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História Os cães de Baskerville: A verdade inexplicável. (Sherlock) - Capítulo 2


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Capítulo 2 - O brilho esmeralda


Fanfic / Fanfiction Os cães de Baskerville: A verdade inexplicável. (Sherlock) - Capítulo 2 - O brilho esmeralda

O detetive passou a madrugada se revirando na cama, estava mais do que apenas ansioso para continuar com o caso, ele sentia que não podia descansar. Havia finalmente encontrado um mistério que trazia uma sensação tão prazerosa quanto as drogas que costumava usar. 

Assim que o sol começou a nascer, acordou o colega de trabalho e ligou para o irmão mais velho, com desgosto, pedindo acesso à base militar para não ter que invadir novamente.

John: “Será que não deveríamos sair mais tarde? É inconveniente chegar lá tão cedo depois de termos invadido.”

Sherlock: “Quem liga para conveniência quando a diversão está correndo solta?” - retrucou animado.

John: “Acha isso divertido? Um homem morreu aqui e você está chapado por causa de um lobo.”

Sherlock: “Não estou chapado, meu Deus!” - suspirou irritado enquanto continuava digirindo para o lugar. - “Você apenas não está se dando conta do que estamos lidando.”

John: “E com o que estamos lidando?”

Sherlock: “Algo novo.”

John: “Da última vez que esse novo surgiu você forjou a morte por dois anos” - respondeu sério.

Sherlock: “Vai ficar tudo bem, quando foi que eu já nos coloquei em uma situação de risco?”

John: “Ah, vejamos. Quer por ordem alfabética ou cronológica?”

Sherlock: “Muito engraçado, John.” - disse sarcástico.

Estacionaram o carro no pátio e logo foram recebidos pelo major Barrymore.

Barrymore: “Vocês têm 24 horas naqueles laboratórios. Fui claro?”

Sherlock: “Claro como água, major. Mas ainda não pretendemos entrar lá, receio que precisamos conversar com uma pessoa antes.”

John: “Precisamos?”

Barrymore: “Eu posso saber quem vocês querem incomodar?”

Sherlock: “Sua sobrinha.”

Barrymore: “Ela não está. Vão logo para o laboratório antes que eu mude de ideia.” - respondeu rígido e saiu.

John: “Por que precisamos falar com a garota? Não vá me dizer que continua achando que ela é cobaia de algum experimento?” - perguntou incrédulo

Sherlock: “Ah, eu não acho. Tenho certeza” - falou entrando no laboratório e sendo seguido por John.

O detetive digitou uma sequência específica no elevador, o que fez com que fossem levados para uma sala não catalogada.

John: “Ficou maluco?!”

Sherlock: “Nem um pouco, eu disse que iríamos falar com a senhorita Ruby antes de continuarmos.”

John: “Como você sabe que ela está... Ah, esqueça! Continuo me negando a te ajudar com isso.” - falou enquanto o detetive saia do elevador e ia para o lugar perdido. - “Você está pior do que de costume, não está bem. Até fez café com açúcar para mim, mesmo sabendo que eu bebo sem!”

Sherlock: “Então sugiro que vá para os laboratórios sozinho.” - respondeu indiferente e seguiu pelo corredor.

As portas do elevador se fecharam e John deu um soco na parede do lugar, frustrado com as atitudes sem sentido de Sherlock.

Enquanto isso, o detetive continuou andando pelo extenso corredor, tentando encontrar a sala na qual a garota deveria estar, quando uma porta atrás de si se abriu e ele foi puxado para o cômodo.

Sua reação foi segurar o pulso de quem o tinha puxado e prensar contra a parede. Ao olhar para a figura acabou se deparando justamente com quem procurava.

Ruby: “De nada por evitar que te encontrassem aqui.” - falou fria.

Sherlock: “Como sabia que era eu?” - falou olhando para o cômodo que estava com as janelas de observação fechadas.

Ruby: “Seu cheiro.”

Sherlock: “Meu cheiro?” - perguntou confuso.

Ruby: “Se importa?” - falou olhando para o braço que a prensava contra a parede.

Ele rapidamente endireitou sua postura e deixou com que a garota ficasse livre novamente.

Finalmente teve tempo para analisar a moça. Estava diferente do dia anterior, sua mão direita estava tremendo e parecia fraca.

