História Os bridgertons 1- O Duque e eu (bughead) - Capítulo 8


Postado
Categorias Riverdale
Personagens Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III
Visualizações 38
Palavras 3.838
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha só quem já bateu 150 views? Promessa é divida, ta ai

Capítulo 8 - Capítulo 4


Capítulo 4 |

Nos últimos dias, Londres foi tomada por mamães ambiciosas. No baile de Lady Worth, semana passada, esta autora viu nada menos que onze solteiros determinados se escondendo pelos cantos e por fim deixando o local com as mamães ambiciosas nos calcanhares.

É difícil determinar quem exatamente é a pior de todas, embora a autora suspeite que a competição possa terminar com uma pequena diferença entre Lady Bridgerton e a Sra. Featherington, com esta última ganhando por um triz. 

Afinal, há três solteiras de sobrenome Featherington no mercado no momento, enquanto Lady Bridgerton precisa se preocupar apenas com uma.

É recomendável, no entanto, que todos com alguma sanidade se mantenham bem distantes da safra de solteiros da época quando as meninas E., F. e H. da família Bridgerton chegarem à idade de casar. Lady B. provavelmente não olhará para os dois lados antes de atravessar um salão de baile na companhia ♧de três filhas, e Deus nos ajude se ela decidir usar botas com pontas de metal.

CRÔNICAS DA SOCIEDADE DE LADY WHISTLEDOWN,

28 DE ABRIL DE 1813

Jughead concluiu que a noite não poderia ficar muito pior. Não teria acreditado na ocasião, mas seu bizarro encontro com Elizabeth Bridgerton acabara definitivamente se revelando o ponto alto do evento. Sim, ficara horrorizado ao constatar que cobiçara – ainda que apenas por um breve período – a irmã de seu melhor amigo.

Sim, as ridículas tentativas de sedução de Nigel Berbrooke haviam ofendido sua experiência como libertino. E, sim, Elizabeth o exasperara além de qualquer limite com sua indecisão quanto a tratar Nigel como um criminoso ou cuidar dele como faria com um grande amigo.

Mas nada disso se comparava minimamente com a tortura que ele estava prestes a enfrentar.

Seu plano brilhante de entrar no salão com discrição, cumprimentar Lady Danbury e sair despercebido foi destruído de imediato. Mal tinha dado dois passos no salão quando foi reconhecido por um velho amigo de Oxford, que, para sua tristeza, casara fazia pouco tempo. A esposa era encantadora, mas infelizmente tinha grandes aspirações sociais. Ela logo decidiu que seu caminho para a felicidade seria apresentar o novo duque à sociedade. E Jughead, apesar de se considerar um sujeito cínico e cansado do mundo, descobriu que não era rude o suficiente para se indispor com a mulher de seu velho amigo de faculdade.

Assim, duas horas depois, ele havia sido apresentado a todas as moças solteiras do baile, a todas as mães de moças solteiras do baile e, é claro, a todas as irmãs mais velhas casadas de moças solteiras do baile. Não conseguiu decidir qual grupo de mulheres era o pior. As primeiras eram definitivamente entediantes, suas mães, irritantemente ambiciosas, e as irmãs... bem, as irmãs eram tão atiradas que Jughead começou a se perguntar se havia entrado num bordel e não em um baile. Seis delas fizeram comentários bastante sugestivos, duas lhe entregaram bilhetes convidando-o para seus quartos e uma delas chegara a passar a mão em sua coxa.

Comparativamente, Elizabeth Bridgerton estava começando a parecer muito boa, de fato.

E, por falar em Elizabeth, onde diabo ela estava? Pensou que a tivesse visto cerca de uma hora antes, rodeada pelos irmãos enormes e ameaçadores. (Não que Jughead os considerasse individualmente intimidantes, mas logo concluiu que só um imbecil os provocaria em grupo.)

Mas agora ela parecia ter evaporado. De fato, pensou que ela devia ter sido a única moça solteira da festa a quem ele não havia sido apresentado.

Não estava muito preocupado com a possibilidade de ela estar sendo perturbada por Berbrooke depois de os ter deixado no corredor. Havia aplicado um soco bem forte no queixo do sujeito e ele sem dúvida ficara apagado por um bom tempo.

Ainda mais levando-se em consideração a grande quantidade de álcool que consumira mais cedo. E mesmo que Elizabeth bancasse a boba de coração mole quando se tratava de seu atrapalhado pretendente, não era estúpida a ponto de permanecer com ele no corredor até que acordasse.

