História Os Cavaleiros de Tamriel - Capítulo 1


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Categorias The Elder Scrolls
Personagens Personagens Originais
Tags Skyrim
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Palavras 2.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - A Guerra Civil I - Sjornwulf o Santo


Fanfic / Fanfiction Os Cavaleiros de Tamriel - Capítulo 1 - A Guerra Civil I - Sjornwulf o Santo

Sundas, 17 de Last Seed, 4E 201

Um guerreiro Nórdico estava sentado na taverna "The Bannered Mare". Era um homem alto e corpulento, algo muito comum para um homem Nórdico. Seus cabelos longos eram de um castanho escuro e sua barba lhe cobria o rosto. Seus olhos eram azuis como as águas do Rio Karth. Em palavras mais simples, era um Nórdico típico.

Ele era conhecido como "Sjornwulf o Santo". Era um homem muito religioso, seguidor dos Nove Divinos, mas que, ao contrário da maioria dos Nórdicos, não favorecia Talos sobre os outros oito Divinos. Para ele, Akatosh era seu verdadeiro guia e mestre.

Mas como tal homem se veria enfurnado em uma taverna, bebendo sem parar como um bêbado qualquer? A verdade é que Sjornwulf era um guerreiro desonrado. Para preservar sua vida, ele havia abandonado seus companheiros em meio a uma luta. Agora os fantasmas de seu passado pairavam sobre sua cabeça como uma nuvem negra prestes a liberar uma chuva de arrependimento e sofrimento.

"Ah, mais uma noite e outro Septim se vai...", ele pensou amargamente, "Mais uma garrafa esvaziada e mais uma mágoa afogada... Ha! É um bom verso. Pena que não sou um bardo"

Ele ainda pensava no que deveria fazer de sua vida miserável dali para frente quando Hulda, a dona da taverna, lhe falou:

- Você deve ser novo em Whiterun, nunca o vi antes.

Sjornwulf assentiu com a cabeça, encarando o fundo de sua caneca vazia.

- De onde você veio? Do oeste? Do Condado do The Reach, suponho.

- Sim. Eu vim de Markarth. Cansei de viver em uma cidade feia de aço Dwemer, então vim para cá. A arquitetura parece mais aconchegante, devo dizer.

- Deve estar procurando por trabalho, nesse caso - Hulda abriu um sorriso - Posso lhe pagar por toda a lenha que trouxer para a fogueira. No, entanto, se seus objetivos são de uma natureza mais... emocionante, creio que posso lhe ajudar.

Sjornwulf se interessou imediatamente.

- Veja bem - A mulher lhe disse com cautela, sussurrando - Há alguns dias, ouve um boato na cidade de que há uma patrulha Stormcloak se movimentando nas planícies ao Sul. Há aqueles que dizem que Ulfric Stormcloak planeja atacar Whiterun. Acredito que o Jarl, Balgruuf o Maior, ficará muito satisfeito caso traga para ele alguma informação sobre um possível ataque Stormcloak.

Sjornwulf suspirou. Essa Guerra Civil estava consumindo Skyrim como o fogo consome a lenha. Ele se levantou, agradeceu pela informação e saiu da taverna. Quando saiu, foi inundado pelos sons e cheiros do Distrito das Planícies. As pessoas interagiam umas com as outras no mercado, crianças corriam pelas ruas, guardas passavam de vez em quando... Havia uma sensação de vida no ar. E Sjornwulf gostava disso.

A cidade de Whiterun levava o nome do Condado do qual era a capital. Situada nas planícies no centro da Província de Skyrim, Whiterun se tornou um grande mercado que ligava todos os Condados que a cercavam. O Jarl de Whiterun era um nórdico conhecido como Balgruuf, o Maior. Muitos dos moradores do Condado nutriam um profundo respeito por seu senhor.

Sjornwulf decidiu que seu próximo objetivo seria descobrir onde esses Stormcloaks estavam acampados e dar um fim a qualquer plano que eles tenham sobre atacar Whiterun. Ele não morria de amores por nenhum dos lados da guerra, mas, assim como ele próprio, o Condado de Whiterun havia permanecido neutro em meio à esta disputa. Em sua mente, um território neutro é inviolável, quase sagrado.

Mas, por onde começar? Havia duas vilas no Condado: Riverwood e Rorikstead. Sjornwulf pensou que Riverwood seria um bom começo, principalmente porque estava mais próxima do que Rorikstead, localizada no extremo oeste do Condado.

A trilha de Whiterun para Riverwood estava calma, algo surpreendente quando se leva em conta os tempos sombrios que assolavam Tamriel. Ele chegou na pequena vila em pouco mais de três horas e, logo que chegou, visitou a Taverna O Gigante Adormecido, onde planejava conseguir mais informações.

Era um prédio pequeno se comparado à The Bannered Mare. O fogo no centro da taverna aquecia praticamente todo o interior e as mesas ao redor estavam quase todas desocupadas, exceto por uma ou outra, que era ocupada por algum morador solitário.

