes em vermelho, preto e cinza. Sua cama era enorme, lá em cima tinha algumas coisas que ele havia esquematizado para hoje; dois chicotes, três tipos palmatória, algumas cordas, uma venda, coleira e correntes. Por enquanto, nada que me assustasse ou que fizesse eu questionar minhas escolhas.

 Ele apontou para eu sentar em um sofá preto estampado que ficava perto da cama, eu obedeci, estava meio envergonhado para perguntar o que eu deveria fazer então esperei as coisas acontecendo naturalmente.

 –Yuri, esse é meu quarto, aqui acontecerá a maior parte das nossas sessões. Hoje, é mais um teste drive para você aprender como vai rolar tudo isso. A primeira lição é, que quando você chegar, você vai tirar sua roupa nessa suíte, ficar apenas de roupa íntima. Você vai vir aqui, vai sentar na cama e me esperar. Quando eu chegar, todo domingo, eu vou perguntar para você o que você quer praticar. Hoje eu preparei algumas coisas, então, peço que você escolha no mínimo três itens que estão aqui na cama para eu usar em você. 

 –Tudo bem… — Separei o chicote menor, a maior palmatória de couro, a venda e a coleira.

 Ele guardou os outros itens e pediu para que eu me trocasse no banheiro, e foi o que eu fiz. Fiquei um pouco envergonhado por ficar apenas de cueca na frente dele, mas insisti para mim mesmo que isso seria os menores dos meus problemas.

 Quando eu saí do quarto, ele tinha tirado a camisa, estava me esperando sentado no sofá. Eu caminhei até ele morrendo de vergonha, e fiquei de pé em sua frente. Ele me admirou e ficou me olhando de cima para baixo, só fez com que eu me sentisse pior.

 –Muito bem. Se eu estiver exagerando, peço que você diga vermelho. Eu quero que você me chame de senhor, e responda tudo o que eu te perguntar, quando eu não falar nada, você não fale. Se você disser ou fizer algo que eu não goste, vou te punir. Sendo por acrescentar tapas, chicotadas, ou te privar de algum sentido. Você vai ter que obedecer tudo o que eu falei, fui claro?

 –Foi sim. Muito claro, até.

 –Ótimo. — Ele levantou, pegou a venda e caminhou em minha direção — Senta na cama, agora.

 Eu obedeci, ele veio até mim e bloqueou minha visão com a venda. Depois, colocou a coleira em mim. Fiquei um tempo lá, sentado, esperando ele dizer algo quando fui surpreendido com um puxão pela corrente presa no meu pescoço, que fez com que eu me levantasse na hora. Suspirei forte.

 –A partir de agora, você é minha putinha particular, e vai obedecer tudo o que eu falar para você. — Ele disse no meu ouvido, bem baixo, e rouco — Você entendeu?

 –Sim… 

 Fui surpreendido com um tapa no rosto. Minha bochecha começou a arder. Foi aí que eu percebi que ele era muito forte. Ele começou a falar alto no meu ouvido, em um tom agressivo.

 –Eu avisei para você me chamar de senhor, Yuri. Eu não vou repetir.

 –Me desculpe senhor…

 Ele me bateu de novo, por cima do outro. Meus olhos até lacrimejaram, mas pela surpresa dessa vez.

 –O que eu fiz dessa vez? Eu falei– 

 –Eu odeio pessoas que se vitimizam. Eu não estou aqui para aceitar suas desculpas, muito menos ouvir você se vitimizando. Você vai me obedecer, e quieto.

 O mesmo me empurrou na cama com força, fazendo com que eu batesse a cabeça levemente no colchão mais fofo que eu já vi em toda a minha vida.

 –Vire de costas e fique empinado, com a bunda para cima.

 A única coisa que eu podia fazer era obedecer. Fiquei empinado, de um jeito que eu nunca tinha ficado antes, e percebi o quanto desconfortável isso era.

 Ele puxou o meu pescoço pela corrente, ajeitou o meu corpo com suas mãos, que pegavam fogo quando tocavam a minha pele. Ele desferiu um tapa na minha bunda com tanta força que eu até cai para o lado, e me arrumei de volta na posição antiga. Consegui sentir os anéis gelados dele na minha perna. 

