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História Os Cavaleiros do Zodíaco: A Saga do Céu - Capítulo 5


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Notas do Autor


Surpresa, surpresa, estou de volta. Pra falar a verdade, nem ia ter capítulo hoje, mas eu comecei a escrever um capítulo ontem pra poder postar dentro de alguns dias, mas eu me surpreendi sobre o quão rápido eu consegui faze-lo, então decidi colocar uma meta sobre postar esse capítulo ainda hoje se possível. Tenho que avisar que esse capítulo vai ser um pouco parado, provavelmente não vai ter cenas de combate, mas será importante para desenvolver a trama que está ocorrendo. Mas eu prometo a vocês que o próximo já vai ter uma sequência de luta que irá surpreende-los por completo. Espero que gostem!

Capítulo 5 - Uma Conspiração Misteriosa! O começo de Uma Nova Batalha!


“Divididos. Os Cavaleiros de Atena, depois de reencontrarem Shido de Mizar, percebem que há uma outra conspiração ocorrendo em paralelo ao confronto iminente contra Artemis. Para tentar entender o que estava acontecendo, os Cavaleiros se dividiram em dois, com um grupo indo para Asgard, e o outro, continuando no Santuário para tentar chegar até a Deusa da Lua. Agora os caminhos se separaram, e dessa vez, a luta parecia estar cada vez mais próxima de ocorrer. Em Asgard, o treinamento de Hagen continua a todo vapor, e paralelo a isso, Hilda é acometida por uma febre misteriosa, impedindo que ela faça seus deveres de zelar pelo povo de Asgard. Depois de confrontar Shido, Saga resolveu deixar a luta deles em segundo plano, enquanto se perguntava até aonde as coisas iriam para realizar os objetivos deles. O cenário agora estava armado para uma missão no Extremo Norte."

Asgard...

No Palácio Valhalla, Hilda continuava a sofrer os efeitos da febre, enquanto Freya olhava para sua irmã, deitada, sem se mexer. Hilda estava com várias compressas em sua cabeça, para tentar aliviar um pouco a febre. Ela ainda continuava a sofrer dos problemas de visão, preocupada com o que estava acontecendo.

(Hilda) - Freya... Você esta aqui? - Dizia Hilda, com uma voz meio fraca, tentando encontrar sua irmã.

(Freya) - Sim. Essas compressas deviam estar funcionando. Mas eu estou ficando extremamente preocupada com você. Nunca te vi tão abatida assim. Ainda está tendo problemas de visão?

(Hilda) - Estou. Toda vez que tento abrir os olhos, minha cabeça começa a doer, e a latejar. Esse calor que eu estou sentindo simplesmente não quer parar.

(Freya) - Eu vou pedir para que tragam mais compressas pra colocar pra você. Já até pedi pra prepararem uma sopa para que não passe mal.

(Hilda) - Não sei se vou conseguir comer alguma coisa. - Coloca as mãos na barriga, sentindo uma dor enorme. - Estou sentindo meu estômago doer um pouco. Agora eu estou com medo de passar mal caso eu coma.

(Freya) - Hilda, você não pode ficar tanto tempo assim sem comer. Sei que essa febre está sendo um tanto difícil de lidar, mas você é forte. Quando ela estiver pronta, trarei ela pra cá pessoalmente.

Quando Freya se vira, lágrimas começam a cair dos olhos de Hilda, que ainda estavam fechados. Era como se isso fosse algum tipo de retribuição pelo que tinha acontecido com os Guerreiros Deuses. De repente, Freya olha para sua irmã, e vê as lágrimas caindo, o que faz ela ficar um tanto preocupada.

(Freya) - Irmã? Tudo bem com você?

(Hilda) - É que eu não sei o que eu faria sem você do meu lado. Sempre me ajudou quando eu precisei. Não sabe o quanto eu sou agradecida por me ajudar.

(Freya) - Sempre estarei ao seu lado. O que quer que aconteça, não importa o que houver, sempre a ajudarei.

Saindo do quarto de Hilda, Freya fica perdida em seus pensamentos, tentando pensar em como sua irmã vai se recuperar dessa febre. Mesmo assim, ela lutava para tentar segurar as lágrimas que ela tanto queria derramar, mas não conseguia. Juntando suas mãos, ela decidiu tentar uma prece para ajudar nesse momento tão difícil.

