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História Os Chaes - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Convites


Fanfic / Fanfiction Os Chaes - Capítulo 6 - Convites

⊹──⊱✠⊰──⊹

A família Chae estava enlouquecendo mais do que o usual com a recepção que se aproximava e Seungmin fazia questão de que todos os filhos o ajudassem e por incrível que pareça, todos se ofereceram, estranhamente, para o ajudar com a lista de convidados em especial.

Hyungwon já estava com um convite no bolso de seu elegante terno que havia surrupiado minutos antes no meio de tantos outros. Naquela confusão toda, o ômega ainda conseguiu encontrar o convite destinado a pessoa certa.

Enroscou-se no braço de Minhyuk e o puxou discretamente para fora da sala, respirando aliviado por não ter chamado a atenção e contente por se livrar do falatório sem fim.

— Por que não chamou Kihyun? — Minhyuk fazia bico nada contente por fazer parte daquele almoço às escondidas. — Tenho certeza que ele ficaria feliz em bancar o cupido...

— Ele insistiu em ficar e ajudar o papai. Não faço ideia do porquê. — Deu de ombros, ainda suspeitando daquela atitude do irmão. — E claro, ele me sugeriu você, meu grande e maravilhoso melhor amigo.

Minhyuk encarou com tédio o sorriso do amigo. Céus, se Hyunwoo descobrisse iria o matar. Mas afinal, porque ainda se importava com aquele alfa besta?

— Vamos logo antes que eu desista. — E tomou a iniciativa de puxar o amigo para fora da casa.

Hyunwoo, que chegava de uma reunião longa com outros lordes, deu de cara com os dois ômegas.

— Aonde vocês dois vão? — Perguntou, cruzando os braços e já os encarando com olhos acusatórios.

— Não é de seu in... — Minhyuk estava prestes a responder de uma forma um tanto rude para os padrões de educação.

— Minhyuk quer me mostrar os ternos que ele usará na recepção! — Hyungwon mentiu com um sorriso falso, mas que parecia convencer o irmão o suficiente. — E ele também precisa que eu o acompanhe em um encontro.

Minhyuk quase engasgou. Olhou para o amigo incrédulo.

Hyungwon só estava aproveitando para testar os sentimentos do irmão pelo amigo e ao ver a forma como Hyunwoo estava, era claro o ciúmes.

Minhyuk só fingiu sorrir envergonhado para não estragar a mentira do amigo, mas deu um beliscão em seu braço como vingança.

Hyungwon controlou a careta, dando um leve pisão no pé do amigo como resposta.

Minhyuk o encarou indignado e Hyungwon devolveu o olhar. Pareciam duas crianças birrentas daquela forma.

Hyunwoo estava alheio aquilo graças ao turbilhão de sentimentos que sentia dentro de si.

Era um idiota e o seu maior medo havia se concretizado; ele havia perdido Minhyuk e agora, o ômega estava sendo cortejado por outro alfa. Um alfa que teve a coragem de criar atitudes para conquistar o ômega. Um alfa que não era covarde como si.

— Hyunwoo? — Hyungwon o chamou, esperando que o irmão saísse da porta e liberasse a passagem.

Hyunwoo só abriu a porta como um cavalheiro para os ômegas e ficou os vendo se afastar, murmurando uma despedida e cuide-se para eles.

Sentia sensações estranhas que não achava que sentiria outra vez. Contudo, daquela vez, o único culpado era ele próprio.

Respirou fundo e antes que pudesse controlar seu gênio, saiu da casa e começou a seguir a dupla de ômegas.

Seu lobo estava desperto o suficiente para o acordar de seu sentimentalismo e anunciar que havia algo de errado naquela história ou talvez, só fosse seu lado orgulhoso tentando ser confiante com a ideia de que Minhyuk não estava sendo cortejado coisíssima nenhuma.

E soube que havia algo de errado assim que viu os garotos passarem reto na frente do casarão dos Lee.

