História Os circenses - Interativa - Capítulo 6


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Palavras 2.513
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


~Meus planos de precisar somente de nove dias falhou miseravelmente, porque aconteceu uma coisa que me deixou bem indisposta.
Quando eu fui escrever a parte de uma personagem, acabei não encontrando a ficha dela para verificar sua personalidade e, depois de algum tempo, vi que a autora da ficha tinha sumido também.

~Acabei ficando bem desanimada com isso, porque vejam bem, eu pretendo fazer essa fanfic ter no mínimo 18 capítulos, e uma garota já desistir no começo acabou com o meu ânimo.

~Talvez eu mude o prazo mas ainda gostaria de precisar somente de nove dias para escrever um capítulo, o que aconteceu foi um imprevisto que deixei me atrasar muito.

~Resolvi adicionar um novo personagem na fanfic, que poderá ou não se interessar por uma das circenses, e criar uma rivalidade entre o creepypasta escolhido pela criadora da personagem (no caso do James, isso já é certo que vai acontecer).

~A personagem Sophia foi substituída pela Alice Campbell. Vocês podem ver a descrição desta garota na última parte do capítulo anterior que foi editado.

~Capítulo Betado por ~Akzeriyyuth e ~Domani

~A imagem deste capítulo será adicionada mais tarde.

~Por último, peço para lerem as notas finais.

Tenham uma boa leitura, beijinhos e até logo.

Capítulo 6 - Acampamento


"Foi a muito tempo atrás" 


A tenda de coloração vermelha já estava sendo erguida pelo faz-tudo Dorian e os outros circenses mais fortes do local. Os animais andavam em círculo dentro de suas respectivas jaulas, ansiosos em poder sair um pouco. Todos os bichos do circo tinham um certo tempo de "liberdade" após a chegada do acampamento a algum lugar, eram tratados como qualquer bichinho e levados para passear, e era por este motivo que tudo era sempre consideravelmente afastado de qualquer cidade, vilarejo ou vila, para não correr o risco de atiçar principalmente a fome dos grandes felinos com a carne humana. 


— Eu acho melhor chamar o James, os leões não vão aguentar ficar mais tempo dentro das suas prisões. — Dorian disse cheio de preocupação justo para a domadora de animais Ayame, que sentiu-se levemente ofendida. 


— Você por acaso deve achar que não sou capaz de acalmá-los sozinha. Não precisamos incomodar o mestre de cerimônias com bobagem, eu mesma vou cuidar dos leões. 


Os grandes felinos estavam chacoalhando as gaiolas de um lado para o outro demonstrando a efervescência que sentiam, mas a jovem domadora pegou o seu longo chicote vermelho e se aproximou lentamente das prisões dos animais enfurecidos. O barulho da corda batendo nas barras das celas fez com que os animais ficassem mais calmos. Nenhum dos leões eram machucados com chicotadas ao invés do que todas as pessoas pensam, afinal, eles eram domesticados desde pequeninos e o simples, porém bruto barulho da corda batendo no ferro fazia com que já entendessem a ordem de ficarem calados por apenas mais alguns minutos. 


— Isso foi realmente incrível. Você é muito talentosa senhorita Ayame! — Disse alto a trapezista Laila Heartcourt, que chegou sorrateiramente para dar propositalmente um leve susto na domadora e no faz-tudo. 


— Que infantilidade, pare de ficar assustando todo mundo Laila! — Dorian aparentava uma leve irritação, pois aquela era a terceira vez que levava um susto da trapezista, e nem tinha chegado a hora do almoço. 


— Andem logo todos vocês, preciso da tenda totalmente de pé e o resto das coisas prontas até o final do dia. — De repente, todos puderam escutar a voz carregada de impaciência de James Cirus gritando de longe. 


Laila, Dorian e Ayame foram correndo encontrar o mestre de cerimônias, este que parecia estar com dificuldades em fazer os últimos ajustes na tenda principal. 


"Em meio à chuva uma criança chorava" 


Enquanto isso, a médica Sam estava em sua pequena tenda azulada, verificando um corte profundo no braço da mágica Saori, que murmurava suas reclamações por conta da dor que sentia. 


— Sei que é inútil perguntar, porque você provavelmente não irá responder, mas mesmo assim irei tentar. Como conseguiu a incrível proeza de se machucar assim durante uma viagem dentro dos caminhões? — Sammy perguntou sem retirar a sua atenção do corte. 