(Freya) - Odin, pode me ouvir? Eu estou enfrentando algo muito complicado, e eu não sei o que fazer pra resolver isso. Hilda... Está muito doente. Uma febre caiu por ela, e estou fazendo o necessário para cuidar ela e ajuda-la a se recuperar. Ela é a sua representante aqui na Terra, e sinto que as coisas vão ficar bem difíceis agora que ela não pode mais exercer suas funções durante esse período. Do fundo do meu coração, eu estou pedindo para que faça um milagre por minha irmã. A ajude a se recuperar, porque eu não sei mais o que fazer para ajudar. Estou começando a ficar preocupada porque eu sinto que ela vai piorar se não acontecer um milagre. O que eu faço? Apenas me dê um sinal.

Freya torcia para que sua prece a ajudasse a lidar com sua irmã nesse problema tão complicado. Ela não sabia quando Hilda iria se recuperar, e nem quando. Mas sua preocupação tomava conta em todos os sentidos, enquanto a cada minuto que passava, Asgard estava sem sua representante principal. Ela já acreditava que teria dias melhores quanto ao que houve depois do Grande Eclipse. E ainda mais quando Hagen retornou, mas nunca esperou que tudo fosse desandar da pior forma possível. O que mais iria acontecer para que ela pudesse voltar ao seu senso de normal nisso tudo?

Na floresta, Hagen continuava a esmurrar e a esmurrar várias árvores, aumentando ainda mais sua força, ainda pensando em voltar a servir Hilda de qualquer jeito. Sua mente parecia que tinha se desligado, e estava obedecendo apenas uma função: Lutar. Era como se todas as suas emoções estivessem focadas nesse pensamento profundo. Mal ele sabia o que estava acontecendo com Hilda, porque sua mente parecia não estar dando importância ao que estava acontecendo ao redor dele.

Santuário...

Nas colinas, os Cavaleiros de Ouro aguardam a volta de Saga, enquanto admiram a beleza do Santuário, em seu mais belo esplendor. Camus e Shura eram os que estavam mais temerosos quanto a demora de Saga, que estava demorando mais tempo do que o esperado. De forma súbita e inesperada, Saga sobe as colinas, ficando frente a frente com seus companheiros.

(Camus) - E então? Como foi a sua pequena missão?

(Saga) - Consegui resultados. O Cosmo que eu tinha sentido antes era de ninguém menos do que Shido de Mizar, o Guerreiro Deus que servia a Hilda.

(Shura) - Como isso é possível?

(Saga) - Eu não sei como. Mas parece que temos alguém que está conspirando contra os planos de Artemis para esse mundo. O Guerreiro Deus disse que não sabia de nada, e ainda ousou me enfrentar.

(Máscara da Morte) - Quer dizer então que você foi frente a frente contra um guerreiro do Extremo Norte? Foi uma audácia e tanto, na minha opinião.

(Saga) - Nós dois meio que acabamos nossa luta em um empate, porque eu ainda estou tentando entender o que houve para esse Guerreiro Deis ter voltado assim, do nada. Tem alguma coisa acontecendo, e eu irei descobrir o que é.

(Afrodite) - E o que você acha que deve ser?

(Saga) - Que tem alguém que está ousando ir contra um Deus por suas próprias ambições. Alguém está controlando as cordas de Shido, como se ele fosse parte de um plano ainda maior. Mas não pode ser Hilda, porque ela estava dominada pelo Anel de Nibelungo, pelo que nós sabemos. Tem a mão de um ser bem mais poderoso do que isso.

Antes que a conversa deles possa continuar, a figura de Artemis se aproxima dos Cavaleiros de Ouro, se colocando nas colinas, o que faz Saga e os outros se ajoelharem, em forma de lealdade a ela.

(Saga) - Deusa Artemis.

(Artemis) - Saga. Shura. Camus. Máscara da Morte. Afrodite. Podem se levantar.

Obedecendo o comando, os cinco se levantam, e encaram Artemis nos olhos.

(Artemis) - Como estamos com os preparativos para o combate?

(Saga) - Nem tudo está correndo como o planejado. Fui até o Santuário, e encontrei alguém que deveria estar morto. O Guerreiro Deus, Shido de Mizar.

(Artemis) - Você sabe quem o trouxe de volta?

(Saga) - No começo, eu pensava que poderia ter sido você, até que ele me disse que não estava servindo a nenhum Deus. Estou começando a acreditar que tem mais algum inimigo conspirando contra os nossos planos, mas não sabemos quem é.