Mas era óbvio que Hyungwon iria mentir, entretanto, será que havia mentido sobre a parte dos cortejos? Esperava com todas suas forças que sim.

— Voce acha que meu irmão acreditou naquilo? — Indagou ao amigo.

— Hyunwoo é tolo o suficiente para acreditar naquela mentira. — Falou com amargura. Afinal, se não havia percebido todos os seus sentimentos durante aqueles anos, era porquê se concretizava um tolo.

Hyungwon o olhou surpreso. Minhyuk nunca falava daquela forma; nem de Hyunwoo e nem de ninguém.

— Você parece estressado... — Foi a única coisa que falou e nem mentiu sobre.

— Eu estou bem. — Só com um coração partido e que sofre por seu irmão lerdo, foi o que concluiu mentalmente.

— Sabe que pode falar comigo sobre tudo, não é? — Colocou uma mão sob a do amigo que continuava enroscada em seu braço. — Eu sempre vou te ajudar no que precisar, não quero que duvide disso nunca.

Minhyuk que estava emocional naqueles últimos dias, sentiu os olhos arderem pelas palavras do amigo. Céus, como ele queria desabafar sobre tudo, mas o que Hyungwon diria ao saber do amor que nutria por seu o irmão? O apoiaria? Era evidente que sim, o problema é que amor é um sentimento sério e Lee não sabia se estava pronto para admitir algo do gênero em voz alta.

— Eu só... Estou pensando demais em besteiras. Não é nada, sim? — Tranquilizou o mais novo com um sorriso, esperando de coração que aquele sorriso pudesse chegar aos olhos e mais ainda, que aquele sentimento de se ter um coração partido pudesse se tornar uma besteira em algum momento. — Se eu precisar de algo, te falarei... — Garantiu, por fim.

Hyungwon o olhou incerto sobre confiar nas palavras do amigo. O conhecia bem o suficiente para ver uma sombra de tristeza em seus olhos e se o motivo daquilo fosse o idiota de seu irmão, faria questão de dar umas broncas nele.

— Tudo bem. — Poderia ter continuado insistindo ao ver que algo realmente estava errado, mas que tipo de amigo ele seria ao deixar Minhyuk desconfortável? Se o outro ômega quisesse desabafar, deveria ser por vontade própria. Respeito por seu tempo era o mínimo que Hyungwon deveria ter. — Mas então... O que você acha de Hoseok? — Perguntou, tímido e desviando o olhar.

— Oh meu Deus! — Minhyuk falou alto, chamando atenção das pessoas que passavam pela dupla. — Você está apaixonado por ele? — Sussurrou baixo essa parte.

— Eu não sei... — Quanto tempo demorava para você se apaixonar por alguém? E como saber se aquilo não era passageiro? Afinal, só haviam se visto duas vezes; seria possível haver paixão nessas condições? — Ele é tão... Instigante. — E era verdade, Hoseok era tantas coisas que prendia fácil a atenção de Chae. — Vai negar que ele é lindo e charmoso?

— Shin Hoseok provavelmente é o homem mais lindo e charmoso de toda Coreia! — Falou alto, novamente atraindo olhares curiosos e causando vergonha no amigo. — Isso é inegável. — Terminou entre risinhos, por mais que para si, o homem mais bonito fosse outro e talvez, sempre acharia aquilo...

Hyunwoo que seguia os homens a alguns passos atrás e com discrição foi capaz de escutar a fala de Lee Minhyuk. Tanto pelo fato dele falar alto quanto pelo fato de ser um alfa.

Dizer que aquilo havia sido doloroso era pouco. Minhyuk e Hoseok? Já era ruim Shin estar cortejando o irmão e agora, cortejava Minhyuk também? Quantas vezes o outro alfa destruiria a sua felicidade daquela forma?


— Fale baixo! — Sorriu amarelo para as pessoas. — Céus, você é o escândalo em pessoa!

— Hyungwon, eu não falei algo que ninguém saiba. — Revirou os olhos. — E acima de tudo... — Dessa vez se aproximou mais do amigo e sussurou em seu ouvido: — Ele é quente, não é?

