História Os Campos De Ard Skellig (Camren) - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes, The Witcher
Personagens Camila Cabello, Dandelion, Lauren Jauregui, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Ação, Aventura, Camila Cabello, Camren, Fantasia, Fantasy, Fifth Harmony, Jogos, Lauren Jauregui, Magia, Romance, Shawn, Shawn Mendes, Sobrenatural, The Witcher, The Witcher 3, Yuri
Visualizações 108
Palavras 4.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Survival, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AAAAAA OIE BBS
Ontem a fic completou um mês, eu ia atualizar porém não o fiz por motivos de preguiça de escrever. Espero que me perdoem e PARABÉNS PARA NÓS AAAAAAAAAAAAAAAA
To feliz demais, vocês são top s2
Obrigada mesmo por lerem, esse cap é um presentinho para as leitoras fiéis ;)
Tem MUITO diálogo e a resposta para várias perguntas que vocês (e a Camila) tem.
Nos vemos lá embaixo...

Capítulo 17 - The Amazing Fields Of Ard Skellig.


Fanfic / Fanfiction Os Campos De Ard Skellig (Camren) - Capítulo 17 - The Amazing Fields Of Ard Skellig.

Algumas horas depois, quando a festa já estava acabada, Callonetta formou outro portal e nos levou de volta para o meu quarto. Eu poderia usar meus poderes, mas eu tinha receio em usá-los perto de pessoas que eu não conhecia bem. Não confiava em ninguém além de Jaskier naquele mundo. E talvez na princesa, apesar disso ser precipitado.

Eu a conhecia apenas por alguns meses, ela não deveria estar tão próxima quanto está agora. Eu odiava como não podia ter muito controle quando se tratava dela.

Assim que Callonetta desapareceu do meu quarto pelo portal, a princesa veio até mim e deixou um beijinho em minha bochecha, antes de sair pela porta. Talvez ela entendesse que era bom não me sufocar.

Ela também não apareceu de manhã quando deveríamos treinar, então me exercitei sozinha. Talvez eu pudesse fazer uns trabalhos de bruxa por aqui, agora eu tinha tempo livre de sobra e sempre havia trabalho a ser feito, mesmo em Streymoy. Nunca havia visto monstro nenhum na ilha, mas Camila me explicou que eles geralmente se mantinham em áreas mais remotas.

Ficar sem ter o que fazer me irritava, então quando voltei ao castelo após meu treino fui direto para o estábulo. Sorri quando vi Javier em seu compartimento e abri a porta de madeira entre nós. Ele se aproximou e encostou a cabeça em mim, pedindo carinho.

— Oi, amigo. Vamos dar um passeio, você deve estar entediado aqui, aye? — Falei e peguei uma sela pendurada na parede por um prego, ajustando-a nele. Saímos do estábulo e eu montei nele, atravessando o portão do castelo e pegando uma rua que levava ao limite da cidade.

Saímos de Stavanger e eu nos guiei até um campo grande que havia descoberto alguns dias antes. Era uma área aberta e grande, sem árvores no meio. Javier não quis esperar um segundo antes de começar a galopar a toda velocidade, sem destino aparente. Me segurei firme para não acabar caindo dele.

Devia ser chato para ele ficar naquele estábulo o tempo todo, mas era melhor do que ficar inseguro. Não havia muita escolha nesse quesito.

Quando cansei do vento no meu rosto e o quicar do galope, dei uns tapinhas de leve nele para ele desacelerar e desmontei. Sentei no meio da grama e apenas fiquei observando o local, enquanto Javier continuava galopando por aí. Não me preocupei em perder ele, sabia que ele voltaria para mim.

A grama era verdinha, porém ficava escura uma vez que o sol já havia se posto e apenas a lua iluminava o lugar. Seria um bom lugar para ter um segundo piquenique com a princesa. Balancei a cabeça, tentando me livrar de tais pensamentos. Ultimamente, não importava o que eu fazia, minha mente sempre dava um jeito de voltar para ela. Era irritante.