— O seu trabalho é consertar as minhas partes quebradas doutora, não ficar perguntando sobre a minha vida. — Disse Saori, que não pôde conter uma risada fraca após a sua fala maldosa. 


— Tenha cuidado com a língua garotinha, pois deve se lembrar de que sou eu quem cuida das vacinas. — A princípio, Magic Doll não entendeu, mas logo se deu conta que a médica estava tentando assustá-la. 


As duas ficaram se encarando por mais alguns poucos segundos, e poderiam ter até começado uma briga mais séria, mas felizmente, Lucy e Evellyn entraram na pequenita tenda da médica carregando Alice Campbell nos braços. A trapezista estava com uma de suas pernas quebrada, que segundo Evellyn, teria sido por conta de seu treinamento no trapézio, que terminou com uma queda digna de aplausos. 


— Qual a parte de que você é uma Trapezista e não uma contorcionista não entra na sua cabeça? — A médica cruzou os braços e olhou com raiva para Alice, que tentou esconder o rosto com os próprios cabelos. 


— Ainda assim preciso ter uma certa elasticidade em meu corpo. — Ali falou, sem conseguir encarar os olhos furiosos da doutora. 


— Se continuar se quebrando desse jeito vai me fazer perder a paciência de verdade. — Ninguém tentou falar após as palavras carregadas de irritação da doutora. 


Lucy e Evellyn apenas ficaram olhando uma para o rosto da outra em silêncio, enquanto Saori passava pelas duas com uma agulha e um pedaço de linha nas mãos, preferindo terminar de costurar o seu corte ela mesma em seu camarim, ao invés de escutar Sammy dando uma bronca de meia hora. 


"Amaldiçoada e pela família abandonada


O mestre de cerimônias estava correndo de um lado para o outro procurando por alguém para ajudá-lo à colar os cartazes do circo pelo vilarejo, mas não havia uma única alma naquele acampamento com tempo e disposição o suficiente para socorrê-lo. 


— Selene, pode por obséquio vir comigo até a minúscula cidade para colar logo esses papéis? — Jay sorriu da forma mais sincera que podia, escondendo de forma perfeita o quão estressado se encontrava. 


— Não posso senhor James. Meu baralho não vai fazer truques sozinho; preciso praticar. — E virando-se para ir embora, a bela jovem asiática iria deixar o circense sozinho com toda aquela papelada sem nenhum remorso. 


— Eu desisto de ser gentil com você — sussurrou somente para si mesmo — Vamos imediatamente senhorita Selene Jung! 


Em troca de sua tentativa de parecer bravo, o mestre de cerimônias recebeu somente o silêncio em resposta, e um monte de cartas jogadas em sua direção. 


— Pode deixar que eu mesma faço isso. Apenas continue preparando a tenda. — Chegando mais perto, ela arrancou os cartazes da mãos dele e se distanciou rapidamente. 


— É melhor eu ficar mais longe dela. — Com exceção de Miliet, James nunca pensou que teria medo de uma mulher. 


A mágica foi-se rapidamente até o vilarejo, fazendo questão de colar os cartazes em qualquer lugar de destaque mais perto de si, com o intuito de poder voltar e terminar seu treinamento sem ouvir os berros impacientes de James estourando seus pobres ouvidos delicados. 


"Com uma existência sem utilidade" 


Selene estava arrependida de estar usando um par de sapatilhas sem nenhum salto, porque depender somente da sua altura natural não era a melhor escolha quando se precisa colar aqueles malditos papéis cheios de purpurina quase que no alto de um poste. Os seus braços já estavam tão esticados ao ponto de doerem, e mesmo estando com suas pernas esticadas ao máximo ela ainda não conseguia chegar nem perto do local onde gostaria de colar o cartaz. Definitivamente deveria ter aceitado o auxílio do mestre de cerimônias. 


— Está precisando de ajuda ? — Falou uma voz desconhecida, que parecia ter uma origem masculina. 


Era apenas um garoto ruivo de olhos peculiares, onde possuía duas pupilas azuladas em cada olho que estavam mescladas uma na outra, e que aparentava estar na fase da adolescência e olhava curioso para Selene, que sem nem se deu o trabalho de virar para olhar o jovem, somente riu alto e respondeu : 


— Ajuda eu preciso, mas não acho que você tenha altura o suficiente para isso. 