Hyungwon engasgou e ficou vermelho, mas se permitiu um sorrisinho maroto.

— Por Deus, ele é. — Sussurrou também.

— Ele tem toda aquela aura misteriosa ao seu redor, como se só estivesse esperando para alguém desvendar seus mistérios... — Comentou sugestivo, olhando o amigo com malícia.

— Não entendi o que você quis insinuar. — Se fingiu de desentendido.

— Vai entender quando estiverem em sua noite de núpcias. — Balançou as sobrancelhas com a fala.

— Minhyuk... — Riu envergonhado, não deixando de se impressionar com aquele lado do amigo toda vez que aparecia.

Hyungwon apreciava Minhyuk por diversos fatores e um deles era a forma como também fugia ao padrão. Afinal, se os alfas podiam falar entre si coisas pecaminosas sobre os ômegas, porque não poderia ocorrer o contrário também?

Os dois ômegas pararam a frente do casarão de Shin, ou melhor, do palacete do Duque de Gyeonggi.

— É magnífico! — Minhyuk falou aquilo que Hyungwon pensava.

Ambos encaravam a estrutura com a boca aberta e expressões de deleite e não era para menos.

A mansão era grandiosa e imponente com o objetivo claro de mostrar o enorme poder do duque da província onde ficava a mais importante cidade da monarquia, a capital. Além de deixar claro toda seu poder econômico e político. Afinal, palacetes eram só para os mais privilegiados, aqueles que tinham contato mais pessoal com a própria família real.

A arquitetura que se assemelhava a europeia era circundada por jardins com flores que passavam um ar de civilidade e maior humanidade diante de tamanha imponência.

Era possível até ver uma fonte grandiosa na frente do palacete. Anjos com toque renascentistas decoravam o mármore da fonte enquanto a água caia por ela.

A cor do palacete era branca e se destacava com o dourado que se via em maçanetas e até nas molduras das janelas. Era luxuoso até nos mínimos detalhes.

— Ele faz parte da realeza e não sabíamos? — Questionou o Lee, ainda embasbacado com aquilo.

Mas Hyungwon só conseguia pensar o quão solitário deveria morar no meio daquela grandiosidade sem ninguém para o acompanhar...

— Vamos entrar ou ficar aqui como dois bobos? — E antes que Hyungwon pudesse perder a coragem, o puxou até a porta de entrada. — Você é o convidado. Você bate.

Hyungwon o olhou feio, mas logo deu simples batidas na aldrava dourada da porta.

Em menos de segundos, foram atendidos por um bonito alfa.

Minhyuk e Hyunwoo piscaram para o homem e sua beleza. Era injusto que até o mordomo parecesse um deus.

— Posso ajudar os senhores? — Até a voz do homem era rouca e bonita.

— Sim. Pode. Com certeza... — Minhyuk parecia hipnotizado e se começasse a babar, não seria surpresa.

Hyungwon sentiu-se envergonhado com o amigo, sorrindo amarelo para o alfa que encarava tudo com diversão.

— Sou Chae Hyungwon, Sua Graça me convidou para um...

— Hyungwon! — Hoseok surgiu logo atrás do mordomo. — Esses são os convidados que estava te falando, irmão.

Minhyuk e Hyungwon trocaram um olhar surpreso. Naquele tempo todo haviam tratado o irmão do duque como um mordomo... Queriam se esconder de vergonha.

— Convidados interessantes... — Balbuciou, mas o olhar estava preso em Minhyuk.

O ômega Lee, audacioso como era, também o encarava com um sorrisinho no lábio. Não era lá ômega de se sentir constrangido diante de um alfa.

— Esse é meu irmão mais novo, San. Ele está passando um tempo comigo. Férias de seus estudos, mas a verdade... — Se colocou no meio dos ômegas e falou baixinho como se contasse um segredo. — Eu acho que ele foi expulso.