Dei mais uma hora de passeio para Javier e finalmente me levantei, assobiando alto. Logo ele apareceu, trotando em minha direção e eu montei nele rapidamente, indo em direção ao castelo. Assim que o deixei no estábulo, me despedindo com um beijinho, fui até o castelo e andei pelos corredores até meu quarto.

Em certo ponto, comecei a sentir o cheiro do rastro dela, então sabia que ela estaria me esperando. Entrei no quarto e ela estava deitada na minha cama, lendo um livro e comendo uma maçã, vestindo apenas uma camiseta de botões folgada, deixando suas pernas à mostra. Eu devia imaginar que ela não me deixaria ter paz.

Com o barulho da porta, ela desviou a atenção do livro e olhou para mim, sorrindo imediatamente. Assim que fechei a porta, ela se levantou e veio devagar até mim, me abraçando e murmurando um “oi” baixinho. O abraço foi meio estranho, porque não retribuí direito, apenas a segurei de leve pela cintura.

Ela encaixou a cabeça no meu pescoço e cheirou audivelmente, depois se afastou um pouco para me olhar curiosa.

— Você está cheirando a Javier. Aonde foram? — A princesa perguntou curiosa.

— Nenhum lugar especial. Apenas o levei para passear num campo fora da cidade. — Respondi e ela fez uma careta.

— Lauren, não saia sozinha a essa hora, pode ser perigoso. — Me repreendeu olhando feio e eu dei de ombros.

— Talvez para pessoas comuns, mas não para mim. — Argumentei e ela me deu um tapinha no braço.

— Você não é invencível, Jauregui. — Falou séria e se afastou de mim, indo de volta para a cama. — Agora vá tomar um banho. — Ordenou simples e eu levantei uma sobrancelha. Eu cheguei aqui com ela deitada em minha cama, folgada e confortável e agora ela me dava ordens? Garota atrevida.

Fiz o que ela disse apenas porque pretendia fazer de qualquer forma.

 

***

Sentei-me na cama ao lado da princesa, com meu bestiário em mãos. Comecei a ler a sessão sobre aparições, cujos detalhes o tempo tirara da minha memória. Eram criaturas que podiam ser muito poderosas, e dificilmente derrotadas. Sempre envolviam uma história mal resolvida, que devia ser solucionada antes de matar a besta.

— Como foi o seu dia? — A princesa perguntou baixinho, depois de alguns minutos.

— Normal. Só treinei e andei com Javier. — Respondi simples e ela ficou me olhando, como que esperando por algo, então me toquei que eu deveria perguntar de volta. — Hm... Como foi o seu dia?

— Desagradável. Estou lendo todos esses livros sobre Kaer Trolde e os an Craite, mas ainda não achei algo interessante e importante. — Ela respondeu e eu a olhei desconfiada.

— Ainda pesquisando sobre isso? — Perguntei de olhos semicerrados e ela se limitou a sorrir para mim. Fomos interrompidas pelo meu estômago, que roncou alto. Coloquei a mão sobre a barriga e fiz uma careta. — Merda. Acho que esqueci de comer hoje.

— Você esqueceu de comer? — Camila perguntou um pouco incrédula e eu concordei com cabeça, fazendo ela revirar os olhos. Ela se levantou e andou até a cadeira ao lado da mesa no canto do quarto, pegando uma calça minha que estava lá e vestindo-a. — Já volto. — Falou e desapareceu pela porta, com a calça folgada em seu corpo.

Ela era atrevida e ousada, pegava minhas coisas e usava como se fossem dela, invadia qualquer ideia de espaço pessoal que eu achava ter. Também parecia ficar mais em meu quarto do que no dela, mas eu não reclamaria disso, pois o castelo era dela, afinal. Era irritante e inconsequente, mas sua presença trazia também uma sensação gostosa.

Voltei a ler o meu bestiário e cerca de 15 minutos depois, a porta foi aberta por uma princesa que tentava se equilibrar, segurando uma bandeja de prata tampada com uma mão e uma jarra de vidro com água na outra. Empurrava a porta com os ombros e parecia ter dificuldade para carregar as coisas, então eu larguei o livro na cama e fui até ela, pegando a bandeja de sua mão.