A taverna pertencia a uma mulher bretã chamada Delphine. Sjornwulf pouco sabia sobre ela, pois raramente ficava em sua própria pousada. Em seu lugar, Orgnar tomava conta do local.

Sjornwulf se aproximou do homem e lhe perguntou se havia ouvido algum rumor recentemente sobre alguma patrulha Stormcloak na região.

- Há algumas horas, alguns viajantes disseram que avistaram seis soldados rebeldes na estrada próxima à Pedra do Ritual. Parece que eles deram a entender que a base Stormcloak em Whiterun fica lá perto - Orgnar respondeu.

Sjornwulf agradeceu. Ele notou que já estava anoitecendo e decidiu que seria melhor passar a noite em Riverwood antes de voltar para o norte. Depois de pedir algo para comer, Orgnar resolveu puxar assunto.

- Você ficou sabendo? Helgen foi destruída por um Dragão. Difícil de acreditar, não? Hoje de manhã, um homem veio de lá acompanhado de outro sobrevivente, ficou por alguns minutos e logo partiu para Whiterun. Dizem que ele foi alertar o Jarl sobre o ataque. Você, por acaso, não cruzou com ele em seu caminho de lá para cá?

- Não sei dizer - Sjornwulf balançou a cabeça - Cruzei com algumas pessoas, não vi nada de especial em nenhuma delas. Sabe se mais alguém voltou de lá?

- Hadvar voltou, ele está na casa de seu tio agora, o Ferreiro Alvor. Algumas pessoas dizem que Ralof também voltou, mas ninguém sabe com certeza. Ele é um Stormcloak, afinal de contas. Não seria sábio da parte dele mostrar a cara por aí.

Sjornwulf teve uma ideia. Se esse tal de Ralof realmente tivesse voltado, ele logo iria partir para o acampamento Stormcloak mais próximo. Tudo o que precisava seria vigiá-lo de longe e seguí-lo para onde quer que ele fosse.

Por hoje, entretanto, sua missão teria que esperar. Já era de noite e ele não planejava caminhar por aí na escuridão.

Seu sono foi tranquilo. Ele acordou bem cedo, assim que os primeiros raios de Sol entraram por entre as janelas do estabelecimento. Se despediu de Orgnar e saiu da taverna. Após uma rápida pesquisa, ele descobriu que Ralof ainda estava abrigado em Riverwood. Agora que sabia onde o homem estava, só precisava esperar.

Não demorou muito para Ralof aparecer. Era fácil reconhecê-lo, pois era o único homem na vila usando o uniforme dos Stormcloaks. Seguí-lo foi mais fácil ainda. Era um homem de mente simples que não fazia o menor esforço de esconder seu rastro. Ele parecia estar confiante de que ninguém seria capaz de seguí-lo. Ou talvez não se importasse com isso.

Sjornwulf seguiu o Stormcloak por toda a manhã, até que a busca começou a dar frutos. Ralof estava quase chegando à Pedra do Ritual. Era o local que Orgnar havia indicado. De repente, Ralof saiu da estrada e começou a subir a colina, até um local escondido pela sombra da montanha.

Era ali, Sjornwulf descobriu onde estava o acampamento dos Stormcloaks. E agora? Como descobrir se os Stormcloaks tinham ou não um plano de atacar Whiterun? Ser sorrateiro não era uma de suas especialidades, então seria pouco provável que conseguisse ouvir algo sem ser notado.

De repente, uma ideia lhe ocorreu. Havia um guarda Stormcloak patrulhando os arredores do acampamento. Próximo o suficiente para avisar seus amigos caso alguém estivesse a caminho, porém longe o suficiente para ser derrubado sem ninguém perceber.

Sjornwulf tirou sua alabarda das costas e esperou o homem chegar mais perto. Mais perto. Só mais um pouco... O Stormcloak nunca soube o que o acertou. A lâmina de ferro cortou o ar em direção ao seu pescoço e o decapitou quase imediatamente. Ninguém havia notado.

O guerreiro logo pôs seu plano em ação. Tirou o uniforme do homem morto e, com dificuldade, tirou o capacete da cabeça decapitada. Ele vestiu a armadura e logo percebeu que era um disfarce perfeito. O capacete só possuía duas aberturas para os olhos, seria impossível reconhecer alguém que não fosse pela voz.

Sjornwulf caminhou tranquilamente até o centro do acampamento. Seu plano estava dando certo, pois ninguém tentou abordá-lo pelo caminho. Ele foi até a Tenda do Stormblade e ficou parado na frente da entrada, como se estivesse de guarda. Alguns Stormcloaks o encararam com desconfiança, mas ninguém disse nada. Dali, ele poderia ouvir a conversa dentro da tenda.

- Ulfric está esperando a mensagem de Balgruuf, o Maior. Mais cedo ou mais tarde ele terá de decidir se irá se unir a nossa causa ou apoiar os cães imperiais - Um homem disse, dentro da tenda - E se ele trair os Nórdicos de Skyrim, nós estaremos prontos para invadir Whiterun e tirá-lo do poder.

- Como iremos tomar Whiterun sem derrubar as muralhas da cidade? - Outro homem perguntou.