— Irmão, você sabe que eu sou responsável e não há formas de eu ter sido expulso. — Fingiu-se de ofendido, arrancado risadas de todos.

Minhyuk se sentia mais leve. San parecia ser divertido e perguntava-se se não seria digno de sua atenção também.

— O que acha de entrarmos? O almoço logo será servido. — Convidou Hoseok como o bom anfitrião.

Os ômegas entraram e não deixaram de se impressionar com o vestibulo. Era elegante como o lado de fora.

— Posso tirar seu casaco, Sr. Chae? — Hoseok sussurrou no ouvido de Hyungwon por trás do ômega.

— Claro, Hoseok... — O olhou por cima do ombro e se atreveu a lhe chamar pelo nome, de maneira informal.

Delicadamente, Shin tirou o casaco de Hyungwon e o pendurou em um cabide, voltando a ficar ao lado do garoto e o estendendo o braço.

— Vamos?

Hyungwon entrelaçou seu braço no do alfa, sentindo o calor dele e todos os músculos sob o tecido negro de cetim do terno que o duque usava. Tão quente e tão forte...

Minhyuk só conseguia sorrir ao ver a forma como eles se olhavam.

— Formam um belo casal, não é mesmo Sr...? — O tal San começou.

— Lee Minhyuk, Sr. San. — E estendeu sua mão, esperando um beijo.

San pegou a mão com suavidade e beijou lentamente, não tirando os olhos de Minhyuk.

— É um imenso prazer, Minhyuk. — Sorriu de lado.

Hyunwoo conseguia ver toda a cena graças a porta que continuava aberta.

Antes, achava que Hoseok estava disposto a conquistar tanto Hyungwon e Minhyuk, o que não seria incomum, já que muitos mantinham amor por dois ômegas. Agora, vendo a cena, só conseguia sentir raiva.

Raiva por Hyungwon ter mentido para si e ter ido ao encontro daquele alfa libertino e talvez, acima de tudo, raiva por ver Minhyuk sorrindo daquela forma por um alfa qualquer. Mas não era um alfa qualquer... Nem se lembrava da última vez que havia visto o pequeno San e agora ficava óbvio que ele não era mais tão pequeno. Havia se tornado um homem que facilmente caia nas graças dos ômegas e de Minhyuk... Seu Minhyuk.

Havia se preocupado com a possibilidade de Shin Hoseok tentar algo com Minhyuk e no fim, o outro Shin havia se mostrado um perigo ao ômega.

Hyunwoo sabia que Minhyuk conseguiria se proteger sozinho, mas e se aquele alfa machucasse seu coração? Inocente era o marquês que ainda não havia percebido que ele sim machucava o coração do Lee...


O almoço havia sido servido ao meio-dia em ponto.

A comida era deliciosa e os dois ômegas já estavam pensando em formas de roubar o cozinheiro dos Shins.

Para completar, a companhia dos irmãos era encantadora ao máximo. San se mostrava extrovertido e soltava piadas que faziam todos rirem e Minhyuk não deixava de se perguntar o motivo de não se apaixonar por alfas como ele... Que não eram complicados e que obviamente, o retribuiriam algum dia.

Hyungwon se sentia encarado o almoço todo e também não evitava encarar o alfa. Se Hoseok podia cortejar, Hyungwon também iria aprender e fazer o mesmo. Não queria ficar parado e queria demonstrar seus interesses também.

— Está muito bonito hoje, Hoseok. — Falou em determinado momento, onde Minhyuk e San estavam conversando entre si para o escutar.

— Acha mesmo? Fico feliz, me arrumei para você, afinal. — Sorriu minimamente, mas sem deixar seu charme de lado. — Você também está lindo, Wonnie.

Hyungwon se arrepiou com o apelido.

Hoseok só continuava o encarando com os olhos brilhando, não se acostumando com o fato de Chae ser lindo; não, aquilo era pouco para o definir... Ele era belo como um anjo.