A jovem logo notou para onde o olhar do homem estava direcionado, ficaram em silêncio por algum tempo raciocinando, até que se encararam e falaram juntos.

Sherlock/Ruby: “Então eu não estou ficando louco(a)”

Uma expressão de surpresa tomou conta dos dois rostos que se encaravam.

Sherlock: “...Muito bem, como?”

Ruby: “Aplicação de gene de lobo desde que eu era pequena, pelo que parece.”

Sherlock: “Hm, claro.” - falou olhando pro nada.

Ruby: “O que?”

Sherlock: “Gostaria de ter certeza de que não fui drogado.”

Ruby: “Está falando sério? Você viu o que aconteceu ontem!”

Sherlock: “E o que me prova que nós dois não fomos drogados ou que você está mentindo?”

A garota deu um suspiro e colocou suas mãos nos bolsos da jaqueta, então começou a rondar o detetive até que parou em sua frente e ficou mais próxima, o encarando.

Ruby: “A única coisa que tomou desde que chegou aqui foi um pouco de whisky, a dose não foi o suficiente para que ficasse embriagado ao ponto de ver coisas, fez café hoje de manhã com açúcar mas não foi você quem bebeu, seus lábios não cheiram a cafeína ou açúcar, mas suas mãos sim. Provavelmente derrubou um pouco da bebida em si mesmo porque teve uma péssima noite de sono. É um viciado, mas está tentando se afastar das drogas.” - fez uma pausa e inspirou fundo - “Fumou escondido antes de vir resolver esse caso?”

Sherlock: “Eu pensava que todos ao meu redor eram idiotas”

Ruby: “Você prefere o inteligível, já eu acho melhor a união dele com o sensível. 

Sherlock: “O sensível é falho.”

Ruby: “Você confia demais no seu cérebro ao ponto de achar que realmente havia um cão de caça gigante ontem de noite no vale.”

Sherlock: “Você também o viu, até o atacou”

Ruby: “O que eu vi foi um cachorro ordinário que estava em posição de ataque. Nada mais do que isso”

Sherlock processou a informação por um tempo e então respondeu.

Sherlock: “Está certa, fiz café com açúcar mas dei para John, acho que a droga está no adoçante.”

Ruby: “Errado.”

Sherlock: “O que?”

Ruby: “Eu tomo o mesmo açúcar que qualquer um daquela vilazinha.”

Sherlock: “Talvez você não sinta os efeitos quando vira aquela coisa?”

Ruby: “Primeiro de tudo, aquela coisa sou eu, você só não perdeu um pé por minha causa. Segundo, minha mão está machucada porque eu decidi te ajudar. Então na prática o que acontece comigo acontece na transformação, vice-versa.”

Sherlock: “Eu sabia o que estava fazendo, não precisava me ajudar.” - falou orgulhoso.

Ruby: “Você não faz a menor ideia do que-” - começou a falar mas ficou quieta e se virou para a porta.

Sherlock: “O que foi?”

Ruby: “Eles estão vindo. Vão me levar para mais um experimento” - falou tensa e puxou o detetive pela mão, o guiando até o elevador.

Sherlock: “Eu não vou dar um passo até você explicar sua história direito, senhorita.”

Ruby: “Eu vou explicar no caminho, agora fique quieto, estou tentando escutar os passos, senhor Holmes.”

O jeito da garota o chamar fez com que se lembrasse dela. A mulher.

A moça digitou os números do elevador e foram para o andar em que John estava.

John: “Finalmente. Como sabiam que eu estava aqui?”

A garota apressada não respondeu, pegou a mão do médico também e trancou-se com eles numa sala.

John: “Alguém quer me explicar o que está acontecendo?!”

Sherlock: “Pelo o que eu entendi, temos mais uma cliente que está envolvida nesse caso” - falou olhando para a garota.

John: “Meu Deus. Senhorita Miller, peço que reconsidere. Meu amigo não está nos melhores dias, até acha que você é uma cobaia humana.”

Ruby: “Ele não poderia estar mais certo”

John: “Espera, o que?”

