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História Os amores de Hoseok - Capítulo 8


Escrita por: e mydnatk


Notas do Autor


Olá a todos 💜

Nada a falar hoje, boa leitura!

Capítulo 8 - Heartbreaker


Fanfic / Fanfiction Os amores de Hoseok - Capítulo 8 - Heartbreaker

Quando somos jovens, não sei se por instinto, inexperiência ou por achar tudo muito mais legal do que realmente é, queremos ser os donos de tudo, todos e os maiorais. Ou, por sentirmos muito mais todos os fatos e nos abalarmos com quase tudo, temos a tendência de querer duas coisas ao passarmos por problemas: sofrer ao extremo e afundar na tristeza, ou resolver tudo de uma vez por todas.

Sempre tive o ímpeto de resolver todas as questões que precisava muito rapidamente, mas nem sempre eu sabia fazer as escolhas certas. Na verdade, quando se é jovem, a dificuldade é exatamente essa, tomar uma decisão que não seja errada, mas que te traga benefícios duradouros, senão eternos. Por esse motivo, esta fase da minha vida é exatamente o que ela é:

Mais que um conto, um conselho: não use um coração para reconstruir outro.

Quando terminei o que quer que fosse a relação que tinha com Jimin, meu coração estava em pedaços e eu sentia como se nada nem ninguém mais fosse capaz de me levantar. Me senti tão cabisbaixo e impotente que parecia que qualquer pessoa pudesse me derrubar com um toque, sem que fizesse absolutamente nada. Meus amigos sabiam sobre ele, e era por isso que sabiam também a razão do meu mau humor e tristezas constantes nos dias que se seguiram, mas um em especial não fazia ideia de quem era o menino que havia me partido em pedaços com a despedida, e que nem mesmo imaginava o motivo de eu ter recusado uma ida ao bar duas semanas antes de Park me mostrar aquela canção: Kim Namjoon.

Meu amigo de infância havia reaparecido pouco depois de meu relacionamento com Jimin começar. Nos encontramos sem querer na Biblioteca Central quando fui visitá-la para encontrar alguns livros que apesar de precisar, não consegui achar na faculdade. Namjoon parecia tão surpreso quanto eu, mas não escondeu a felicidade em me ver, assim como eu não hesitei em pular em seu pescoço em um abraço caloroso. Após pegar os livros que precisávamos, passamos toda a tarde em uma cafeteria ali perto conversando sobre a que pé nossas vidas andavam àquela altura. Ele contou sobre seus planos de ter sua própria escola e falou sobre querer se especializar em História quando acabasse a faculdade. Contei a ele sobre como estava minha vida e sobre querer escrever meus livros. Sem perceber, havia ocultado Jimin das minhas histórias, e Namjoon nunca soube dele quando voltamos a ter contato.

Em um dia qualquer em que eu não tinha mais aulas e esperava por Jimin em meu apartamento, recebi uma ligação de Namjoon com um convite para beber ali perto, mas fiquei de respondê-lo e aceitar futuramente, quando acabasse de fazer meus trabalhos. Dias depois, quando eu estava com o peito apertado e completamente insatisfeito por Jimin parecer ter superado bem mais rapidamente nosso fim do que eu, decidi aceitar o convite do meu melhor amigo para tentar levantar, mesmo que pouco, o meu astral.

— Oi Nam! — forcei a voz mais empolgada que consegui. — Você vai fazer alguma coisa mais tarde?

— Não, hoje não. — respondeu do outro lado da linha. — Por quê?

— Aquele convite pra beber ainda está de pé?

Era noite, perto das nove, quando vi Namjoon atravessar a rua em frente à casa noturna. Ele estava tão impecavelmente bonito que não consegui não abrir a boca em "o" enquanto se aproximava. Pisquei repetidas vezes quando ele estava perto demais e eu precisava parar de me comportar como um bobo.

— Uau você está... — disse e ele sorriu, deixando suas tão conhecidas covinhas aparecerem. — ...incrível.

— Pare com isso, Hobi! Vamos entrar. — respondeu, tímido.

Respirei fundo o perfume de Namjoon enquanto ele caminhava à minha frente por entre as pessoas até o bar. O lugar estava cheio e eu não conseguia ouvir nada além da música alta. Nos sentamos no bar da boate e pedimos nossas bebidas. 

Depois de muitas doses minha mente havia apagado completamente minhas dores sentimentais. Namjoon e eu conversávamos sobre vários assuntos diferentes não exatamente relacionados às nossas próprias vidas, o que dava certo alívio, considerando que a última coisa que eu queria aquela noite era falar sobre isso.

