História Os Anjos Existem - Capítulo 1


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Categorias Sou Luna
Tags Lutteo, Sou Luna
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Palavras 3.935
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Opa, parece que chegamos na segunda Fanfic, por isso só iniciarei uma nova quando acabar essa ainda existente, não se preocupem, estou totalmente ciente disso. Bem, agora vamos aos reais avisos:

~Recomendada para maiores de 16.

~Linguagem inadequada,

Somente isso. Divirtam-se.

Capítulo 1 - O começo


   Quando eu fiz 10 anos, eu não tive festa. Mas minha mãe fez um bolo para não passar em branco, era um bolo de cenoura o meu preferido. Quando fui assoprar a vela minha mãe falou para fazer um pedido e disse que eu precisava escolher bem, pois o que eu pedisse poderia se tornar realidade.

- Esta bem – fiquei pensando – já sei. Quero amigo que me escute, que me entenda, que me faça rir e que nos momentos difíceis ele fique do meu lado – falo sussurrando.

- Então filha já escolheu?

- Sim. Mas se eu contar não vai se realizar, obrigado pelo bolo mãe – comemos o bolo e comecei a ficar com sono – Vou me deitar, amanha conversamos mais, boa noite.

- Boa noite, filha.

  Subindo as escadas para meu quarto comecei a imaginar como seria esse meu “Novo Amigo”, será que iria conhecê-lo no colégio ou ele viria até aqui? Minha mente estava confusa então fui dormir para ver se esquecia. Sendo sincera consegui dormir, mas não esquecer. As oito da manhã acordei imaginando o que iria fazer, até que uma voz desconhecida falou comigo.

- Oi! Espero que tenha acordado disposta hoje, pois temos o dia cheio – uma voz alegre que eu nunca ouvi antes.

- Quem é você? O que faz aqui no meu quarto? – me levanto e ando pelo quarto procurando – eu só posso estar maluca, eu sabia que falar sozinha um dia iria dar problema.

- Você não esta maluca, eu só estou aqui porque você me chamou – afirmou ele.

- Eu não chamei ninguém – fiquei pensando – espera. Eu fiz um pedido ontem, eu pedi um amigo.

- Então, eu sou esse seu amigo que tanto queria. Você queria alguém que conversa-se com você e não retruca-se. Não pode me ver porque acho melhor assim, posso fazer tudo que um amigo comum faria. Mas só você pode me escutar – ele falava.

- Ahhh... Seria uma estratégia para ninguém falar mal de você. Legal! Mas mudando de assunto, qual é o seu nome? – observo o quarto inteiro procurando ele.

- Meu nome é Matteo. Não precisa dizer seu nome porque já sei muita coisa sobre você.

- Aham....... Sei... até parece que você sabe – falei sendo sarcástica.

- Esta duvidando? Então tá. Seu nome é Luna Benson, não tem o sobrenome do pai, pois nunca chegou a conhecê-lo, sua melhor amiga se chama Âmbar. Mas se eu fosse você não confiaria muito nela, ela fala bem de você na sua frente, mas nas suas costas fala o pior que se um dia você escutar vai ter um ódio tão grande que não conseguiria respirar o mesmo ar que ela. Quer que eu continue?

- Não! Já escutei o suficiente, e não fala da Âmbar porque ela é minha melhor amiga e você não a conhece – falei estressada.

- Na verdade eu venho observando vocês há algum tempo. Precisava ter motivos para conversar com você, saber seus gostos, saber seus defeitos. Tudo isso foi necessário para fazer você virar minha amiga, meu destino é protegê-la até meu ultimo suspiro – falava com um tom que qualquer pessoa acreditaria. E eu pensei: nossa falou pouco, mas falou bonito, parabéns.

- .... Amigos invisíveis não fazem isso! O que você é?

- Eu sou a pessoa que daria a vida por você, sou seu anjo da guarda – Ele falava com um tom de voz forte. Eu pensei estragando tudo o que ele havia falado: ele usa muitas metáforas nas frases. Deve estudar muito.