Jughead olhou de novo para o canto em que os irmãos Bridgertons estavam reunidos, parecendo se divertir muito. Haviam sido interpelados por quase todas as jovens e suas respectivas mães, assim como ele, mas ao menos tinham a vantagem de estar juntos. Jughead percebeu que as debutantes não passavam com eles nem metade do tempo que permaneciam na companhia do próprio duque. 

Fez uma cara de irritação na direção deles.

Anthony, que estava encostado numa parede, viu a expressão do amigo e sorriu, erguendo uma taça de vinho tinto para ele. Então fez um gesto discreto com a cabeça em direção à esquerda de Jughead, que se virou bem a tempo de ser detido por mais uma mãe, essa com três filhas, todas usando vestidos monstruosamente espalhafatosos, repletos de pregas e babados e, claro, montes de renda.

Pensou em Elizabeth, com seu vestido verde simples. Elizabeth, com seus olhos castanhos sinceros e seu sorriso amplo...

– Alteza! – gritou a mãe. – Alteza!

Jughead piscou para enxergar melhor. A família coberta de renda o havia cercado com tanta eficiência que ele não podia sequer fuzilar Anthony com o olhar.

–Alteza – repetiu a mãe –, é uma grande honra conhecê-lo!

Jughead conseguiu assentir friamente. Qualquer palavra estava muito além de sua capacidade no momento. Aquelas mulheres o pressionavam de tal forma que ele temia sufocar.

– Georgiana Huxley nos mandou aqui – continuou a mulher. – Ela me disse que apresentasse minhas filhas a você.

Jughead não se lembrava de nenhuma Georgiana Huxley, mas pensou que gostaria de esganá-la.

– Em circunstâncias normais eu não seria tão ousada – prosseguiu ela –, mas seu queridíssimo pai era um grande amigo meu.

Jughead ficou tenso.

– Ele era um sujeito maravilhoso – continuou, com a voz martelando como pregos no crânio de Jughead –, tão zeloso dos deveres de um homem sob seu título... Deve ter sido um pai exemplar.

– Não sei o que dizer a respeito disso – respondeu Jughead secamente.

– Ah! – A mulher pigarreou várias vezes antes de completar: – Entendo. Bem... Minha nossa...

Ele não disse nada, esperando que seu comportamento indiferente a levasse a se afastar. Mas que droga, onde estava Anthony? Já era bem ruim aquelas mulheres tratarem-no como se ele fosse algum cavalo premiado, mas ter que ouvir aquela senhora lhe dizer o homem sensacional que o velho duque havia sido... Ele não poderia suportar.

– Alteza! Alteza!

Jughead forçou os olhos frios de volta para a senhora diante dele e disse a si mesmo que precisava ter mais paciência. Afinal, era provável que só estivesse elogiando seu pai por achar que era o que o rapaz gostaria de ouvir.

– Gostaria de lembrar – disse ela – que já fomos apresentados há muitos anos, quando ainda era o conde de Clyvedon.

– Sei – murmurou Jughead, procurando alguma brecha na barricada de moças pela qual pudesse fugir.

– Estas são minhas filhas – continuou a senhora, acenando na direção das três jovens.

Duas delas eram bonitas, mas a terceira ainda estava cheia das gordurinhas da infância e usava um vestido laranja que não favorecia em nada seu tom de pele.

Além disso, não parecia estar apreciando a noite.

– Não são encantadoras? – prosseguiu ela. – Minha alegria e meu orgulho. E são muito mansas.

Jughead teve a desconfortável sensação de que ouvira as mesmas palavras relacionadas a um cachorro que comprara certa vez.

– Permita que eu lhe apresente Prudence, Philipa e Penelope.

As garotas fizeram uma reverência, mas nenhuma delas ousou encará-lo.

– Tenho mais uma filha em casa – prosseguiu a mulher. – Ela se chama Felicity. Mas tem apenas 10 anos de idade, de modo que não a trago a eventos como este.

Jughead não podia imaginar por que ela sentira a necessidade de dividir essa informação com ele, então manteve o tom de voz cuidadosamente entediado (essa era a melhor maneira de não demonstrar raiva, como já aprendera havia muito tempo) e perguntou:

– E a senhora é...?

