História Os Arquivos Brancos - Capítulo 20


Escrita por:

Visualizações 6
Palavras 1.967
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Steampunk, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


"Ele me guarda ileso na batalha, sendo muitos os que estão contra mim." Salmos 55:18

Capítulo 20 - Volta Pro Lugar De Onde Você Nunca Devia Ter Saído.


Tudo nos conformes para um jantar excelente á ser dado para os nossos amigos da família, e a demônia que vai vir comer com a gente.

A nossa casa nunca esteve tão chique, e olha que, o estado normal dela já é de fazer o queixo de qualquer um cair, especialmente se esse qualquer um só viu uma casa grande e sofisticada por uma série de televisão.

Por mais estranho que possa parece, não sinto nem um pingo de nervosismo, apesar do fato de uma criatura do Inferno esta vindo para dentro da minha casa. Me sinto mais determinado do que nunca.

Então, um pensamento totalmente desvinculado do que vai acontecer daqui á pouco invade a minha cabeça, a minha melhor amiga, Amelly. 

As palavras de Dona M. ecoam dentro do meu cranio, menina bonitinha, e realmente, eu nunca tinha prestado muita atenção nisso, eu sempre a vi como uma amiga muito próxima, alguém com quem eu compartilhei momentos muito preciosos da minha infância. E conheço desde que me entendo por gente.

Dito isso, é ainda mais ilógico você querer ir atras de uma pessoa que você mal conhece, e fora da nossa cidade, você dificilmente vai ter certeza absoluta do caráter de alguém. 

Sem mais me estender nesse mérito, os sócios de meu pai no escritório de finanças dele começam a aparecer um por um, todos bem produzidos em seus ternos bastante caros e elegantes, cumprimentando o meu pai por sua nova namorada, e possivelmente, futura noiva, más isso nunca vai acontecer. Nunca. 

Afinal, sendo uma criatura do Diabo, ela jamais poderia entrar em uma igreja, o simples olhar dela para uma Casa de Deus, já á faria se tremer de desgosto e raiva e derrota. 

Nesse caso, seria o que se chama de arranjo, uma união pagã ratificada no cartório mais próximo, reconhecida apenas pela lei dos homens. Más nem isso eu vou deixar rolar, aliás, muito menos isso.

Logo, os meus amigos chegam na minha porta, a campainha tendo sido tocada e o painel de segurança devidamente conferido.

- Dona Melanie, Alex, Amy e Cath já chegaram! - eu grito. Só os amigos bem próximos.

- Estou já indo - a estabanada governanta de meu pai se apressa em ir até a porta. 

Vou até a porta enquanto meu pai tá lá com os amigos dele, os meus amigos parecem muito melhor sem ser por uma gravação, especialmente a minha melhor amiga, bem arrumada como uma especie de princesa da Disney nos tempos atuais. 

Alexander e Catheline também não estão nada maus, produzidos como se para uma festa de casamento, mas esse não é o caso, graças ao Senhor.

- Tá linda Amy - eu dou um beijo de leve na bochecha dela, más as duas assumem um tom leve de rosa.

- Você também esta otimo Eddie - ela diz, a voz como notas musicais uma harpa feita de brigadeiro - hein, o que foi isso?

Más enfim, não deixo de ficar corado, eu não sou assim tão bom se comparado com ela. Aliás, ela poderia encontrar vários caras melhores que eu no quesito de aparência,  e eu nem sei o que ela acharia de me namorar, e talvez eu nunca tenha coragem de descobirir.

- Valeu - falo, e me movo ligeiro para falar com Alex e Cath.

- Arrasou na beca migo - me diz Cath.

Um riso suave escapa dos meus dentes, as vezes, ela tem umas coisas tão engraçadas, más todo mundo que, vez ou outra, visita uma região diferente, volta pra cá com uma mania que acaba sendo adaptada ao estilo Purechapel - se não, aqui seria como os imensos centros urbanos.