- Achei que não existissem mais – sento na cama não acreditando.

- Isso é verdade. Muitos de nós tem medo de ser responsáveis e acontecer algo que não possamos impedir com nossos protegidos – fala baixo – posso ser novo, mas meu pai me deu essa responsabilidade e vou mostrar para ele do que eu sou capaz e o quanto sou responsável.

- Nossa, do jeito que você fala parece que tem menos de 50 anos – falo curiosa esperando a resposta.

- 50 anos? Não sou tão velho assim, eu só tenho 12 anos. Eu ainda estudo ao contrario do que pensa, e conheço muitas pessoas onde moro.

- Se disfarça de humano? Como esconde as asas?

- Dou meu jeito, eu quase não as uso. Só as uso em emergências, já me acostumei viver sem elas – parecia que ele estava rindo.

- Algum dia poderei vê-lo?

- Daqui alguns anos, quem sabe.

- Eu espero que não demore muito.

- Vamos para o quintal. Esta um lindo dia para desperdiçarmos aqui dentro.

- Você não vai ser queimar ou perder as penas e acabar virando humano? – desço as escadas e vejo minha mãe – fale mais baixo, minha mãe vai ouvi-lo – falo sussurrando.

- Sua mãe não pode me ouvir, e quem esta falando alto é você.

- É mesmo! – falo baixo – Oi mãe, bom dia!

- Falando sozinha de novo? – minha mãe me olha.

- Falar sozinha deixa a pessoa mais inteligente se quer saber, vou ir lá fora.

  Pelo que eu me lembro, ficamos sentados o dia inteiro conversando sobre assuntos diversos e quando anoiteceu ele resolveu responder minhas perguntas de mais cedo.

- Quando me perguntou se eu morreria queimado ou perderia as asas, lhe aviso que nada disso aconteceria alguns anjos como eu são imortais, só ficamos fracos quando alguma coisa acontece com quem protegemos. Entende?

- Só um pouco. Mas me responde uma coisa: existem pessoas com poderes, vampiros, lobisomens e outros?

- Tem certas coisas que humanos não podem saber. Mas minha pergunta é: você acredita nisso? Só acho que anda lendo demais!

- Eu acredito, se anjos realmente existem qualquer outro ser que não é humano existe.

- Então porque me fez a pergunta? São as pessoas que acreditam em nós. Todos nós somos ilusões da mente das pessoas.

- Não é ilusão! Se fosse, eu não sentiria sua presença.

- Sente minha presença? – falava surpreso.

- Sinto, por quê? – pergunto não entendendo.

- O correto seria você apenas me escutar não “sentir minha presença” – fica pensando.

- Eu vou dormir boa noite – me deito e fico olhando para o teto.

- Boa noite!

  Quando eu menos esperei a voz desapareceu, e eu fiquei pensando se tudo aquilo era verdade. Bom, naquela época eu nunca cheguei a vê-lo, e tudo que ele havia dito sobre a Âmbar não teve sentido algum! Mas os anos se passaram e nossas conversas só aumentaram.

  Nesses oito anos que se passaram muitas coisas mudaram, algumas garotas me ouviram falando “sozinha” e agora fico escutando elas falando pelas minhas costas. Espero que isso não aconteça hoje, porque não acordei disposta para aceitar desaforos.

                                                                               ***

- Tem certeza que vai para o colégio Lu? Você não esta com uma cara boa.

- Eu estou ótima e eu já te falei sobre esse apelido.

- Vou continuar chamando você assim, eu acho fofo e combina com seu jeitinho. Eu estou com um pressentimento ruim, fique em casa! O que você vai escutar hoje, você não vai gostar nenhum pouco – afirma com a voz angustiada.

- Vai falar sobre a Âmbar de novo? Para de dizer que ela fala mal de mim. Ela é minha melhor amiga, e a partir de agora eu não vou escutar você. Penso em escuta-lo quando voltar do colégio à noite – sai andando com raiva.

