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História Os amores de Marinette Dupain-Cheng - Capítulo 15


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Notas do Autor


Olá amores!
Estou de volta com mais um capítulo... Que, por sinal, ficou bem grande. Até pensei em dividir, mas não dava jeito. Bem, tá tudo no mesmo contexto.
Espero que curtam!
Boa leitura!!!

Capítulo 15 - No escurinho do cinema


O ano letivo havia começado há poucas semanas. Como esperado, Adrien não retornou à escola pelo terceiro ano seguido. Depois do dia no parque, o único contato que teve com os amigos foi por mensagens.

Marinette, ainda com medo de voltar a alimentar a paixão que o rapaz despertava nela, evitava qualquer comunicação com ele, quebrando a promessa que lhe fizera no carro, de não sumir.

Adrien, por sua vez, ainda incomodado com “o flagra”, tampouco a procurara naquele período, nem mesmo como Chat Noir. Marinette, já ciente do motivo do sumiço do gato, não o culpava, nem se sentia magoada. Pelo contrário, sentia-se aliviada por não ter de lidar com aquela situação delicada. Ao menos por enquanto.

Louis, vendo o campo livre, tratou de investir todas as suas fichas. Aproveitava qualquer oportunidade para estar mais um pouco junto de Marinette: um trabalho em dupla ou em grupo, ajuda para a prova, companhia na volta da escola, carregar algum peso... Além de inteligente, o rapaz moreno de olhos claros era muito safo com todas as matérias e um exemplo de educação e trato social.

Embora não fosse de falar muito, desconfiava-se que sua família deveria ser tão abastada quanto os Agreste. Mas era justamente o contrário. Seus pais não eram ricos, nem famosos ou poderosos. Porém, como professores, incutiam no garoto o gosto pelos estudos, o amor pelos livros, o prezo pelas artes. As boas maneiras, imitava-as de seus pais. Na Françoise Dupont, muitas suspiravam por ele. Louis, entretanto, só tinha olhos para a Dupain-Cheng.

E, diga-se de passagem, se aos quinze Louis já era uma perdição, aos dezessete era absolutamente irresistível e certamente o garoto mais cobiçado da escola.

Durante o intervalo, Alya veio animada falar sobre a novidade.

- Gente, vai estrear o filme de Miraculous!

- Filme de Miraculous? – Louis perguntou.

- Sim, da Ladybug, do Chat Noir, da Rena Rouge... – Alya enumerava.

- Os heróis de Paris, Louis. – Marinette atalhou.

- Cara, a gente precisa ir ver esse filme! A estreia vai ser no próximo sábado.

- Por mim... – Louis deu de ombros, enquanto passeava o olhar entre os amigos, até que se fixou em Marinette. – Vamos?

- Eu não sei... - Ela titubeou.

Marinette, confusa como sempre, tinha dúvidas se deveria sair com Louis. Não queria sofrer por amor por causa de Adrien, mas também não queria fechar a porta pra ele, permitindo que outro entrasse em sua vida. Fora o receio de iludir o próprio Louis.

- Ah, Marinette! Esse filme é imperdível! Vamos todos juntos, vai ser demais. Eu e o Nino compramos os ingressos e vocês pagam a pipoca e o refrigerante.

Marinette se deu por vencida.

- Tudo bem, Alya. Vamos ao cinema no sábado.

Os três jovens fizeram uma pequena comemoração, a que Marinette apenas assistiu, sem muito entusiasmo. Quando retornava à sala de aula, seu celular vibrou. Havia recebido uma mensagem nova. Era Alya.

“Ingressos comprados. Não esquece da pipoca e do refrigerante."

Logo abaixo, uma imagem. Marinette clicou pra baixar. Era uma foto sua com Louis, estudando pertinho um do outro, com um coração desenhado em volta.

“Alya, não coloca ideia na cabeça do garoto. Você sabe que eu amo outro.”

Alya respondeu com uma figurinha do Chat Noir dando língua.

“Esse outro é comprometido e há anos vocês mal se falam. Aproveita a vida, amiga! Não se deixa passar um cara como o Louis.”

Marinette chegou ao seu lugar e encontrou uma caixinha com um bilhete.

“Sei que você gosta de cookies. Fiz esses especialmente para você. Louis"

Marinette não pode evitar de suspirar. Ouviu uma vozinha vindo do fundo da sala, que dizia “own, que romântico", seguido de um “shhhhhhh", que reconheceu como sendo Rose e Alix. Alya encostou nesse exato momento e sussurrou:

- Além de inteligente é prendado. Pode tocar a padaria com seus pais, enquanto você se dedica a virar uma estilista de sucesso.

- Cala a boca, Alya!