- Você também não esta nada mau - eu falo, como quem fala do clima constantemente nublado e chuvoso daqui, Cath é uma garota até bonitinha também, não tem como negar.

Más quando alguém gosta de outra pessoa em especial, dita pessoa sempre parece mais bonita em relação á qualquer outra.

- Oi Alex - digo, já menos animado.

Ele é o único que sabe explicitamente a minha opinião no que diz respeito a esse relacionamento do meu pai. E entende o que eu estou passando nesse momento, ainda que esse entendimento seja ínfimo se colocado no contexto que somente o pessoal da congregação está ciente. 

E por falar neles

Todos os noviços e noviças com roupas mais casuais, o mesmo pode ser dito dos frades e das freiras, independente de ser um jantar fora da igreja, e com pequenos livros nos bolsos das calças de cada frade - e de Padre Franklin, nos bolsos das longas saias de cada freira, da pra ver mesmo de certa distância, é seguro dizer; são Livros com Versículos. 

Não são todos da Igreja que estão aqui, claro, seria tolice, apenas uma pequena parcela deles estão, aqui, os demais consagrados, lá na Igreja, e em regiões menos caridosas de Purechapel  - ou seja, a fauna e outros lugares em que o sobrenatural esta presente - cuidando de assuntos que não são da minha conta. 

E cada uma das Igrejas daqui e do mundo funcionam de forma semelhante em lidar com esses assuntos.  

Só pra vocês saberem, eu não sei de toda estrutura complexa e posições de hierarquia e ordem dentro da congregação, então eu falo só o que eu sei.

Eles não começam conflito nenhum, não mesmo.... más terminam. Até porque, a sociedade das criaturas sobrenaturais se baseiam e se sustentam em matar seres humanos. E contra um fato como esse, não existe argumento.

- Boa noite Edwidge - ala Padre Franklin, um sorriso no rosto - vamos começar?

_______________________________

Passam- se alguns minutos de conversa entre mim e os meus amigos, coisas da escola e de Guerra Infinita - a continuação tão esperada que lançou ano passado.

- Será que o Homem de Ferro vai sair mesmo? - eu pergunto 

- Menino - diz Cath - os Vingadores não são os vingadores sem Tony Stark.

- Ue, tudo é possível agora, "cê" não viu metade do universo virar pó num estralar de dedos?

- Más eles vão voltar - fala Amy. 

Nesse momento, chega o meu pai fazendo o anuncio.

- Atenção a todos, a minha mulher chegou - ele anuncia, com um orgulho que quase faz o meu estomago virar do avesso.

Meu coração começa a bater com um pouco mais de intensidade, a ansiedade tomando conta de mim, parece que eu estava meio errado em achar que ficaria tranquilo, eu to me borrando aqui!

 Más ai ela apareceu, e.... o nervosismo passou, e foi substituído por uma raiva fria.

A mulher usava umas roupas; de tão luxuosas acabavam parecendo decadentes, e de um vermelho tão intenso, mais tão intenso, que se você tocasse fogo nela, nem daria pra pessoa notar. Tendo um físico muito fomentado, mais do que qualquer outra mulher que eu já tenha visto ao vivo e em cores. O batom é cor de sangue. Os olhos escuros como um buraco negro feito artificialmente num laboratório de governo. E o rosto como mármore seco.

Amelly se aproxima de mim e cochicha no meu ouvido;

- Tem alguma coisa nessa dona aí que não tá me cheirando bem.

Nesse caso eu tenho que concordar com a Amy, porque ela realmente tem um certo cheiro. 

Ainda bem que não tem por aqui por perto, um galão de gasolina e um fosforo, eu ficaria bastante tentado a por essa teoria em pratica, más tem muita gente por aqui.

Ela fica parada como uma estátua quando o pessoal da congregação entra na vista dela, seu sorriso de boneca falsa se desfaz e sua boca fica numa ninha reta, seus orbes negros como dois canos de metralhadora. Num instante ela volta o foco para as pessoas em geral.

- Estou muito feliz de finalmente conhecer todos vocês - ela diz, a voz de um tom que lembra notas musicais cobertas de inseticida.