– Ah, perdão! Sou a Sra. Featherington. Meu marido faleceu há três anos, mas era um, hã, bom amigo de seu pai. – Seu tom de voz diminuiu no final da frase, quando ela se lembrou da reação de Jughead à menção do velho duque.

O rapaz assentiu secamente.

– Prudence toca piano muito bem – comentou a Sra. Featherington, com uma alegria forçada.

Jughead percebeu a expressão afita da menina mais velha e na mesma hora decidiu nunca aceitar nenhum convite para um sarau na casa dos Featheringtons.

– E minha querida Philipa pinta aquarelas lindíssimas. – Ao ouvir isso, o rosto da garota se iluminou.

– E Penelope? – perguntou Jughead, obedecendo a algum diabinho interior.

A Sra. Featherington lançou um olhar cheio de pânico para a filha mais nova, que parecia muito triste. Penelope não era exatamente atraente, e o traje que a mãe escolhera para ela não valorizava seu corpo meio rechonchudo. Mas seus olhos pareciam gentis.

– Penelope? – ecoou a Sra. Featherington, com a voz um pouco estridente. – Ela é... ah... bem, ela é Penelope! – Sua boca estremeceu num sorriso claramente falso.

A menina aparentava querer se enfiar embaixo do tapete. Jughead decidiu que, se fosse obrigado a dançar, seria ela que convidaria.

– Sra. Featherington – chamou uma voz aguda e imperiosa que devia pertencer a Lady Danbury –, está perturbando o duque?

Jughead queria responder que sim, mas a lembrança do rosto mortifcado de Penelope fez com que murmurasse:

– Claro que não.

Lady Danbury ergueu uma sobrancelha ao virar a cabeça lentamente para ele.

– Mentiroso.

Então se virou para a Sra. Featherington, que ficara vermelha de vergonha. Ela não disse nada. Lady Danbury também não. Finalmente, a primeira resmungou alguma coisa sobre ter visto uma prima, agarrou as três filhas e saiu correndo.

Jughead cruzou os braços, mas não conseguiu manter de todo a fisionomia séria.

– Isso não foi muito gentil de sua parte – ralhou ele.

– Ora essa. Ela é uma cabeça de vento, assim como as filhas. Exceto, talvez, pela feiosinha mais jovem. – Lady Danbury balançou a cabeça. – Se ao menos a vestissem numa cor diferente...

Jughead tentou conter uma risada, sem sucesso.

– A senhora nunca aprendeu a cuidar da própria vida, não é?

– Nunca. E qual seria a graça? – Ele percebeu que ela queria evitar sorrir, mas não foi capaz. – E quanto a você, meu rapaz – continuou –, é um péssimo convidado. Era de esperar que fosse educado o suficiente para, a essa altura, já ter cumprimentado a anfitriã.

– A senhora estava sempre cercada por seus admiradores para que eu sequer ousasse me aproximar.

– Que lisonjeiro – disse ela.

Jughead ficou em silêncio, sem saber exatamente como interpretar essas palavras.

Ele sempre suspeitara que ela sabia de seu segredo, mas nunca tivera certeza.

– Aquele Bridgerton seu amigo está vindo aí – informou ela.

Os olhos de Jughead acompanharam a direção do olhar dela. Anthony se aproximou deles e não havia se passado nem um segundo quando Lady Danbury o chamou de covarde.

Anthony piscou.

– Como?

– Podia ter vindo até aqui para salvar seu amigo do quarteto Featherington há eras.

– Mas eu estava gostando demais da aflição dele – justificou ele.

– Humpf. – E sem dizer mais nada (ou sem emitir outra bufada), ela se afastou.

– Que velha estranha – comentou Anthony. – Eu não me surpreenderia se fosse ela a maldita Whistledown.

– Você quer dizer a colunista de fofoca?

Anthony assentiu enquanto levava o amigo até perto de um vaso de planta no canto em que seus irmãos o esperavam. No caminho, ele sorriu e disse:

– Vi você conversando com várias moças muito distintas. Jughead resmungou alguma coisa muito obscena e desagradável, mas o outro continuou rindo.

– Não pode dizer que eu não avisei, não é? – disse ele.

– Detesto ser obrigado a admitir que você tem razão sobre qualquer assunto, então, por favor, não me peça para fazer isso.

Anthony riu ainda mais.

– Por causa desse comentário, talvez eu deva começar a apresentá-lo às debutantes pessoalmente.