(Artemis) – Então temos um problema. Com um Guerreiro Deus de volta, a pessoa pode ter trazido de volta todos eles também. Eu pretendia lidar apenas com Atena, mas agora, se temos outro inimigo conspirando contra todos nós, tudo pelo qual eu lutei irá ruir como se nunca tivesse acontecido.

(Shura) – Nós só sabemos de um deles. Ainda temos a vantagem se for apenas o Shido.

(Máscara da Morte) – Imbecil! Será que não percebe? Estamos ameaçados se os Guerreiros Deuses estiverem de volta! Nosso plano será arruinado por causa disso!

(Artemis) – Não se preocupem. Mantenham o foco no plano: Entreguem a Terra nas minhas mãos, e irei resolver todo esse problema. Uns guerreiros do Norte não irão me derrotar por causa disso. Se encontrarem mais algum, acabem com ele. – Suspira, um tanto nervosa. – Tantos conflitos levaram a isso. Essa é a chance de temos de conseguir que a Terra finalmente esteja em paz, meus caros Cavaleiros. Aconteça o que acontecer, mantenham o foco no prêmio. Foram muitos anos, onde esse planeta ficou envolto em várias guerras sem fim. Nós temos a chance de acabar com esse padrão.

(Saga) – Ninguém está questionando seus planos, Artemis. É só que certas coisas mudaram, e agora, estamos tentando nos preparar para a tempestade que se seguirá contra os Cavaleiros de Atena.

(Artemis) – Nesse meio tempo, continuarei esperando. Lembrem-se: Nós estamos fazendo a coisa certa aqui.

Artemis começa a se retirar, enquanto os Cavaleiros de Ouro olham pra ela, meio preocupados.

(Artemis) – Tenho que me retirar para o meu templo. Tenho que me preparar para as lutas que virão.

Sumindo, os Cavaleiros de Ouro ficam um tanto nervosos com o problema em mãos. Mesmo com a luta iminente, manter a ideia de que estavam fazendo a coisa certa mantinha Saga e os outros um tanto dispostos a fazerem o que fosse preciso para conseguir trazer a paz para o planeta.

No Templo, Artemis continua a olhar para a beleza da lua no local, enquanto continua a se perguntar até onde esse plano irá para conseguir o que tanto quer. Sentindo a presença de Calisto, parecia que as formalidades seriam dispensadas naquele momento, por causa da preocupação da Deusa da Lua com os inimigos que estavam surgindo a cada momento que passava. Prestes a fazer uma reverência, Artemis levanta suas mãos, sinalizando que sua Satélite não precisava fazer isso.

(Calisto) – Geralmente é uma formalidade eu me curvar diante de você, senhorita Artemis.

(Artemis) – Eu estou meio nervosa. – Se levanta de seu trono, olhando para sua principal confidente e guerreira. – Descobri algo que pode prejudicar os meus planos para conseguir o controle da Terra.

(Calisto) – E o que seria tão grave assim?

(Artemis) – Um Guerreiro Deus está prejudicando todos os meus planos. E nesse momento, ainda estou me perguntando quantos mais irão surgir para me atrapalhar? – Começa a ficar um tanto irritada, com seus dentes rangendo, mais nervosa do que já estava. – Por muito tempo, me foi negado o controle da Terra. Algo que era meu por direito! E ao invés disso, minha irmã ficou com aquele planeta insignificante!

(Calisto) – Minha Deusa, eu sei o quanto você é dedicada. Você assume o controle de qualquer coisa que for importante, e quando tiver alguém que se opuser contra sua pessoa, você destrói qualquer um que tente fazer isso.

(Artemis) – Mortais não deveriam se rebelar contra os Deuses! Ser um Deus é ser superior a qualquer um que pense que está certo. A Terra simplesmente não tem motivos para ir contra nós. Mas aquele mísero planeta insiste em se destruir com todas as guerras, conflitos entre o bem e o mal. É como se todos eles não aprendessem com seus erros. A humanidade já conviveu tempo demais com tudo isso.

(Calisto) – E o que pretende fazer nisso tudo?