No banco da frente, Louis e Nino trocavam olhares cúmplices, enquanto riam baixinho.

***

Finalmente era chegado o sábado. Caminharam alegres os quatro até o cinema. Enfrentaram a fila da pipoca, onde Marinette e Louis compraram o lanche. Mais fila para acessar a sala. Marinette estranhou os assentos marcados.

- Ué, Alya. A nossa fila é a O?

- Ai, amiga, desculpa, mas não tinha mais quatro poltronas juntas. Eu comprei pra vocês lá atrás. Eu e o Nino vamos ficar aqui mais pra frente.

Marinette fez um bico, contrariada. Louis avançou alguns degraus e olhou para a garota, que permanecia estática, atravancando o caminho.

- Vamos? É lá atrás.

Marinette bufou e seguiu o moreno. Era, literalmente, na última fila.

“- Alya, você me paga!” – praguejou em pensamento.

- Achei. É aqui. – Louis apontava pro local indicado pelos ingressos.

Ele caminhou entre as poltronas e parou diante do seu assento, seguido por Marinette. O cinema estava bem cheio, de fato.

- Você ficou chateada? Digo, por estar longe da Alya e do Nino?

- Não... – ela mentiu - Tá tudo bem.

- Que bom.

Louis abriu um sorriso tão lindo, que Marinette acabou se desarmando.

- Agora que eu reparei. Você tá sem os óculos.

- Eu uso lentes para sair. Quero dizer, para eventos que não sejam rotineiros.

- Assim dá pra ver melhor como os seus olhos são lindos.

- Não mais do que os seus.

As luzes começavam a se apagar e a tela exibia os avisos de rotina. Louis levantou a divisória entre as cadeiras e se aproximou mais de Marinette. Muito mais. Estava tão perto que ela podia sentir o calor que ele exalava ao falar.

- Aliás, não apenas os olhos. Você é inteira linda, Marinette.

Louis levou a mão direita até a nuca da menina e segurou de leve seus cabelos. Ela sentiu seu coração disparar e uma vontade absurda de que ele fosse adiante. Fechou os olhos e tombou levemente a cabeça.

- Linda fisicamente e uma pessoa linda também.

Louis deu pequenos selinhos pelo pescoço de Marinette.

- E cheira muito bem.

- Louis... – ela sussurrou, a voz meio rouca, meio falhando.

O rapaz avançou para os Lábios de Marinette, beijando-a com um desejo contido há séculos. Marinette se atracou a ele com a mesma intensidade, segurando seus fios longos. Quando fizeram uma breve pausa, Louis complementou:

- E beija deliciosamente bem.

- Você também. Lindo, cheiroso... e gostoso.

Louis deu um sorriso ladino irresistível e os dois voltaram às atividades.

***

Os créditos já corriam na tela quando o casal teve seus beijos interrompidos por um pigarreio.

- Ei, vocês dois! Não têm vergonha na cara não?

Alya zombava dos amigos. Nino não segurou uma risada. Marinette ficou vermelha.

- Não enche, Alya!

- Vambora, pombinhos!

Os dois se levantaram e seguiram os amigos. Andavam lado a lado, de mãos dadas, ares de casal apaixonado.

- Que que vocês acham da gente comer uma pizza?

Alya cutucou Nino e sussurrou alto:

- Deixa de ser inconveniente, Nino! Não vê que os dois estão se curtindo?

- Marinette é quem manda.

- Acho que eu prefiro ir pra casa direto...

- Tudo bem, galera. Não vamos nos desentender por isso. A gente marca uma pizza outro dia.

Os quatro se despediram. Louis envolveu Marinette em seu braço forte, puxando-a pra perto, enquanto caminhavam.

- Posso te acompanhar até a sua casa?

Marinette deu um sorriso encantador, que dizia por si. Louis a beijou e os dois continuaram andando. Pararam na praça para uma despedida mais longa. A menina sentia seu corpo fraquejar dentro dos braços de Louis, o jeito como ele a pegava, com suas mãos grandes e firmes, seu beijo seguro, perfeito, delicioso. Aproveitaram a penumbra do local por um bom tempo, antes que ele, finalmente, a deixasse na porta de casa.


Notas Finais


Gente...
Não sei o q dizer. Eu faria uma pergunta: você, leitora ou leitor, já se sentiu assim com alguém? De se sentir sair do eixo com um olhar, um toque, um sorriso? O coração disparando, as ideias embaralhadas... Rsrsrs Às vezes nem é um grande amor... Só alguém que deixa a gente desconcertado. Tô escrevendo isso com um sorriso besta na cara. rsrsrs
Obrigada por estar aqui. Sinta-se a vontade pra comentar.
Até amanhã!!!
Besitos.


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