Ela me lançou um olhar agradecido e se virou para fechar a porta. Fomos até a mesa e nos sentamos. A princesa destampou a bandeja e havia carne de cordeiro, batatas cozidas, salada e uma torta de chocolate com morangos. A olhei com ternura, por um momento, agradecida por ela fazer aquilo por mim.

Comemos em silêncio, aproveitando o gosto maravilhoso da comida do castelo. Teria que cumprimentar as cozinheiras mais tarde, elas faziam um trabalho esplêndido. A torta serviu como sobremesa e quando terminamos, joguei a cabeça para trás, suspirando em satisfação. Olhei para a princesa e ela me encarava distraída, em feição tranquila.

— Obrigada. — Falei baixo e me inclinei até estar bem próxima do seu rosto, deixando um beijo demorado em sua bochecha. Me afastei e sorri para ela, que me olhava divertida.

— É só isso que eu ganho de recompensa? — Ela perguntou convencida e sorrindo para mim. Eu ri e me aproximei novamente, passando o nariz de leve no seu pescoço e bochecha, cheirando sua pele.

— Sim. — Sussurrei no ouvido dela e me afastei, me levantando e indo até a cama. Escutei ela bufando atrás de mim e soltei uma risada. Ela gostava de brincar tanto comigo, não via porquê não brincar com ela também.

— Por que nunca te vi com algum amigo? Além daquele homem que nos recebeu no castelo assim que chegamos de Ard Skellig. — Perguntei enquanto me sentava apoiada na cabeceira da cama.

— Porque não tenho. Pelo menos, não muitos. — Ela falou e veio até a cama, deitando-se do meu lado e olhando para mim. Abraçou um travesseiro e continuou falando. — As pessoas que se aproximavam de mim sempre tiveram interesses externos, como poder e fama. Eu não gosto disso, então as afasto assim que percebo suas verdadeiras intenções.

“ As únicas pessoas que mantenho por perto são as que cresceram comigo, porque sei que elas me amam de verdade. Você não os conhece bem, mas tenho alguns amigos no castelo. Como a Lex. É ela quem cuida do Javier, inclusive, trabalha no estábulo. “

“ Conheço-a desde criança, porque a família dela sempre trabalhou para o reino. Brincávamos muito e estudamos juntos. Hoje nos vemos com uma frequência muito menor, mas nossa relação não muda. Ela é divertida e engraçada, mas não sei se você gostaria dela porque você continua sendo um pequeno mistério para mim. Cada vez menor, no entanto. “

Eu ri um pouco de sua confissão e revirei os olhos. — Não sou misteriosa. — Falei e ela me olhou incrédula.

— Como? É claro que é, Jauregui. Adora ficar imóvel de braços cruzados, olhando para todo mundo sem expressão alguma. Não dá para perceber nada em você, é como se não tivesse emoções. — Ela argumentou.

— Isso é porque fui treinada para nunca demonstrar nada, princesa. Também fui treinada para nunca sentir nada. No entanto, não nego mais as suas perguntas. — Expliquei e dei de ombros.

— Então eu posso perguntar qualquer coisa e você me responderá? — Ela questionou me olhando com os olhos semicerrados.

— Não qualquer coisa, mas... talvez a maioria das suas dúvidas, sim. — Falei torcendo para que ela não me enxurrasse com perguntas. Na verdade, ela me olhou desconfiada e pareceu pensar, como que escolhesse as melhores perguntas em sua mente.

— Por que não me contava sobre o que é sangue ancestral quando eu lhe perguntava? — Ela perguntou receosa e eu suspirei.

— É perigoso e eu não confiava em você. — Respondi com calma e ela desviou o olhar, focalizando-o em sua mão que segurava o lençol da cama. Ela sempre fazia isso quando conversávamos, brincava com coisas aleatórias. Seu olhar voltou para o meu e ficamos nos encarando.

— Confia em mim agora? — Perguntou baixinho e eu demorei a responder.

— Sim. Mas não sei se eu deveria. Uma parte de mim me diz para parar, para sair daqui e nunca confiar em ninguém. — Confessei quase em sussurro e ela me olhou um pouco determinada.