(Artemis) – Saga e os Cavaleiros de Ouro são peças chave nos meus planos contra Atena. O que é melhor do que aliados que já fizeram parte do círculo de confiança de minha irmã? Por muito tempo, eles ficaram ocupados com seus próprios problemas, e pretendo usar isso ao meu favor. Eu não irei parar por nada até fazer a humanidade e Atena sofrerem por seus pecados. Eles não tem humildade. Nunca tiveram. Calisto... O que eu estou prestes a te dizer não sai desse templo, em nenhuma hipótese. Sabe o que é ser passada pra trás por seu próprio pai, acreditando que as ambições dos outros Deuses seriam malignas? Foi assim mesmo que eu me senti quando Zeus me proibiu de tomar o controle das coisas. Mas isso me proibiu de agir? Não. Ele já se tornou alguém fraco demais, apegado a Atena por muito tempo. Eu terei o controle da Terra de qualquer jeito, mas ao mesmo tempo, farei os mortais sofrerem por seus pecados contra os Deuses e por se rebelarem. Ninguém estará protegido depois do que eu estou prestes a fazer. Mesmo que Saga e os outros possam não saber disso, eles ainda são importantes, e não nego isso. Mas agora é só questão de tempo até que o conflito entre eu e a minha irmã se encerre.

A verdadeira personalidade de Artemis refletia sua maldade em todos os sentidos, demonstrando estar disposta a fazer o que for preciso para fazer as pessoas sofrerem pelos conflitos contra os Deuses. Calisto tinha os mesmos pensamentos que o de sua Deusa, como soldada mais leal dela, e agora, estava disposta a carregar seus planos adiante para a Guerra Divina, e fazer os humanos sofrerem em todos os sentidos. Os pensamentos que mais passavam pela cabeça deles era do conflito que se aproximava, mas acima de tudo, uma arrogância enorme por causa da consideração dos poderes dos Deuses. Artemis agora estava disposta a realizar o impossível para derrotar Atena de uma vez por todas.

Correndo em uma direção oposta, Shiryu, Hyoga, Shina e Ikki estavam indo contra o tempo para conseguirem entender o motivo da volta de Shido. Mesmo ainda estando de dia, eles não podiam arriscar demorar muito para conseguirem as respostas que tanto precisavam.

(Hyoga) – Vamos! Temos que chegar em Asgard o mais rápido possível antes que o pior aconteça!

(Shiryu) – Se conseguirmos entender o que está acontecendo, talvez possamos voltar a tempo, e ajudar a Saori a lidar com a Artemis, antes que o combate comece. Só espero que consigamos resolver isso o mais rápido possível.

(Shina) – Nós já enfrentamos muita coisa. Mesmo estando separados, temos que manter a fé de que conseguiremos resolver isso. Nós sempre resolvemos.

(Ikki) – Os Deuses parecem que não desistem de seus planos contra nós. Eles nos veem como empecilhos. Como parte da falha que Atena criou para proteger a Terra. Mas eles ainda veem ela como parte daqueles que ela jurou proteger, mesmo que tivesse que se rebelar contra eles. A cada batalha, dava pra perceber que cada um deles não abre mão de conseguir destruir a Terra, e com Artemis, sabemos que isso não vai ser diferente.

Pulando de pedra em pedra, o quarteto começou a ir em direção ao Extremo Norte o mais rápido possível, enquanto paralelo a isso, Seiya, Saori, Marin e Shun continuavam a caminhar em direção a Artemis. A jornada de ambos começaria a ficar complicada muito em breve, caso as coisas não corressem como o planejado. O medo da Guerra Divina era iminente, mas ao mesmo tempo, as batalhas que iriam ocorrer aparentava ser parte de algo ainda maior do que o esperado. Olhando para os céus, Seiya se perguntava quanto tempo levaria essa missão contra a Deusa da Lua. Mesmo sabendo que essa seria uma luta bem importante, o pesar de uma nova guerra contra Deuses era imenso. Poseidon e Hades foram exemplos fieis dos conflitos quase que impossíveis dos Cavaleiros em sua missão de proteger Atena dos males que surgiam pelo mundo. Ainda sentindo dores em seu corpo, o Cavaleiro de Pégaso se perguntava o que mais iria acontecer com ele, quase que como se estivesse duvidando de suas habilidades como cavaleiro e protetor de sua Deusa. Desde que ele foi atingido pela espada de Hades, ele havia passado os últimos meses sem se mexer, sem proferir nenhuma palavra. Era como se sua mente tivesse morrido, mas ao mesmo tempo, tendo uma fagulha de seu espirito viva dentro de si. E mesmo assim, sua força continuava viva dentro de si. A caminhada seria longa, mas eles tinham que conseguir impedir que Artemis tomasse conta de todo o mundo. Mesmo divididos, a esperança vivia dentro deles de que iriam conseguir deter os inimigos que conspiravam contra eles.