— Vejo que é de um circo. Pensei que quem colasse esses cartazes eram aqueles caras com as pernas de pau. — Sem se importar com a impaciência da mulher, o garoto de olhos estranhos dava continuidade ao assunto. 


— Não temos esse tipo de gente na trupe, e a não ser que esteja interessado, acho melhor ir embora e deixar-me terminar logo meu serviço. — O dia não estava sendo dos melhores para Selene desde que perdeu uma das suas cartas de seu baralho, o que agravou o seu mal humor recorrente. 


— Ótima ideia moça, me parece um trabalho fácil, simplesmente andar por aí em cima de uma "escada para os pés", então, com quem eu falo pra entrar no circo? — A mágica virou o rosto em direção ao estranho pela primeira vez, e conseguiu ver que através do olhar bizarro dele que o mesmo não estava brincando. 


— Esse não é um circo dos horrores, mas vou levá-lo até ela de qualquer forma. — Disse Selene. 


— Tudo bem moça. Meu nome é Less, estou ansioso para ver este circo com meus próprios olhos. 


"Sem nenhum talento, e apenas uma garota repleta de inutilidade" 


Com a tenda principal pronta, os três circenses suspiraram aliviados por poderem finalmente descansar. Laila, Dorian e Ayame resolveram aproveitar o tempo livre para passear pelo vilarejo desconhecido e, talvez encontrar algo interessante para distraí-los antes dos treinamentos para a primeira apresentação começarem. 


— Esse lugar parece ter saído de um filme de terror. — Disse Ayame.


— Vamos pensar positivo meninas, talvez tenha algo de interessante por aqui. — Dorian continuava positivo como sempre. 


Laila, que somente observava seus companheiros discutirem a situação do local, direcionou sua atenção até as árvores antigas que rodeavam o vilarejo conhecido pelo título "Summerland". A jovem parou seu olhar por um momento quando notou algo no mínimo peculiar em meio aos arbustos, algo que parecia ser um garoto de blusa ou moletom branco... Manchado com uma cor escura. 


— Vai vir ou não Laila? — Gritou o Faz-tudo quando viu que a trapezista tinha ficado para trás. 


— Não fique tão longe Lai. Esse lugar não parece seguro para ficarmos sozinhos. — Ayame não conseguiu esconder a preocupação. 


— Eu tive que tirar uma pedra que entrou no meu sapato. — Antes de continuar o seu caminho, ela olhou pela última vez às árvores. 


"Em sua vida a cor vermelha acabou por prevalecer" 


Com uma faca na boca para morder e ignorar um pouco a dor, Saori finalizava a costura de seu braço, mas um maldito qualquer havia batido em sua porta de forma desesperada, e agora ela estava parada do lado de fora de seu camarim com ainda a pequena ponta da linha caída em seu braço que já não sangrava mais, somente estava com um tom avermelhado. 


— Ei Lucy, sabe quem foi o idiota que bateu na minha porta? — Magic Doll perguntou para a única que passava por perto. 


— Aparentemente uma criança do vilarejo aqui perto entrou no acampamento. — Uma faca pequena mas muito afiada passeava pelos dedos de Lucy. 


— Acabe com ela logo então. 


Após o estranho diálogo, Saori fechou a porta com brutalidade, e deixou a atiradora de facas sozinha para lidar com aquele incômodo de estatura baixa, e pelo pouco que conseguiu ver, de vestido rosa. 


Daisy deixou o seu tão famoso sorriso mesclado, com um toque de loucura, formar-se em seu delicado rosto, quando notou que aquela era a oportunidade perfeita para sujar-se de vermelho. O vilarejo que estava à poucos passos de distância não era importante para ninguém e, consequentemente, uma criança do local a menos não faria diferença. 


— Crianças jamais devem entrar desacompanhadas no circo da lua. — Atirando a lâmina em uma árvore qualquer, deu-se início à brincadeira. 


"Dizem que coisas quebradas não tem valor, então porque todos queriam ter o seu coração?" 


Era de se esperar que seu temperamento estivesse naquele estado, ela sempre ficava assim depois de uma longa viagem dentro dos caminhões e, como se não fosse o suficiente ter que dividir um espaço pequeno com outras pessoas por tanto tempo, seus doces tinham acabado. 


— Onde está aquele vestidinho tão lindo? — Murmurou Daisy. 


Todos já tinham confirmado que havia sim uma intrusa, mas só podia que a tal garotinha era um fantasma ou algo semelhante, porque Daisy já estava caçando-a fazia horas e nenhum sinal de sua presa. 