— Tenho algo para você. — O ômega falou, saindo do torpor que era ter os olhos do alfa nos seus. — Espero que aceite e... Traga San junto.

Hoseok olhou curioso para o envelope de alta qualidade que o ômega tirou de seu bolso. Assim que aceitou o envelope, reconheceu o símbolo da cera; o símbolo do clã Chae, indicando que aquilo era algo importante.

Abriu, percorrendo os olhos pelo papel e sorriu abertamente.

— É claro que eu aceito... Será um honra dançar novamente com você.

E Hyungwon sabia que seria uma grande honra sentir o corpo do alfa colado ao seu, novamente...


✠✠✠

Minho não sabia o que levava alguém a fazer determinadas coisas questionáveis, como o fato dele ter aceitado ajudar o pai naquela recepção mesmo que odiasse aquilo.

Odiava fazer o gênero de bom anfitrião, mas havia se disponibilizado para ajudar o pai a fazer a lista de convidados, como se realmente quisesse o ajudar a escolher pessoas interessantes para se divertir com elas. Não, ele só queria garantir um único nome na lista e já estaria feliz.

Estranhamente, Christopher e Kihyun pareciam ter tido a mesma ideia ou só estariam dispostos a ajudar o pai de verdade... O que não era comum.

— Ah, meu coração se aquece com vocês me ajudando. Fico feliz que tenham gostado da ideia, meus filhos. — Seungmin estava orgulhoso e realmente contente por passar aquele tempo com parte de seus tesouros.

Todos sorriram amarelo. No fim, todos tinham suas motivações para estar ali o ajudando com aqueles convites.

Minho fez questão de escrever o convite da família Han, sorrindo discretamente ao imaginar quantas outras danças teria com Jisung nas noites de bailes.

Kihyun imaginava todo sonhador, como seria dançar com Yoongi e como seria bom ver Hyunjin brincando com seus irmãos.

Christopher só conseguia imaginar como seria ver Woojin tocando piano da forma que só ele sabia e animando o baile com seu talento, além é claro, de desejar dançar com o beta.

Se Seungmin soubesse como andava os corações dos filhotes, o ômega já teria se ajoelhado e agradecido aos céus por tamanha bença; já que, ainda achava que metade de seus filhos terminariam solteiros... Principalmente, os alfas teimosos.

— Pai, eu posso entregar alguns convites para o senhor... — Sorriu Minho, assim que terminou de confeccionar o convite da família Han e o guardar em seu bolso.

— Tem certeza, filho? Eu posso pedir para alguém fazer isso. — O pai indagou, mesmo que estivesse feliz ao ver a forma como o alfa parecia animado para realizar tal tarefa.

— Tenho, pai. — Sorriu para o patriarca. Indo até ele, o beijou com carinho no topo da cabeça. — Volto logo.

Minho havia sido inteligente e separado os convites para as famílias que moravam ao caminho da casa dos Han. Não queria levantar suspeitas sobre suas verdadeiras motivações, mas a verdade é que havia adorado ver o pai contente com sua ajuda e a dos outros irmãos.

O pai realmente parecia feliz com a realização da recepção e Minho, se deu conta de que não via o pai tão feliz daquela forma a um bom tempo... Ele não era infeliz ou algo disso, entretanto, havia perdido seu alfa; seu amor; uma parte de si e aquilo ainda o machucava e estava nítido.

Minho queria ver o pai feliz e sabia que todos os irmãos também queriam.

Apesar de Hyunwoo ter reclamado da recepção, até ele havia percebido o bem que aquilo fazia ao pai e disponibilizou todo dinheiro que o ômega quisesse para fazer algo memorável.

Eles amavam o único pai que os restava e apesar de reclamaram de seu lado casamenteiro, sabiam que o patriarca só desejava que eles pudessem viver o amor da forma como havia vivido. Era lindo o destino que desejava aos filhos.

Minho, um completo românico, esperava viver o romance que seu pai o desejava e antes mesmo de se dar conta, já desejava que aquele romance fosse com Jisung. Mas sabia, como ninguém, que precisaria conquistar o ômega e se provar digno de sua atenção.