– Se fizer isso – alertou Jughead –, em pouco tempo sofrerá uma morte muito lenta e dolorosa.

O rapaz sorriu.

– Espada ou pistola?

– Ah, veneno. Definitivamente, veneno.

– Ai!

Anthony parou na frente de dois outros rapazes da família Bridgerton, com seus característicos cabelos castanhos, altura acima da média e excelente estrutura óssea.

Jughead notou que um tinha olhos verdes e o outro, castanhos como os de Anthony, mas, a não ser por essa pequena diferença, a luz pálida da noite tornava os três praticamente iguais.

– Você se lembra dos meus irmãos? – perguntou Anthony. – Benedict e Colin. Tenho certeza que se recorda de Benedict, de Eton. Foi o que nos seguiu feito um cachorrinho por três meses assim que chegou.

– Não é verdade! – disse Benedict com uma risada.

– E não sei se já foi apresentado a Colin – continuou Anthony. – Acho que ele era jovem demais para ter cruzado seu caminho.

– Muito prazer – cumprimentou o rapaz alegremente.

Jughead notou o brilho malicioso nos olhos verdes dele e não pôde evitar sorrir de volta.

– Anthony disse coisas tão insultuosas a seu respeito – continuou Colin, com um sorriso travesso – que tenho certeza que seremos ótimos amigos.

O mais velho revirou os olhos.

– É claro que você pode compreender por que minha mãe está convencida de que Colin será o primeiro dos filhos que a levará à loucura.

– Eu me orgulho disso, na verdade – comentou o rapaz.

– Mamãe felizmente teve um breve descanso dos suaves encantos de seu filho mais novo – prosseguiu Anthony. – Ele acabou de voltar de uma longa viagem pela Europa.

– Hoje mesmo – afirmou Colin com um sorriso infantil.

Ele tinha um ar de jovem imprudente. Jughead concluiu que não devia ser muito mais velho que Elizabeth.

– Eu também acabo de chegar de viagem – disse Jughead.

– Sim. A diferença é que as suas atravessaram o planeta, segundo fiquei sabendo – respondeu Colin. – Adoraria que me contasse sobre elas um dia desses.

– Certamente – concordou Jughead com uma expressão afetuosa.

– Você conheceu Elizabeth? – perguntou Benedict. – É a única Bridgerton presente que não está por perto.

Jughead estava pensando na melhor maneira de responder a isso quando Colin deu uma risada e disse:

– Ah, Elizabeth está por perto, sim. Infelizmente para ela, está logo ali.

Jughead seguiu o olhar dele em direção a outra extremidade do salão, onde a jovem estava parada ao lado de uma mulher que devia ser sua mãe, parecendo bastante infeliz, tal como dissera Colin.

E então lhe ocorreu... Elizabeth era uma daquelas temidas moças solteiras exibidas pela mãe. Ela lhe parecera sensata e direta demais para fazer parte desse grupo, e, no entanto, não podia ser de outra forma. Ela não devia ter mais de 20 anos e, como seu sobrenome ainda era Bridgerton, isso significava que era uma donzela. E ela estava com a mãe... então é claro que devia estar sendo submetida a uma interminável noite de apresentações.

Ela parecia tão incomodada pela experiência como Elizabeth havia ficado. De alguma forma, isso o fez se sentir bem melhor.

– Um de nós deveria ir salvá-la – brincou Benedict.

– Não... – disse Colin, sorrindo. – Ela e mamãe estão ali com Macclesfield apenas há dez minutos.

– Macclesfield? – perguntou Jughead.

– O conde – esclareceu Benedict. – Filho de Castleford.

– Dez minutos? – falou Anthony. – Pobre Macclesfield.

Jughead lhe lançou um olhar de curiosidade.

– Não que Elizabeth seja um fardo muito pesado – acrescentou Anthony rapidamente –, mas quando mamãe enfia na cabeça, hã...

– Perseguir... – completou Benedict.

– ... um cavalheiro – prosseguiu Anthony, balançando a cabeça para o irmão em um gesto de agradecimento –, ela sabe ser, bem...

– Implacável – ajudou Colin.

Anthony deu um sorriso fraco.

– É. Exatamente.

Jughead olhou para o trio em questão. Era óbvio que Elizabeth estava infeliz, enquanto Macclesfield percorria o salão com os olhos, provavelmente em busca da saída mais próxima, e o olhar de Lady Bridgerton tinha um brilho tão ambicioso que Jughead se solidarizou com o jovem conde.