- Ulfric está mandando uma escolta de soldados com algumas catapultas. Nós iremos armá-las com projéteis de fogo para que possamos tomar a cidade e, ao mesmo tempo, manter as paredes intactas.

- É mesmo? E como nós conseguimos tantas catapultas? Me parece difícil de acreditar - O primeiro homem perguntou.

- Ulfric trouxe as catapultas de um velho arsenal de Windhelm. Há muito lá dentro que nunca sonhamos em ter.

- Sinto que em breve iremos usá-las. Duvido que Jarl Balgruuf irá se aliar a nós.

- Melhor assim. Já faz muito tempo que não luto em um cerco.

Sjornwulf decidiu sair dali, antes que alguém o notasse ou fosse verificar o que o guarda do acampamento estava fazendo. Se havia uma escolta trazendo catapultas para Whiterun, Sjornwulf precisava detê-los. Mas não poderia fazer isso sozinho.

O guerreiro se livrou do uniforme Stormcloak e correu até a cidade de Whiterun, para avisar o Jarl sobre a ameaça. Apesar de seus esforços, ele só chegou lá quando já estava anoitecendo. Não havia nenhum problema, entretanto, desde que o Jarl ainda estivesse acordado.

Sjornwulf entrou no Palácio de Dragonsreach e foi em direção ao trono. Assim que o viu, Balgruuf pareceu irritado.

- Ah, o que é agora? Mais problemas? Já não basta Riverwood ser ameaçada por um dragão!? O que você quer!?

- Senhor, receio que o que tenho a dizer não vá lhe agradar - Sjornwulf disse - Os Stormcloaks planejam atacar a cidade e há uma escolta trazendo catapultas para o Condado. Eles irão armá-las com projéteis de fogo para manterem a muralha intacta.

- O que!? E como você soube disso? - Balgruuf se surpreendeu - Ah, não importa. Malditos rebeldes... Escute, rapaz. Quero que você acompanhe os soldados de Whiterun até essa tal escolta e os impeça de trazer essas catapultas para a cidade.

Sjornwulf fez um reverência e se virou para fora. Ele foi até a Casa da Guarda e chamou todos os soldados que pôde reunir.

- Ouçam, homens! - Ele ergueu a voz - Os Stormcloaks estão vindo para Whiterun e eles vêm escoltando várias catapultas! O Jarl confiou em nós para pôr um fim aos planos dos rebeldes e impedir um cerco à cidade!

- POR WHITERUN! - Os guardas gritaram em coro.

Sjornwulf partiu, seguido por dez soldados prontos para derramar o sangue dos rebeldes Stormcloaks em nome de Whiterun e do Jarl Balgruuf. Ele foi em direção ao leste, na estrada que ligava o acampamento Stormcloak ao Condado de Eastmarch, o centro do poder Stormcloak. Se os rebeldes estravam trazendo as catapultas de Windhelm, eles certamente viriam por ali.

O guerreiro parou logo em frente a uma ponte e reuniu os soldados.

- Vamos preparar uma emboscada. Os Stormcloaks provavelmente estarão em maior número, então iremos esperar eles estarem atravessando a ponte para atacá-los de surpresa. Os arqueiros deverão atirar nos inimigos que estiverem na retaguarda, enquanto os guerreiros lutarão contra os soldados que estiverem mais próximos. Usaremos as árvores para nos esconder. Ataquem ao meu comando.

Os soldados imediatamente assumiram sua devida posição, se escondendo atrás dos arbustos e das árvores. Os Stormcloaks demoraram vários minutos para chegar, mas, quando finalmente chegaram, dava para vê-los de longe.

Eram cinquenta homens escoltando quatro grandes catapultas. Os soldados de Whiterun quase tiveram vontade de desistir, mas o desejo de lutar por seu condado falou mais alto.

Quando os Stormcloaks estavam quase chegando ao fim da ponte, Sjornwulf gritou:

- HOMENS! ATACAR!

Onze guerreiros furiosos saíram berrando por entre as árvores. Os Stormcloaks mal tiveram tempo de desembainhar suas espadas quando foram atingidos pelo aço das espadas de Whiterun.

A alabarda de ferro de Sjornwulf cortava o ar e atingia os rebeldes em cheio. As lâminas de aço das espadas dos soldados de Balgruuf fincavam e cortavam como vespas furiosas. Os arqueiros atiravam contra os Stormcloaks que estavam na retaguarda.

No meio da confusão, alguns rebeldes conseguiram entrar na floresta e fugir. Não havia nada a fazer, eles iriam avisar Ulfric da derrota e ele seria mais cauteloso em seu próximo movimento.

A batalha, entratanto, estava terminada. O sangue manchava a ponte e o chão estava coberto de corpos. Os soldados sobreviventes decidiram incendiar as catapultas e jogar seus restos destruídos dentro do rio.

Enquanto os homens comemoravam, Sjornwulf olhou satisfeito para eles. Sua mente tinha apenas uma certeza: Sua vida de vagabundo beberrão estava acabada.



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