Ruby: “Permita-me explicar antes que nos encontrem. Meu pai me abandonou aqui nesse laboratório de merda ainda quando eu era recém nascida, então fui criada pelo meu tio. Desde que estou aqui, toda noite me colocam numa sala e fazem eu dormir com uma pulseira, de repente mandaram eu usar o colar. Falavam que era para analisar o sonambulismo e minhas habilidades, mas eu nunca me lembrava do que acontecia nessas noites mesmo sabendo que eu saia daqui. Acordava com cheiro de grama e terra mesmo completamente limpa, então comecei a questionar isso tudo e a duvidar de todos.”

Sherlock: “ E o que mudou? Não precisaria de nós se nada tivesse mudado.”

Ruby: “Eu falei que nunca me lembrava do que acontecia. Nunca até a última noite.”

Sherlock: “Interessante.” - falou pensativo. - “E você já tem pistas do porquê?”

Ruby: “Depois de ter partido pra cima do cão, ele acabou mordendo minha "pata" direita, a machucando um pouco. Acabei voltando a mim quando me aproximei das luzes da cidade, e notei que eu estava com sua lupa e minha pulseira estava danificada. Tive poucas memórias do que aconteceu, mas fui devolver sua lupa mesmo sem entender nada. Até que me transformei de novo quando entrei na floresta, e parece que a amardilha de urso deu um fim na pulseira, porque quando eu acordei de manhã eu ainda estava no meio da floresta, em forma humana, mas o acessório arrebentou.”

John estava boquiaberto com o que acabara de ouvir.

John: “Então... Você é...”

Ruby: “Às vezes sim, às vezes não”

John: “Eu preciso de ar. Isso não faz sentido. Não, é impossível!”

Ruby: “Nada é impossível para esse laboratório, o difícil é lidar com lei e ética. Mas também são bem voláteis quando a equipe sabe manipular com palavras e dinheiro.”

Sherlock: “Muito bem, vou precisar do que restou da pulseira, do seu colar e de um microscópio.”

John: “Como pode estar tão calmo?! Não está nem ao menos surpreso?!”

Sherlock: “Estou fascinado, para ser honesto.” - falou indiferente.

Esperaram em silêncio por mais alguns minutos, até que a garota liberou a saída. Foram para o laboratório principal e pegaram alguns equipamentos.

John ficou vigiando enquanto Sherlock analisava as jóias com cuidado e Ruby fuçava no escritório do tio.

Ruby: “Se conseguir acessar o computador dele pode encontrar tudo o que procuramos.”

Sherlock: “É brincadeira de criança, assim é mais interessante” - falou afastando o microscópio.

John: “Então, o que achou?”

Sherlock: “Jóias falsas com elementos de propriedades químicas curiosas.”

Ruby: “Traduzindo: Nada que vá ajudar.” 

Sherlock: “Então o que você sugere, senhorita inteligência?”

Ruby: “Computador.”

Sherlock: “Não deve ter nada aí.”

Ruby: “Quer apostar?”

Sherlock: “Ah, eu insisto.” - falou tentando parecer calmo.

John: “Vão competir logo agora?”

Ruby: “Só quero provar que estou certa.”

Sherlock: “Vai me dever um favor.” - disse enquanto colocava um código no computador e pesquisou pelos arquivos.

O detetive se deparou com uma pasta cheia de informações sobre lobos e resultados de cada experimento com a garota.

Ruby: “O que estava dizendo, senhor Holmes? Que você vai me dever algo?” - falou o provocando com um sorriso largo.

Sherlock: “Cale a boca.”

John: “Ela te pegou de vez, sua cara de indignação é impagável!” - comentou rindo.

Ruby: “Eu sei, não é?”

Sherlock: “Calem a boca os dois!”

Ruby: “Fique calmo, fazer birra não vai ajudar em nada.” - disse rindo.

Projeto H.O.U.N.D

O projeto pode ser um sucesso, mas o irmão do sargento não gostou do que estamos fazendo com a sua filha como aprimoramentos do plano. Ao contrário do irmão, ela reagiu muito bem ao gene de lobo. Atualmente Barrymore tem a guarda da menina.