Nas colinas, os cinco Cavaleiros de Ouro estavam pensativos, depois de terem voltado. Camus aparentava estar um tanto calado, após as reviravoltas em seus planos para servir a vontade de Artemis. Embora muitos deles ainda teriam que ir contra Atena, a quem eles sempre serviram, era a motivação deles em proteger a Terra que os levava a fazer o que fosse preciso para conseguir realizar esse desejo. Saga continuava a olhar os céus do Santuário, mais azuis, serenos e límpidos do que tudo que já tinha visto, e pensava em suas antigas ambições por causa de sua personalidade maligna. Mas ela tinha sido destruída de uma vez por todas. No entanto, o que pulsava por sua mente era o fato de que a Guerra Divina provocaria vitimas que nem mesmo ele era capaz de imaginar. Os Cavaleiros estavam se colocando de frente contra antigos amigos e companheiros em uma tentativa de tentar trazer a paz, sem desconfiar do que Artemis estava planejando. Mas era só questão de tempo até o destino os colocar frente a frente novamente. Camus vai em direção até Saga, que simplesmente continua olhando os céus.

(Saga) – Sabe o que eu mais gostei de ver no Santuário?

(Camus) – O quê? – Dizia o Cavaleiro de Aquário, tentando entender a pergunta de Saga.

(Saga) – A beleza que esse lugar tinha depois dos tempos mitológicos. A história de muitos Cavaleiros que já viveram no mundo ficou gravada aqui durante anos e anos, para que muitos pudessem levar a frente o legado daqueles que se foram. Desde a primeira Guerra Santa, até o surgimento dos Cavaleiros de Ouro que se seguiram, vários enfrentaram desafios para conseguir levar a frente o futuro de uma era mitológica.

(Camus) – Você se considera como um exemplo, e mesmo assim, manipulou a todos nós para conseguir o que queria. – Encara Saga, que continua sem olhar para ele. – Quando matou o Grande Mestre, fez todos nós tentar acabar com Atena e seus Cavaleiros.

(Saga) – Isso porque eu nunca contei como que eu consegui minha personalidade maligna. Meu irmão gêmeo Kanon era a verdadeira face do mal antes de tudo isso acontecer. Quando eu lutava pela verdade e pela justiça, Kanon era exatamente o oposto. Cheio de ambições malignas, querendo o poder a todo custo. Um dia, ele teve a ideia de me convencer a matar Atena e o Grande Mestre, e mesmo assim, ainda não consegui acreditar no que ele estava disposto a fazer para conseguir o que tanto queria. Seu coração era tão cheio de ódio que ele queria fazer o que fosse preciso para conseguir realizar as ambições e o desejo de dominar o mundo. Quando eu me recusei a fazer isso, eu tranquei ele no Cabo Sunion, até que o coração dele pudesse ser purificado dos males que ele possuía.

(Camus) – E como você despertou sua personalidade maligna? Sempre pensava que já tinha ela desde o começo.

(Saga) – Nunca foi assim, Camus. Quando conversei com ele mais uma vez, sabe o que ele me disse: “Todos nós nascemos com o mal dentro de nós. Mesmo que não pareça, somos malignos por dentro, e que o meu coração era cheio dessa maldade.”. Isso foi o suficiente para despertar a minha personalidade maligna. Mas quando tudo isso acabou, eu pensava em fazer o que fosse preciso para realizar a coisa certa. Eu nunca desejei nada de mal a Kanon. Mesmo com tudo que tinha ocorrido, a única coisa que eu queria era ajudar meu irmão. Demonstrar que havia outro caminho a percorrer, e que poderia ajuda-lo. Quando ele percebeu isso, deu a própria vida contra Hades, para que pudéssemos ter uma chance. Estamos fazendo o certo, mesmo que não pareça. Simplesmente não quero pensar nisso.

(Camus) – Lembra do pacto que fizemos com Hades para voltar a vida? Mesmo que fosse por apenas 12 horas, fizemos tudo isso por Atena. Agora fazemos tudo isso para garantir a paz nesse mundo, mesmo que tenhamos que ir contra ela. Tudo isso é pela Terra. Pela paz. Isso está doendo um pouco por dentro, mas ainda assim, nós estamos com a disposição para fazer o necessário pelo mundo. É a chance de dar um fim a anos de conflito, e garantir a segurança dos humanos.