— Bem, quero que mande essa parte de você ir se foder. — Ela falou e eu gargalhei alto, fechando os olhos por um instante.

— Não se preocupe, princesa. Eu já fiz isso. — Enunciei e ela sorriu para mim.

— Pode me contar agora, então? Sobre você... — Perguntou tímida e eu respirei fundo antes de começar.

— Sangue ancestral é um termo para um gene especial que eu tenho. É um gene extremamente raro. Os portadores desse gene estão todos espalhados pelo universo, porque aparentemente nosso mundo foi destruído por uma força chamada Geada Branca. Eu não posso lhe explicar direito o que isso é, pois eu não sei direito.

“ Existem poucos livros neste mundo que falam sobre o assunto, e eu só tive acesso à dois que falavam brevemente sobre o assunto, que estão em Kaer Morhen. O gene foi criado a alguns séculos, por elfos de um outro mundo, um pouco diferente dos nossos elfos. Eu não entendo bem o que aconteceu, mas acho que algum portador reproduziu com um humano normal e isso fez os elfos se revoltarem. “

“ Os portadores do gene então se uniram e fugiram do mundo dos elfos, indo para outro lugar, este que posteriormente foi destruído pela Geada Branca. Poucos fugiram a tempo porque eles queriam ficar para defender o planeta deles. Não deu muito certo, claramente. Eles se espalharam pelo universo, de forma individual, o que torna ainda mais raro uma vez que os filhos de cada portador tem uma chance mínima de expressarem o gene. “

“ Às vezes, os filhos recebem apenas as feições élficas, como maçãs do rosto salientes e orelhas pontudas. Por vezes, recebem o poder de forma... suja, incompleta. Alguns possuem o gene completo e perfeito, como eu. Eu acho que minha mãe queria que eu expressasse o gene, e por isso me submeteu à mutagênicos enquanto eu ainda estava me formando, como se isso fosse acender o poder em mim. Nunca terei certeza, no entanto. “

“ O que tudo isso significa é que eu posso viajar entre o espaço de forma livre e pelo tempo de forma limitada. Posso ir para qualquer mundo e planeta no universo, mesmo que eu não conheça esse lugar. Posso desejar sair daqui e simplesmente sair daqui, podendo parar em qualquer lugar. Também posso ficar mais rápida e mais forte não apenas do que um humano normal, mas também comparada a um bruxo. “

“ Posso estar aqui com você e um segundo depois, estar no outro lado do mundo. Existem limitações, no entanto: Viajo livre entre mundos, mas em cada planeta só posso ir para lugares onda já estive ou vi pessoalmente. Também tenho que me atentar à detalhes sobre o tempo, pois ele ocorre de forma diferente em todo lugar. Um dia aqui pode ser como dez dias em outro lugar. “

“ Há muito que eu ainda não sei, mas... Acho que ainda vou descobrir. É para isso que meus poderes servem, afinal. Para viajar por aí e descobrir coisas. “

Ela ficou parada por muitos minutos, digerindo tudo o que eu havia falado.

— Você já viajou para outros mundos? — Ela perguntou baixo.

— Sim, alguns. Foi onde aprendi mais sobre o gene, e também onde aprendi a controlar melhor meus poderes. A primeira vez que viajei foi por total acidente, na verdade. Eu não fazia ideia do que eu estava fazendo, ninguém fazia.

— Existem humanos em outros lugares? — Questionou parecendo puramente curiosa.

— Sim, em vários. Humanos são uma raça comum no universo.

— Existem monstros em outros lugares? — Perguntou com uma careta.

— Em alguns, sim. Mas lembre-se que nosso planeta só passou a ter monstros depois da conjunção de esferas. — Expliquei e ela acenou com a cabeça.

— Isso tudo é muita informação de uma vez. E mesmo assim, tenho milhões de dúvidas na mente. — A princesa falou pensativa e eu sorri com o quão confusa ela parecia estar.