Em algum momento convidei Namjoon para dançar e ele aceitou sem pensar muito. Fomos para a pista, junto das outras pessoas, e passamos a nos movimentar segundo a música desconhecida. Namjoon parecia muito engraçado na minha opinião e nós ríamos mais do que dançávamos. Eu nunca soube quando e por quê ele se aproximou tanto de mim, mas houve um instante em que aquela casa noturna ficou pequena demais, sufocante demais, quente demais. O álcool subiu à minha cabeça e chegou mais rápido do que eu planejava aos órgãos vitais, e não conseguia mais controlar minhas próprias ações e movimentos. De repente, quando nem eu mesmo esperava, segurei a cintura de Namjoon forte o suficiente para não permiti-lo sair do lugar e o beijei, seguindo meus instintos que o desejavam mais do que nunca e o achavam bom demais para ser ignorado. Namjoon não se opôs, cedeu facilmente e me apertou junto a ele enquanto sorria de olhos fechados.

Minutos depois estávamos em meu apartamento e eu tentava acertar a chave na fechadura. A cena me trouxe uma lembrança amarga e eu sorri fraco com isso. Namjoon ria atrás de mim de algo que tínhamos acabado de ver no térreo e o puxei pela blusa quando a porta abriu. Tranquei novamente e segurei a jaqueta de Namjoon, despindo-o.

Ao mesmo tempo que me parecia certo me parecia errado, porque de alguma forma aquilo me causava um terrível déjà vu. Apesar disso, ignorei minha mente suja, fraca e quebradiça e me forcei a esquecer qualquer coisa, detalhe ou situação que me lembrasse Jimin. Me forcei a aproveitar Namjoon, sua companhia e o que mesmo estava me dando naquele momento. Havia muito eu esperava por aquilo, por que então eu passaria pensando em outro alguém? E foi isso o que eu fiz — ou pensava estar fazendo.

Beijei Namjoon enquanto o empurrava até a primeira superfície que encontrasse, mas tudo o que conseguimos foi tocar a parede contrária à da entrada. Rimos juntos e desci os beijos por seu rosto, pescoço e ombros, passando por seu peitoral, enquanto Kim caminhava devagar pelo corredor até a porta aberta que dava ao quarto. Entramos sem pressa e eu agarrei seu pescoço, me jogando para trás na grande cama de casal.

Namjoon ajeitou-se sobre mim e fechei os olhos ao sentir seus beijos e suas mãos grandes apertando minha cintura, levantando a blusa.

— Quero que tire a roupa pra mim, Hoseok. — sussurrou.

Me sentei na cama e tirei o jeans e a blusa, e Namjoon fez o mesmo. Apenas de cueca, senti o Kim esfregar-se em minhas pernas enquanto voltava a se deitar sobre mim, e o segurei pelos ombros, puxando-o para mais perto. Estávamos excitados demais, e tudo parecia pequeno, tudo parecia sufocante novamente, muito mais quente que o normal.

Senti Namjoon posicionar seu membro ainda coberto pelo tecido em minha entrada apenas como provocação, e levei minha mão ao meu próprio, massageando-o em busca de alívio. Namjoon me impediu que continuasse, no entanto, e sussurrou coisas sujas em meu ouvido que eu sequer prestei atenção ao senti-lo me masturbando. O beijei novamente enquanto tirava sua última peça e apertava suas nádegas, deslizando meus dedos à sua entrada. Nos explorávamos juntos, de todos os modos, enquanto permanecíamos imersos em uma sensação comum aos dois, mas desconhecida até o momento porque estávamos juntos. Tentávamos conter os gemidos em meio ao beijo e tudo estava gostoso demais. Poderia ter continuado assim, e até mais quando finalmente saíssemos das preliminares, se eu não tivesse estragado tudo e parecido um completo idiota depois.

Meus olhos estavam fechados e eu não conseguia mais controlar o que estava sentindo. Estava sendo vergonhosamente escandaloso, mas não me importava verdadeiramente; e tanto não me importei que cometi o ato mais vergonhoso que poderia naquele momento.

— Oh assim, Jimin! — gemi ao senti-lo tocar o ponto certo outra vez.

Abri os olhos assustado quando não senti mais o peso de Namjoon sobre mim.

— O que você disse? — falou rápido.

— O que eu disse o quê? — o encarei e Namjoon me olhou por um segundo antes de sair de cima de mim, sentando-se na beirada da cama.