Atualização

Infelizmente o senhor Frankland esteve a  levando para ver o pai e o irmão sem nosso consentimento. A tragédia foi após a noite de lua sangrenta. Ainda estava escuro na manhã após o evento, a garota estava fora de controle e não deixou a forma animalesca. Frankland aproveitou da situação e a usou para matar o próprio pai para a segurança do projeto com gene de lobo e do projeto com o gás. Felizmente o pequeno Henry não é levado a sério e não se lembra nitidamente do que aconteceu.

Desenvolvemos uma pulseira que impede Ruby de se lembrar dos momentos durante a transformação e um colar que a faz voltar ao normal quando entrar em contato com a luz, assim podemos garantir que ela não ataque mais pessoas até descobrir a verdade e aprender a controlar a transformação. 

Estamos a soltando de noite junto com um cachorro para que não desconfiem de nada. Se continuarmos nesse ritmo, não será difícil usá-la como arma.

John: “Oh Deus... Então você e Henry...”

Sherlock: “Mais do que simples amigos, mas irmãos separados.”

Ruby andou para trás e esbarrou na mesa, quase caindo.

Sherlock: “Vítima e assassina ao mesmo tempo, ahhh, esse caso me deixa nas alturas. É Natal.”

John: “Sherlock, péssima hora.”

A garota olhava para as mãos trêmulas. Ela matou o próprio pai, pai de seu irmão e melhor amigo. Ela achava que aquele homem era só mais uma pessoa gentil para ela, quando na verdade era o homem que teve a filha tirada de sua vida logo cedo.

???: “Ela está por aqui!”

John: “Ruby, o que vamos fazer?”

A jovem nada disse, olhou para o relógio e notou que iria se transformar, já que estava sem seu colar.

Ela não iria permitir que a tratassem como bicho, não mais. Não queria afetar mais ninguém. Saiu correndo pela porta da frente e foi possível ouvir os gritos de cientistas a chamando.

John: “Sherlock? E agora?!”

Sherlock: “Ela acabou de trair todos dessa base ao pedir nossa ajuda e tem evidências o suficiente para provar que são pessoas horríveis. Não vão se importar se tiverem que matá-la, podem aplicar o gene em mais gente.” - falou enquanto se levantava apressado - “Vamos.”

Pov' Ruby

Eles estão atrás de mim. Se me pegarem vão me prender em uma gaiola de verdade e fazer com que eu use uma coleira eletrônica. Eu não vou mais aceitar isso.

Corri até a floresta e acabei me transformando. Dessa vez eu tinha consciência, fui hipnotizada pelo vento batendo no meu focinho enquanto eu saia em disparada.

A névoa com o gás alucinógeno não me afeta, então corri para aquele vale e me escondi lá.

Comecei a sentir um cheiro familiar, era Henry. Ele estava enfiando uma arma em sua boca. Iria tirar a própria vida.

Não, eu não sabia como voltar ao normal, mas precisava ajudá-lo. Apenas corri em sua direção e comecei a latir para chamar a sua atenção.

Apontou a arma para mim e ameaçou atirar, comecei a correr em ziguezague fazendo com que errasse os tiros. 

Pude sentir os meus perseguidores se aproximando, mas Henry era mais importante. Ele parou de atirar quando Sherlock e John nos alcançaram.

Sherlock: “Henry! Mantenha a calma!”

Henry: “Eu quase matei a minha terapeuta, Sherlock! Eu sei quem eu sou!”

Sherlock: “Você é apenas um garoto que foi enganado, nós dois fomos drogados pela névoa naquele dia. Apenas vimos o que a nossa mente doente queria que víssemos.” - falou esticando a mão para pegar a arma.

Fiquei aliviada. Chegaram bem a tempo. A névoa estava mais espessa, era minha chance de sair sem que ninguém me visse.

Ouvi um galho quebrando e senti outro cheiro familiar. Frankland. Chegando por trás do detetive. Aquele desgraçado iria prejudicar os únicos que me ouviram.

Corri passando por eles e avancei no braço do homem, prendendo minhas presas no membro.

Frankland: “AH! SUA PULGUENTA DESGRAÇADA!” - berrou ao sentir o sangue escorrendo pelo braço enquanto me chacoalhava. - “SAI!"

Sherlock e John: “Calma! Calma! Nós podemos cuidar dele!” - começaram a gritar para mim.

Frankland: “Não podem acalmar essa besta. Já deixou de ser humana há muito tempo e não é agora que ela vai aceitar comandos nesse estado” - disse rindo histérico, já aceitando seu suposto fim.