(Saga) – Torça para estarmos fazendo a coisa certa...

Antes que os dois pudessem continuar sua conversa, Artemis surge para os Cavaleiros mais uma vez, despojando toda a sua beleza diante deles, que faz com que o quinteto se ajoelhe diante dela mais uma vez.

-Deusa Artemis.

(Artemis) – Levantem-se. ­– Obedecendo o pedido de sua Deusa, os cinco se levantam, encarando Artemis novamente. – Eu tinha que avisar algo que será muito importante para esse conflito.

(Shura) – E o que seria tão importante para ficarmos sabendo?

(Artemis) – Quando Atena e seus Cavaleiros enfrentaram Hades, eles conseguiram desbloquear as Armaduras Divinas para conseguirem lutar contra os últimos inimigos em suas frentes. Mas eu estive observando um pouco do progresso deles, e percebi uma coisa bem importante.

(Saga) – O que você tem a nos dizer sobre os Cavaleiros?

(Artemis) – As armaduras deles voltaram ao normal. Parece que o cosmo divino que eles tinham conseguido despertar se esvaíram depois do combate contra Hades. Isso pode funcionar a nosso favor.

(Máscara da Morte) – Estou com a impressão de que isso pode ficar bem interessante.

(Artemis) – Prestem atenção. Antes de trazer vocês de volta, eu fiz algo com suas armaduras.

Alguns dias antes...

Antes do ressurgimento dos cinco Cavaleiros Renegados, Artemis estava frente a frente com as armaduras deles. Olhando para elas, pensava que seu plano teria que ser o mais eficiente possível. Com uma faca em uma de suas mãos, ela olhava para sua outra mão, e as armaduras douradas. Calisto olhava para sua Deusa, meio preocupada.

(Calisto) – Tem certeza de que quer mesmo fazer isso?

(Artemis) – Minha irmã não pode vencer essa guerra. Tudo pelo qual eu lutei será destruído se eu não conseguir realizar o que eu quero. Essas armaduras já enfrentaram tanta coisa, e ainda assim, para desbloquear os poderes máximos delas, pode ser que eles precisem de um incentivo extra. – Corta uma de suas mãos, deixando o sangue fluir pelo corte. Artemis ficava um tanto irritada por estar sangrando pela sua mão, mas ainda assim, ela estava cuidando de todos os passos necessários para cuidar de sua irmã, custe o que custasse. Ela então, começa a andar pelo lado das armaduras, derramando seu sangue por cada uma delas. As cinco armaduras jaziam-se com um sangue divino, que fizeram elas entrarem em ressonância, quase que obedecendo um comando inesperado. – Armaduras de Ouro, obedeçam o chamado de Artemis! Ganhem vida e prosperem por entre os Deuses do Olimpo! Queime agora, meu Cosmo Divino, e conceda aqueles que portarão essas armaduras, o sangue de uma Deusa. A existência deles vira a minha existência. Que suas vontades virem a minha vontade. Dê a eles o poder que seja capaz de superar os de um Deus.

Com o brilho das Armaduras de Ouro, Artemis deposita seu sangue nelas, para que ela consiga realizar suas ambições e derrotar Atena de uma vez por todas. Um sorriso podia ser visto nela, enquanto ela pensava em tudo que poderia fazer para realizar seu plano.

De volta ao presente...

(Artemis) – Antes de traze-los de volta, banhei suas armaduras em meu sangue para que pudessem ter uma chance de confrontar minha irmã. Quando elevarem seus Cosmos até o limite, vocês despertarão o poder das Armaduras Divinas Douradas que existem dentro delas, mas apenas quando usarem a força total delas. Vocês terão a chance de superarem o poder dos Deuses, e usarão eles para espalhar a minha vontade pelo mundo.

(Máscara da Morte) – A chance de superar os Deuses?

(Afrodite) – Tanta beleza assim deveria ser utilizada para esse combate.

Se ajoelhando, os cinco fitam os olhos de Artemis, enquanto Saga se levanta, olhando para Artemis.

(Saga) – Tem a nossa palavra de que faremos o que quiser. Juramos servir a sua vontade e a sua missão de espalha-la pela Terra.

(Artemis) – Eu agradeço, Saga. Temos que esperar mais um pouco. Os caminhos estão se revelando, mas ainda assim, precisamos tomar todo o cuidado do mundo...