— Do que você me chamou, Hoseok? — falou sério.

— Como assim do que eu te chamei, Namjoon? — ri.

— Você me chamou de Jimin. — meu sorriso morreu no mesmo instante. — Quem é Jimin, Hoseok?

Fiquei sem reação. Abri a boca várias vezes, buscando palavras, mas nada vinha à mente.

— Eu não acredito nisso, que vergonha.

Namjoon se levantou rapidamente e pegou suas roupas pelo chão, vestindo-as. Me levantei, e vesti a cueca.

— Namjoon, espera! — falei ao vê-lo saindo do quarto. Terminei de colocar a camisa, mas não consegui abotoá-la a tempo. Corri até a sala de estar, onde encontrei o Kim calçando os sapatos. — Joon, eu posso explicar...

— Não precisa dizer nada, Hoseok. — ele se levantou. — Acho que já ouvi o suficiente.

Segurou a chave, começando a destrancar a porta.

— Joonie, espera. Não é nada disso, foi um deslize, fica.

— Deslize? — ele riu alto em deboche. — Uau, Hoseok, uma ótima hora pra você "deslizar". — fez aspas com os dedos. — É humilhação demais, eu vou embora. Fica bem.

Namjoon abriu a porta e saiu sem batê-la. Pensei em correr atrás dele e tentar explicar tudo, mas não adiantaria porque nada ali tinha uma explicação. Eu havia o chamado em meio ao sexo pelo nome de outra pessoa, era no mínimo compreensível e esperado que ele saísse sem querer uma conversa. Tranquei a porta novamente e apoiei a testa contra ela, socando-a várias vezes.

Me senti um completo idiota pelos dez dias que se seguiram, principalmente por tentar falar com Namjoon diversas vezes sem sucesso. Eu estava prestes a desistir, quando tentei uma última vez, desta vez por mensagem. Comuniquei que estaria no píer após as aulas da faculdade na sexta-feira próxima, e que se ele quisesse aceitar, eu gostaria de pedir desculpas por ter sido tão idiota. Mandei por escrito tudo o que eu precisava e gostaria de falar para ele. Nunca disse a ninguém sobre o conteúdo desta carta, mas tudo o que eu precisava falar a Namjoon sobre meus sentimentos relacionados a ele no passado e naquele momento, eu o fiz sem medo.

Cheguei ao píer e o encontrei exatamente como imaginei que estaria. Namjoon estava sentado à beirada, os pés quase encostando na superfície da água enquanto ele olhava para algum ponto no horizonte muito mais interessante do qualquer coisa ao redor. Me encolhi pela brisa fria que correu e caminhei devagar pelo chão de madeira após sorrir ao ver seus cabelos sacudindo na direção do vento.

Não fiz um barulho sequer, mas pela expressão de Namjoon ao me ver sentar ao seu lado percebi que ele já sabia que eu me aproximava. Passei a mão pelos cabelos, tentando tirá-los do olho, já que o vento insista em jogá-los para todos os lados, e dei um sorriso mínimo, mesmo sabendo que Namjoon jamais o retribuiria.

— Por um momento achei que não o encontraria aqui. — iniciei.

Demorou, mas a resposta do Kim finalmente veio.

— Não foi por consideração que vim pra cá, se é o que está pensando, Hoseok. É o meu caminho de qualquer forma. — sua voz era séria. Não carrasca ou irritada, apenas não era o mesmo tom divertido e simpático que ele sempre usava e que eu estava acostumado a ouvir.

Engoli a seco.

— Nam, me desculpa. — suspirei, fechando os olhos. — Me desculpa, de verdade. Eu sou um idiota.

— É, você é mesmo. — disse. — Mas não consigo ficar com raiva de você, você ainda é meu melhor amigo de infância.

Namjoon e eu nos encaramos. Ele suspirou e voltou a olhar o mar.

— É mais forte do que eu, não dá pra evitar. Mesmo que você seja completamente egoísta.

Senti um aperto no peito. O mesmo que senti anos atrás quando eu achei que nosso pra sempre havia acabado. Por um momento, achei que ele usaria as mesmas palavras e que romperia novamente com qualquer futuro que poderíamos ter. Me senti a pior pessoa do mundo por quebrar o coração de uma das pessoas mais importantes para mim.

— Mas acho que não era pra ser. A vida está nos mostrando novamente que não é pra ficarmos juntos. — falou de repente.