Bateu à conhecida porta dos Han e para sua surpresa, o próprio Jisung atendeu.

— Minho, o que quer? — Não era intenção do ômega soar rude, mas foi o que aconteceu.

— Está saindo? — Ignorou o tom do ômega e o perguntou, curioso como só um Chae era.

— Eu estava indo em uma livraria... — Deixou no ar e a medida que o alfa continuava parado a sua porta, suspirou. — Mas se o senhor deseja algo...

— Sim, eu posso te acompanhar até lá. — Estendeu seu braço para o ômega com um sorriso genuíno nos lábios.

Jisung o encarava com um sorriso forçado m Deus, porque Minho era tão... Minho?

Enroscou o braço no do alfa e começaram a caminhar até a livraria mais próxima, atraindo olhares, mas os ignorando.

— Imagino que não tenha ido em minha casa porque soube que eu iria até uma livraria, então, o que quer? — Perguntou direto. Não era ômega de enrolações.

Minho sorriu satisfeito. Adorava a forma como Jisung era sarcástico consigo e aquilo não era um pouco de masoquismo? Que fosse, o alfa gostava quando vinha de Han Jisung.

— Quero lhe convidar para algo... — Vendo a forma como o ômega o olhou, Minho corou e emendou: — Você e sua família...

Jisung parecia mais aliviado. Por Deus, o que ele havia pensado?

Entregou o envelope para o ômega e por um instante, pararam para que este pudesse abrir e ler, atraindo mais olhares.

Jisung o abriu e leu:

“Caro clã Han,

A família Chae tem à honra de te convidar para uma recepção de três dias em nossa casa de campo.

Será um prazer para todos de nossa família contar com sua memorável e importante presença... ”


No bilhete ainda haviam a localização correta da casa de campo, horários e outras informações do gênero.

— Provavelmente, iremos. — Deu de ombros, guardando o envelope em seu bolso, já imaginado a mãe surtando pela oportunidade de ouro. — Minha mãe vai achar a oportunidade ótima para me arranjar um pretendente. — Segredou, com um suspiro cansado.

Minho piscou por alguns instantes. Isso não estava nos planos... E se a Sra. Han achasse um alfa que chamasse atenção de Jisung? Oh Deus.

— Não se preocupe, eu te ajudo com isso. — Falou antes que pudesse pensar melhor no que estava fazendo.

— Como é? — O olhou desconfiado.

— Se eu fingir te cortejar, não haverá espaços para outros cortejos e sua mãe não vai te irritar com o assunto, não é? — Evitava olhar para o ômega, fingindo prestar atenção no caminho.

Jisung olhava para o alfa sem saber que reação ter. Por um lado era bom, mas e se fosse nessa recepção que Jisung encontrasse, enfim, a pessoa certa e com esse plano descabido a afastasse? Balançou a cabeça, não se permitindo a pensar muito e nem pôde se controlar, pois já estava falando:

— Tudo bem. Apesar de achar que minha mãe não vai se enganar tão fácil e principalmente, desistir. — Comentou com ironia.

E os céus ajudassem o pobre Minho...



Notas Finais


Para quem ainda não viu o trailer da fanfic: https://youtu.be/veMn2st7T04


E chegamos a 100 favoritos! Uau, eu não consigo nem dizer o quão feliz estou por isso. Só posso agradecer a cada um que deu uma chance a essa fanfic e que tem me dado apoio. Vocês são um máximo!

Sei que esse capítulo não foi recheado de momentos dos casais, mas é porque quero deixar os corações de vocês preparados para essa recepção... Aiai, a autora já encontra-se surtando pelos próximos acontecimentos. E sim, eu adicionei um personagem passageiro... Deem oi ao San. Sim, San maravilhoso do Ateez hehe.


E por hoje, foi isso. Obrigada por ter lido até aqui e logo nos veremos para mais emoções dessa família beligerante! ♥️


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