— Não precisa saber tudo de uma vez. Organize seus pensamentos agora, e vá fazendo suas perguntas com o tempo. Tentarei respondê-las. — Ofereci e ela me olhou com um sorrisinho terno, se ergueu pelos braços e segurou de leve o meu queixo com as pontas dos dedos, virando meu rosto em sua direção. Meu coração disparou enquanto ela aproximou o rosto em minha direção, fazendo-me sentir a sua respiração, mas então desviou para o lado e me deu um beijo na bochecha, antes de se afastar.

— Obrigada. Por confiar em mim. — Ela falou com a voz manhosa e segurou minha mão, apertando-a.

 

***


Alguns dias depois eu estava saindo do castelo montada em Javier, com a princesa atrás de mim com os braços entrelaçados na minha barriga. Eu segurava uma cesta de palha com um braço e segurava as rédeas de Javier com outra. Trotávamos devagar para não cansar o cavalo, já que ele carregava peso excessivo no momento.

Saímos de Stavanger e seguimos por uma trilha ao noroeste, logo alcançando o campo no qual passeei com Javier alguns dias antes. Desmontamos ainda perto das árvores e eu dei dois tapinhas de leve no cavalo, indicando que ele estava livre para fazer o que quisesse.

A princesa segurou minha mão livre e andou apressada até uma árvore grossa e grande, me puxando com ela. Ela colocou a toalha grande no chão, que antes carregava entre os braços e eu pus a cesta sobre a tolha, sentando-me ao lado dela. A princesa praticamente se jogou ao meu lado e abriu a cesta, distribuindo as comidas através da toalha.

Havíamos trazido frutas, tortas e alguns doces (por insistência de Camila), além de suco. A princesa pegou um pedaço grande de torta de chocolate e passou a comer, enquanto eu mordiscava morangos.

— Como descobriu mais sobre seus poderes em outros mundos? — Ela perguntou após alguns minutos, entre mordidas.

— Fui para um lugar estranho, onde habitavam humanos e a maioria de nossos animais, porém não havia monstros. Lá as pessoas andavam com pequenos pedaços de metal que brilhavam e se locomoviam por uma espécie de carroça metálica. Fiquei muito perdida lá, de início, mas me habituei aos poucos. Então descobri alguns livros que eram muito famosos por lá, que falavam sobre meus poderes. Vendiam muito, porém todos achavam que era pura fantasia.

— Fale-me mais sobre esse lugar. — Ela pediu curiosa, enquanto pegava mais torta.

— Eles não tinham casas como as nossas, pelo menos não por onde passei. Na verdade, tinham construções como torres, porém quadradas e gigantescas, que tinham muito vidro. Também não usavam materiais como os nossos, madeira e pedras. Usavam algo que não faço ideia do que é. Todos usavam roupas muito estranhas e andavam sem interagir com ninguém, como se estivessem muito ocupados. Também havia muitas pessoas... Muitas mesmo. Aparentemente, na cidade onde eu apareci habitavam 10 milhões.  — Expliquei enquanto Camila me olhava curiosa.

— Parece ser estranho. — Ela comentou e eu concordei com a cabeça.

— Todos os lugares que visitei parecem ser estranhos. São sempre tão diferentes.

— Já conheceu alguém do seu tipo por onde viajou?

— Não, não por estes lugares. Conheci em nosso mundo, no entanto. Em Velen. — Respondi e ela me olhou surpresa.

— Tantos lugares para ir e essa pessoa escolheu Velen? — Perguntou incrédula e eu ri. —Espera, está falando daquele homem do torneio que participou? Como é o nome dele mesmo?

— Julian, sim. Foi meu adversário na final do torneio. Ele não parecia ser tão poderoso quanto eu, no entanto. O seu poder brilhava mais escuro e eu era mais rápida. — Esclareci e ela acenou, passando a me encarar com o queixo apoiado na mão e com a boca levemente aberta. — O que foi? — Perguntei franzindo o cenho.

— Não é nada, só que parece que você é a pessoa mais interessante que já existiu.  — Ela me elogiou e eu fiquei quieta, sem saber como reagir. Ela riu com o meu desconforto e se aproximou, deitando ao meu lado com a cabeça apoiada em minha coxa. — Você sempre fica sem jeito quando eu lhe elogio. É tão linda. — Falou sorrindo para mim e eu bufei irritada. Ela tinha tanta facilidade para fazer essas coisas. Senti a necessidade de quebrar aquele clima desconfortável.