Continuei a olhar o perfil de Namjoon e de como o pôr do sol e o céu em tons de lilás e rosa combinavam com ele. Os cabelos que não paravam de voar com a brisa insistiam em ir para trás, deixando seu rosto bonito completamente exposto. Namjoon era alguém que eu não me importaria em olhar por toda a vida se pudesse. Admirar sua beleza exterior e interior e dizer repetidas vezes o quanto eu amava todas as suas diversas qualidades e como até seus defeitos eram perfeitos era meu maior desejo. Mas por ser tão bom que ele merecia alguém melhor que eu.

E talvez fosse isso que a vida estivesse querendo me mostrar por afastar de mim todos a quem eu amava. Eu costumava ser como Namjoon disse que eu era: egoísta. Estava tão cego por querer um amor que machuquei quem eu mais havia amado até então. Mas não foi durante aquela conversa com o Kim que eu pensei em tudo isso. Não foi ali e demorou muito até que eu finalmente caísse em mim. Que eu acordasse, de fato.

— É. Isso é uma pena. — olhei para a água.

— É uma pena mesmo. — sua voz saiu mais alta e eu o encarei. — Porque a gente seria um belo casal.

Sorri. O Namjoon que eu amava havia voltado.

— É, a gente seria mesmo.

Ficamos em silêncio por poucos minutos apenas olhando o mar. As ondas fracas e quentes que vez ou outra atingia nossos pés e o sol ao longe que continuava a dar adeus às pessoas, à areia e à nós naquele dia, encerrando mais um ciclo.

— Eu amo você, Hoseok. — Namjoon chamou minha atenção mais uma vez. — Você é como um irmão pra mim, sabe disso.

Respirei fundo e sorri. Estendi minha mão em sua direção e Namjoon a segurou, entrelaçando nossos dedos.

— Eu também te amo, Joonie. Muito. — acariciei sua mão com meu polegar. — Mas sabe, nada nos impede de sair qualquer dia desses, como amigos, o que acha? — sorri mais abertamente e esperei sua resposta em expectativa, mas Namjoon soltou minha mão e deixou de me olhar, trocando-me pela paisagem.

— Não, Hobi, isso não. — riu fraco. — Não por enquanto. Num futuro distante, quem sabe eu esteja mais bem preparado.

Meus ombros caíram com a decepção. Mas o entendia, no fim das contas.

— Tudo bem por mim. No seu lugar eu faria a mesma coisa. — o silêncio nos cortou outra vez.

— Mas obrigado. — sua voz surgiu novamente. — Eu me diverti naquela noite.

— Eu também me diverti bastante. — sorri. — Namjoon, posso apenas te perguntar uma coisa?

— Sim?

— Você blefou sobre a promessa, não foi?

— Qual delas, Hobi? — ele me olhou.

— Você prometeu que ficaria comigo pra sempre. Depois disse que não a cumpriria. — expliquei, triste. — Você blefou, não foi?

Namjoon riu e eu me senti como uma criança, inocente e inexperiente demais perto daquele homem que parecia saber de tudo sempre.

— Eu vou ficar com você pra sempre, Hoseok. Somos melhores amigos, lembra?

Depois de mais algum tempo no píer, ele saiu sem se despedir e não precisou que o fizesse. Namjoon sempre parecia muito forte por fora, mas eu sabia o quanto poderia estar quebrado por dentro, ele era profissional em mascarar suas emoções. Possivelmente não se despediu para que não desmoronasse, e eu o entendia completamente. Nunca soube na verdade por quê ele não disse adeus, mas talvez tenha sido uma forma oculta de dizer que nunca mais iria mais embora. Ele nunca falou nada sobre a carta, e eu nunca toquei no assunto com ele também.

E Namjoon realmente cumpriu sua promessa. Anos depois tive o prazer de ver ele desfrutar de um relacionamento saudável em que era correspondido exatamente da forma como merecia, e minha felicidade se completou ao vê-lo casar-se completamente feliz mais tarde. Namjoon esteve comigo nos momentos mais importantes de minha vida acadêmica nos anos que se seguiram, além de ter sido um dos principais apoiadores dos meus sonhos. Eu serei sempre, por toda a minha existência e depois dela, grato por ter Kim Namjoon presente em minha vida. E apesar de tê-lo decepcionado muitas vezes, sou mais grato ainda por ele nunca ter desistido de mim, mas me ajudado a levantar quando eu caía. Eu o levarei por todos os lugares em que for, e o amo com todo meu coração e todas as forças ontem, hoje, amanhã e para sempre.


Notas Finais


O que acharam?!


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