– Como eu estava dizendo, deveríamos ir salvar nossa irmã – comentou Anthony.

– Também acho – falou Benedict.

– E Macclesfield – acrescentou Anthony.

– Ah, com certeza – concordou Benedict.

Mas Jughead notou que ninguém estava entrando em ação.

– Pelo visto você está falando da boca para fora, não é? – perguntou Colin, rindo.

– Também não estou vendo você ir até lá para resgatá-la – respondeu Anthony.

– É claro que não. Eu nunca disse que deveríamos fazer isso. Vocês, por outro lado...

– Que diabo está acontecendo? – perguntou Jughead, finalmente.

Os três rapazes olharam para ele com a mesma expressão de culpa.

– Nós deveríamos salvar Betty – repetiu Benedict.

– Deveríamos mesmo – afirmou Anthony.

– O que meus irmãos não têm coragem de lhe dizer – revelou Colin, em tom de ironia – é que eles morrem de medo da minha mãe.

– É verdade – confirmou Anthony, dando de ombros, com ar indefeso.

Benedict assentiu.

– Não tenho nenhum problema em admitir isso.

Jughead pensou que nunca vira nada tão ridículo. Afinal, aqueles eram os irmãos Bridgertons. Altos, bonitos e atléticos, os três tinham todas as moças do país a seus pés, e lá estavam eles, completamente intimidados por uma simples mulher.

É claro que não era uma mulher qualquer, e sim a mãe deles. Jughead pensou que era preciso levar isso em consideração.

– Se eu salvar a Betty – explicou Anthony –, mamãe colocará as garras sobre mim, e então estarei perdido.

Jughead riu da imagem de Anthony sendo carregado de um lado para outro pela mãe, de uma moça solteira a outra.

– Agora você entende por que eu fujo desses eventos como o diabo foge da cruz – disse Anthony, irritado. – Não tenho escapatória. Quando as mães e as filhas debutantes não me encontram, minha mãe se certifica de que eu as encontre.

– Mas diga, Hastings! – exclamou Benedict. – Por que você não a salva?

Jughead deu uma olhada para Lady Bridgerton (que a essa altura estava com a mão firmemente enroscada no braço de Macclesfield) e resolveu que preferiria ser visto para sempre como um covarde.

– Como não fomos apresentados, creio que seria inadequado – improvisou ele.

– Tenho certeza que não – retrucou Anthony. – Afinal, você é um duque.

– E?

– E? – ecoou Anthony. – Mamãe perdoaria qualquer coisa se isso significasse conseguir uma audiência para Elizabeth com um duque.

– Olhe aqui – disse Jughead, exasperado –, eu não sou um cordeiro para ser sacrificado no altar de sua mãe.

– Você passou muito tempo na África, não? – ironizou Colin.

O duque o ignorou.

– Além disso, sua irmã disse...

Todas as três cabeças se viraram para ele. Jughead na mesma hora se deu conta de que tinha feito uma bobagem. E das grandes.

– Você a conheceu? – indagou Anthony, com o tom um pouco educado demais para o gosto de Jughead.

Antes que ele pudesse responder, Benedict inclinou-se para perto dele e questionou:

– Por que você não mencionou isso antes?

– Sim – completou Colin, extremamente sério pela primeira vez naquela noite. – Por quê?

Jughead olhou de um irmão para outro e ficou bastante claro para ele por que Elizabeth ainda estava solteira. Aquele trio beligerante assustaria até o mais determinado – ou idiota – dos pretendentes.

O que provavelmente explicava Nigel Berbrooke.

– Na verdade – confessou Jughead –, eu esbarrei com ela no corredor quando estava vindo para o salão. Como me pareceu – continuou ele, olhando fixamente para cada um dos irmãos – bem evidente que ela era da sua família, eu me apresentei.

Anthony se virou para Benedict.

– Deve ter sido quando ela estava fugindo de Berbrooke.

Benedict se virou para Colin.

– O que aconteceu com Berbrooke? Você sabe?

O mais novo deu de ombros.

– Não faço a mínima ideia. Talvez tenha ido embora para cuidar do coração partido.

Ou da cabeça partida, pensou Jughead com sarcasmo.