— Já descobriu algo importante em sua pesquisa sobre os an Craite? — Perguntei mudando de assunto e ela me olhou séria.

— Talvez sim, mas não tenho certeza ainda. Eu precisava conversar com você sobre isso, aliás. Preciso ir para Ard Skellig. — Ela anunciou e eu franzi o cenho.

— Por que?

— Posso ter achado uma informação valiosa, mas também pode não passar de um rumor. Preciso investigar melhor, mas aparentemente só existem arquivos sobre isso lá. Possivelmente na biblioteca pessoal do Rei Axel. — Ela explicou e eu a encarei surpresa.

— Pretende descobrir mais sobre o seu inimigo roubando livros na casa dele? — Perguntei incrédula e ela sorriu divertida para mim.

— Exatamente. Vem comigo? — Questionou e eu sorri de canto.

— Claro. — Respondi imediatamente e ela riu.

 

***


Passado alguns dias, havíamos combinado de ir para Kaer Trolde em silêncio. Camila bateu em minha porta à meia noite, carregando uma mochila com roupas e dinheiro. Ela havia deixado apenas um bilhete para o pai avisando aonde ia, uma vez que sabia que se avisasse ele, ele a proibiria de ir.

Ela fechou a porta do meu quarto atrás de si e se aproximou de mim. Segurei em sua mão e invoquei meu poder, viajando pela luz até o último ponto de Ard Skellig onde havíamos pisado, na montanha de Kaer Trolde. Assim que aparecemos lá, instantaneamente notei a diferente temperatura e clima.

Havíamos nos preparado para a neve de Skellige, usando gorros e casacos, mas ainda assim ficamos desconfortáveis. Fomos até a ponta da montanha, olhando para o que costumava ser Kaer Trolde. O porto havia sido reconstruído e dessa vez era um pouco maior e mais bonito. Ao redor, no entanto, não existiam construções.

Eles haviam aprendido e provavelmente refizeram suas casas em locais mais afastados do litoral. Haveria outros tsunamis, afinal. Analisei o castelo, fracamente iluminado. Guardas andavam pela ponte, de um lado para o outro, atentos a qualquer sinal de perigo. Vi a antiga oficina de Scott, trancada.

Camila e eu passamos a noite analisando o roteiro dos guardas, seus turnos e seus pontos cegos. Precisaríamos planejar bem isso, para não sermos descobertas. A princesa tinha apenas uma breve noção da planta do castelo, não sabia exatamente onde ficava a biblioteca real, mas tínhamos a informação de que ficava no noroeste do local.

Quando estava perto de amanhecer, nos distanciamos da beirada e eu segurei em sua mão, nos levando para Blandare, focalizando em minha mente o campo de orquídeas que existia lá. Aparecemos por entre as flores, o brilho do meu poder sendo ofuscado por elas. Nos movemos pelo campo, saindo dele e pulando uma cerquinha de madeira até a estrada de chão.

Passamos a andar em direção à Blandare, até que a princesa parou e segurou minha mão, me impedindo de andar.

— Foi aqui que conversamos pela primeira vez, aye? — Ela perguntou e eu olhei ao redor.

— Aye, na noite da reunião. — Confirmei e ela sorriu.

— Eu quis muito te matar naquela noite. — Ela confessou e eu gargalhei.

— Não sou famosa por boas primeiras impressões. — Falei dando de ombros.

— Realmente, mas você até consegue compensar pela sétima impressão... — Camila brincou e se aproximou mais de mim, abraçando o próprio corpo para se proteger do frio.

— Mesmo? Isso é bom, acho que eu não gostaria que você pensasse mal de mim. — Falei baixinho e puxei seu corpo mais para perto, abraçando-a para deixá-la mais morna.

— Não creio. Lauren Jauregui se importa com a opinião que eu tenho dela? — A princesa provocou e eu revirei os olhos, rindo de leve. — Por quê?

— Não sei direito, é tudo meio bagunçado dentro de mim. Mas acho que me importo com você. — Confessei quase em sussurro, meu rosto próximo ao seu. Ela me olhou séria e surpresa.