- Você precisa me escutar, depois não diga que eu não avisei. Até daqui a pouco – ele se sentou na cama e começou a rezar.

  Meu vizinho Simon ia para o colégio então aproveitei e peguei carona com ele de moto. Quando cheguei, metade dos alunos me encaravam com uma cara de pena. Escutei até alguns dizendo: Coitada ela não sabe a amiga que tem! Entrei no colégio e escutei uma voz conhecida vindo do corredor.

- A Lu é a garota mais insuportável que eu já conheci, só fico perto dela porque tenho pena – falava com naturalidade – já se não basta-se ela ser nerd, para piorar fica falando sozinha com um tal de Matteo. A situação esta tão difícil para ela que até namorado invisível ela está arrumando – Âmbar cai na gargalhada.

  Eu não sabia o que fazer: se eu corria para o mais longe possível ou se dava uma voadora nela. Então decidi conversar civilizadamente com ela.

- Achei que você fosse minha amiga... Mas acho que estava enganada.

- Não é o que você esta pensando – Âmbar me olha nervosa.

- Então você não estava falando mal de mim? Sinceramente mais sínica que isso você não é.

- Me deixe explicar... – fala não sabendo mais o que dizer.

- Não, não deixo. Bem que o Matteo me avisou que você era a pior das pragas do Egito, fui tola em defender você. Briguei com o Matteo por sua culpa, é melhor eu ir, não quero falar mais com você! Eu até poderia dar na sua cara, mas não quero me sujar. – saio andando rápido e não olho para trás.

  Fui andando até em casa, andava o mais rápido que eu podia, entrei chorando em casa e pedi para minha mãe não me incomodar, andei pelo quarto chorando durante alguns minutos e resolvi deitar. Eu precisava pensar em uma maneira de encontrar Matteo e pedir desculpas para ele, até que escutei alguém falando comigo.

- Lu você está bem? – Matteo fala preocupado e com uma voz angustiada.

- Mais ou menos, estou precisando de um abraço. Mas nem isso você pode me dar até porque você é invisível! – me sento na cama chorando.

- Olha, não é bem assim. Não gosto de ficar invisível para você, para te provar isso vou demonstrar – Matteo aparece e me abraça.

- Você é mesmo meu amigo! Poderia ter ido embora depois de tudo que eu disse.

- Na verdade eu fui embora, mas voltei quando senti que precisava de mim – ele me encarava – e você pediu um amigo que ficasse com você nos momentos difíceis, então aqui estou!

- Se eu tivesse te escutado nada teria acontecido.

- Cedo ou tarde você iria descobrir -  ele me abraça forte.

- Para ser sincera, você não era como eu pensava. Achei que você fosse loiro de olhos verdes e um pouco mais forte. E nem falo da roupa, achava que você andava com aquelas roupas brancas que parecem vestidos e andando tocando aquelas arpas.

- Nem todos os anjos são assim, eu tenho cabelos castanhos e olhos castanhos e sou bem bronzeado. Tem um anjo lá que tem cabelos ruivos, sem dizer em um grandão que tem uns 2 metros. E só para avisar eu sou um anjo moderno, quem toca arpa e anda com essas roupinhas são os cupidos.

- Ata, desculpa – falei rindo.

- Vou passar a ir para o colégio com você. E dessa vez bem visível.

- Por que vai fazer isso, e se descobrirem que você é um anjo?

- Eu vou correr o risco, mas quero vê-la bem. Âmbar não gostou nenhum pouco do jeito que você tratou ela então está arriscado ela tentar se vingar.

- Ela não teria coragem.

- Tem certeza? Depois de tudo que você ouviu hoje?

- Pode até ser, mas ela não vai me machucar enquanto meu anjo da guarda estiver por perto – abraço Matteo.

- Pode deixar, mas amanha olha quando for atravessar a rua.

- Ok. Mas agora vou deitar e enrolar até a janta – me deito na cama e olho para Matteo.

- Eu preciso ir, vejo você amanha de manha no colégio – o mesmo me da um beijo na testa.