Aquela risada doentia, aquela maldita risada. Foi o suficiente para eu perder o controle e dar mais mordidas nele.

Sherlock: “Controle-se! Sabemos que você consegue!” - gritou preocupado.

Me virei para o detetive e comecei a rosnar pra ele.

Sherlock: “Você não é o que ele disse. Aqui, nós acreditamos em você.” - disse se abaixando e falando com a voz suave.

...

O que eu estava fazendo? Ele estava certo. Não poderia ser guiada apenas pelos instintos. Olhei ao meu redor notando tudo o que causei por não confiar em ninguém, nem em mim.

Me aproximei de Sherlock e me sentei ao lado de seus pés, ainda rosnando involuntariamente para Frankland.

Uma figura que eu nunca tinha visto se aproximou de nós, fiquei com receio no começo. Mas ele parecia ser amigo de John e de Sherlock.

Lestrade: “Ah meu Deus! Isso é um lobo?!” - indagou ao me notar ao lado do detetive.

Sherlock: “Yep.”

Lestrade: “Como pode estar tão calmo?!”

John: “Fala isso porque não viu o que aconteceu nos últimos dias.” - respondeu enquanto examinava o homem que eu ataquei - “Ainda está vivo. Deveríamos tratar das feridas e o prender.”

Narradora On

Passaram o resto da madrugada explicando a situação para Lestrade, distorcendo algumas coisas e ocultando a verdade sobre Ruby. No final, acabaram mesmo prendendo a maioria dos cientistas de Baskerville.

Levaram a garota que ainda estava em forma de lobo para a pousada, sem que ninguém visse.

Sherlock: “Viu? Apenas um cachorrinho” - falou bobo enquanto fazia carinho na cabeça do animal.

John: “Eu deveria te lembrar que isso é uma pessoa? E você parece uma criança.”

Sherlock: “É praticamente um de nós, John. Seria muito útil nas investigações” - disse após fechar a porta do quarto ao notar que o sol já estava nascendo.

John: “Por favor, não faça planos impossíveis. Aliás, como ela fica?”

Sherlock: “Agora ela volta ao normal.”

John: “Não, isso eu sei! Quero dizer, como ela fica agora que está livre do laboratório?”

Sherlock: “Mycroft disse que vai precisar ficar sob supervisão de alguém, alguém que não queira fazer experimentos sem seu consentimento. Sempre irá existir alguém para desconfiar da verdade aparente e questionar o que realmente aconteceu.”

John: “Não está pensando em levá-la conosco, não é?”

O detetive apenas ficou em silêncio.

John: “Sherlock, não seja irresponsável! É perigoso! Olha pela quantidade de coisas que ela já passou!”

Sherlock: “Cabe a ela decidir o que quer fazer. Aliás, por que não? Mycroft é o governo britânico, pode muito bem forjar documentos e apagar qualquer conexão que ela teve com Baskerville num estalo de dedos.”

John: “Você é louco.”

A porta do quarto se abriu, lá estava a garota.

Ruby: “Muito bem, para onde exatamente nós estamos indo?”

Sherlock: “Baker street, Londres” - Falou com um meio sorriso.

John: “Se a senhorita for a favor, é claro.”

Ruby: “Estou mais segura com um detetive viciado e um médico de guerra aposentado do que com meus familiares e conhecidos.” - disse sorrindo.

Sherlock: “Temos condições bem específicas lá, será que vai conseguir aguentar mesmo?”

Ruby: “Não sou eu quem deveria me preocupar.”

Sherlock: “Não tenho medo de um lobo que mais parece um filhote indefeso.”

Ruby: “Eu não estou falando sobre esse meu lado, senhor Holmes” - falou com um sorriso malicioso e abriu a porta de saída do "apartamento" que alugaram na pousada. - “Aguardarei ansiosamente para nossa partida.”

John: “O que foi isso?” - olhou para Sherlock sorrindo.

Sherlock: “Uma declaração de guerra.” - retrucou tentando esconder a animação que estava sentindo. 

E um cenário estava pré-montado. John iria se casar, Sherlock passaria a dividir o 221B com uma garota com gene de lobo. O que poderia dar de errado?



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