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História Os Amores De Lilian Evans - Capítulo 3


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Notas do Autor


Voltei com mais um capítulo.
Boa leitura 🌻❤️

Capítulo 3 - Uma chama se acende


Oliver estaciona o carro em uma das vagas do estacionamento do colégio EF Academy New York, Lili revira os olhos, jamais entenderá o porquê de o pai sempre estacionar o carro numa vaga, mesmo sendo por alguns segundos e totalmente desnecessário.

— Por que você sempre faz isso? — Ela pergunta com estranheza.

— Você sabe que não tolero quebrar as regras... — Oliver diz, dando de ombros.

— Mas pai, não há muitos carros por aqui, você não precisa estacionar o carro corretamente! — Lilian retruca, rindo nervosamente.

— Você sabe que eu sou obcecado em fazer a coisa certa. — Ele rebate com devoção.

Lili desiste de questioná-lo, dá um beijo na bochecha do pai e sai do carro. — Eu te amo! — Ela grita para ele, acenando enquanto o mesmo a observa. Lili se sente desconfortável quando alguns alunos param de conversar e a observam entrar no prédio.

Quando Oliver percebe que sua filha sumiu de vista, ele dá a ré cuidadosamente, mas de repente um carro se choca contra o dele, deixando-o um pouco assustado. Por sorte a pancada foi de leve e o único estrago foi a placa quase arrancada. Ele sai do carro, um pouco irritado. Se aproxima do carro da pessoa que causou o leve acidente e bate no vidro escuro da janela do motorista. Desengonçada, uma mulher abaixa o vidro e o olha, um pouco nervosa.

— Ai, meu Deus! — Sai do carro rapidamente, fazendo Oliver recuar alguns passos. — Me desculpe, senhor! Olha, não se preocupe, eu vou arcar com todos os estragos. — Ela dispara, com os olhos arregalados. — Noah, liga para o Seguro agora! — Ela ordena para alguém dentro do carro, que logo Oliver deduz ser o filho da mesma. 

— Eu deveria ficar muito furioso com a senhorita, mas como arcará com os danos, não vou deixar minha tranquilidade ir embora por causa de um problema tão pequeno... — Oliver confessa, sendo totalmente sincero. Ele encara a mulher, o semblante sério.

A mulher sorri gentilmente para ele, está aliviada por não ser denunciada. — Olha, é muita gentileza sua, eu peço mil desculpas! — Ela diz desesperada. — Eu não estava prestando atenção na estrada, o Noah estava discutindo comigo e eu...

Oliver a interrompe, falando calmamente: — Está tudo bem, senhorita... — Esboça um sorriso. — Só tenha cuidado da próxima vez.

Ele finalmente avalia a mulher com atenção e a acha muito atraente; olhos negros, cabelos castanhos com algumas mechas tingidas de caramelo, um corte Channel que exibe seu pescoço de forma sexy... Ah, sim, muito atraente para Oliver. Ele está concentrado em avaliar a mulher e não percebe que a mesma ainda está tagarelando, pedindo desculpas. Ele pisca e sorri novamente para ela, e algo dentro dele aquece; o coração. Pobre Oliver... a única vez que sentiu isso foi quando se apaixonou por Íris, quando ambos estudavam no mesmo colégio e tinham dezessete anos.

— Senhorita, não se preocupe... — Ele fala, mais calmo do que nunca.

Finalmente a mulher cala a boca e o observa por um instante, achando-o um homem de tirar o fôlego. Ela esboça um sorriso para ele e estende a mão para cumprimentá-lo, dizendo:

— Prazer, me chamo Ohana Fiorella.

Oliver aperta sua mão e umedece os lábios, Ohana julga tal ação como algo muito sexy vindo dele. Ela sorri timidamente.

— Prazer, Oliver Evans. — Ele diz. Franze o cenho e pergunta, muito curioso: — O que quer dizer Ohana?

Ela esboça um sorriso largo, ansiosa para lhe contar o significado de seu belo nome; é um de seus hobbies fazer isso.

— Ohana quer dizer família. 

—Interessante... — Oliver comenta, massageando o queixo. — O Fiorella vem da Itália, certo?

— Sim, mas eu não sou totalmente Italiana, minha mãe é Francesa e meu pai Italiano.

— Agora eu entendo o sotaque diversificado... — Ele diz, compreendendo.

Ambos trocam sorrisos tímidos por alguns segundos, até um garoto sair do carro de Ohana. — Olha, eu não consegui falar com o pessoal do Seguro, você vai ter que resolver isso mais tarde. — Ele fala num tom frio e desinteressado, não se importando muito com a presença de Oliver. — Eu estou atrasado para a aula.

Noah começa a andar em direção ao prédio do colégio e logo Ohana e Oliver o perdem de vista.

— Não se importe muito com o comportamento ruim do Noah, por favor. — Ela pede, sem jeito.

Oliver assente com a cabeça. — Não se preocupe, eu não vou... Os jovens de hoje costumam ser um pouco revoltados. — Comenta rindo.

— Não tenho dúvidas sobre isso... — Ela concorda, acompanhando-o na risada descontraída.

Oliver olha a hora no celular e se espanta por ter pedido o horário.

— Eu estou atrasado para o trabalho, será que podemos nos encontrar outro dia? — Coça a nuca, temendo receber um belo "não".

— Claro que podemos! — Ohana Fiorella exclama, exageradamente. Se controla, encabulada. — Quero dizer, de qualquer forma precisarei pagar os danos de seu carro... — Ela pega o celular da mão de Oliver e digita seu número. — Ligue para mim quando estiver livre, aí resolveremos todo esse estrago. — Aponta para a placa amassada e pendurada de um só lado, fazendo uma careta.

— Você e o garoto podem jantar lá em casa... Hoje à noite, se puder, claro. — Sugere.

Ohana esboça um de seus melhores sorrisos. — Seria maravilhoso. Em que bairro você mora? — Pergunta, ficando neutra.

 — Na verdade eu moro há duas ruas depois do colégio, te mando o endereço correto mais tarde. — Ele diz com pressa, já caminhando em direção à porta do carro. — O jantar será às sete. — Entra no carro e grita, antes de partir: — Foi um prazer te conhecer, senhorita Fiorella!

Se para Oliver conhecer Ohana Fiorella fora um prazer, para ela talvez tenha sido algo mais que inesperado e irresistível.



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