- Até amanhã.

  Quando olhei ao redor do quarto ele já havia desaparecido. Não entendi bem o que ele quis dizer em atravessar a rua, mas não custa prestar atenção. Comecei a escutar minha mãe batendo na porta, me levantei para atendê-la.

- Filha o que houve? –  minha mãe me pergunta me observando.

- Nada, só umas coisas no colégio que prefiro não comentar.

- Entendo, mas me explica uma coisa: de quem é aquele casaco? – aponta para o casaco que estava em cima da minha cama, era do Matteo. Por que o casaco não desapareceu igual a ele?

- É.... – pensei em algo – um amigo me emprestou porque esqueci o meu e estava muito frio quando vim para casa.

- Pensei que tivesse alguém aqui – ela olha ao redor.

- Ah mãe.... até parece – olho para o lado e vejo Matteo rindo – se eu trouxesse alguém aqui eu iria avisar você.

- Eu espero. Não vou jantar, deixei um miojo para você em cima da pia –  ela desce as escadas e vai para seu quarto.

- Pare de rir – dou um tapa em Matteo.

- Desculpa, não aguentei. Me da um pouquinho de miojo?

- Era mais fácil quando eu não via você – pego o miojo em cima da pia e começo a comer – você me mostraria o que os anjos fazem?

- Sim, mas poucas coisas. Não quero que saiba muita coisa.

- Porque não? – continuo comendo.

- Tem certas coisas que não posso contar, poderia prejudicar.... – ele  me olha.

- Só queria saber um pouco mais sobre você, mas não precisa contar, não quero te obrigar – coloco o prato dentro da pia e começo a subir as escadas.

- Irei contar para você tudo que queira saber, só que depois das aulas –  ele aparece na porta do quarto e eu coloco a mão no peito – durma um pouco, vamos fazer muitas coisas amanha – ele diz sorrindo.

- Boa noite, mas da próxima vez não aparece de repente na porta. Posso não reagir desse jeito da próxima vez. – me deito na cama.

- Vou levar o casaco só por precaução. Não se preocupe vou tentar da próxima vez ser o mais humano possível – de repente o barulho de seus passos desapareceram.

  Dormi, mas acordava a toa ansiosa para que o dia chegasse. Fiquei curiosa com uma coisa: como ele vai chegar ao colégio? Voando? A pé? Ou de ônibus? Vou ter que aguentar até amanha.

  Quando comecei a dormir direito, sonhei com um anjo. Só que não era o Matteo, os olhos eram frios e escuros, sem vida. E suas asas negras como as profundezas do lugar mais obscuro do mundo. E ele estava com uma espada na mão, quando cheguei perto ele me encarou e atravessou sua espada em mim, e na mesma hora acordei. Quando peguei o celular pra ver a hora, já estava atrasada. Me vesti e desci as escadas correndo, peguei alguns biscoitos e fui para o colégio.

  Chegando lá sou recebida por Jim “a fofoqueira” como todos a chamam, ela sabe de tudo o que acontece no colégio, como agora, por exemplo: ela só vem falar comigo quando tem uma fofoquinha nova.

- Qual é a boa de hoje? – cruzo os braços.

- Tem um aluno novo na área, vai estudar na nossa sala – cheia de sorriso no rosto.

- E eu com isso?

- Eu descobri seu nome: é Matteo, soa familiar? – como se ela já não soubesse da minha fama de conversar com um “ser invisível de mesmo nome”, mas resolvi omitir essa história.

- Devo ter escutado esse nome no corredor, eu acho – descruzo os braços escutando um barulho de um carro muito potente.

  De repente na entrada do colégio aparece um Mustang branco, um carro que parecia ter saído da confeccionaria ou de um lava rápido de luxo nesse instante.

