História Os caminhos de um destino - Capítulo 11


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Categorias Saga Crepúsculo, The Vampire Diaries
Personagens Damon Salvatore, Edward Cullen, Elena Gilbert, Jacob Black, Stefan Salvatore
Tags Crepusculo, Crossover, Romance, The Vampire Diaries, Universo Alternativo
Visualizações 44
Palavras 1.877
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar."

Machado de Assis

Capítulo 11 - Significado


Fanfic / Fanfiction Os caminhos de um destino - Capítulo 11 - Significado

Quando cheguei em casa Jake já havia ido – não sei como- mas provavelmente eu irei me surpreender quando ele me contar sobre isso. Charlie trabalhando, Seth na casa de Sam, Leah e Sue no médico eu estava completamente só e perdida em pensamentos. Eu queria muito ter alguém para conversar, afinal mesmo que essa pessoa não pudesse esclarecer toda essa confusão pelo menos eu me distrairia.

Sentada na cama uma caixinha dourada me chamou a atenção quando me levantei lembrei que essa foi a caixa que Stefan havia deixado junto com os meus novos documentos e seu bilhete misterioso. A frase escrita no envelope – “abra-me no momento certo” – era tão sugestiva que eu posterguei esse momento o máximo que pude, como eu saberia qual é o momento certo? Mas agora o que eu mais queria era que ele estivesse ao meu lado, não importa o inferno de Dante que estivéssemos enfrentando, contanto que estivéssemos juntos nada mais importava. Decidi na vida nós somos responsáveis por fazer o momento acontecer, se ele é certo ou não nunca iremos descobrir se não tentarmos. Abri o envelope e li lentamente, pois as lágrimas atrapalhavam mais e mais minha visualização.

Eu não sei qual será sua interpretação de momento certo. Talvez você abra essa carta assim que eu sair, talvez quando for dormir ou quando não lembrar mais de como eu costumava ser. Talvez por desencargo de consciência ao se apaixonar por outra pessoa ou talvez minhas palavras nunca sejam lidas. Mas não importa qual seja a situação você sempre será meu primeiro pensamento ao acordar e estará presente nos meus sonhos quando eu dormir. Continuarei te amando com a mesma intensidade de quando vi seu rosto pela primeira vez ou de quando você me beijou me permitindo fazer parte da sua vida e dando uma razão à minha. Peço que nunca desista da felicidade, pois em matéria de “existência”, isso é a única coisa que vale a pena. Te amo.

                                                                                                      Stefan    

Fechei o envelope, lavei meu rosto e dormi profundamente depois de tudo que eu havia passado nas ultimas quarenta e oito horas meu corpo e minha mente estavam no limite, se alguém tentou me acordar não chegou nem perto do êxito. Quando abri meus olhos novamente eu estava desnorteada não sabia que horas eram ou quanto tempo havia se passado. Toquei na carta de Stefan novamente e senti meu coração se apertar – Ele só quer minha felicidade, vai dar tudo certo – repeti as palavras para mim mesma, respirei fundo e me levantei. Quando olhei pela janela notei que o céu estava ficando cada vez mais claro, só podia ser de manha, então fui me arrumar para ir para a escola. Dessa vez eu estava morrendo de fome. Enquanto eu comia Leah, que já havia acordada, fazia seu suco detox.

– Já que Tyler foi embora quem será seu par no baile hoje à noite? – ela perguntou com a cara mais azeda que o limão que espremia.

– Surpresa - Eu respondi piscando o olho. Eu nem me lembrava desse baile estúpido, mas a carta de Stefan havia me deixado mais animada, irritar Leah com certeza era algo que me deixava feliz. Ela fez uma careta e respondeu: - Inventar uma dor de barriga em cima da hora não vale tá? - Meu blefe foi tão óbvio assim? Bom eu tinha o dia todo para resolver isso. Apenas sorri e me levantei da mesa indo para o meu carro.