Alguns dos senhores que aqui estão presentes, sócios de meu pai, olham para ela de um jeito não tão respeitoso.

Não engulo essa besteira que certas moças dizem sobre os homens, apenas alguém dotado do cromossomo Y pode compreender a profundidade e a complexidade da mente de um songo-mongo cheio de testosterona.

"Então esse desejo, tendo concebido, dá a luz ao pecado, e o pecado, após ser consumado, gera a morte" Tiago 1:15, quantas vezes nós deixamos nossos impulsos mais destrutivos tomarem conta de nós e nos levarem ao caminho da perdição?, a constante malévola que nós temos, mentimos, roubamos, matamos, destruímos á nós mesmos e tudo ao nosso redor..... más sempre tem que se ter esperança. 

A esperança que apenas nós, criados a imagem e semelhança d'Ele, podemos trazer ao mundo.

Eu adoro também esse aqui; "Pois o Senhor é quem da sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento" Provérbios 2:6, na minha opinião, descobrimos uma parcela da interminável inteligência do Criador a medida que progredimos, más sem confundir progresso com mudança pra pior, esse ultimo é quando as forças do mal vem pra bagunçar tudo. 

Más é por isso que estamos trabalhando em pesquisas e avanços para solucionar e eliminar os maus aspectos de nossa natureza, já estamos trabalhando nisso.

_______________________________

Foi só esperar a coisa toda acabar - aliás foi até divertido, a comida toda parar em cada um de nossos estômagos agora satisfeitos, papo ir e vir, cada um dos convidados irem embora um por um, incluindo ela, que estava hospedada em algum pequeno hotel por aqui por perto para os turistas, ela então se retirou da minha casa, e nós a seguimos para fora.

Aconteceu tudo tão ligeiro que nem deu tempo de processar; a mulher bem que tenta dar uma escapada rápida, caminhando em passos moderados e mexendo o corpo de um jeito esquisito, ela sabe o que esta prestes a acontecer.

- Sabemos o que é você, e você sabe quem nós somos.

suas roupas se grudam em seu corpo e ela toma a forma de um ser verdadeiramente medonho, a pele como pimentas em conserva num vidro de mercearia, os olhos ficam totalmente escuros como a noite, a boca com mais dentes do que se pode contar, meio que parecendo um goblin.

A monstra dá uma carreira em nossa direção, com um grito bestial de um ser surgido do quinto dos Infernos, línguas enormes no formato de sanguessugas saem da sua boca.

Saco o meu Lança Chamas Ungido e taco lhe o fogo, as coisas se desintegram a medida que as chamas vão comendo as criaturas, fazendo na calçada um rastro de piche negro.

O pessoal nem perde tempo, cercando a demonia recitando versos em latim e a deixando atordoada como acontece com toda criatura da perdição.

Eu que me aproximo, pois sou eu quem tenho que despachar a coisa que tentou cravar as garras no meu pai, e salvaguardar a dignidade dele.

Ela me encara de baixo com a boca espumando que nem cão raivozo.

- Bertrand ainda vai ser meu !

- Jamais - a mina voz soa como a ameaça de uma tempestade de gelo e grâniso em plena primavera.

Padre Franklin me passa uma lamina "incandescente". A coisa na minha frente estremilica de tão frouxa que é.

- O que é isso !? - ela grasna

- Isso? É a espada de fogo do Senhor, e sabe o que ela faz?.... Corta o mal pela raiz

Um golpe certeiro faz uma linha reta e perfeita dividindo o pescoso ao meio, a cabeça separada do resto do corpo e rolando em uma volta 180 graus pela calçada, o sangue dela se espalha por tudo que é canto, menos no meu terninho de jantar chique, bora dar um jeito nessa bagunça da disgrama.

Pronto, a coisa voltou pro lugar de onde nunca devia ter saído.

 

 

 

 


Notas Finais


Como eles deram conta de tudo depois? Vamos descobrir logo logo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...