Quando a porta se abriu dou de cara com Matteo, ele fecha a porta e começa a andar em minha direção e não satisfeito da uma jogadinha de mão para trás para travar o carro com sua chave extremamente chique que fez até um barulho: Trim,Trim! Ele fica de frente para mim e da uma mexida em meu cabelo, olhei para Jim já imaginando a nova fofoca: ALUNO NOVO É FLAGRADO POR MIM FAZENDO CARINHO NO CABELO DE LUNA, O QUE ELES SÃO?

- Olá! Ainda me deve um miojo sabia? – Matteo tira as mãos dos meus cabelos e põe no bolso.

- Você tem carro? Achei que viria a pé – o encaro e depois fico admirando seu Mustang.

- Eu tenho cara de quem anda a pé? Nada contra, mas se eu tenho um carro é melhor usa-lo – sorri e chega mais perto – é melhor entrarmos, o sinal já vai tocar.

-Esta bem. Vamos então – começo a andar e Matteo me segue e no meio do caminho põe a mão na minha cintura – posso saber o que você esta pensando? Você acha mesmo que vou deixar colocar a mão onde não deve? – o encaro e pego meus livros no armário.

- Eu não estou pensando em nada. Achei que não se importasse, e eu quero fazer ciúmes nos seus ficantes – fala rindo e pega os livros do armário que ficava do meu lado.

- Fala sério, é melhor entrarmos – entro na sala e ele me segue. Eu me sento de frente para o professor, ali era o meu lugar dês do começo do ano.

Era aula de história com o professor George, ele queria respeito, mas como respeitar alguém que parece que esta rindo de tudo? Matteo ficou apoiado na parede olhando ao redor, e o professor ficou encarando ele.

- Aluno novo, poderia vir até aqui? – Matteo saiu do fundo da sala e ficou de frente para o professor, que de frente para ele era bem pequeno.

- Pois não? – põe as mãos no bolso.

- Poderia se apresentar para a classe?

- Acho que eu não tenho muita escolha. Olá, meu nome é Matteo Balsano. Eu morava na Itália com o meu pai e ele tem um emprego aqui, então resolvi vir para cá para ficar com ele. Só isso.

- E sua mãe? – o professor o encara.

- Não quero falar sobre isso. E será que posso me sentar? – Matteo falou com um tom frio.

- Esta bem, gostaria que se senta-se do lado da nossa aluna mais inteligente: Luna, ela pode lhe passar toda a matéria.

- Eu já tenho a matéria. A Lu e eu não nos conhecemos hoje, já faz alguns anos que conversamos pela internet. Ela vem me passando as matérias há alguns dias – se senta do meu lado com um sorriso de orelha a orelha, sinceramente nunca vi um anjo mentiroso. Eu passei a matéria para ele hoje, na parte da manha, foi um dos motivos de eu ter me atrasado, ficar de conversa de madrugada pelo telefone não é bom.

- Espero que esse sorriso não seja para mim – falo sussurrando e olho para a janela.

- Como já conhecemos o novo aluno. Vamos aprender um pouco sobre a Segunda Guerra Mundial...... – o sinal tocou atrapalhando a fala do professor.

Todos se levantam correndo e saem pela porta. Matteo se levanta, pega minhas coisas e sai correndo.

- Matteo devolve! – corro atrás dele.

Começamos a correr o colégio inteiro dês da sala de aula até o refeitório, e o incrível é que ele não se cansava ao contrario de mim que já estava morrendo. Fomos parar na entrada do colégio, ele parou e me entregou a bolsa. Eu me apoiei nele morrendo, até que escutamos um barulho...
            Andamos mais um pouco para escutar o que era aquilo. Até que de repente apareceu um caminhão azul desgovernado correndo de um lado para o outro, ele cantava os pneus e acabou batendo no muro do colégio fazendo ele capotar na direção de todos que estavam no pátio. Todos começaram a correr, mas eu não conseguia, eu tinha corrido tudo o que podia e não podia atrás das minhas coisas. Não tinha forças para correr, e para minha tristeza o caminhão chegando perto, só me restou uma coisa: rezar e fechar os olhos, eu estava tão assustada que não escutava a minha volta, mas longe, bem longe podia escutar Matteo  gritando pedindo que eu saísse dali.
             Mas na distancia que estava eu e o caminhão, não adiantava correr eu iria morrer de qualquer forma.