 Ele me deu mais um tapa, dessa vez mais embaixo, na coxa, e pegou alguma coisa gelada e passou na minha pele. Pelo formato, chutei que era a palmatória. Meu coração estava explodindo. A cada tapa, a cada toque que ele fazia, eu ficava tenso, e, principalmente, totalmente ansioso. Eu queria que ele continuasse, por mais que doesse, eu me sentia bem. Um sentimento diferente, prazer, não sexual, mas um prazer diferente. Era difícil não confundir os dois, mas eu tinha uma percepção diferente pelos dois. 

 Ele esfregou a suposta palmatória nas minhas nádegas, de um lado para o outro, e me bateu. Uma, duas vezes, três vezes, e eu resisti. Comecei a suar. Agarrei o lençol, e esperei o próximo golpe.

 –Eu quero que você se curve mais.

 Me curvei para ele, o máximo que eu consegui. Ele puxou o meu cabelo com a mão que segurava a corrente com força, e deu mais dois tapas, um seguido do outro, com uma força excepcionalmente grande.

 –A-ah… ai… calma..

 –O que você disse? — Ele me bateu com força nas costas, e me virou abruptamente de frente, fazendo eu deitar na cama. Ele subiu em cima de mim, prendeu minhas pernas e puxou meu cabelo, virando minha cabeça de lado — Eu disse que não gosto de coitadinhos, você está me ouvindo? 

 Depois de gritar comigo, ele mordeu o meu pescoço, fazendo eu me tremer todo de dor, e depois, foi mais para baixo e mordeu meu mamilo direito. Eu coloquei minhas mãos na hora em volta da cabeça dele para afastá-lo e ele prendeu minhas mãos em cima da minha cabeça. Ele só parou quando ouviu eu grunhir. Era uma dor insuportável, um punimento, foi aí que eu percebi que ele sabia os lugares certos para me atingir.

 Eu estava completamente sob custódia dele. 

 Ele tirou a mão da minha perna e colocou em volta do meu pescoço. Começou a me enforcar, fazendo com que eu tossisse um pouco. Para mim, essa foi a melhor sensação até agora. Me senti completamente controlado. E eu gostei de me sentir controlado por ele.

 –Eu vou te dar 20 chicotadas. Eu quero que você conte todas elas alto, sem gaguejar. Ouviu?

 –Sim senhor. — Respondi.

 Ele saiu de cima de mim, me arrumou na cama e me puxou para frente. Me deixando deitado de barriga para baixo com os pés no chão, com a bunda empinada. 

Ele desferiu o primeiro golpe.

 –Um.

 –Muito bem, vadia. 

 Ele passou o chicote pela minha bunda, e pelas minhas costas, e me bateu mais uma vez.

 –Dois… — Ele puxou meu cabelo para trás com força.

 –Eu quero mais alto. — Ele me bateu de novo.

 –Três… — Disse enquanto escorria uma lágrima do meu olho, já fazia tempo que ele me batia, e minha bunda já estava doendo fazia um tempo, a cada vez que ele batia, ela formigava mais. 

 Assim continuou, até o vigésimo golpe. E quando eu fui falar a última palavra, eu gaguejei.

 –Vin- vinte..

 –Você gaguejou, Yuri?

 –Não… Eu só solucei! — Me defendi do jeito que eu pude.

 –Você vai sofrer penitência. Quero você de joelhos para mim, agora. 

 Obedeci, sendo guiado por ele até o chão. Ele tirou minha venda, e pude ver os olhos dele. Ele me fuzilou. Desferiu um tapa na minha bochecha direita, seguido de outro na esquerda. Puxou meu cabelo com força pro lado e gritou no meu ouvido:

 –Você é mimado. Não consegue obedecer sem mentir para mim. Eu não gosto que arrumem desculpas para os seus erros. 

 Ele me bateu, dessa vez, com tanta força, que fez com que eu gritasse vermelho com todas as minhas forças. Eu abaixei o rosto, me sentindo mal pela desistência. Mas ele ergueu meu rosto.

 –Eu te machuquei? Você tá bem? — Perguntou ele, com um ar preocupado.

 –Está doendo um pouco, sim.

 –Concluímos por hoje, então. Vou te ajudar a levantar, eu irei pegar um relaxante muscular. 

 Pelo jeito, tínhamos começado razoavelmente bem. 

 



Notas Finais


Então, gostaram?
Comentem o que acharam, se gostaram, favoritem para não perderem nem um capítulo ❤ Até o próximo 🥰


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