Hoje estava quase impossível estacionar, parece que todo mundo decidiu ir de carro, o pátio estava lotado. Quando desci do carro me deparei com um par de olhos dourados.

– Olá, como foi a aula de biologia ontem? Infelizmente eu não estava na cidade – Eu tentei não deixar minhas emoções transparecerem, mas foi inútil.

– Bom, você vai sobreviver a isso, tenho certeza. Assim que possível te passo todo o assunto. – Respondi caminhando para o meu prédio e Edward seguia ao meu lado.

– Obrigado. Está tudo bem? – A forma que ele perguntou implicava muito mais do que o simples fato de eu estar bem, se a desconfiança que eu sabia de algo estava contida agora ela minava.

– Estou sim. Muito obrigada. Você é um ótimo amigo, nem sei como te agradecer. – Eu respondi com sinceridade. 

– Tem algo que você gostaria de conversar comigo? – Ele perguntou com uma expressão preocupada. Nesse momento vi que seus irmãos estavam a uma distancia audível o bastante então simplesmente respondi: - Depois da aula pode ser? – Ele acenou com a cabeça e me deixou seguir para minha aula sozinha.

Durante o intervalo assim que entrei na cafeteria eu pude ver os Cullen reunidos e na mesa de Leah seus amigos me chamavam. Me juntei a eles e durante todo eles tentavam adivinhar com quem eu iria ao baile naquela noite.  Quando sai da escola avisei a Seth que ia a Port Angeles comprar um vestido e dei sinal de luz para que Edward me seguisse.

Decidi parar perto de uma trilha já na estrada próxima a saída de Forks ali seria um lugar tranquilo e reservado para nossa conversa. Ele saiu do carro e se juntou a mim que estava sentada em uma rocha próxima das arvores.

– Me pergunto o que você fez para precisar se confessar em um lugar tão escondido. – Ele disse com um sorriso forçado.

– Eu na verdade gostaria de te agradecer por tudo que você fez por mim. Por Tyler, o cara da boate em Port Angeles. Você se expôs bastante, eu reconheço isso e te prometo que seu segredo será levado comigo para o túmulo. Saiba que você pode confiar em mim e contar comigo para tudo. – Eu disse olhando fixamente em seus olhos. Ele balançou a cabeça em choque e depois sorriu.

– Bella isso é grave. Do que você esta falando? Eu não fiz nada com Tyler... E que cara da boate é esse? – Sua aflição crescia cada vez mais, seu teatro não poderia me enganar.

– Eu sei que você é um vampiro. Não é o primeiro que eu conheço. – Eu disse seriamente. E foi o suficiente para ele acreditar na minha convicção.

– Então com certeza deve ter verbena com você nesse momento. Estou certo? – Ele perguntou com tom de desafio.

– Sim, eu tenho. Não precisa ficar com receio. Acredite em mim, mas eu gostaria que você me falasse porque se arriscou tanto.

Ele respirou fundo se dando por vencido e me disse olhando para suas mãos: - Bem, no seu primeiro dia aqui meu irmão Jasper quase cometeu um deslize quando esbarrou com você. Seu sangue foi muito convidativo para ele e como ele já tem pouco controle eu me comprometi a garantir sua segurança naquele dia para que ele não pudesse ser tentado a fazer algo que prejudicaria toda nossa família.

Enquanto ele falava eu me lembrava desse momento do meu que senti quando olhei nos olhos de Jasper, como se eu tivesse pressentido isso.

Ele continuou: - Sabe em todo esse tempo nós procuramos nos reservar, não só para não correr riscos de suspeitas sobre nossa natureza, mas também que nós temos pouca paciência para humanos adolescentes. E nisso foi que tudo mudou, quando me permiti conhecer você, isso me deixou fascinado, você era diferente, agia diferente e tudo o que essas pessoas te fizeram passar me fizeram querer te proteger, dar uma ajuda invisível, que não deu muito certo. – Ele sorriu triste no final e eu tentei sorrir de volta procurando alguma forma de conforta-lo.