— Basta Daisy, você não vai encontrá-la, era só uma criança curiosa e é provável que já tenha ido para casa. — James falou perto o suficiente para ela escutar, mas longe o bastante para não correr nenhum risco. 


— Não tem vermelho... Não tem vermelho... Está tudo limpo. — A circense que estava imersa em sua insanidade, chegava a estar tremendo e seu rosto transmitia a impressão dela não ter alma. 


— Largue a faca Lucy Daisy Matthew, ou deste jeito acabará dentro do caminhão principal novamente. — Suas palavras saíram de forma tranquila. 


Não ouve nenhuma resposta da parte de Daisy, que ergueu um pouco mais seu rosto e passo a passo foi chegando mais perto do circense James. Ela ainda tinha sua faca em mãos. 


"A tenda solar transformou-se em algo pertencente ao luar" 


A noite eventualmente chegou,e com isso todos do circo ficaram prontos para receber a circense chefe, que normalmente saía de seu esconderijo somente durante a mais pura escuridão. Possuindo um olhar cansado e roupas tomadas pela coloração azul, Miliet seguia caminhando em silêncio pelo acampamento apenas observando o que cada membro da trupe estava fazendo, e à primeira vista, não havia ninguém parado, mas foi ao dar um pouco mais de atenção à um certo ponto do local que a azulada pode ver a circense Evellyn aparentando estar abalada com algo. 


— O que aconteceu minha pequenita? — Disse Miliet, se aproximando lentamente. 


— Falaram para mim que uma criança desconhecida entrou aqui no acampamento, e ao que tudo indica, Lucy achou-a primeiro... Com suas facas. — Apesar de saber que havia assassinos no circo, a garota sempre ficava deprimida quando pensava ou lembrava sobre isso. 


— Não entendo o porquê de se preocupar com isso, afinal, é uma forma dela lidar com sua personalidade um tanto imperativa. — Miliet mantinha-se com um olhar calmo. 


— Mas é errado, deveríamos deixar as crianças felizes e não matá-las! 


— Mas fazemos os dois, e esse circo é deste jeito antes mesmo do meu nascimento Sak, não vejo motivo de mudar ou questionar isso agora. 


A vontade da circense mais jovem era de gritar nos ouvidos de sua chefe até a mesma enxergar o problema, mas o tom de voz sempre calmo e adocicado de Miliet fez ela desistir da ideia e apenas suspirar alto decidindo mudar rápido de assunto. 


— Já que a senhorita tocou no assunto eu gostaria de perguntar, como era o circo da lua antigamente? 


Sem perceber, Sak acabou fazendo inúmeras emoções diferentes florescerem no coração de sua superior. 


— Um lugar adorado pelo sol. Essa enorme tenda avermelhada que você vê nem sequer existia, as apresentações eram feitas à céu aberto com um palco enorme e brilhante abaixo dos pés daqueles que tinham inúmeros talentos para mostrar. — As bochechas manchadas de Miliet se tornaram vermelhas quando a mesma começou a rir, deixando explícito a tamanha alegria que sentia ao lembrar-se dos tempos antigos. 


— Não consigo imaginar um circo sem tenda. — Falou a mais jovem, tentando em vão imaginar como poderia ser a cena de um picadeiro aberto. 


— Somente vendo para crer minha pequenita. 


Então um grito de socorro fez o momento de lembranças felizes desmoronar. 


— ALGUÉM ME AJUDA! 


Blue smile Já estava indo em direção à voz, mas ao virar-se viu Miliet petrificada, que só mexeu seus lábios para dizer : 


— É o meu James. 


"Bem-vindos ao lugar que o título circo do sol já carregou".



Notas Finais


Espero que tenham gostado. Qualquer coisa que não tenha sido do agrado de alguém ou pensou em alguma dica de como melhorar, basta me dizer nos comentários.

Vamos para as perguntas, onde uma é muito importante para o próximo capítulo e a outra é somente para quem quiser mesmo (não tem muita importância, mas vão me deixar muito feliz se responderem).

~Como descreveriam os figurinos de apresentação dos seus personagens? E caso seu personagem não trabalhe com os shows, o que ele faz com o seu tempo livre durante os espetáculos?

~Vocês tem alguma teoria de quem é o garoto Jess?

Então é isso, até o próximo capítulo circenses e tchau tchau.


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