— Você se importa comigo? — Perguntou como se não acreditasse e eu confirmei com a cabeça lentamente, não querendo vocalizar o fato. Falar sempre tornava as coisas mais reais, e eu ainda tinha o instinto de lutar contra isso.

Eu podia resistir a alguns instintos, no entanto. Assim como podia me render a outros.

Seus olhos me encaravam de forma intensa e ela parecia estar receosa. Ambas queríamos a mesma coisa, mas ela não queria tomar o primeiro passo pela possibilidade de eu lhe rejeitar, provavelmente. Então decidi agir, puxei-a para perto e colei meus lábios nos seus, fechando os olhos.

A princesa pareceu paralisar por um instante, até começar a mover os lábios contra os meus. Meu coração batia freneticamente, o que parecia acontecer apenas quando eu estava ao seu lado. Segurei sua cintura com força, sempre a trazendo para mais perto. Passei a beijá-la mais intensamente, com todo o desejo que estava reprimido em mim a algum tempo.  

Ela mantinha uma mão no meu pescoço e a outra explorava o meu cabelo, que estava úmido pela neve e desajeitando o meu gorro, dando leves puxadas. Eu me sentia desconcertada e grogue, tamanho o efeito que ela tinha em mim. Depois de um tempo mordi seu lábio inferior e o puxei de leve, sentindo ela suspirar na minha boca. Sorri com a sua reação e me afastei um pouco, apenas para ver o seu rosto.

Ela abriu os olhos, olhando com desejo, as bochechas coradas. Vapor saía da sua boca devido à temperatura baixa no local. Parecia uma cena de um livro romântico estúpido que a princesa leria.

— Eu me importo com você também. — Ela confessou mordendo o lábio, parecendo um pouco tímida. Eu sorri para ela e lhe dei um selinho rápido.

— Eu sei. — Falei simples e ela pareceu ficar ainda mais tímida. — Vamos sair daqui, por favor. Quero continuar isso num lugar mais confortável. — Enunciei e ela riu de leve, passando a andar pela estrada em direção à taberna mais próxima, me abraçando de lado.

Os campos de Ard Skellig eram realmente maravilhosos.


Notas Finais


GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLL DO BRASIL IL IL IL É TETRAAAAAAAAAAAAA ~leiam isso com a voz do Galvão Bueno~
Finalmente, huh? Só uma bitoquinha rápida para vocês ficarem espertas rsrsrs
Eu não ia fazer por agora porém quis agradar vocês, então ficou assim mesmo. Espero que isso não tenha sido um erro D: Mas acho que já ta na hora, aye?
Então vamos aos nossos fatos inúteis:
1. Estava planejado desde o início esses campos serem um lugar especial s2
2. Eu fiquei fazendo careta enquanto escrevia as partes fofinhas pois sou uma ogra e não tenho sentimentos, só ficava pensando "credo que viadagem" HAHAHAHA
3. A abreviação que não é abreviação, porém um termo para a fic é FIELDS. Fields = Campos. Tenderam? Beleza.
4. Lauren tomou iniciativa pela primeira vez na vida, amém irmãs?
5. Esse mundo que a Lauren visitou foi o nosso HAHA Os pedaços de metal que brilham que carregamos são os celulares, e as carroças metálicas são os carros :v Os livros que falam sobre os poderes da Lauren são os livros de The Witcher, olha que loko.

Mano, de vez em quando eu leio umas fics muito boas que me fazem sentir bem nessas cenas românticas. Isso acontece com vocês em FIELDS? Tipo, não acontece comigo, mas é porque eu que escrevo então meio impossível nér. Espero que aconteça. Espero que vocês amem Camren como eu amo :D
Só não contem para ninguém sobre isso de mim, pois tenho uma reputação a zelar rs

That's it for today. Obrigada por lerem, BATEMOS 1700 VIEWS AAEEEEE. Como sempre, sintam-se livres e incentivadas a comentarem o que quiserem sobre o capítulo ou a fic em geral.
Nos vemos no próximo cap, aye? :)


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