– O lance das fotos foi épico. Mas o cara da boate o que aconteceu com ele? Por que você não veio ontem?

– Bem, quando Alice viu o que Tyler estava planejando eu já não podia mais intervir, ela disse para eu não me envolver mais, porem quando ele fez aquela piadinha com você eu não pude me controlar. Fui muito imaturo, eu sei que agi errado, mas agora ele pelo menos tem uma chance de recomeçar e tentar ser um cara legal. Sobre o incidente de Port Angeles, eu estava passando próximo a sua casa quando vi você sair no carro com aquele garoto e fiquei preocupado. Eu não entrei na boate porque achei que seria obsessão. – Ele fez uma careta – Por favor não me entenda mal. Depois que eu notei que estava errado em ser tão evasivo e decidi que devia ir embora mas ouvi sua voz e quando vi o que aquele cara planejava fazer. – Eu interrompi: - Alice viu, você viu. O que vocês veem?- Ele sorriu e respondeu: - Você não conviveu com vampiros o bastante então. Alguns de nós têm talentos além da hipnose. Alice pode ver o futuro e eu vejo ou escuto pensamentos. Mas voltando ao assunto, depois que você desmaiou e paguei a um dos seguranças para chamar o garoto que havia vindo com você e levei o cara para procurarmos todas as provas dos crimes que ele havia cometido e entregar a policia. Como ele era um serial killer uma noite não foi suficiente para resolver tudo.

Eu estremeci e disse: - ainda bem que não pode machucar mais ninguém.

- Bem, isso é tudo. – Ele respondeu balançando os ombros.

- Se isso é tudo você não vai se importar de me ajudar com mais um problema não é? – Eu disse enquanto considerava.

- O baile? – Ele disse rindo. Eu ri também. – Se você já tiver acompanhante tudo bem, mas é uma experiência importante do colegial, se pelo menos um membro da família Cullen não marcar presença isso será muito suspeito.- Eu disse fazendo uma expressão dramática. - E além do mais eu queria me divertir a noite inteira com alguém que eu goste. – falei finalmente.

- Então para mim será uma honra salvar sua pele mais uma vez. – Ele me respondeu parecendo feliz com a ideia.

Como tinha muita coisa para arrumar, inclusive um vestido, eu corri para casa, coloquei os grampos nos meus cabelos para que ficassem enrolados e tentei reformar um vestido que encontrei em um brechó próximo de casa. Quando terminei a maquiagem fiquei satisfeita comigo mesma, consegui fazer o impossível dentro de poucas horas, eu estava muito apresentável. Quando sai do quarto Charlie ficou admirado.

- Bella, você está linda. Como Sue não está aqui me arrisco até em dizer que está ainda mais bela que qualquer garota dessa cidade.

Eu ri com ele e lhe falei: - Não seja bobo papai.

– Seu acompanhante onde está? – Ele me perguntou no exato momento que a campainha tocou.

– Deve ser ele – Corri para atender a porta, entrando em choque em seguida.

– Seu pai tem toda razão. – Disse Stefan Salvatore com olhos duros e sorriso aberto.

Antes que Charlie pudesse vir em nossa direção e fechei a porta e puxei sua mão para que ele me seguisse.

– Stefan o que você está fazendo aqui? – Eu perguntei quase sem voz pelas emoções que me consumiam.

– Eu disse que voltaria, pena que você não me esperou o suficiente. – Ele respondeu. – Tinha algo errado, as palavras estavam erradas, a situação estava errada. Quando olhei em seus olhos não vi amor, ódio, tristeza ou ressentimento. Só havia indiferença. Ele havia desligado sua humanidade.

– Edward estará aqui em instantes. – Eu disse a ele, tentando me soltar.

– Katharine cuidará disso. Não se preocupe. – Ele respondeu me levando para seu carro.



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