Artemis some novamente, deixando os Cavaleiros de Ouro por conta própria mais uma vez. Agora que eles descobriram sobre o novo potencial de suas armaduras, eles sabiam que teriam que elevar seus poderes ao limite para conseguirem derrotar Atena, e realizar a missão de Artemis, sem saber o que ela realmente estava planejando.

Asgard...

Algumas horas depois, o quarteto dos Cavaleiros se aproximou do Extremo Norte, adentrando as florestas de Asgard, enquanto se perguntavam até aonde iria sua missão de tentar entender o ressurgimento de Shido. Hyoga, Shina, Ikki e Shiryu caminhavam por entre as florestas, enquanto a neve aparentava estar um pouco densa.

(Shiryu) – Por quanto tempo mais teremos que andar?

(Hyoga) – Acredito que estamos chegando perto. Hilda deve ter as respostas que tanto queremos, e precisamos entender o que está acontecendo antes de voltar para ajudar a Saori.

(Shina) – Mas e se não for ela quem está por trás disso? Eu acredito que ela não teria sido a responsável pela volta do Shido.

(Ikki) – Ainda temos muito que entender. Mesmo que Atena esteja a caminho de confrontar Artemis, ainda precisamos ajuda-la de todo o jeito possível, e tentar entender se tem uma conspiração maior do que isso ou não é o único jeito no momento.

Enquanto caminhavam, os quatro começaram a sentir um barulho de socos sendo desferidos, o que fez os Cavaleiros começarem a andar até o local do som.

(Hyoga) – Esse Cosmo que eu estou sentindo parece ser extremamente familiar. É como se sua vontade queimasse por uma chance de lutar, contra qualquer um que surgir.

Andando pelo local, eles veem a figura de Hagen golpeando as árvores, enquanto sentia sua força cada vez mais aumentando, sentindo uma diferença enorme entre a força dele e dos Cavaleiros. Cansado, ele suspira, um tanto preocupado, enquanto os outros continuam observando o Guerreiro Deus que jazia em sua frente, ressuscitado. Ficava claro para eles agora que Shido não era o único que tinha voltado, e que provavelmente, ainda haveria mais a serem descobertos. Antes que pudesse fazer alguma coisa, Hagen se vira, ficando meio perplexo em ver o quarteto de Cavaleiros no local, mas ficando chocado em ver Hyoga na sua frente. Nisso, o pensamento voltou naquele exato ponto em que ambos estavam concentrando todo seu Cosmo para se atacarem na Caverna de Fogo Ardente, como se sua mente tivesse rompido algum tipo de bloqueio mental que tivesse sido instaurado nela depois de sua morte.

-Raio de Fogo!!!

-Execução Aurora!!!

Naquele momento, ele havia lembrado o que deveria fazer antes de morrer: Ele deveria derrotar Hyoga de Cisne. E nisso, sem nem hesitar, ele corre na direção deles, prestes a ataca-lo, o que faz com que o Cavaleiro fique em posição de combate, prestes a receber o golpe...

Prévia do próximo capítulo...

(Seiya) – A missão em Asgard assume uma reviravolta inesperada enquanto Hyoga e nossos amigos conhecem novas pessoas importantes no círculo de Hilda, percebendo que a conspiração está dentro das pessoas mais próximas dela. Artemis continua a tomar todos os passos necessários para conseguir realizar seus planos, enquanto a nossa jornada continua. Mas não podemos nos dar por vencido. Atena, darei a minha vida por você, não importa o que aconteça.

No próximo episódio de Os Cavaleiros do Zodíaco: As Presas do Lobo! A Fera que Habita entre os Humanos!

Você já sentiu o Cosmo?

 


Notas Finais


Enfim, espero que tenham gostado, e de novo, me desculpem por não ter colocado nenhuma sequência de luta nela, mas eu vou compensar no próximo. Eu senti que precisava desenvolver a trama que estava acontecendo, porque eu sinto do fundo do meu coração que embora Cavaleiros do Zodíaco tenha lutas emocionantes, e cenas de partir o coração, a trama que tem dentro do anime consegue se desenvolver de forma incrível. Desde as 12 Casas até Hades, eu acompanhei todas as sagas que foram feitas, e admito que cada uma delas é emocionante. Mesmo não tendo tido sequência de luta nesse capítulo, eu realmente espero que tenham gostado dele. Até a próxima!


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