– Bem, creio que isso explique tudo – disse Anthony, abandonando a expressão de irmão mais velho arrogante e voltando a parecer um companheiro de farra e grande amigo.

– A não ser pelo fato de ele não ter mencionado o ocorrido – afirmou Benedict, desconfiado.

– Porque não tive chance de fazer isso – disparou Jughead, demonstrando sinais de irritação. – Caso não tenha percebido, Anthony, você tem uma quantidade absurda de irmãos, e leva um tempo absurdo ser apresentado a todos eles.

– Apenas dois de nós estão aqui – argumentou Colin.

– Vou para casa – anunciou o duque. – Vocês três são loucos.

Benedict, que parecia ser o mais protetor de todos, de repente sorriu.

– Você não tem uma irmã, tem? – perguntou.

– Não, graças a Deus.

– Se algum dia tiver uma filha, vai entender.

Jughead estava bastante certo de que jamais teria uma filha, mas ficou calado.

– Pode ser bem complicado – comentou Anthony.

– Embora Betty seja melhor que a maioria – observou Benedict –, ela na verdade não tem muitos pretendentes.

Jughead não podia imaginar o motivo.

– Eu não sei bem por quê – refletiu Anthony. – Acho que é uma moça perfeitamente adequada.

Jughead resolveu que não era o momento de mencionar que ele estivera muito perto de encostá-la na parede, pressionar o corpo contra o dela e beijá-la insensatamente. Se não tivesse descoberto que ela era uma Bridgerton, era muito provável que tivesse feito isso.

– A Betty é o máximo – concordou Benedict.

Colin assentiu.

– Uma menina de valor. Muito bem-humorada.

Houve uma pausa constrangida, e então Jughead explicou:

– Bem-humorada ou não, o fato é que eu não vou até lá para resgatá-la porque ela me disse claramente que a mãe de vocês a proibiu de ser vista em minha presença.

– Mamãe disse isso? – perguntou Colin. – Você deve ter mesmo uma reputação terrível.

– Boa parte dela, imerecida – resmungou Jughead, sem saber exatamente por que estava se defendendo.

– Que pena... – murmurou o rapaz. – Eu havia pensado em pedir para dar umas voltas por aí com você.

Jughead previu um futuro infame para o garoto.

Anthony colocou a mão na nuca de Jughead e começou a empurrar o amigo para a frente.

– Tenho certeza de que mamãe mudará de ideia se for encorajada de forma apropriada. Vamos lá.

O duque não teve escolha além de ir em direção a Elizabeth. A alternativa demandaria uma grande cena, e Jughead aprendera havia muito tempo que não se saía bem fazendo cenas. Além disso, se estivesse no lugar de Anthony, era provável que fizesse o mesmo.

E depois de uma noite com as irmãs Featheringtons e outras do tipo, Elizabeth não  parecia nada má.

– Mamãe! – chamou Anthony numa voz alegre enquanto os dois se aproximavam da viscondessa. – Não a vi a noite toda!

Jughead notou que os olhos azuis de Lady Bridgerton brilharam quando ela viu o filho se aproximando. Ambiciosa ou não, era óbvio que aquela mãe amava seus

rebentos.

– Anthony! – respondeu ela. – Que bom ver você! Daphne e eu estávamos aqui

conversando com o lorde Macclesfield.

Ele lançou um olhar de comiseração ao rapaz.

– Sim, estou vendo.

Simon encarou Daphne por um instante e fez um aceno minúsculo com a cabeça.

Ela respondeu com um aceno ainda mais discreto, garota sensata que era.

– E quem é esse? – quis saber Lady Bridgerton, com os olhos se iluminando

diante do amigo de seu filho.

– O novo duque de Hastings – respondeu Anthony. – A senhora deve se lembrar

dele do meu tempo em Eton e em Oxford.

– É claro que sim – disse ela com educação.

Macclesټeld, que vinha se mantendo escrupulosamente em silêncio, logo

aproveitou a primeira pausa na conversa para sair com um “Acho que vi meu pai”.

Anthony lançou um divertido olhar de cumplicidade ao jovem conde.

– Então, por favor, vá falar com ele.

O rapaz obedeceu com grande entusiasmo.

– Pensei que ele detestasse o pai – comentou Lady Bridgerton com uma expressão


Notas Finais


MARATONA 4/10🔥
200 view e sai mais um hjj
Desculpem a demoraa, não tava em casa hj o dia todo.


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