- Luna sai dai agora – Matteo anda de um lado para o outro pensando – Eu preciso fazer uma coisa.

Eu estava de olhos fechados, não queria ver o caminhão me esmagando. Mas por força do desespero decidi abri-los e vi o caminhão a poucos metros de mim, rapidamente fechei os olhos de novo. Quando os fechei pude sentir um vento e alguma coisa me empurrando para que eu senta-se, abri os olhos para ver e dei de cara com Matteo  abrindo as asas e me protegendo do caminhão, eu não tive outro pensamento: o abracei forte.  Eu sabia que ia morrer, mas pelo menos agora eu morreria do lado de alguém que eu realmente conhecia e admirava.

- Vou tirar você daqui! – olha ao redor e depois me encara.

- Não tem como, o caminhão está quase nos esmagando não dá para correr – fecho os olhos.

- Menina ingênua! Quem disse que vamos correr? – olha para cima e depois me encara – só estou esperando o momento certo, se eu fosse você se segurava – fala se preparando.

- Eu já estou me segurando! Desde quando chegou aqui – abraço Matteo mais ainda.

- Só estava esperando que dissesse isso – ri.

- Como assim... – não consigo terminar de falar, Matteo me pega no colo e da impulso no chão com os pés e de repente já não estávamos no chão. O caminhão passou segundos depois que saímos no lugar onde estamos - ..................

- Você esta bem? 

- Não. U-um c-caminhão q-q-quase me matou, e-eu estou no colo de um anjo. Q-Quer que eu diga mais? – falo tremendo – Matt? Poss--o te fazer uma p--pergunta?

- Claro! À vontade.

- O que aconteceu com sua mãe?

- .....Bem, minha mãe faleceu quando eu ainda era um bebê.

- O que ela teve?

- Minha mãe era humana e meu pai um anjo, ou seja, um amor proibido. Apesar dos deuses terem deixado, os anjos negros tiveram inveja então..... –  ele me olha de cabeça baixa – eles não podiam fazer as mesmas coisas que os anjos Puros, digamos que eles são os anjos maus da história. Eles seguiram meus pais e tentaram me matar, minha mãe me defendeu e pagou o preço por isso – ele desce em uma floresta que ficava do lado do colégio e me coloca sentada em uma pedra.

- Desculpa, eu não sabia. Meus pêsames, peço desculpas novamente, eu não deveria ter entrado nesse assunto.

- Tudo bem. Uma hora iria descobrir, se eu não tivesse pedido para o professor parar você ia saber.

- Ele ia falar?

- Ia. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, não esta doendo no olho dele. Mas no meu.... – respira fundo e chega perto colocando a mão na minha testa – as pessoas do pátio acham que esta morta.

- N-novidade, todo mundo me trata com se eu já estivesse. 

- Você esta gelada e gaguejando, vou leva-la para casa. Precisa de um banho quente e uma sopa – sorri. (Ps: dormir de conchinha faz um bem danado se quer saber)

Eu escuto um barulho vindo de traz da árvore e me levanto, olho atrás da árvore e vejo um gatinho branco sentado, ele era maior do que eu já virá,  sem dizer nas garras enormes que ele tinha, mas ele continuava sendo fofo.

- Matt! Tem um gatinho aqui, será que minha mãe deixa eu ficar com ele? – pego o gatinho no colo.

- Isso é um gato? – encara o filhote – ela vai deixar. Você quase morreu hoje, se depender ela vai deixar você criar até um leão em casa.

- Isso é verdade. Agora vamos – começo a andar em direção ao carro.

 

 

 


Notas Finais


Gostaram?Odiaram?
Mereço comentários?
Calma que tem muiiiiita coisa legal pra rolar na história.
Vejo vocês no próximo episódio de Os Anjos Existem.
Até mais...


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